14 de outubro de 2006

Presidente do Congresso Mundial de Famílias condena medida da União Européia que proíbe a educação em casa

Presidente do Congresso Mundial de Famílias condena medida da União Européia que proíbe a educação em casa

Carlson acusa que a “proibição foi instituída pelos nazistas e é digna dos nazistas”

Gudrun Schultz

ROCKFORD, Illinois, EUA, 13 de outubro de 2006 (LifeSiteNews.com) — A decisão do Tribunal Europeu de Direitos Humanos de sustentar a proibição da Alemanha à educação escolar em casa ilustra a ameaça crescente que a burocracia antifamília e os sistemas judiciais representam para as famílias européias, alertou o Dr. Allan Carlson, presidente do Congresso Mundial de Famílias, em nota à imprensa divulgada na quarta-feira.

“A proibição foi instituída pelos nazistas e é digna dos nazistas”, declarou o Dr. Carlson. “Não obstante a existência da Convenção Européia de Direitos Humanos, o Tribunal Europeu sustentou especificamente que os pais não têm o direito de dirigir a educação de seus filhos”.

Pais e mães alemães apresentaram formalmente queixa de direitos humanos ao Tribunal Europeu, dizendo que a proibição do governo alemão à educação escolar em casa violava seus direitos como pais sob a Convenção Européia. O Artigo 2 do Protocolo 1 da Convenção diz que o Estado tem a obrigação de “respeitar os direitos de os pais garantir tais ensinos e educação (pública) em conformidade com suas convicções religiosas e filosóficas”.

O Dr. Carlson mencionou que a decisão dos tribunais alemães deu ao Estado o direito de dar a última palavra na educação e desenvolvimento das crianças.

“Apesar da ordem clara da Convenção, os tribunais alemães decidiram que está nos melhores interesses das crianças serem doutrinadas de acordo com a ordem social dominante — em outras palavras, serem influenciadas com o que o Estado considera ser os valores sociais corretos”.

O Tribunal Europeu apoiou essa decisão, declarando: “Não só a aquisição de conhecimento, mas também a integração na sociedade e a primeira experiência social são metas importantes da educação escolar primária”.

Embora o Tribunal Europeu admitisse que “não se pode dizer formalmente que os pais requerentes estão buscando impor suas convicções religiosas contra a vontade de seus filhos”, o Tribunal sustentou o veredicto dos tribunais alemães de que “pelo fato de que são muito novos, os filhos dos requerentes não tinham condições de antever as conseqüências da decisão de seus pais na questão da educação escolar em casa”.

O Dr. Carlson comentou que a decisão é apavorante, dizendo: “O próprio Hitler declarava que somente o Estado tem o direito de dirigir a educação dos filhos de modo que as crianças e adolescentes aprendessem a ideologia do nacional socialismo. O que é irônico é que a Europa, que se orgulha de ser tolerante e respeitar a diversidade, adotou um instrumento de controle social inventado pelos nazistas”.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: LifeSiteNews

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