23 de julho de 2007

Homossexuais radicais elaboram estratégia para avançar sua agenda na ONU

Homossexuais radicais elaboram estratégia para avançar sua agenda na ONU

Muçulmanos e cristãos temem que a aceitação do termo “orientação sexual” poderá eliminar a liberdade religiosa de criticar o estilo de vida homossexual

Samantha Singson

NOVA IORQUE, EUA, 18 de julho de 2007 (C-FAM.org) — O recente documento intitulado “Orientação Sexual no Direito Internacional”, do professor Douglas Sanders, da Universidade da Columbia Britânica, afirma que a “maré virou” em favor dos direitos homossexuais nas instituições internacionais. Esse documento foi publicado pela Associação Internacional de Lésbicas e Gays (ILGA) e inclui a história detalhada de como os direitos homossexuais avançaram na Europa e como as Nações Unidas poderão seguir o exemplo europeu.

Sanders, o primeiro indivíduo abertamente homossexual a se dirigir diretamente da tribuna da ONU e dar um discurso sobre questões homossexuais, confessa que “orientação sexual” e “identidade de gênero não são mencionadas em nenhum documento internacional existente de direitos humanos”, mas que “ao invocar cláusulas que tratam de privacidade pessoal e cláusulas gerais que tratam de igualdade”, os homossexuais estão conseguindo obter algum reconhecimento na arena internacional de direitos humanos. Muitos países membros da ONU discordariam da análise de Sanders. A União Européia, porém, é um caso diferente.

De acordo com a análise de Sanders acerca da UE, dois elementos essenciais colocaram o alicerce para o avanço da agenda homossexual: a revogação de todas as leis criminais contra o homossexualismo e a proibição da discriminação. Com esses dois elementos em lugar, Sanders detalha a progressão dos direitos homossexuais nas esferas da custódia dos pais, leis de herança, direitos de imigração para parceiros do mesmo sexo, programas educacionais patrocinados pelo governo contra toda crítica ao homossexualismo nas escolas bem como preparar o caminho para casos desafiando as leis contra uniões entre indivíduos do mesmo sexo e adoção homossexual.

Contudo, nas Nações Unidas os homossexuais não tiveram muito sucesso. Depois de várias tentativas, os ativistas de direitos homossexuais não conseguiram incluir o termo “orientação sexual” na categoria de não-discriminação em documentos e conferências da ONU. Só uma resolução da ONU, acerca de execuções extrajudiciais, sumárias e arbitrárias, inclui uma referência explícita ao termo.

Embora nenhum documento existente de direitos humanos internacionais reconheça explicitamente “orientação sexual”, organismos da ONU, tais como o Comitê de Direitos Humanos, têm interpretado termos tais como “outra condição” e “sexo” para incluí-lo. Os ativistas têm trazido casos de discriminação diante do comitê em tentativas de garantir o reconhecimento de uniões entre indivíduos do mesmo sexo usando o “direito de homens e mulheres em idade de casamento para se casarem e constituírem uma família”.

A tentativa mais famosa de introduzir o termo “orientação sexual” na ONU foi a resolução intitulada “Direitos Humanos e Orientação Sexual”. Essa resolução, que foi introduzida pelo governo Lula do Brasil na Comissão de Direitos Humanos em 2003, fracassou, depois de forte oposição. Ao condená-la, o representante do Paquistão, em nome da Organização da Conferência Islâmica (OCI), chamou-a de tentativa de “desenvolver normas que contradizem diretamente os sistemas fundamentais de valores”. O incidente mostra a separação profunda entre a UE, o Canadá e o Brasil de um lado e a OCI, a África e grande parte da América Latina de outro lado.

Grupos pró-família notam que o termo “orientação sexual” não é parte de nenhum documento obrigatório da ONU e avisam que os ativistas homossexuais usariam uma cláusula de não discriminação num documento da ONU para reivindicar o reconhecimento do “casamento” entre indivíduos do mesmo sexo e para reivindicar leis contra crimes de ódio. Grupos muçulmanos e cristãos temem que a aceitação do termo “orientação sexual” poderá eliminar dos grupos religiosos a liberdade de criticar o estilo de vida homossexual.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Fonte: http://www.lifesite.net/ldn/2007/jul/07071901.html

Leitura recomendada:

A Agenda Gay e a Sabotagem dos Direitos Humanos, As Implicações da Linguagem Pró-Homossexualismo nos Documentos das Nações Unidas

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