31 de outubro de 2006

Polícia alemã usa a força contra famílias evangélicas que educam os filhos em casa

Polícia alemã usa a força contra famílias evangélicas que educam os filhos em casa

Julio Severo

Resumo: Famílias evangélicas que estão sofrendo perseguição do governo alemão estão dando um precioso testemunho internacional de que os filhos não pertencem ao Estado, mas a Deus. Pais e mães alemães estão corajosamente lutando pela herança que Deus lhes deu, herança que o Estado quer controlar.

A Alemanha, como todos os países da Europa, vive uma era de tolerância e diversidade. Só os termos já falam bastante. Tolerância é ter paciência com o que é diferente. Diversidade é ter consciência de que existem diferenças que precisam ser respeitadas. A Alemanha está vivendo de forma tal radical esses dogmas politicamente corretos que Berlim tem um prefeito abertamente homossexual.

O governo alemão nem pensaria em oprimir, perseguir ou maltratar o prefeito homossexual, por causa de suas escolhas de ideologia e opção sexual, por mais estranhas e pervertidas que sejam. Aliás, seu nível de tolerância é tão alto que autoridades alemãs vêm criticando os Estados Unidos por causa do tratamento que os militares americanos dão para terroristas muçulmanos capturados e presos. A Alemanha de hoje defende os direitos humanos desses terroristas.

Como berço da Reforma protestante, era de esperar que a Alemanha se tornasse um país mais humano, mais tolerante e mais justo. Contudo, a herança de Lutero, e outros líderes cristãos que marcaram a Alemanha, foi esquecida. A fé que cultivou a tolerância na Alemanha não mais é tolerada e, numa estranha virada, os conceitos de tolerância e diversidade se perverteram de tal forma que estão cada vez mais encurralando a liberdade de os cristãos fiéis seguirem a Deus conforme sua própria consciência diante da Palavra de Deus. Essa liberdade de consciência religiosa, um dos antigos fundamentos da sociedade alemã, foi esquecida.

O que não foi esquecido do passado é a arrogância estatal de praticar intolerância contra os cristãos que escolhem obedecer mais a Deus do que ao Estado. Durante o governo nazista, Hitler promulgou lei proibindo a educação escolar em casa. Essa lei, que existe até hoje, continua atuando do jeito que foi criada para atuar: perseguindo, intimidando e oprimindo cidadãos que não se submetem ideologicamente ao Estado.

Famílias evangélicas que dão aos filhos educação escolar em casa estão sofrendo multas, perseguições e prisões na Alemanha. Umas das mães, ao ser presa, iniciou na cadeia estudos bíblicos para as outras mulheres presas. Em qualquer lugar que vão, os cristãos que conhecem seu Mestre dão bom testemunho — mesmo na cadeia.

Entretanto, o que a Alemanha de Lutero está fazendo prendendo inocentes mães cristãs e defendendo perigosos terroristas muçulmanos? O que foi que aconteceu com a Alemanha? A resposta pode ser assombrosa: a Alemanha está mudando de rumo, se distanciando de seus próprios alicerces cristãos. Enquanto muitas igrejas evangélicas alemãs estão fechando, os muçulmanos estão abrindo mesquitas e casas de oração por toda a Alemanha. Enquanto os costumes muçulmanos mais radicais são respeitados pelas autoridades alemãs, por causa da obsessão alemã de promover a tolerância e a diversidade, a Alemanha de Lutero age de forma bem diferente com os cristãos que seguem fielmente a Bíblia.

As famílias evangélicas, que escolheram dar aos filhos uma educação em casa alicerçada na Bíblia, agiram errado em proteger seus filhos da educação governamental que oferece educação sexual, respeito ao homossexualismo, respeito ao sexo fora do casamento, etc.? Não é o que o próprio Lutero faria?

Lutero era um homem corajoso, que não tinha medo de se opor vigorosamente às medidas injustas das autoridades. Ele já havia declarado as razões para os cristãos removerem seus filhos das escolas, numa orientação espantosamente profética que não só confirma a atitude das famílias alemãs que dão aos filhos educação escolar em casa, mas também nos desafia a avaliar se vale a pena sacrificarmos nossos filhos no altar estatal da educação pública. O próprio Lutero disse:

“Temo que as escolas acabem mostrando no final que são as grandes portas do inferno, a não ser que elas se dediquem diligentemente ao trabalho de explicar as Escrituras Sagradas, gravando-as no coração dos jovens. Não aconselho ninguém a colocar seu filho num lugar em que a Bíblia não reine de modo supremo. Toda instituição em que as pessoas não se ocupam mais e mais com a Palavra de Deus está condenada a se corromper”. [1]

Na semana passada, por ordem do governo alemão, vários agentes policiais foram ao lar de uma família que educa os filhos em casa. Contrariando as vontades dos pais, que não reagiram, os policiais arrastaram as crianças à força para a escola do governo. As crianças não paravam de chorar, porém os policiais não vacilaram em sua missão. Eles informaram ter recebido ordens de agir assim diariamente, até a família se submeter totalmente ao Estado.

O mais estranho é que as próprias autoridades que examinaram as crianças haviam comprovado que elas estavam recebendo dos pais uma educação que estava atendendo a todas as necessidades educacionais. Contudo, não importa que as crianças recebam uma excelente educação em casa, o Estado simplesmente na abrirá mão de seu controle na área da educação.

A medida brutal das autoridades, que utilizaram a polícia para humilhar e submeter uma família evangélica, ocorreu pouco tempo depois que o Tribunal Europeu de Direitos Humanos decidiu como certa a lei alemã que proíbe a educação escolar em casa.

O Dr. Allan Carlson, presidente do Centro Howard da Família, Religião & Sociedade, comentou que a decisão é apavorante, dizendo: “O próprio Hitler declarava que somente o Estado tem o direito de dirigir a educação dos filhos de modo que as crianças e adolescentes aprendessem a ideologia do nacional socialismo. O que é irônico é que a Europa, que se orgulha de ser tolerante e respeitar a diversidade, adotou um instrumento de controle social inventado pelos nazistas”.

Fonte: www.juliosevero.com

Nota:

[1] William J. Federer, America’s God and Country (Fame Publishing, Inc.: Coppell, Texas, 1994), p. 405.

Leitura recomendada:

A Marca da Besta

Governo alemão batendo nas portas, de novo

Alerta Urgente: Perseguição na Alemanha

Alemanha usa lei da era nazista para prender mãe que ensinava seus filhos em casa

Governo alemão se impõe injustamente sobre as famílias

Famílias evangélicas sofrem perseguição na Alemanha

29 de outubro de 2006

Meu artigo em inglês sobre os resultados das eleições

Meu artigo em inglês sobre os resultados das eleições

A melhor maneira de vencer a desinformação é informando. Recentemente, um jornal secular dos EUA noticiou que um líder evangélico do Brasil, eleito deputado federal, estava sendo vítima da esquerda. Um fato bastante estranho, pois na verdade esse mesmo líder é um apaixonado apoiador de Lula e de todo socialismo que Lula promove.

Como fazer para vencer a desinformação do jornal americano? Divulgando a verdade. Acabei de escrever o artigo “Lula: high in populism and scandals”, que revela tudo o que está acontecendo no Brasil.

Ajude a divulgar meu blog em inglês Last Days Watchman.

27 de outubro de 2006

Começou a perseguição

Começou a perseguição

O site Mídia Sem Máscara, onde sou colunista, teve como artigo principal hoje a seguinte matéria:

O segundo mandato do Presidente Lula ainda não teve início, mas o envio de uma notificação extra-judicial ao MÍDIA SEM MÁSCARA pelo deputado petista Luiz Eduardo Greenhalgh é uma pequena amostra do que os críticos do petismo, mesmo os mais humildes, podem esperar.

A notícia completa encontra-se aqui.

Se os petistas, que hoje dominam o governo, conseguirem concretizar suas intenções de censurar, silenciar e perseguir Mídia Sem Máscara, todos os colunistas estarão sob ameaça.

No Brasil de Lula, todos agora têm de ficar com a boca fechada diante dos muitos escândalos. Ou então imitar certo homem do governo, que sempre finge não ver nem ouvir nem saber nada.

25 de outubro de 2006

MEC vai incentivar o combate ao sexismo e à homofobia

MEC vai incentivar o combate ao sexismo e à homofobia

Quarta, 25 de outubro de 2006, 12h35

Uma ação incentivada pelo Ministério da Educação (MEC) em parceria com a Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH/PR) dará a poio à formação de profissionais da educação que visem à promoção da cultura de reconhecimento da diversidade sexual e da igualdade de gênero.

O Programa Brasil sem Homofobia, que teve o edital lançado na última segunda-feira, dará apoio financeiro a projetos de capacitação de professores, prioritariamente da rede pública, com foco no enfrentamento ao sexismo e homofobia.

De acordo com o MEC, serão selecionadas as propostas que possam ser utilizadas pelos sistemas de ensino e que forneçam subsídios para implementação de políticas públicas permanentes de promoção de respeito às diferenças sexuais no País.

Fonte: Terra

Leitura recomendada:

O risco do ativismo gay nas escolas

Professores serão treinados para doutrinar crianças no homossexualismo

O que acontece quando os estudantes não recebem orientação e ajuda para sair do homossexualismo

Brasil Sem Homofobia: o que o governo Lula está fazendo para impor o homossexualismo no Brasil

Evangélico é preso por distribuir citações da Bíblia condenando o homossexualismo

Para uma alternativa saudável ao perigo moral, espiritual e físico das escolas públicas, visite o blog Escola em Casa.

24 de outubro de 2006

Bispo Robson Rodovalho, presidente da Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, decide apoiar Lula

Bispo Robson Rodovalho, presidente da Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, decide apoiar Lula

De acordo com informação do site de Cláudio Humberto:

Reforço

Aderiu a Lula o deputado eleito Bispo Rodovalho (PFL), dono da Igreja Sara Nossa Terra e muito ligado ao futuro vice-governador do DF, Paulo Otávio.

24/10/2006 | 0:00

Não é a primeira vez que Rodovalho apóia Lula. Em 2002, ele chegou a lançar um manifesto pró-Lula, apresentando o candidato petista com o seguinte elogio:

[Lula] tem afirmado acreditar nos valores maiores das Sagradas Escrituras, como: Deus, família, moral, ética, liberdade religiosa e democracia

O manifesto completo de Rodovalho se encontra no meu artigo Lula e os Evangélicos.

Fonte: www.juliosevero.com.br

O que acontece quando os estudantes não recebem orientação e ajuda para sair do homossexualismo

O que acontece quando os estudantes não recebem orientação e ajuda para sair do homossexualismo

Julio Severo

Na Inglaterra, onde as leis para favorecer o homossexualismo estão avançando, o menino Joe Geeling, de apenas 11 anos, foi esfaqueado até a morte porque recusou os avanços sexuais de Michael Hamer, um rapaz de 15 anos.

Hamer, que é homossexual, aproveitou o sistema da escola, que permite que alunos mais velhos ensinem os mais novos, para ganhar acesso a Joe. Hamer estava tentando de todas as maneiras possíveis seduzir o menino na escola.

Enquanto as escolas da Inglaterra se ocupam em promover programas “educacionais” contra a homofobia, e enquanto os ativistas gays se aproveitam desses programas para promover sua ideologia homossexual, as crianças que não são homossexuais são expostas a uma propaganda mentirosa que os coloca em risco não só de assédio homossexual, mas também de entrar num estilo de vida destrutivo. Quanto às crianças e adolescentes com tendências homossexuais em escolas, tais programas nenhuma assistência lhes dão para ajudá-los a escapar desse estilo de vida.

Nos Estados Unidos, onde as campanhas contra a homofobia são onipresentes e são a principal fonte de inspiração para todas as campanhas semelhantes no mundo inteiro, Louise Egan Brunstad, uma adolescente de 16 anos, tomou uma atitude radical quando foi rejeitada ao tentar um relacionamento lésbico com outra aluna de sua escola, por quem ela estava “apaixonada”. Louise pegou o carro da família e acelerou o que podia a fim de se matar. Sua tentativa fracassou. O carro se destroçou, deixando-a ferida. Contudo, ela bateu em outro carro, matando sua ocupante, uma mãe de três filhos, e ferindo seriamente a filha de seis anos da mulher. A menina, mesmo estando numa cadeira de segurança, sofreu costelas quebradas e outros ferimentos.

A paixão lésbica de uma adolescente custou a vida de uma mãe, que não mais estará presente para cuidar de três crianças.

O homossexualismo custa caro. Custa caro porque o governo investe muito para doutrinar as crianças de escola que esse comportamento é normal. O governo até dá verbas para que grupos homossexuais introduzam sua ideologia nas escolas. O programa Brasil Sem Homofobia, do governo Lula, é um exemplo gritante e vergonhoso.

As campanhas contra a homofobia são uma realidade nos EUA, Inglaterra e Brasil, porque o que vale é respeitar e imitar o que é politicamente correto. Se tal não fosse o caso, os líderes políticos esquerdistas do Brasil — que sempre alegam desprezar e atacar tudo o que é importado do primeiro mundo — seriam os primeiros a se levantar para acusar essas campanhas de imperialismo, pelo simples fato de que toda iniciativa contra a homofobia nasceu nos EUA e na Europa.

Essas campanhas são úteis para o movimento homossexual, são úteis para promover a sodomia, mas não são úteis para as crianças e adolescentes em suas necessidades.

O que as escolas precisam não é de um programa Brasil Sem Homofobia, mas de um programa Brasil Sem Drogas, Brasil Sem Sodomia, Brasil Sem Sexo Fora do Casamento, Brasil Sem Violência, Brasil Sem Mentiras, etc.

Ensinar que o homossexualismo é natural para crianças de escola é marcá-las para o resto da vida com marcas perigosas. Os efeitos podem ser imprevisíveis a curto prazo, porém devastadores mais tarde. Um homem que se tornou uma das personalidades mais famosas do mundo moderno confessou que a influência mais marcante em sua vida ocorreu na escola. Na escola, ele foi levado a se interessar pela política de um jeito radical, por meio do incentivo de um professor de História, que despertou e cultivou no menino interesses e valores que ele não tinha. Esse homem foi eleito democraticamente para presidir uma das maiores nações do mundo, e uma das medidas mais importantes que ele tomou ao assumir o governo foi colocar as escolas e a educação das crianças inteiramente debaixo do controle do governo, para que a nova geração fosse treinada como ele próprio foi. Ele também oficialmente proibiu a educação escolar em casa, pois sabia que para um controle perfeito o Estado não podia se dar ao luxo de permitir crianças aprendendo em casa e recebendo valores diferentes dos valores estatais. O nome do homem era Adolf Hitler.

As escolas modernas, que também estão debaixo do controle do governo, estão, com sua doutrinação homossexual, despertando e cultivando nas crianças interesses e valores que elas não precisam. Quando o governo controla e manda completamente na área da educação, é natural e previsível que as crianças sofram todos os tipos de doutrinações que o governo quiser. Foi assim com o governo nazista. Foi assim com o governo comunista soviético. É assim com todos os governos dominadores.

Se o governo quisesse cumprir um papel minimamente moral e decente, as escolas não seriam instrumento de doutrinação, nem dos ativistas gays, nem de outros militantes radicais.

Se as escolas cumprissem um papel minimamente moral e decente, as crianças e adolescentes aprenderiam a verdade, não mentiras. Aprenderiam que o homossexualismo não é normal. Aprenderiam que há saída para quem deseja abandonar o homossexualismo. E assim teriam muito menos chance de sair por aí causando mortes e estragos, para si e para pessoas inocentes.

Fonte: www.juliosevero.com; www.juliosevero.com.br

Leitura recomendada:

O risco do ativismo gay nas escolas

Professores serão treinados para doutrinar crianças no homossexualismo

Para uma alternativa saudável ao perigo moral, espiritual e físico das escolas públicas, visite o blog Escola em Casa.

23 de outubro de 2006

Deus quer a reeleição de Lula…

Deus quer a reeleição de Lula…

Julio Severo

Depois de uma infinidade de denúncias gravíssimas de corrupção, Lula e seu governo continuam de pé. Lula e seus homens continuam de pé. Mas o povo brasileiro parece não se importar. O povo evangélico também parece não se importar. Aliás, até mesmo grandes líderes evangélicos se juntaram a Lula.

Creio que as palavras mais sábias acerca desse assunto vieram do Rev. Augustus Nicodemus, que disse: “Se Lula for reeleito, será pela vontade de Deus”. Ele também mostrou as razões divinas para uma reeleição de Lula:

Juízo sobre nós. A Bíblia ensina que um dos castigos que Deus envia sobre um povo que se recusa a reconhê-Lo é entregá-lo às corrupções e desejos de seus corações. Veja a expressão “Deus os entregou…” três vezes em Romanos 1, quando Paulo diz de que forma Deus retribuiu a rejeição da sua revelação natural por parte da cultura de sua época. A cegueira moral e espiritual que é própria da humanidade decaída se torna ainda mais acentuada quanto a graça preventiva de Deus, aquela que permite que ainda tenhamos alguma lucidez, sensatez e verdade nesse mundo, é retirada. Povos cegados elegem governantes sem levar em conta questões morais e espirituais. Uma eventual reeleição de Lula em meio a todos esses escândalos pode indicar o juízo de Deus sobre nós como nação.

Para repreender a Igreja evangélica. Lula recebeu um monte de cantores evangélicos no Planalto. Que vergonha! Mas, quão previsível! Afinal, há dezenas de evangélicos envolvidos nos escândalos de corrupção descobertos pela Polícia Federal e pelas CPIs. Segundo o IBGE de 2000, agora pelo ano 2006 os evangélicos deveriam estar na casa dos 20 milhões. É um número considerável. Somos uns dos maiores países evangélicos do mundo. Mas, qual a diferença que isso tem feito nos costumes, na moral e na cultura brasileira? Uma igreja evangélica sem rumos teológicos, com crise de liderança, enganada por aproveitadores que ensinam que Deus existe para nos fazer prósperos financeiramente e satisfazer todas as necessidades imediatas dessa vida... o que mais poderíamos esperar? A reeleição de Lula e do PT é um atestado da falta de autoridade doutrinária, moral e espiritual dos evangélicos em nosso país.

Temos de enfrentar a terrível realidade. Se o povo brasileiro e os líderes evangélicos do Brasil estão em grande pecado diante de Deus, então Lula pode ser parte do juízo de Deus sobre a nação. Vale a pena ler os artigos seguintes:

Lula tem o ‘corpo fechado’ durante ritual de feitiçaria

OUIDAH (Benin), (AG) -Os tambores da África bateram forte ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se estava preocupado com a urucubaca lançada pelos adversários no Brasil, como disse recentemente, ele pode ter saído do Benin, berço do vudu, com o corpo fechado para enfrentar a ferrenha disputa que se anuncia esse ano. O presidente passou a tarde toda sendo reverenciado com orações e danças feitas por feiticeiros vudus, líderes tribais e pelos descendentes de escravos brasileiros que formam uma espécie de colônia de brasileiros em Ouidah, nos arredores de Cotonou, capital do paupérrimo Benin.

Todos os preparativos para recepcionar e pedir proteçào ao presidente brasileiro foram feitos pelo “chachá” Feliciano Julian de Souza, descendente e herdeiro do milionário baiano Francisco Félix de Souza, o maior traficante de escravos do país para o Brasil no sécúlo XVIII.

O ritual começou com Lula passando por cima de uma água muito limpa oferecida numa cuia por uma menina de 11 anos. De um lado, três feiticeiros, chamados de fantasmas vudus, dançavam e oravam por ele. Segundo um líder local, são espíritos de pessoas mortas que voltam para abençoar e fechar o corpo da pessoa homenageada contra tudo o que tem de ruim. Do outro, um grupo de africanos e africanas faziam a dança . Os beninenses adoram os espiritos vudus como deuses.

Fonte: Jornal da Cidade

AVISO AOS BRASILEIROS

A Justiça tem de intimar Lula

a explicar suas reuniões clandestinas

com narcotraficantes e seqüestradores

Há dezesseis anos o sr. Luís Inácio Lula da Silva, junto com outros líderes esquerdistas, se reúne regularmente com os representantes de entidades criminosas como as Farc, fornecedoras de cocaína ao mercado nacional, e o MIR chileno, seqüestrador de brasileiros.

O órgão que promove esses encontros chama-se Foro de São Paulo. Foi Lula quem o fundou e presidiu até 2002, mas mesmo depois de assumir a presidência da República continuou participando dos encontros.

Recentemente ele declarou, entre os participantes do Foro, que essas reuniões eram propositadamente camufladas, para que ninguém soubesse o teor do que ali se falava. Mas admitiu também que as conversações foram decisivas para ajudar Hugo Chávez a sair vencedor no referendo de 2004.

Outro resultado foi uma resolução coletiva , emitida poucos meses antes da eleição de 2002, que tomava partido das Farc no confronto com o governo colombiano, acusando este último de "terrorismo de Estado". A resolução foi assinada por Lula depois de o traficante Fernadinho Beira-Mar ter confessado que comprava cocaína das Farc para distribuí-la no Brasil, destruindo as vidas de milhões de nossos compatriotas, inclusive crianças. Ao mesmo tempo, o Exército notificava freqüentes tiroteios com as Farc na selva amazônica, e as polícias estaduais informavam que agentes dessa organização narcotraficante estavam dando treinamento de guerrilha urbana a bandidos do Comando Vermelho e do PCC.

Com que autoridade um presidente da República se reúne em segredo com criminosos notórios para ajudar um político estrangeiro seu amigo, intervindo nos assuntos de uma nação vizinha sem dar ciência disto ao Congresso ou à opinião pública? Com que autoridade ele nos torna a todos "solidários" com agressores do país, com seqüestradores de brasileiros e com assassinos das nossas crianças?

As Farc e o MIR são inimigos do Brasil. Lula é amigo deles . Ele tem sabido proteger esse segredo tenebroso, graças à ajuda de seus colaboradores infiltrados na mídia.

Simplesmente não é possível admitir que esse conspirador sinistro se apresente candidato às eleições presidenciais antes de prestar esclarecimentos cabais sobre esse aspecto encoberto e clandestino das suas atividades.

As autoridades judiciais devem intimar Lula a entregar imediatamente toda a documentação das reuniões do Foro de São Paulo e a explicar as estarrecedoras declarações que fez no discurso que proferiu no décimo-quinto aniversário dessa entidade em 2 de julho de 2005, no qual confessa ter ludibriado o Congresso e o povo para ajudar Hugo Chávez por baixo do pano.

Olavo de Carvalho

www.olavodecarvalho.org

Documentos e provas:

Atas das reuniões e resoluções do Foro de São Paulo: www.midiasemmascara.links (durante algum tempo tempo este material constou do site do próprio Foro, mas foi retirado logo que comecei a citá-lo nos meus artigos).

Discurso de Luís Inácio Lula da Silva no décimo-quinto aniversário do Foro de São Paulo: http://www.info.planalto.gov .br/download/discursos/pr812a .doc .

Análise desse documento: http://www.olavodecarvalho.org/semana/050926dc.htm.

Evasivas do assessor do PT, Giancarlo Summa: http://www.olavodecarvalho.org/semana/10192002globo.htm.

Nova nota oficial do PT sobre o Foro de São Paulo e comentários meus: http://www.olavodecarvalho.org/semana/061016dc.html .

Outros materiais de interesse sobre o assunto: http://www.olavodecarvalho.org/semana/040207globo.htm, http://www.midiasemmascara.com.br/editoria.php?id=8.

Todo brasileiro que tenha recursos para isso está autorizado e solicitado desde já a reproduzir este aviso e fazê-lo publicar no órgão de mídia de sua preferência, assim como a divulgá-lo por quaisquer outros meios ao seu alcance.

22 de outubro de 2006

Tudo o que é importante tem de ser divulgado

Tudo o que é importante tem de ser divulgado

O artigo Pregando muito mais do que o Evangelho: a teimosia esquerdista da Ultimato, escrito por mim, foi postado ontem no famoso site Mídia Sem Máscara. Hoje, Mídia Sem Máscara postou o artigo Governo alemão batendo nas portas, de novo, traduzido por mim.

Mídia Sem Máscara não é um site evangélico, mas traz muitas informações que, de modo geral, são censuradas pelos arrogantes meios de comunicação liberais.

Lições da Reeleição de Lula

Lições da Reeleição de Lula

Augustus Nicodemus

As primeiras pesquisas após o primeiro turno dão vitória de Lula sobre Alckmin no segundo. Inclusive por margem maior. Espero estar errado, mas tenho um pressentimento de que, desta feita, as pesquisas estão certas. Tenho lido diversos artigos nos jornais e revistas de grande circulação dando as causas dessa vitória, apesar dos escândalos no qual o partido de Lula e seu círculo íntimo de colaboradores estão envolvidos até o pescoço. Nenhum deles, evidentemente, analisa o fenômeno do ponto de vista da fé cristã reformada.

Se Lula for reeleito, será pela vontade de Deus. Como não sou teólogo relacional, não posso dizer “Deus não tem nada a ver com a reeleição de Lula”. Tenho que assumir as implicações da minha crença que o Deus da Bíblia domina e guia a História conforme o seu soberano querer. É Ele quem põe e depõe os reis e os que estão em autoridade, qualquer que seja o sistema — inclusive aquele que exalta o livre arbítrio do povo, o voto direto.

Como “não há autoridade que não proceda de Deus” (Romanos
13), entendo que isso inclui as que forem corruptas, déspotas, mentirosas e injustas. O imperador de Roma era Nero quando Paulo escreveu essas palavras. Devemos, todavia, refletir nas razões pelas quais Deus permitiria que um governante sob intensas suspeitas de corrupção e mentiras continuasse no poder em um país democrático cujo povo teria o poder do voto para tirá-lo de lá. Estou falando do Brasil, é claro. Desconheço, como os demais calvinistas, que motivos específicos Deus teria para isso, mas posso pensar em algumas razões gerais, a partir da revelação que Ele nos deu na Bíblia:

1. Juízo sobre nós. A Bíblia ensina que um dos castigos que Deus envia sobre um povo que se recusa a reconhê-Lo é entregá-lo às corrupções e desejos de seus corações. Veja a expressão “Deus os entregou…” três vezes em Romanos 1, quando Paulo diz de que forma Deus retribuiu a rejeição da sua revelação natural por parte da cultura de sua época. A cegueira moral e espiritual que é própria da humanidade decaída se torna ainda mais acentuada quanto a graça preventiva de Deus, aquela que permite que ainda tenhamos alguma lucidez, sensatez e verdade nesse mundo, é retirada. Povos cegados elegem governantes sem levar em conta questões morais e espirituais. Uma eventual reeleição de Lula em meio a todos esses escândalos pode indicar o juízo de Deus sobre nós como nação.

2. Expor a hipocrisia da nossa cultura. Todo mundo está atacando Lula e tentando desqualificá-lo com base no seu [suposto] envolvimento em todos esses escândalos. Mas, convenhamos: qual a base para se clamar por honestidade, sensibilidade, verdade, sinceridade, integridade e altruísmo na política se estes são conceitos considerados relativos e subordinados ao pragmatismo individualista, conforme a mentalidade de nossa época? Qual a base para se clamar por moralidade, verdade e honestidade em nosso país se o ser humano é visto como fruto do meio e da seleção natural, onde sobrevivem os mais aptos, leia-se, os mais espertos, independentemente dos meios que se utilizam para isto? Mesmo que Lula não seja reeleito, já ficou exposta a nossa hipocrisia, a hipocrisia inclusive do povo indignado, povo do jeitinho, que fura fila, avança farol, sonega impostos, tira vantagem quando pode. A doutrina da depravação total silencia nossa voz, especialmente quando encontramos os escândalos da corrupção dentro do próprio arraial evangélico.

3. Mostrar que nem todos os brasileiros são tão pragmáticos assim. Lula será reeleito não somente pelo povão, mas pelos intelectuais, pelos universitários, pelos artistas, pelos formadores de opinião. Penso que uma razão possível é porque são pássaros da mesma plumagem. São de esquerda. A minha ficha caiu quando vadiando pelo Orkut numa sexta-feira a noite, sem ter nada para fazer, acabei caindo numa comunidade onde reconheci uma foto de uma jovem intelectual nordestina, filha de amigos meus, cuja foto orgulhosamente trazia ao peito um “Lula 13. Há brasileiros ideológicos, que se orientam por princípios e convicções. É verdade que esses princípios e convicções foram forjados pela propaganda socialista-comunista que sempre permeou nossa cultura. Como a Norma Braga costuma dizer, e com razão, não há um pensamento legitimamente conservador na política brasileira. Há milhões de brasileiros que são de esquerda, cujas idéias são as mesmas do PT e da agenda de Lula, embora ele, para muitos, já abandonou ideologia há tempos. Para quem pensa ideologicamente, roubalheira e corrupção acaba ficando em segundo plano em nome da sinergia doutrinária. Muitos se decepcionaram com o PT e com Lula, mas continuam de esquerda. E isso vai falar mais alto. A reeleição de Lula mostra que os reformados erraram quando julgaram que os brasileiros estão interessados mesmo é em tirar vantagem das coisas.

4. Para repreender a Igreja evangélica. Lula recebeu um monte de cantores evangélicos no Planalto. Que vergonha! Mas, quão previsível! Afinal, há dezenas de evangélicos envolvidos nos escândalos de corrupção descobertos pela Polícia Federal e pelas CPIs. Segundo o IBGE de 2000, agora pelo ano 2006 os evangélicos deveriam estar na casa dos 20 milhões. É um número considerável. Somos uns dos maiores países evangélicos do mundo. Mas, qual a diferença que isso tem feito nos costumes, na moral e na cultura brasileira? Uma igreja evangélica sem rumos teológicos, com crise de liderança, enganada por aproveitadores que ensinam que Deus existe para nos fazer prósperos financeiramente e satisfazer todas as necessidades imediatas dessa vida... o que mais poderíamos esperar? A reeleição de Lula e do PT é um atestado da falta de autoridade doutrinária, moral e espiritual dos evangélicos em nosso país.

Insisto em aprender com os fatos e com a história, a fazer sentido do cotidiano à luz do ensinamento bíblico de que Deus está no controle. Outras lições poderiam ser tiradas, eu sei, mas por enquanto só me passam estas na cabeça. Quem sabe nos comentários aparecerão outras. Mas, por enquanto, basta.

Fonte: http://tempora-mores.blogspot.com/2006/10/lies-da-reeleio-de-lula.html

Frutificai e multiplicai-vos: os cristãos e a escassez de nascimentos

Frutificai e multiplicai-vos: os cristãos e a escassez de nascimentos

Mark Earley, presidente de Prison Fellowship

Há muitas tão chamadas estratégias para ajudar a sociedade a sair do estado em que está. Por exemplo, podemos eleger deputados a favor da família em nível estadual e federal, podemos ajudar na nomeação e confirmação dos juízes certos e, é claro, há o evangelismo e a capacidade de articular uma cosmovisão cristã de um jeito que os que não são cristãos consigam entender.

E embora todas essas questões sejam importantes, há outra coisa que tem probabilidade muito maior de obter mais sucesso do que todos esses alvos: comparecer à sua maternidade local.

Os leitores e os ouvintes regulares do programa BreakPoint já ouviram falar da “escassez de bebês” na Europa e Japão. Baixos índices de nascimentos estão tornando incerto o futuro dessas sociedades. A Europa enfrenta a possibilidade de extinção cultural por causa de uma população muçulmana cada vez maior que não quer se adaptar à cultura européia. O Japão, que não só rejeita imigração em grande escala, mas também rejeita famílias grandes, tem uma população cada vez menor e cada vez mais idosa, cujo “futuro nacional” é muito incerto.

Essas não são as únicas conseqüências da queda dos índices de nascimento. Há também conseqüências políticas e culturais.

Phillip Longman, da Fundação New American, descreveu essas conseqüências num artigo na revista USA Today intitulado “A Falência dos Índices de Nascimentos entres os Liberais”. No artigo, Longman argumentou que as tendências demográficas predizem “um futuro bem mais conservador”. A razão é que a fertilidade “se correlaciona fortemente com uma grande variedade de atitudes políticas, culturais e religiosas”.

Embora aproximadamente metade dos americanos que freqüentam uma igreja semanalmente diga que querem três ou mais filhos, somente quase um quarto dos que raramente vão a igreja dizem a mesma coisa. Conforme Longman comenta, entre os liberais e os “secularistas progressistas”, “famílias sem filhos e famílias pequenas são cada vez mais a norma”. Assim, na cidade de Seattle, EUA, há aproximadamente 45 por cento mais cachorros do que crianças.

O resultado dessas atitudes para com as crianças e para com a cultura é que “uma parte cada vez maior de todas as crianças que nascem no mundo descende de uma parte da população cujos valores conservadores os levaram a ter famílias grandes”.

O resultado será uma “transformação dramática, impelida por fatores demográficos”, da cultura americana. “Os valores tradicionais” experimentarão um “retorno”, pois as únicas outras opções são a aniquilação de si mesmo. No futuro não haverá secularistas e os que são contra a cultura, pois as famílias que seguem essas ideologias quase não tem filhos hoje.

E tal fato muito revela acerca da esterilidade da cosmovisão secular. Mas embora seja gratificante ver nossas próprias convicções sustentadas de maneiras inesperadas, precisamos manter em mente algumas coisas.

Primeiro, o tamanho da família não é tudo o que importa. Afinal, muitas das pessoas nas cadeias vêm de famílias que são maiores do que a média. A chave é substituir uma geração de cristãos fiéis com outra geração de cristãos fiéis. A missão de BreakPoint é ajudar você a alcançar essa meta.

A outra coisa é que nossos filhos não são uma estratégia cultural. Os cristãos, em media, têm famílias maiores porque cremos que filhos são presentes de Deus — boas coisas em si — e porque cremos que Deus planejou o nosso bem quando disse: “Frutificai e multiplicai”. É nisso que eu, como pai de seis filhos, creio.

Contudo, o fato de que famílias grandes têm conseqüências inesperadas, porém positivas, para nossos valores e para nossa sociedade é um lembrete de que, em toda a vida, obedecer aos mandamentos de Deus é sempre a melhor estratégia.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br www.juliosevero.com

Fonte: BreakPoint

Leitura recomendada:

Quando Maior é Melhor

Por que os cristãos usam o controle da natalidade?

Europa sob ameaça de castigo? Como o abandono do Cristianismo pode estar levando a Europa ao desastre

18 de outubro de 2006

Novo artigo em inglês de Julio Severo

Novo artigo em inglês de Julio Severo

Acabei de postar em meu blog de língua inglesa o artigo The gay use and abuse of the word prejudice. Esse artigo, totalmente escrito por mim, é meu esforço de levar a outras partes do mundo informações sobre a realidade do Brasil.

A versão em português tem o título de: O uso e abuso gay da palavra preconceito.

Se você gosta dos artigos deste blog e tem amigos cristãos nos EUA, Canadá e outros países, então divulgue meu blog de língua inglesa Last Days Watchman, onde posto artigos escritos e traduzidos por mim para a língua inglesa.

17 de outubro de 2006

Colaborando com este blog

Colaborando com este blog

Estimado amigo 
Como você bem sabe, diferente dos ativistas gays que recebem MUITO dinheiro do governo para suas muitas atividades, eu não recebo recurso algum do governo, nem de outras entidades. O que ganho dá para sustentar minha família, com nossos dois filhos pequenos. Mas se os ativistas, que nem família têm para sustentar, precisam de apoio, imagine só minha situação. 
É claro que no caso dos ativistas homossexuais, o dinheiro que recebem na verdade não vem do governo, pois o governo nenhum dinheiro tem. O dinheiro vem de você. Vem do seu bolso. O governo toma (rouba, assalta, mediante impostos iníquos) o seu dinheiro para entregar aos ativistas. Assim, quer queiramos ou não, somos forçados a contribuir para o movimento homossexual. O governo força o povo brasileiro a sustentar paradas gays e a doutrinação homossexual das crianças nas escolas. 
Entretanto. graças a Deus meu blog não faz parte da rede de exploradores que vive à custa da pilhagem do povo mediante impostos. 
Gasto muito tempo preparando e escrevendo artigos ou traduzindo textos do exterior para postar neste blog. Meu blog e todas as suas mensagens são minha contribuição voluntária e meu sacrifício pessoal para ajudar a informar você. 
Se desejar apoiar este trabalho de forma espiritual, ore pelo autor e seus esforços de escrever e divulgar artigos de esclarecimento. A oração é sempre a ajuda mais importante.
Se desejar contribuir financeiramente para o trabalho do autor deste blog, deposite sua colaboração voluntária nesta conta: 
Julio
Conta corrente 02399-0
Banco Itaú Agência 5649 
Obrigado pela consideração e apoio.
Julio Severo



16 de outubro de 2006

Cindy Sheehan e a revista Ultimato

Cindy Sheehan e a revista Ultimato

Os liberais e esquerdistas nos EUA utilizam Cindy Sheehan para atacar Bush e seus esforços para eliminar o terrorismo no Iraque. Sheehan é conhecida como mãe americana que perdeu um filho soldado no Iraque.

Ela também é conhecida por:

ter chamado os terroristas de “guerreiros da liberdade”.

ter abraçado o ditador marxista Hugo Chavez.

Graças à revista Ultimato, a propaganda esquerdista de Cindy Sheehan agora é promovida entre os evangélicos do Brasil. Em sua mais recente edição, Ultimato destacou Sheehan em pelo menos dois artigos.

Entretanto, o jornalista evangélico americano Joseph Farah, de ascendência sírio-libanesa, divulga o lançamento do livro “American Mourning”, escrito por Catherine Moy e Melanie Morgan, que desmascara tudo o que está por trás da propaganda envolvendo Sheehan que atraiu até Ultimato.

O livro é uma história poderosa acerca do outro lado das estórias de Cindy Sheehan, contando sobre as famílias americanas que permaneceram fiéis na luta contra o terrorismo. Um desses pais, um homem chamado Joe Johnson, se realistou no exército americano para lutar contra o terrorismo depois que seu filho foi morto em combate contra o terrorismo.

Veja o que Ann Coulter e Sean Hannity estão dizendo sobre o livro “American Mourning”:

ANN COULTER: “American Mourning é uma história viva e bela que parte o coração e fortalece a determinação de proteger os EUA de seus inimigos. Põe Cindy Sheehan em oposição a outros pais enlutados que veementemente discordam da Mãe da Paz. A verdade nessas páginas é impressionante”.

SEAN HANNITY: “Cindy Sheehan e Jan Johnson perderam seus filhos na guerra contra o terror; mas os meios de comunicação contaram apenas a estória de Sheehan. O livro American Mourning conta ambos os lados da história: a força de famílias enlutadas e os efeitos pessoais da guerra no país. A verdade neste livro lhe dará liberdade”.

Quem desejar comprar o livro em inglês, é só clicar.

http://shop.wnd.com/store/item.asp?ITEM_ID=1910

Quem desejar tentar entender como uma revista evangélica como Ultimato decidiu se envolver em pesadas questões político-ideológicas dos americanos, basta clicar aqui em meu artigo em português:

Pregando muito mais do que o Evangelho: a teimosia esquerdista da Ultimato

Comentário do Prof. David Gueiros Vieira:

Outra informação sobre Cindy Sheehan é que o filho era dela, sim, mas ela abandonou o menino quando nasceu, tendo sido ele criado por outros. Mesmo assim, ele colocou o nome dela como beneficiária de seu seguro militar de US$ 50 mil, que ela recebeu, e passou a ganhar ainda mais, fazendo palestras pelo país inteiro, em troca de dinheiro. É uma mercenária. Mais ainda, é preciso lembrar que o serviço militar americano é todo voluntário. Não há mais convocações obrigatórias, desde o final da década de 1960. O soldado era voluntário, e sabia do perigo que correria em caso de guerra. Quem sai à chuva sabe que pode se molhar. Essa mulher é uma pessoa desprezível, que está fazendo “comércio” com a morte do filho, que ela abandonou quando ele ainda era bebê.

David Gueiros Vieira é presbiteriano e professor de História. Ele é veterano da Guerra da Coréia. Toda a sua educação (pós-graduação) foi paga com a bolsa de estudos (G.I. Bill) que os veteranos recebem. Ele foi convocado, aos 22 anos, quando era imigrante nos EUA.

Fonte: www.juliosevero.com.br

15 de outubro de 2006

Não Se Engane: o Comunismo Nunca Foi Melhor do que o Nazismo

Não Se Engane: o Comunismo Nunca Foi Melhor do que o Nazismo

Julio Severo

Nasci depois de 1964 e passei a maior parte de minha infância sem saber e sem me importar com os eventos que começaram no Brasil em 1964, em resposta à ameaça comunista. Apesar disso, a primeira vez que li sobre comunismo foi num livro para estudantes, porém a abordagem não era de forma alguma negativa.

Meus anos como aluno de escola pública foram vividos em pobreza e eu não tinha acesso a muitos livros. Mas os poucos que me eram acessíveis não poupavam elogios à União Soviética[1] e ao comunismo. Por exemplo, uma enciclopédia escolar popular tentava me ensinar, até mesmo utilizando versículos da Bíblia[2], que o socialismo é uma ideologia política preocupada com o bem-estar das pessoas, principalmente em dar chances iguais para todas as crianças. Além disso, a enciclopédia também apresentava o socialismo como um “princípio cristão”[3], utilizando como exemplo a “bela” manifestação de bondade que os soviéticos demonstraram para com a Alemanha derrotada da I Guerra Mundial. Enquanto países “capitalistas” como a França exigiam indenizações pesadas do sofrido povo alemão, os comunistas soviéticos — de acordo com a Enciclopédia Mundo Juvenil — deram um tremendo exemplo de compaixão:

De Moscou vinha a mensagem: “o governo entende e defende uma paz imediata e sem anexações, isto é, sem conquista de territórios de outros países, sem a submissão violenta de populações de outras nacionalidades e sem indenizações”. Os soviéticos partiam do pressuposto de que não havia lugar para a procura e o castigo de culpados. Responsáveis pela guerra era o regime político que permitia que uns explorassem outros. Propunha a reconstrução de que um mundo novo, sem oportunidades de desvios tendo como alicerces o perdão no passado e a fraternidade no futuro.[4]

Para a Enciclopédia Mundo Juvenil (EMJ), a União Soviética era a mãe de todas as virtudes e seus soldados comunistas eram libertadores das nações e representantes da paz, enquanto os EUA eram apresentados negativamente como a fonte de todas as opressões mundiais e os soldados americanos como invasores indesejados e destruidores desumanos.

Era estranho: em pleno regime militar uma enciclopédia escolar ensinando crianças a ver a União Soviética como um país de boas intenções e os EUA como um país envolvido em “imperialismo expansionista”[5], sempre com más intenções. Não era de surpreender esse proselitismo ideológico. Afinal, jamais existiu país que mais pregasse e promovesse o socialismo do que a União Soviética.

Apesar de que os militares do Brasil não permitiam a livre expressão das idéias comunistas, não era o que eu via como jovem e estudante. Parecia que o Brasil já se encontrava dominado por uma ditadura comunista que impunha como essencial cultivar o ódio aos EUA e o amor à União Soviética. Não há dúvida de que mesmo nos anos militares a elite estava desabafando, com muita liberdade, seus sentimentos através de material estudantil e dando a impressão de que os esforços dos militares para proteger o Brasil contra a ameaça comunista estavam impedindo o Brasil de prosperar e experimentar todas as realizações do paraíso socialista que os soviéticos estavam, supostamente, vivendo com tanta alegria, paz e amor.

Em pleno regime militar “anticomunista”, eu poderia facilmente ter engolido as “doces verdades” da enciclopédia escolar com anzol, vara e tudo o mais! O que me salvou de tal ilusão foi meu acesso, através de igrejas e pastores evangélicos, a fontes cristãs que me informavam sobre os sofrimentos dos cristãos que viviam em países comunistas. Eu era pobre, mas sabia, como evangélico, que comunismo era sinônimo de perseguição, opressão, destruição e morte. Em meados da década de 1980, fiquei comovido com a situação de cristãos russos condenados a trabalhos forçados na Sibéria. Com muito sacrifício, mandei cartas para alguns e cheguei a escrever para o líder máximo da União Soviética.

A EMJ mostrava a União Soviética como uma nação inocente, sempre ameaçada pelos países capitalistas, e limitava-se a revelar eventos históricos da maneira menos comprometedora possível para os socialistas: “Hitler firmou com os soviéticos um pacto de não agressão. Em seguida, em 1 de setembro de 1939, atacando a Polônia, desencadeia a guerra”.[6] Na verdade, hoje sabe-se que Hitler firmou com os “inocentes” e “bondosos” comunistas soviéticos um acordo para invadir, repartir, dominar e saquear a Polônia. Eles atacaram conjuntamente a Polônia, desencadeando II Guerra Mundial. Assim, os nacionais socialistas alemães e os comunistas da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas foram co-responsáveis pela maior guerra que o mundo já viu.

Pouco tempo depois da invasão à Polônia, os dois regimes socialistas aliados e criminosos se separaram em suas ambições e a Alemanha invadiu a União Soviética, que acabou, com maciça ajuda americana, conseguindo rechaçar os invasores alemães. Posteriormente, os soviéticos invadiram e dominaram a Alemanha. Depois que a Alemanha já estava totalmente subjugada e o nazismo derrotado, os soviéticos voltaram a se lembrar de suas palavras sobre paz imediata, perdão e fraternidade, sem anexações e sem conquista de territórios de outros países; sem a submissão violenta de populações de outras nacionalidades e sem indenizações?

A EMJ afirma: “Terminada a carnificina [da II Guerra Mundial], verifica-se que a União Soviética apostara no socialismo e ganhara. Agora as potências imperialistas tinham pela frente um povo organizado, unido em torno de um ideal de fraternidade…”[7] Segundo o dicionário Aurélio, o termo fraternidade significa: “Amor ao próximo; fraternização. União ou convivência como de irmãos; harmonia, paz, concórdia, fraternização”. Para a EMJ, o comunismo havia transformado a nação soviética em promotora do amor ao próximo, união, harmonia e paz. Sua exposição positiva do socialismo era puro proselitismo e, embora os comunistas soviéticos impusessem o ateísmo em sua sociedade, a EMJ dava a impressão de que o socialismo soviético era o próprio Evangelho e que os soldados soviéticos eram verdadeiros anjos do amor ao próximo. Mas não se engane: o “evangelho” socialista não nunca foi melhor do que o “evangelho” nazista.

Esses anjos de amor deixaram marcas profundas em milhões de pessoas inocentes. Ninguém tem pena quando criminosos brigam e se matam uns aos outros. Assim também, ninguém se importa com o fato de que criminosos nazistas e comunistas tenham se matado na guerra. Mas pessoas inocentes foram terrivelmente atingidas. Anos atrás, li a história de uma moça alemã que presenciou a invasão soviética na Alemanha. Ela viu mulheres, moças e meninas alemãs — de todas as idades e totalmente indefesas — sofrendo diariamente nas mãos de soldados soviéticos, mesmo depois que a guerra já havia terminado. A população civil alemã estava inteiramente cativa de seus “libertadores”. Mais tarde, a moça alemã conseguiu fugir para a zona ocupada pelos “capitalistas” americanos e, ao ser abordada por tropas americanas, pensou que receberia o mesmo “tratamento” que as tropas soviéticas estavam impondo a todas as mulheres. No entanto, os soldados americanos a trataram com muito respeito, dando-lhe toda a ajuda que ela precisava. Ela ficou impressionada de ver que, enquanto na Alemanha Ocidental os americanos libertaram os alemães do nazismo e os ajudaram a se levantar, na Alemanha Oriental os soviéticos escravizaram o povo com crueldade maior do que o próprio nazismo havia feito.

Para a Alemanha derrotada da I Guerra Mundial, a União Soviética — que não foi um dos vencedores da guerra — ofereceu uma mensagem exemplar aos países capitalistas vencedores pedindo compreensão, perdão e fraternidade. Mas ao ser um dos vencedores da II Guerra Mundial, o que a nação soviética ofereceu para a Alemanha derrotada? Na parte ocidental da Alemanha, controlada pelos “frios capitalistas” americanos, houve restauração, progresso e desenvolvimento, levantando a Alemanha para sua posição de potência que é hoje. Contudo, o que houve na parte oriental da Alemanha, controlada pelos comunistas soviéticos? É o que vamos ver no artigo a seguir, traduzido e adaptado por mim.

Fonte: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Notas:

[1] União das Repúblicas Socialistas Soviéticas — mais conhecida como União Soviética — é hoje geograficamente ocupada, em grande parte, pela Rússia.

[2] Enciclopédia Mundo Juvenil, vol. 3 (Editora Fulgor, São Paulo, 1966), p. 138.

[3] Ibidem.

[4] Ibidem, p. 140.

[5] Ibidem, p. 143.

[6] Ibidem, p. 144.

[7] Ibidem, p. 146.

Rússia: Novo Livro Revela Detalhes do Lado Escuro da Libertação que o Exército Vermelho Deu para a Alemanha

Jeremy Bransten

Nesta semana, os europeus celebram o 57º aniversário do fim da 2 Guerra Mundial. Tradicionalmente, é um tempo para refletir e lembrar os feitos heróicos. Mas o famoso escritor e historiador britânico Antony Beevor, autor de um livro recente sobre a queda de Berlim em 1945, diz que nem todos os soldados vitoriosos eram heróis. Beevor, utilizando informações extraídas de arquivos da época, deixa claro fatos preocupantes sobre a conduta de muitos libertadores soviéticos da Alemanha. O correspondente Jeremy Bransten, da Rádio Europa Livre\Rádio Liberdade falou com Beevor sobre seu livro recente.

Praga, República Tcheca, 8 de maio de 2002 (Rádio Europa Livre\Rádio Liberdade) — Enquanto os europeus marcam o 57º aniversário do fim da II Guerra Mundial nesta semana, nos próximos dias haverá muitos discursos sobre os feitos heróicos dos soldados do Exército Vermelho que libertaram metade do continente da opressão nazista.

Muitas dessas palavras de elogio merecem ser repetidas. Mas há outro lado da libertação soviética da Europa, principalmente da Alemanha, que raramente é mencionado. São histórias de atos enlouquecidos de violência e estupros em massa cometidos contra as populações civis. Muitas vezes, todos os níveis do comando soviético aprovavam ou, no mínimo, toleravam esses atos. O historiador e escritor britânico Antony Beevor, em seu recente e detalhado livro intitulado “A Queda de Berlim, 1945, conta esse lado da história.

Para ser justo, conforme aponta Beevor, só uma pequena parte das 500 páginas do livro trata especificamente da questão dos estupros em massa cometidos pelos soldados do Exército Vermelho. Mas as revelações, colhidas dos arquivos soviéticos que incluem relatos detalhados escritos pelos agentes da polícia secreta NKVD, são tão explosivos que ganharam a maior parte da atenção dos leitores. A Rádio Europa Livre\Rádio Liberdade falou com Beevor sobre esse aspecto da ocupação soviética da Alemanha.

Ao descrever as fontes de seu livro, Beever menciona Natalya Gesse, correspondente soviética de guerra e amiga íntima do cientista e posteriormente dissidente Andrei Sakharov. Gesse descreveu os soldados soviéticos na Alemanha em 1945 como um “exército de estupradores”.

Beever diz que um exame dos arquivos soviéticos confirma as alegações de Gesse. Ele descreve onde conseguiu suas fontes de informações.

“Certa quantidade dos arquivos do Ministério da Defesa, uma grande quantidade do Arquivo Estatal Central — e isso é muito importante, pois há informações… de que praticamente todas as mulheres no território da Alemanha Oriental estão sendo estupradas pelas tropas do Exército Vermelho. Nada se comenta sobre isso. Nada sugere que as informações são difamações ou mentiras ou algo parecido. As informações são apresentadas como fatos”.

Beever observa que esses documentos estiveram, durante muitos anos, abertamente disponíveis aos historiadores russos. Por que então a questão dos estupros em massa continua a ser omitida nas monografias e histórias populares da guerra freqüentemente escritas na Rússia?

“É muito impressionante o que está acontecendo com os historiadores russos. Obviamente, eles realmente acham muito difícil de enfrentar os fatos, ou mesmo avaliá-los. Por exemplo, penso que o ponto que mais chama a atenção é que a vitória em Berlim é considerada como um evento quase sagrado. Foi o ponto máximo da bravura inquestionável, heroísmo e sacrifício espantoso dos soldados do Exército Vermelho durante sua resistência contra a invasão nazista. O problema é que tudo o que mine ou lance sombras escuras sobre essa resistência é um assunto muito difícil para os historiadores russos lidarem”.

Beevor diz que os estupros em massa que os soldados soviéticos cometeram não se limitavam à população alemã.

“Do ponto de vista russo, a informação mais chocante que encontramos foi um relatório minucioso do principal representante do departamento político do primeiro fronte ucraniano (nesse fronte, havia um milhão de homens). O relatório informava que [os soldados russos estavam envolvidos] nos freqüentes estupros de mulheres e meninas russas, ucranianas e bielorussas que haviam sido levadas à força para a Alemanha, pela Wehrmacht, para trabalhos forçados. E essas jovens, que estavam em muitos casos rezando depois de dois ou três anos de horrendos tratamentos (rezando para que o Exército Vermelho as libertasse) então acabaram sendo estupradas e tratadas de maneira cruel e desumana pelos soldados do Exército Vermelho”.

O tratamento cruel e desumano estava fora de controle, e muitos soldados soviéticos estavam fazendo o que bem queriam sexualmente.

Um relatório informa: “Um número de 60 soldados costumava ir aos dormitórios onde essas mulheres [russas] libertadas eram mantidas presas e literalmente as estupravam num só ataque”.

Os arquivos realmente registram vários exemplos de comandantes tentando conter seus soldados. O marechal Konstantin Rokossovsky, comandando as tropas soviéticas na Prússia oriental (hoje Kaliningrado), chegou a dar uma ordem escrita no começo de 1945, avisando os soldados soviéticos para que redirecionassem seus “sentimentos de ódio na luta contra o inimigo no campo de batalha”. Mas tais ordens tiveram pouco efeito. Agora que os soldados estavam atacando com total fúria, era difícil controlá-los. De qualquer forma, o líder soviético Josef Stálin não parecia se importar com as ações de seus soldados enquanto eles cumprissem suas metas militares. Beevor afirma que os arquivos indicam uma falta de controle surpreendente por parte dos comandantes locais.

“Em parte por causa dos comentários feitos ao [líder político e militar da Iugoslávia Miloslav] Djilas, pode-se dizer que Stálin achava que as tropas precisavam de liberdade para ‘se divertirem’, e não havia nenhuma dúvida de que, no que dependesse de Stálin, ninguém iria atrapalhar essa ‘diversão’. E de todos os relatórios… a impressão que se tem é que basicamente o exército — apesar de todas as impressões da sociedade soviética aparentando total controle — estava fora de controle. O álcool era um dos maiores problemas. Aliás, vemos que muitos soldados do Exército Vermelho precisavam realmente se embriagar antes de começar seus atos de violência sexual a noite — era, de um modo estranho, quase como se eles precisassem de coragem para cometer esses estupros.

Quando os soviéticos avançaram e notícias sobre a conduta dos soldados soviéticos foram divulgadas no Oeste, o Kremlin finalmente fez tentativas de re-estabelecer disciplina nos soldados. Em 11 de abril de 1945, veio uma nova ordem de Moscou. Beevor esplica: “Novas ordens e instruções eram mandadas dizendo: ‘Conforme o Camarada Stálin sempre diz, os Hitlers vêm e vão, mas a Alemanha continuará para sempre e precisamos nos lembrar de que nosso inimigo são os nazistas e não os civis alemães inocentes”. Mas, é claro, agora já era tarde demais — pois só faltavam poucos dias antes do ataque a Berlim. E muitas autoridades políticas viram que os oficiais e soldados se recusavam a obedecer às ordens — alguns realmente disseram: ‘Isso é ridículo’”.

Alguns oficiais que tentaram impor as ordens do Kremlin, comenta Beevor, foram denunciados por seus próprios homens.

“Havia também casos — conforme observam [Lev] Kopelev e outros escritores — em que oficiais que tentaram impor uma disciplina foram mortos a tiros por suas próprias tropas ou até foram acusados de humanitarianismo burguês e pena para com o inimigo, o que era quase equivalente à traição”.

É claro que incidentes de saque e estupro foram registrados nas fileiras dos exércitos aliados nos dias finais da II Guerra Mundial. Mas nada se compara, nem de longe, à escala em massa das ações dos soviéticos, que continuaram estuprando e saqueando por muito tempo depois que a guerra na Europa já tinha terminado, de acordo com Beevor.

A disciplina e o controle que os oficiais britânicos exerciam sobre seus soldados, por exemplo, em grande parte impediu tais ações.

“O próprio fato de que os sargentos e oficiais britânicos mantinham um controle rígido sobre todos os seus soldados e sabiam exatamente onde eles estavam significava que havia bem pouca chance de os soldados saírem do controle. E o que é de chamar a atenção é que (por causa dos estupros e saques que estavam acontecendo em Berlim em agosto, meses depois do fim da guerra na Alemanha) o [marechal Georgi] Zhukov impôs novas ordens para impedir que os estupros e saques continuassem. Suas instruções são realmente — lendo-as do ponto de vista militar do Ocidente — espantosas. Essas ‘novas medidas’, como eram chamadas, já eram praticadas pelos exércitos do Ocidente como absolutamente fundamentais para suas tropas em seus alojamentos de cidade natal, sem mencionar em operações de exercício num país estrangeiro”.

Em análise final, é preciso reconhecer que nem todos os soldados soviéticos participaram das crueldades que Beevor descreveu. Os que cometeram crueldades muitas vezes tinham sofrido barbaridades e tinham testemunhado atrocidades nazistas que seus colegas em outros exércitos aliados só podiam imaginar. Mas 57 anos depois do fim da guerra, comenta Beevor, é hora de os veteranos soviéticos e principalmente a Rússia pós-soviética reconhecerem esse capítulo desagradável de sua história em tempo de guerra — capítulo que é muito bem conhecido na Europa Oriental e Central, mas que permanece tabu na Rússia.

Mas como confessa ele, talvez precisemos aguardar mais alguns anos. Os veteranos soviéticos que Beevor e sua equipe de pesquisadores entrevistaram não estavam com bom humor para um exame da própria consciência.

“A vasta maioria dos veteranos se negou a reconhecer que os estupros ocorreram. Havia os tipos esquisitos e raros que de repente — para o espanto de todos — se gabariam dos estupros. Eles diziam: ‘Sabe, todas as mulheres alemãs levantavam a barra da saia para nós. Engravidamos as alemãs com dois milhões de bebês.’ E havia outras conversas semelhantes. Mas a vasta maioria, com muita seriedade, dizia: ‘Não, nada parecido jamais ocorreu’”.

Fonte: http://www.rferl.org/features/2002/05/08052002104901.asp

Estupros em Massa em Nemmersdorf

Na fronteira leste da Alemanha com a Tchecoslováquia, a cidade alemã de Nemmersdorf foi a primeira a cair nas mãos do vitorioso Exército Vermelho. Invadida pelo 11º Exército de Guardas do General Gatlitsky, seus soldados, enlouquecidos e sedentos de sangue, começaram a estuprar, saquear e matar com tal ferocidade que houve necessidade de impor disciplina a fim de forçar os soldados a lutar na guerra. Dos prédios, placas russas penduradas diziam: “Soldados! Vinguem-se sem misericórdia!” Quando o 4º Exército Soviético conquistou cinco cidades mais tarde, quase não restou nenhum habitante com vida. As mulheres foram pregadas nas portas dos celeiros depois de serem despidas e estupradas por multidões de soldados; seus corpos foram então usados para a prática de tiro ao alvo. Muitas mulheres e menina mesmo de oito anos eram estupradas tantas vezes e com tanta brutalidade que morriam exclusivamente por causa dos estupros. Os soldados russos ativaram em todas as crianças indiscriminadamente e os civis em fuga eram esmagados debaixo de tanques soviéticos. Quarenta franceses prisioneiros de guerra foram mortos a tiros como espiões depois de dar as boas vindas ao Exército Vermelho como libertadores. Setenta e uma mulheres e um homem foram achados nas casas, todos mortos. Todas as mulheres, inclusive meninas de oito a doze anos, haviam sido estupradas.

A orgia de estupros que as tropas soviéticas cometeram foi bem maior do que se cria inicialmente. Até mesmo mulheres e meninas novas, que haviam sido libertas recentemente dos campos de concentração na Polônia e Alemanha, não escapavam de sofrer estupros selvagens.

Soldados russos não poupavam nenhuma mulher e menina

O fato, destacado por Beevor, de que as tropas soviéticas estupravam não só alemãs, mas também as vítimas dos nazistas que tinham sido recentemente libertas dos campos de concentração, indica que a violência sexual era muitas vezes indiscriminada.

As tropas soviéticas não viam os judeus necessariamente como também vítimas dos nazistas. Os comissários soviéticos haviam assumido os campos de concentração alemães a fim de prender seus próprios prisioneiros políticos, que incluíam “inimigos de classe”, bem como oficiais nazistas.

Quanto aos milhões de prisioneiros russos ou trabalhadores escravos que sobreviveram aos nazistas: aqueles que não eram executados como traidores ou mandados para o Gulag podiam se considerar sortudos. As mulheres entre eles eram provavelmente tratadas do mesmo jeito que eram tratadas as alemãs, talvez pior.

Os estupros na Alemanha deixaram um legado amargo. Contribuíram para a impopularidade do regime comunista da Alemanha Oriental e sua conseqüência dependência da Stasi, a polícia secreta. As próprias vítimas foram traumatizadas de maneira permanente: as mulheres da geração do tempo da guerra ainda se referem ao memorial de guerra do Exército Vermelho em Berlim como “o Túmulo do Estuprador Desconhecido”.

Fontes:

http://members.iinet.net.au/~gduncan/massacres.html

http://www.arlindo-correia.com/berlin_1945_reactions.html