20 de janeiro de 2006

União Européia aprova resolução proibindo a “homofobia”

União Européia aprova resolução proibindo a “homofobia”

Julio Severo

Em 18 de janeiro de 2006, os membros da União Européia (UE) aprovaram uma resolução proibindo a chamada homofobia em seus países. A resolução foi aprovada por uma maioria significativa de votos: 468 a favor, 149 contra e 41 abstenções.

A resolução requer que “sejam garantidos aos casais homossexuais o direito de gozar o mesmo respeito, dignidade e proteção como o resto da sociedade”.

Franco Frattini, comissário de justiça da UE, irritou os ativistas homossexuais ao sugerir que a resolução era desnecessária. Ele argumentou que a UE já tem o poder de processar manifestações contrárias ao homossexualismo através do Artigo 13 de seu tratado sobre discriminação. A discriminação já é “expressamente proibida” pelo tratado, disse ele, acrescentando que a UE continuaria a “lutar contra a homofobia e a discriminação baseada na orientação sexual”.

Frattini também anunciou que os países da UE que não eliminarem todas as formas de discriminação contra os homossexuais, inclusive a recusa de aprovar “casamento” e uniões para os casais homossexuais, seriam sujeitos a sanções e eventual expulsão da UE. A declaração de Frattini foi feita depois que os governos da Letônia, Lituânia, Estônia e Polônia decidiram legalmente não legalizar o “casamento” para os que vivem no homossexualismo.

“A homofobia é uma violação dos direitos humanos e estamos vigiando os membros da UE nessa questão e denunciando os casos em que nossos esforços não tiveram êxito”, afirmou Frattini. A resolução declara: “O Parlamento Europeu tratará como crime de homofobia qualquer recusa de conceder aos casais homossexuais os mesmos direitos de um casal legalmente casado”.

Homofobia, termo inventado pelo movimento homossexual para finalidades políticas e estratégicas, significa medo do homossexualismo — embora possa também ter qualquer outro significado que favoreça os interesses dos ativistas gays. Assim, pela vontade da UE, os cidadãos europeus terão de vencer à força seu medo do comportamento e práticas sexuais dos que vivem no homossexualismo.

Michael Cashman, presidente do Intergrupo dos Direitos dos Gays e das Lésbicas do Parlamento Europeu, propôs que sejam expulsos da UE os países que “não aderirem às leis antidiscriminação”. Cashman é também vice-presidente da organização Humanistas Gays e Lésbicos.

Apesar disso, o representante da Polônia na UE, Jan Tadeusz Masiel, protestou contra a resolução, chamando a adoção de crianças por casais homossexuais como “repulsivo” e “chocante”. De modo igual, a também representante da Polônia na UE Barbara Kurdycka disse que o Parlamento Europeu não tem o direito de dizer às pessoas o que elas devem pensar sobre o homossexualismo.

Do jeito que as coisas andam na Europa, existe a forte ameaça de que em breve todo comentário contra o homossexualismo será legalmente tratado como crime contra os homossexuais. O que o nazismo fez no passado com a Europa, avançando e impondo suas vontades e leis, o movimento homossexual está fazendo com a atual Europa, avançando e impondo suas próprias vontades e leis — e tentando a todo custo silenciar os que não concordam.

Joke Swiebel, ex-membro feminista do Parlamento Europeu e defensora do movimento homossexual, “elogiou” os cristãos e conservadores (aos quais ela se referiu como “lunáticos”), por não se expressarem insistentemente contra a resolução. Evidentemente, ela estava querendo dizer os cristãos e conservadores da Alemanha, Inglaterra, Suécia, etc. Ninguém sabe onde é que eles estavam, mas o fato é que eles estavam sem voz em toda essa questão. Swiebel viu com bons olhos essa falta de ação. Ela declarou: “Outro ponto positivo é que esses lunáticos estavam obviamente bastante silenciosos. Não compensa mais se opor aos gays e lésbicas no próprio Parlamento Europeu”.

Fontes:

LifeSiteNews.com — 19 de janeiro de 2006.

CNA, 19 de janeiro de 2006.

http://www.juliosevero.com.br/

2 comentários:

Anônimo disse...

A Igreja não pode ficar alheia diante de tal manifestação que se espalha pelo mundo. Como cidadãos do reino terreno e reino dos céus precisamos nos aliar para combater esse movimento que vem para detonar todo o paradigma cristão de família.

Anônimo disse...

A sociedade, que está comprando essa idéia como se fosse muito humana e sublime, é totalmente culpada. Uma vez que consideramos as pessoas capazes e adultas, devemos também considerá-las responsáveis. E se elas se deixam enganar e se deixam levar por essa idéias, é simplesmente porque escolheram esse caminho e não poderão reclamar das consequências.