18 de fevereiro de 2006

Por que os cristãos usam o controle da natalidade?

Por que os cristãos usam o controle da natalidade?

R. Terry

Já parou para pensar no motivo por que os casais evangélicos usam o controle da natalidade?

“Acabamos de nos casar e não estamos prontos para ter filhos”.

“Queremos dar tempo de qualidade para os filhos que já temos”.

“O motivo simples é que não temos condições de ter outro filho”.

“Eu enlouqueceria se tivéssemos mais filhos”.

Alguma dessas desculpas lhe parece familiar? Ou melhor ainda, você está usando alguma dessas desculpas?

Quando discuto a noção de que devemos deixar nas mãos de Deus o número de filhos que devemos ter, ouço freqüentemente as desculpas acima, e uma multidão de outras.

Já ouvi essas desculpas antes — na entrada de uma clínica de abortos.

A verdade terrível é que a maioria das desculpas que as mulheres dão para matar seus filhos mediante aborto são exatamente as mesmas razões que damos para não ter filhos.

Na essência, o controle da natalidade é anticriança. E não estou falando somente sobre abortivos como a pílula anticoncepcional ou o DIU, mas qualquer droga ou dispositivo que nos impeça de ter filhos. Quando usamos o controle da natalidade estamos dizendo: “Não, eu não quero crianças”.

É de maravilhar que as igrejas evangélicas não consigam deter o aborto legal em sua matança de crianças? Como é que podemos esperar derrotar essa matança no mundo se não conseguimos derrotar a rejeição a crianças em nosso próprio meio? Jeremias disse que se nos cansamos correndo com homens, como conseguiremos correr com cavalos?

Não posso ser duro demais com os cristãos que usam o controle da natalidade. Minha esposa e eu caímos na mesma armadilha quando éramos recém casados. Todos os nossos amigos e líderes espirituais nos aconselhavam que era a coisa “sábia” a fazer. Francamente, nós muito preferiríamos ter um filho ou filha de nove anos do que tal sabedoria.

Numa época como a nossa em que os cristãos falam constantemente sobre fé, confiar em Deus, Deus suprindo nossas necessidades, etc., por que é que não conseguimos simplesmente confiar em Deus sobre o número de filhos que ele quer que tenhamos?

Quando usamos o controle da natalidade, estamos reduzindo nossa herança; estamos talvez impedindo gerações inteiras da humanidade. Considere isso: o décimo terceiro filho da Sra. Wesley, Charles, escreveu centenas de hinos gloriosos; o sétimo filho da Sra. Whitefield, George, foi o pregador mais famoso no Grande Despertamento dos EUA; o quinto filho da Sra. Washington (quinto entre dez irmãos) foi nosso amado primeiro presidente. Se a Sra. Washington estivesse numa de nossas igrejas de hoje, após seu terceiro ou quarto filho metade das mulheres da igreja lhe diria para obter um diafragma ou ligar as trompas! Que perda trágica isso seria para todos nós.

O que você pensa quando vê uma mulher com cinco filhos? Fica feliz ou envergonhado? Você se aproxima dela com congratulações ou condolências? Você exclama feliz: “Todos eles são seus?! Que bênção!” Ou você pergunta de modo sombrio: “Todos eles são seus? Pobre mulher. Como é que você fez isso? Eu enlouqueceria”.

A realidade horrível é que grande parte das igrejas evangélicas dos EUA hoje é anticrianças. Vemos crianças como um peso, uma perturbação, uma interrupção em nossas vidas, um dreno em nossas finanças e energias, etc.

Muitos cristãos não conseguem sentir uma justa indignação contra a matança de crianças mediante o aborto legal, pois no coração eles simpatizam com as mesmas razões por que algumas mulheres fazem aborto.

Então o que fazemos? Espero que nenhuma leitora deste artigo esteja usando a pílula ou o DIU. Se está, pare imediatamente. A pílula e o DIU são abortivos. Se conhece alguém que os está usando, faça amizade com essa pessoa e lhe diga a verdade. Além disso, se você está usando qualquer tipo de controle da natalidade — pare. Deixe nas mãos de Deus o número de filhos que você deve ter.

Ouço alguém exclamando: “Oh, mas terei 10 filhos!” Com o devido respeito, você não sabe quantos filhos terá. Léia teve seis, Raquel teve dois, Sara e Rebeca tiveram um. A verdade é: você simplesmente não sabe quantos filhos terá.

Se você foi “esterilizada”, busque uma reversão médica. Recentemente, me encontrei com um pastor no Oregon que vendeu sua coleção esportiva a fim de pagar a reversão médica da ligadura de trompas de sua esposa. Eles estão se alegrando no Senhor, pois ela já está no sétimo mês de gravidez, grávida de um filho que por pouco nunca iam ter.

Uma consideração final. Pense bem nas origens do movimento de controle da natalidade: Margaret Sanger e a Federação Internacional de Planejamento Familiar, a maior entidade abortista do mundo. Margaret Sanger queria que os cristãos (entre outros) usassem o controle da natalidade. Ela desprezava a Deus e tinha nojo de famílias cristãs grandes. Se alguém pode rir no inferno, com certeza então ela deve estar fazendo exatamente isso agora contra nós. Gostaria de citar um dos Salmos menos populares de nossa época, Salmo 127:3-5:

Os filhos são herança do SENHOR, uma recompensa que ele dá. Como flechas nas mãos do guerreiro são os filhos nascidos na juventude. Como é feliz o homem que tem a sua aljava cheia deles! Não será humilhado quando enfrentar seus inimigos no tribunal. (NVI)

Esses versículos proclamam claramente de que modo devemos ver nossos filhos: como nossa herança e recompensa. Aliás, com exceção de nossas próprias almas, nossos filhos são a única posse eterna que temos.

Que Deus nos restaure a capacidade de respeitar, amar e desejar nossas posses mais preciosas — o fruto do ventre.


© 1997 Advocates for Life Ministries
Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br

Artigo sobre família grande: Quando Maior é Melhor.

Fonte: http://www.lifeadvocate.com/arc/terry.htm

6 comentários:

Fabiana disse...

Esse artigo sobre controle de natalidade, tem capacidade de mudar muito a visão das mulheres cristãs.
Mto bom mesmo.

Acho que Deus ta me fazendo pensar diferente a partir de agora.


Fabiana ...

Anônimo disse...

Me perdoe se o que eu disser te constranja, mas cada vez que leio seus textos, mais vejo em vc um católico conservador, apesar de vc pertencer a outra denominação, fico feliz com seus pensamentos e adoraria que minhas irmãs e cunhados que tb são de outras denominaçoes tivessem o mesmo pensamento tão cristão qto. o seu. Sou católica com a graça de Deus, e peço a ELE que te ilumine cada vez mais e faça de ti um exemplo a tantos "cristãos de carteirinha" que temos hoje em dia.http://www.bispomacedo.com.br/mensagensanterioes.jsp?codigo=136881

Um abraço e Deus te abençoe
Cida

heider disse...

devo admitir que esses métodos realmente são abortivos.
Os jovens casais de nossas igrejas pansam em filhos não como benção,mas como um peso,uma limitação,enfim,Deus não deve estar feliz com muitos casais em nossas igrejas.

José disse...

Os filhos hoje em dia talvez estão sendo estorvo, porque nós pais não estamos se preocupando em educa-los da maneira como Deus gostaria que criássemos, ensinando o seu coração para que seja acima de tudo um filho parecido com Jesus para a gloria do Pai.

Karina disse...

"Como podemos dizer que há muitas crianças?? Seria como dizer que há muitas flores..." _ Madre Tereza.

As pessoas hoje, infelizmente, têm a falsa noção de que quanto maior o acesso aos anticoncepcionais, menor será o número de abortos. Mas não é assim que funciona. O raciocínio é justamente o contrário: quanto mais eu me recuso a ter ilhos num determinado momemento, mais suscetível estarei à ideia do aborto, ainda que não chegue a praticá-lo.

Acho contraditório que ficamos tão chocados com os Nardoni da vida, mas não percebemos que caminhamos para um sociedade que coloca a culpa de toda dificuldade nas crianças...

Que Deus ilumine as famílias cristãs para que possamos nos abrir à graça de ter filhos.

p.S: meu menino fez 2 anos, eu não uso nenhum tipo de anticoncepcional, e ainda não engravidei. Como bem disse o Júlio, somente DEUS sabe quantos filhos terei.

Anônimo disse...

Pessoas não desejam mais ter filhos porque são profundamente egoístas, pensam apenas em seu próprio sucesso profissional e, ainda por cima, não estão dispostas a criá-los como convém
Leandro