16 de agosto de 2007

A libertação do cativeiro sexual

A libertação do cativeiro sexual

Vander Rodrigues

vanderdoze@yahoo.com.br

O abuso sexual é um mal que se alastra impiedosamente na sociedade. Foi e continua sendo responsável pelo sofrimento de muitas crianças e adolescentes por todo Brasil, e é também uma das manifestações imundas da homossexualidade. Para quem não sabe, o abuso sexual acontece quando um adulto ou jovem, homem ou mulher, engana, ameaça ou obriga uma criança ou adolescente a manter contato sexual com ele ou com ela. Esse contato pode abranger situações em que a criança ou adolescente fique exposto a material pornográfico, gestos ou palavras obscenas. Incluindo ainda o manuseio, o contato genital, as relações sexuais, chegando até mesmo ao estupro. Em todas as situações a criança ou adolescente é usado como mero objeto para a satisfação sexual dos desejos imundos de alguém doente sexualmente.

O abuso sexual é devastador na vida de quem pratica e de quem se torna vítima. Eu não tenho problemas em falar abertamente que sofri abuso sexual quando adolescente. Graças a Deus, já estou resolvido em minhas emoções e sexualidade. Mas naquela época, sentia-me perdido e confuso. Depois do que me aconteceu, minha vida tomou um rumo que poderia ter sido trágico.

Quando a adolescência chegou, junto com a emergência dos hormônios, me via assolado pelo pânico homossexual ou pela fase popularmente conhecida como “saindo do armário”. Contudo, nunca foi minha intenção ter esses desejos. Não acordei em nenhuma manhã e pensei: “Hoje eu quero ser gay e meu mundo agora vai ser cor de rosa!” Pelo contrário, apesar de não ter plena consciência do que estava me acontecendo, esforçava-me constantemente para não ceder a esses desejos opressivos. Tinha uma leve impressão de que nada disso fazia parte de mim.

Para o meu desespero, a atração física por outros homens se intensificava cada vez mais. Acostumara-me a satisfazer meus desejos sexuais através da masturbação, e já estava consciente de que minhas fantasias eróticas envolviam apenas os rapazes e nunca as moças. Ainda não havia tido nenhuma relação homossexual, mas estava constantemente sendo tentado, o que salientava a minha curiosidade sexual, aumentando meus hábitos nada saudáveis de masturbação.

Toda a minha vida se tornou ainda mais complicada devido ao abuso sexual que sofri por quatro garotos, no início de minha adolescência. Até hoje, eu não sei se aqueles caras eram oprimidos pela homofobia ou homossexualidade. Só sei que eles tinham sérios problemas psicológicos. Lembro-me de ter sido espancado, torturado, e de ter sido jogado no chão, agonizando de dor, sentindo o gosto de sangue na boca.

Por causa deste abuso sexual, decidi que queria experimentar essa vida e “sair do armário”, pra ter certeza de que era essa a minha opção sexual. A propaganda exagerada e irresponsável da mídia me incentivava a aceitar esse comportamento como algo normal e agradável aos olhos de Deus. No entanto, eu procurava mais afeto e atenção do qualquer outra coisa. Não contei para ninguém o que me acontecia. Não havia em quem pudesse confiar o problema, ou quem pudesse entender essa situação. Romper o silêncio que envolvia a situação de abuso sexual era o passo mais difícil para mim. O medo, a culpa, a vergonha e a baixa auto-estima geradas pelo abuso me isolavam e me afastam de qualquer ajuda possível.

Eu estive em vários lugares, como boates, saunas, cinemas, praias, praças e outros points freqüentados pela comunidade gay. Estava sempre à procura de alguém, ou de alguma situação, que preenchesse o vazio do meu coração. Sempre acompanhado de um homossexual assumido, e disputado por vários. Mas depois de cada relação sexual, eu ficava horas e horas tomando banho, tentando me limpar de toda aquela imundície.

Não queria aquela vida, mas não era por causa da “babozeira” da “homofobia internalizada”, mas sim por que havia constatado que não existe amor ou qualquer outra satisfação emocional no mundo cor de rosa do homossexualismo. Tudo o que vi foi traição desenfreada entre os parceiros sexuais, obsessão por contínuas relações sexuais, a falta de amor próprio.

Os homossexuais se submetem a toda sorte de baixaria e vulgaridade para fazer sexo com qualquer um, a qualquer momento e em qualquer lugar, além de correrem o risco de contrair uma doença venérea. Quando, eu percebi que toda a alegria e prazer que esse mundo cor de rosa oferece são temporárias e ilusórias decidir cometer o suicídio. Para mim, a morte me daria paz e me arrancaria das entranhas da escravidão. Claro que eu estava enganado. A morte me daria acesso ao inferno.

Tentei me matar duas vezes. Joguei-me em frente de um carro, em plena avenida, mas nada aconteceu — nem um arranhãozinho sequer. Em outra ocasião, ingeri um frasco inteiro de fortes comprimidos, mas novamente sobrevive sem nenhuma conseqüência.

Todas as vezes que eu chegava a casa, eu encontrava minha mãe, de joelhos dobrados, orando para que Deus transformasse minha vida. Ela orava tanto que um dia decidi entregar a minha vida a Jesus Cristo. A partir daquele dia, a minha vida mudou, renunciei a toda imoralidade e traumas internos dentro de mim, aprendi a me amar e a perdoar, mas acima de tudo, descobri que nenhuma alegria, satisfação ou prazer que a homossexualidade dá pode ser comparada com toda paz, felicidade e amor transbordante que Jesus Cristo oferece.

Por que estou escrevendo sobre minha vida? Escrevo essas palavras com amor, destinando àqueles que, de maneira egoísta, desumana e irracional, “querem normalizar a prática da pedofilia”, mas que não consideram os direitos e as trágicas conseqüências que esse ato imoral traz para às suas vítimas. As crianças e os adolescentes que eles abusam sexualmente se sentirão daqui a alguns anos do mesmo jeito que eu me senti. Sentir-se-ão sujas, vazias, tentando descobrir por que fizeram isso com elas. Algumas poderão até cometer o suicídio, outras sofrerão com o contágio de alguma doença venérea, e outras ainda mergulharão na depressão, dependência química e na doença do sexo compulsivo.

Contudo, é preciso que a sociedade — principalmente os pais e a igreja — tenha consciência dos males que uma criança e adolescente sofre ao ter contato com a imoralidade e doença alheia. Nossas crianças merecem e têm todo o direito de viver e crescer de modo saudável, desfrutando com intensidade toda a inocência e pureza que essa fase lhes oferece. Ninguém tem o direito de lhes roubar essa benção.

O abuso sexual é uma maldade terrível, mas não é um ato imperdoável. Deus oferece transformação e uma vida completamente nova. Há libertação do homossexualismo, ou da pedofilia, por meio do amor incondicional e da graça de Jesus Cristo. Essa transformação começa quando você decide buscar ajuda e se livrar desses apetites depravados que estão escravizando a sua vida. Existe cura e libertação, mas acima de tudo existe um amor tão imenso que é capaz de fazer por você o que a imoralidade sexual nunca pôde.

Jesus ama você!

Fonte: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

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