19 de março de 2006

Feminista lança críticas pesadas contra as mães que permanecem no lar

Feminista lança críticas pesadas contra as mães que permanecem no lar

Don Feder

Anos atrás, em 1980, quando os críticos sociais conservadores sugeriram que era melhor para as mães de crianças novas permanecerem no lar (em vez de despachá-las aos gulags fantasiados de creches), as feministas ficaram furiosas.

“Como é que vocês têm a ousadia de dizer às mulheres o que fazer?” chiaram elas. “Descarados, tentando nos dizer como viver nossas vidas!”

Assim, tente só imaginar quem agora está dizendo às mulheres como viver (e criticando-as por pensar de modo independente)? As feministas. Por baixo de suas reivindicações de direitos, o movimento sempre foi fascista. É instrutivo ver as irmãs enfileiradas marchando em passo de ganso em sua saída do armário totalitário, com cassetetes levantados para esmagar todo crânio que pensa diferente.

Liderando o ataque está Linda Hirshman, advogada, professora e inimiga declarada das mães que permanecem no lar.

Recentemente, o programa “Bom Dia América”, da rede ABC (que meus amigos no Centro de Pesquisas da Mídia chamam de “Bom Dia Débeis Mentais”) mostrou os desvarios de Hirshman em dois programas consecutivos, em segmentos intitulados “As Guerras das Mamães: Trabalhar ou Ficar em Casa?” e “Como Criar Filhos: Ficar em Casa ou Trabalhar Fora?”

Típico do que aparenta espaço igual para todas as opiniões nas redes de televisão, “Bom Dia América” deu sem rodeios 80% de cada segmento para as opiniões de Hirshman. As participantes dissidentes receberam sonolenta consideração para manter a simulação de igualdade.

Hirshman alcançou a posição de celebridade alertando-nos quanto à crise bem pouco noticiada de nossa época: Apesar de décadas de doutrinação feminista (transmitida desde as salas de aula até os programas de entretenimento da TV — onde o que se costumava chamar de donas de casa praticamente não existe mais), as mulheres realmente estão escolhendo permanecer no lar e criar seus filhos. Essa crise é tão “grave” que, em comparação, o terrorismo mundial e o aquecimento global são coisas de criança.

O programa da ABC citou dados do censo que mostravam que 54% das mães com formação universitária ou profissional não mais trabalham de tempo integral. Esse fato foi confirmado pelo próprio estudo de Hirshman de 30 mulheres cujos anúncios de casamento apareceram no jornal The New York Times em 2003 e 2004. Só 5 agora estão trabalhando de tempo integral fora do lar. Dez trabalham em tempo parcial. O resto leva vidas insatisfatórias para Hirshman e suas aliadas.

As feministas se sentem ameaçadas com esse fenômeno. É ideologia — e não os interesses das mulheres, individualmente ou coletivamente — que as impulsiona.

A posição de Hirshman: as mães que permanecem no lar estão levando vidas empobrecidas, desperdiçando suas formações educacionais, enganando seus filhos (que sentem falta das alegrias de serem criados por gente totalmente estranha, paga para cuidar deles) e provocando danos incalculáveis para a causa dos direitos das mulheres.

“Penso que é um erro terrível que essas mulheres com elevada formação educacional e aptidões façam essa escolha (escolhendo filhos e lar acima de uma carreira), Hirshman declara: “Estou dizendo que o lugar de um adulto formado e competente é no escritório”. Sim, acho que entendemos o recado.

A feminista Hirshman não está aceitando o argumento de que criar a próxima geração é de algum jeito ou modo gratificante. “Gostaria de ver uma descrição da vida diária delas que comprove essa posição”, Hirshman comenta, de modo bem negativo. “A descrição delas acerca da vida delas não parece particularmente interessante ou gratificante para uma pessoa complexa, para uma pessoa formada e complexa”, acrescenta ela.

O que Hirshman quer dizer é: “Não acho a vida delas de modo particular interessante ou gratificante — e minha opinião é tudo”. E pensar que as feministas são acusadas de orgulho por acharem que são um grupo superior.

Hirshman menospreza aquelas mulheres que acreditam que as mães são insubstituíveis. Ela promove uma teoria logo de cara absurda: de que não há diferença nos “níveis de felicidade” de crianças consignadas aos Centros de Detenção dos Bebês Alegres, versus as crianças criadas no próprio lar.

Em primeiro lugar, só alguém com um diploma de doutor em filosofia (um débil mental complexo com uma formação educacional) pensa que dá para se medir os níveis de felicidades. E quanto às doenças e abuso (físico e sexual) que estão se alastrando nas creches? E quanto ao fato de que as crianças de creches tendem a ser mais agressivas e menos socializadas do que outras crianças da mesma idade que são criadas em casa?

Você já viu em pessoa o espetáculo de cortar o coração de uma criança de três anos chorando e empurrando a mãe — gritando que ela quer ser levada à creche? Não viu, nem verá.

Como contraponto aos argumentos de Hirshman, “Bom Dia América” apresentou Debbie Klett, uma mãe que deixou um emprego de vendas de anúncios e fundou uma revista chamada “Total 180”, para passar mais tempo com seus filhos.

Klett comentou: “Para mim, sinto que é vital estar presente com meus filhos todos os dias, para cuidar regularmente de suas necessidades, para desenvolver sua auto-estima e elogiá-los quando eles estão certos, guiá-los quando eles não estão e ser uma mãe amorosa e cuidadosa a cada minuto do dia”.

Pobre criatura anti-social!

Para manter-se firme em seu argumento, Hirshman comenta que o índice de divórcio está acima de 40%. Essas bobas, diz ela, dedicam-se ao maridinho e aos filhinhos, e então são descartadas num divórcio e vêem seu padrão de vida cair até o fundo.

Entretanto, foram as próprias feministas que promoveram leis de divórcio fácil na década de 1970. Para elas, o divórcio liberaria as mulheres de casamentos mofantes. Agora elas estão utilizando o índice de divórcio para assustar as mulheres e levá-las ao mercado de trabalho. Se isso não é puro descaramento, então não sei o que é.

Hirshman tem uma prescrição para o tique-taque do relógio biológico: “Tenha um bebê. (Se for realmente necessário.) Só que não tenha dois”, que dificulta trabalhar fora do lar.

Além disso, Hirshman aconselha, procure o Sr. Mamãe — um cara que saiba trocar fraldas e lavar pratos sujos. “Você pode procurar um marido com menos poder social (leia-se: dinheiro) do que você ou achar um que tenha compromisso com a igualdade de gênero (leia-se: homem e mulher são a mesma coisa)”.

Tento só imaginar o anúncio pessoal: “Feminista procura homem socialmente inferior, com personalidade castrada, que creia que os homens e as mulheres são emocionalmente andróginos. Objetivo: Uma fusão matrimonial e a produção de uma criança, que será criada de acordo com a consagrada doutrina feminista”.

Na década de 1980, as moças tinham uma palavra para esse tipo agradável de homem: “capacho”.

Linda Hirshman está fazendo um grande serviço para a humanidade.

Ela é uma prova claramente nojenta do que os conservadores vêm dizendo há décadas: As feministas odeiam a família. (Hirshman declarou: “A família — com suas tarefas físicas, repetitivas e socialmente imperceptíveis — é uma parte necessária da vida, mas dá muito menos oportunidades para pleno crescimento humano do que as esferas públicas como o mercado de trabalho ou o governo”.)

Em outras palavras, a executiva de empresa de seguros ou a instrutora de faculdade (dando aula para uma sala cheia de calouros entediados) está envolvida numa atividade estimulante, gratificante e socialmente útil, enquanto a mãe que vê um ser humano se desenvolvendo numa base diária, e molda essa vida mais do que qualquer outra pessoa, é uma boba e escrava inútil e sem cérebro.

Aqui está a ironia máxima: As feministas são contra tudo o que é feminino. Elas rejeitam o aconchegante ambiente do lar, a procriação e a criação de filhos (a menos que realizados por “profissionais”). Elas negam o instinto maternal. Elas condenam o instinto feminino por fazer do lar um santuário seguro dos perigos da vida moderna. (Elas também não aceitam a obrigação do homem de servir e proteger.) Elas detestam tudo o que as distingue sexualmente.

Elas têm nojo de si mesmas, porque elas odeiam sua natureza. A maioria delas é infeliz — com todo merecimento.

Por quase 20 anos, trabalhei na redação de um jornal com essas mulheres briguentas, rancorosas, invejosas e mal-humoradas. Uma espécie mais desagradável nunca acharemos.

A maioria delas é profundamente infeliz com suas vidas, sempre prontas para ficarem ofendidas por causa de desconsiderações imaginárias, convencidas de que qualquer falta de avanço foi devido a uma conspiração machista e furiosas com os que desafiam os dogmas feministas. Elas eram quase tão legais quanto Hillary Clinton num dia difícil (em termos de mulheres briguentas, rancorosas, invejosas e mal-humoradas).

Quem em seu perfeito juízo aceitaria conselhos de vida de tais criaturas espiritualmente deformadas? O noticiário da rede ABC, naturalmente.

Título original: FEMINIST SLAMS STAY-AT-HOME MOMS

Traduzido e adaptado por Julio Severo, com a devida autorização de Don Feder: www.juliosevero.com.br

Fonte: http://www.donfeder.com/

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