21 de dezembro de 2005

O direito de escolher a educação escolar em casa no Brasil

O direito de escolher a educação escolar em casa


Julio Severo


O Jornal Hoje, da Rede Globo, deu a seguinte notícia:

Um decepcionante e preocupante desempenho. Os brasileiros foram os últimos colocados num teste que avaliou alunos de escolas públicas e particulares de 32 países. Os resultados revelam que a leitura não é mesmo o forte dos adolescentes brasileiros. Num colégio particular de São Paulo a maioria dos alunos lê por obrigação. E assim mesmo, alguns tentam escapar da tarefa. Há desculpa por tanto desinteresse. “Eu prefiro fazer um esporte”. Eles são um exemplo do que acontece com a maior parte dos estudantes brasileiros. Quatro mil e oitocentos alunos com 15 de escolas públicas e privadas participaram do Programa Internacional de Avaliação, respondendo a questões de Ciências, Matemática e Interpretação de Texto. O desempenho foi péssimo. A prova de leitura foi a que teve mais peso na avaliação geral. Os resultados revelaram que mais de 40% dos estudantes brasileiros que participaram dos testes não conseguiam sequer entender o que estava lendo.[1]

O principal motivo da existência de uma instituição escolar é sua capacidade de educar. Nessa capacidade, conforme comprova a notícia do Jornal Hoje, as escolas públicas — e até as escolas particulares, que geralmente são bem melhores do que os estabelecimentos públicos — estão fracassando, perdendo assim o próprio motivo para sua existência. Mas, como se isso não bastasse, há também outras questões sérias. A violência nas escolas do Brasil se intensificou de tal forma que ganhou a atenção da ONU, que elaborou o livro Violência nas Escolas, trabalho desenvolvido pela UNESCO em 2002 para lidar exclusivamente com os graves problemas das escolas do Brasil. O livro trata de tudo o que está acontecendo nas escolas do Brasil: violência contra as crianças, brigas, violência sexual, uso de armas, roubos e furtos, assaltos e outros tipos de crimes. O estudo abrangeu as escolas públicas de vários estados do Brasil.

Entretanto, as ameaças às crianças na educação pública não se restringem somente aos graves atos de violência. Outros fatores que indicam sinais de perigo para a saúde emocional e psicológica das crianças é um ambiente saturado de ensinos e costumes anticristãos e permissividade nas escolas públicas.

Essa tendência negativa na área da educação vem se generalizando em muitos lugares do mundo. Os pais, preocupados, procuram alternativas. Nos EUA, Austrália, Inglaterra, México, Japão e outros países, muitos pais evangélicos decidiram se encarregar pessoalmente da educação dos próprios filhos, tornando-se membros do respeitado movimento de educação escolar em casa (homeschooling).

Esses pais têm a liberdade e o direito legal de educar os filhos em casa, já que as leis de seus países protegem seu direito natural de escolher na área da educação. As escolas públicas e particulares também são opções, cabendo exclusivamente aos pais tomar a decisão final.

No entanto, mesmo que as escolas públicas conseguissem produzir resultados satisfatórios no desempenho educacional dos alunos, tais resultados não poderiam ser usados como desculpa para tirar dos pais o direito de decidir a melhor educação para os próprios filhos.

Se o governo tivesse realmente um interesse genuíno na educação das crianças, seu interesse seria devidamente demonstrado através da atitude inconfundível de apoiar e defender as famílias em seu direito natural e legítimo de escolher a melhor educação para seus filhos. Se o governo de fato se preocupasse com o bem-estar das crianças, sua reação principal não seria defender seu direito de decidir a educação das crianças, mesmo ao ponto de perseguir, oprimir, humilhar e encarcerar famílias inocentes.

Na verdade, por trás do argumento que defende supostos princípios democráticos de direitos das crianças está a realidade: uma linguagem devidamente camuflada que defende os interesses e monopólio estatal sobre a formação educacional das crianças. Com esse argumento, o governo defende com unhas e dentes os melhores interesses das crianças, que nada mais é do que defender os próprios interesses estatais!

No entanto, a educação em casa não era, no passado, uma experiência estranha no Brasil. As constituições do Brasil protegiam e respeitavam o papel prioritário dos pais na educação dos filhos, sem tirar-lhes o direito de escolher onde e como educar. A seguir, trechos das constituições passadas do Brasil:

Constituição de 1937: Art 125. A educação integral da prole é o primeiro dever e o direito natural dos pais. O Estado não será estranho a esse dever, colaborando, de maneira principal ou subsidiária, para facilitar a sua execução ou suprir as deficiências e lacunas da educação particular.[2]

Essa constituição reconhecia que a função do Estado é colaborar com os pais em suas escolhas educacionais para os filhos, em vez de tentar substituí-los ou usurpar seu direito de escolher.

Constituição de 1946: Art. 166. A educação é direito de todos e será dada no lar e na escola. Deve inspirar-se nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana.[3]

LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) revogada, de 20 de dezembro de 1961: Art. 30. Não poderá exercer função pública, nem ocupar emprego em sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público o pai de família ou responsável por criança em idade escolar sem fazer prova de matrícula desta, em estabelecimento de ensino, ou de que lhe está sendo ministrada educação no lar.[4]

O Dr. Rodrigo Pedroso, especialista em direito, comenta: “Isso prova que o art. 166 da Constituição da época era interpretado como permitindo a educação tanto na escola como exclusivamente no lar. Portanto, a educação no lar (termo mais apropriado do que o anglicismo home schooling) é, a rigor, uma tradição jurídica brasileira que, sabe-se lá por qual razão, foi abandonada sem que se soasse uma única voz de protesto na Assembléia Nacional Constituinte de 1987”.

Constituição de 1967: Art. 168. A educação é direito de todos e será dada no lar e na escola; assegurada a igualdade de oportunidade, deve inspirar-se no princípio da unidade nacional e nos ideais de liberdade e de solidariedade humana.[5]

Então, é bem evidente que as constituições antes da Constituição de 1988 garantiam liberdade para os pais escolherem a educação no lar ou na escola. A Constituição de 1988 veio, pelo que apregoavam, como um documento melhor, mais democrático e mais participativo, porém só muito depois é que se despertou para o fato de que essa constituição moderna, elaborada com a ajuda de muitos parlamentares esquerdistas, em vez de ampliar os direitos dos pais conseguiu silenciosamente apagar a opção da educação em casa. O direito e liberdade dos pais foram usurpados por um suposto “direito” e “dever” do Estado. O Estado literalmente engoliu os direitos das famílias.

É inegável o fato de que a alegação mais importante para a elaboração da Constituição de 1988 foi a suposta necessidade de se criar um documento nacional que desse mais liberdade e direitos do que as constituições do passado. Como a família é a base da sociedade, era de esperar que a família seria mais protegida em seus direitos naturais. Contudo, não foi o que aconteceu. Por pura ironia ou tragédia, as medidas mais duras contra as famílias que querem exercer seu direito de escolha educacional não ocorreram no passado, nem mesmo no período militar: aconteceram na Constituição de 1988. Com a elaboração dessa constituição — da qual participaram muitos esquerdistas totalitários —, os direitos dos pais na educação foram enfraquecidos em favor dos interesses do Estado. Essa constituição nova declara o que nenhuma constituição do Brasil jamais pensou em fazer: “Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela freqüência à escola”. (Art. 208, parágrafo 3º)

Estranhamente, esse parágrafo coloca o Estado como o responsável exclusivo pela escolha educacional das crianças, exigindo que todas elas freqüentem uma escola institucional, quer os pais queiram ou não. Acerca dessa imposição, o Dr. Pedroso comenta: “Que eu saiba, a nossa é a única Constituição do mundo que trata de chamada escolar”.

Mais tarde, alguns parlamentares tentaram introduzir novamente na Constituição a liberdade na educação. Em fevereiro de 1996, houve tentativa de restaurar esse direito, e o próprio Senado Federal aprovou o seguinte texto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional:

Art. 7º - São deveres dos pais e responsáveis:
I — matricular no ensino obrigatório seus filhos e as crianças eadolescentes sob a sua guarda, zelando pela sua freqüência e rendimento escolares, ou assegurar alternativa satisfatória.

Contudo, mãos ardilosas conseguiram depois suprimir o termo “ou assegurar alternativa satisfatória”, eliminando uma importante liberdade que as famílias do Brasil sempre tiveram no passado. Não se sabe como os liberais conseguiram eliminar essa alternativa, e também não dá para entender as razões para tal atitude radical, pois a prática de educar em casa não é novidade nem desconhecida no Brasil, porém o que é totalmente novo é o radicalismo da tendência que vem mutilando e suprimindo sistematicamente esse direito natural dos pais.

Os pais têm o direito de escolher o tipo de educação que eles querem para seus filhos: escola pública, escola particular, escola confessional ou educação em casa. As escolas públicas estão, como noticiou o Jornal Hoje, fracassando e levando os jovens a um desempenho escolar fracassado. Mas mesmo que essa grave deficiência não fosse realidade na educação pública, as famílias ainda merecem ser respeitadas em seu direito natural de escolher na área da educação. Aliás, se tal deficiência existisse no movimento de educação em casa, certamente o governo exigiria que essa opção educacional fosse completamente eliminada. Entretanto, sua atitude para com seus próprios fracassos — pois as escolas públicas são responsabilidade direta do governo — é sempre complacente! O fracasso da educação pública é o próprio fracasso do Estado.

O propósito essencial da educação sempre foi se ocupar com o treinamento da mente da crianças nas disciplinas acadêmicas básicas. No entanto, os humanistas estão, cada vez mais, torcendo o propósito essencial da educação. Eles afirmam que as escolas institucionais são importantes porque são o lugar em que as crianças aprendem — aprendem com eles uma educação sexual hedonista, aprendem com eles que a origem do homem é o macaco, não Deus, aprendem com eles que anormalidades aberrantes como o homossexualismo são preferências sexuais normais. Agora que está provado que as crianças estão sabendo ler menos graças a essas escolas, os humanistas criaram uma desculpa estratégica e puramente fantasiosa, devidamente incorporada nas leis: a escola existe para sociabilizar! Assim, se seu filho não conseguir aprender a ler e escrever direito, não se preocupe: Pelo menos, ele vai aprender muitas “coisas” com seus amigos de escola!

Será então que se a escola pública está fracassando na área acadêmica, pelo menos produzirá resultados na área de sociabilização? Do ponto de vista dos educadores humanistas, sim, pois crianças agrupadas recebendo os mesmos valores acabam sempre vivendo de acordo com seus valores de grupo. Assim, por exemplo, num grupo de 60 alunos aprendendo que o homossexualismo é apenas um estilo de vida alternativo, uma ou duas crianças com educação bíblica contrária ao homossexualismo terminam ou isoladas ou se adaptam aos valores da maioria, transmitidos pelo professor.

Do ponto de vista dos pais, a sociabilização do ambiente escolar coloca crianças inocentes em contato com crianças com problemas de drogas e violência. No entanto, o maior efeito da sociabilização escolar é que os valores dos pais são explicita ou implicitamente rejeitados pelos novos valores da sala de aula. Os alunos tendem muito mais, na assimilação grupal dos valores absorvidos no ambiente escolar, a manter o que aprenderam na escola do que o que aprenderam no lar. Assim, o novo descarta o “velho”.

Do ponto de vista dos humanistas, o maior benefício da sociabilização escolar pública é que esse contato social inevitavelmente distancia os alunos da esfera de valores de seus pais para colocá-los debaixo da esfera de valores do grupo escolar, que de um modo ou de outro está sob autoridade escolar, que por sua vez está debaixo da orientação estatal.

Se o governo de fato reconhecesse que a sociabilização é importante, então respeitaria o contato social da criança na mini-sociedade que é a família. Nenhuma sociabilização é tão importante quanto a união familiar. Nenhum sistema de valores é mais importante para o bem-estar da criança do que a própria família. O sistema de valores da família é mais que suficiente para educar a criança nas bases essenciais. Ao contrário do que pregam os humanistas do governo, crianças educadas em casa não ficam sem futuro.

A seguir, lista de pessoas famosas que foram ensinadas em casa [6]:

ARTISTAS:
Leonardo da Vinci
Claude Monet
John Singleton Copley
Andrew Wyeth
Jamie Wyeth


COMPOSITORES:
Irving Berlin
Anton Bruckner
Felix Mendelssohn
Wolfgang Amadeus Mozart
Francis Poulenc

EDUCADORES:
Fred Terman (presidente da Universidade de Stanford)
William Samuel Johnson (presidente da Universidade Columbia)
Frank Vandiver (presidente da Universidade Texas A&M)
John Witherspoon (presidente da Universidade de Princeton)

GENERAIS:
Stonewall Jackson
Robert E. Lee
Douglas MacArthur
George Patton

INVENTORES:
Alexander Graham Bell
Thomas Edison
Cyrus McCormick
Orville Wright
Wilbur Wright

PRESIDENTES AMERICANOS:
John Quincy Adams
William Henry Harrison
Thomas Jefferson
Abraham Lincoln
James Madison
Franklin Delano Roosevelt
Theodore Roosevelt
John Tyler
George Washington
Woodrow Wilson

PREGADORES & LÍDERES RELIGIOSOS:
João Batista
William Cary
Jonathan Edwards
Phillip Melanchthon
Dwight L. Moody
John Newton
John Owen
Charles Wesley
John Wesley

CIENTISTAS:
George Washington Carver
Pierre Curie
Albert Einstein
Blaise Pascal
Booker T. Washington

ESTADISTAS:
Konrad Adenauer
Winston Churchill
Benjamin Franklin
Patrick Henry
William Penn
Henry Clay

JUÍZES DO SUPREMO TRIBUNAL DOS EUA:
John Jay
John Marshall
John Rutledge

ESCRITORES:
Hans Christian Andersen
Pearl S. Buck
Agatha Christie
Charles Dickens
Bret Harte
C.S. Lewis
Sean O’Casey
George Bernard Shaw
Mark Twain
Mercy Warren
Daniel Webster
Phillis Wheatley

OS ELABORADORES DA CONSTITUIÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS:
Richard Basset (governador de Delaware)
William Blount (senador)
George Clymer (deputado federal)
William Few (senador)
Benjamin Franklin (inventor e estadista)
William Houston (jurista)
William S. Johnson (presidente da Universidade de Columbia.)
William Livingston (governador de Nova Jersey)
James Madison — quarto presidente dos EUA.
George Mason
John Francis Mercer (deputado federal)
Charles Pickney III (governador da Carolina do Sul)
John Rutledge (chefe do Supremo Tribunal dos EUA)
Richard D. Spaight (governador da Carolina do Norte)
George Washington (primeiro presidente dos EUA)
John Witherspoon (presidente da Universidade de Princeton)
George Wythe (juiz do Superior Tribunal da Virginia)

OUTROS:
Abigail Adams (esposa de John Adams)
Ansel Adams (fotografo)
Clara Barton (uma das fundadoras da Cruz Vermelha)
John Burroughs (naturalista)
Andrew Carnegie (industrialista)
Charles Chaplin (ator)
George Rogers Clark (explorador)
Noel Coward (dramaturgo)
John Paul Jones (patrono da marinha americana)
Sandra Day O’Connor
Tamara McKinney (esquiadora mundialmente famosa)
John Stuart Mill (economista)
Charles Louis Montesquieu (filósofo)
Florence Nightingale (enfermeira)
Sally Ride (astronauta)
Bill Ridell (jornalista)
George Rogers Clark (explorador)
Will Rogers (humorista)
Jim Ryan (corredor mundialmente famoso)
Albert Schweitzer (médico)
Leo Tolstoy
Martha Washington (esposa de George Washington, primeiro presidente dos EUA)

Sabendo então que a educação em casa tem comprovadamente produzido grandes líderes e sabendo que a educação em casa sempre foi uma experiência e direito presentes na história do Brasil, o que fazer então para recuperar esse direito? Primeiramente, modificar alguns artigos da atual constituição. O artigo 205 precisa ganhar a seguinte redação:

“Art. 205. A educação é direito de todos e será dada no lar ou na escola, visando o desenvolvimento integral da personalidade humana, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Parágrafo único. A educação integral da prole é o primeiro dever e um direito fundamental dos pais. O Estado não será estranho a esse dever, colaborando, de maneira principal ou subsidiária, para facilitar a sua execução ou suprir as deficiências e lacunas da educação doméstica”.

Segundo, substituir o ridículo parágrafo 3º do art. 208, que declara: “Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela freqüência à escola”.

O novo texto deve proteger integralmente a liberdade na educação:

“Art. 208, parágrafo 3º. O ensino fundamental obrigatório poderá ser ministrado no lar pelos próprios pais, ou por professores qualificados contratados pelos pais. A lei definirá apenas a comprovação anual do rendimento escolar, dando liberdade para a escolha ou elaboração de currículo, sem nenhuma imposição de caráter político ou ideológico”.

E como medida para respeitar os esforços de quem muito estudou, seja em casa ou não, acrescentar um parágrafo único ao art. 207:

“Art. 207. (…) Parágrafo único. O ensino superior será acessível a todos, com base no mérito, independentemente de escolarização anterior”.

Assim, todos os que foram educados serão tratados de modo igual perante a lei, independentemente do local onde receberam sua educação. Afinal, o importante e indispensável é a educação, não a instituição.

Reconhecimento: Devo agradecer publicamente o Dr. Rodrigo Pedroso, da cidade de São Paulo, por sua disposição de me ajudar pesquisando as constituições passadas do Brasil nas questões referentes à educação em casa e oferecendo sugestões valiosas de nova redação para a atual constituição.

© Julio Severo 2005.
www.juliosevero.com.br

[1] http://redeglobo.globo.com/cgi-bin/jornalhoje/montar_texto.pl?controle=2637
[2] https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituiçao37.htm
[3] https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituiçao46.htm
[4] https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L4024.htm
[5] https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituiçao67.htm
[6] http://www.christianhomeschoolers.com/hs_famous_homeschoolers.html

Artigos sobre escola e educação de crianças

A Marca da Besta

Menina prodígio tem paixão por Jesus

Defendendo a Responsabilidade da Família na Educação dos Filhos

Governo vai dar camisinhas para crianças de 10 anos nas escolas

Evolução: Uma Heresia em Nome da Ciência

Homossexualizando as crianças de escola?

Educação escolar em casa, a opção adequada para os pais cristãos

O motivo por que a cortesia e os bons hábitos são importantes

Famílias Evangélicas Sofrem Perseguição na Alemanha

Pai é preso depois de protestar contra livro gay que filho de 6 anos recebeu na escola

É certo matricular os filhos na escola pública?

Tim LaHaye e as Escolas Públicas

Discurso sobre educação escolar em casa na Câmara dos Deputados

Educação sobre Abstinência Faz a Diferença

Pré-Escola Prejudica os Talentos Sociais e o Desenvolvimento Emocional das Crianças

Comentários:

Caro Júlio,

obrigado pelo seu artigo e pela exposição das idéias de forma clara e honesta. Concordo plenamente com você, aliás, peço licença para dizer que você concorda comigo.

Uma das coisas que mais me preocupa é essa ganância do Estado em querer arrebatar as mentes de nossas crianças do controle e da tutela dos pais, enchendo as mentes delas com valores humanistas e deturpados, tirando todo valor judaico-cristão que tem sido a base da nossa sociedade.

Vejo tudo isso como prova da inversão de valores de que a Bíblia fala, e o mais chocante é que as igrejas e suas lideranças, se perceberam, não fazem nada a respeito; ao contrário, tornaram-se instrumentos da idiotização do ser humano, associando-se de forma espúria a entidades políticas criminosas ignorando que estão dando um tiro no próprio pé. Mas afinal, a crença geral é que tudo isso vai acontecer, está na Bíblia (é curiosa a visão fatalista que existe) e que é inútil lutar contra isso, pois Jesus vai voltar em breve e devemos nos preocupar em subir para o Céu ;nquanto isso, os humanistas inimigos dessa mesma igreja que se associa com eles estão deitando e rolando, preparando o dia em que romperão essa associação, com graves conseqüências para o povo cristão.

Ainda não perceberam que querem doutrinar nossas crianças, arrebatando-as dos nossos valores cristãos. Não interessa o que nós, adultos, pensamos; contam com nossa morte e junto com ela de nossas idéias para terem o domínio do pensamento humano. Sei que tudo isso soa como teoria da conspiração mas, se alguém espera algo mirabolante, grandioso, como forma de dominação por parte dos inimigos dos cristãos, sinto decepcioná-lo; a prova está aí aos olhos de todos.

"O pior cego é aquele que não quer ver."

Sinceramente,
Marcos Torres.

Email de 26 de dezembro de 2005

PS: não sou pai, na família só há minhas sobrinhas, mas me importo e preocupo com o que pode acontecer.

************************************************************************************
Muito bom o seu artigo que fala sobre a Educação!
Tinha observado que eu mesmo tinha sido influenciado pelo sistema de valores ensinados nas escolas. Comecei a fazer uma reflexão do que tinha aprendido ao longo da minha vida escolar e descobri que conceitos como o do pensamento critico, a educação sexual e até mesmo abordagens de temas globais como o da proteção ao meio ambiente, escondiam valores"estranhos" ao principios biblicos!

Fiquei muito feliz por ter lido uma matéria tão verdadeira como a que vc escreveu! Que Deus te abeçoe e te conceda mais entendimento para revelar as verdades da nossa realidade!

Lucas Tito
Salvador/Bahia.

Email de 26 de dezembro de 2005

17 de dezembro de 2005

Hollywood glorifica a sodomia adúltera

Hollywood glorifica a sodomia adúltera

Les Kinsolving
© 2005 WorldNetDaily.com

Num dos fenômenos mais mortais de nossa época — ou em qualquer época — Hollywood produziu um filme chamado “Brokeback Mountain” [cujo título em português é “O Segredo de Brokeback Mountain”], que glorifica e embeleza aquela sodomia masculina que até hoje é a causa de tantos milhares de mortes de AIDS — e agora de sífilis.

O jornal The Washington Post informa (com mais que aparente aprovação) que essa mais recente propaganda em favor da aceitação da sodomia ganhou a liderança dos filmes do ano com sete nomeações do Globo de Ouro. E em Los Angeles, New York e San Francisco (três cidades que lideram a propagação da AIDS nos EUA) esse novo filme “foi passado em cinemas com todos os ingressos já esgotados”.

Mas o The Washington Post também relata: “Há muitas piadas recicladas sobre o filme, e a mais popular é que o filme devia ter sido chamado de ‘Bareback Mountain’ (Montanha do Traseiro Nu) — bareback, na linguagem gay americana, é uma palavra que significa sexo sem segurança”.

Só na linguagem gay? Desde quando?

E que tipo de sexo anal homossexual é seguro — mesmo com uma camisinha?

O The Washington Post informou também que esse filme é a história de “dois vagabundos cujo romance começa na Montanha Brokeback numa fria noite de 1963. Então eles se separam, casam-se com mulheres que não conhecem seu segredo e têm filhos, mas acabam se encontrando de novo quatro anos depois com um beijo profundo, ardente e cheio de paixão que é comprovadamente o beijo mais apaixonado de homem com homem a aparecer nas telas”.

Que experiência enriquecedora! Que moralidade maravilhosa! Que contribuição gloriosa para a moralidade nacional!

Como é que conseguirei resistir assistir a esse inigualável beijo que estimula a sodomia entre cowboys?

Pode ficar certo de que resistirei.

E sinto-me compelido a imaginar quando é que Hollywood produzirá um filme de sexo entre cowboys e animais — um romance nas montanhas sobre o verdadeiro amor de animal — mas somente, é claro, com o livre consentimento do animal.

Les Kinsolving trabalha como correspondente do noticiário WorldNetDaily na Casa Branca. Ele é jornalista e colunista.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br

Fonte:
http://www.wnd.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=47952

Veja também piada sobre o filme “O Segredo de Brokeback Mountain”.

16 de dezembro de 2005

Conscientização Cristã

ANÚNCIO DO LIVRO O MOVIMENTO HOMOSSEXUAL DE JULIO SEVERO


Gente, para quem não sabe, sou o autor do livro O Movimento Homossexual, publicado pela Editora Betânia.


Meu livro revela que:

  • O movimento homossexual está crescendo e se espalhando rapidamente no mundo todo.
  • O sistema educacional, político e a sociedade em geral têm sofrido fortes pressões para apoiarem os grupos gays.
  • O movimento homossexual está usando os meios de comunicação para promover suas perversões e reivindicar seus direitos.
  • Um dos objetivos do movimento é levar as crianças e adolescentes a aceitarem a idéia de que o homossexualismo é uma opção saudável de vida.
  • Grupos gays estão perseguindo evangélicos que pregam o que a Palavra de Deus ensina sobre a relação sexual de um homem com outro homem.
  • O aumento da promiscuidade sexual provoca diretamente o aumento da violência e da criminalidade na sociedade.
As influências do movimento homossexual estão por toda parte: entram em nossas casas através dos meios de comunicação, nas escolas, no âmbito profissional e até nas igrejas.

Meu livro apresenta uma visão geral do movimento homossexual e mostra seu impacto nos vários segmentos da sociedade. Traz também um alerta para que os cristãos e a igreja não se calem, mas ofereçam respostas claras e bíblicas para todas as pessoas que desejam conhecer e fazer a vontade de Deus num mundo que está cada vez mais se corrompendo.

Um livro indispensável para líderes.

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31611-970 Venda Nova, MG
Brasil

Apresentador de Programa de Entrevistas Pede que os Cristãos Apóiem Israel

Apresentador de Programa de Entrevistas Pede que os Cristãos Apóiem Israel

(AgapePress) — O apresentador de programa de entrevistas de rádio Paul McGuire pediu que os cristãos dos Estados Unidos apóiem de modo mais vigoroso a nação de Israel.

Com a ameaça mais recente do presidente do Irã de destruir a nação de Israel, as tensões começaram a subir. McGuire está preocupado com a tendência crescente entre alguns grupos cristãos que crêem “que Deus já concluiu tudo o que tinha de fazer com Israel” e que “a igreja substituiu Israel”. McGuire, que também é professor na Universidade do Rei em Van Nuys, Califórnia, afirma que esse é “um ensino que não tem base na Bíblia”.

McGuire, que freqüentemente aparece como comentarista na CNN e na Fox News Network, acabou de escrever um livro sobre profecias da Bíblia, Israel e eventos atuais, intitulado Are You Ready? (Você Está Pronto?). McGuire diz que ele hesita usar a palavra “profético” porque ele não afirma ser profeta.

“Mas o livro contém o que equivale a um aviso profético para os Estados Unidos e para a Igreja”, diz ele. “Penso que Deus estava tentando atrair nossa atenção com os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, e com os furacões como Katrina e Wilma. Infelizmente, os Estados Unidos e a Igreja não deram atenção ao alerta — e creio que algo bem pior vai vir”.

Os livros de McGuire sobre profecia receberam o endosso de muitos líderes evangélicos americanos. O Dr. Tim LaHaye, que chama McGuire um “amigo íntimo” disse: “Quero cumprimentar McGuire por seu livro sobre profecias da Bíblia. Li-o e na minha opinião é um trabalho muito bem feito!”

Além disso, os líderes da nação de Israel elogiam os livros e esforços de McGuire para mobilizar os cristãos a assumirem uma posição em favor da nação de Israel. Um dos principais generais de Israel, General Shimon Ere, descreve o livro como “uma obra que ilumina a mente” e “um guia estimulante para quem é fiel a Deus e um testamento da verdade enviado por Deus”. Ere cita Isaías 62:6: “Ó Jerusalém! Sobre os teus muros pus guardas, que todo o dia e toda a noite se não calarão; ó vós que fazeis menção do SENHOR, não haja silêncio em vós.” (Isaías 62:6 RC) Em seguida, Ere dá a seguinte demonstração de apoio:

“O Dr. Paul McGuire é uma sentinela nas muralhas de Jerusalém; uma das melhores. E ele não fica em silêncio. Ele é um incansável e impressionante mestre, pregador e apresentador de programas de entrevistas que promove os valores eternos da fé judaico-cristã; e condena os falsos profetas [Mateus 7:15] que ainda estão atolados nas mentiras da ‘teoria da substituição’”.

McGuire declara: “Em alguns círculos cristãos, há uma tendência perigosa que ensina o que é chamado de ‘teologia da substituição’, que é a crença de que a Igreja substituiu Israel e que Israel não têm direito à sua terra. Um estudo cuidadoso das Escrituras revela que Deus fez um pacto eterno com Abraão e seus descendentes físicos”.

“Eterno significa eterno!” McGuire continua. “Os judeus receberam por promessa de Deus a terra de Israel. Os cristãos têm a responsabilidade de tomar uma posição a favor da nação de Israel. Além disso, é impossível entender as profecias da Bíblia sem entender o plano de Deus para a Igreja e a nação de Israel”.

McGuire recentemente entrevistou o ex-presidente dos EUA Jimmy Carter em seu programa, perguntando então a Carter sobre o processo de paz no Oriente Médio. Durante a entrevista, McGuire declarou: “O anti-semitismo está aumentando no mundo inteiro e os cristãos precisam tomar uma posição a favor de Israel”.

O programa de radio de Paul McGuire, "The Paul McGuire Show," pode ser sintonizado pela Internet.

© 2005 AgapePress all rights reserved.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br

Fonte:
http://headlines.agapepress.org/archive/12/142005e.asp

15 de dezembro de 2005

Herdeiros de Abraão: Quem é herdeiro da terra de Israel?

Herdeiros de Abraão: Quem é herdeiro da terra de Israel?

Julio Severo

Deus fez promessas a Abraão que, através de Jesus Cristo, se cumprem nos gentios também. Essas promessas se aplicam à salvação. No plano de salvação de Deus para a humanidade, tanto gentios como judeus são iguais. Podemos também espiritualizar a Terra Prometida como o céu, e todos, judeus e gentios redimidos, vão estar lá. Mas temos também de considerar que Deus não muda e ele fez promessas eternas aos descendentes físicos de Abraão acerca da Terra Prometida. São promessas materiais. Se tentarmos espiritualizar essas promessas, afirmando que tanto judeus quanto gentios são igualmente herdeiros de todas as promessas espírituais e materiais de Deus a Abraão, então toda a terra de Israel prometida por Deus seria propriedade exclusiva de todos os gentios e judeus redimidos. E todos teriam a obrigação, conforme estabelecem os mandamentos de Deus, de tomar posse e viver naquela terra. Nós nos veríamos assim diante de um grande problema: como é que todos os gentios redimidos do mundo caberão no pequeno território de Israel? Nessa perspectiva, nós os gentios teríamos de lutar para remover de Israel todos os palestinos, que são meramente usurpadores de segunda categoria, e também todos os judeus não redimidos. Será que realmente ser herdeiro de Abraão significa que todo cristão gentio também tem, juntamente com os judeus redimidos, direitos exclusivos de posse da terra de Israel?

Na minha opinião, a salvação é igual para todos, indistintamente. Contudo, nem toda aliança que Deus fez tem esse caráter universal. Do contrário, nós cristãos não temos outra opção senão ajuntarmos cada um suas economias para nos mudarmos para o pequeno território de Israel. Seria uma idéia assustadora, pois aí os terríveis árabes muçulmanos voltariam seus ataques contra nós! Sofreríamos então tudo o que os israelenses estão sofrendo!

Copyright Julio Severo 2005. Fonte: www.juliosevero.com.br

13 de dezembro de 2005

O que todo cristão precisa saber sobre Israel

O que todo cristão precisa saber sobre Israel

Julio Severo

Pouco antes de Jesus subir ao céu, depois de sua morte e ressurreição, seus apóstolos lhe trouxeram sua mais importante pergunta.

Então os que estavam reunidos lhe perguntaram: “Senhor, é neste tempo que vais restaurar o reino a Israel?” Ele lhes respondeu: “Não lhes compete saber os tempos ou as datas que o Pai estabeleceu pela sua própria autoridade”. (Atos 1:6-7 NVI)

Essa pergunta os estava inquietando há muito tempo. Afinal, eles eram judeus e sabiam que Deus tinha promessas especiais para Israel, inclusive para sua restauração política. E eles queriam saber o que aconteceria com Israel. Em sua resposta, Jesus se limitou a dizer que, no coração do Pai, Israel teria no futuro uma restauração, conforme o Pai estabeleceu com sua própria autoridade. Depois de dar essa resposta, Jesus fez com que seus discípulos focalizassem sua atenção para os tremendos recursos que Deus estava lhes dando para levar o Evangelho ao mundo inteiro. A igreja estava nascendo com poder e autoridade para dar um testemunho de impacto internacional.

Em seguida, Jesus disse: “Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra.” (Atos 1:8 NVI)

A questão da restauração de Israel era assunto para o Pai resolver no futuro. Naquele momento, o que era importante era voltar a atenção para o nascimento da igreja — que não era uma instituição, mas um agrupamento de homens e mulheres escolhidos e salvos por Jesus, homens e mulheres seguidores apaixonados e comprometidos com Jesus.

Assim, Jesus os orientou a se envolver naquele momento exclusivamente com o nascimento de sua igreja, pois a restauração de Israel era responsabilidade do Pai. Na agenda do Pai, a igreja então estava marcada no presente para ser abençoada e Israel estava marcado para receber atenção, visitações e bênçãos especiais de restauração no futuro. Deus tinha planos especiais para a igreja no presente e ele tinha planos especiais para Israel no futuro. A igreja e Israel têm rumos e missões diferentes.

Israel, como nação, poderia experimentar essa restauração durante o nascimento da igreja, ou até antes, mas sua dureza contra Deus adiou o projeto de Deus para eles. Aliás, por causa dessa dureza, eles foram, como nação, disciplinados de modo espantoso. Não muito depois do nascimento da igreja, os judeus foram expulsos de seu país, a terra de Israel. Eles permaneceram quase dois mil anos longe de sua terra. Esse castigo foi resultado de sua rejeição ao Messias, que havia vindo para salvá-los. Contudo, tal forte castigo também mostra os cuidados de Deus, pois ele disciplina os que estão dentro de seus projetos. “Pois o Senhor corrige quem ele ama e castiga quem ele aceita como filho.” (Hebreus 12:6 NVI)

Por causa de sua teimosia, os judeus viveram quase dois mil anos longe de sua terra — terra que Deus lhes deu em sua aliança eterna com Abraão, Isaque e Jacó. Mas tal teimosia não durará para sempre, pois com ou sem teimosia, Deus é fiel e cumprirá suas promessas a Abraão, Isaque e Jacó. O Apóstolo Paulo expõe um importante mistério divino acerca do futuro de Israel:

Meus irmãos, quero que vocês conheçam uma verdade secreta para que não pensem que são muito sábios. A verdade é esta: a teimosia do povo de Israel não durará para sempre, mas somente até que o número completo de não-judeus venha para Deus. É assim que todo o povo de Israel será salvo. Como dizem as Escrituras Sagradas: “O Redentor virá de Sião e tirará toda a maldade dos descendentes de Jacó.” (Romanos 11:25-26 NTLH)

A palavra teimosia vem da palavra grega original porosis, que significa dureza, cegueira, insensibilidade. Tal insensibilidade quer dizer que os judeus estão vivendo como pedras, totalmente fechados, para o Messias. Essa cruel cegueira os faz recusar Jesus e os faz criticarem os evangélicos que apóiam a aliança eterna de Deus com Israel. Os judeus progressistas, esquerdistas e liberais nos EUA e em Israel — que abrangem uma grande parte da população judaica desses países — tentam minar e atacar todo apoio cristão a Israel com base em promessas bíblicas. Eles não aceitam essas promessas e só se dão bem com evangélicos esquerdistas ou liberais. O socialismo desses judeus veio de seus pais e avós europeus, que até introduziram em Israel práticas sociais que têm tudo a ver com o socialismo e nada a ver com a milenar tradição judaica: os kibutz e o aborto legalizado. O socialismo tem um enorme apelo entre a maioria dos judeus, que hoje estão fechados para Deus. Aliás, o próprio Karl Marx, fundador da ideologia comunista e socialista, era judeu.

Os judeus socialistas do mundo inteiro, assim como todos os socialista do mundo inteiro, de maneira geral rejeitam os propósitos de Deus. O judeu socialista americano Tony Kushner declarou: “Eu queria que o Israel moderno não tivesse nascido”. Ele é autor de uma famosa peça teatral que faz propaganda homossexual. Ele também chama o estabelecimento do Estado de Israel “uma calamidade histórica, moral e política para o povo judeu”.

Apesar disso, até mesmo entre os evangélicos desses últimos tempos há esse tipo de dureza. Os evangélicos progressistas (socialistas), seguindo a teimosia dos judeus progressistas, zombam das promessas de Deus para Israel — ou acreditando que a igreja substituiu a nação de Israel ou não acreditando que o território inteiro de Israel pertence exclusivamente aos judeus:

“Nos últimos tempos aparecerão pessoas que ridicularizam a Deus. Elas seguirão seus próprios desejos ímpios. Essas são pessoas que causam divisões. Elas se preocupam com as coisas materiais, não com as coisas espirituais”. (Judas 1:18-19 GW)

Já os judeus conservadores e ortodoxos, que não são maioria na população judaica do mundo, aceitam as promessas bíblicas, se dão bem com os evangélicos conservadores somente na questão específica do apoio desses evangélicos a Israel, mas não aceitam a paixão dos evangélicos de levar o Evangelho aos judeus.

Apesar desse estado tão insensível dos judeus, Deus promete que a dureza e teimosia do povo de Israel não durará para sempre. Quando o número determinado por Deus de pessoas que não são judias vierem para Deus, aí o plano secreto de Deus se cumprirá e ações sobrenaturais de Deus conduzirão os judeus e sua nação Israel para perto de quem eles rejeitaram: o Messias. Deus promete que nos últimos dias os judeus se aproximarão do Senhor como nunca antes: “Depois, tornarão os filhos de Israel, e buscarão ao SENHOR, seu Deus, e a Davi, seu rei; e, nos últimos dias, tremendo, se aproximarão do SENHOR e da sua bondade.” (Oséias 3:5 RA)

A igreja nasceu com a graça de receber poder do Espírito Santo para levar o Evangelho ao mundo inteiro. E há também promessas bíblicas fortes de que no futuro, o derramamento do Espírito Santo e seu poder será maior. Com tal Espírito irresistível, é justo pensar que a igreja estará em condições de ajudar o projeto de Deus de vencer a dureza do povo judeu e também combater o ódio mundial contra os judeus. Israel foi instrumento usado por Deus para abençoar as nações com o Messias e sua Palavra poderosa. Jesus veio ao mundo como um judeu, nascendo de sua pátria Israel. Ele veio do meio dos judeus e continua judeu.

“Então apareceu no céu um grande e misterioso sinal. Era uma mulher. O seu vestido era o sol, debaixo dos seus pés estava a lua, e ela usava na cabeça uma coroa que tinha doze estrelas. A mulher estava grávida e gritava com dores de parto. E apareceu no céu outro sinal: era um enorme dragão vermelho com sete cabeças e dez chifres e com uma coroa em cada cabeça. Com a cauda ele arrastou do céu a terça parte das estrelas e as jogou sobre a terra. Depois parou diante da mulher grávida a fim de comer a criança logo que ela nascesse. Então a mulher deu à luz um filho, que governará todas as nações com uma barra de ferro. Mas a criança foi tirada e levada para perto de Deus e do seu trono. A mulher fugiu para o deserto, onde Deus havia preparado um lugar para ela. Ali ela será sustentada durante mil duzentos e sessenta dias.” (Apocalipse 12:1-6 NTLH)

A mulher simboliza Israel, nação alicerçada nos doze filhos de Jacó. A mulher trouxe Jesus ao mundo e depois “fugiu” para o deserto, isto é, saiu de sua terra, onde permaneceu quase dois mil anos.

De Israel veio o Messias para o mundo, e Israel — sofrendo castigo divino por seus pecados — permaneceu longo tempo no deserto das nações, sem apoio, reconhecimento ou respeito.

O mundo estava perdido em sua hostilidade e dureza contra Deus, mas o Evangelho trouxe graça e transformação. Doze apóstolos judeus — sem mencionar o Apóstolo Paulo, que também era judeu — foram usados poderosamente para transformar o mundo inteiro. Agora, é a vez da igreja deixar que Deus a use como instrumento para libertar o povo judeu de toda teimosia, rebelião e dureza contra Deus e suas imutáveis promessas a Abraão, Isaque e Jacó.

Deus já começou a cumprir suas promessas a Israel. Contrariando todas as expectativas humanas, ele trouxe a restauração nacional da nação de Israel em 1948, conforme Ezequiel 37, “ressuscitando” um povo que estava virtualmente morto e enterrado nos escombros da história, espalhado pelas nações, perseguido e odiado. Contudo, essa restauração não foi total, pois importantes partes do território de Israel e até de Jerusalém estão ocupadas pelos árabes chamados palestinos. Por enquanto, aguarda-se ainda que a restauração territorial se complete e, principalmente, que a restauração espiritual comece a acontecer.

As promessas que Deus deu a Israel — de total posse de sua terra, de salvação e de restauração espiritual e nacional — se cumprirão, no tempo determinado pelo Pai. Todos os que são filhos desse Pai cooperam com ele nesse propósito, orando para que a vontade de Deus prevaleça.

Portanto, os cristãos têm três prioridades em suas orações:

Orar para que o Reino de Deus venha e se manifeste neste mundo. Esse Reino não é a igreja nem Israel. Esse Reino é o Governo de Deus. (Veja Mateus 6:10)

Orar para que a igreja de Jesus Cristo na terra seja santificada pela verdade da Palavra de Deus e ande e viva como ele andou e viveu. (Veja João 17 e 1 João 2:6)

Orar não só pela paz de Jerusalém, mas também pela plena restauração espiritual, territorial e política de Israel. (Veja Salmo 122:6)

Quando estava falando exatamente de Israel e seu futuro e das promessas de Deus para os judeus, o Apóstolo Paulo declarou:

“Pois os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis”. (Romanos 11:29 NVI)

“Porque Deus não muda de idéia a respeito de quem ele escolhe e abençoa.” (Romanos 11:29 NTLH)

Deus não mudou em nada sua aliança com Israel. Nessa aliança, o próprio Deus dá aos descendentes de Abraão, Isaque e Jacó o direito eterno e exclusivo à terra de Israel. A terra que Deus deu exclusivamente aos judeus será sempre deles. E o inimigo que detesta Deus e sua Palavra inflama o mundo com ódio contra os judeus, porque sobre eles estão as promessas eternas de Deus. Quer os judeus, em sua teimosia e dureza, aceitem ou não, quer o mundo e os “palestinos” aceitem ou não, as promessas de Deus para Israel se cumprirão.

Portanto, as nações não deveriam desperdiçar suas oportunidades de serem úteis para Israel, pois essa nação está no coração de Deus. O próprio Deus diz para Israel:

“Porque a nação e o reino que te não servirem perecerão; sim, essas nações de todo serão assoladas.” (Isaías 60:12 RC)

Durante a 2 Guerra Mundial, a Alemanha nazista sofreu destruição total porque perseguia e aniquilava os judeus. O poderoso Império Britânico virou cinzas, porque a Inglaterra teve oportunidade de ajudar os judeus, mas preferiu impedi-los de fugir para a terra de Israel. Durante a guerra, nenhum país queria receber os judeus como refugiados, de modo que restou para os judeus somente a opção de voltar para a terra de seus ancestrais. No entanto, todo o território de Israel estava sob administração britânica, e os ingleses proibiram os judeus de escaparem para sua própria terra. Seis milhões de judeus foram cruelmente assassinados pelos nazistas porque não tinham nenhum lugar para onde ir.

É claro que durante a guerra muitos judeus sofreram também por seus próprios pecados, porque estavam longe de Deus e apegados à radical ideologia socialista. No entanto, nenhuma nação tem o direito de “castigar” o povo judeu, porque Deus é o único que pode lidar com eles e seus pecados, como sempre foi. Além disso, o que a Alemanha nazista fez não foi “castigar” os judeus, mas destruí-los, e o que a Inglaterra fez não foi “castigá-los”, mas impedir que eles fugissem para o único lugar em que milhões de judeus poderiam ter escapado da destruição se não fosse pela dureza das autoridades inglesas. Mas o preço foi alto: o Império Britânico desapareceu da face da terra.

A 2 Guerra Mundial terminou há décadas, porém o ódio aos judeus não pereceu naquele conflito. Israel, como nunca antes, precisa do apoio e ajuda das nações. E há bênçãos de Deus para quem abençoa Israel. E se há maldição para os opositores, o que então acontecerá com a vasta maioria das nações que demonstra ódio contra os judeus e seu direito exclusivo à sua terra? Talvez nada esteja inflamando tanto esse ódio quanto o islamismo e o socialismo. Os sentimentos dos muçulmanos para com Israel são mais que conhecidos, porém de um modo aparentemente mais suave os socialistas do mundo inteiro — inclusive judeus socialistas em Israel, nos EUA e na Europa — não acreditam, não aceitam e nem levam a sério a aliança de Deus com Abraão, Isaque e Jacó.

Não precisamos nos preocupar com os “erros” e pecados de Israel. Deus sempre soube cuidar deles, até para castigá-los. Não foi por castigo que os judeus permaneceram quase dois mil anos fora de sua terra? E durante esse período, os árabes invadiram aquela terra e hoje a reivindicam para eles e para a causa muçulmana. Esses árabes ganharam o título de “palestinos”. Palestino designa o habitante da Palestina, nome que os romanos vingativamente deram à terra de Israel, depois de expulsarem todos os judeus, quase dois mil anos atrás. Palestina, conforme queriam os romanos, significa terra dos filisteus, os piores inimigos de Israel.

A única solução para a causa dos “palestinos” — que o próprio príncipe das trevas tem usado para espalhar ódio contra os judeus no mundo inteiro — é os palestinos e o mundo aceitarem a aliança imutável de Deus com Israel.

A maior bênção para os cristãos do mundo inteiro não é só que Deus os abençoará em seus esforços para vencer pela oração a dureza e a rebelião de Israel, mas também que cedo ou tarde os judeus e sua nação Israel se aproximarão de Deus. Todos os demônios do inferno e todos os exércitos do mundo que se unirem contra Israel fracassarão, pois forte é o Senhor que tem uma aliança eterna com Abraão, Isaque e Jacó.

A Palavra de Deus profetiza que grandes nações identificadas como Gogue e Magogue ajuntarão todos os outros países contra Israel. O ódio que realizará esse propósito satânico já está sendo semeado na Europa, América Latina, Brasil e outras nações, preparando-as para a batalha final contra Israel nos últimos tempos.

“[Satanás] sairá para enganar os povos de todas as nações do mundo, isto é, Gogue e Magogue. Satanás os juntará para a batalha, e eles serão tantos como os grãos de areia da praia do mar. Eles se espalharam pelo mundo e cercaram o acampamento do povo de Deus e a cidade que ele ama, mas um fogo desceu do céu e os destruiu.” (Apocalipse 20:8-9 NTLH)

Você avançará contra Israel, o meu povo, como uma nuvem que cobre a terra. Nos dias vindouros, ó Gogue, trarei você contra a minha terra, para que as nações me conheçam quando eu me mostrar santo por meio de você diante dos olhos delas. “Assim diz o Soberano, o SENHOR: Acaso você não é aquele de quem falei em dias passados por meio dos meus servos, os profetas de Israel? Naquela época eles profetizaram durante anos que eu traria você contra Israel. É isto que acontecerá naquele dia: Quando Gogue atacar Israel, será despertado o meu furor. Palavra do Soberano, o SENHOR”. (Ezequiel 38:16-18 NVI)

“O SENHOR Deus diz: — Naquele tempo, farei com que o povo de Jerusalém e de Judá prospere de novo. Então ajuntarei os povos de todos os países e os levarei para o vale de Josafá e ali os julgarei. Eu farei isso por causa das maldades que praticaram contra o povo de Israel, o meu povo escolhido: espalharam os israelitas por vários países e dividiram entre si o meu país”. Multidões e mais multidões enchem o vale da Decisão; está perto o Dia do SENHOR, no vale da Decisão. O sol e a lua ficam escuros, e as estrelas deixam de brilhar. Do monte Sião, o SENHOR fala alto, a sua voz parece o trovão. De Jerusalém, ouve-se o estrondo da voz de Deus, e os céus e a terra tremem! Mas ele defende e protege o povo de Israel. Deus diz ao seu povo: “Assim vocês vão ficar sabendo que eu sou o SENHOR, o Deus de vocês. Eu moro em Sião, o meu monte santo. Jerusalém será uma cidade santa, e os estrangeiros nunca mais a conquistarão.” (Joel 3:1-2, 14-17 NTLH)

O cristão que ama a Palavra de Deus sabe o que acontecerá com Israel e seus inimigos, pois Deus já nos revelou tudo em sua Palavra. Então que todos os que são igreja verdadeira do Senhor Jesus Cristo orem para que o Reino de Deus venha sobre Israel, trazendo abertura de corações. Orem também para que o Reino de Deus venha sobre as nações, livrando muitos do ódio irracional contra a aliança de Deus com os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó. E orem também para que o Reino de Deus venha sobre as igrejas cristãs, despertando muitos para seguirem exclusivamente a vontade do Pai nesses últimos dias. O Reino de Deus é o Governo de Deus. Que todos então declaremos profeticamente: “Venha, Governo de Deus, sobre Israel, estabelecendo sobre essa nação tudo o que o Pai já determinou para estes últimos dias! Venha, Governo de Deus, sobre as nações, dissipando seu ódio contra Israel e estabelecendo a vontade do Rei Jesus! Venha, Governo de Deus, sobre as igrejas cristãs do mundo inteiro, tornando-as praticantes da vontade do Pai com relação a Israel”.

© Julio Severo. www.juliosevero.com

10 de dezembro de 2005

Capacitado para evangelizar e demonstrar misericórdia

Capacitado para evangelizar e demonstrar misericórdia

Wesley Campbell

Como ilustração do segundo maior mandamento em ação, Jesus contou a famosa parábola do Bom Samaritano. No final Ele fez uma pergunta bem afiada a um homem religioso que estava atrás de uma resposta: “Qual foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” A única resposta possível era que o próximo real para o samaritano era “aquele que teve misericórdia dele”. A história foi obviamente contada para demonstrar aos que estavam ouvindo com que realmente parece a atitude de amar o próximo — a verdadeira bondade, em contraste com a bondade imaginada. Então, com aplicação incisiva, Jesus disse: “Vá e faça o mesmo”.

Se realmente temos de amar nossos próximos como a nós mesmos, nos veremos sendo puxados para a responsabilidade de evangelizar e demonstrar misericórdia. Misericórdia, pois somos movidos a ajudar nas necessidades materiais dos outros aqui na terra, e evangelismo, pois somos movidos a ajudar nas necessidades espirituais dos outros, necessidades que envolvem questões da vida aqui na terra e da vida na eternidade. É natural que os cristãos que foram renovados ou reavivados andem na direção do evangelismo e de atitudes de misericórdia.

Até mesmo uma olhada casual na história da igreja revela que os reavivamentos estão complexamente ligados ao aspecto da demonstração de misericórdia. Em alguns casos, logo que o reavivamento chegou os cristãos reavivados passaram a ver tudo com novos olhos e começaram a demonstrar atos extraordinários de misericórdia enquanto transformavam a sociedade, desde os mais pobres e miseráveis até chegar às autoridades. Em outras ocasiões, as estações de avivamento reavivaram somente segmentos da igreja, que com zelo renovado começaram a mostrar misericórdia. O resultado foi o mesmo: reavivamento. Onde é que os rios de avivamento precisam fluir? Precisam fluir onde tantas vezes fluíram antes nos reavivamentos clássicos: nas ruas, entre as pessoas comuns.

Olhando para os exemplos dos despertamentos espirituais nos últimos 250 anos, vemos que o padrão é o mesmo. Na Inglaterra, foram os quacres e então Wesley e os metodistas que foram os primeiros a se opor à escravidão dos negros. Embora Wesley e seus convertidos ministrassem em prisões, hospitais e locais de trabalho, eles também tentaram abolir a escravidão. Isso finalmente veio a acontecer 40 anos depois de sua morte, na forma da Lei de Emancipação de 1833 que libertou 781.000 escravos em todas as colônias britânicas.

A lista de obras, organizações e realizações de caridade feitas por aqueles cristãos avivados que obedeciam literalmente ao mandamento de Jesus de mostrar misericórdia é tão numerosa que impressiona tremendamente. John Howard inspirou-se em John Wesley para realizar importantes reformas nas prisões da Inglaterra. Elizabeth Fry, mãe de onze filhos, se tornou pregadora quacre e batalhadora em prol de reformas nas prisões. Até mesmo a Associação Cristã de Moços (ACM) foi fundada para oferecer serviços religiosos e cultura num “lar longe do lar”. Florence Nightingale disse que Deus a havia chamado com voz audível para ajudar os doentes. Ela impactou um evangélico chamado Henri Dunant, que veio a fundar a Cruz Vermelha. Até mesmo a Sociedade Real da Prevenção à Crueldade contra os Animais foi fundada por um clérigo anglicano, Arthur Bloome.

A igreja sempre teve como foco mostrar misericórdia para as crianças. O lorde Shaftesbury se tornou membro do Parlamento britânico em 1826 e passou a maior parte de seu tempo lutando contra os males da exploração infantil nas indústrias, minas, fábricas de tijolos e trabalho de limpeza de chaminés. Essa exploração era com justiça chamada de “comércio escravo de brancos”. Crianças brancas de até quatro anos passavam até catorze horas por dia em minas escuras. Crianças órfãs pegas nas ruas eram forçadas a subir as grandes chaminés das fábricas e depois descer pela tubulação escura, claustrofóbica e sufocante. Shaftesbury promulgou a Lei de Dez Horas que proibia as fábricas de forçarem as crianças a trabalhar treze a dezesseis horas por dia. Ele aprovou leis que proibiam o uso de crianças na limpeza de chaminés e leis que não permitiam que crianças com menos de dez anos trabalhassem em minas.

George Muller experimentou um avivamento e voltou a atenção ao cuidado dos órfãos. Ele chegou a cuidar, em certo momento, de 2.050 crianças. Thomas J. Barnardo foi o resultado do reavivamento de 1859. O lorde Shaftesbury influenciou Barnardo a se tornar missionário nas favelas de Londres. Barnardo abriu lares para crianças que tinham pais alcoólatras e não tinham onde ficar. Antes da morte de Barnardo, ele cuidou de sessenta mil crianças.

Nos EUA, o Segundo Grande Avivamento começou sob o ministério de Francis Asbury e também através de reuniões de acampamentos. Esse avivamento continuou até o ministério de Charles Finney e criou uma verdadeira onda imensa de ministérios de misericórdia. Esse avivamento teve maior impacto na sociedade secular do que qualquer outro na história dos EUA através de sua vasta preocupação social. Os cristãos leigos organizaram milhares de sociedades que tocaram toda esfera da vida social americana. Escravidão, abstinência de bebidas alcoólicas, imoralidade sexual, paz mundial, direitos das mulheres, guarda do domingo, reformas presidiárias, linguagem profana, educação — todas essas questões e outras mais eram tratadas por sociedades específicas que trabalhavam para melhorar o que era bom e para combater o que era ruim.

O que tornou possível todas essas realizações foi uma vasta rede de sociedades de cooperadores voluntários, todas unidas sob uma grande bandeira de uma entidade chamada o Império da Benevolência. Em 1834 o rendimento anual total do Império da Benevolência foi aproximadamente o equivalente hoje a milhões de dólares, que rivalizavam com o orçamento inteiro do governo federal dos EUA naqueles dias!

Poucas pessoas percebem que das primeiras 119 universidades fundadas nos EUA, 104 foram iniciadas por cristãos para levar os estudantes a conhecer Deus. Essas universidades e escolas de ensino superior incluem Princeton, Dartmouth, Columbia, Harvard e Yale. Além do mais, de uma turma de quarenta mil estudantes que estavam se formando em 1855, dez mil se tornaram pastores — mais de 25 por cento! Portanto, quer fossem as escolas, hospitais, política ou os males da sociedade, os cristãos avivados sempre permitiram que sua religião fluísse em atitudes de misericórdia para com as pessoas simples que estavam no mundo.

Quando Deus se moveu poderosamente em nossa igreja em meados de 1990, nos tornamos incapacitados pelo amor por Ele que tínhamos começado a experimentar. Tudo o que queríamos era nos reunir, adorar e orar. Durante os primeiros seis meses do derramamento de Toronto, fizemos pouco mais do que nos reunir e orar — às vezes até trinta e quarenta e cinco horas por semana. Lembro-me de pensar: “Nada mais importa do que isso”. Então, depois que havíamos passado muito tempo na presença do Senhor ansiando apenas conhecer e amar a Deus, uma mudança sutil começou a ocorrer. Começamos a amar as coisas que Ele amava. O que pode ser diretamente atribuído à renovação que estávamos experimentando é que nos tornamos envolvidos com ministérios de misericórdia e ação social. Foi surpreendente o modo como Deus escolheu os meios.

Certa noite um empresário chamado John, que sabia ir direto ao que queria, havia marcado hora para me visitar. Ele e sua esposa, Sandra, vinham freqüentando nossa igreja havia pouco tempo. Ele era da tradição reformada holandesa e ela da tradição batista conservadora. Mediante uma série de encontros inesperados, o Senhor começou a lidar com John, primeiramente lhe falando ao coração, e então batizando-o com Seu amor. Então Deus começou a falar à consciência de John. Nos próximos dois a três meses, John começou a ouvir sinos audíveis toda vez que mentia ou torcia a verdade. Isso acontecia nas reuniões da empresa ou em casa. Finalmente, o Senhor disse: “Agora quero tudo de você! Amo você e chamei você para servir. Você será servo dos outros. Quero 30 por cento de seu tempo, seus pertences e suas finanças! Depois disso, quero que você comece a dar 50 por cento”.

Esse acontecimento acabou criando em John um estilo de vida tipo Bom Samaritano. Inicialmente foi aos poucos, à medida que John de modo bem criativo empregava mães solteiras para orar por sua empresa e vida espiritual. Logo sua família inteira se envolveu de modo bem ativo na luta contra o aborto. Ele e sua esposa aconselhavam as mães jovens a não matar seus bebês e à medida que elas iam tendo seus filhos, John tinha de lidar com outras necessidades que surgiam. Algumas das mães e seus bebês se mudaram para a casa de John. Sua família tinha de cinco a oito pessoas vivendo com eles durante os próximos seis anos. Em tempo, nasceu um plano para ajudar a elaborar oportunidades de moradia e empregos inovadores. Esse plano se concretizou na formação da Sociedade da Esperança.

Com uma equipe de dedicadas pessoas leigas, John e outros são líderes de sua própria entidade de ajuda aos necessitados. Antes, eles haviam acumulado edifícios inteiros de apartamentos e grandes casas valendo milhões de dólares. A sociedade hoje possui e administra moradias subsidiadas para mães solteiras necessitadas. Se isso não fosse suficiente, foi fundada a Esperança para as Nações. Sob essa organização, a equipe de líderes começou uma parceria com três orfanatos em áreas sub-desenvolvidas, mudando a vida de um grande número de crianças. Isso é só um exemplo de uma família que o reavivamento influenciou. Para a nossa igreja, a renovação se tornou o combustível que dirigiu centenas de cristãos comprometidos em direção a um novo foco de misericórdia — o ministério de Jesus. Evangelismo e misericórdia — é para aí que o Rio tem de fluir

Título original: Empowered for Missions & Mercy. Publicado originalmente no boletim Lutheran Renewal de maio de 2005: www.lutheranrenewal.org/

Traduzido e adaptado, com a devida permissão, por Julio Severo: www.juliosevero.com.br

9 de dezembro de 2005

A Munique de Spielberg: Em defesa da paz ou do mal?

A Munique de Spielberg: Em defesa da paz ou do mal?

Benjamin Shapiro
© 2005 Creators Syndicate, Inc.

O novo filme de Steven Spielberg, “Munich” (Munique), está marcado para estrear em 23 de dezembro. Ninguém viu o filme ainda, exceto a Revista Time, que com muita bajulação concedeu sua capa de 12 de dezembro para a “Obra Prima de Spielberg”. De acordo com o que foi relatado, Spielberg quer manter esse filme de 70 milhões de dólares sob sigilo absoluto até que as audiências finalmente possam vê-lo.

Não posso criticar a obra cinematográfica em si sem primeiro vê-la, mas esse filme tem todas as marcas do ponto de vista arrogante e elitista de Hollywood para com a política externa. Tony Kushner, dramaturgo socialista dos mais ferrenhos e autor da peça de propaganda homossexual “Angels in America”, escreveu o roteiro de “Munique”. Kushner, que declarou rindo no artigo da Time que “nunca gosta de passar lições para as pessoas”, chama o estabelecimento do Estado de Israel “uma calamidade histórica, moral e política para o povo judeu… Eu queria que o Israel moderno não tivesse nascido”.

Ele difama as Forças de Defesa de Israel, esnobemente declarando: “Deploro as táticas brutais e ilegais das Forças de Defesa de Israel nos territórios ocupados… De todas as pessoas, os judeus, com nossa história de sofrimento, não deveriam aceitar que nossos companheiros humanos sejam tratados assim”. Permitir que Kushner escrevesse o que provavelmente será visto como a obra cinematográfica definitiva sobre a matança de 11 atletas israelenses nas Olimpíadas de Munique em 1972 é de certa forma como permitir que Ramsey Clark [americano que defende Saddam Hussein] escrevesse a história definitiva da política externa dos Estados Unidos no Oriente Médio.

A mentalidade de Kushner — e presumivelmente a mentalidade de Spielberg, considerando que Spielberg empregou Kushner — denota uma perceptível tontice com relação ao bem e ao mal. Spielberg contou a Time que “Tony Kushner, eu e os atores não atribuímos características demoníacas a ninguém no filme. Não demonizamos nossos alvos. Eles são indivíduos. Eles têm famílias”. Esse é o problema: A esquerda de hoje, e a esquerda de Hollywood em particular, vê todo o mundo como humano.

Hitler era um indivíduo; Hitler tinha uma família. Presumivelmente, a mãe de Hitler gostava muito dele quando ele era criança. Hitler tinha uma mulher que o amava. Ele gostava de animais. Isso torna Hitler menos demoníaco? Isso o torna mais digno de simpatia? Não. Certas pessoas merecem ser caracterizadas com um caráter demoníaco, pois a atribuição de características demoníacas é simplesmente uma descrição precisa do mal deles. Os terroristas que mataram 11 atletas olímpicos israelenses não merecem simpatia alguma — eles merecem o ódio das pessoas do mundo inteiro que têm princípios éticos.

Mas para Spielberg e sua classe, o problema é odiar o mal. “Em algum lugar dentro de toda essa intransigência deve haver um anseio pela paz”, explicou Spielberg. “Porque o maior inimigo não são os palestinos nem os israelenses. O maior inimigo na região é a intransigência”. Até certo ponto, isso é verdade — mas só no mesmo sentido em que a intransigência dos poloneses em não se entregar logo a Hitler foi a causa da 2 Guerra Mundial.

O conflito árabe-israelense não é assim tão complicado, apesar das cores de variadas nuances que esquerdistas como Spielberg desejam colocar sobre o conflito. Uma população, os judeus, deseja viver em paz e segurança em sua pátria — e eles têm repetidamente demonstrado, chegando ao ponto de fazer loucuras, seu desejo de serem deixados em paz (veja os Acordos de Oslo). Outra população, os árabes, deseja arrancar os judeus para fora de sua terra natal e atirá-los ao mar, e não tolerará nenhuma concessão na busca dessa meta.

Há seres humanos de ambos os lados? É claro que há. Mas todo conflito humano envolve seres humanos. Só os seres humanos têm a capacidade moral de praticar o mal, pois só os seres humanos têm a capacidade de fazer escolhas morais. O mal não torna alguém menos humano — torna-o completamente humano em sua decisão de exercitar o livre arbítrio na busca da maldade. Só porque somos todos humanos não significa que todas as nossas condutas merecem o mesmo tratamento moral.

Spielberg e Kushner não concordam com isso. Na opinião deles, todos, não importando o nível de sua maldade, merecem respeito moral. Com essa finalidade, “Munique” inclui uma cena completamente fictícia em que o líder da unidade militar israelense de ataque Avner Kauffman conversa com o líder do grupo terrorista árabe. Naturalmente, o líder do grupo terrorista recebe a oportunidade de fazer-se eloqüente sobre a necessidade de ainda outra pátria árabe. “Essa cena significa tudo para Kushner e Spielberg”, relata a Time. É claro que significa. Para Neville Chamberlain, sentar-se na mesa de negociações com Hitler também signficava tudo.

Chega um momento em que a indulgência inútil de humanizar todas as formas do mal, reservada para os membros de elite dos países do Ocidente, deve chegar a um fim. Chega um momento em que se deve fazer uma escolha moral. Quando olhamos bem para a face de um Hitler, de um Stálin, de um terrorista palestino determinado a matar, precisamos fazer essa escolha. Se não fizermos, todos cairemos na mesma armadilha em que caíram Kushner e Spielberg — pois em algum momento, simpatia pelo mal representa, em si, o próprio mal.

Benjamin Shapiro formou-se recentemente na Universidade da Califórnia em Los Angeles e atualmente está matriculado na Faculdade de Direito de Harvard.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br

Fonte: http://www.wnd.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=47804

8 de dezembro de 2005

Frases

Curtas:

“Um veterano cientista e pesquisador do Centro Harvard de Estudos de População e Desenvolvimento defendia no passado o uso de camisinhas e agulhas esterilizadas para a prevenção da propagação do HIV/AIDS. Agora, depois de avaliar o Modelo ABC da AIDS [que promove principalmente a abstinência e a fidelidade], que é campeão de prevenção em Uganda, Edward Green diz que promover os valores da fidelidade e abstinência é de longe bem mais eficiente do que só promover o uso correto da camisinha”.

Fonte: BPNews


“Eu queria que o Israel moderno nunca tivesse nascido”.

Declaração de Tony Kushner, que escreveu o roteiro de “Munich” (Munique), filme produzido por Steven Spielberg que estreará nos EUA no dia 23 de dezembro. Kushner é escritor de peças de teatro, socialista ferrenho, autor da peça “Angels in America” (Anjos nos Estados Unidos), que faz propaganda homossexual. Kushner chama o estabelecimento do Estado de Israel “uma calamidade histórica, moral e política para o povo judeu”.

Fonte: WND
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Irã continua a perseguir cristãos

Irã continua a perseguir os cristãos

J. Lee Grady

O Pastor Ghorban Tori saiu, mas não voltou para casa em 29 de novembro de 2005. Sua família descobriu seu corpo ensangüentado no quintal da frente de sua casa numa cidade do norte do Irã.

O pastor evangélico de 50 anos foi morto a facadas. Sua esposa e quatro filhos, idades de 3 a 23, precisarão agora lidar não só com a dor da perda, mas também com o medo de que eles possam ser os próximos.

Há muito medo hoje entre as igrejas escondidas no Irã — que estão crescendo silenciosamente, mas de modo rápido, nos anos recentes. Poucas horas depois que Tori foi assassinado em 22 de novembro, a polícia secreta islâmica atacou de surpresa o lar do pastor em busca de Bíblias e livros na língua farsi. A polícia também fez uma varredura completa de todos os lares cristãos na área, de acordo com notícia da agência Compact Direct.

Uma fonte informou à agência Compact que 10 crentes foram presos e cruelmente torturados no fim de novembro. Os pastores também vêm sendo ameaçados. Os líderes evangélicos que dirigem cultos nos lares foram ameaçados: “O governo sabe do que vocês estão fazendo, e nós viremos atrás de vocês”.

Nem o assassinato do Pr. Tori nem a perseguição sistemática dos cristãos no Irã saem nas manchetes internacionais hoje em dia. E os meios de comunicação não parecem focalizar tanta atenção na principal fonte dessa violência — o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad. Muçulmano xiita ultraconservador, ele declarou publicamente que odeia tanto os cristãos quanto o Estado de Israel.

Uma fonte iraniana contou para Compact que Ahmadinejad recentemente convocou uma reunião especial dos governadores provinciais e anunciou que eles devem esmagar o crescimento das igrejas cristãs escondidas. De acordo com o que foi relatado, o presidente lhes disse: “Deterei o Cristianismo neste país”.

A eleição de Ahmadinejad em junho sinalizou uma mudança dramática no Irã. Em comentários que fez depois de sua eleição, o novo presidente prometeu inflamar a revolução muçulmana no mundo inteiro. Ele declarou: “Graças ao sangue dos mártires, uma nova revolução islâmica está surgindo e a revolução islâmica de 1384 [o atual ano no calendário iraniano], se Deus quiser, cortará pelas raízes a injustiça no mundo”.

Ahmadinejad acrescentou: “A onda da revolução islâmica logo chegará ao mundo inteiro”.

A declaração mais inflamatória do presidente veio apenas seis semanas atrás, quando ele exigiu a aniquilação de Israel. Falando numa conferência, ele disse: “O regime de ocupação de Oods [Jerusalém, ou Israel] tem de ser apagado da face da terra, e com a ajuda do Todo-Poderoso, logo experimentaremos um mundo sem os Estados Unidos ou o sionismo [movimento que promove a volta dos judeus a Israel]”.

Ahmadinejad está se transformando em outro Saddam Hussein. Se ele já não tem armas de destruição em massa estocadas perto de Teerã, ele está ocupado fabricando-as.

O que podemos fazer para impedir que esse louco utilize bombas contra os judeus em Israel ou extermine os cristãos de seu próprio país? Devemos agir do jeito bíblico que Ester agiu. Aliás, ela viveu no país que hoje é a região oeste do Irã. (Seu túmulo realmente permanece hoje na antiga cidade de Hamadã.) Quando Ester foi informada da trama de genocídio do cruel Hamã contra os judeus, ela chamou suas empregadas, convocou um jejum e apelou para o Deus do céu em busca de intervenção divina.

Foi isso também que os primeiros discípulos fizeram depois que o rei Herodes prendeu alguns cristãos, matou Tiago e aprisionou o apóstolo Pedro. A morte de Tiago motivou o povo de Deus a orar “intensamente” (Atos 12:5), e como resultado um anjo arrebentou as correntes de Pedro e o conduziu ileso para fora da prisão, passando por dois guardas armados e atravessando uma porta trancada até chegarem à reunião de oração.

Algumas pessoas, como o antigo apóstolo Tiago ou o Pastor Tori no Irã hoje, deixaram sua marca na história como mártires. Mas muitos Pedros estão pregando hoje no Irã, e eles estão enfrentando a morte — e nossas orações intensas poderão livrá-los da morte. Você crê nisso?

Em honra a nosso irmão Ghorban Tori e aos muitos crentes que foram assassinados no Irã nos anos recentes, vamos concordar em intercessão unida que Deus frustrará as tramas dos maus, abrirá as portas das prisões, dará novo ânimo às igrejas perseguidas e conduzirá milhões de iranianos a um encontro pessoal com Cristo.

J. Lee Grady é editor da revista Charisma e um jornalista premiado. Ele escreve uma coluna na Charisma Online duas vezes por semana. Para fazer a assinatura da Charisma Online, clique aqui.

Artigo original: Let Us Mourn For Ghorban, Charisma Online 2 dezembro de 2005. Traduzido e adaptado por Julio Severo:
www.julosevero.com.br