1 de abril de 2007

Em defesa da homofobia

Homofobia é um termo politicamente correto que não gosto. Quem tem nojo de atos sexuais de homens enfiando o pênis no ânus de outro homem não tem fobia, nem anormalidade. É perfeitamente normal sentir nojo do que é nojento. É perfeitamente normal até mesmo um homossexual sentir nojo de seu comportamento homossexual. É por isso que tantos homens no homossexualismo procuram ajuda. Não entendo o motivo por que Jonathan Katz, em seu excelente artigo sobre o homossexualismo, resolveu condenar a sodomia usando um termo politicamente correto. Embora eu não goste da palavra homofobia, o que ele escreveu é muito importante. Vale a pena ler.

Julio Severo

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Em defesa da homofobia

Jonathan I. Katz

Homofobia é a opinião moral de que a conduta homossexual (a maior parte desse artigo se refere especificamente à conduta homossexual masculina) é errada. Homofobia não é como preconceito étnico, racial ou religioso, que negam o valor e direitos morais intrínsecos de outras pessoas. Em vez disso, é uma opinião moral acerca de atos que indivíduos praticam por escolha.

Se você é religioso, provavelmente você concorda com a posição homofóbica, pois a maioria das religiões tem essa opinião moral. A Bíblia judaica e cristã descreve a atividade homossexual, na maior parte das traduções, como “abominação”. Dá para encontrar essa condenação no Livro de Levítico, junto com condenações ao incesto e ao sexo entre seres humanos e animais. Diferente da homossexualidade, não há nenhuma campanha organizada para ganhar a aprovação desses pecados sexuais, que quase todos condenam. A mesma palavra é usada para condenar o ato ilegal de mudar os marcadores de limites, um pecado grave numa sociedade agrícola.

Se você confia só na sua própria razão e raciocínio, você vai querer uma explicação lógica, além da Palavra de Deus, e além do nojo que a maioria das pessoas sente. Por que grande parte das culturas adotou essa atitude? O sujeito que só confia na inteligência humana não aceita nenhum livro como Palavra de Deus, mas considera esses livros como a personificação da sabedoria tradicional. Contudo, ele não devia rejeitá-los totalmente. Ele deveria perguntar o motivo por que a sabedoria tradicional chegou a essa conclusão.

A história médica recente oferece um argumento convincente. O HIV, o vírus que causa a AIDS, esteve presente, e ocasionalmente foi encontrado na população humana, por aproximadamente meio século (alguns casos esporádicos foram identificados em 1950, ou mesmo antes). No entanto, esses casos eram raríssimos. A moderna epidemia de AIDS começou de repente em 1980. Suas primeiras vítimas eram homens envolvidos na imoralidade homossexual. No começo, era chamada de “Deficiência Imunológica Ligada aos Gays”.

Nos Estados Unidos, as atitudes para com o homossexualismo mudaram na década de 1970. Antes, era um vício praticado secretamente na privacidade. Depois, passou a ser um grupo aceito e a céu aberto. Em muitos lugares, “sodomita” deixou de ser um insulto. Essa aceitação levou à tolerância, e prática ampla, da nojenta prostituição homossexual. O HIV, caindo no solo fértil da prostituição masculina, transformou a AIDS em epidemia. Mesmo antes de se conhecer a AIDS, os homens envolvidos em práticas homossexuais eram famosos por terem um elevado índice de doenças venéreas.

O crente religioso consegue ver a mão de Deus na proibição que a religião faz do homossexualismo, mas tanto ele quanto aquele que confia na própria razão precisam ver um fato da natureza. O corpo humano não foi planejado para receber agulhas hipodérmicas que outros usaram, não foi planejado para a prostituição e não foi planejado para se envolver em atos homossexuais. Envolver-se em tais condutas é como dirigir moto, sem capacete, numa estrada coberta de gelo. Por algum tempo, pode ser possível escapar, e alguns podem até se sentir eletrizados com tal risco, mas mais cedo ou mais tarde (provavelmente mais cedo) as conseqüências serão catastróficas. As doenças letais se espalham rapidamente entre pessoas que fazem essas coisas.

Infelizmente, as vítimas não são só os indivíduos cuja conduta sem juízo trouxe morte para si mesmos. Há muitas vítimas completamente inocentes também: hemofílicos (uma boa parte morreu como conseqüência de fator de coagulação contaminado), pessoas que receberam transfusões contaminadas e seus cônjuges e filhos, pois a AIDS pode ser transmitida de forma heterossexual (nos Estados Unidos, a transmissão heterossexual não é freqüente) e de nascença. A estrada coberta de gelo está marcada por um rastro de vítimas inocentes caídas, que jamais escolheram andar de moto. Os culpados dessas mortes são os homossexuais e usuários de drogas intravenosas que envenenaram seu fornecimento de sangue. Essas pessoas morreram de modo que os sodomitas pudessem se sentir bem acerca de si mesmos.

Atualmente, o teste do HIV reduziu o risco de infecção pela transfusão quase (mas não completamente) a zero. Contudo, se surgir um novo vírus mortal transmitido pelo sangue, milhares de pessoas serão infectadas até que se possa detectá-lo e se desenvolver um teste. A experiência com o HIV mostra que os ambientes da promiscuidade homossexual e uso de drogas intravenosas podem prontamente transformar uma simples infecção numa epidemia.

O homófobo não se envolve em violência contra os homossexuais. Enojado, ele se mantém longe deles. Os homófobos se dividem em opiniões com relação à necessidade de leis contra os atos homossexuais. Alguns crêem que as leis são um bom jeito de se reduzir a freqüência desses atos e suas conseqüências prejudiciais. Outros, provavelmente a maioria, crêem que criminalizar esses atos é inútil, exatamente como pode ser inútil criminalizar o uso de drogas, e que as leis podem levar a perseguições destrutivas. Esses homófobos crêem que o melhor método de lidar com o homossexualismo é condená-lo moralmente. Nossa sociedade já aplica esse método para lidar com muitas outras práticas destrutivas, como adultério, álcool, uso de cigarro e suicídio. A condenação moral não eliminará completamente essas práticas. Nem a lei consegue eliminar todas as práticas erradas. Mas um clima de desaprovação pode reduzir sua freqüência e seus danos.

E com relação àqueles que vivem atormentados por desejos sexuais contra a natureza? Será que eles deverão eternamente suprimir esses desejos? Sim, mas esse não é o único destino desse tipo. A maioria dos homens e mulheres tem pensamentos adúlteros quase que regularmente, e se acham atraídos por pessoas do sexo oposto, pessoas com quem eles não estão casados. A moralidade exige que eles suprimam esses desejos, e a maioria não comete adultério, embora alguns sintam desejo lascivo no coração. Quase todo mundo, numa ocasião ou outra, cobiça a propriedade dos outros. Mas eles não roubam. Muitos sentem grande raiva e ódio intenso em algum momento de suas vidas. Mas eles não matam.

Sinto orgulho de ser homófobo.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Fonte: http://www.physics.wustl.edu/~katz/defense.html

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