22 de outubro de 2006

Frutificai e multiplicai-vos: os cristãos e a escassez de nascimentos

Frutificai e multiplicai-vos: os cristãos e a escassez de nascimentos

Mark Earley, presidente de Prison Fellowship

Há muitas tão chamadas estratégias para ajudar a sociedade a sair do estado em que está. Por exemplo, podemos eleger deputados a favor da família em nível estadual e federal, podemos ajudar na nomeação e confirmação dos juízes certos e, é claro, há o evangelismo e a capacidade de articular uma cosmovisão cristã de um jeito que os que não são cristãos consigam entender.

E embora todas essas questões sejam importantes, há outra coisa que tem probabilidade muito maior de obter mais sucesso do que todos esses alvos: comparecer à sua maternidade local.

Os leitores e os ouvintes regulares do programa BreakPoint já ouviram falar da “escassez de bebês” na Europa e Japão. Baixos índices de nascimentos estão tornando incerto o futuro dessas sociedades. A Europa enfrenta a possibilidade de extinção cultural por causa de uma população muçulmana cada vez maior que não quer se adaptar à cultura européia. O Japão, que não só rejeita imigração em grande escala, mas também rejeita famílias grandes, tem uma população cada vez menor e cada vez mais idosa, cujo “futuro nacional” é muito incerto.

Essas não são as únicas conseqüências da queda dos índices de nascimento. Há também conseqüências políticas e culturais.

Phillip Longman, da Fundação New American, descreveu essas conseqüências num artigo na revista USA Today intitulado “A Falência dos Índices de Nascimentos entres os Liberais”. No artigo, Longman argumentou que as tendências demográficas predizem “um futuro bem mais conservador”. A razão é que a fertilidade “se correlaciona fortemente com uma grande variedade de atitudes políticas, culturais e religiosas”.

Embora aproximadamente metade dos americanos que freqüentam uma igreja semanalmente diga que querem três ou mais filhos, somente quase um quarto dos que raramente vão a igreja dizem a mesma coisa. Conforme Longman comenta, entre os liberais e os “secularistas progressistas”, “famílias sem filhos e famílias pequenas são cada vez mais a norma”. Assim, na cidade de Seattle, EUA, há aproximadamente 45 por cento mais cachorros do que crianças.

O resultado dessas atitudes para com as crianças e para com a cultura é que “uma parte cada vez maior de todas as crianças que nascem no mundo descende de uma parte da população cujos valores conservadores os levaram a ter famílias grandes”.

O resultado será uma “transformação dramática, impelida por fatores demográficos”, da cultura americana. “Os valores tradicionais” experimentarão um “retorno”, pois as únicas outras opções são a aniquilação de si mesmo. No futuro não haverá secularistas e os que são contra a cultura, pois as famílias que seguem essas ideologias quase não tem filhos hoje.

E tal fato muito revela acerca da esterilidade da cosmovisão secular. Mas embora seja gratificante ver nossas próprias convicções sustentadas de maneiras inesperadas, precisamos manter em mente algumas coisas.

Primeiro, o tamanho da família não é tudo o que importa. Afinal, muitas das pessoas nas cadeias vêm de famílias que são maiores do que a média. A chave é substituir uma geração de cristãos fiéis com outra geração de cristãos fiéis. A missão de BreakPoint é ajudar você a alcançar essa meta.

A outra coisa é que nossos filhos não são uma estratégia cultural. Os cristãos, em media, têm famílias maiores porque cremos que filhos são presentes de Deus — boas coisas em si — e porque cremos que Deus planejou o nosso bem quando disse: “Frutificai e multiplicai”. É nisso que eu, como pai de seis filhos, creio.

Contudo, o fato de que famílias grandes têm conseqüências inesperadas, porém positivas, para nossos valores e para nossa sociedade é um lembrete de que, em toda a vida, obedecer aos mandamentos de Deus é sempre a melhor estratégia.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br www.juliosevero.com

Fonte: BreakPoint

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