1 de abril de 2006

Perigo à vista: o sanduíche anti-intolerância do Estado policial

Perigo à vista: o sanduíche anti-intolerância do Estado policial

Julio Severo

Quem achou que o artigo Ativistas Homossexuais da Europa e do Canadá Estão Usando o Governo para Silenciar a Oposição, postado em meu blog, expõe ameaças aos evangélicos que jamais chegarão ao Brasil deveria abrir bem os olhos.

Sob o título de “São Paulo ganha Delegacia de Crimes Raciais e de Delitos de Intolerância”, matéria do noticiário gay G Online de 31/03/2006 informa: “O GRADI — Grupo de Repressão e Análise aos Delitos de Intolerância acaba de se transformar em Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância através do Decreto nº 50.594, de 22/03/06”.

Trata-se, sem dúvida, de mais uma importante ferramenta à disposição dos interesses dos ativistas gays. Sob a bandeira habitual da defesa dos direitos humanos e do respeito às diferenças, o grupo terá como missão exterminar a oposição ao homossexualismo.

G Online também comenta: “Em cerimônia discreta, representantes do DHPP – Divisão de Proteção do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa, delegados de polícia e representantes das comunidades negra, judia, cigana e GLBT, confraternizaram-se e comemoraram a instalação dessa unidade policial que se dedicará exclusivamente aos casos envolvendo a intolerância... A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância deverá, sobretudo, levar em consideração que quando a sociedade segrega uma pessoa por sua orientação sexual… Margarette Barreto Gracia, delegada de polícia da delegacia em questão, salientou que a vítima de crime de intolerância deve procurar a Delegacia e denunciar seu agressor”.

O que poderá ocorrer se algum ativista homossexual em pele de vítima tiver a inspiração de denunciar uma igreja ou escola cristã que lhe negar ocupação? O que acontecerá com as igrejas que “segregarem uma pessoa” do pastorado ou outra função dentro da igreja “por sua orientação sexual”? Não há a menor dúvida de que as igrejas e escolas cristãs são intolerantes com o comportamento homossexual — assim como são intolerantes com o tráfico de drogas, prostituição, violência, etc.

O Estado está determinado a combater e exterminar toda intolerância — e inescapavelmente terá de criminalizar cedo ou tarde as atitudes dos cristãos que são fiéis à condenação bíblica (modernamente interpretada como preconceito, ódio, intolerância, etc.) ao comportamento homossexual. Fica então a pergunta: até quando essas escolas e igrejas permanecerão isentas da intolerância do Estado policial?

A delegacia foi criada como um tipo de sanduíche, onde lhe são atribuídas diversas funções de combate ao preconceito, inclusive racial. No recheio, ficam as questões homossexuais. Assim, se alguém criticar a delegacia como instrumento homossexual, os espertos engenheiros sociais apontarão para suas outras atribuições como “prova” de que a delegacia tem intenções “inocentes”: defender os negros. Então se alguém fizer algum tipo de comentário que for interpretado como crítica ao candomblé e outras “sagradas” religiões afro-brasileiras, o infeliz comentarista será tratado como racista, expressando ódio, preconceito e intolerância contra os negros, sua cultura e costumes.

O sanduíche do Estado policial também inclui, para efeitos políticos, os judeus. Embora se saiba que o governo pretende mostrar sua bondosa “tolerância” aos que “desrespeitam” a “cultura” (leia-se sempre religiões africanas) dos negros, não se sabe como o governo conseguirá demonstrar respeito pela “cultura” dos judeus, pois a Torá, um dos livros mais sagrados da religião judaica, declara:

“Quando também um homem se deitar com outro homem como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue é sobre eles”. (Levítico 20:13 RC)

O que a delegacia fará para combater a intolerância contra essa expressão da “cultura” judaica?

www.juliosevero.com.br

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