28 de junho de 2006

Bush: Abstinência único meio 100% eficaz de impedir a gravidez, HIV e DSTs

Bush: Abstinência único meio 100% eficaz de impedir a gravidez, HIV e DSTs

Hilary White

WASHINGTON, EUA, 23 de junho de 2006 (LifeSiteNews.com) — Em 2005, 19 mulheres do Congresso dos EUA pressionaram o Presidente George Bush na questão da educação sobre abstinência sexual, dizendo que essa postura indicava oposição à contracepção e era evidência de uma conspiração direitista contra os “direitos reprodutivos [que também incluem o aborto]” das mulheres. Na época as mulheres escreveram uma carta a Bush exigindo saber se ele apoiava o controle da natalidade.

Um ano e quatro cartas depois, John O. Agwunobi, o secretário assistente de Bush para assuntos de saúde, respondeu ao questionamento delas.

“O presidente pediu que eu respondesse no lugar dele”, iniciou ele, declarando: “O governo Bush apóia a disponibilidade de produtos e serviços seguros e eficazes para ajudar adultos responsáveis a fazer decisões sobre impedir ou adiar a concepção”.

A deputada federal do Partido Democrático [essencialmente liberal e esquerdista], Carolyn Maloney, uma das mulheres que haviam originalmente exigido que Bush deixasse clara sua postura na questão do controle da natalidade, recebeu muito bem a declaração, entendendo que Bush estava dando seu apoio total ao controle da natalidade. “Os 98 por cento das mulheres americanas sexualmente ativas que usam a contracepção ficarão contentes de saber que o presidente aparentemente apóia o controle da natalidade”, disse Maloney. “Agora que ele respondeu, ele deve ser pressionado para manter sua palavra”.

Numa carta a Bush, respondendo a Agwunobi, ela se queixou de que “o direito à contracepção está sob ataque de alguns farmacêuticos que recentemente se recusaram a aceitar prescrições válidas e legais de pílulas de controle da natalidade e outros anticoncepcionais”. Ela também criticou a decisão da FDA [Food and Drug Administration, agência governamental americana que regula e fiscaliza as drogas] de não permitir que a tão chamada contracepção de emergência [ou pílulas do dia seguinte] seja distribuída sem receita médica, bem como a remoção da frase “contracepção de emergência” de um documento governamental detalhando como tratar sobreviventes de violência sexual.

“Embora você diga que apóia que adultos responsáveis tenham acesso ao controle da natalidade, estou preocupada com o fato de que as posições de seu governo, movidas aparentemente por interesses políticos, estão impedindo acesso ao controle da natalidade de muitas maneiras”, escreveu ela, apelando ao Presidente Bush para garantir a disponibilidade ampla da contracepção de emergência.

Contudo, ao que tudo indica Maloney não percebeu a nuança vital da declaração de Agwunobi, a qual só expressava apoio do governo para “produtos seguros e eficazes” que “impedem” ou “adiam” a concepção. Além do fato de que Bush cuidadosamente evitou usar o termo “controle da natalidade”, Maloney ignorou o fato de que a tão chamada “contracepção de emergência” é também conhecida como abortivo, muitas vezes impedindo a implantação de um embrião depois que a concepção já ocorreu, causando a morte da criança. Portanto, a contracepção de emergência não poderia ser qualificada como um produto que “impede” ou “adia” a concepção.

Na carta oficial Agwunobi fez questão de acrescentar: “Além disso, o governo Bush apóia fortemente o ensino da abstinência sexual para os jovens como o único meio
100 por cento eficaz de impedir a gravidez, o HIV e as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)”.

Em 22 de junho de 2006, o noticiário da Yahoo/AFP publicou um artigo sobre as queixas das feministas e outros grupos liberais que vêem na ênfase de Bush na educação sobre abstinência uma “guerra contra a contracepção”. Eles também citaram a introdução de leis de proteção por motivos de consciência que permitem que os farmacêuticos, com base em motivos religiosos, se recusem a vender drogas abortivas e a decisão da FDA de não permitir que a pílula do dia seguinte seja distribuída sem receita médica.

A senadora Hillary Clinton, falando numa reunião de
13 de junho da Associação Nacional de Planejamento Familiar e Saúde Reprodutiva, disse: “Aqui nos Estados Unidos, sabemos que não é só o direito de ‘escolher [inclusive o aborto]’ que está sob ataque, mas é a própria contracepção”.

“Precisamos também entender que há uma agenda mais ampla em andamento. Essa agenda tem como alvo o direito ao planejamento familiar e à contracepção”, declarou Clinton.

Tradução e adaptação de Julio Severo: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Nota: Hillary Clinton, como seu marido o ex-presidente Bill Clinton, tem convicções liberais e esquerdistas fortemente a favor do aborto e do homossexualismo.

Fonte: http://www.lifesite.net/ldn/2006/jun/06062308.html

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