15 de setembro de 2006

Alemanha usa lei da era nazista para prender mãe que ensinava seus filhos em casa

Comentário de Julio Severo: As autoridades alemãs reclamam das condições dos terroristas presos pelos americanos, porque acham que esses assassinos muçulmanos merecem ser respeitados, pois têm direitos humanos, mesmo que tenham torturado, matado e cometido outros crimes violentos. A Alemanha de hoje deseja realmente demonstrar compaixão, até mesmo para os piores criminosos. Não sabe mais ser dura com eles, pois sua dureza agora é dirigida aos inocentes. Veja matéria abaixo, que mostra a Alemanha que não tem compaixão alguma de uma mãe indefesa. Talvez se ela fosse uma terrorista muçulmana, com um currículo de assassinatos e torturas, as autoridades alemãs poderiam se lembrar de que ela também tem direitos humanos.

Alemanha usa lei da era nazista para prender mãe que ensinava seus filhos em casa

Peter J. Smith

PADERBORN, Alemanha, 14 de setembro de 2006 (LifeSiteNews.com) — A polícia alemã invadiu de repente a residência de uma família evangélica que ensinava seus filhos em casa, e prendeu a mãe, pois educar os filhos no próprio lar é considerado crime desde a época da Alemanha nazista. O marido da mulher e os filhos, que não estavam no local na hora da prisão, conseguiram fugir para buscar refúgio na Áustria, que permite a educação escolar em casa sob certas condições, de acordo com o jornal Brussels.

O jornal Brussels relata que Katherina Plett atendeu a uma mulher que estava batendo à porta numa quinta feira de manhã. A mulher era uma policial disfarçada. Logo que a mãe batista abriu a porta, agentes da polícia, que estavam escondidos do lado de fora da casa, invadiram rapidamente a casa dela e a prenderam pelo crime de dar a seus filhos educação escolar em casa. A policial insistiu em ficar de olho na Sra. Plett mesmo quando a mãe foi trocar de roupa. A policial alegou que a mãe poderia se armar e atirar em todos.

A polícia alemã então conduziu a Sra. Plett para a cadeia de Gelsenkirchen, onde ela está cumprindo uma sentença de prisão de dez dias por exercer seu direito de ser a principal educadora de seus filhos.

Entretanto, na segunda-feira, o marido da Sra. Plett ajuntou seus filhos e fugiu para a Áustria, encontrando asilo num centro evangélico de assistência às famílias em Wolfgangsee, Áustria. Outra família alemã que educa os filhos em casa também pediu asilo em outro país depois que um tribunal de Paderborn ordenou a tomada de seus filhos.

A prisão súbita de Katherina Plett nos faz perceber cada vez mais que os fantasmas da Alemanha nazista estão ressurgindo, pois as autoridades alemãs estão tomando medidas sérias contra as famílias que educam em casa. Essas famílias, na grande maioria evangélicas, não têm intenção alguma de permitir que as escolas alemãs doutrinem seus filhos com valores anticristãos.

Em janeiro de 2005, uma mãe e pai foram sentenciados a seis dias de prisão na Westphalia depois que se recusaram a pagar as multas por terem proibido seus filhos de participar de uma peça de Natal na escola envolvendo um conto de fadas de Grimm que eles consideravam blasfemo.

A prisão da Sra. Plett ocorreu como o ato mais recente na batalha entre 7 famílias que educam em casa em Paderborn e a comissão de educação local. De acordo com o diretor da comissão, Heinz Kohler: “O direito de os pais educarem pessoalmente seus filhos impediria os filhos de crescerem para se tornarem indivíduos responsáveis dentro da sociedade”.

As famílias envolvidas na educação escolar em casa haviam pedido para estabelecer uma escola particular, porém as autoridades rejeitaram a concessão que haviam proposto, alegando que acobertaria a educação em casa. As autoridades afirmaram: “A sala de estar não é uma sala de aula”.

Manfred Müller, governador de Paderborn, justificou a atitude governamental de acusar de “Alta Traição” as famílias que educam em casa, dizendo: “A obrigação de freqüentar uma escola é uma obrigação civil que não pode sofrer interferência”.

De acordo com o jornal Brussels, o governador Müller ameaçou acusar criminalmente Hermann Stücher, um homem de 68 anos que deu ajuda a essas famílias. A acusação envolve “Alta traição e incitamento do povo contra as autoridades (Hochverrat und Volksverhetzung)”, a mesma acusação que os nazistas usavam para reprimir qualquer resistência ao seu poder absoluto. O Sr. Stücher havia exortado todos os pais evangélicos a retirar seus filhos das escolas públicas alemãs. Ele diz que essas escolas estão dominadas por “ativistas neomarxistas que promovem o humanismo ateísta, o hedonismo, o pluralismo e o materialismo”.

O jornal Brussels diz que a Sra. Plett está sofrendo sentença na cadeia em Gelsenkirchen por defender seu direito de mãe de educar seus próprios filhos. Ela está longe de sua família, que conseguiu fugir para a Áustria. A Sra. Plett não entende inglês, porém aqueles que desejarem enviar uma carta de apoio podem contactá-la na prisão:

Frau Katherina Plett
c/o JVA Gelsenkirchen
Aldenhofstr.
99-101
45883 Gelsenkirchen
Tel.:
0209/ 4021-0
Fax:
0209/4021-301

Além disso, aqueles que desejaram, com respeito e educação, manifestar revolta com a perseguição ditatorial contra a Sra. Plett, a família dela e as outras famílias evangélicas alemãs que educam em casa podem entrar em contato com a Embaixada da Alemanha no Brasil:

Embaixador Prot von Kunow

Embaixada da Alemanha no Brasil

SES - Avenida das Nações, Qd. 807, lote 25
70415-900 Brasília, DF
Caixa Postal
030

70359-970 Brasília - DF
Tel: (
061) 442-7000 / Fax: (061) 443-7508
E-mail: info.brasilia@alemanha.org.br

Quem desejar pode também, com respeito, mandar uma mensagem ao governador de Paderborn, o Sr. Manfred Müller landrat@kreis-paderborn.de

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com; www.juliosevero.com.br

Fonte: LifeSiteNews.

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