19 de junho de 2007

O direito de alertar contra o homossexualismo: até quando?


O direito de alertar contra o homossexualismo: até quando?

Julio Severo

A liberdade de expressão nos dá o direito de manifestar que as drogas são prejudiciais. Ainda que as leis humanas descriminalizem as drogas, quem se preocupa com a saúde dos jovens não deixará de alertar e prevenir.

Quando o fumo era legal e estava na moda, era chique as classes mais elevadas e os artistas empunharem um cigarro publicamente, porém as igrejas se empenhavam em ajudar os cativos nesse vício. Somente agora se reconhece o valor das medidas que desencorajam as pessoas de fumar, mas muitos se esquecem de que a bandeira contra o fumo já estava levantada em muitas igrejas há muito tempo. Lembro-me de que eu mesmo cheguei a distribuir, quando ainda adolescente, folhetos evangelísticos contra o fumo, quando ainda não existia nenhuma campanha estatal contra esse vício. Como sempre, as forças seculares, principalmente o Estado, sempre chegam atrasados.

Portanto, muitas décadas antes das campanhas contra o cigarro, pastores e igrejas já alertavam sobre seus perigos. Os membros das igrejas eram fortemente aconselhados a abandonar esse vício.

Cultos de libertação visavam pessoas em necessidade de solução e restauração em problemas como álcool, cigarro, adultério, drogas, homossexualismo, etc. Em cultos de libertação de uma igreja batista, minha própria mãe foi curada de grave doença e liberta do cigarro.

Nenhum fabricante de cigarros ou bebidas alcoólicas jamais intimidou, processou ou perseguiu alguma igreja evangélica pelas posições radicais contra esses vícios. Nenhum motel ou fabricante de camisinhas jamais intimidou, processou ou perseguiu alguma igreja evangélica pelas posições radicais contra o sexo fora do casamento. Nenhuma rede de televisão ou editora jamais intimidou, processou ou perseguiu alguma igreja evangélica pelas posições radicais contra as novelas imorais e as revistas pornográficas.

Entretanto, os promotores, defensores, propagandistas e simpatizantes do homossexualismo descaradamente ameaçam, com apoio total do Estado, fazer o que nenhum fabricante de cigarros, bebidas alcoólicas, novelas imorais, camisinhas e revistas pornográficas jamais fez contra os seguidores de Cristo e suas igrejas. Eles querem nada menos do que isenção total e irrestrita para o pecado homossexual.

Os seguidores de Cristo estão na vanguarda das questões éticas e sociais mais importantes e têm bons motivos para educar suas congregações e o público em geral com relação a cada um desses assuntos. Na Bíblia, tudo o que faz mal ao corpo é visto como prejudicial, porque o corpo é o templo do Espírito Santo. E como seguidores de Cristo e cidadãos, temos todo direito e liberdade de apontar claramente os males e vícios, e também a solução — que está em Jesus Cristo, conforme o Evangelho apresenta.

Jesus Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores e libertá-los de seus pecados. Sem essa verdade essencial, o Evangelho se torna uma desfiguração da graça de Deus, onde Cristo seria apresentado apenas como um bom homem ou um bom Mestre. Mas, para os cristãos, ele é Salvador, pois só ele pode salvar o ser humano de forma completa das opressões e ilusões que aprisionam o coração.

Os seguidores de Cristo são livres, quer o Estado laico aceite ou não, para dizer que Cristo liberta os homens do adultério, da pornografia, das drogas, do alcoolismo, do cigarro, do homossexualismo, etc., e implantar serviços, cultos, grupos e centros de recuperação para cada um desses pecados. Eles têm todo direito de dizer que essas escolhas, ainda que consagradas em lei, são erradas e destrutivas. E o público tem o direito de ouvir ou rejeitar essa mensagem de alerta.

Embora a Bíblia não condene diretamente o cigarro, muitos cristãos jamais foram processados ou sofreram perseguição por sua oposição a esse vício. Sua oposição se baseia na convicção de que nosso corpo é templo de Espírito Santo. E a atual oposição estatal ao vício do fumo só confirma como os cristãos estão na frente do Estado em questões morais e éticas importantes.

Com boas razões bíblicas, médicas, psicológicas e sociais, os verdadeiros seguidores de Cristo crêem e ensinam que o homossexualismo é pecado, errado e anormal. Eles sempre creram e ensinaram assim.

Contudo, o Estado que chega atrasado nas medidas de saúde moral, física, mental e espiritual pública agora cria obstáculos aos seguidores de Cristo que têm o compromisso de alertar contra graves ameaças à saúde.

Prosseguindo num longo rastro de iniciativas, programas e projetos de lei que combatem aqueles que rejeitam o pecado homossexual, o governo Lula, em mais um gesto de hostilidade aos valores eternos da Bíblia, se manifesta contra uma campanha evangélica de informação sobre o homossexualismo.

O jornal Paraíba Online informa:

Entidades emitem nota contra ato de “discriminação a homossexuais”

Da Redação

O Programa Nacional de DST/AIDS e o Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Coordenação do Programa Brasil Sem Homofobia emitiram uma nota de repúdio à VINACC (Visão Nacional para a Consciência Cristã), pela campanha de “combate ao homossexualismo” que vem fazendo através de outdoors, internet e outros meios de comunicação, na cidade de Campina Grande.

Para as entidades e outras instituições defensora dos Direitos Humanos, a VINACC fere diretamente vários dispositivos constitucionais e legislação específica ao “incitar” a população para a discriminação quanto à orientação sexual.

Entre eles, o Artigo 5º da Constituição Federal, que garante inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.

A Lei Estadual nº 7.309/2003, que proíbe a discriminação em virtude da orientação sexual, também foi citada no documento, bem como o posicionamento do Supremo Tribunal Federal acerca da liberdade de expressão, que esbarra em limites pontuados pela Legislação Brasileira.

A VINACC pretende protagonizar uma mobilização contra o homossexualismo em Campina Grande, na próxima quinta-feira, 21, a partir das 9h.

Fonte: http://www.paraibaonline.com.br/noticia.php?id=267782

O ministério VINACC (Visão Nacional para Consciência Cristã) iniciou uma campanha de esclarecimento à população, inclusive com a utilização de outdoors, acerca de um tema que se tornou obsessão na sociedade, governo e meios de comunicação: homossexualismo. Por seu “pecado” de profanar a “sacralidade” do homossexualismo, o ministério VINACC vem sofrendo críticas até do governo. O mesmo governo que usa a desculpa do Estado laico para bloquear a inclusão dos valores cristãos nas questões públicas agora emite uma nota oficial de repúdio a uma campanha evangélica que apenas mostra que o homossexualismo não é o ideal de Deus para o ser humano. E a campanha nem se referiu ao homossexualismo como pecado!

Abaixo, o texto integral de VINACC que está atraindo a intolerância do governo e dos grupos homossexuais:

MANIFESTO

A Visão Nacional para a Consciência Cristã – VINACC, entidade, interdenominacional, sem fins lucrativos, que tem como objetivo promover o engrandecimento do indivíduo na sociedade e na família, bem como, proporcionar uma consciência baseada nos valores cristãos em nossa nação e o Projeto Jonas, vêm por meio deste, apresentar seu posicionamento em face ao Projeto de Lei 122/2006, que se encontra no Senado Federal, que caso aprovado criminaliza qualquer opinião contrária acerca da prática homossexual, instituindo assim um atentando a Família e as garantias constitucionais de Liberdade de Pensamento, Expressão e de Religião. O Movimento Gay tem a nível mundial, empreendido uma luta em prol da aceitação da prática homossexual e seus respectivos direitos na sociedade. Essa mobilização tem se dado, por meio das assim chamadas “paradas do orgulho gay”. Entendemos que quaisquer grupos têm o direito a manifestação, mas também compreendemos que como cristãos temos o direito e o dever de nos manifestar acerca desta questão, como se segue nos termos abaixo:

1. Com base no PRINCÍPIO DA LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA E DE CRENÇA RELIGIOSA, cujo conceito compreende os pensamentos, ações e adoração do homem para com Deus, nos levantamos em defesa da família e da fé cristã. Parafraseando o ilustre jurista Alexandre de Moraes, o constrangimento a um cidadão, levando-o a renunciar suas convicções religiosas, representa o desrespeito à diversidade democrática de idéias, filosofias e a própria diversidade espiritual (sic). (Direito Constitucional 8ª ed., pg. 71). Assim sendo, não somos obrigados a aceitar padrões que nos tentam impor, contrariando o próprio ordenamento jurídico, muito mais quando vão de encontro aos princípios divinos.

2. Os conceitos aqui levantados não ultrapassam os limites do exercício da efetiva LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO DE PENSAMENTO. Assim como grupos podem exteriorizar suas preferências por convergirem acerca de determinados pensamentos, outros grupos também podem externar suas discordâncias com tais pensamentos, inclusive quando sua posição é tão somente a ratificação de conceitos fixados pela legislação vigente, em especial a Lei Maior, posto que, quando tais conceitos são incorporados a um sistema jurídico-constitucional-positivo, refletem a própria estrutura ideológica do Estado, como tal, representativa dos valores consagrados por uma determinada sociedade (sic), nos dizeres de um dos mais abalizados constitucionalistas, o Dr. Ivo Dantas, em sua obra Princípios Constitucionais e Interpretação Constitucional, Editora Lúmen Júris, 1995, pág. 59.

3. A CONCEPÇÃO DA FAMÍLIA, antes mesmo de qualquer instituição legal, nasceu no coração do Criador. “Não é bom que o homem esteja só, far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea” Gênesis 2:18. Desde o início, Deus estabeleceu esse princípio e como deveria ser. Porém, o homem tem deturpado o plano original de Deus. Mas o projeto de Deus continua sendo: homem, mulher e “filhos que são herança do Senhor” – Salmos 127:3. Tudo que vier a quebrar este princípio está à margem do plano de Deus. Apesar de a CONSTITUIÇÃO FEDERAL ampliar o conceito de família para além do casamento, considerando como tal a união estável e as relações de um dos pais com seus filhos, a união estável é aquela existente entre homem e mulher, e mais, que pode ser convertida em casamento. Com isso, é necessário invocar o art. 1.514 do CÓDIGO CIVIL, que estabelece a realização do casamento no momento em que o homem e a mulher manifestam sua vontade perante o juiz, como também o art. 1567, determinando que a direção da sociedade conjugal será exercida, em colaboração, pelo marido e pela mulher, sempre no interesse do casal e dos filhos.

4. A BÍBLIA pode ser usada para embasar qualquer ideologia, é só torcer e retorcer o texto, ou usá-lo fora do contexto e pronto! Em se tratando do homossexualismo, a palavra de Deus é clara. No Antigo Testamento, registra-se a destruição de duas cidades – Sodoma e Gomorra, por causa de relações sexuais ilícitas (leia-se sodomia) – Gênesis 19. Em Levítico 18:22, diz: “Com homem não te deitarás como se fosse mulher, é abominação”. Já no Novo testamento, o apóstolo Paulo afirma aos romanos que os homens deixaram o contato natural da mulher e inflamaram-se, mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homem com homem e recebendo em si mesmos a merecida punição do seu erro (Romanos 1:26-27).

5. O AMOR DE DEUS é imensurável. Ele não quer que ninguém se perca. Há festa no céu por um pecador que se arrepende. Ele não faz acepção de pessoas. Ao ladrão arrependido, diz: “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso” – Lucas 23:39. Todos pecaram e carecem da graça de Deus. O pecado do homossexualismo não é pior do que outros pecados. Todos, sem exceção, erraram o alvo. Por isso, Deus enviou seu Filho, como substituto; isto por amor ao mundo de uma maneira incompreensível. “Eis que estou a porta e bato” (Ap 3:20). Abrir cabe a nós!

Que Deus Abençoe a todos!

http://www.vinacc.org.br/

http://www.projetojonas.com.br/

Fonte: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Nenhum comentário: