10 de setembro de 2006

Sexo e Responsabilidade

Sexo e Responsabilidade

Julio Severo

Recentemente, uma jovem chamada Paulinha me escreveu:

Eu sou uma garota de 20 anos, perdi a virgindade com 16, e já tive 3 parceiros sexuais, todos namorados meus. E esses garotos já tiveram pelo menos umas 5 parceiras cada um… faz anos que todos deixaram de ser virgens, alguns mais promíscuos, outros que nem eu, que tiveram 1, 2, 3 parceiros e que estavam namorando esses parceiros.

Embora as pressões sobre os jovens, principalmente do ambiente escolar e dos meios de comunicação, sejam muito fortes, Paulinha conta que basicamente sua visão sobre sexualidade sofreu impacto decisivo em sua primeira visita a uma ginecologista.

O problema não está na promiscuidade. Está na educação das pessoas. Em vez de vocês reprimirem o sexo, deviam falar abertamente sobre isso (como fizeram no meu colégio, que era um colégio de freiras). Quando eu menstruei, a primeira coisa que minha mãe fez foi me levar em uma ginecologista para ver se a minha saúde estava boa. A ginecologista conversou comigo por 1 hora sobre tudo, sobre sexo, camisinha, pílula e etc. Quando decidi que queria começar, eu fui à ginecologista 2 meses antes e comecei a tomar pílula. Sempre usei camisinha. Com o atual namorado, como ele e eu já fizemos exames e sabemos que estamos com a saúde perfeita, agente às vezes não usa.

Paulinha então dá um recado:

Temos que ensinar as pessoas a serem responsáveis, senão uma hora ou outra elas podem fazer alguma bobagem. Ensinar que camisinha é essencial!!!

Colhe-se sempre o que se planta. Por enquanto, a nível físico Paulinha pode ainda não ter colhido o que está plantando, porém é inegável que conselhos errados a levaram a um estilo de vida que a coloca em risco emocional, físico e espiritual.

A ginecologista, com todo o seu treinamento distante de padrões morais, semeou numa menina o que é uma sexualidade sem casamento, com a proteção do controle da natalidade. A menina aprendeu que no sexo, responsabilidade é essencial. Tal responsabilidade, na visão humanista, materialista e socialista, é basicamente saber evitar as responsabilidades da vida. Contudo, esse sentido de responsabilidade é uma deturpação do real propósito do sexo.

Sexo sempre está ligado às responsabilidades da vida:

Quem quer sexo, precisa casar.

Quem quer sexo, precisa estar preparado para o compromisso importante de gerar e criar filhos.

As conseqüências são desagradáveis: Fora do casamento, o sexo está ligado às doenças e muita dor de cabeça e sofrimento.

Entretanto, os modernos educadores não só deturparam as responsabilidades naturais do sexo (casamento e filhos), mas realmente chegaram ao ponto de igualá-las às doenças venéreas. É comum uma ginecologista ou um professor em aula de educação sexual ensinar os métodos de planejamento familiar de um modo que a audiência jovem saiba fazer sexo (com ou sem casamento) sem pegar doenças ou uma gravidez, como se conceber um bebê fosse uma calamidade tão grande quanto pegar gonorréia ou AIDS.

A Paulinha menina recebeu na escola e de sua ginecologista instrução e preparo para fazer sexo, e a Paulinha agora jovem está fazendo exatamente o que aprendeu.

Faltou-lhe pais que se preocupassem com sua educação moral e espiritual. Faltou-lhe pais que se importassem com o que estava sendo ensinado à sua menina.

Paulinha aprendeu o que lhe ensinaram. Ela aprendeu que na área de sexo responsabilidade é evitar as responsabilidades da vida. É fazer sexo, sem se casar. É fazer sexo, sem ter filhos. É fazer sexo, sem pegar doenças. Quem a pode culpar por cumprir hoje as determinações das pregações humanistas de sua escola e ginecologista?

É triste que Paulinha e milhares de outras meninas e jovens não saibam que o próprio futuro deles foi planejado há muito tempo. No começo do século XX, a socialista e teosofista Margaret Sanger não só criou o termo controle da natalidade, mas também foi a principal responsável pela invenção da pílula anticoncepcional. A meta dela era justamente livrar as mulheres do casamento e liberá-las para o sexo. Ela lutava para que um dia o mundo viesse a ter nas escolas uma educação sexual que preparasse os jovens para o sexo — exatamente do jeito que ocorre hoje.

Sanger fundou há mais de cinqüenta anos a Federação Internacional de Planejamento Familiar, a primeira e maior entidade mundial de planejamento familiar, que propagou para os quatro cantos do mundo a educação sexual, o controle da natalidade e o aborto. A entidade dela, até hoje, está por trás da legalização do aborto na maioria dos países do mundo, inclusive Brasil.

Sanger, que era feminista americana, era famosa por seus manuais sexuais, bastante ousados para sua época. E ela continuou ousada até o fim. Antes de morrer em 1966, ela aconselhou sua neta a fazer sexo com o namorado três vezes por dia.

Se acusassem então a moderna educação sexual nas escolas de imperialismo americano, tal acusação seria justa, pois foi uma americana que lançou as sementes dessa educação.

Se acusassem que o treinamento sem moral que os ginecologistas e outros médicos recebem (para depois retransmitirem para seus pacientes) é imperialismo americano, teríamos de concordar: A americana Margaret Sanger inspirou instituições médicas americanas há muitas décadas a ensinar sexo sem responsabilidades: Sexo divorciado de filhos e casamento. Sexo casado só com o planejamento familiar. Sexo e educação sexual imoral para todos: jovens, crianças, etc. Dos EUA, essa influência contagiou grande parte do mundo moderno.

Colhe-se o que se planta. Sanger plantou as sementes da educação sexual e planejamento familiar. As sementes se espalharam e hoje crescem no mundo inteiro, alterando radicalmente o modo como a sociedade e os jovens vêem sexo, filhos e casamento.

No entanto, o que pouco se divulga é que ela também acabou colhendo o que plantou. Ela nunca conseguiu se livrar de seu vício de drogas e álcool — sem mencionar seus muitos amantes.

Ela continuou nesses vícios até o fim. Sua vida — com seus plantios e colheitas — não é um quadro perfeito da realidade do mundo moderno que ela própria ajudou a formar? Através de sua ideologia do controle da natalidade e do planejamento familiar, Sanger criou as principais bases do funcionamento da sociedade atual. Essa ideologia está cada vez mais moldando, marcando e condicionando gerações inteiras a viver um estilo de vida inteiramente planejado de acordo com o materialismo, humanismo e socialismo.

Sem mesmo saber, as Paulinhas de hoje estão vivendo o sonho profético sombrio de uma americana que morreu com os mesmos vícios e idéias que assolam grande parte dos jovens de nossos dias.

Sanger, suas idéias e comportamentos eram uma aberração para sua época. Hoje, suas aberrações são normalidade. Até certo ponto, a profetisa das aberrações venceu. Mesmo sem a conhecerem, milhões agora vivem o que ela sempre pregou.

Sem saber, as gerações passadas que olhavam para a infeliz vida de Sanger — com todos os seus detalhes de sexo, álcool, drogas e controle da natalidade — estavam também olhando para os jovens de nossa época — moças e rapazes vítimas do abuso da doutrinação sistemática, universal e inescapável que permeia as infelizes gerações sob o controle da ideologia do planejamento familiar.

Fonte: www.juliosevero.com.br

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