21 de maio de 2007

A realidade mortal do sacrifício de irmãos na fertilização in vitro

A realidade mortal do sacrifício de irmãos na fertilização in vitro

Para milhares de casais que sofrem de infertilidade, os avanços na saúde reprodutiva deram nova esperança — e, em alguns casos, nova vida. Contudo, com o progresso vem a carga da responsabilidade ética — uma carga que muitos da área parecem não querer carregar. Nesse final de semana, o jornal The Washington Post publicou um artigo emocionalmente carregado, “Um Peso Grande Demais para se Carregar”, que fez um trabalho admirável de retratar a onda de redução seletiva que muitas vezes acompanha os modernos tratamentos de fertilidade. Esforçando-se para dar uma aparência compassiva a esse procedimento desumano, a autora Liza Mundy visitou os consultórios do Dr. Mark Evans para observar por si mesma o lado sombrio da fertilização in vitro. A experiência, como ela mesma diz, lhe abriu os olhos para a realidade.

Se a fertilização in vitro fosse tão simples quanto fertilizar um óvulo com um esperma, o processo seria menos preocupante. No entanto, para várias dessas mulheres em risco, os médicos insistem em que para tornar as gravidezes mais “viáveis” tem de haver menos competição no útero. Isso muitas vezes significa que “embriões adicionais” são criados, implantados e destruídos depois que os testes são realizados para decidir qual feto é mais saudável. Em alguns exemplos, Mundy estava presente durante as “reduções” e descreve o horror de ver vidinhas, outrora ativas na tela do ultra-som, rapidamente silenciadas por uma injeção letal no coração.

O “processo de seleção” é também usado para os médicos separarem pequenas vítimas que eles suspeitam ter a síndrome de Down ou deficiências físicas, que em 85 por cento dos casos eles utilizam como desculpa para realizar abortos. Numa visita, Mundy descreve uma paciente chorando: “Meu Deus! Não tenho forças para ver isso! Dá até para ver os dedos!” e então soluçando incontrolavelmente a medida em que o bebê pequenininho vai parando de se mover. Outra mulher diz: “Dá vontade de morrer com o que vamos fazer. Nunca pensei que me sentiria desse jeito… mesmo sendo a favor do aborto”. Entretanto, o espetáculo de ver a agulha, como explica uma enfermeira, “caçando os bebês” que tentam escapar, deixa as mães arrasadas. Essa mesma enfermeira, que ganhou nenê recentemente, tem dificuldades em participar desse procedimento porque ela sente como se os médicos e enfermeiras estivessem “fazendo papel de Deus”. “Algumas dessas mulheres tentaram engravidar… e oraram a Deus. E agora que estão grávidas, elas dizem a Deus: ‘Deste-me bebês demais’”.

Em vez de usar a fertilização in vitro para se criar nova vida, esse procedimento é na vasta maioria das vezes um meio de destruir novas vidas. Esse artigo serve como um oportuno chamado à consciência numa época em que os casais acham “certo” ter filhos, mas buscam liberdade das conseqüências impensadas.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Fonte: Family Research Council

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