6 de junho de 2006

Vítima de sua própria escolha

Vítima de sua própria escolha

Julio Severo

Um guitarrista de uma banda conhecida foi assassinado no Rio. Saindo de uma festa, ele foi abordado por um carro com assaltantes. Durante a abordagem, ele estava em seu próprio carro. Vendo-se acuado pelos criminosos, ele pisou fundo no acelerador a fim de escapar. Mas não conseguiu, pois os assaltantes começaram a atirar, e as balas foram muito mais rápidas do que o carro em fuga.

Baleado, o guitarrista morreu na hora. Mais uma vida se perde no cotidiano de violência e crimes do Brasil.

Contudo, o guitarrista nunca imaginaria que poderia algum dia se tornar vítima de sua própria escolha. Sua banda, durante a campanha do desarmamento do governo, havia dado apoio direto, incentivando a população a se desarmar.

Não é necessária uma campanha para desarmar criminosos, pois pela lei eles são proibidos de portar armas. Aliás, nenhuma lei permite que bandidos andem armados. Mas qual é o bandido que respeita a lei? Por mais rigorosas que sejam as leis sobre armas, nada incomoda os criminosos, pois para eles as leis não existem.

Uma lei para desarmar a população ou para restringir a população no uso de armas só tem uma finalidade: tirar dos cidadãos seu direito de defesa contra bandidos fortemente armados. Diferente do bandido, o cidadão respeita a lei. Se a lei mandar que ele se desarme, ele obedecerá, e ficará sem proteção, pois a própria polícia brasileira mal consegue se proteger.

Se o guitarrista assassinado tivesse colaborado numa campanha para desarmar a população criminosa, nós todos lhe daríamos apoio. Se ele tivesse colaborado numa campanha para que a população pudesse ter o direito de portar e usar arma para defesa, o final dele poderia ter sido diferente.

Em vez de acelerar seu carro para escapar das balas dos criminosos, ele responderia fogo com fogo e teria muito mais chances de se defender de bandidos que o governo nunca consegue desarmar.

Não basta apenas orar os Salmos para se ter proteção. Afinal, seu autor Davi não só orava os Salmos e confiava em Deus para sua proteção pessoal, mas também sempre andava com uma espada — que era a arma de defesa pessoal mais eficaz da época dele.

Sejamos então mais inteligentes do que o guitarrista. Apoiemos todo esforço para desarmar os criminosos e apoiemos toda iniciativa para dar à população o direito de se defender, para que o placar entre a população desarmada e bandidos fortemente armados seja modificado pela igualdade e justiça.

Afinal, quem mata os cidadãos inocentes não são as armas, mas os bandidos que as usam para o crime. Para se defender dessa violência, os bons cidadãos precisam ser legalmente respeitados em seu direito de portar e usar armas para a defesa de suas vidas e famílias.

Fonte: www.juliosevero.com; www.juliosevero.com.br

Um comentário:

Lawrence disse...

Concordo em gênero , número e grau!!!!