Se o Papel Principal do Governo é Segurança, Por Que Há Tanta Insegurança no Brasil?
Julio Severo
Sou a favor de que o governo cumpra apenas o papel que Deus lhe deu: dar segurança, castigar os maus e elogiar os bons [Romanos 13:14 e 1 Pedro 2:14.]. O governo tem chamado para servir a Deus somente nessa finalidade, não para fazer caridade em nosso lugar, principalmente ao preço de despojar os bons cidadãos. O governo não tem chamado para "reabilitar" os maus a nossa custa, mas apenas para castigá-los. Reabilitação é área exclusiva do Evangelho. Quando um governo não se ocupa com o chamado que Deus lhe deu, o resultado é falta de segurança para a população; benefícios e favorecimentos para os maus; e críticas, desaprovações e injustiças para com os bons. Em casos extremos, além de serem criticados por não aceitarem depravações como o homossexualismo, os bons cidadãos ainda são oprimidos com a obrigação de financiar as perversões dos maus, como ocorre no atual Brasil, onde os bons pagam, através de impostos, os caprichos políticos que o governo Lula oferece aos ativistas homossexuais, inclusive importantes verbas para as vergonhosas e caras paradas gays.
Na questão da segurança, enquanto a imprensa brasileira, secular ou evangélica, e Caio Fábio se ocupam com críticas a Bush pela guerra no Iraque, muitas cidades do Brasil vivem diariamente a realidade cruel de crimes, assaltos, estupros, violência e um número elevado de assassinatos, que tornam o Brasil mais parecido com uma país em guerra do que uma nação em paz. A solução do governo Lula para resolver o gravíssimo problema da insegurança é desarmar a população indefesa. Mesmo depois da festejada campanha do desarmamento, o índice de crimes e assassinatos continua elevado. Por que? Porque os bandidos não foram incomodados. Só os que não são criminosos é que foram obrigados a entregar as armas.
Quem deveria ser desarmado são somente os criminosos, não os cidadãos obedientes à lei. Agora que a população está desarmada, o “trabalho” dos assaltantes e assassinos ficou muito mais fácil, porque o governo tirou dos cidadãos o direito de se defender.
Se a campanha do desarmamento não afetou o “trabalho” dos criminosos, por que então tal campanha? Os regimes totalitários têm uma preocupação obsessiva e medo que suas políticas erradas possam gerar uma revolta legítima da população. O nazismo e o comunismo, por exemplo, praticaram o desarmamento de suas populações cativas, para que ninguém tivesse condições de derrubar suas tiranias. Funcionou de modo excepcional.
Nessa perspectiva, para que se ocupar em desarmar os criminosos se eles representam ameaça somente para a população indefesa, não para a “segurança” de governos mal intencionados? A prioridade é desarmar quem mais ameaça os sistemas totalitários: os cidadãos.
Enquanto desarma o cidadão de seu direito legítimo de defesa, o governo “pretende regulamentar, através de decreto, o consumo de drogas por dependentes químicos, com delimitação de espaços para liberação de uso”, oferecendo oferta de drogas variadas, com a garantia de total impunidade.[91] Assim, o governo Lula tornou crime o uso de armas para defesa, mas quer legalizar o consumo de drogas! Pode-se imaginar atitude política mais caótica?
Países verdadeiramente democráticos, como os Estados Unidos, não temem o direito do cidadão ter uma arma. Os cidadãos americanos têm liberdade legal de se defenderem e protegerem.
Embora a Bíblia deixe bem claro que a prioridade do governo legitimamente constituído é dar segurança para a população e castigar os maus, o governo brasileiro parece mais interessado em sua própria segurança política e em castigar e oprimir os cidadãos em seu direito de defesa pessoal. Jamais peguei uma arma na mão, mas não acho certo o governo tirar do cidadão seu direito de se defender. Há razões legítimas que exigem esse recurso.
Já que biblicamente a prioridade do governo é dar segurança, o governo do Brasil deveria se ocupar em investir mais nessa área. Mas tal investimento é muitas vezes difícil porque o governo Lula tem muitas outras prioridades para a utilização de nossos impostos: financiar o programa Brasil Sem Homofobia, dar “indenizações” milionárias para criminosos comunistas, financiar paradas gays, financiar o uso de drogas e muitas outras atividades caras que consomem o dinheiro do trabalhador brasileiro. Infelizmente, o governo acha absolutamente importante utilizar nossos impostos para essas causas inglórias — embora sua propaganda mais comum seja que nossos impostos vão direto para a educação, saúde, etc.
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