9 de fevereiro de 2007

FHC elogia Roosevelt e Lula é o melhor candidato para elogiar Clinton, porém nenhum dos dois socialistas quer saber de Reagan

FHC elogia Roosevelt e Lula é o melhor candidato para elogiar Clinton, porém nenhum dos dois socialistas quer saber de Reagan

Julio Severo

Se todo socialista brasileiro é antiamericano, não é estranho que Fernando Henrique Cardoso, que já foi professor de marxismo, tenha escrito a apresentação de um livro sobre o presidente americano Franklin Delano Roosevelt?

FHC não poupa elogios a Roosevelt, assim como também não deixa de bajular tudo o que se encontre na esfera da aceitação marxista. Como teórico marxista, FHC entende não só o que é o socialismo, mas também tudo o que pode levar a esse sistema.

Roosevelt não era um socialista declarado, mas era um grande admirador discreto desse sistema. Seu programa de reformas New Deal nada mais é do que a execução política dessa admiração.

Para os socialistas, Roosevelt é o maior presidente americano. Sem ele, o socialismo sanguinário de Stálin provavelmente jamais teria feito importantes conquistas na Europa e no mundo. Roosevelt entregou, de presente, metade da Alemanha e metade da Europa a Stálin — como se povos e nações fossem insignificantes e descartáveis produtos comerciais. Assim, mesmo não sendo comunista, ninguém em toda a história da humanidade ajudou tanto o comunismo quanto Roosevelt. Enquanto pregava que os povos tinham o direito de decidir seus próprios destinos, Roosevelt estava entregando de bandeja várias nações européias à tirania comunista — em acordos secretos, insanos e vergonhosos com o ditador Stálin. É por isso que FHC o elogiou.

FHC e muitos outros socialistas fanáticos têm muito para agradecer a Roosevelt.

Se para Roosevelt até os socialistas do Brasil têm palavras de admiração, o que teriam para o maior presidente americano do século XX? É inegável que Ronald Reagan foi o presidente americano que mais se destacou no século passado. Ele conseguiu, sem concessões e com muita firmeza, derrubar a União Soviética.

Enquanto se inspirava na Palavra de Deus em sua luta contra o maior império maligno que o mundo já viu, Reagan não tinha receio de revelar a fonte de sua força: Deus. Por outro lado, Roosevelt se inspirava no seu adultério particular com sua secretária — e ordenava o covarde bombardeio de inocentes populações civis nas cidades da Alemanha e do Japão. Por pura coincidência, Bill Clinton se espelhava em Roosevelt, também vivia em adultérios e dava estranhas e injustas ordens militares. FHC, outro admirador de Roosevelt, não dava estranhas ordens militares, mas jamais conseguiu evitar os adultérios e outras tolices. Quanto a Lula, nem é preciso tocar no assunto de adultério, alcoolismo ou tolices e gafes pessoais e políticas.

Daí, não estranhe FHC elogiar Roosevelt. Qualquer dia desses, até Lula abrirá a boca para mostrar sua admiração por um presidente americano — sabe-se que Bill Clinton tinha, na sua presidência, as mesmas paixões por políticas de aborto e homossexualismo que hoje demonstra Lula em seu governo.

É fácil FHC bajular Roosevelt e não seria impossível Lula bajular Clinton. O que não é tão fácil é um presidente ou qualquer político brasileiro demonstrar um mínimo de admiração ou respeito por Ronald Reagan. A vida de Reagan na presidência caracterizou-se por suas elevadas convicções morais e éticas e por seu importante papel na derrubada do “império do mal”, que espalhava o comunismo, morte, escravidão e destruição em todo o mundo. É por isso que nem FHC nem Lula têm boas recordações e boas palavras para o maior presidente americano do século XX. Aliás, é por isso que nenhum socialista ou marxista do Brasil e do mundo tem boas recordações e boas palavras para Reagan!

No que se refere a Roosevelt e sua postura de presentear Stálin com o sangue de populações inteiras e no que se refere a Clinton e seu fanatismo pró-aborto e pró-homossexualismo, nem FHC nem Lula são antiamericanos. No que se refere a Reagan e seus valores cristãos, tanto FHC quanto Lula são ferrenhos inimigos do “imperialismo americano”. Assim, o antiamericanismo dos socialistas do Brasil funciona na base da pura hipocrisia: para Reagan e Bush, ódio; para Roosevelt e Clinton, admiração e respeito.

Os socialistas não têm motivo nenhum para ser antiamericanos. A verdade pura é que se não fosse por americanos como Roosevelt, o comunismo soviético — principal responsável pela propagação da ideologia socialista — jamais teria chegado a um nível tão elevado de dominação e influência mundial. O Brasil e toda a América Latina sofrem até hoje os efeitos traumáticos e debilitantes da expansão dessa ideologia enganadora.

Diferente de Roosevelt, Reagan não fazia nenhum tipo de concessão aos comunistas sanguinários. Ele não lhes entregava povos e nações. Diferente de Clinton, ele não tinha vergonha e receio de defender abertamente os valores cristãos. Diferente de Roosevelt e Clinton, ele valorizava a família e evitava o adultério e outras tolices morais. Além disso, Reagan começou sua carreira política no Partido Democrático de Roosevelt e Clinton, porém depois acordou para a realidade. É como se um homem bom, trabalhando muitos anos na ilusão do PT, despertasse para a verdade.

FHC sabe o que faz quando exalta o exemplo de Roosevelt. Lula pensa que sabe o que faz quando copia o imoral estilo político de Clinton. Mas quem no Brasil ousa se espelhar na grandeza moral de Reagan?

Quando foi baleado no início de sua primeira presidência, estando em risco de morte, Reagan dedicou sua vida a Deus. O restante de seu governo prova que sua dedicação foi genuína. Muito diferente de Lula e Clinton, que sempre defenderam o aborto, Reagan era totalmente a favor da vida humana inocente e lutava contra a insanidade do aborto. Ele foi o único homem a escrever um livro evangélico enquanto estava na presidência dos Estados Unidos. O título do livro é Aborto e a Consciência da Nação — cuja leitura faria muito bem a Lula, se ele gostasse de ler. Não há dúvida de que a consciência de Lula e de todo o Brasil precisa ser tocada para sentir a gravidade das políticas do governo petista que querem ampliar legalmente as insanas justificativas para o derramamento de sangue inocente.

Em Aborto e a Consciência da Nação, o Presidente Reagan afirmou:

Tenho muitas vezes dito que precisamos nos juntar em oração para proteger os bebês em gestação. É preciso oração e ação para se sustentar a santidade da vida humana. Creio que não será possível realizar nosso trabalho, o trabalho de salvar vidas, “sem uma alma de oração”. O famoso membro do Parlamento britânico, William Wilberforce, orou com seu pequeno grupo de amigos influentes, o “Grupo Clapham”, durante décadas para ver o fim da escravidão no Império Britânico. Wilberforce conduziu a luta no Parlamento, de forma incansável, porque ele cria na santidade da vida humana. Ele viu o cumprimento de seu sonho impossível quando o Parlamento proibiu a escravidão logo antes de sua morte.

Abraham Lincoln reconheceu que não poderíamos sobreviver como um país livre quando alguns homens podiam decidir que outros não eram dignos de ser livres e deveriam pois ser escravos. De forma semelhante, não podemos sobreviver como uma nação livre quando alguns homens decidem que outros não são dignos de viver e deveriam ser abandonados para o aborto ou infanticídio.

No entanto, deve-se observar que a destruição da vida é infinitamente pior do que a escravidão. Na morte, perde-se toda esperança de existir e lutar. Na escravidão, ao menos o oprimido ainda pode viver e trabalhar — e pode ter alguma chance de lutar ou fugir. A própria rainha Ester, ao se defrontar com novas leis que exigiam a destruição do povo judeu, implorou ao rei que tudo, inclusive a escravidão, era melhor do que a morte de seu povo. Ela suplicou ao rei: “Se eu puder me valer da bondade do rei, e se for do seu agrado, a única coisa que quero é que o senhor salve a minha vida e a vida do meu povo. Pois o meu povo e eu fomos vendidos para sermos destruídos e mortos. Se fosse somente o caso de sermos todos vendidos como escravos, eu não diria nada, pois não seria justo incomodar o senhor por causa de uma desgraça tão sem importância como esta”. (Ester 7:3-4 BLH)

Na ética socialista, o aborto intencional e outros tipos de derramamento de sangue inocente nada têm a ver com vida ou valores absolutos. Têm a ver apenas com os frios planejamentos demográficas do Estado, devidamente camuflados em termos como “direitos das mulheres”, “direitos para sicrano e beltrano”, etc. Novos direitos podem ser verdadeiras armadilhas para apanhar cidadãos incautos — impondo eficazmente a vontade estatal e eliminando direitos legítimos. É o direito artificial do Estado tragando e substituindo o direito natural que Deus deu ao ser humano.

Toda vez que um governo socialista pensa em expandir seus sinistros tentáculos, primeiramente cria “direitos” para disfarçar suas intenções. Não há população que não resista à tentação de receber “novos direitos” de presente — e todo Estado socialista conhece e explora muito bem tal desejo do povo. Como sempre, o povo nunca desconfia das intenções do presenteador.

Quem discordar dessas bondosas intenções sofrerá a ira socialista. Aliás, na ética socialista os inimigos devem ser impiedosamente difamados. É por isso que Reagan jamais é poupado na imprensa esquerdista do Brasil e do mundo. No entanto, essa ética é extremamente generosa com os colaboradores. Dá para estranhar então o motivo por que nem Roosevelt nem Clinton são alvos da cruel artilharia difamatória da esquerda? Mas mesmo em meio às muitas e pesadas críticas de socialistas descontentes e neuróticos no Brasil e no mundo, Reagan e seu exemplo brilham bem acima da figura de Roosevelt, Clinton, FHC e Lula.

A revolução conservadora de Reagan foi tão grande que abriu espaço para a chegada do governo de George Walker Bush, também um presidente evangélico que procura defender a família contra a ameaça dos grupos de aborto e homossexualismo.

Joseph Farah, editor evangélico do excelente noticiário WorldNetDaily, compreendeu a diferença entre Reagan e outros políticos. Ele declarou: “Há basicamente duas cosmovisões em conflito aqui: Uma cosmovisão é uma visão socialista em que o governo faz o papel de deus. A outra cosmovisão é uma visão de liberdade em que o governo serve a Deus”.

FHC, Lula, Roosevelt, Clinton e muitos outros americanos e brasileiros criam e crêem na visão socialista de que o governo deve fazer o papel de deus, ocupando lugar central na vida das pessoas, “preenchendo” todas as necessidades humanas e controlando todas as áreas da vida. Reagan acreditava que o governo deveria interferir o mínimo possível na vida das famílias, devendo apenas ser servo de Deus — nada mais.

Os socialistas, comunistas, marxistas, esquerdistas e seus simpatizantes, companheiros e colaboradores não hesitariam em dizer que o “bondoso” governo existe para “ajudar você”, que o governo precisa cobrar impostos cada vez mais elevados para “dar saúde e educação para você” e que o Estado tem de ser laico, sem Deus e sem seus valores divinos.

Com sua sabedoria política e crendo que o Estado não foi criado para suprir todas as necessidades humanas, o Presidente Reagan declarou:

“As palavras mais horríveis na nossa língua são:‘Sou do governo e quero ajudar você’”.

“Não é porque as pessoas pagam pouco imposto que o governo tem déficits. O governo tem déficits porque o governo gasta em excesso”.

“Sem Deus, não há virtude, pois não há um estimulo para a consciência. Sem Deus, nos atolamos nas coisas materiais… Sem Deus, a sociedade se torna cada vez mais rude nas atitudes. E sem Deus, a democracia não pode e não vai durar muito. Se chegarmos a nos esquecer de que somos uma nação sob Deus, então nossa nação deixará de existir”.

Reagan foi um grande defensor de Israel. Bush tem procurado seguir seus passos, porém permanece o fato de que Reagan foi provavelmente o maior líder político mundial do século XX.

Ele foi, sem dúvida, uma bênção especial de Deus para os Estados Unidos e para o mundo.

Fonte: www.juliosevero.com.br; www.julisevero.com

Veja também:

O Legado Político de Francis Schaffer

Anjos salvaram Reagan?

Valeu a pena a 2 Guerra Mundial?

2 comentários:

Anônimo disse...

O Comunismo caiu por si mesmo porque se autodestruiu. Nenhum presidente americano fez qualquer coisa por alguém e muito menois contra os interesses e lobbies americanos. Conheci a Europa Oriental antes da dissolucao da UDSSR. As pessoas viviam em condicoes miseráveis. Trabalhei com uma colega da Alemanha Oriental fugitiva cujo o marido perdeu um dedo porque nao tinha vacina Anti-Tetanica na Alemanha Oriental. As janelas quando os vidros escangalhavam eram protegidas por plástico no inverno e com a outra Alemanha ajudando. Na Tchecoslováquia uma miséria total também até que decidi nao visitar mais países da de Ferro. Berlin Oriental estava ainda com buracos de rajada de metralhadora nas paredes da 2° Guerra Mundial. Reagan era um paranóico. Depois do atentado que sofreu ficava hospedado nos hotéis e mandava pagar pelos quartos e esvagiar os hotéis para ele dormir. Seu 1° casamento foi com outra atriz que acusou de ser comunista durante as perseguicoes que o USA fez nos anos 50. O USA continua a ser um país comunista. O Comunismo tem similaridades com o Capitalismo. O Comunismo porega monopólio do Estado em todos os setores da economia e as idústrias monoplistas e Cartéis sao também representantes do Comunismo! O 2° golpe economicos que o USA provocou no mundo atual(o 1° foi os americanos comunistas em 1929) foi dado por outros americanos Comunistas para acabar com as pequenas e médias empresas que sao as representantes do Capitalismo!

Julio Severo disse...

Prezado anônimo, seu comentário é muito bom, mas tem dois erros fatais. O comunismo não se autodestruiu e se Reagan, que era anticomunista, era paranóico, então os outros presidentes americanos (sem mencionar os brasileiros), são o que?

Leia mais, pesquise mais, pois seu conhecimento está imperfeito. O comunismo nunca cai por si mesmo, e dá imenso trabalho derrubá-lo. É vendo-se nessa perspectiva que podemos valorizar o tremendo trabalho de quem ajudou a derrubar o comunismo soviético.

Contudo, concordo. Os EUA, mais do que nunca, estão contaminados de comunismo.