17 de fevereiro de 2006

O aquecimento global e os evangélicos

O aquecimento global e os evangélicos

Julio Severo

A ONU está surpresa e feliz com a mudança de atitude de alguns líderes evangélicos americanos, que resolveram apoiar publicamente seus esforços para combater o aquecimento global.

Durante anos, a ONU vem lutando nessa questão, recebendo adesão em massa de países e líderes socialistas. Essa adesão é sempre garantida, pois dificilmente a ONU trai a agenda socialista.

Contudo, a adesão de importantes líderes evangélicos americanos é um novo passo no relacionamento da ONU com os evangélicos, um passo que fortalece mais a ONU em suas ambiciosas e suspeitas políticas de governo mundial.

É claro que o cristão se importa com o meio ambiente, porém sempre levando em consideração que a terra foi criada para o homem, não o homem para a terra. Deus é mais importante do que o homem, mas o homem é mais importante do que a terra.

Por isso, o cristão tem dificuldade de ceder para o radicalismo dos grupos ambientalistas. Afinal, por que se preocupar com pesquisas que apontam perigos futuros do aquecimento global quando há necessidades urgentes hoje? Enquanto a ONU e alguns líderes evangélicos americanos voltam sua atenção para a possibilidade de perigos futuros envolvendo o aquecimento global (previstos por pesquisas ainda incompletas e sem fundamento total), milhares de cristãos têm sido torturados, estuprados e assassinados no Sudão e em países muçulmanos e comunistas. Milhões de bebês têm sido assassinados por leis de aborto na Europa, Canadá, EUA, etc. Esses cristãos e bebês inocentes enfrentam perda de vida no presente, diariamente.

Se a intenção é olhar para os riscos e buscar soluções, por que então olhar para os riscos de um futuro distante envolvendo o aquecimento global quando seres humanos se encontram em perigo hoje mesmo?

A verdadeira causa dos problemas ambientais

Enquanto a ONU quer que vejamos as causas dos problemas ambientais como resulto exclusivo de fatores industriais, a Palavra de Deus revela que as verdadeiras causas de secas e outras tragédias ambientais são os pecados do povo. Quando um povo se entrega para os pecados da prostituição, homossexualismo, adultério, mentira, ódio, blasfêmia e outras atitudes erradas, o efeito recai sobre a sociedade e sobre o meio ambiente.

Por quanto tempo a nossa terra ficará seca? Até quando o capim murchará em todos os pastos? Os animais e as aves estão morrendo por causa da maldade dos moradores da terra, que dizem: “Deus não vê o que estamos fazendo.” (Jeremias 12:4 NTLH)

“Juram falso, mentem, matam, roubam e cometem adultério. Os crimes e os assassinatos aumentam. Por isso, a terra ficará seca, e tudo o que vive nela morrerá. Morrerão os animais, as aves e até os peixes.” (Oséias 4:2-3 NTLH)

“A terra está cheia de adultérios; o povo vive pecando e gasta as suas forças à toa. Por causa da maldição divina, a terra chora, e os pastos estão secos.” O SENHOR diz: “Os profetas e os sacerdotes não querem saber de mim; eu os peguei fazendo o mal no próprio Templo.” (Jeremias 23:10-11 NTLH)

Nessas passagens, Deus mostra que os problemas ambientais da nação de Israel estavam diretamente ligados aos pecados do povo, inclusive os pecados de seus próprios líderes religiosos! Até mesmo os profetas tinham culpa, pois estavam em pecado e não estavam cumprindo o que Deus determinou. A função do profeta era avisar o que Deus havia revelado. Deus nos mostra na sua Palavra que os assassinatos, mentiras, adultérios e roubos são a principal causa dos problemas na natureza, porém os profetas estavam escondendo a verdade do povo.

Não admira então que os cientistas não tenham nenhum consenso sobre as causas reais do aquecimento global. Nem mesmo eles entendem o motivo do aquecimento. Eles estão cegos. A ONU está cega. E os líderes evangélicos que estão apoiando a ONU nessa questão estão demonstrando a mesma cegueira dos profetas que, em vez de alertarem a sociedade sobre seus pecados que destroem a natureza, preferiam pecar junto com o povo e ganhar popularidade.

A sociedade e até as igrejas evangélicas podem ajudar a ONU a combater o chamado aquecimento global, mas nenhuma dessas iniciativas terá efeito algum, pois o aquecimento global e muitas outras tragédias na natureza virão, conforme Deus já avisou.

Com ou sem indústrias para poluir, o livro do Apocalipse deixa claro que haverá grande destruição nos últimos dias, inclusive aumento da temperatura. A Palavra de Deus atribui esses acontecimentos negativos aos pecados do povo.

“Depois o quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol, e ele recebeu licença para queimar as pessoas com fogo. Elas sofreram queimaduras dolorosas causadas por esse fogo e amaldiçoaram o nome de Deus, que tem autoridade sobre essas pragas. Mas não se arrependeram dos seus pecados, nem louvaram a glória de Deus.” (Apocalipse 16:8-9 NTLH)

“O resto da humanidade, isto é, todos os que não tinham sido mortos por essas pragas, não abandonou aquilo que eles haviam feito com as suas próprias mãos: eles não pararam de adorar os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de bronze, de pedra e de madeira, que não podem ver, nem ouvir, nem andar. Também não se arrependeram dos seus crimes de morte, nem das suas feitiçarias, nem da sua imoralidade sexual, nem dos seus roubos.” (Apocalipse 9:20-21 NTLH)

É claro que o mundo não enxerga nem vai enxergar as reais causas da mudança na temperatura da terra. É evidente que a ONU, com sua multidão de especialistas cegos, nem suspeita que o adultério, o aborto, a pornografia, a prostituição e o homossexualismo são fortes fatores de risco para a destruição ambiental. Tanto no passado quanto no futuro esses e outros pecados foram, são e serão sempre os destruidores da natureza. Como é então que a ONU conseguirá combater um problema sem entender ou enxergar suas causas?

Entretanto, é estranho que líderes evangélicos também estejam na mesma cegueira. Até mesmo um conhecido pastor brasileiro, caído pelo adultério e que hoje defende em parte o aborto e o homossexualismo, decidiu se envolver apaixonadamente na causa ambiental.

Nós evangélicos não sabemos tudo, pois nossa sabedoria é limitada. No entanto, sabemos que nossa principal missão na vida não é colaborar com a ONU e sua cegueira. Nossa meta não é ganhar popularidade nos envolvendo em assuntos da moda. Então qual é a meta do cristão?

Uma vida com propósitos errados

A ONU e os socialistas do mundo inteiro estão comemorando a entrada de alguns líderes evangélicos americanos à iniciativa de fortalecer a ONU em seus esforços de exercer, em nome de um suposto combate ao aquecimento global, maior controle sobre o mundo. O colunista social Cal Thomas analisou a adesão desses líderes à agenda verde e expressou preocupação em seu excelente artigo “Uma Vida com Propósitos Ocultos”.

Embora como evangélico eu não concorde com tudo o que o Sr. Thomas crê, sou obrigado a concordar com ele na questão do aquecimento global. Ele diz: “O que é que há com os evangélicos que muitos deles precisem de uma causa além da comissão que lhes foi dada? Tendo testemunhado os danos que a mensagem fundamental de redenção da igreja sofreu ao se associar demais ao ‘reino deste mundo’ — primeiro no liberal Conselho Nacional de Igrejas e o Conselho Mundial de Igrejas… alguns evangélicos decidiram fazer outra tentativa”.

Thomas declara ainda:

Em outubro de 2005, parecia que a Associação Nacional de Evangélicos (ANE), que afirma ter 30 milhões de membros nos EUA, estava se encaminhando para uma aliança com a ala cristã mais liberal na questão do meio ambiente. Em vez de chamarem de “ambientalismo”, que para alguns cheira mal, esses evangélicos adotaram um eufemismo mais ao sabor deles. “Cuidado da Criação”, decidiram chamar seu ambientalismo, e o objetivo deles seria resolver o “aquecimento global”.

Agora parece que pelo menos algumas cabeças mais frias prevaleceram sobre a questão do aquecimento global. Enquanto alguns superastros do meio evangélico — inclusive o autor bestseller Rick Warren (“Uma Vida com Propósitos”) — assinaram seus nomes em apoio à doutrina do aquecimento global, muitos outros não. Essa divisão nas fileiras evangélicas levou a ANE a se retrair de um esperado apoio da questão depois que a ANE já havia declarado em outubro que a humanidade tem “uma responsabilidade sagrada de administrar bem a Terra e não uma licença para abusar da criação da qual somos parte”.

Cal Thomas então cita que diante da divisão evangélica sobre o assunto, o presidente a ANE, Ted Haggard, reconheceu “o debate em andamento sobre” o aquecimento global e a “falta de consenso entre os evangélicos sobre esse assunto”. A falta de consenso é tão grande que líderes evangélicos de diferentes denominações assinaram um documento para que a ANE não ceda às tentativas da ONU de usar a questão do aquecimento global para dar a ONU poder e autoridade para interferir nas nações e sociedades. Entre os que assinaram o documento estão Charles W. Colson, fundador de Prison Fellowship Ministries; James C. Dobson, presidente de Focus on the Family; Rev. D. James Kennedy do Coral Ridge Ministries; Rev. Richard Land da Convenção Batista do Sul; Richard Roberts, presidente da Universidade Oral Roberts; Donald E. Wildmon, diretor da Associação Americana da Família; e o Rev. Louis P. Sheldon, diretor da Coalizão em prol dos Valores Tradicionais.[1]

Continuando em seu artigo Uma Vida com Propósitos Ocultos, Cal Thomas comenta:

Calvin DeWitt, professor de estudos ambientais da Universidade de Wisconsin-Madison e um dos principais líderes evangélicos que apóiam as várias causas ambientais, chamou a declaração da ANE de “um recuo e derrota”. Ele predisse “conseqüências negativas para a capacidade dos evangélicos de influenciar a Casa Branca, de modo triste e infeliz”. Será que a Casa Branca deveria ser o principal ou um dos principais objetivos dos evangélicos, ou será que a meta deles deveria ser agradar a Deus?

Um objetivo melhor seria seguir outra declaração, feita não por um comitê, mas por um homem que afirma ser dono da Igreja e que requer que todos os que O seguem obedeçam a Ele: “Vão e façam discípulos de todas as nações”. (Mateus 28:19) Jesus também chamou Seus discípulos — naquela época e hoje — para “obedecer a tudo o que lhes mandei”. Uma rápida lida na Bíblia revela que os ensinos de Jesus não têm nada a ver com o aquecimento global ou com o meio ambiente. Em vez disso, Ele chama as pessoas para alimentar os famintos, vestir os nus, visitar os presos e orar pelos que os perseguem. Os evangélicos deveriam ir atrás dessas virtudes mais elevadas em vez de se contentarem com uma vida terrena envolvida em questões políticas.

O Apóstolo João avisa: “Não amem o mundo nem o que nele há… O mundo e a sua cobiça passam, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1 João 2:15,17 NVI)

Alguns evangélicos pegam um versículo de Gênesis que fala sobre administrar bem e “cuidar” da terra. Mas isso foi antes da queda do homem, antes de o pecado e a corrupção entrarem no mundo.

Sou completamente a favor de toda tentativa de manter o ar e a água tão limpos quanto possível, e eu não jogo lixo no chão, mas me preocupo com o fato de que, sofrendo freqüentes e covardes agressões no fim do beco político, os evangélicos podem estar se abrindo para sofrer mais danos à sua credibilidade.

Os modelos ambientais relacionados às temperaturas do planeta não estão sob estudo há muito tempo, pelo menos não o tempo suficiente para que se chegue a uma tal profunda conclusão de que a menos que as pessoas dirijam carros diferentes, o planeta vai se queimar todo devido ao gás monóxido de carbono. O mais provável é que o mundo se queimará devido às armas nucleares nas mãos de loucos como o presidente do Irã.

Se os evangélicos fizerem do meio ambiente outra “causa”, provavelmente ficarão tão frustrados e desapontados como quando exercitaram sua fé de um modo errado, colocando-a na política, para curar outros males sociais. Se eles desejarem um efeito real no planeta, que eles retornem à mensagem eterna que lhes foi dada para ser compartilhada com um mundo que precisa dessa mensagem mais do que nunca. Essa é a mensagem que “limpa” o interior do coração dos homens e mulheres e os coloca numa posição de influenciar com mais poder este mundo e prepararem a si mesmos e outras pessoas para o mundo que virá.[2]

Fonte: http://www.juliosevero.com.br/

4 comentários:

oliver kleim disse...

Caro Julio , gostaria que vc fosse direto e objetivo e antes de lançar mão de inúmeras referencias bibliográficas explanasse sua opinião. Vc realmente pensa que não devemos nos envolver com quatões ambientais. Que aqueciomento global é fantasia? que a amazônia deveria ser internacionalizada? POr favor sem espiritualizar a resposta....

Chel disse...

Sei que o comentário do Oliver foi postado há muito tempo, contudo gostaria de dizer que não vi, em nenhuma frase, uma posição do autor do texto que nos faça pensar que ele é contra que as pessoas se envolvem em questões ambientais. o que me parece é que ele não aceita que a pessoa faça disso uma bandeira, uma prioridade na vida. E ele está certíssimo quando mostra que as reais causas dos problemas ambientais estão no coração do homem. De que adianta gastar toda sua energia para salvar o planeta quando os moradores deles estão perdidos e causando todos esses males? Acho que é por aí. Quanto ao cuidado com o ambiente, se cada cristão fizer sua parte, começando em casa, já faria uma enorme diferença. Abraços!

marcelo victor disse...

Julgo ser importante ressaltar que, na minha modesta forma de ver, as catástrofes que ocorrem são frutos, única e exclusivamente, da dureza e ganância do coração do homem. De forma que o Senhor somente pré-diz o que acontecerá mediante tal e tal atitude humana, uma vez que Ele é onisciente.
A Palavra de Deus é bem clara, quando mostra o caráter justo e benigno de Deus e o caráter duro e maligno do homem, como conseqüência da escolha efetuada por Adão e Eva. Tanto é que em apocalipse fica claro que as atitudes finais que partem do Criador são iniciadas somente depois de muitas e muitas oportunidades que foram dadas ao homem de se arrepender.
Quando a impiedade humana atingir um patamar intolerável, aí sim virá a destruição final. Mesmo assim, ainda haverá mil anos de vida na terra sem a presença do diabo, depois do arrebatamento da igreja.
De maneira que, durante os mil anos, os escolhidos de Deus estarão reinando com Cristo, por humilharem-se diante Dele, aceitando Sua vontade e doutrina.
Assim sendo, o homem não poderá dizer diante do Criador, no juízo final, que não teve chance de descer da sua arrogância e voltar atrás.

Anônimo disse...

Irmão Júlio Severo me explique:http://www.youtube.com/watch?v=ZwqFs2Dj6mA
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