1 de janeiro de 2006

Ricardo Gondim manda chumbo grosso

Ricardo Gondim manda chumbo grosso nos evangélicos que votaram a favor dos brasileiros se defenderem


O direito à defesa armada contra bandidos armados não equivale a um suposto “direito” feminista de abortar crianças inocentes

Julio Severo

Mais de cem milhões de seres humanos foram assassinados por governos totalitários de linha marxista. É um fato triste, porém inegável. É difícil imaginar como líderes e governos marxistas não tiveram nenhum tipo de mínima sensibilidade para com seres humanos indefesos e conseguiram cruelmente eliminar tantas vidas. E é mais difícil ainda tentar entender como até hoje esse mesmo marxismo encontra refúgio, apoio e defesa entre milhões de seguidores socialistas, esquerdistas e progressistas — até mesmo entre os cristãos.

Contudo, toda essa enorme represa de sangue é acobertada pelos pretextos mais descarados e hipócritas. No Brasil, por exemplo, o brasileiro comum tem enorme dificuldade de entender a mortandade que a ideologia esquerdista já custou para a humanidade, pois os comunistas, socialistas, esquerdistas e progressistas do Brasil são abertamente “pacifistas” e contrários ao direito de o cidadão utilizar armas para a defesa de sua família. É como se o próprio diabo tivesse se transformado em anjo de luz, e a própria Bíblia diz que isso é possível.

No entanto, nenhum deles se levanta para protestar contra o uso de armas de fogo de governos comunistas contra seus cidadãos inocentes. Nenhum esquerdista pacifista do Brasil se levanta contra a violência armada da ditadura cubana contra seus cidadãos indefesos. Nenhum evangélico progressista se lembra de utilizar a Bíblia para atacar a violência armada dos governos comunistas. Por que?

Apesar de tudo, um evangélico progressista, em artigo na revista Ultimato, lembrou-se de atacar os evangélicos que votaram não ao plano do governo petista de tirar dos cidadãos do Brasil o direito de se defender. O voto não, que saiu vencedor, provocou tristeza entre os assassinos e criminosos, que correm o risco de enfrentar alguma vítima capaz de se defender, e causou indignação igual entre os esquerdistas ateus e os evangélicos progressistas, que pensam exatamente da mesma forma como o comunismo e o nazismo: nenhum cidadão tem o direito de se defender, principalmente das agressões armadas do governo.

Em artigo intitulado “Recado aos evangélicos brasileiros que votaram no Não”, na revista Ultimato de janeiro/fevereiro de 2006, Ricardo Gondim apresentou 7 pontos de sua oposição aos evangélicos que votaram não ao plano do governo petista de desarmar os cidadãos. O objetivo do referendo não era desarmar os criminosos, mas desarmar exclusivamente a população que mais sofre como vítima dos criminosos.

Minha principal motivação para escrever essa refutação é dar uma resposta clara, pois Gondim fez uma comparação ridícula, insinuando que os evangélicos que apoiaram o direito dos cidadãos do Brasil a uma defesa armada contra bandidos armados agora terão também de apoiar o direito das feministas ao aborto legal! Não fosse tal comparação, eu até deixaria Gondim em paz com seus pensamentos inconsistentes, mas acho que agora chegou o momento de uma resposta. É claro que ele andou escrevendo vários textos estranhos e polêmicos ultimamente, porém deixarei para irmãos em Cristo mais experientes o dever de refutá-los.

Portanto, mencionarei os argumentos esquerdistas de Gondim contra a defesa pessoal e logo em seguida respostas minhas e do irmão Marcos Grillo.

Argumento de Ricardo Gondim: 1. A partir de agora, os evangélicos que votaram no Não deveriam se sentir constrangidos de citarem, em qualquer circunstância, os conceitos pacifistas de Jesus. Mateus 5.9: “Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus”. Mateus 26.52: “Guarde a espada! Pois todos os que empunham a espada, pela espada morrerão”. Entenda-se por “pacifismo” a ideologia, ou o sistema de crença, que sustenta a imoralidade de machucar ou matar alguém, para conseguir o que se quer. Os pacifistas acreditam que bons fins não podem justificar a morte. Igualmente, seu entendimento de causa e efeito é de que bons fins crescem de bons meios, assim como um bom poema é composto de boas palavras. Os pacifistas acreditam que tanto a moralidade quanto o bom senso requerem que “vivamos as mudanças que queremos ver”. Lucas 6.29: “Se alguém lhe bater numa face, ofereça-lhe também a outra. Se alguém lhe tirar a capa, não o impeça de tirar-lhe a túnica”.

Resposta de Julio Severo: Eu não sei o que você faz, mas quando a filha de um evangélico progressista é estuprada, ele dá a outra também ao estuprador. Se o bandido vem para matar a esposa, o evangélico progressista também oferece os filhos. Ou se você acha esse raciocínio extravagante, então apenas consideremos que por amor à paz Gondim e todos os seus amigos esquerdistas suportam processos e injustiças sem nunca recorrer a um advogado! Se um bandido invadir sua casa, evidentemente ele jamais chamará a polícia. É claro que seria uma bênção o bandido voltar depois arrependido trazendo nos braços os produtos roubados, e esperemos que Gondim venha algum dia a adquirir fé suficiente para que o final de seus encontros com bandidos sempre seja assim! Não há dúvida nenhuma de que Jesus é um pacifista por excelência. Aliás, ele é o Príncipe da Paz. Contudo, a luta pela paz também envolve guerras, como o próprio Jesus vai demonstrar no final desta era. O conceito de paz na Bíblia envolve equilíbrio e bom senso. Ninguém em todo o universo é mais a favor da paz do que o Senhor Jesus. Contudo, para os que recusam terminantemente sua paz, o Senhor Jesus fará guerra, como confirma o Novo Testamento: “Vi os céus abertos e diante de mim um cavalo branco, cujo cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro. Ele julga e guerreia com justiça. Seus olhos são como chamas de fogo, e em sua cabeça há muitas coroas e um nome que só ele conhece, e ninguém mais. Está vestido com um manto tingido de sangue, e o seu nome é Palavra de Deus. Os exércitos dos céus o seguiam, vestidos de linho fino, branco e puro, e montados em cavalos brancos. De sua boca sai uma espada afiada, com a qual ferirá as nações. ‘Ele as governará com cetro de ferro’. Ele pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus todo-poderoso. Em seu manto e em sua coxa está escrito este nome: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES”. (Apocalipse 19:11-16 NVI, o destaque é meu.) Embora seja campeão da paz, Jesus também sabe julgar e guerrear com justiça. Guerrear, se Gondim não sabe, é fazer guerra. Como Jesus, eu também sou a favor da paz e contra a guerra. Mas se houver guerra, temos a obrigação de usar o bom senso. Davi também era um homem de paz, e ele próprio declara: “Quando falo de paz, eles falam a favor de guerra.” (Salmos 120:7 NTLH) Mas as necessidades da vida tornavam necessário o uso da força. O próprio Jesus declarou: “Não pensem que eu vim trazer paz ao mundo. Não vim trazer a paz, mas a espada.” (Mateus 10:34 NTLH) Na mentalidade de Gondim, que segue Gandhi, Jesus jamais recorreria à guerra. Mas Jesus não é adepto de Gandhi, nem de Gondim! Quanto ao fato de que Jesus mandou Pedro guardar a espada, não foi uma ordem eterna, mas uma direção importante para o momento em que ele estava sendo preso. Pedro queria usar a espada para defender o Senhor Jesus, que é Deus! Nós, seres humanos, precisamos nos alimentar e nos proteger, porém ninguém pode alimentar e proteger a Deus! Mas Jesus não mandou o centurião romano guardar a espada (Mateus 8:5-13) e Pedro, em Atos 10, também não mandou outro centurião romano guardar a espada. Davi utilizou a espada, assim como milhares de outros servos de Deus, e ele não morreu pela espada. Na passagem em que Jesus orientou Pedro a guardar a espada, a orientação era para aquele momento definido, significando que Pedro deveria ficar com sua espada, mas sem usá-la naquela ocasião. Não era uma ordem eterna e universal. Além disso, a recomendação de Jesus foi para Pedro apenas guardar, não jogar fora, sua espada. Jesus também havia orientado um jovem rico a entregar todas as suas riquezas aos pobres (Lucas 18:18-23). Se essa orientação fosse eterna e universal, todos os cristãos ricos — inclusive alguns verdadeiros impérios cristãos — deveriam entregar todas as suas riquezas aos pobres. Mas mesmo que essas duas orientações fossem realmente mandamentos eternos e universais, eu não veria problema algum, pois eu estaria completamente isento: Não tenho nem nunca tive riquezas nem armas!

Argumento de Ricardo Gondim: 2. A partir de agora, os evangélicos que votaram no Não deveriam se sentir constrangidos de afirmarem que crêem na teologia paulina de que o testemunho cristão não se molda à cultura de violência do mundo. Romanos 12.21: “Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem”.

Resposta de Julio Severo: Gondim acha que todas as armas nas mãos de pessoas que não são assassinas nem criminosas levam ao crime. Então, seguindo esse raciocínio todas as armas nas mãos da polícia e do exército levam ao crime. Assim, todos — cidadãos, policiais e militares — devem ser desarmados, para que somente os bandidos andem a vontade? É isso mesmo o que Gondim quer? É inegável que há um grande número de acidentes fatais de estrada provocados por motoristas embriagados. Vamos então proibir o uso de veículos, em vez de apoiar leis que castiguem os alcoólatras? É preciso mencionar também que muitos assassinatos são cometidos com o uso da faca. Devemos então desarmar toda a população de todo tipo de faca? E as situações em que pessoas são mortas a socos e pontapés? Haverá a necessidade de estabelecer leis que obriguem a amputação de toda a população? Teremos então uma sociedade sem armas, sem facas, sem carros e cheia de pessoas sem mãos e pés! Mas essa não é a solução. Em situações de emergência, o cristão deve agir com força, não covardia. Se ele vir um criminoso estuprando uma menininha, será que ele, como quer Gondim, imitará Gandhi e se limitará a fazer apenas uma oração para que o estuprador poupe sua vítima ou pelo menos que não judie muito dela? É um grande dilema para o “pacifista” esquerdista, pois se ele utilizar a força, estará violando seus conceitos “pacifistas”; se não a usar, a vítima inocente não terá esperança alguma. Mas o cristão sincero não é obrigado a seguir essa covardia pacifista. Milhões de cristãos participaram da luta armada para deter o ditador Adolf Hitler, e muitos cristãos que não serviram como soldados mantinham-se em constante oração para que as tropas armadas vencessem Hitler. Até mesmo o Pr. Dietrich Bonhoeffer, morto em campo de concentração nazista, era membro de um movimento armado secreto na Alemanha que queria matar Hitler. Pelo visto, Gondim levaria flores para Hitler!


Argumento de Ricardo Gondim: 3. A partir de agora, os evangélicos que votaram no Não deveriam se sentir constrangidos de alardearem que admiram os posicionamentos de Gandhi ou Martin Luther King. Gandhi: “O que se obtém com violência, só pode ser mantido com violência”. Martin Luther King: “O homem nasceu na barbárie, quando matar seu semelhante era uma condição normal de sua existência. Nasceu-lhe uma consciência. Agora é chegado o dia em que a violência contra um ser humano deve tornar-se tão horrorosa como comer a sua carne.”

Resposta de Marcos Grillo: Que cristão está interessado em “alardear que admira os posicionamentos de Gandhi ou Martin Luther King”? Não temos nenhum compromisso com esses senhores, nem temos a obrigação de lhes prestar reverência. Nosso mestre e referencial último é Jesus Cristo, e quem tem Jesus não tem nenhuma necessidade de “alardear” que “admira” Gandhi, Luther King ou quem quer que seja, nem está preocupado em parecer elegante citando esses ícones do pacifismo. Quanto à frase de Gandhi, basta lembrar que o uso da força militar por parte do Estado é um princípio básico da ordem social, sem o qual a barbárie seria inevitável (e a paz, impossível). E com relação à citação de Luther King, cabe reiterar que não se trata de apelar para a violência gratuitamente, mas sim como um recurso último e inevitável. No caso do voto no “não”, tratou-se de preservar um direito elementar de todo cidadão, que é o de poder adquirir e usar uma arma para proteger a si, a sua família e o seu patrimônio, se assim julgar conveniente e necessário.

Resposta de Julio Severo: A apelação de Gondim é tanta que até parece que o principal sonho da vida dele é ver toda a população brasileira sem nenhum tipo de arma para defesa. Meu desejo para o Brasil é ver todos os brasileiros aos pés do Senhor Jesus! Mas se Gondim quer ser criativamente profético, por que ele não vê em seus sonhos todos os traficantes do Rio sem nenhum fuzil nas mãos? Por que ele não vê em seus sonhos Fidel Castro e seus homens fortes sem nenhuma arma para agredir a indefesa população cubana? Se ele quiser, posso dar a ele uma lista tão grande de outros alvos importantes para legítimo desarmamento que não lhe sobrará mais tempo algum na vida para se ocupar escrevendo textos inúteis. Quanto a Martin Luther King, será que podemos considerar como bom exemplo um homem que era pastor evangélico mas que se envolvia com prostitutas? É confiável o caráter de um pastor conhecido por levar uma vida dupla recheada de imoralidade? A Bíblia chama tal falta de caráter de hipocrisia. É nesse tipo de gente que Gondim se espelha? Se nem em King podemos confiar, muito menos em Gandhi! Mas graças a Deus, podemos confiar e nos espelhar em Jesus, pois ele é perfeito!


Argumento de Ricardo Gondim: 4. A partir de agora, os evangélicos que votaram no Não deveriam se sentir constrangidos de se posicionarem contra o argumento das mulheres que defendem o aborto alegando que o governo não tem o direito de legislar sobre seu corpo. Milhões de cristãos evangélicos defenderam o direito de se portar armas usando exatamente este argumento: seus direitos constitucionais seriam invadidos pelo governo. Ouviu-se repetidamente que os evangélicos não apoiavam o uso de armas de fogo, porém defendiam o “direito” dos outros cidadãos de comprarem pistolas, revólveres e rifles.

Resposta de Marcos Grillo: Acontece que o argumento segundo o qual a proibição do aborto fere um “direito” da mulher é simplesmente inadmissível, pelo simples fato de que o que está em jogo não é o corpo da mulher, e sim o ser humano que ela carrega em seu ventre, o qual tem constitucional, ética e moralmente os mesmos direitos de sua genitora (inclusive o direito à vida). Cabe ao governo garantir os direitos de todos os indivíduos, o que inclui os nascituros, e não sobrepor o suposto “direito” da mulher sobre o seu corpo (como se o feto não passasse de uma “parte” do corpo da mulher, ou um “invasor”) ao direito do feto à vida.

Resposta de Julio Severo: Gondim vê o uso de arma para defesa pessoal como instrumento exclusivo para matar. Nunca lhe ocorre à mente que o homem ou mulher que quer defender sua família de um bandido agressor não precisa necessariamente apontar a arma diretamente para o coração ou para o meio da cabeça do criminoso. Pode-se se for possível acertar o pé ou outro membro, a fim de que o agressor seja imobilizado em sua violência. A arma, no Brasil, é sinônimo exclusivo de morte apenas no caso de criminosos assassinos. Nos governos comunistas, a arma também é sinônima de morte. Mas para a população que tem o direito de se defender contra criminosos fortemente armados, a arma tem apenas a função de defesa. Por isso, não dá para entender a histeria de Gondim. Se ele é realmente contra o uso violento e injusto das armas, dou todo meu apoio a ele e incentivo-o a ir para Cuba pregar lá seu pacifismo e desarmamento para os agressores comunistas. Ou então que ele visite as favelas do Rio e São Paulo e pregue para os traficantes de fuzil seu evangelho do desarmamento. Quanto ao aborto e o direito de uso de arma para defesa pessoal, não há comparação legítima alguma. Quem utiliza uma arma para defender sua família está armado contra violências e agressões letais de criminosos, não para atacar crianças inocentes. No caso de mães grávidas que querem abortar, a criança a ser abortada não agrediu ninguém e não ameaçou a vida de ninguém. Ou o sr. Gondim enxerga todas as crianças como criminosas ou então ele vê todos os assassinos como se fossem tão inocentes quanto um bebê na barriga da mãe. Será que para ele acertar um perigoso assassino equivale a abortar uma criança inocente? A lógica de Gondim não tem lógica nenhuma! Na Bíblia, como em toda sociedade com liberdade e ordem, a defesa pessoal armada era permitida e o aborto era proibido. Mas agora Gondim, em seu jogo sujo, é frio e cruel: Se você quiser o direito legal de utilizar uma arma para defender sua família contra um criminoso armado então você deverá dar “igual” direito à mulher que quer abortar seu bebê inocente! Só gostaria de saber de uma coisa: De onde é que Gondim recebeu tal inspiração? Se o sr. Gondim é realmente um pacifista nato, então faça seus manifestos entre seus amigos esquerdistas do Brasil, que são campeões na luta pela legalização do aborto. Faça também manifestos entre seus amigos esquerdistas da China e Cuba, que mantêm suas populações indefesas e desarmadas a fim de agredi-las selvagemente.

Argumento de Ricardo Gondim: 5. A partir de agora, os evangélicos que votaram no Não deveriam se sentir constrangidos de orarem pedindo proteção divina. Não há necessidade de se buscar proteção divina quando se podem usar armas. É esquisito sair de casa com um trinta e oito na cintura e ainda assim citar textos como o Salmo 91: “Aquele que habita no abrigo do Altíssimo e descansa à sombra do Todo-poderoso pode dizer ao Senhor: ‘Tu és o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio’”.

Resposta de Julio Severo: A vasta maioria dos Salmos foi escrita por Davi, que pedia proteção e ajuda a Deus. Mas ele também fazia sua parte: ele utilizava normalmente uma espada, que era uma arma mortal equivalente a um rifle militar hoje. Quando o Senhor Jesus nos orientou a orar pedindo “o pão nosso de cada dia nos dá hoje”, ele não quis dizer que devemos cruzar os braços e deixar somente Deus fazer a parte dele. Como no caso de Davi, precisamos fazer a nossa parte, tanto para alimentação quanto para a defesa de nossas famílias. Quando Deus enviou o Apóstolo Pedro para levar o Evangelho ao centurião romano, Deus em nenhum momento condenou o centurião, que era um homem armado que comandava muitos soldados armados. Deus não ordenou que Pedro incentivasse o militar romano a se desarmar. (Confira Atos 10) Eu confio no Senhor Jesus e nunca toquei numa arma em toda a minha vida. Mas conheço as Escrituras o suficiente para saber entender que só porque eu não utilizo uma arma não posso condenar quem precisa utilizá-la. Aliás, há ocasiões e situações em que seu uso é necessário. Mas os comunistas não pensam assim. Para eles, a população deve permanecer eternamente desarmada diante de suas tiranias, sem mencionar que eles não dão o mínimo valor a Deus e sua bondade. Acredite se quiser, o Partido Comunista do Brasil teve o descaramento de fazer campanha para que, no referendo, a população votasse com o governo petista a favor do desarmamento da população. Tudo o que Gondim conseguiu fazer foi imitar os comunistas que, no Brasil, são “pacíficos” como as “ovelhas”, mas na China e outros lugares, verdadeiros lobos! No Brasil, eles também são lobos, mas pelo menos usam disfarce. Na China, Cuba e Coréia do Norte os lobos têm uma vantagem: eles não têm o trabalho de fingir que são ovelhas…

Resposta de Marcos Grillo: Quanta hipocrisia! Cabe perguntar novamente a Gondim se ele dispensa a proteção da polícia em seu bairro, cidade ou estado. Ademais, quem votou “não” votou na preservação do direito de adquirir arma e munições para uso residencial, e não no direito de “sair de casa com um trinta e oito na cintura”, o qual já foi cassado com a promulgação do chamado Estatuto do Desarmamento (que proíbe o porte de arma ao cidadão comum).

Argumento de Ricardo Gondim: 6. A partir de agora, os evangélicos que votaram no Não deveriam se sentir constrangidos de criticarem os gastos militares globais.

Resposta de Marcos Grillo: Quantos sofismas! Em primeiro lugar, como eu já disse, quem votou “não” votou simplesmente na preservação do direito de adquirir arma e munições para uso residencial, e contra uma medida demagógica e absolutamente inútil, uma vez que não acabaria com o comércio ilegal de armas, pelo contrário, aumenta-lo-ia, além de extinguir a possibilidade de um cidadão ter uma arma para prover sua segurança em locais e circunstâncias em que o Estado não chega ou simplesmente não existe. Ademais, a desproporção entre as despesas com armamentos e os gastos com problemas de ordem social é uma outra questão, muito mais complexa do que supõem os pacifistas mais ingênuos (perdoem-me a redundância). Há países cujos governantes propõem o desarmamento civil e dizem defender a paz, mas na realidade os seus gastos com armamentos não param de crescer, tais como Cuba, Venezuela, China e outros. Ora, se esses países não diminuem seus gastos com armas, por que os EUA e outros países deveriam fazê-lo? Trata-se, enfim, de uma questão complexa, que envolve intrincadas relações internacionais, e fazer referência a essa questão para acusar os não-pacifistas é pura falácia.

Argumento de Ricardo Gondim: 7. A partir de agora, os evangélicos que votaram no Não deveriam se sentir constrangidos de afirmarem que são cidadãos de outro reino. O reino de Jesus não é deste mundo nem as armas de sua milícia, carnais. Os cristãos deveriam se sentir responsáveis por disseminar o que promove a paz, e nunca o que gera morte. João 18.36: “O meu Reino não é deste mundo. Se fosse, os meus servos lutariam para impedir que os judeus me prendessem. Mas agora o meu Reino não é daqui”. 2 Coríntios 10.4: “As armas com as quais lutamos não são humanas; ao contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas”. Talvez o referendo sobre o comércio de armas não fosse suficiente para resolver os impasses gerados pela violência urbana que se instalou no Brasil. Ele pode até ter sido convocado para camuflar a falta de uma política de segurança pública. Se o Sim fosse aprovado, talvez as cidades continuassem perigosíssimas. Mas ele serviu o bastante para se perceber o quanto os evangélicos ainda precisam amadurecer em cidadania e a dificuldade em aplicar no cotidiano princípios em que imaginam acreditar, bem como que precisam aprender que o seu papel é caminhar na contracultura. Soli Deo Gloria.

Resposta de Julio Severo: Se Gondim realmente acredita que nossas armas não são carnais, mas espirituais, por que então ele rotineiramente troca o verdadeiro Evangelho do Senhor Jesus Cristo por uma mensagem marxista com enfeites cristãos? Por que ele apoiou tanto Lula e o PT nas eleições presidenciais de 2002? Por que ele mesmo não deu o exemplo e optou por armas espirituais? Por que ele está tão revoltado com o resultado do referendo imposto pelo governo petista? É mais fácil atacar os outros do que fazer uma profunda avaliação de si mesmo? Vamos então aplicar, de acordo com o que Gondim quer, o argumento de que somos cidadãos de outro reino. Cidadãos de outro reino não apóiam Lula para presidente, mas apenas Jesus. Cidadãos de outro reino não chamam os bombeiros na eventualidade de um incêndio: eles chamam os anjos. Cidadãos de outro reino não votam nem participam de nenhuma atividade social, pois eles não têm nada a ver com este mundo. Cidadãos de outro reino não trabalham como deputados, vereadores, juizes e advogados, pois essas atividades estão intimamente ligadas com este mundo. Cidadãos de outro reino se ocupam mais com Jesus do que com ideologias espiritualmente inúteis e nocivas como o socialismo, pois o Evangelho está infinitamente acima do socialismo. Cidadãos de outro reino não se envolveriam apaixonadamente no referendo de proibição da defesa pessoal armada. Se Gondim se considera cidadão de outro reino, conforme sua própria interpretação, por que ele está tão preocupado e descontente com os resultados do referendo? Quer dizer que se os resultados tivessem sido o que seus sentimentos esquerdistas estavam desejando, aí ele iria escrever um elogio aos evangélicos que apoiaram o governo petista a desarmar a população civil? Gondim poderia ter utilizado sua habilidade de escritor evangélico para tratar de um assunto “do outro reino”, de interesse e edificação para os evangélicos. Contudo, ele preferiu tratar de um tema social a partir de um ponto de vista que promove não o bem-estar espiritual do povo de Deus, mas apenas o crescimento da ideologia esquerdista no meio evangélico. Ah, que ele amasse realmente o Evangelho de Jesus Cristo do jeito que ele ama o Evangelho de Karl Marx! Se ele de fato tivesse amor ao verdadeiro Evangelho, ele não teria tempo nem interesse em defender argumentos favorecendo a ideologia esquerdista. Por isso, em vez de gastarmos nossas energias em campanhas para desarmar a população civil inocente, que precisa se defender, deveríamos — se realmente tivermos tempo para essa questão — apenas apoiar todo esforço do governo para desarmar e punir a população criminosa, que utiliza suas potentes armas contrabandeadas para atacar a população inocente. A situação de violência hoje no Brasil é tanta que a própria polícia se acha sem meios de se defender, contratando empresas particulares para fazer a segurança de suas próprias delegacias! Eu vi em pessoa uma delegacia da polícia federal no Estado de São Paulo que era protegida por uma empresa particular. Quem então protegerá a população, se nem a própria polícia se sente segura? Mais do que nunca no Brasil, cada cidadão honesto precisa ter garantido seu direito natural de ter os meios para se defender. Se Gondim quisesse fazer uma campanha para desarmar a população criminosa, com muita alegria eu o apoiaria, pois se o governo realmente conseguir desarmar todos os bandidos, os cidadãos terão mais liberdade e menos medo de continuar vivendo suas vidas normais. Mas essa não parece ser a proposta de Gondim. Aliás, Gondim anda com idéias estranhas. Ele criou recentemente um controverso blog em homenagem a “Outro Deus” e teve rapidamente de desistir dessa aventura, por causa da repercussão negativa. Muitos internautas não estavam entendendo que “outro deus” é esse que ele estava tentando apresentar ou defender — principalmente porque esse estranho deus não tinha semelhança genuína com o único Deus verdadeiro. E, como não poderia deixar de ser, o controverso blog mencionava positivamente Karl Marx — que não é um fenômeno raro entre os esquerdistas. Assim, já não se sabe a quem realmente Gondim sempre dá seu Soli Deo Gloria.


Fonte: www.juliosevero.com.br

17 comentários:

Efraim disse...

Votei no SIM! Se o plebiscito fosse hoje votaria de NOVO! Sirvo ao Príncipe da Paz! O que vale a arma na mão do cristão, se homicídio é pecado? A nossa arma é a oração!Que direito de andar armado é esse? Alguém pode me citar a vez em que Cristo andou armado aqui na Terra? Antes disse "Guarda a tua espada". Quanto ao pr. Gondim ele é de esquerda também e não é a toa que pareceu no Fantástico na série "Êxtase: Ritos Sagrados". Não lí manual do Gondim para votar, dei o meu voto baseado no meu modelo e convicção, que é Cristo. Infelizmente alguns evangélicos acham que estar com uma arma na mão é sinal de segurança e democracia...Que pena!

kleber disse...

Belo texto Julio,tem evangelico que pensa que pecado é beber,fumar,escutar rock e blues e ver filme de terror e jogar jogo de videogame violento!Pecado de verdade é votar em Lula e apoiar suas ideias socialistas-comuno-marxistas que sao as ideologias mais anticristãs que ja apareceram na face da terra!

Vinicius disse...

Descobri esse texto agora..
BRILHANTE cara!! Esse Gondim é um marxista, que usa a palavra de Deus como instrumento pra propagar essas idéias..

Debbie disse...

Votei no sim pois acredito que a nossa luta não é contra carne nem sangue. Nossa maior guerra, inclusive no Brasil, é espiritual. Não podemos deixar de lado o que a Palavra de Deus nos diz. A melhor defesa, com certeza não é o ataque. Meu já estive com uma na cabeça, ameaçado por bandidos. Minha irmã quase foi vítima de estrupo 2 vezes...mas graças a Deus não aconteceu o pior em nenhuma situação! Por isto eu digo, a oração faz diferença e é nossa arma e espada no mundo espiritual.

Julio Severo disse...

Olá, Debbie! Eu também já tive a experiência de ter dois bandidos com uma arma ENCOSTA em na minha barriga. Eu confiei em Deus, e ele me livrou! Ele também livrou minha mãe de estupros. Contudo, isso não muda uma coisa: O Davi que escrevia e orava Salmos de proteção andava armado. Não é pecado, nem errado andar armado. É errado praticar o mal. Defender-se, ou defender a família, nunca foi pecado. Deus protege aqueles que se cuidam e fazem a sua parte.

Dylan Dantas disse...

Olá Júlio.

Eu respeito sua opinião, mas zeloso como sou, faço-lhe uma pergunta: "Você sabe o que é vigiar?"
Ou seja, uma pessoa que anda armada ou possui uma arma, ela está mais propensa a atirar ou cometer um assassinato do que uma que anda desarmada, e sabemos que o satanás é astuto e vai tentar essa pessoa uma hora ou outra, de fato vai. No entanto, o que quero dizer é que se nos apegarmos em defesas feitas pelas mãos dos homens então é melhor abandonar a fé, pois se a fé é incapaz de proteger, então devemos fazer armas esculpidas de ferro ou madeira para tal.
Outra coisa, se eu apoiar seu raciocínio, eu também estarei de acordo com o Edir Macedo (o Macedão) sobre a questão do aborto que é totalmente comparável a andar armado, pois se um Cristão pode escolher sentenças o que difere um aborto de uma colisão armada se ambos estão contra o temor a Deus?
"Somente Fé, somente Graça e somente Escritura"
Não devemos interpretar a bíblia para o que nos convém, mas sim o que convém a Deus como o caso de Davi que também é homem e também pode errar, se você continuar a insistir com o caso de Davi, então devemos ter várias mulheres como Salomão? Devemos casar com irmãs como Caim? Devemos assassinar por indigninação como Eliseé? Devemos apedrejar como os heréges? Ou devemos nos apaziguar em Cristo e orar pela guarda vigiando a todo momento?
É claro que a justiça divina é a única correta, mas se o tormento da perda for maior do que a negação de si mesmo, então devemos gerar uma guerra como os orientais não Cristãos ou melhor ainda, como o evangélico frequentador da boa Igreja Metodista que é o Bush, este sim quer limpar a sujeira a força não é mesmo?

Julio Severo disse...

Olá, Dylan! Entendo sua posição, mas não é possível igualar a posição de Macedo, que apóia o aborto, com a posição de um cristão que apóia a defesa de sua família. Os dois casos são MUITO diferentes. Quem aborta, mata inocentes. Quem usa arma em defesa pessoal, usa contra bandidos. Lembre-se: um assassino ou estuprador não é igual a um bebê inocente. Bebês inocentes não matam nem estupram. Portanto, seu exemplo é inviável. Agora, você deve ter uma fé muito grande, pois se você tem fé para proteção então você a tem também para subsistência. Portanto, pare de trabalhar e deixe Deus lhe dar diretamente o seu pão de cada dia. Não está na oração do "Pai nosso! que devemos pedir a Deus o alimento diário? Então, pare de trabalhar! Sei que pensamos diferente, mas não tente igualar aborto com defesa pessoal... É irracional fazer isso.

Dylan Dantas disse...

Olá Júlio, a Paz de nosso Deus esteja conosco.

Entendo perfeitamente seu ponto de vista, e concordo parcialmente com sua contra-resposta, e eu até acredito que tentaria me vingar de quem martirizasse uma filha(o) ou esposa minha, mas eu não posso ensinar assim, as coisas acontecem mesmo com o maior cuidado do mundo, no entanto nosso Senhor nos ensinou que devemos orar pelas autoridades para que elas façam seu papel e nos protejam também, mas sei que isso é inviável dada a corrupção do homem, mas não posso abandonar a fé que é a partida principal para a salvação. Bom, não quiz dizer que devo esperar meu pão em casa, pois sei que devo fazer minha parte para que Deus me ajude, mas eu acredito que fazer a nossa parte não significa viver pela espada, pois até Jesus deu sua outra face...
Eu oro por saúde e proteção e sei que o meu Deus fala comigo, e o Espírito Santo me faz discernir as coisas, assim, orarei por ti também para que nem você e nem eu precise usar a forçar pela vingança nem pela racionalidade do homem. Veja, nem o pai daquela adolescente que foi assassinada pelo "Champinha" e seus comparças é a favor da morte dele, mas apenas o querem ver pagar pela justiça da terra... Se eu fizer minha justiça para que acredito em Deus?
Abraços.

Julio Severo disse...

Você diz que ora por saúde e proteção, e deixa Deus cuidar. Pois bem. Boa sorte. Se um criminoso ameaçar matar ou estuprar seus parentes, não use arma para se proteger. Dependa exclusivamente de intervenções divinas. Se você ficar doente, não procure médico. Confie em Deus. Esse é o seu conceito. Se quer fazer algo, não faça pela metade. Não procure médico, nem trabalho, nem arma de defesa. Deixe exclusivamente Deus lhe dar assistência médica miraculosa, alimento e proteção. Você tem uma fé muito maior do que a minha!

Oliveira Jr disse...

Estou um tanto atrasado, mas quero comentar. O Sr. Gondim escreve argumentos sem nexo com a questão, sofismas de fato. Não se pode usar argumentos estranhos ao tema para 'concluir' que o correto é o que o governo e ele pregam: impedir o cidadão de ter uma arma para se defender.
Ter arma tampouco é contra a Bíblia. Vejamos este texto:
"E os edificadores cada um trazia a sua espada cingida aos lombos, e edificavam; e o que tocava a trombeta estava junto comigo” (Ne 4:18). Por que os construtores usavam espada? Porque foram ameaçados. Deus não poderia dar-lhes segurança, uma vez que estavam ali pela vontade Dele? Sim, mas Deus nomeou Neemias para edificar os muros e cuidar do povo. Era sua obrigação e, se fosse necessário, teria que usar sua arma contra outro ser humano.
É certo que nossas armas não são carnais, mas estamos neste mundo e é aqui que precisamos viver resolvendo nossos problemas. Podemos - e devemos orar - pedindo proteção ao Senhor e eu bem sei que Ele nos protege e livra. Contudo, é o mesmo Deus que protegia e livrava Neemias, Davi, Salomão, Moisés e tantos outros personagens bíblicos, os quais portaram armas da época.
Conheci um sargento da Pol. Mil. da Bahia, e também pastor, que me contou um fato. Indo para o serviço, observou um rapaz arrastando uma jovem para um terreno baldio. Como policial, aproximou-se e perguntou o que ocorria. O rapaz puxou uma arma e apontou para a moça. Numa distração do rapaz, o policial sacou sua arma e o matou. Perguntei se ele não tinha algum problema de consciência por causa da profissão e do caso citado. Respondeu-me:
- O rapaz queria estuprar a moça. Como policial, tenho que garantir à moça completa segurança. Se ele tivesse se entregado, nada lhe ocorreria. No entanto, ele ameaçou tirar a vida da jovem. Eu não tive como deixar de reagir. Se ele tira a vida da jovem, era uma vida honesta a morrer. Eu o acertei, e ele morreu. Infelizmente, talvez tenha morrido sem Cristo, mas dentre as opções, optei pelo justo. Não tenho dor na consciência, pois não havia outro jeito.
Detalhe: naquela época o policial podia andar armado fora de serviço. Ele estava se dirigindo ao seu Batalhão, mas ainda estava fora de serviço. Se fosse hoje, ou ele ou a jovem morreriam.
O Sr. Gondim argumenta que os que votaram 'não' devem se sentir constrangidos ao criticar os gastos militares globais. O que têm os gastos militares com o direito de ter uma arma? Um estilingue é uma arma, uma faca é uma arma, flechas são armas, as mãos de um lutador de artes marciais são consideradas armas e, a Bíblia diz que o ódio é semelhante ao homicídio. Este sim é a arma que precisa ser abolida.
Quanto ao argumento do aborto, sinceramente, nunca vi nada tão desconexo. Arma diz respeito ao direito de defesa própria e de terceiros já nascidos. Aborto diz respeito ao impedimento de um bebê ser trazido à luz. Não há sequer o que falar em direito à vida futura se já o bebê está vivo.
Quanto a ser pacifista: ter arma não significa que se tenha vontade de matar. Gandhi e M.L. King se reviraram em suas tumbas depois desse argumento.
Bem aventurados os pacificadores, reproduz o Sr. Gondim. Vamos pensar no caso do estupro: o policial foi pacifista ou violento? Quem foi violento e quem foi pacifista?
É evidente que não queremos violência, mas ela existe, gostemos ou não.
Vencer o mal com o bem, um argumento que cita a mensagem bíblica de Paulo - Rm.12:21.
Poderíamos argumentar que o policial, matando o rapaz, agiu mal. No entanto, para a jovem libertada das garras do marginal, o policial agiu mais do que bem. Ou, seria melhor que o policial consentisse no estupro alegando que 'não poderia matar um semelhante porque Deus não quer'? Numa situação como esta, ainda que seja pecado matar, é melhor confiar na misericórdia do Senhor e agir do que permitir o estupro, ainda mais tendo a autoridade para tanto.
Os argumentos do Sr. Gondim são destituídos de realidade, utópicos mesmo, como o marxismo pregado e forçado sobre o povo brasileiro pelos esquerdistas ideológicos.
Deus não é uma fantasia utópica. Ele conhece a nossa realidade a tal ponto que Jesus orou: "Pai, não te peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal". Esta frase contém duas afirmativas: 1) estamos no mundo; 2) estamos rodeados pelo mal. O Sr. Gondim diz que não podemos mais dizer que não somos deste mundo. Ora, por quê? Ainda que eu tivesse matado alguém, não perderia minha salvação; portanto, continuaria sendo salvo e pertencente ao reino de Deus. Se perdesse minha salvação por causa disso, faltaria inferno para Elias, que decapitou 400 profetas de Baal. Poderia argumentar que era o Velho Testamento e aqueles eram profetas de satanás. Bem, de fato estamos no Novo Testamento, mas os profetas de satanás continuam soltos por aí. E se um deles resolvesse atacar minha esposa? Devo consentir e chamar meus filhos para que sejam torturados também?
Finalizando, o Sr. Gondim deveria atentar para um detalhe importante e bíblico: A mentira é uma abominação diante do Senhor. Por causa dela Ananias e Safira morreram diante da palavra de Pedro cheio do Espírito. O sistema político marxista é capaz de levar pessoas à mentira e, o pior, à inveja. Espero que os defensores da proibição observem a realidade e se firmem na Palavra da Verdade, pois nossas igrejas estão repletas de falsos profetas capazes de iludir com palavras para desviar da fé genuína os que ainda estão titubeantes. O pior de um falso profeta é que ele se parece com um profeta verdadeiro e pode convencer os incautos tanto quanto. O que está em jogo não é o simples direito de alguém ter uma arma, mas a liberdade que Cristo conquistou para todo aquele que crê, a qual foi o motor da prosperidade do mundo que conhecemos. Entregar esta liberdade ao inimigo é o mesmo que comer o fruto proibido novamente. Ouso dizer que, por causa desta entrega, já vemos o despontar da apostasia.

Anônimo disse...

Quem está a favor do povo andar desarmado para legítima defesa própria, de sua família e patrimônio, deverá como disse o primeiro comentador, quando estruparem uma filha ou filho, deverá entregar mais uma ou um para que o bandido se satisfaça mais plenamente. Jesus disse em Lucas 22: 36: .....aquele que não tem espada, venda sua capa e compre uma, Em Lucas 22:38 alguém Lhe informou de que os discípulos possuiam duas espadas e Ele acrescentou: Basta essas duas.
Paulo em Romanos 13: 4, disse que é para não cometermos erros contra a lei, pois não é debalde que a espada virá para fazer justiça. Agora eu pergunto: - Será que esta esapada de que Paulo fala, é pra fazer cafuné ou "cosquerinha" no ouvido do criminoso? Santa ignorância!!!!!!!! Os que estão do lado do desarmamento, deveriam esvaziar as cadeias e se responsabilizar pelos bandidos que consomem altas somas para se "sustentarem na vadiagem" e a custas do povo brasileiro, por que não fazem isso?

Lawrence disse...

Quando você quer cortar madeira que instrumento usa?
R: Uma serra
Quando você quer apertar um parafuso usa.........
R: Uma chave apropriada.
Quando tem barata em casa?
R: Inseticida.
Se um ladrão entrar em sua casa............. alguém vai dizer: "você confia e entrega a Deus"
Então peça a Deus pra serrar a sua madeira, apertar seus parafusos e matar as suas baratas. Melhor ainda, Deus vai fechar as suas cáries e vc não precisa fazer revisão no carro, porque com a proteção de Deus, você não tem com que se preocupar. Existem coisas que Deus nos entregou para cuidarmos. Em situações especiais ele pode intervir. A essas intervenções chamamos milagres e cremos que milagres acontecem mesmo. Mas Deus pode curar um enfermo sobrenaturalmente e também pode ser glorificado através ação de um médico e suas ferramentas.
A interpretação errônea de Salmos 127:1 Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela, tem levado pessoas a desleixar de sua obrigação para com a segurança de sua família. Especialmente homens. Para mim está claro no texto que se o Senhor não guardar a cidade, a sentinela não vai ter utilidade. Mas o contrário também é verdade. Se Deus guardar a cidade (essa pode ser uma querida de Deus) , ele vai permitir que a sentinela veja o inimigo vindo e a proteja. Do contrário pra que sentinelas? Deus usou homens e armas para estabelecer seus propósitos em muitos momentos na Bíblia. Usou de palavras também. Depende da situação. Mas não dá pra conversar com quem está a serviço daquele que veio para nos roubar, matar e destruir. Sei de pessoas (órfãos e viúvas) que só tem a Deus como proteção. Mas creia-me, se tiver um homem presente, Deus espera dele uma atitude firme. Se você como eu, faz distinção entre ataque espiritual e ataque físico, prepare-se para os dois.
Abaixo três links (artigos em Inglês), de casos sérios, que demandavam o uso de ferramenta apropriada aqui em Charlotte de ontem pra hoje.
Que Deus nos proteja e nos alerte como sentinelas.
Ah! E não use travesseiros para combater bandidos.

http://www.charlotteobserver.com/breaking/story/951056.html
http://www.charlotteobserver.com/breaking/story/951015.html
http://www.charlotteobserver.com/breaking/story/951054.html

Guilherme disse...

Nas leis humanas, matar é crime, A NÃO SER SE FOR EM LEGÍTIMA DEFESA!

Se um dia um bandido invadisse a casa desses "cristãos pacifistas" e fosse estuprar a mulher, a filha e também o filho pequeno, aposto que eles gritariam bem alto, pedindo socorro pra algum vizinho que tenha uma arma... Daí o vizinho iria botar o malvado pra correr e eles finalmente entenderiam o verdadeiro significado da expressão "DIREITO À VIDA".

(só assim pra esses ditos "cristãos" conseguirem se colocar no lugar do próximo... são que nem o levita e o sacerdote da parábola do bom samaritano, os quais evitaram socorrer o homem que caiu na mão de salteadores no momento em que ele mais precisava de ajuda)

Neusa disse...

Sou mulher, sou crista,e confio em Deus. Mas Deus me deu um marido para cuidar de mim, dos meus filhos e nos defender. Se um bandido entrasse em minha casa eu iria orar para o Senhor ajudar meu marido nao errar a pontaria.
Detesto violencia! E contra mim e minha familia tambem, e claro!
Agora, esse negocio de politico querer desarmar o povo e pura hipocrisia. Os capangas deles, quero dizer, guarda costas, usam, o que para defende-los? Flores,conversa,abracos? Se alguem se aproximar dos coroneis deles, leva chumbo na asa.Como para eles a arma e uma necessidade e para os outros nao? E so andam em carros blindados, moram em casas fortalezas, com capangas 24 horas bem longe da violencia que aflige o povo . E tipo jogar uma pessoa na jaula junto com um leao e se assentar num banquinho por traz de uma cerca letrica altissima para assistir o espetaculo, bem seguro e longe das garras e dos dentes do leao, que tambem o devoraria se nao fosse a protecao da cerca. E essa maldade que o povo esta sofrendo desarmado no meio dos leos ferozes, e tem gente que ainda acha que a populacao nao deve se proteger? Serio?
Outra coisa, quem e contra que nao compre nem use uma arma, e um direito que tem e deve ser respeitado, O Godim nao precisa ter uma, porem os que querem e acham necessario tambem tem direitos, certo?
Eu nao gosto de ervilha. Mas que direito tenho de exigeir que nao se plante ou se cozinhe ervilhas ? Nao gosto, nao como e quem gosta, coma e se farte.
Eu so tenho um cosolo, Deus e justo e essa maldade nao vai ficar impune. Tao certo como 2+2=4
E o dia ja esta chegando. Quando vissemos os sinais Jesus falou para levantarmos a cabeca porque a nossa redencao ja esta proxima.
Well, os sinais sao cada dia mais evidentes,ne? Essa iniquidada esta na contagem final, dando seus ultimos supiros.
Ora vem Senhor Jesus!!!!!!
Deus abencoe e guarde a todos voces!

Edson di Carvalho disse...

De tudo o que foi dito parece que há fortes argumentos de todos os lados, mas com certeza o que fica evidente é que somos peregrinos, escória do mundo e como tais, com ou sem armas, o mundo nos odeia, gloria a Deus por isso.

marco souza disse...

A Paz! Rm. 12.3 Amado Julio Severo, conheci a pouco seu blog e acho bastante edificante seu conteúdo. Concordo plenamente com sua posição neste assunto pois vivo num contexto em que impera sempre a «lei» do mais forte(sou v. ambulante); Aos q discordam do Julio e seus prós: Saiam do saleiro(quatro paredes), a violencia é crescente...e a alienação só favorece o diabo. Que o Senhor nos aumente o discernimento! Amem.

Anônimo disse...

Esperar o que de um sujeito ( Ricardo Gondin ) que se diz pastor evangélico, mas prega que ha outras formas de Salvação fora do Senhor Jesus Cristo.Esse cara já virou anátema ha muuito tempo, é lastimável e lamentável como ainda tem imbecil e manipulado que da tempo, credito e grana para um herege desses.

Pastor Caleb.