27 de maio de 2006

Onde é que ficam os direitos das mulheres na Copa do Mundo?

Onde é que ficam os direitos das mulheres na Copa do Mundo?

Julio Severo

Resumo: O governo alemão espera ganhar muito dinheiro com a Copa, dinheiro que vem de muitas origens, inclusive do tráfico de moças européias pobres para prostituição.

Há muito debate em nossos dias acerca da questão da exploração das mulheres. A própria ONU tem um órgão, o UNIFEM, dedicado exclusivamente a defender os direitos humanos das mulheres. O governo Lula, juntamente com o governo de muitos outros países, tem também instituído programas para promover esses direitos. Como direito envolve a garantia de que as mulheres possam gozar o que precisam e querem, ninguém poderia ser contra. Por exemplo, as mulheres têm o direito de não serem estupradas, de não sofrerem violência, de não serem vítimas de tráfico sexual, etc.

Os direitos humanos das mulheres deveriam se resumir ao aborto?

Contudo, os engenheiros sociais, tanto na ONU quanto em muitos governos, entendem essa questão de modo vastamente diferente. Eles dão prioridade a outras questões. Por exemplo: A mulher tem direito de interromper sua gravidez — que significa simplesmente: A mulher tem o direito de matar o bebê que está se desenvolvendo em sua barriga.

Nem a ONU nem muitos governos se preocupam com o fato de que a população pensa de outro jeito, porque esperam que com o tempo e muita propaganda bem elaborada haja mudança de mentalidades.

Direito ao aborto é direito humano das mulheres. Assim não pensa a vasta maioria das mulheres do Brasil de hoje. Mas assim pensa muita gente na ONU. Assim pensam as feministas. Assim pensam muitos governos. E assim — com sistemática campanha psicológica dos engenheiros sociais — pensarão a maioria das mulheres e homens do futuro, se nada for feito.

Entretanto, enquanto os manipuladores nos bastidores sociais orquestram a mudança de opiniões e condutas éticas e morais em governos, sociedades e indivíduos para alcançar, entre outros objetivos questionáveis, a aceitação do aborto, as necessidades reais das mulheres ficam muitas vezes em último plano. Enquanto se elaboram meios de convencer a população de que a destruição de um bebê humano na barriga da mãe é direito de toda mulher, as mulheres de hoje encontram-se fragilizadas e desprotegidas por políticas que as desamparam.

Assim, quando uma mulher pobre é enganada e condicionada a ver o aborto não como assassinato, mas direito, seu espaço é garantido nos debates sociais. Ela chega realmente a receber apoio e simpatia da torcida politicamente correta, tornando-se alvo de atenção e respeito da mídia liberal. Mas em sua fragilidade econômica, o apoio se desvanece quando os manipuladores não a podem usar para nenhuma finalidade ideológica. Sua pobreza pode ser usada como um dos pontos de apoio para o aborto, mas para nada serve se tudo o que ela precisar for ajuda para viver com verdadeira dignidade.

Somente os governos ou sociedades subdesenvolvidos pensariam e agiriam assim com as mulheres? Somente nos países pobres as mulheres em sua condição econômica vulnerável seriam esquecidas e abusadas?

A resposta deveria ser sim, mas a realidade nada mais aponta do que um não sonoro e triste. Países que arrogantemente se julgam avançados, como a Alemanha, toleram despreocupadamente o abuso sistemático de mulheres economicamente fragilizadas, nada fazendo para que elas sejam auxiliadas ou pelo menos protegidas em sua dignidade humana.

A Copa da prostituição

O governo alemão prepara-se para tratar com todo respeito os milhares de turistas que acompanharão a Copa do Mundo na Alemanha. Mas não é só o governo alemão que está interessado no dinheiro dos turistas, a grande maioria dos quais são homens. As máfias européias já estão de boca aberta para engolir o dinheiro dos torcedores embriagados que, após cada partida, terão à disposição milhares de moças para usar e abusar. De fato, segundo o noticiário WorldNetDaily, quarenta mil mulheres — a maioria moças desesperadamente pobres de países do leste e centro da Europa — serão transportadas, muitas contra a vontade delas, para a Alemanha, afrontando abertamente toda alegação da ONU e do governo alemão de que os direitos humanos das mulheres são prioridade.

Muitas dessas moças foram vítimas das falsas promessas das máfias que, disfarçadas de agências de oportunidades, lhes ofereceram empregos de modelos e outras ocupações sem ligação direta com a prostituição. Acabaram como meros produtos sexuais do tráfico.

Para o crime organizado e para as autoridades alemãs, elas nada mais são do que figuras estatísticas sem nome e sem identidade. No entanto, quem é que se lembra de que elas têm vida, sonhos e esperanças? Elas têm irmãos, pais e mães que se preocupam com elas, mas que não têm o poder e a autoridade que o governo da Alemanha e a ONU poderiam — se quisessem — usar para garantir a integridade moral e humana de suas irmãs e filhas. Mesmo que gritassem pedindo socorro, nenhuma resposta ouviriam, pois tudo o que as autoridades alemãs querem ouvir é o grito das torcidas eufóricas nos estádios. Os gemidos das famílias e suas filhas serão assim sufocados pelos barulhentos torcedores da Copa, que terão toda a atenção que as vítimas de prostituição não estão tendo. As máfias da prostituição agradecem, de coração, a falta de interesse das autoridades nessas pobres moças.

O real interesse

Se o interesse do governo alemão é ganhar dinheiro, as máfias do sexo não desapontarão. Farão sua parte de seu negócio sujo, e deixarão uma parte dos ganhos para a Alemanha. Possivelmente, também deixarão alguma parte para as mulheres que tiveram a infelicidade de cair na rede do tráfico sexual.

Na verdade, como em muitos lugares, o dinheiro dos turistas é muito mais importante do que as necessidades e circunstâncias econômicas das mulheres que serão exploradas para entreter sexualmente o embriagado e muitas vezes violento público masculino da Copa. Esse público — e principalmente seu dinheiro — merece todo respeito, atenção e consideração, nada ficando de sobra para as moças pobres e seus direitos humanos. A dignidade de quarenta mil mulheres será sacrificada diante do altar da idolatria ao futebol e à ganância.

O discurso na Alemanha e em outros países fiéis aos “princípios” da ONU é sempre contra a exploração das mulheres — somente, porém, quando tal exploração não gera lucros e não atrai turistas. A exploração sexual, para ser permitida, precisa atender a interesses especiais. Quem pensou que corrupção moral era problema exclusivo da política brasileira nada conhece da política alemã!

No momento de defender o aborto, fala-se em compaixão pelas mulheres, especialmente as pobres, mas ninguém vê o coração e as intenções reais desses pseudodefensores dos direitos humanos das mulheres. Se as feministas substituíssem a causa do aborto pela defesa das mulheres exploradas, haveria menos destruição e mais ajuda genuína para as mulheres.

Durante a Copa, enquanto os turistas estiverem “se divertindo” à custa da fragilidade econômica de moças que muitas vezes são obrigadas a se submeter a todo tipo de humilhação para ganhar dinheiro para sobreviver, será possível ver o coração e as intenções dos que alegam combater a exploração das mulheres. Na Copa da Alemanha, não é só a bola que estará em jogo, mas também a dignidade de quarenta mil mulheres manipuladas por máfias e totalmente desamparadas pela ONU e pelo governo alemão, que não se cansam de dizer que defendem os direitos humanos das mulheres.

Da ONU, aliás, se pode esperar muito pouco. Quem poderia esquecer os escândalos de soldados de suas forças de paz e outros funcionários envolvidos em tráfico de moças e até mesmo em estupro de meninas em algumas regiões pobres do mundo?

Durante a Copa, onde é então que ficarão os direitos humanos e a dignidade de milhares de moças pobres da Europa? No que depender do crime organizado, da ONU e do governo da Alemanha, na lata de lixo.

O QUE VOCÊ PODE FAZER?

Boicote a Copa. Não assista nem incentive ninguém a assistir.

Ore pela salvação e esperança das moças apanhadas na rede de prostituição do crime organizado.

Profetize fracasso para as máfias do tráfico sexual e para as ambições do governo alemão, que coloca sua ganância na frente da dignidade de moças pobres.

Diga não ao tráfico de mulheres. Diga não à Copa. Diga não ao descaso do governo alemão com o tráfico de moças para prostituição.

Fonte: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

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