Contrários na cadeia!
Samuel Aveburg
A causa homossexual ganha espaço nos meios de comunicação de massa. Num spot institucional veiculado pelo canal Futura, em 18 de março, foi exibida uma entrevista com três rapazes que moram juntos e se relacionam. Um dos entrevistados disse que naquela relação o que prevalecia era a sinceridade e não a fidelidade. Esse é um exemplo da “revolução cultural”, do tsunami deflagrado pela agenda homossexual, contra a qual diversos religiosos, como dom Robinson Cavalcanti, escritor e bispo anglicano da Diocese do Recife, têm se posicionado. “Primeiro veio a academia, depois a mídia, as ONGs, as igrejas e os três ramos do poder. Partiu da decisão de retirar o comportamento do rol das patologias, passou pela defesa da legitimidade da prática e da revisão do conceito de casamento e, finalmente, desembocou na luta contra o que consideram ‘preconceito’, ou seja, na revisão dos livros escolares, na transmissão da imagem de ‘normalidade’ ou ‘simpatia’ através de personagens da mídia, e na ordenação de líderes religiosos praticantes”, analisa o bispo.
O promotor de Justiça Cláudio da Silva Leiria, de Guaporé (RS), afirma que “a ditadura do politicamente correto impede as pessoas de fazerem qualquer crítica ao modo de ser dos homossexuais, pois temem ser tachadas de retrógradas ou preconceituosas”. Segundo Cláudio, os gays querem agora dar o golpe final nos seus opositores: “Não satisfeitos com a propaganda massiva favorável à sua causa, tentam levar à prisão quem ouse criticar a homossexualidade”.
Tendo em vista o grande número de manifestações contra o Projeto de Lei, aprovado pelo Plenário da Câmara dos Deputados em novembro de 2006, os senadores decidiram pela formação de um grupo de trabalho com o objetivo de aprofundar o debate sobre o Projeto de Lei em questão, que define os crimes resultantes de preconceito e de discriminação de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero, a exemplo do que já ocorre em relação ao preconceito de raça ou de cor. A matéria foi retirada da pauta de votações a pedido da relatora, senadora Fátima Cleide, porque, segundo os membros da Comissão dos Direitos Humanos e Legislação Participativa, o assunto precisa ser discutido com representantes da Sociedade Civil.
Pela redação aprovada, altera-se o art. 20 da Lei n.º 7.716/89, o Código Penal Brasileiro (1940) e a Consolidação das Leis do Trabalho (1943), introduzindo novos tipos penais. Dentre outras medidas, a proposta pretende punir com dois a cinco anos de reclusão aquele que ousar proibir ou impedir a prática pública da chamada manifestação de afetividade por homossexuais (art. 7º). A conduta de um sacerdote que, em uma homilia, condenar o homossexualismo, também poderá ser enquadrada. Em seu artigo 8º, o Projeto de Lei configura como crime “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de orientação sexual e identidade de gênero”, enquanto o art. 20 dispõe sobre a prática de “qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica”.
Segundo Renata (nome fictício), que tenta evangelizar um colega homossexual, “Jesus amava os pecadores, não os seus pecados. Assim, deve-se respeitar a pessoa, mas condenar o ato”. Ela justifica seu direito de combater a homossexualidade, embora respeite os homossexuais. “Eu preciso ter garantido o direito de expressar minha discordância”, ela afirma.
O governo Lula, através do programa Brasil sem Homofobia, investirá, neste ano, mais 4 milhões de reais no combate à discriminação de homossexuais e na promoção da visibilidade da comunidade GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Travestis), em áreas como educação, saúde e cidadania. Para Julio Severo, autor do livro O Movimento Homossexual (Ed. Betânia), o país copia “o radicalismo podre dos esquerdistas dos EUA, que vêem o aborto e o homossexualismo como direitos humanos”, conforme considera o rascunho de uma resolução apresentada à ONU pelo PT, a propósito desta orientação sexual.
“O Projeto de Lei viola flagrantemente a liberdade de pensamento e a liberdade religiosa previstas na Constituição. Quem sabe se o próximo passo não será proibir a utilização da Bíblia”, avalia Cláudio Leira. Afinal, está escrito em Levítico 18.22: “O homem que deita com homem como se mulher fosse comete abominação aos olhos de Deus”.
Fonte: http://www.revistaenfoque.com.br/index.php?edicao=70&materia=736
Leitura recomendada: O silêncio de Cavalcanti e sua trupe
0 comments:
Postar um comentário