19 de julho de 2006

Israel em apuros — por se defender

Israel em apuros — por se defender

Julio Severo

Assisti ao jornal da TV Record do dia 18 de julho de 2006, sem ficar chocado. O assunto era os bombardeios de Israel contra posições de grupos terroristas no Líbano, depois que Israel já havia sido atacado por esses grupos. Mas parecia que Israel era o agressor e que os árabes muçulmanos eram as vítimas de algum tipo de “terrorismo” israelense.

O jornal da Record deu espaço para árabes e simpatizantes expressarem seus sentimentos contra Israel. Mas não houve espaço algum para alguém de Israel falar sobre o que está acontecendo. Mesmo que deixassem apenas um judeu falar, ainda assim seria covardia, pois haveria um número bem maior de árabes e simpatizantes para atacar.

A conduta da TV Record não é estranha, se considerarmos que o padrão jornalístico e televisivo no Brasil é contra Israel. Nesse sentido, a Record nada mais fez do que seguir a maioria. Talvez, como o restante das redes de televisão que dependem de recursos governamentais para sobrevivência, a Record seja obrigada a seguir os já conhecidos sentimentos de Lula para com Israel.

Entretanto, para que então procurar se apresentar como televisão evangélica, quando suas atitudes evidenciam rabo preso com o padrão de comportamento “ético” das outras emissoras que não são evangélicas e nem respeitam um mínimo de valores éticos e morais?

Se de fato a Record se considera ou já se considerou alguma vez evangélica, pode-se pensar dessa emissora hoje exatamente o que o Apóstolo João disse acerca dos falsos cristãos: “Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós”. (1 João 2:19)

Assisti ao jornal da Record sem ficar chocado. De uma televisão “evangélica” que demonstra pouquíssimo respeito pela Bíblia, mas obedece quando a pressão do governo a leva a remover Boris Casoy por revelar as ligações do terrorismo internacional para eleger Lula, nada se pode esperar. Se não se pode esperar respeito aos valores bíblicos e morais, muito menos respeito por Israel, principalmente quando Israel hoje se encontra vulnerável, cercado por grupos terroristas, cercado por nações hostis e sob a mira e pressão de uma opinião pública internacional hostil e intolerante.

O povo de Israel vem lutando pela paz com seus vizinhos muçulmanos, inclusive os chamados “palestinos”, até mesmo fazendo sacrifícios extremos abrindo mão de partes importantes de seu território, que Deus deu em promessa a Abraão, Isaque e Jacó.

Contudo, seus inimigos não se importam. Não se importam com Israel. Não se importam com que a Bíblia diz sobre Israel. Não se importam com as promessas territoriais que Deus fez a Israel. Não se importam com a paz. E não se importam com nenhuma concessão que Israel faz.

A grande maioria dos ataques contra Israel vem de terroristas muçulmanos, que não têm escrúpulos de matar inocentes civis israelenses — porque acreditam que Israel deve ser exterminado da face da terra.

Israel está em guerra mortal contra inimigos que desejam sua destruição total, mas o mundo não se importa. Quando Israel sofre atentados, injustiças e seqüestros, os líderes mundiais se limitam a demonstrar simpatia — uma simpatia que não ajuda a trazer paz nem solução.

Entretanto, quando Israel reage para defender seus cidadãos contra os terroristas e seus aliados, os líderes mundiais se despem de suas limitações e assumem a posição de críticos e condenadores.

Os terroristas ficam impunes em seu abominável papel de assassinos e criminosos. Mas Israel, em seus esforços de defender sua integridade e população, jamais fica “impune” de críticas e preconceitos.

As condenações contra os terroristas são leves e inofensivas, porém as condenações contra Israel expressam a natureza típica do anti-semitismo que sempre perseguiu um povo cuja maior diferença é serem herdeiros das promessas de Deus a Abraão, Isaque e Jacó.

Israel tem o direito de perseguir os criminosos que lhe perseguem. Os terroristas merecem ser perseguidos, assim como merece todo criminoso, em qualquer lugar do mundo.

Por que então perseguir Israel, em palavras e atitudes, por exercer seu papel legítimo de se defender?

Em Berlim, Alemanha, houve manifestação pedindo a morte de Israel — continuando uma tradição de ódio de muitos séculos. Mas onde estão as manifestações pedindo a morte dos terroristas?

Apoiemos decididamente os israelenses por sua coragem de enfrentar o terrorismo em todo o perigo que representa ao mundo. Se todos os países se unissem para fazer com os terroristas o que Israel está fazendo, haveria mais paz no mundo.

Leia também: O que todo cristão precisa saber sobre Israel.

Julio Severo é escritor evangélico, autor do livro O Movimento Homossexual (Editora Betânia).

Fonte: http://www.juliosevero.com.br/

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