10 de fevereiro de 2006

Violência muçulmana: Cautela e piedade

Violência muçulmana: Cautela e piedade

Jay Stapleton

© 2006 WorldNetDaily.com

Continuam ainda aparecendo muitas notícias confusas e contraditórias envolvendo as caricaturas de Maomé. As revelações mais recentes dessas notícias — autenticidade das caricaturas, blasfêmia religiosa, tumultos e mortes — nos ajudam a enxergar o interior da alma da população muçulmana. Dessa vez, porém, não dá para jogar a responsabilidade dos eventos em alguns fanáticos muçulmanos. A magnitude e escopo da reação muçulmana estão revelando a mentalidade hostil do mundo muçulmano inteiro. Essa hostilidade deve nos levar a ter pena e cautela.

Os muçulmanos adoram o deus Alá; eu adoro o Deus que se tornou Homem, Jesus Cristo. Eu preferiria morrer a negar que Cristo é Deus. Milhões de outros cristãos pensam do mesmo jeito. Quando vemos imagens de Jesus submergidas em urina, obras de arte representando-O como um sodomita, ou filmes mostrando-O como um adúltero, sentimo-nos insultados, entristecidos e irados — mas não saímos por aí para matar os responsáveis. Pelo menos, não em massa.

Mas muçulmanos enfurecidos por provocações é uma história diferente. As humilhantes caricaturas dinamarquesas inflamaram fúria em massa do mundo islâmico. Estamos perplexos testemunhando a sede de sangue, a queima de prédios, ameaças e morte. Se compararmos a reação contida da população cristã à difamação de Cristo com a fúria muçulmana assassina por causa das caricaturas degradantes, emerge uma verdade clara — os cristãos e os muçulmanos são diferentes uns dos outros. As raízes de nossas diferenças estão nas nossas opiniões vastamente divergentes sobre Deus.

Como cristão que crê na Bíblia, sei que fui criado conforme a imagem de Deus, sei que fui prejudicado pelo pecado e sei que Deus me ama. Jesus Cristo morreu por mim, e quando pus minha fé nEle, Deus perdoou todos os meus pecados e me aceitou em Sua família. Agora, posso conversar com Deus, e conhecê-Lo pessoalmente. Recebi a promessa de passar a eternidade no Céu com Ele. Mas isso não acontece com os muçulmanos.

Um muçulmano adora Alá, mas Alá é completamente incompreensível para ele. Os estudiosos muçulmanos chamam isso de “A Diferença”. Não há nada acerca de Alá que seja comparável ao homem. Na religião muçulmana, é proibido comparar Alá ao homem ou aos pensamentos do homem. Quando Alá se descreve no Corão como “misericordioso” ou “compassivo”, não se deve entendê-lo em termos de misericórdia ou compaixão humanas. Tal comparação é considerada blasfêmia. O que então Alá quer dizer quando ele se descreve? Ninguém sabe. Ninguém pode conhecer Alá, ou ter certeza de seus caminhos. Essa é “A Diferença”.

Já dialoguei com muitos muçulmanos durante os anos, e geralmente eles ficam ofendidos com a certeza que eu tenho com relação ao Céu. Eles não têm tal certeza, pois o islamismo não oferece nenhum relacionamento pessoal com Alá. A base relacional para meu relacionamento com Deus é que eu fui criado conforme Sua imagem e semelhança. Os muçulmanos vêem como pervertido o ensino bíblico de que o homem foi criado conforme a imagem de Deus.

A teologia islâmica decreta que o homem não foi feito conforme a imagem de Alá, não pode compreender Alá, nem ter um relacionamento direto com Alá. Pelo fato de que Alá não está sob a obrigação de homem algum, ele pode lançar o muçulmano mais devoto ao inferno, se assim ele escolher. É claro que se matar se explodindo na guerra santa por Alá provavelmente favorecerá muito mais o muçulmano — o que é um forte incentivo para os muçulmanos morrerem pelo islamismo.

O ponto importante é que a completa impossibilidade de compreender Alá e a total diferença dele deixa um imenso vácuo no coração do muçulmano. Pelo fato de que o homem é levado a adorar algo com que se relacionar, o vácuo criado pelo incompreensível Alá é muitas vezes preenchido por Maomé. Embora seja proibido adorar o profeta do islamismo, a prática é revelada no constante reverenciamento de seu nome. O problema é: Maomé desempenha um deus bem vulnerável.

Um insulto é inflamatório quando tem algo de verdadeiro (tal qual podem fazer as caricaturas), e o duvidoso legado e integridade de Maomé são defendidos com fúria. As recentes badernas islâmicas me fazem lembrar da velha piada sobre o pregador que estava escrevendo as anotações para sua pregação. Chegando ao final, ele anotou rapidamente na margem: “Argumento fraco — usar a mão cerrada, falar alto”. Do mesmo jeito, nos tumultos e queimas dos muçulmanos, vimos provas de fraqueza vulnerável, não fervor religioso. Desprezo a degradação pública de Jesus Cristo, mas Ele precisa tanto de minha defesa quanto um leão precisa da ajuda de um pato.

Sinto pena dessas multidões muçulmanas que fazem tumultos. Ao defenderem Maomé (e antes disso, o Corão jogado descarga abaixo de um vaso sanitário), há uma tentativa desesperada de mostrar fidelidade a Alá, aquele com quem ninguém pode se relacionar. Há também um motivo para cautela nesses eventos. Não estamos observando as ações de uma pequena minoria de radicais fundamentalistas. Essas ações são de uma imensa população religiosa violenta e mortalmente desajustada que hoje vive no nosso meio. Que o amor de Cristo — não o ressentimento — prevaleça em nossos corações.


Jay Stapleton vive na Virginia com sua esposa e três filhos. Ele é pastor da Comunidade Cristã do Calvário e dirige Praying America Back, um ministério comprometido com a oração intercessória em favor dos EUA.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br

Fonte: http://www.wnd.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=48764

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