Sexo, jogo político e hipocrisia na política americana
J. Lee Grady
Os políticos ficaram “enojados” com os e-mails explícitos que o deputado federal Tom Foley, do Partido Republicano, enviou para adolescentes do sexo masculino. Então por que é que alguns desses mesmos líderes estão ansiosos para redefinir a sexualidade bíblica?
Todos nós, republicanos e democratas igualmente, ficamos horrorizados quando soubemos do mais recente escândalo sexual na capital dos Estados Unidos, envolvendo o parlamentar da Flórida Mark Foley. Logo que o noticiário ABC News publicou as mensagens instantâneas sexualmente explícitas que ele enviou para office-boys do Congresso, Foley abruptamente renunciou e se internou numa clínica de saúde mental e abuso de drogas.
A triste história de Foley forneceu o pior exemplo da hipocrisia de Washington. Por gritar alto, ele havia sido membro da Comissão Parlamentar sobre Crianças Desaparecidas e Exploradas! Ele lutava para proteger menores de predadores sexuais, mas pelo que tudo mostra ele passava as noites em conversas sexualmente impróprias com rapazes de menor através do computador.
Cópias dos e-mails assustadores de Foley se tornaram matéria para as comédias noturnas da TV e vídeos caseiros de YouTube. Tudo isso me lembra do escândalo de Mônica Lewinsky em
No caso Lewinsky, é claro, o perpetrador dos atos sexuais na escuridão não renunciou, e hoje milhões o admiram como um filantropo de bom coração e marido de Hillary. Suponho que os americanos tenham uma tolerância muito mais elevada por políticos que se envolvem em escândalos sexuais com mulheres de
No episódio de Foley, já que o caso era de natureza homossexual e os office-boys eram menores, todos — do Presidente Bush aos líderes republicanos e democratas — mostraram-se publicamente escandalizados. Eles estavam certos ao condenar a conduta de Foley, e ao lançar uma investigação para descobrir se alguém no Congresso acobertou o escândalo. Não há nada mais censurável do que um adulto tirando vantagem sexual de um menor — principalmente quando o culpado é uma autoridade eleita com nossos votos.
O que me preocupa acerca de tudo isso que está acontecendo é a atitude curiosa dos políticos: eles estão andando na ponta dos pés ao redor do que é óbvio. Ninguém quer dizer que a conduta homossexual em si é errada. Isso seria politicamente incorreto. Os políticos da capital dos EUA dizem que Foley errou porque seu caso envolvia adolescentes. Eles chamam seus comentários impróprios de nojentos e censuráveis. Mas não se atreveriam a usar as mesmas palavras para descrever o que um parlamentar gay faz com seu amante com quem dorme junto.
O próprio Foley anteriormente negou boatos de que ele era gay, mas nesta semana ele enviou uma mensagem mediante seu advogado: “Mark Foley quer que vocês saibam que ele é um homem gay”.
Ele também confessou que um clérigo abusou sexualmente dele quando ele era adolescente. É por isso que ele se internou numa clínica de reabilitação para receber terapia.
O que teria acontecido, fico tentando imaginar, se Foley tivesse dito que ele ia obter terapia para se curar da homossexualidade? Tal aconselhamento existe hoje à disposição através de terapeutas cristãos, porém os líderes na esfera psicológica secular se opõem ferozmente a esse aconselhamento — insistindo em que as pessoas gays “nasceram desse jeito” e não podem mudar.
Assim, parece que estamos nos enxergando encurralados. Por um lado nossos políticos estigmatizaram Foley como pervertido, enquanto ao mesmo tempo uma grande percentagem deles é a favor de uma redefinição do casamento que inclua dois homens e duas mulheres.
Será que poderemos aceitar as duas coisas ao mesmo tempo?
Gostaria que alguém no Congresso americano tivesse a coragem de chamar o problema por seu verdadeiro nome. A estrutura moral de nossa nação está se desmoronando ao redor de nós, mas não queremos admitir que o homossexualismo em todas as suas formas — não só a versão pervertida de Foley — é ruim para o país.
Em vez de usar o escândalo de Foley como futebol político para desacreditar um partido ou outro, por que não o usamos como aviso? Se jogarmos fora séculos de leis morais judaico-cristãs a fim de legalizar o casamento homossexual, e se formos insolentes diante de Deus redefinindo a sexualidade, o tipo de perversão que envergonhou a capital dos EUA nesta semana acabará nos destruindo.
Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com; www.juliosevero.com.br
Fonte: Charisma Online: Sex, Politics and Double Standards in Washington,





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