Mídia exagera os números da Parada Gay do Brasil e minimiza os números da Marcha para Jesus
Parada do Orgulho Gay versus Marcha para Jesus: Uma Análise Comparativa
Matthew Cullinan Hoffman
SÃO PAULO,
Um pastor conduzia a multidão, parafraseando uma oração de exorcismo tradicional em latim com “Xô, Satanás!”, acrescentando “Xô, homossexualismo!” Embora a Associated Press, Reuters e outros noticiários de língua inglesa afirmassem que só um milhão de pessoas estiveram presentes na marcha, a grande imprensa brasileira noticiou amplamente que três milhões participaram, citando a Polícia Militar.
Quando questionados pela mídia, os participantes da Marcha para Jesus negaram que foram hostis aos homossexuais, e expressaram preocupação com o bem-estar deles. “Por meio da Bíblia, sabemos que Deus não concorda com o que eles fazem”, membros de um grupo evangélico da Vila Carrão disseram ao serviço noticioso G
Outro pastor que trouxe um grupo de sua igreja negou que a marcha tivesse algo a ver com a parada gay, frisando o aspecto positivo da marcha: “Essa é uma demonstração no nome de Jesus. As duas não têm nada a ver uma com a outra”. Não houve registro de nenhum incidente violento durante a marcha.
Três dias depois, a Parada Gay anual apresentou um contraste completo com a Marcha para Jesus. Mais de um milhão de mulheres e homens homossexuais marcharam pela principal via da cidade, muitos sem camisa e vestidos em assessórios de drag queens e usando penas.
Eles carregavam bandeiras imensas com o símbolo do arco-íris, que o movimento homossexual internacional adotou, e exigiram o fim “do machismo, racismo e homofobia”. A parada do ano passado trouxe como conseqüência a criação de um projeto de lei, atualmente pendente no Congresso Nacional, que criminaliza como “homofobia” todas as condenações à conduta homossexual. Os organizadores da parada gay deste ano exigiram que tais medidas sejam adotadas sem demora.
Diferente da Marcha para Jesus, a Parada Gay foi manchada por vários episódios de violência entre participantes, de acordo com os meios de comunicação homossexuais do Brasil. G Online (a versão online da Revista G, uma publicação homossexual brasileira) observou que “a equipe G Online, que cobriu o evento durante o dia inteiro e por todo o trajeto da parada, investigou várias cenas desagradáveis ao longo da avenida (foto à esquerda). Empurrões, brigas, bebedeiras e roubos eram comuns durante a parada”. A foto à esquerda mostra um homem coberto de sangue que se chocou com um carro.
O site homossexual MixBrasil declarou mal-humoradamente que “neste ano, marcado pela violência entre os participantes da parada, as famílias desapareceram” do evento. “Agressões, brigas em cada esquina, roubos, violência pura… uma tragédia”.
Embora a grande mídia geralmente citasse a estimativa de
Em contraste total também com a Marcha para Jesus, a Parada Gay deste ano recebeu imenso apoio financeiro do governo e de instituições financeiras brasileiras. Diferente das paradas de anos anteriores, o evento deste ano foi patrocinado por órgãos públicos federais como a Petrobrás e a Caixa Econômica Federal.
Importantes autoridades governamentais estavam presentes no evento, inclusive o governador de São Paulo, José Serra, e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. A prefeitura de São Paulo gastou mais de
O governo investiu recursos públicos também na confecção de um panfleto contendo a programação da parada, assim como orientações de como evitar doenças ao usar drogas injetáveis. Em determinado momento os organizadores suspenderam a distribuição do panfleto, ao que parece devido a controvérsias [sobre a conveniência política de se usar um documento oficial do governo com o propósito de orientar os homossexuais sobre a forma mais segura de consumir cocaína].
Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com
Revisão final de Jael Savelli: http://jaelsavelli.blogspot.com
Fonte: LifeSiteNews
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