30 de novembro de 2005

Evangélicos de Paris Sentem as Pressões da Perseguição Muçulmana

Evangélicos de Paris Sentem as Pressões da Perseguição Muçulmana


Chad Groening
30 de novembro de 2005

(AgapePress) — Uma igreja evangélica de 300 membros na França poderá ser despejada de seu prédio graças à pressão da crescente população muçulmana da área. O contrato de aluguel do atual prédio da igreja expira hoje (30 de novembro).

A Igreja Temple de Paris localiza-se no subúrbio parisiense de Bagnolet. Nos 11 anos passados, a congregação precisou mudar de endereço seis vezes. Agora sua capacidade de continuar a fazer suas reuniões em seu atual local de 1.000 metros quadrados por 8.000 euros por mês está em perigo. Christine Thabot, a esposa do pastor da igreja, diz que a igreja vem trabalhando durante os meses passados para obter a autorização legal devida para comprar o prédio. Mas então um clérigo muçulmano local exigiu a autorização a fim de transformar o local em mesquita.

De acordo com Thabot, o imã exigiu essencialmente que se a igreja for atendida em seu pedido de autorização, ele também deve ser atendido em seu pedido de permissão para estabelecer uma mesquita. Então, segundo a esposa do pastor, a prefeitura decidiu: “Tudo bem, se isto é um problema tão grande assim, então queremos ambos fora dali agora”.

Thabot diz que a igreja acabou ganhando uma decisão judicial para manter sua autorização — mas então os muçulmanos ameaçaram o dono do prédio. Ela afirma que um grupo muçulmano fez pressão sobre o dono, dizendo-lhe que ele deveria despejar a igreja do prédio depois que o contrato de aluguel expirar em 30 de novembro, “caso contrário, infernizaremos a sua vida”.

“Ele nos enviou uma carta dizendo que em 30 de novembro de 2005 teríamos de sair do prédio, porque essas pessoas o estavam ameaçando”, afirmou ela.


O dono deu à igreja a opção de alugar o prédio para propósito que não sejam igreja, declarou ela. Mas se realizarem cultos, eles arriscam problemas com as autoridades. “Se quisermos continuar no prédio, temos de alugá-lo de novo não como igreja, mas como pessoas particulares — e então ficar ali à força e ter de lutar”, revela ela.

De acordo com Thabot, eles têm a intenção de permanecer. “Muitos, muitos pastores deixaram essa região e então os muçulmanos tomaram o controle desses prédios”, diz ela. “Por isso, agora queremos ficar — e essa é nossa decisão”. Mas eles ficam pensando por quanto tempo conseguirão fazer cultos antes de serem despejados pelas autoridades.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com


Chad Groening, colaborador regular de AgapePress, trabalha como jornalista da American Family Radio News.

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Fonte:
http://headlines.agapepress.org/archive/11/302005b.asp

29 de novembro de 2005

Pastor Sueco É Inocentado da Acusação de Discurso de Ódio contra os Homossexuais

O Pastor Sueco Ake Green É Inocentado da Acusação de Discurso de Ódio contra os Homossexuais

Terry Vanderheyden

ESTOCOLMO, Suécia, 29 de novembro de 2005 (LifeSiteNews.com) — O Supremo Tribunal da Suécia inocentou o Pastor Ake Green da acusação de incitar ódio contra os homossexuais.

O veredicto de hoje, de 5 a 0, sustentou que o sermão de Green estava protegido pela liberdade de expressão e religião. Green havia sido condenado e sentenciado por um tribunal inferior em 2004 pelo que classificaram de discurso de ódio. Embora os meios de comunicação falsamente afirmassem que Green se referiu aos homossexuais como “tumor cancerígeno” na sociedade, Green contou aos tribunais que ele estava se referindo aos atos homossexuais, não às pessoas. Aliás, a única referência semelhante em seu sermão de 2003 foi este trecho em que ele declara: “As anormalidades sexuais são um profundo tumor cancerígeno na sociedade inteira”. Uma corte de apelos mais tarde anulou a condenação.

Logo após a decisão, Green disse à rádio pública sueca: “Isso significa que podemos continuar a falar do jeito que temos falado. Portanto, faz-me sentir bem que tenham decidido de um modo que não haja nenhuma violação ao nosso jeito de pregar”, de acordo com notícia da Associated Press. “Não me retrato do que eu disse”, Green disse em sua audiência no Supremo Tribunal em 9 de novembro. “Ainda acho que precisamos ter a liberdade de expressar nossas convicções sem terminar na cadeia e se isso acontecer, estarei mostrando a que ponto ridículo as coisas chegaram”.

O presidente do tribunal, o Juiz Johan Munck, comentando sobre o caso, disse que os juízes haviam levado em consideração decisões jurídicas anteriores alcançadas pela Corte da União Européia em Estrasburgo, França. “Se Ake Green tivesse sido condenado por incitamento devido a seu sermão, então com toda probabilidade os suecos teriam sido repreendidos na Corte Européia”, Munck declarou.

Em entrevista à radio e televisão da Suécia, Munck acrescentou: “Considerando as circunstâncias à mão, o Supremo Tribunal acha que é provável que a Corte Européia — se fosse julgar o caso — chegaria à conclusão de que seria violação das Convenções Européias se Ake Green fosse condenado devido às declarações em seu sermão”.

Green, pastor de uma igreja Pentecostal em Kalmar, Suécia, teve sua sentença suspensa em julho de 2004 por um tribunal inferior por incitar ódio contra os homossexuais. Ele foi processado em janeiro de 2004 por “discurso de ódio contra os homossexuais” por seu sermão. Em fevereiro de 2005, uma corte de apelos anulou a condenação, dizendo que não era ilegal pregar as próprias crenças do púlpito.

O principal promotor público da Suécia discordou da conclusão da corte de apelos, afirmando que o sermão de fato não equivaleu a discurso de ódio, e exigiu uma revisão do caso.

Green foi inicialmente condenado sob uma nova lei sueca de crimes de ódio, que entrou em vigor em 2003. A lei torna ilegal qualquer expressão de “desrespeito” ou “incitamento” “para com um grupo de pessoas”, inclusive grupos com “inclinações sexuais”. Os que violarem a lei de crimes de ódio poderão ser sujeitos a dois anos de prisão. Se uma declaração contra qualquer grupo particular for “de modo especial ameaçadora ou desrespeitosa” ou “for espalhada a um grande número de pessoas”, o crime é considerado “grave” e o criminoso poderá ser sujeito a quatro anos de prisão.

Originalmente publicado por LifeSiteNews.com com o título Swedish Pastor Ake Green Acquitted of Hate Speech against Homosexuals.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com


Ativistas gays de toda a Europa esperavam transformar pastor em exemplo

Green foi o primeiro pastor evangélico a ser condenado sob a legislação de crimes de ódio da Suécia, quando um tribunal inferior o condenou por incitar ódio contra os homossexuais. Green diz que a decisão do Supremo Tribunal é um alívio para ele e para os outros pregadores. Benjamin Bull, advogado do Alliance Defense Fund, que ajudou o Pastor Green, declarou antes da decisão que os ativistas homossexuais da Suécia e de toda a Europa queriam utilizar o pastor como exemplo.

Tradução e adaptação de Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte:
http://headlines.agapepress.org/archive/11/292005h.asp


A reação da Suécia ao caso de Green

A reação da Suécia ao caso de Green foi mista. A mídia sueca noticiou que um dos membros do Parlamento sueco, que se identificou como cristã, disse que ela crê que Green “provavelmente vai para o inferno quando morrer”.“É para o inferno que vão as pessoas que se consideram cristãs e desafiam a mensagem cristã de amor”, disse a parlamentar liberal Birgitta Rydberg.Mas o líder do Partido Democrático Cristão da Suécia, Goran Hagglund, elogiou o tribunal por seu veredicto, dizendo que não é papel dos tribunais interpretarem a Bíblia.Enquanto isso, os ativistas homossexuais suecos revelaram que poderão buscar uma lei mais rígida para silenciar “os discursos de ódio”.

Tradução e adaptação de Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte:
http://www.family.org/cforum/news/a0038730.cfm

Nenhum sinal de luz verde para Ake Green


O Pastor Green foi arrastado ao tribunal, ameaçado com prisão e ele diz que não vai mais pregar sobre esse assunto. “Todos sabem minha posição nessa questão”, disse Ake Green. Isso é precisamente o que significa a frase “efeito assustador”. Johan Munck é o presidente do Supremo Tribunal da Suécia. Ele avisou as outras pessoas: “Não acredito que isso [a decisão inocentando Green] dá luz verde para sermões semelhantes”. Agradecemos a Deus que o Pastor Green foi poupado. Mas a luz do farol que está brilhando da Suécia para os pregadores em todo o mundo já está no amarelo.


Tradução e adaptação de Julio Severo: www.juliosevero.com


Fonte: Washington Update, 30 de novembro de 2005.




Outros artigos sobre a questão homossexual na Suécia:

Aconteceu em 2002: Suécia Adota Medidas para Tornar Crime a Oposição ao Homossexualismo

Aconteceu em 2004: Pastor Sueco é Condenado à Prisão por Pregar sobre o Homossexualismo

Aconteceu em 2004: Pastor Processado por Alegado Discurso Discriminatório Encoraja a Igreja a Evitar a Timidez

Aconteceu em 2005: Pastor Sueco Vence Processo que o Condenava por Crime de Preconceito Homossexual

Supremo Tribunal da Suécia Reverá Decisão que Inocentou Pastor Condenado por “Crime de Preconceito” por Pregar contra o Homossexualismo

Julgamento de Pastor Sueco Acusado de Crime de Ódio contra os Homossexuais Utilizado como Oportunidade para Evangelizar

'Namorados' que dormem na própria casa da 'namorada' aumentam risco para as crianças

“Namorados” que dormem na própria casa da “namorada” aumentam, 48 vezes mais, o risco de abuso e morte para crianças

Hilary White

CHICAGO, EUA, 9 de novembro de 2005 (LifeSiteNews.com) — Estudos de pesquisadores da Universidade de Chicago e da Universidade de Missouri-Columbia mostra que crianças que vivem em lares ocupados pelos namorados de suas mães ou outras pessoas que não são parentes correm 48 por cento mais risco de morrer de abuso infantil do que crianças que vivem com dois pais biológicos.


“Não é a condição de mãe solteira ou pai solteiro em si que coloca a criança em risco”, disse o Dr. Bernard Ewigman, co-autor do estudo. “É a presença na casa de adultos que não são parentes, geralmente um homem que namora a mãe. Tal situação aumenta dramaticamente os riscos”.


O estudo, intitulado “Mortes de Crianças Resultantes de Ferimentos Infligidos: Fatores Domésticos de Risco e Características dos Perpetradores”, foi publicado na edição de novembro de Pediatrics, a revista oficial da Academia Americana de Pediatria. O estudo examinou todas as crianças de 5 anos de idade que morreram no Missouri entre 1 de janeiro de 1992 e 31 de dezembro de 1999.


Os autores do estudo escrevem no resumo disponível online: “Identificamos 149 mortes por ferimentos infligidos em nossa população durante o período do estudo de 8 anos. Crianças que residem em casas com adultos que não são parentes sofreram quase 50 vezes mais a probabilidade de morrer de ferimentos infligidos do que crianças residindo com 2 pais biológicos”.


Traduzido e adaptado do original Live-In Boyfriends Increase Risk of Child Death by 48 Times. Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: LifeSiteNews.com - Wednesday November 9, 2005.

28 de novembro de 2005

O que o socialismo faz por uma grande nação

Depois de anos de socialismo no governo da Alemanha, como estão os alemães hoje? Assim informa o jornal inglês Telegraph:
 
Estudos mostram que os alemães estão entre as nações mais infelizes e pessimistas do mundo. A origem principal dessa tristeza são os problemas econômicos e o desemprego cronicamente elevado.

Radicalismo contra os cristãos

Será realizado em São Paulo nos dias 29 e 30 de novembro um seminário intitulado Fundamentalismo e Direitos Reprodutivos. Para quem não sabe, direitos reprodutivos é um termo traiçoeiro utilizado para encobrir as questões de aborto e sexo. Para quem também não sabe, fundamentalismo, quando aplicado aos cristão, é um termo utilizado para mostrar que os cristãos são radicais e são contra todas as coisas boas da vida. Acredite se quiser, agora uma dessas coisas boas que os cristãos "fundamentalistas" estão atacando é o ato de matar bebês que estão se desenvolvendo na barriga de suas mães!

Esses radicais amantes do assassinato de bebês estão extremamente incomodados com os cristãos que não aceitam suas "idéias avançadas". Não quer ser chamado de fundamentista por esses críticos implacáveis? É simples: é só apoiar o aborto e o homossexualismo...

O encontro tem como objetivo exclusivo atacar os valores cristãos, promover novos "valores" e ampliar a aceitação de direitos reprodutivos (aborto) e da diversidade sexual ou gênero (homossexualismo) no Brasil, com amplo apoio financeiro de instituições governamentais e não governamentais do Brasil e do exterior.

Os temas desse seminário a favor do aborto e contra os cristãos que não aceitam o aborto são:

Painel 1: A RELIGIÃO E OS DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS

Opinião de Católicas(os) brasileiras(os): direitos sexuais e direitos reprodutivos e relação

Católicas pelo Direito de Decidir

Relações de Gênero e Direitos Sexuais e Reprodutivos em Contextos Religiosos

KOINONIA -- Presença Ecumênica e Serviço

O papel da religiosidade na perspectiva e no agir de médicos ginecologistas em relação ao aborto previsto por lei, à anticoncepção de emêrgencia e ao DIU

Cemicamp -- Centro de Pesquisas Materno-Infantis de Campinas

PAINEL 3: AMPLIANDO O DEBATE SOBRE O ABORTO

Estratégias Jurídicas de Proteção dos Direitos Reprodutivos: O Aborto e os Direitos Humanos das Mulheres

Diálogos sobre o aborto: a construção do direito ao aborto legal e seguro

Cfemea -- Centro Feminista de Estudos e Assessoria

Mobilização Social e Aborto no Brasil: Construindo Caminhos para a Legalidade

PAINEL 4: CONTEXTO INSTITUCIONAL E A DIVERSIDADE SEXUAL

Direito à Homoparentalidade

Diversidade sexual na escola: novas práticas educativas sobre sexualidade e cidadania

ECOS -- Comunicação em Sexualidade

Direitos Sexuais e Reprodutivos - posicionando o campo feminista e ampliando o debate no campo dos Direitos Humanos

Grupo Transas do Corpo Ações Educativas em Saúde e Sexualidade

Informando e capacitando jovens, construindo novos valores e atitudes

Grupo de Mulheres Negras "Mãe Andresa"

A abertura do seminário será feita pelas seguintes instituiões governamentais e não governamentais:

Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo

Secretaria da Cultura da Município de São Paulo

Rede Feminista de Saúde

Centro Brasileiro de Análise e Planejamento / CEBRAP

Comissão de Cidadania e Reprodução / CCR


O seminário é patrocinado pela Fundação MacArthur, instituição americana que costuma financiar projetos a favor do aborto e homossexualismo em países do Terceiro Mundo.


Fundamentalismo e direitos reprodutivos

Nos dias 29 e 30 de novembro será realizado o III Seminário Anual do Programa de Apoio a Projetos em Sexualidade e Saúde Reprodutiva (Prosare), cujo tema central é “Fundamentalismo e Direitos Reprodutivos". O encontro contará com cinco painéis: "A religião e os direitos sexuais e reprodutivos", "Fundamentalismo e poder", "Ampliando o debate sobre o aborto", "Contexto institucional e a diversidade sexual" e "Intervenções sociais no campo dos direitos reprodutivos".

No seminário ainda serão apresentados os resultados dos 14 projetos apoiados pelo Prosare no biênio 2004/2005. Inscrições e informações em www.ccr.org.br ou pelo telefone (11) 5575-7372.

Fontes:

http://www.ccr.org.br/prosare/docs/convite.pdf

http://arruda.rits.org.br/notitia1/servlet/newstorm.notitia.apresentacao.ServletDeSecao?codigoDaSecao=14&dataDoJornal=atual

26 de novembro de 2005

Educação em Casa: Solução Oportuna para as Fracassadas Escolas Públicas

Educação em Casa: Solução Oportuna para as Fracassadas Escolas Públicas

Bill Fancher
23 de novembro de 2005

(AgapePress) — Uma campanha para dobrar o número de estudantes americanos na educação escolar em casa já decolou e está em plena movimentação. A resposta tem sido positiva. E. Roy Moore, o homem por trás do lançamento do projeto “
Educando em Casa Família por Família”, crê que chegou o tempo certo de promover a educação em casa.

“Nos EUA, o movimento de educação escolar em casa entre os evangélicos amadureceu”, diz Moore, “e chegou a hora de ir ao ataque e se envolver mais em objetivos evangelísticos em nossas apresentações”. Ele crê que a educação em casa com base na fé é uma opção cada vez mais atraente, principalmente porque a crescente influência homossexual nas escolas públicas e as políticas escolares que desrespeitam os pais na questão da educação sexual e do aborto estão aumentando o nível de preocupação de muitos pais hoje.

Além disso, observa o defensor da educação em casa, os padrões fracos da educação, a engenharia social na sala de aula e as drogas e a violência nos locais das escolas levaram a um crescimento do movimento de educação escolar em casa nos anos recentes. Enquanto isso, ele aponta, a educação escolar em casa tem experimentado mudanças tremendas. No começo, esse movimento era visto com suspeita e ceticismo pelo governo e pelas autoridades da área da educação, mas o movimento cresceu tanto que agora tem a capacidade de realizar grandes convenções estaduais e feiras de currículos e até exercer influência nas assembléias legislativas em toda a nação americana.

No passado, as famílias envolvidas na educação em casa eram rejeitadas pela sociedade, Moore afirma, “mas a maré mudou, e hoje são os cristãos que enviam os filhos à escola pública que estão na defensiva”. Agora são os pais que têm filhos nas escolas do governo, diz ele, que devem “dar explicações do motivo por que fazem tal coisa terrível”.

A campanha Educando em Casa Família por Família está encorajando os educadores bem experientes da educação em casa a estender a mão de comunhão como conselheiros, ajudando outras famílias a lançar fora o medo a fim de explorar a opção da educação escolar em casa. O projeto incentiva os educadores experientes de educação em casa a ajudar pelo menos uma família novata por ano alcançando parentes e amigos e auxiliando-os enquanto eles dão seus primeiros passos na educação em casa — e além disso, à medida que surgem as oportunidades, partilhando o Evangelho com os pais que estão começando a dar a seus filhos educação escolar em casa.

A educação escolar cristã em casa, afirma Moore, dá uma resposta aos pais e mães aflitos que estão procurando uma alternativa que respeite a fé e os valores da família, no lugar das escolas públicas que estão fracassando e se corrompendo cada vez mais. O diretor do projeto Educando em Casa Família por Família diz que ele espera ver milhões mais de crianças sendo educadas em casa durante os próximos cinco a sete anos, à medida que essa opção educacional cada vez mais popular demonstra ser “uma dos lugares mais claros de reavivamento e renovação de nossas famílias e igrejas em nossa nação”.

Bill Fancher, colaborador regular de AgapePress, trabalha como jornalista de American Family Radio News.

Traduzido e adaptado por Julio Severo:
www.juliosevero.com.br

Fonte:
http://headlines.agapepress.org/archive/11/afa/232005e.asp

Artigos sobre escola e educação de crianças

A Marca da Besta

Governo vai dar camisinhas para crianças de 10 anos nas escolas

Evolução: Uma Heresia em Nome da Ciência

Homossexualizando as crianças de escola?

Educação escolar em casa, a opção adequada para os pais cristãos

O motivo por que a cortesia e os bons hábitos são importantes

Famílias Evangélicas Sofrem Perseguição na Alemanha

Pai é preso depois de protestar contra livro gay que filho de 6 anos recebeu na escola

É certo matricular os filhos na escola pública?

Tim LaHaye e as Escolas Públicas

Educação sobre Abstinência Faz a Diferença

Pré-Escola Prejudica os Talentos Sociais e o Desenvolvimento Emocional das Crianças

Menina prodígio tem paixão por Jesus

21 de novembro de 2005

Civilização Sob Cerco — os Tumultos em Paris

Civilização Sob Cerco — os Tumultos em Paris

Dr. Albert Mohler

“A civilização é terrivelmente frágil”, argumentou C. P. Snow. “Não há muita diferença entre nós e os horrores lá de baixo, a não ser uma cobertura de verniz”.

A declaração de Snow assume um sinistro significado sutil à luz da fúria dos tumultos em Paris e arredores. Durante as últimas duas semanas, manifestações, tumultos, queima de carros e vários outros atos de violência se espalharam nos encraves suburbanos em que as minorias étnicas — em grande parte imigrantes do Norte da África — se reúnem. A violência não se limitou à França. Violência semelhante irrompeu em Bruxelas e outras cidades européias. Evidentemente, algo saiu terrivelmente errado.

Enquanto muitos nos meios de comunicação do Ocidente tentam minimizar a extensão e natureza dessa violência, a fumaça das queimas se espalha e os escombros se acumulam. O mundo inteiro assistia enquanto a França era atirada a um estado de emergência, com badernas, brigas nas ruas e incêndios propositados envolvendo vizinhanças inteiras. A reação fraca, lerda e confusa do governo francês só agravou o problema. Muito embora o governo declarasse estado de emergência, as autoridades francesas ainda negam a extensão da desordem.

Há anos que observadores alertam que a Europa se colocou numa posição de tremenda vulnerabilidade. Enquanto os índices de nascimentos na Europa caíram abaixo dos níveis de substituição da população, os imigrantes — a grande maioria de países muçulmanos — são recebidos com expectação e introduzidos no mercado de trabalho. Até certo ponto, muitas das nações da Europa Ocidental construíram a expansão econômica que experimentaram durante as décadas de 1960 e 1970 numa base de trabalho de imigrantes.

Agora, a França e seus países vizinhos estão colhendo o que semearam. O crescimento econômico das décadas de 1960 e 1970 deu lugar para a estagnação econômica e desemprego abundante. Os jovens que hoje estão criando tumultos nas ruas de Paris representam a segunda geração de imigrantes, e eles enfrentam um futuro sombrio com pouca esperança de ganhar empregos ou pouca chance de alcançar a visão européia de felicidade e prosperidade.

Além disso, eles não querem adotar essa perspectiva européia em primeiro lugar. Esses habitantes de encraves de minoria, que são a segunda geração de imigrantes, querem muito mais do que seus pais manter firme sua identidade islâmica e forçar a França inteira a aceitar seus planos e metas.

A França hoje abriga aproximadamente seis milhões de muçulmanos, a maioria de ascendência africana. Essa população muçulmana, a maior da Europa, representa quase dez por cento da população total da França. “O governo realmente não percebeu que estamos enfrentando uma importante crise política”, disse Patrick Lozes, presidente do Círculo para a Promoção da Diversidade na França, em entrevista ao jornal The Washington Post. “O modelo social francês está se destruindo”.

Aliás, conforme comentou o jornal The Wall Street Journal, “A França é a principal área de teste para a capacidade do continente europeu de introduzir em sua sociedade essa minoria que está crescendo rapidamente”. A França não está indo bem no teste.

Os europeus se orgulham de rejeitar o conceito americano de assimilação. Em vez de assimilar os imigrantes na cultura da maioria do país, a França (juntamente com a maioria das outras nações da Europa Ocidental) sempre incentivou os imigrantes a manter sua própria identidade, língua e cultura e criou um modelo sem assimilação que agora contribui para esse conflito na sociedade francesa.

Sem dúvida, os protestos estão ligados a realidades econômicas. Jovens que têm pouca oportunidade de empregos e poder econômico podem facilmente escolher ficar de fora do projeto inteiro da sociedade — principalmente quando eles nunca foram convidados para fazer parte dela em primeiro lugar. O desemprego entre os cidadãos franceses de vinte anos agora está em vinte por cento, e o índice de desemprego da população das minorias da mesma idade na França é de quarenta por cento. Só isso já é receita para desastre.


Apesar disso, a explicação econômica é tristemente insuficiente. Os agitadores, muitas vezes identificados na imprensa como “jovens”, são agentes de violenta fúria e anarquia social. Como comenta o observador Mark Steyn, os tumultos estão agora tomando a forma de “uma campanha consideravelmente astuta e treinada”. Os terroristas urbanos que estão provocando tumultos na França aproveitaram suas dicas de terroristas do Oriente Médio, onde queimas de carros e manifestações de violência se tornaram meios de protestos políticos rotineiros.

Paul Belien, escrevendo da Bélgica, menciona que a França não mais consegue se defender contra as forças do barbarismo. “Os pais dos agitadores saíram de países muçulmanos para ir para a França, aceitando o fato de que, embora permanecessem muçulmanos, eles haviam chegado para viver num país que não era muçulmano. Diferente de seus pais, os agitadores vêem a França como seu país”, explica ele. “Eles nasceram aqui. Essa terra é terra deles. E já que eles são muçulmanos, essa terra, ou pelo menos parte dela, é também muçulmana”.


Além disso, Belien argumenta que os agitadores não são movidos por revolta, mas por extremo ódio. Esses jovens agentes de desordem não odeiam simplesmente suas limitadas perspectivas econômicas, mas a própria civilização que os abrigou. “É ódio”, Belien insiste. “Ódio provocado não pela injustiça sofrida, mas que se origina num sentimento de superioridade. Os ‘jovens’ não culpam os franceses, eles os desprezam”.

Steyn comenta que as manifestações de violência em toda Paris e outros lugares representam “o começo de uma longa guerra civil na Eurábia”. Steyn, juntamente com outros observadores preocupados, compreende que a Europa está caminhando direto para um futuro muçulmano. Afinal, os muçulmanos estão tendo bebês num índice que ultrapassa de longe os europeus naturais. Além disso, eles são movidos por uma agenda política clara, profundas convicções muçulmanas e um conceito claro e coerente do que eles querem que a sociedade seja — um Estado muçulmano.

Embora possuam um enorme senso de superioridade cultural, os franceses por outro lado não mais possuem um conceito claro ou coerente do que significa ser francês. Eles frisam tolerância, mas têm adotado forças da intolerância radical.

Conforme explica Thomas Sowell: “No nome da tolerância, esses países importaram a intolerância, da qual o crescente anti-semitismo na Europa é só um exemplo. No nome do respeito a todas as culturas, as nações do Ocidente acolheram pessoas que não respeitam nem as culturas nem os direitos da população no meio das quais elas vieram se estabelecer”.

O conceito de “Eurábia” de Steyn também aponta para as ligações entre a violência na França e o ódio fervilhando no Oriente Médio. Por várias décadas, a França tentou apaziguar seus cidadãos muçulmanos apoiando os governos árabes, criticando Israel e oferecendo assistência financeira a grupos radicais como o Hamas. Presumivelmente, os frustrados jovens muçulmanos da França deveriam ser gratos pelo apoio do governo francês ao extremismo muçulmano no Oriente Médio. O que foi que deu na cabeça dos franceses para acharem que o extremismo permaneceria fora de suas próprias fronteiras?

As agitações na França deveriam servir para mostrar de modo marcante os profundos compromissos culturais que são fundamentais para a civilização. Nenhuma sociedade pode resistir à ameaça de excessiva anarquia em seu meio. A civilização é sempre uma realização — um trabalho e projeto adotado e apoiado pela vasta maioria dos cidadãos, que entram num pacto social pelo bem comum.

A França tem lutado com esses ideais desde a Revolução Francesa. Diferente da Revolução Americana, que foi estabelecida numa perspectiva cristã herdada e as correntes conservadoras do Iluminismo, a Revolução Francesa foi radical, violenta, anarquista e altamente secular.

Aliás, o secularismo tem sido um projeto oficial da França durante a maior parte dos últimos dois séculos. Enquanto os revolucionários franceses substituíram a cruz sobre o altar da Catedral de Notre Dame pela semelhança da deusa Razão, os franceses têm se orgulhado da natureza altamente secular de seu experimento cultural.

De um ângulo, esse experimento parece ser um sucesso radical. Afinal, só uma pequena minoria dos cidadãos franceses se considera cristã ativa. O Cristianismo não desempenha quase nenhum papel público no país e sua cultura pública. Por outro lado, é agora evidente que esse secularismo, adotado com tanto entusiasmo como um projeto nacional, deixou um vazio imenso na alma da civilização francesa. Assim como a natureza detesta o vazio, o vazio secular não sobreviverá por muito tempo. Os jovens muçulmanos que estão agora se manifestando enlouquecidamente nas ruas de Paris querem encher esse vazio com a fúria muçulmana.

O escritor Theodore Dalrymple fala de “bárbaros às portas de Paris”. Os que honram a civilização e entendem, com C. P. Snow, que a civilização é “terrivelmente frágil”, precisam olhar para a França com preocupação e seriedade. Será que a civilização da Europa logo será algo do passado?
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Albert Mohler Jr. é presidente do Seminário Teológico Batista do Sul em Louisville, Kentucky. Para conhecer mais artigos e outros materiais do Dr. Mohler, visite seu site: www.albertmohler.com

Traduzido e adaptado por Julio Severo:
www.juliosevero.com

19 de novembro de 2005

Aumenta o número de casos de HIV entre praticantes do homossexualismo

Aumenta o número de casos de HIV por causa do homossexualismo

Terry Vanderheyden

WASHINGTON, EUA, 18 de novembro de 2005 (LifeSiteNews.com) — Embora os índices de novos casos de HIV, o vírus que causa a AIDS, estejam em declínio entre heterossexuais e usuários de drogas intravenosas, autoridades americanas da área da saúde estão se mostrando muito preocupadas com um aumento de oito por cento nos índices de HIV em homens homossexuais e bissexuais em um ano.

Avaliando o aumento na propagação do vírus de 2003 a 2004, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA informaram que o aumento de oito por cento no casos entre homens que cometem sodomia com homens “foi estatiscamente importante” nos 33 estados americanos que informaram sobre os casos de HIV, de acordo com a publicação dos CCPD, o Relatório Semanal de Doenças e Mortalidade.

Além disso, os CCPD informaram que a maioria das infecções de HIV em mulheres ocorreram como conseqüência do que a organização chama de conduta sexual de “alto risco”, que inclui sexo com homens bissexuais, embora estima-se que vinte e cinco por cento dos indivíduos que vivem com o HIV não saibam que estão infectados.

Os CCPD preveniram que o índice do aumento do HIV pode estar refletindo de modo real o aumento da doença, principalmente porque os índices de transmissão estão se elevando por causa de infecções que estão ocorrendo ao mesmo tempo em que há doenças sexualmente transmissíveis como a sífilis — que também está subindo assustadoramente entre homens homossexuais.

O restante do artigo encontra-se aqui, em inglês:
http://www.lifesite.net/ldn/2005/nov/05111812.html


Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com

Supremo Tribunal da Suécia julga pastor

Julgamento de Pastor Sueco Acusado de Crime de Ódio contra os Homossexuais Utilizado como Oportunidade para Evangelizar

John-Henry Westen e Terry Vanderheyden

ESTOCOLMO, Suécia, 15 de novembro de 2005 (LifeSiteNews.com) — O pastor sueco Ake Green, aparecendo diante do Supremo Tribunal da Suécia em 9 de novembro para responder à acusação de “crime de ódio” por pregar um sermão sobre o homossexualismo em 2003, aproveitou a ocasião para evangelizar a nação.

O representante da entidade evangélica Focus on the Family nas Nações Unidas, Thomas Jacobson, relatou que o julgamento foi providencialmente transmitido pela televisão nacional, dando assim para Green a oportunidade de apresentar e defender seu sermão original para toda a nação através da televisão. “Isso foi sem precedente na história da Suécia”, Jacobson disse, “que uma audiência do Supremo Tribunal seja transmitida para toda a nação”.

“Todos ouviram primeiramente seu sermão original, então subseqüentemente o ouviram falar por 45 minutos”, declarou Jacobson. “Exatamente como ocorreu com o Apóstolo Paulo, quando ele era detido e às vezes preso, (o Pr. Green) teve a oportunidade de declarar a verdade e declarar o Evangelho de Jesus Cristo — e a compaixão e o perdão que são disponíveis — de um modo que nunca se viu antes”.

A Suécia está precisando urgentemente ser evangelizada na questão. Jared N. Leland, porta-voz e conselheiro legal do Fundo Becket — uma entidade internacional, interdenominacional e de interesse público de advogados dedicados a proteger a livre expressão de todas as tradições religiosas — escreveu um artigo defendendo o pastor. O artigo foi amplamente publicado na Suécia no ano passado. O Relatório Chalcedon citou Leland expondo a reação que ele recebeu. “Os colunistas dos jornais suecos reagiram com muita hostilidade”, disse ele. “Todos eles declaram: ‘Você não entende a cultura sueca. Esse homem [Pr. Green] deveria ir para a cadeia por dois anos — não seis meses!’”

Em 31 de outubro de 2005, o Fundo Becket apresentou seu depoimento para educar o Tribunal sobre a obrigação da Suécia de respeitar a prática religiosa, a expressão religiosa e a proteção igual das leis — direitos que são garantidos pelos Artigos 18, 19 e 26 do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, do qual a Suécia é signatário. Veja aqui o depoimento em inglês:
http://www.becketfund.org/files/e160b.pdf

O Pr. Green foi condenado de crime de ódio e sentenciado por um tribunal distrital a um mês de prisão em 20 de junho de 2004 por pregar um sermão em que ele disse: “O que essas pessoas precisam, que vivem debaixo da escravidão da imoralidade sexual, é de graça abundante. Ela existe. Portanto, encorajaremos os que vivem desse jeito a olhar para a graça de Jesus Cristo. Não podemos condenar essas pessoas. Jesus jamais fez pouco caso de ninguém. Ele lhes oferecia graça”. (Leia aqui o sermão completo do Pr. Green em inglês:
http://www.akegreen.com/sermon_transcript.htm)

A Corte de Apelos da cidade de Gota derrubou a condenação em 11 de fevereiro de 2005, mas o promotor público recorreu, a fim de que o caso fosse tratado pelo Supremo Tribunal. Se for condenado, o Pr. Green poderia enfrentar até dois anos de prisão.

De acordo com a cobertura da BBC, como parte de sua defesa pela televisão o Pr. Green declarou: “Penso que o homossexualismo e esse estilo de vida é anormal e eu quero ser livre para dizer isso. Minha mensagem é que os homens devem viver de acordo com as leis da criação, que significa a família normal constituída de uma mulher, um homem e crianças”. Ele também disse que, se for condenado, preferia prisão a serviço comunitário.

Publicado originalmente por LifeSiteNews.com, com o título “Homosexual Hate Crime Trial of Swedish Pastor Used as an Opportunity for Evangelization”. Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com

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Outros artigos sobre a questão homossexual na Suécia:

Aconteceu em 2002: Suécia Adota Medidas para Tornar Crime a Oposição ao Homossexualismo

Aconteceu em 2004: Pastor Sueco é Condenado à Prisão por Pregar sobre o Homossexualismo

Aconteceu em 2004: Pastor Processado por Alegado Discurso Discriminatório Encoraja a Igreja a Evitar a Timidez

Aconteceu em 2005: Pastor Sueco Vence Processo que o Condenava por Crime de Preconceito Homossexual

Supremo Tribunal da Suécia Reverá Decisão que Inocentou Pastor Condenado por “Crime de Preconceito” por Pregar contra o Homossexualismo

16 de novembro de 2005

Valeu a Pena Lutar pela Eleição de Lula?

Valeu a Pena Lutar pela Eleição de Lula?

Julio Severo

O Movimento Evangélico Progressista (MEP) vem lutando há anos para promover sua versão cristã do socialismo e atrair as ovelhas evangélicas do Brasil para os pastos socialistas.
Lula e o PT foram um dos grandes "beneficiados" por seus esforços, recebendo o voto de muitos eleitores evangélicos devido ao desempenho dos evangélicos progressistas nos bastidores políticos. A vitória eleitoral de Lula e do PT em 2002 também foi a mais importante vitória do MEP.

No entanto, qual é agora a reação do MEP diante dos graves escândalos de Lula e do PT? O site oficial do MEP oferece a seguinte resposta intitulada Refletindo sobre um Princípio Ético:


Nas disputas das CPIs percebemos um discurso que se fundamenta no fato de que as ações empreendidas não tinham interesses pessoais, mas a consolidação de um partido, que sempre lutou pelo direito e a justiça dos menos privilegiados. Em nome desta missão, quase que em uma síndrome "robinwood", justifica-se usar de caminhos escusos para ajudar "os mais necessitados". Isso é diferente do político que, consciente de sua desonestidade, tira para si o que não lhe próprio. O grande problema é que os primeiros acham que por estarem a serviço dos "menos privilegiados", colocam-se para além da lei e da ordem, não consideram sua atitude réproba, enquanto que os outros têm consciência de seus atos criminosos.

A declaração está até certo ponto boa, mas não revela nem retrata
a participação do MEP na consolidação do mencionado partido através da busca do voto dos evangélicos nas eleições de 2002. O MEP em momento algum parou para expressar arrependimento por ajudar a colocar no governo do Brasil um partido que, além de todas as muitas denúncias de corrupção, tem feito mais para promover o aborto e o homossexualismo do que qualquer governo já fez em nossa nação. A declaração do MEP só se limitou a sugerir que até quando roubam, os esquerdistas o fazem pelo bem dos menos favorecidos. Todos os outros ladrões roubam somente para se beneficiar, enquanto os ladrões socialistas roubam exclusivamente para ajudar os pobres. Até no roubo os socialistas são altruístas! Para o MEP, o roubo é errado, mas de todos os ladrões, os socialistas são diferentes, porque não pensam em si, mas só nos pobres.

Em vez de usar e abusar do Evangelho para defender e promover a ideologia socialista entre os evangélicos, os evangélicos progressistas deveriam fazer o que todo cristão genuíno é chamador a fazer: pregar o Evangelho a toda a criatura. Essa é a única paixão que vale a pena.

Contudo, o socialismo está bem no coração do Movimento Evangélico Progressista. Assim o Dicionário Aurélio define o termo progressista:


Diz-se de quem, não pertencendo a um partido socialista ou comunista, aceita e/ou apóia, no entanto, os princípios socialistas ou marxistas.

A paixão do MEP pelo socialismo é tão incontrolável e absurda que seu site na Internet contém até mesmo um link direto para o site do radical MST.

Em vez de rebaixarem o Evangelho por amor à causa socialista, eles deveriam rebaixar o socialismo por amor ao Evangelho. Enquanto a ideologia socialista é inegavelmente responsável por incontáveis milhões de assassinatos de vítimas inocentes e suas bandeiras costumem representar, com toda justiça, o vermelho de todo esse sangue derramado, o Evangelho tem, através do sangue derramado do Senhor Jesus Cristo, transformado incontáveis milhões de pessoas que foram verdadeiramente libertas do cativeiro do pecado. Só o Evangelho liberta, inclusive do cativeiro das ideologias humanas e satânicas.

Fonte:
www.juliosevero.com

15 de novembro de 2005

Comissão de “Direitos Humanos” Nega Direito da Maioria Cristã de Fiji de Realizar Marcha contra o Homossexualismo

Comissão de “Direitos Humanos” Nega Direito da Maioria Cristã de Fiji de Realizar Marcha contra o Homossexualismo

REWA, Fiji, 10 de novembro de 2005 (LifeSiteNews.com) — A Igreja Metodista de Fiji, que tem como membros aproximadamente um quarto dos cidadãos de todo o país de Fiji, teve negada sua permissão de realizar uma marcha para protestar contra a invasão de grupos políticos homossexuais na sociedade tradicionalmente cristã de Fiji. A marcha deveria ter sido um protesto contra a decisão de um tribunal que defendeu, baseando-se na constituição, o recurso de um turista australiano e um homem de Fiji contra uma condenação de relações homossexuais. A marcha proibida deveria ter sido a segunda feita pelos metodistas. A primeira ocorreu na cidade de Nausori no começo deste ano.

Fiji é um país independente no qual os atos homossexuais são proibidos e a maioria da população é cristã. Apesar disso, o movimento internacional que luta para legalizar o homossexualismo vem invadindo esse país com a ajuda de grupos gays do exterior que estão fazendo campanhas para legalizar o “casamento” de pessoas do mesmo sexo.

Um site da Nova Zelândia chamou os evangélicos metodistas de Fiji de “primitivos”, “odiosamente homofóbicos” e produtos do “colonialismo”. Apesar de tal hostilidade para com os evangélicos, foram os metodistas — que só estavam defendendo a moralidade cristã tradicional — que foram acusados de “discriminação e ódio” quando propuseram realizar a marcha.

A marcha foi proibida pela Comissão de Direitos Humanos de Fiji. Esse caso parece estranho? As comissões de direitos humanos têm se levantado no mundo inteiro para silenciar os cristãos sobre as verdades acerca do pecado homossexual. A Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência do Brasil tem em sua equipe, por exemplo, o líder do movimento homossexual brasileiro. Os metodistas de Fiji foram acusados de serem produtos do “colonialismo”, mas a verdade é que todas as manifestações pedindo casamento e outros privilégios para os homossexuais são óbvio produto do colonialismo cultural pró-homossexualismo da Europa e dos EUA. Essas manifestações são muitas vezes organizadas por grupos bem patrocinados por militantes gays dos países ricos.

O secretário-geral da Igreja Metodista de Fiji afirma que os direitos de seus membros não foram reconhecidos. O Reverendo Tuikilakila Waqairatu disse que a marcha deveria ser pacífica, e que os direitos constitucionais de liberdade de expressão estão em perigo. “Todas as pessoas têm direitos iguais diante da lei e uma pessoa não pode sofrer injusta discriminação com base em sua opinião ou crença, exceto quando essas opiniões ou crenças envolvem violência contra os outros”, argumentou ele.

Havia forte apoio à marcha e a polícia havia antecipado que multidões aos milhares participariam.


Traduzido e adaptado do artigo Fiji’s Christian Majority Denied Right to March against Homosexuality by ‘Human Rights’ Commission, escrito por Hilary White. 10 de novembro de 2005 (LifeSiteNews.com). Tradução e adaptação de Julio Severo: www.juliosevero.com
Estimados amigos

Vejam a notícia abaixo, que peguei no site do Fenasp (
www.fenasp.com). O Congresso Nacional está dando os primeiros passos para dar ao governo maior controle sobre as famílias. Primeiro, vem a alegação de que é a "obrigação" do governo oferecer educação para crianças bem novas. Os passos seguintes poderão ser exigidos das famílias, que sofrerão a imposição de novas leis que garantem que é "obrigação" dos pais colocar suas crianças novas em instituições que, por melhores que sejam, são bem fracos substitutos para as famílias. O projeto que torna obrigatória a educação infantil já recebeu aprovação no Senado, conforme mostra o texto abaixo.

Para conhecer as implicações dessa obrigatoriedade que o governo procurará impor sobre o Brasil, leia o artigo Pré-Escola Prejudica os Telentos Sociais e o Desenvolvimento Emocional das Crianças, traduzido por mim, que se encontra no meu site:
www.juliosevero.com

Vamos lutar por nossas crianças, antes que o governo resolva tomá-las de nós com a desculpa de lhes oferecer "educação".

Julio Severo


Educação infantil

Fenasp - 9-11-2005

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou, na última terça-feira (25), a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 393/05, do Senado, que torna obrigatória a educação infantil (creches e pré-escola) na rede pública de ensino.


A relatora da matéria na comissão, deputada Sandra Rosado (PSB-RN), acatou os argumentos de que cabe ao Estado garantir educação pública a todos, sem distinção de idade.

Obrigação atual
A PEC altera o artigo 208 da Constituição Federal para que essa modalidade de ensino seja oferecida a todas as crianças de zero a seis anos de idade, em todo o País. Atualmente, essa obrigação é assegurada somente para o ensino fundamental (de 1ª a 8ª séries), na faixa etária de 7 a 14 anos.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há mais de 20 milhões de crianças no Brasil com até seis anos de idade.


Tramitação
A PEC agora será analisada por uma comissão especial, criada especificamente para avaliar seu conteúdo.


Fonte: Agência Câmara

Pré-Escola Prejudica os Talentos Sociais e o Desenvolvimento Emocional das Crianças

Pré-Escola Prejudica os Talentos Sociais e o Desenvolvimento Emocional das Crianças

Terry Vanderheyden


BERKELEY, Califórnia, EUA, 10 de novembro de 2005 (LifeSiteNews.com) – A pré-escola tem um efeito negativo no desenvolvimento social e emocional da criança, de acordo com um estudo de catorze mil crianças americanas que estão na pré-escola.


A pesquisa recente, feita pela Universidade da Califórnia em Berkeley e pela Universidade de Stanford, constatou que os talentos sociais das crianças brancas da classe média sofrem prejuízo — em termos de cooperação, participação e obrigações na sala de aula — depois de freqüentarem centros de pré-escola por mais de 6 horas diárias, comparando com crianças semelhantes que permanecem com a mãe antes de começarem a ir para a escola mais tarde.


“O que mais surpreende é que são as crianças de famílias bem de vida que sentem com mais força a supressão do desenvolvimento social e emocional, que tem como causa as longas horas na pré-escola”, disse Bruce Fuller, sociólogo e co-autor da pesquisa.


Em média, o relatório descobriu que quanto mais cedo a criança freqüenta uma pré-escola, mais lento se torna o ritmo de seu desenvolvimento social. “Os resultados que obtivemos sobre a intensidade da freqüência à pré-escola — medidos em horas por semana e meses por ano — são preocupantes, embora sejam variados em diferentes tipos de famílias e crianças”, o estudo declarou.


Uma crescente lista de governadores de estado está fazendo grandes investimentos para oferecer pré-escolas grátis (financiadas pelos nossos impostos, é claro) para todas as crianças, ecoando as alegações de ativistas que pregam que tal ação impulsionará a educação pré-escolar da maioria das crianças.


Uma proposta do governo liberal do Canadá de fornecer creches financiadas pelo Estado para todas as crianças em idade pré-escolar indica que o Canadá estabelecerá creches governamentais de tempo integral mais cedo — aos três anos de idade — para “todas as crianças em todas as ocasiões”. A parlamentar liberal canadense Maria Minna foi ao ponto de frisar que os programas governamentais de “educação para crianças novas” são “muito fundamentais para o desenvolvimento da criança”.


Um Estudo Longitudinal de Harvard constatou que crianças de creche sofrem significativas desvantagens mais tarde na vida pela incapacidade de formar ligações psicológicas. Quanto mais nova a criança é colocada na creche, pior é esse efeito.


Um estudo publicado em 2001 observou que quanto mais horas as crianças passam em creches, maior é a probabilidade de que se tornem agressivas, desobedientes e rebeldes ao chegar à pré-escola.


A Rede Educacional Estrela da Manhã patrocina uma campanha nacional no Canadá chamada Considerando o Ministério da Educação Escolar no Lar, que incentiva os pais a cuidarem de suas crianças novas e a lhes darem educação pré-escolar em casa “Essas condutas sociais negativas que as crianças estão exibindo estão ficando pior”, disse Denise Kanter, assessora de pesquisa de Estrela da Manhã. “Em dezembro de 2003, a revista Time relatou sobre as conseqüências dos problemas emocionais e sociais negativos entre as crianças novas. No relato da Time, a pesquisa do grupo Parceria em favor das Crianças, que defende a pré-escola, mostrou que 93 por cento das 39 escolas que responderam afirmaram que as crianças que vão à pré-escola hoje “têm mais problemas envolvendo condutas e emoções do que havia só cinco anos atrás”.


A maioria das creches, que recebem bebês muito pequenos, revelou que “incidentes de ira e raiva” aumentaram nos três anos passados. Time também cita o líder da pesquisa explicando: “Estamos falando sobre crianças — por exemplo, um menino de três anos — que pegará um garfo e o usará contra a cabeça de outra criança. Estamos falando sobre uma grande variedade de comportamentos explosivos, e é um problema que está crescendo”.


Originalmente postado no site LifeSiteNews.com sob o título Preschool Damages Children’s Social Skills and Emotional Development. Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

13 de novembro de 2005

A Eutanásia na Holanda

A EUTANÁSIA NA HOLANDA

Julio Severo

Victor Hugo, autor de A História de um Crime, disse: — O mal que se comete por uma boa causa continua sendo mal.
Então lhe perguntaram: — Até mesmo quando faz sucesso?
Respondeu ele: — Principalmente quando faz sucesso.
[1]

A questão da eutanásia está agora sendo debatida em muitos países avançados, mas é só na sociedade holandesa que podemos encontrar exemplos de ampla aceitação para a prática de injetar em doentes drogas que causam a morte.


O que em breve a eutanásia significará para a classe médica e para a sociedade? Atualmente, a Holanda é o único país em que podemos achar respostas para essas perguntas.


A eutanásia foi legalizada na Holanda no ano 2000. Mas mesmo quando não era legal, os hospitais a praticavam, com a devida discrição. Durante muitos anos, a prática da eutanásia foi amplamente utilizada enquanto o sistema legal do país fazia de conta que não via os médicos que insistiam em que seus pacientes estavam melhores mortos do que vivos. Se antes esses médicos tinham poucas preocupações com a justiça, hoje eles têm muito menos, pois a Holanda se tornou o primeiro país do mundo a aprovar leis que vêem o assassinato de pacientes como tratamento médico legítimo.


O que realmente está ocorrendo na Holanda? É o que vamos ver a seguir, com a ajuda de informações oficiais de documentos governamentais. Em 1990, o governo holandês criou uma comissão especial para realizar uma pesquisa nacional a fim de apurar oficialmente a extensão da prática da eutanásia. Os resultados só saíram em 10 de setembro de 1991, e logo ficou claro que esse relatório final continha as mais valiosas informações sobre a eutanásia.
[2]

Embora os membros dessa comissão fossem pesquisadores a favor da eutanásia, suas conclusões não conseguiram esconder o impacto real dessa prática. A definição usada no relatório é que eutanásia significa deliberadamente causar a morte de uma pessoa por ação ou omissão, com ou sem seu pedido, sob a alegação de livrá-la do sofrimento de uma doença ou de uma vida imperfeita.


Sob essa definição, os holandeses mortos pela eutanásia chegam a um número de mais que 25 mil por ano, o que corresponde a 20% de todas as mortes. O relatório indica, porém, que esse cálculo não leva em consideração a eliminação deliberada da vida de recém-nascidos deficientes, crianças doentes, pacientes psiquiátricos e aidéticos.


Dos 25 mil casos de eutanásia, 13 mil foram provocados passivamente, isto é, os médicos não deram aos pacientes tratamentos para lhes salvar a vida. Os outros 12 mil casos foram provocados ativamente, isto é, os pacientes foram mortos porque receberam drogas que lhes causaram parada cardio-respiratória.
[3] Pelo menos 1.000 casos de eutanásia ocorrem anualmente sem um pedido formal do paciente. Não é de admirar que outro estudo mostrasse que aproximadamente 60 por cento dos idosos em asilos tenham medo de sofrer uma eutanásia “involuntária”.[4]

De acordo com as informações publicadas no relatório, em 1990 morreram 14.691 pessoas de eutanásia involuntária. Eutanásia involuntária quer dizer o ato de apressar a morte de pacientes que não desejam ser mortos. Isso significa que os médicos tomaram a decisão de abreviar a vida deles. Em 45% dos casos ocorridos em hospitais, a eutanásia foi praticada não só sem o conhecimento dos pacientes, mas também dos familiares. Desse número, 8.750 pacientes morreram porque lhes foi removido, sem seu conhecimento, todo tratamento para lhes prolongar a vida e 5.941 morreram porque receberam, sem saberem nem consentirem, injeções letais na veia. Além disso, 1.400 pessoas que sofreram a eutanásia ativa e involuntária estavam em perfeitas condições mentais. Em 8% dos casos, os médicos realizaram esse tipo de eutanásia mesmo sabendo que a medicina tinha alternativas para os pacientes. Os motivos que os médicos mencionaram para tirar a vida de seus pacientes sem o conhecimento deles foi “baixa qualidade de vida”, “nenhuma esperança de melhoria” e “os familiares não agüentavam mais”.

Casos reais
O que acontece na Holanda é que quando uma pessoa é internada num hospital, um médico avaliará sua qualidade de vida e então conforme sua decisão pessoal (sem perguntar nada ao doente) lhe dará uma injeção que o fará parar de respirar e fará com que seu coração pare de bater. O relatório dessa comissão do governo é o primeiro reconhecimento oficial de que a eutanásia involuntária é praticada na Holanda. Veja um exemplo:


Quatro enfermeiras de um hospital de Amsterdã confessaram ter matado muitos pacientes inconscientes injetando-lhes doses fatais de insulina, sem o consentimento ou o conhecimento deles. Os funcionários do hospital apoiaram totalmente as enfermeiras e perdoaram os assassinatos devido às motivações “humanitárias” delas…[5]

Em vez de ficarem chocados com o que está acontecendo em seu país, a população holandesa em geral está agora questionando se os doentes mentais têm o direito de viver e 90% dos estudantes de economia apóiam a eutanásia compulsória como meio de controlar os custos.[6]

Hoje todos os estudantes de medicina recebem treinamento formal para colocar a eutanásia em prática, e a Real Sociedade Holandesa de Farmacologia distribui um “manual” de eutanásia para todos os médicos. Esse “manual” contém receitas de venenos indetectáveis que os médicos podem colocar na comida ou injetar de tal maneira que seja impossível detectá-los durante uma autópsia. Os diretores de hospital orientam os médicos a dar injeções letais nos pacientes idosos cujas despesas são altas. Isso é feito sem o conhecimento e o consentimento do doente e da sua família.[7] Parece não haver muita preocupação para eliminar as dores do paciente, apenas sua vida. Peer Neeleman, especialista holandês em anestesia, diz: “Muitos hospitais nem mesmo têm um serviço de combate à dor. As faculdades médicas mal ensinam como combater a dor e outros sintomas, enquanto os futuros médicos são ensinados a praticar a eutanásia”. [8]

Em novembro de 1999, num encontro em Brasília, o Dr. Jack Willke contou um caso real que ele conheceu em sua visita à Holanda:

Um médico clínico geral deu entrada no hospital a uma senhora com câncer e completou o diagnóstico na sexta-feira da semana em que ela foi internada. O câncer havia se espalhado e provavelmente não havia cura, mas a paciente não estava se sentindo mal e tinha ainda condições de levar uma vida independente. Ela havia sido informada de que seu caso seria avaliado na segunda-feira, quando então decidiriam o melhor tratamento para ela. O médico que estava cuidando dela saiu de folga no fim de semana. Na segunda-feira de manhã, voltando ao hospital, ele fez seu trabalho de rotina de visitar os quartos dos pacientes e quando ele parou para ver a senhora com câncer, ele encontrou outro paciente na cama dela. Ele chamou o médico residente e perguntou para onde haviam mudado sua paciente, porém foi informado de que haviam aplicado a eutanásia nela um dia antes. “Mas ela não era doente terminal”, disse ele. O outro respondeu: “Sim, sei disso, mas não havia cura para ela e, de qualquer modo, estávamos precisando da cama que ela estava ocupando”.[9]

Na cidade de Roterdã, um amigo médico do Dr. Willke tinha sob seus cuidados um idoso com uma séria doença. A esposa cuidava dele em casa e ele não tinha problemas de dor. Ele pegou bronquite e, enquanto o médico estava fora, a esposa do paciente teve de chamar um médico do hospital para examiná-lo. O médico veio, examinou-o, deu-lhe uma injeção e uma hora depois o paciente estava morto, para total consternação da viúva e do médico pessoal, pois o doente não queria ser morto.

Outro caso envolvia um senhor muito rico que vivia só com a esposa numa cidadezinha holandesa. Ele não estava doente, mas precisava de certos cuidados. Em certa manhã, o pastor o visitou às 9h. O médico veio às 10h, deu-lhe uma injeção e o matou. O carro da funerária chegou às 11h para remover o corpo. A viúva e os filhos rapidamente dividiram o dinheiro e as propriedades e se mudaram para a França. Nenhuma pessoa da cidadezinha acredita que o senhor rico havia pedido ajuda para ser morto. Contudo, embora a viúva e o médico afirmem que ele queria morrer, a única testemunha que poderia falar a verdade está morta.
[10]

Em seu livro Tough Faith, Janet & Craig Parshall contam outro caso:

Uma mulher de 50 anos, ex-assistente social, estava com depressão. Ela tinha saúde, mas pediu para ser morta dois meses depois que seu filho morreu de câncer. Ela tinha também sofrido maus-tratos de seu marido. Ela estava regularmente se tratando com um psiquiatra. Dois meses depois durante o tratamento, ela pediu que o psiquiatra a ajudasse a morrer... seu pedido foi atendido.[11]

Idéias nazistas: antes e depois
Quando os soldados de Hitler invadiram a Holanda em 1940, os médicos holandeses receberam aviso de que eles seriam obrigados a participar do programa de eutanásia para eliminar os gastos das crianças deficientes, os doentes crônicos e incuráveis, etc., nos hospitais e instituições mentais. A maioria deles se recusou a colaborar com esse programa, e alguns foram presos e ameaçados de morte. Mas todos os médicos se uniram e o programa foi fechado.
[12] O aborto e a eutanásia eram questões repugnantes para eles. Parece que o fator mais importante que deu sucesso à resistência dos médicos e da população holandesa em geral aos nazistas foi que naquela época o povo holandês, que na maior parte era evangélico, tinha alicerces éticos sólidos na Palavra de Deus.

Entretanto, hoje a história é diferente. Embora ainda sejam em grande parte evangélicos, os holandeses agora não vão à igreja nem colocam a Palavra de Deus acima de tudo em suas vidas. Pode-se dizer que quando um povo perde o respeito e a obediência aos mandamentos de Deus, então perde-se o respeito pelo valor da vida humana. O resultado? Os médicos holandeses estão matando deficientes, recém-nascidos, pacientes em coma e até mesmo pessoas deprimidas (mas completamente saudáveis) sem que haja nenhum tipo de intervenção da polícia ou dos tribunais para castigar os responsáveis.
[13]

O mais estranho é que quando os nazistas os forçaram, eles não quiseram. Agora que não há nazistas para forçá-los, eles é que querem… No começo, os especialistas holandeses afirmavam que a eutanásia só era justificável em caso de doença terminal. Hoje, até mesmo pessoas sem nenhuma doença física são vítimas da eutanásia. Um adolescente deprimido, por exemplo, se matou com as drogas letais que um psiquiatra lhe forneceu. Em outro caso, um médico prescreveu uma dose letal de medicação para uma viúva que estava seriamente deprimida por ter perdido o marido e os filhos, e ela se matou. O caso foi parar no Supremo Tribunal da Holanda, mas ninguém foi punido.[14]

Embora a sociedade holandesa seja vista como uma sociedade avançada sem abusos dos direitos humanos, os holandeses foram condicionados a ver de modo negligente e despreocupado a questão da eutanásia. O Dr. Hank Jochemsen, famoso eticista médico holandês, disse: “A justiça não percebe nem enxerga a maioria dos casos em que os médicos intencionalmente abreviam a vida dos pacientes, por ato ou por omissão”. O que a eutanásia legal fez na Holanda não foi simplesmente dar aos doentes terminais a liberdade de se matar, mas aumentar vastamente o poder dos médicos sobre a vida e a morte de seus pacientes terminais ou não.[15] As próprias leis que foram criadas para proteger o direito à vida dos seres humanos agora são sutilmente usadas para a eliminação das pessoas que são consideradas indignas de viver. E no nome da compaixão, médicos treinados para curar e prolongar a vida estão abreviando e até matando as vidas que eles deveriam proteger. Matar o paciente como meio de cura está se tornando um procedimento médico aceitável em alguns países chamados avançados.

O que aconteceu com muitos médicos holandeses é que, ao aplicarem a eutanásia num paciente, eles liberaram uma incontrolável força invisível que inevitavelmente leva à morte de suas próprias consciências e integridade ética e moral: o pecado. O pecado sempre produz morte, de todos os tipos e em todas as áreas, para aqueles que o praticam (cf. Romanos 6.23a). E o ato de matar, que está incluído nos Dez Mandamentos, é um dos piores pecados (cf. Êxodo 20.13). Um médico ou enfermeira que tolera a eutanásia terá dificuldade de lutar para salvar a vida de todos os pacientes necessitados sob sua responsabilidade.


Depois de tantos anos de convivência com a eutanásia, a sociedade holandesa agora tende a aceitar o que no passado seria impensável: eutanásia para crianças. Todos os anos são registrados pelo menos 50 casos de recém-nascidos deficientes que ficam, deliberadamente, sem tratamento médico. A maioria dos médicos que trabalham nessa área está chamando essa prática de um modo compassivo de acabar com a vida desses bebês.
A mentalidade pró-eutanásia é tão forte que um defensor dos direitos humanos afirmou que ele não tinha liberdade de falar contra a eutanásia mesmo numa universidade fundada por evangélicos. Como membro da Igreja Cristã Reformada, ele disse: “Esta é uma universidade nominalmente cristã, mas os meus colegas são bem contrários às minhas idéias… A idéia de que essas crianças [deficientes] são um peso é imposta a nós por opiniões que valorizam o desenvolvimento pessoal e o direito de escolher. Os pais ficam apavorados [com a perspectiva de gastar sua vida em favor de um filho deficiente] e eles procurarão um médico que lhes dê uma ‘saída’”. Pais holandeses fiéis a Deus, que têm filhos deficientes, não os estão colocando em instituições, onde suas vidas correm perigo. Eles os estão criando com o valor que Deus lhes dá. Esses pais são um exemplo de luz e esperança no meio da escuridão moral de seu país.
[16]

De todos os países na Europa, é incrível que seja justamente na Holanda que a prática da eutanásia tenha sido aceita a tal ponto que a classe médica, o governo, as igrejas e o povo mal lastimem o que está acontecendo. A Holanda foi o único país a tomar uma posição contra o programa nazista de eutanásia, quando todos os médicos holandeses entregaram suas licenças em protesto. Agora são os médicos holandeses que estão fazendo as próprias coisas que eles tanto abominaram na 2 Guerra Mundial. O que aconteceu?
[17]

A eliminação de vidas está ocorrendo hoje em grande escala na Holanda, onde a eutanásia e o suicídio com assistência médica são praticados pelos médicos. Embora as normas médicas e legais estabeleçam que o paciente é que tem de escolher a morte, mais de 40 por cento dos médicos holandeses aplicam a eutanásia em pacientes que não desejam morrer.[18] O que está acontecendo na Holanda mostra que não é possível permitir o assassinato e o suicídio só em determinadas circunstâncias. O mal, quando é liberado, tende a se descontrolar, principalmente quando ocorre na privacidade do médico com o paciente.

A Holanda moderna se orgulha de suas idéias liberais. Se a Holanda não existisse, os liberais teriam de inventá-la. Esse país tem sido visto como um modelo por sua aceitação das drogas, da prostituição, do homossexualismo e do suicídio com ajuda médica. O governo holandês até financiou o barco do aborto, cuja missão é navegar em águas internacionais, perto de países em desenvolvimento, para oferecer aborto.
[19]

Nem todo holandês é a favor…
O motivo real dos ataques cometidos contra a vida humana e contra a moralidade e a decência na Holanda é que muitas igrejas cristãs holandesas se tornaram secularizadas e indiferentes. De modo geral, a população cristã holandesa não mostra interesse em assumir uma posição cristã clara e forte a favor da vida humana. O Dr. Bert Dorenbos, presidente da organização Clamor pela Vida, crê que fortes pregações de reavivamento e muita oração são o único meio de resgatar sua nação. O que está acontecendo na Holanda é um aviso e sinal para o mundo.
[20] Para que a Holanda possa se libertar da eutanásia e suas maldições, as igrejas evangélicas, até agora mudas em sua responsabilidade de dar um bom testemunho para a sociedade, terão de abrir o coração para o Espírito Santo e a boca por Cristo.

Mas nem todos os holandeses concordam com a eutanásia. Herman van der Kolk, advogado holandês, comenta:

A eutanásia e o suicídio são meios de terminar a vida humana sem levar em consideração que a vida humana na terra é só parte da vida total, pois toda vida humana tem um destino eterno. A vida na terra é uma preparação para a eternidade. Ninguém pode decidir quando é que deve ocorrer o momento adequado para a transição, nem a própria pessoa nem ninguém mais. Só Deus pode decidir o momento adequado. Embora seja errado dar um fim numa vida, ajudar alguém a morrer é igualmente errado pois rouba a decisão das mãos de Deus.[21]

Para o médico que não crê em Deus e na vida eterna, tudo não passa de ilusão. Um médico holandês disse que quando a dose não é suficiente para matar, o paciente geralmente tem alucinações com o inferno.
[22] Médicos holandeses que praticam a eutanásia são orientados a buscar aconselhamento antes e depois de matar seus pacientes. Eles buscam essa ajuda de psicólogos cuja especialidade é tratar médicos que regularmente praticam a eutanásia em pessoas.[23] A descrença em Deus não os livra de problemas com a própria consciência.

O Dr. Karel F. Gunning é presidente da Federação Mundial dos Médicos que Respeitam a Vida Humana, cuja sede fica na cidade de Roterdã, Holanda. Ele diz:

É claro, precisamos ajudar os pacientes que estão morrendo, mas temos de ajudar a acabar com o sofrimento, não com a vida. Se aceitarmos o assassinato de um paciente como solução num caso específico, encontraremos centenas de outros casos em que o assassinato também poderá ser considerado como solução aceitável... a partir do momento em que o médico tiver permissão de matar o primeiro paciente, será uma questão de pouco tempo antes que ele mate o segundo ou terceiro.[24]

O médico holandês I. van der Sluis disse:

A vida não é uma qualidade. A morte não é um direito. E esperar que a eutanásia permaneça voluntária não é ser realista. Os médicos que praticam a eutanásia nos matarão com nosso consentimento se tiverem permissão para fazer isso. E nos matarão sem consentimento se não conseguirem permissão. A eutanásia não é um direito. É a abolição de todos os direitos.[25]

Herbert Hendin, um médico americano que escreveu o livro Seduced by Death (Seduzido pela Morte) observa que “a Holanda avançou de suicídio assistido para eutanásia; de eutanásia para os doentes terminais para eutanásia para os doentes crônicos; de eutanásia para doentes físicos para eutanásia para pessoas depressivas; e de eutanásia voluntária para eutanásia involuntária”. O Dr. Hendin afirma que toda restrição legal contra a eutanásia é quebrada impunemente. E a crescente aprovação entre os médicos holandeses de matar crianças está estimulando uma ação política para legalizar mais a eutanásia, e o partido socialista, que ocupa o ministério da saúde, está propondo que as crianças de mais de 12 anos tenham o direito de pedir eutanásia.
[26]

Eutanásia para o mundo inteiro?
A questão da eutanásia na Holanda é um problema que ameaça se expandir para toda a Europa e o mundo. A cidade de Haia, na Holanda, é hoje a sede da Corte Criminal Internacional (CCI), cuja função é julgar tudo o que a ONU interpreta como violação dos direitos humanos. É uma ironia bizarra que um tribunal internacional se localize num país com o mais agressivo programa de genocídio contra os idosos e deficientes. Nenhuma outra nação “democrática” permite a eutanásia e o suicídio com assistência médica na medida em que a Holanda aceita. E essa prática está se tornando tão comum que os médicos holandeses testemunham publicamente que participam de casos em que crianças deficientes são mortas.
[27]

É possível entender a despreocupação da CCI com a eutanásia holandesa como um dos sinais mais claros de que há uma tendência cada vez maior a favor da eutanásia nos países ricos. No Canadá, por exemplo, há casos em que enfermeiras perderam o emprego porque escolheram não participar de procedimentos de aborto ou atos de eutanásia.[28]

Pouco antes do estabelecimento da CCI, Concerned Women for America, organização evangélica presidida por Beverly LaHaye[29], avisou:

A ONU planeja estabelecer um tribunal criminal mundial com implicações de longo alcance para os cidadãos¼ Pela primeira vez, um tribunal da ONU terá autoridade e poder para julgar indivíduos de países membros da ONU. O tribunal internacional terá jurisdição sobre casos de crimes de guerra, genocídio e crimes contra a humanidade. Embora essa meta pareça logicamente aceitável, recentes conferências mundiais da ONU revelam que as definições que a ONU emprega são sempre vagas e muitas vezes enganadoras. Por exemplo, muitos grupos estão trabalhando para definir o aborto e a conduta homossexual como “direitos humanos fundamentais”. De acordo com essa definição, a Corte Criminal Internacional poderá condenar indivíduos por cometer “crimes contra a humanidade”. Portanto, dá para imaginar que uma pessoa que proteste contra o aborto legal ou um pastor que fale contra a homossexualidade poderá ser julgado por “crimes contra a humanidade”, por “intolerância” e por “violações dos direitos humanos fundamentais”.[30]

As feministas e outros grupos radicais estão lutando para que a CCI coloque a oposição ao aborto legal como violação dos direitos humanos. Como esse tribunal tem jurisdição sobre todas as pessoas dos países que assinaram seu documento de compromisso, inclusive o Brasil, há o perigo de que, se for aprovada uma lei protegendo o aborto legal, os cristãos e outras pessoas que defendem a vida humana desde a concepção até a morte natural poderiam perder sua proteção legal e serem levados a julgamento internacional. Ativistas gays holandeses tentaram recentemente levar o papa a esse tribunal, apenas porque ele reconheceu corretamente que o homossexualismo é pecado. Não se sabe com certeza de que maneira a CCI usará sua autoridade futuramente.

Os frutos da medicina socializada
A profissão médica de hoje se preocupa mais com a questão econômica do que os médicos do passado. A disponibilidade do suicídio com ajuda médica é mais rápida e barata do que qualquer outra forma de tratamento médico. Por isso, os pacientes holandeses pobres ou cujos tratamentos são muitos caros são pressionados a “escolher” o suicídio com ajuda médica ou então são simplesmente “despachados” para a eternidade sem aviso prévio.


Ser idoso e doente na Holanda é uma experiência de dar medo, pois os idosos sabem que são oficialmente “descartáveis”. Eles são descartáveis porque a motivação principal do sistema de saúde holandês não é a assistência de saúde em si, mas a redução dos custos. Esse é o legado mais desumano da ameaça chamada medicina socializada. Pare para pensar na situação delicada de um idoso holandês de 60 anos que simplesmente não pode deixar de buscar assistência médica num hospital. Ele está bem ciente dos seguintes fatos:


Todo médico holandês recebe treinamento formal em eutanásia nas faculdades de medicina. O custo exato de cada tipo de tratamento para todas as doenças ou ferimentos comuns é conhecido de antemão e registrado para fácil referência e análise em cada caso individual. Portanto, com base nas informações desses registros, o médico clínico geral já tem a orientação do hospital para aplicar, sem consentimento, injeções letais em pacientes idosos cujo tratamento é considerado “caro demais”.
[31]

O número de asilos para doentes e velhos na Holanda diminuiu mais que 80 por cento nos últimos 20 anos, e a expectativa de vida dos poucos idosos que permanecem em tais asilos está se tornando cada vez mais curta. A eutanásia involuntária é administrada até mesmo em pacientes que não estão em fase terminal. A eutanásia involuntária também é administrada para vítimas de acidente e pessoas com reumatismo, diabetes, AIDS e bronquite. [32]

Problema tipo exportação?
Contudo, se tudo isso está ocorrendo nos países ricos, por que os países em desenvolvimento deveriam se preocupar? Porque a Europa e os EUA costumam sempre exportar suas idéias e soluções para os outros países. Pode-se dizer que a eutanásia é um problema tipo exportação, pois sendo um país economicamente avançado, a Holanda tem sido vista como modelo para o mundo imitar. Maurice De Wachter, diretor do Instituto de Bioética em Maastricht, declarou de forma preocupante que “A Holanda é o que eu chamaria de um experimento de ética médica que servirá de precedente¼ Há uma prática crescendo [na Holanda] em que os médicos se sentem à vontade ajudando os pacientes a morrer — em outras palavras, eles se sentem à vontade matando os pacientes”.
[33]

Em 1990, houve o encontro da Federação Mundial das Sociedades do Direito de Morrer, na cidade de Maastricht, Holanda. Representantes de grupos a favor do “direito de morrer” da Colômbia, Espanha, Israel, Índia, África do Sul, Suécia, França, Bélgica Canadá, EUA e Japão se reuniram para aprender com os mestres holandeses a arte de praticar a eutanásia.
[34]

A Federação Mundial das Sociedades do Direito de Morrer tem como alvo espalhar a mensagem pró-eutanásia no mundo inteiro. Essa mensagem parece estar produzindo efeito nos médicos. Veja essa reportagem:

INGLATERRA: A POLÊMICA SOBRE
OS DOENTES ABANDONADOS PARA MORRER
Recentemente foi publicado na imprensa inglesa um debate sobre as pessoas idosas nos hospitais cujo boletim médico estava marcado com a instrução de não ressuscitar em caso de crise. O que parece é que agora a idéia de abandonar pessoas à morte não se limita aos idosos. Conforme informou o jornal Telegraph (30 de maio de 2000), há a mesma atitude com os deficientes, até mesmo os jovens. As crianças e os jovens com problemas sérios de saúde internados são marcados com a instrução de que os médicos não devem ressuscitá-los se eles tiverem uma crise. A desculpa é que a qualidade de vida deles seria tão limitada que não vale a pena, de acordo com a opinião de algumas autoridades hospitalares, mantê-los com vida.


Essa situação recebeu a atenção dos meios de comunicação no caso do menino David Hargadon. Ele não podia andar nem falar e os médicos tentaram convencer seus pais a lhes dar permissão para deixar de dar assistência médica ao menino, com o objetivo de deixá-lo morrer. Conforme sua mãe comentou, os médicos os criticaram muito por insistirem na continuidade do tratamento médico de seu filho. Com apenas um ano de idade, David havia pego pneumonia e embora estivesse internado num hospital os médicos queriam negar-lhe o tratamento com antibióticos. A mãe não aceitou isso e David sobreviveu. Um ano depois o menino ficou novamente doente e os médicos voltaram a dar a opinião de que deveriam deixá-lo morrer. Sua mãe não cedeu a essas sugestões e os médicos tiveram de curar o menino. Casualmente David morreu com a idade de doze anos, porém sua mãe afirmou que ele gozou muitos anos de vida, apesar de que o desejo dos médicos era deixá-lo morrer.


Referindo-se a esse caso, Richard Kramer, líder de uma campanha de caridade em favor de doentes mentais, disse que estava preocupado. Kramer observou que parece que a opinião dos médicos é que os doentes com dificuldades para aprender não são dignos do mesmo respeito que as outras pessoas. Kramer declarou que é difícil avaliar a dimensão do problema, porém expressou a preocupação de que alguns médicos poderiam tomar esse tipo de decisão sem consultar os pais ou a família.[35]

Em 1999 a polícia de Londres, Inglaterra, investigou mais de 60 casos de aposentados idosos que morreram por falta de água e alimento em hospitais. Num dos casos, uma mulher de 80 anos foi para o hospital bem de saúde e alegre, mas com um problema de dor no joelho. Ela foi colocada em sedativos e ficou sem alimento até morrer.
[36] Em 1997, em Copenhagem, Dinamarca, a polícia acusou uma enfermeira e um médico de assassinato. Eles mataram 22 pessoas num asilo para idosos.[37]

Apesar de que a Europa, principalmente a Holanda, esteja caminhando para um futuro mais aberto para a eutanásia, vale a pena lembrar aqui a recomendação da Assembléia Parlamentar do Conselho da Europa sobre os direitos dos doentes e dos que estão morrendo. A recomendação, que foi adotada em 1976, diz:

O médico deve fazer todo tipo de esforço para aliviar o sofrimento e ele não tem nenhum direito, mesmo em casos que lhe parecem desesperadores, de apressar intencionalmente o curso natural da morte.[38]

© Copyright 2005 Julio Severo. Proibida a reprodução deste artigo sem a autorização expressa de seu autor. Julio Severo é autor do livro O Movimento Homossexual, publicado pela Editora Betânia. Para mais informações: www.juliosevero.com

[1] Veja o capítulo 106 de: Dr. Brian Clowes, The Pro-Life Activist’s Encyclopedia. Pro-Life Library CD-Rom. Ó 2000 Human Life International.
[2]Dr. Richard Fenigsen, A Gentle Man Speaks of Fear, Population Research Institute Review (PRI: Baltimore-EUA, março-abril de 1994), p. 8.
[3]Idem.
[4] Susan Martinuk, Dutch take bold step back into dark ages with euthanasia, The Province (Canadá). Pro-Life E-News, 6 de dezembro de 2000.
[5]Dr. Brian Clowes, The Facts of Life (HLI: Front Royal-EUA, 1997), p. 134.
[6]Rita Maker, Euthanasia: Killing ou Caring? (Life Cycle Books: Toronto-Canadá, 1991), p. 10.
[7]Dr. Brian Clowes, The Facts of Life (HLI: Front Royal-EUA, 1997), p. 132.
[8] Pieter Huurman & Laurel T. Hughes, The Shocking Practice of Euthanasia in Holland, documento apresentado na 4ª Conferência Internacional sobre os Direitos Humanos e as Questões Sociais, Vida, Aborto e Eutanásia (Haia, Holanda, 8-12 de dezembro de 1998).
[9]Esse caso real também encontra-se registrado no livro do Dr. Willke, Assisted Suicide & Euthanasia (Hayes Publishing Co.: Cincinnati-EUA, 1998), p. 86.
[10]J. C. Willke, Assisted Suicide & Euthanasia (Hayes Publishing Co.: Cincinnati-EUA, 1998), p. 95.
[11] Janet & Craig Parshall, Tough Faith (Harvest House Publishers: Eugene, EUA, 1999), p. 213.
[12]J. C. Willke, Assisted Suicide & Euthanasia (Hayes Publishing Co.: Cincinnati-EUA, 1998), pp. 86,87.
[13]Special Report (HLI: Front Royal-EUA, novembro de 1998), p. 4.
[14] J. C. Willke, Assisted Suicide & Euthanasia (Hayes Publishing Co.: Cincinnati-EUA, 1998), p. 93.
[15]J. C. Willke, Assisted Suicide & Euthanasia (Hayes Publishing Co.: Cincinnati-EUA, 1998), p. 91.
[16] Mindy Belz, Dutch Treat, revista World (23 de maio de 1998).
[17] Eileen Doyle, A Pro-Life Primer on Euthanasia (American Life League: Stafford, EUA, 1996).
[18] Leon R. Kass, “Dehumanization Triumphant”, artigo publicado na revista First Things, agosto/setembro de 1996.
[19] Fonte: Pro-Life Infonet de 26 de junho de 2001
[20] Pro-Life E-News. 5 de dezembro de 2000.
[21] Herman van der Kolk, Update on the Slippery Slope on Euthanasia since 1997 (Juristen Vereniging Pro Vita: Driebergen-Rijsenburg, Holanda, 1998).
[22] Pieter Huurman & Laurel T. Hughes, The Shocking Practice of Euthanasia in Holland, documento apresentado na 4ª Conferência Internacional sobre os Direitos Humanos e as Questões Sociais, Vida, Aborto e Eutanásia (Haia, Holanda, 8-12 de dezembro de 1998).
[23] Veja o capítulo 109 de: Dr. Brian Clowes, The Pro-Life Activist’s Encyclopedia. Pro-Life Library CD-Rom. Ó 2000 Human Life International.
[24] Karel F. Gunning, Human Rights and Euthanasiain the Netherlands, documento apresentado na 4ª Conferência Internacional sobre os Direitos Humanos e as Questões Sociais, Vida, Aborto e Eutanásia (Haia, Holanda, 8-12 de dezembro de 1998).
[25] Veja o capítulo 109 de: Dr. Brian Clowes, The Pro-Life Activist’s Encyclopedia. Pro-Life Library CD-Rom. Ó 2000 Human Life International.
[26] Mindy Belz, Dutch Treat, revista World (23 de maio de 1998).
[27] Lifesite Daily News. 16 de julho, 1998, Toronto, Canadá.
[28] Conscience Legislation Presented, LifeSite Daily News. 11 de fevereiro de 1999. Toronto, Canadá.
[29] Ela é co-autora de O Ato Conjugal, um dos livros mais vendidos da Editora Betânia.
[30] The United Nations, Sovereignity, Concerned Women for America (www.cwfa.org), 15 de abril de 1998, Washingtton DC.
[31] Veja o capítulo 109 de: Dr. Brian Clowes, The Pro-Life Activist’s Encyclopedia. Pro-Life Library CD-Rom. Ó 2000 Human Life International.
[32] Veja o capítulo 109 de: Dr. Brian Clowes, The Pro-Life Activist’s Encyclopedia. Pro-Life Library CD-Rom. Ó 2000 Human Life International.
[33] John Henley, Associated Press. "Dutch Euthanasia Rule Stirs Ethical Conflicts." The Oregonian, 11 de fevereiro de 1993, pág. A9. Citado no capítulo 112 de: Dr. Brian Clowes, The Pro-Life Activist’s Encyclopedia. Pro-Life Library CD-Rom. Ó 2000 Human Life International.
[34] Rita Maker, Euthanasia: Killing ou Caring? (Life Cycle Books: Toronto-Canadá, 1991), p. 8.
[35] Boletim eletrônico n.º 47, Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família (9 de maio de 2000).
[36] Involuntary Euthanasia Rampant In England, Lifesite Daily News, 6 de dezembro de 1999, Toronto, Canadá.
[37] Lifesite Daily News, 23 de outubro, 1997, Toronto, Canadá.
[38] Matthijs de Blois, Euthanasia and the Right to Life (Dutch Lawyers Association Pro Vita: Odijk, Holanda, 1998).