17 de janeiro de 2007

O que está por trás da campanha estatal pelos “direitos das crianças”

O que está por trás da campanha estatal pelos “direitos das crianças”

Julio Severo

Algum tempo atrás, o título de capa de uma revista nacional dizia: “CRIANÇA FELIZ, isso é um trabalho do Conselho Tutelar”. Logo na primeira página, uma charge mostrava um pai de castigo, enquanto o filho se gabava para uma coleguinha: “Depois que eu descobri meus direitos, é assim: não cumpriu, tem que pagar. O castigo de hoje é porque ele esqueceu de ir me ver na peça da escola”.

Na Palavra de Deus, a felicidade da criança está fundamentalmente ligada à sua obediência aos pais: “Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo”. (Efésios 6:1)

Contudo, quando a sociedade e aqueles que a governam rejeitam os valores de Deus, o que predomina é a inversão. Embora a Bíblia e suas leis estejam sendo rejeitadas, outras leis estão lhes tomando o lugar, usurpando o próprio centro sagrado que só Deus e sua Palavra deveriam ocupar na vida das famílias. O mandamento agora é: “Vós, pais, sede obedientes a vossos filhos, porque isso é o que o governo exige de vós”.

No caso da Bíblia, os pais recebem orientação específica de punir, disciplinar e castigar os filhos desobedientes. No caso politicamente correto, a própria charge do pai em castigo já mostra quem manda em quem. Os Conselhos Tutelares existem para cumprir uma função bem mais ampla do que só castigar criminosos contra as crianças: incentivam os filhos a delatar os pais por tudo o que o governo não aceita. A charge indica que o simples fato de um pai ou mãe não ir à escola ver o filho numa peça já pode ser motivo de castigo.

A missão do Conselho Tutelar é cumprir as determinações do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O ECA foi criado para atender às exigências da ONU, pois o Brasil assinou em 1989 documento da ONU se comprometendo a implementar no Brasil a Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança. Vale lembrar que até hoje o governo dos EUA não assinou esse documento, por pressão de grupos evangélicos, que vêem na Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança um instrumento que deixa as famílias debaixo do injusto e cruel controle e supervisão estatal.

Assim, um pai pode ser castigado por não ir ver o filho numa peça na escola, enquanto que ninguém é castigado quando o governo faz parceria com grupos homossexuais para que os temas homossexuais sejam apresentados na escola de acordo com a perspectiva dos ativistas gays. Um pai ou mãe também poderá ser castigado se resolver não levar o filho a uma aula com assuntos abordando a homossexualidade nessa perspectiva?

No Brasil, em dicionários e literatura acadêmica até recentemente, homossexualismo sempre foi sinônimo de pederastia — que é um homem ter sexo com meninos. Por isso, ninguém tinha dúvida das ligações escuras do homossexualismo com apetites sexuais de homens por meninos. As dúvidas nessa questão são um fenômeno moderno, com o Estado ocupando um lugar proeminente em iniciativas para desviar a população da aversão natural ao homossexualismo e incentivá-la a olhar o homossexualismo com respeito. O homossexualismo e sua ameaça sexual aos meninos passam da categoria de anormalidade para normalidade. É uma inversão devidamente alimentada por tolices estatais.

Enquanto os pais são castigados por questões mínimas, os militantes homossexuais têm acesso a crianças na escola, ganhando até mesmo a liberdade de ensinar sobre sexualidade e valores “morais”. Mesmo alegando trabalhar pela proteção das crianças, tanto o ECA quanto os Conselhos Tutelares nada fazem para proteger as crianças de predadores homossexuais. Tal fato não é estranho, pois na verdade o ECA tem como função no final das contas garantir a proteção dos melhores interesses do Estado, não da família. E, como todos sabem, o Estado brasileiro jamais foi tão pró-homossexualismo como hoje.

Na mesma revista com a manchete “CRIANÇA FELIZ, isso é um trabalho do Conselho Tutelar”, uma defensora do ECA e dos Conselhos Tutelares foi entrevistada, e a seguinte pergunta lhe foi feita: “Quais são as violações mais graves dos direitos da criança e do adolescente?” Ao que ela responde: “Todas as violações dos direitos são graves. Em relação ao direito à educação… no Brasil, apenas 13% das crianças entre 0 e 3 anos têm acesso à creche. À pré-escola, para crianças de 4 a 6 anos, de 35% a 40% não têm acesso”.

Em outras palavras, se no Brasil apenas 13% das crianças entre 0 e 3 anos têm acesso à creche, a idéia implícita é que todas as outras crianças também precisam desse “direito”! Não se iluda: os defensores dos direitos das crianças têm como meta institucionalizar as crianças o mais cedo possível, isto é, o quanto antes enviar o maior número possível de bebês e crianças novas às creches e escolinhas a fim de educar sistematicamente a nova geração no “evangelho” do humanismo. A meta final é tirar todas as crianças do lar e institucionalizá-las.

Os grupos feministas e socialistas — que tanto amor têm pelas crianças que apóiam o aborto e a adoção homossexual — exigem que o Estado garanta creches para todas as crianças. Pesquisas mostram que crianças criadas em creche não têm um desenvolvimento tão saudável quanto as crianças que são criadas no próprio lar com um pai e mãe. Mas a preocupação dos extremistas feministas e socialistas não é o bem estar das crianças no final das contas, mas o bem estar do Estado.

Esses extremistas pensam que as creches serão inevitáveis, pois o Estado assistencialista sobrecarrega tanto os trabalhadores com impostos pesados que os maridos fatalmente acabarão não tendo condições de sustentar a família, obrigando assim a esposa a entrar no mercado de trabalho e colocar os filhos na creche. É uma revolução imensa de transformação social, e os engenheiros sociais do ECA sabem aonde querem de fato levar as crianças e adolescentes: todos debaixo do controle e doutrinação sistemática do Estado.

Direitos — cuidado com esse termo!

Quando pensamos em direitos, logo imaginamos que é algo que nos permite escolher utilizá-los ou não. Por exemplo, se a lei diz que temos o direito de ir e vir, isso significa que, se quisermos, podemos ir até um cinema ou igreja. Se não quisermos, não vamos. Mas não é bem assim que o governo interpreta suas leis mais fundamentais aos seus objetivos. Quando o ECA (que representa ocultamente todas as ambições estatais de controle sobre as famílias) diz que as crianças têm direito à educação, significa pura e simplesmente que o Estado está obrigando os pais a mandar os filhos a escolas aprovadas pelas normais estatais. De novo, não se iluda: o que o ECA fala sobre educação nada tem a ver com educação. Tem a ver com doutrinação. Pais cristãos no Brasil que se esforçam para garantir o legítimo “direito à educação” vêm sofrendo perseguições e humilhações das autoridades meramente porque escolheram, com muito sacrifício e amor a Deus, dar aulas escolares aos filhos em casa. Se o suposto interesse do ECA e outras leis estatais fosse de fato proteger o “direito à educação”, o ECA seria o maior defensor da educação escolar em casa, pois, para as famílias evangélicas que fazem essa opção, a educação em casa tem como alvo oferecer uma educação melhor do que a educação pública.

Entretanto, é na escola, longe da supervisão dos pais, que a criança pode ser involuntariamente — e obrigadamente — exposta a aulas sobre homossexualismo e outras perversões sexuais, a conceitos deturpados da realidade política do Brasil, às religiões afro como pura cultura dos descendentes de africanos e a muitas outras questões politicamente corretas. Entre a educação pública e a educação escolar em casa, o Estado escolhe não dar chance nenhuma nem para famílias nem para crianças, pois o que está em jogo é muito mais do que um suposto “direito à educação”. O que está em jogo é o direito de doutrinar a futura geração. E o Estado — com a devida cobertura do ECA e outras leis camaleônicas — não abrirá mão desse direito.

No entanto, logo que se traz à tona os perigos e ameaças do ECA à família, seus defensores (e assalariados) logo se levantam para destacar que o ECA é importante para combater a exploração sexual de meninos e meninas. Nada como um apelo ao sentimento popular de proteção às crianças. Ninguém é a favor de tal exploração. Mesmo antes do ECA, ninguém, nem as leis, eram a favor. Mesmo depois da introdução do ECA, a exploração sexual continua. Não só física. Afinal, quem poderia imaginar que, com toda a verborragia do ECA sobre direitos da criança, os ativistas homossexuais conseguiriam no Brasil obter o “direito” de adotar crianças? Quantos donos de redes de televisão os Conselhos Tutelares levaram à justiça pelo crime de exibir programas altamente eróticos em horário facilmente acessível ao público infantil? Se isso não é exploração, então o que é?

Por traz de sua propaganda de proteger os “direitos” da criança, na verdade o ECA muitas vezes acaba se revelando completamente inútil contra as forças que mais representam abuso e exploração das crianças. O ECA é impotente diante da mídia erotizadora. Por outro lado, os pais que não são exploradores sexuais nem criminosos são impotentes diante de toda a ideologia abusadora que o ECA representa.

Os Conselhos Tutelares teriam uma função digna se se ocupassem apenas com casos reais de violência e abuso e se protegessem as crianças em gestação da ameaça do aborto e protegessem as crianças nascidas de serem adotadas por homossexuais. A realidade é que não existem exemplos de Conselhos Tutelares livrando crianças do aborto ou protegendo-as de casais de ativistas homossexuais. Mesmo que acreditássemos que esses órgãos deveriam existir pelo menos para deter a exploração sexual de meninas e meninos, ainda assim seu papel seria duvidoso, pois os poderosos sempre saem ilesos. Não se conhece um único caso onde o ECA ou um Conselho Tutelar tenha usado sua força estatal para proibir a programação erotizadora da TV e castigar criminalmente seus responsáveis.

E, como não poderia deixar de ser, a revista com o tema “CRIANÇA FELIZ, isso é um trabalho do Conselho Tutelar” aborda, com satisfação, alegria e elogio, a aprovação da lei da deputada do PT Maria do Rosário, que proíbe os pais de utilizarem qualquer tipo de disciplina física nos filhos. Não só proíbe, mas prevê castigos para os pais infratores.

A Palavra de Deus orienta os pais de forma claríssima: “O que não faz uso da vara odeia seu filho, mas o que o ama, desde cedo o castiga”. (Provérbios 13:24) Contudo, a revista pró-ECA mencionou que o castigo físico é “abominação”.

Interessante a inversão. Maria do Rosário, a autora da lei que castiga os pais disciplinadores, não só é uma feminista que apóia o aborto, mas também o homossexualismo, que é classificado por Deus como abominação: “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é”. (Levítico 18:22)

Abominação é apoiar leis que dão aos ativistas homossexuais o direito insano de adotar crianças. Abominação é apoiar leis que dão às mulheres o direito insano de “interromper a gravidez” — matar a criança inocente abrigada em seu ventre. Entregar crianças nas mãos de homossexuais e entregá-las à exterminação do aborto são grandes crimes — para quem ainda tem alguma sanidade.

Mas a insanidade hoje é a regra, não a exceção. No que depender de gente como Maria do Rosário, o que é abominação se torna direito, e o que é correto aos olhos de Deus, é abominação aos olhos dela! No que depender do ECA e dos Conselhos Tutelares, esse tipo de insanidade tem toda razão. Mas Deus tem uma opinião pessoal sobre eles: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” (Isaías 5:20)

No que depender dos insanos e suas leis, os predadores homossexuais nada têm a temer em seus esforços de adotar crianças. No que depender deles, as feministas que pregam o direito ao aborto nada têm a temer também, nem os médicos ambiciosos que lucram com o comércio de derramar sangue inocente. Os proprietários dos meios de comunicação nem precisam se incomodar com a questão, pois seu direito de transmitir programas erotizadores em qualquer horário do dia é assegurado pela insanidade estatal. Quando o problema envolve esses proprietários bilionários, o Estado nem se lembra de colocar os reais interesses das crianças acima da exploração sexual promovida pela mídia. O dinheiro dos poderosos compra o descaso dos políticos e legisladores. Só os pais é que deverão temer, pois em sua meta de criar monstros e monstrinhos, o Estado usará e abusará de suas leis de direitos da criança para introduzir nas famílias o próprio caos que o governa — ganhando até mesmo a colaboração dos poderosos na nobre responsabilidade de “proteger” as crianças. Assim, vence a hipocrisia, vence o Estado ardil, vencem os donos da mídia, restando à família o último lugar — o lugar dos vencidos, despojados, maltratados e sujeitos a todos os caprichos dos vencedores

Os profetas e profetisas da insanidade estatal estão descaradamente se levantando contra Deus e contra as famílias.

Onde estão os corajosos profetas e profetisas da sanidade moral?

Fonte: www.juliosevero.com; www.juliosevero.com.br

Importantes artigos para leitura:

Governo Mundial

O abuso estatal contra o ordem familiar

Um comentário:

Leonardo Pereira Araujo disse...

Senhor Júlio Severo, essas libertinagens estatais, dos ECAs e doutros contribuem para criminosidades, criminosismos, criminosizações, homossexualizações, transexualizações, bissexualizações, lesbicizações, travestimentos, pansexualizações, analfabetismos, casamentos ilegais, namoros ilegais, sexos ilegais, pedofilias, efebofilias, gerontofilias, sexos antinaturais (anais, masturbações, orais e outros) erotizações e sensualizações precoces, e outros problemas até muito graves. Conselhos Tutelares devem proteger anteoctodécimas e anteoctodécimos de abortos, atenviópus (atentados violentos ao pudor, Artigo 214), corrupções anteoctodecimais (Artigo 218 do CP), erotoabusos, escravidões, espancamentos, estupros (cópulas vaginais forçadas, Artigo 213), homossexualidades, imoralidades midiáticas, jabaculês, parassexualidades, pornografias, seduções anteoctodecimais (Artigo 217 do CP) e outros males. Anteoctodécimas (pedas e efebas) e anteoctodécimos (pedos e efebos) não têm só direitos, mas também deveres a cumprir. Os filhos devem ser castigados à proporção de seus maus comportamentos. Ninguém tem direito de erotizar, sensualizar, entre outras ações, principalmente nossas crianças. Anteoctodécimos(as) criminosos(as) devem cumprir o resto da pena em um presídio um dia depois do aniversário de 18 anos, dependendo do crime. E assim sucessivamente. Um abraço a ti, Senhor Júlio Severo!