16 de janeiro de 2006

O Holocausto dos Judeus

O Holocausto dos Judeus

Julio Severo

O Holocausto de seis milhões de judeus europeus durante a 2 Guerra Mundial foi um dos fatos mais terríveis da humanidade, porém esse acontecimento deveria ser esperado. Afinal, a Europa foi acumulando aversão aos judeus durante séculos. Toda essa hostilidade crescente chegaria, mais cedo ou mais tarde, a um ponto de ebulição.

Adolf Hitler chegou ao poder num momento em que o ódio contra os judeus era intenso, e ele se aproveitou para canalizar todo esse ódio ao seu plano de extermínio dos judeus. Durante os anos do governo nazista na Alemanha, os judeus perderam sua cidadania e se tornaram seres humanos sem direito a refúgio e a uma mínima dignidade. Tal política sistemática de desprezo aos judeus foi a etapa necessária para iniciar o extermínio. O ódio europeu aos judeus finalmente alcançou seu ponto de ebulição.

Há evidências históricas de que desde o começo da guerra os Aliados tinham algum conhecimento do extermínio dos judeus em campos de concentração. É provável que se a suspeita de extermínio envolvesse suíços ou escandinavos, os Aliados tivessem adotado medidas mais enérgicas para apurar e comprovar os acontecimentos nos campos de concentração — sem mencionar medidas para deter as matanças. Mas não houve reação e interesse necessário, pois os massacrados pertenciam a um grupo desprezado por todas as nações.

O próprio Hitler apostava tanto no desprezo mundial aos judeus que ele deu a um numeroso grupo de judeus a liberdade de sair da Alemanha de navio e se refugiar em qualquer país que quisessem. O navio passou por portos de algumas nações, com sua carga de infelizes seres humanos. Nenhuma nação estava mostrando disposição real e sincera de abrir os braços para acolher os judeus.[1] Hitler acertou na sua previsão.

Talvez tal reação indiferente da comunidade internacional ao desespero dos judeus tenha deixado Hitler mais convicto de seus propósitos assassinos contra os judeus. Debaixo dos olhos indiferentes das nações, os nazistas despejaram sobre seis milhões de judeus o ódio europeu acumulado durante séculos.

Não há nada que se possa fazer para recuperar tantas vidas perdidas para a insanidade antijudaica nazista, mas o Holocausto deveria ser marcado como um memorial ao direito à vida que os judeus, como todos os seres humanos, têm.

As tentativas modernas, entre grupos neonazistas e muçulmanos radicais, de negar o Holocausto só tendem a inflamar de novo um ódio que não pára de crescer até chegar ao seu ápice de sacrifício de milhões. A negação, nesse caso, é o Holocausto da própria Verdade.

Outra tentativa de neutralizar o Holocausto de sua essência judaica é adicionando desproporcionalmente ao Holocausto outros grupos humanos, como se milhões deles também tivessem perecido. Hitler realmente se aproveitou dos campos de concentração para exterminar também ciganos, criminosos, estupradores, opositores do nazismo e homossexuais. Mas sua principal finalidade para esses campos era os judeus. Seu ódio máximo era contra os judeus. Somente os judeus foram exterminados em seis milhões de vítimas.Depois da guerra, havia ainda muitos opositores do nazismo, criminosos, estupradores e homossexuais europeus. Mas não havia muitos judeus. Os judeus da Europa enfrentaram sua quase extinção.

Ao lembrarmos o Holocausto, precisamos agir a fim de que o ódio contra os judeus não venha novamente a se acumular. Precisamos também ter o cuidado de não adotar uma posição indiferente, como fizeram os Aliados, pois tal indiferença é dar liberdade para os odiadores despejarem seu ódio contra suas vítimas. A indiferença também tornou o Holocausto possível.

Precisamos, pois, nos lembrar de que o Holocausto é um monumento ao preço que os judeus pagaram pelo ódio e indiferença. Estupradores, criminosos e outros grupos socialmente rejeitados pelos nazistas foram mortos em campos de concentração, mas só os judeus experimentaram o sacrifício elevadíssimo de seis milhões de sua raça. Só os judeus tiveram um extermínio quase total. Portanto, todos os que respeitam verdadeiramente os direitos humanos precisam se lembrar do Holocausto como um acontecimento judaico. O Holocausto foi dos judeus.

Julio Severo é escritor. Seu blog encontra-se neste link: http://www.juliosevero.com/

[1] http://www.historyplace.com/worldwar2/holocaust/h-louis.htm

5 comentários:

marcelo victor disse...

De fato os verdadeiros cristãos devem amar os judeus, assim como a todos os povos. Porém, é necessário também que tenhamos cuidado para não diminuirmos o valor do vitupério de Cristo, o qual derrubou a parede de separação e fez dos dois povos um só, com os mesmos direitos.

Creio que o fato de Israel ter preservado sua identidade ao longo dos anos é mais um grande sinal da existência do Senhor DEUS e do seu amor pela oliveira verdadeira.

Em Ap 12, a "MULHER" que gerou o cordeiro me parece ser Israel (a "Lei", pois Cristo foi gerado debaixo da lei e veio para os seus) e "OS QUE GUARDAM O TESTEMUNHO DE JESUS" representam a Igreja (a oliveira brava).

Em Ap 7, tudo indica que ambas as oliveiras serão perseguidas e mortas pela besta (Ap 7: 9-17).

Mudando um pouco o foco do comentário, mas guardando relação com o tema, no que se refere às sete cabeças da besta (Ap 17), historicamente alguns admitem se tratar especificamente dos reinos opressores do povo escolhido de DEUS, a saber:
1 - Egito
2 - Assíria
3 - Babilônia
4 - Medo-persa
5 - Grécia
6 - Roma

obs: a expressão "especificamente" foi utilizada acima, pois muitos outros impérios se levataram ao longo do tempo, mas, com influência direta sob os judeus, são basicamente os citados.

Um outro reino que perseguiu declaradamente a oliveira foi a Alemanha Nazista (o Eixo), a qual, dentro desse raciocínio, pode ter sido a sétima cabeça, a qual durou pouco e foi ferida de morte.

Após ser devastada, a Alemanha reergueu-se e hoje faz parte da rica e poderosa União Européia, com possibilidades de cumprir a profecia da "cura da ferida mortal".

Como dizem as Escrituras, a oitava cabeça é a própria besta, a qual representa um império nunca jamais visto e que faz parte dos sete anteriores.

Veja uma pequena curiosidade sobre o Império Alemão:
"Império Alemão (do alemão: Deutsches Reich) foi um país, na região da atual Alemanha, existente desde a sua consolidação como Estado-nação em janeiro de 1871 (fim da Unificação Alemã) até à abdicação do Kaiser Guilherme II em novembro de 1918, após a derrota na Primeira Guerra Mundial.
A expressão Segundo Reich (do alemão Reich, que significa reino ou império) refere-se ao mesmo período histórico naquele país; os que a empregam consideram o Sacro Império Romano-Germânico (843-1806) como um primeiro império alemão. Seguindo este mesmo raciocínio, os nazistas chamavam de Terceiro Reich o regime nacional-socialista de Hitler (1933-1945).É de notar que o termo Deutsches Reich foi o nome oficial da Alemanha não apenas no período dos Kaisers mas também durante a República de Weimar e o regime nazista".


Se considerarmos as informações acima, extraídas do site http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Alem%C3%A3o , podemos concluir que existe a possibilidade de uma espécie de império romano ("sacro império romano-germânico") constituir a oitava cabeça da besta, tendo um líder mundial (o anticristo).

Aliado a isso, não podemos esquecer dois fatos históricos que guardam relação com as explanações anteriores e apontam para tal entedimento:
1 - As cruzadas que mataram milhões de judeus; e
2 - O silêncio de ROMA diante do holocausto.

Respeitosamente.

mayara disse...

concordo plenamente com você Marcelo!
E foi muito bom lembrar que é preciso amarmos os judeus como amamos outros irmãos!
Eu estava pesquisando um pouco sobre o holocausto e estava ficando indignada com essa história, foi quando vi o seu comentário o qual me fez refletir !
Adorei ver uma pessoa falando de história assim como você.
usando a bíblia (a palavra de DEUS) muitoo legal .

Donivaldo disse...

os perseguidores dos judeus sao perseguidores de Cristo, se os demonios nazistas conseguissem exterminar todos os judeus da terra, como Deus iria cumprir sua palavra de trazer seu povo de volta a sua terra? como Deus iria cumprir a sua palavra de ajuntar os 144 mil selados?, o diabo sabe disso e por isso persegue os judeus, usam até os pseudocristaos para acusar os judeus da morte do Salvador, mas sabemos que quem matou a Cristo foi nossos pecados, e Ele mesmo deu sua vida por nos, pela morte e resurreiçao de Cristo, nos que cremos fomos sarados, curados e salvos. sabemos que Cristo vai voltar e vai reinar em Israel, e vai dar ao povo de Israel de volta suas terras que foram roubadas por muitas naçoes, Israel sera cabeça das naçoes. isso e Biblia e a verdade

Adail Campelo de Abreu disse...

Sobre o Holocausto dos judeus na segunda Guerra Mundial, eu tive em minhas mãos um livro de certo autor que queria provar de todas as maneiras que tudo tinha sido uma farsa (como o diabo é mentiroso!), como se a História não existisse. Tenhamos cuidado pra não cairmos no mesmo erro da Igreja Católica que espalhou a mentira durante séculos de que os judeus não prestam. Jesus deixou bem claro que "a salvação vem dos judeus". Jesus nunca deixou de ser judeu.
Blog do Adail

Anônimo disse...

A todos que amam Israel e o povo judeu, Shalon Adonai.
Realmente é uma hora seríssima.Há uma pequena porta, e se podemos fazer algo por Israel é agora.O presidente do Irã prometeu varrer Israel do mapa.Quando Hitler levantou todo o ódio contra o povo judeu, muitos não acreditavam que aconteceria o que aconteceu. Não é dificil surgirem outros loucos que objetivam o extermínio do povo chamado por Deus.
Lembro que o povo judeu não pode tirar a vida de Jesus, Ele deu a Sua vida para cumprir o plano eterno de Deus.
Existe nos EUA um grupo chamado
CUFI - Cristãos Unidos por ISRAEL, que tem como objetivo trazer apoio aos judeus.Entre no site cufi.org.com e dê seu apoio.
"Orai pela paz em Jerusalem, prosperem aqueles que te amam..."