31 de maio de 2005

Mulheres que têm muitos bebês sofrem menos riscos de vários tipos de câncer

Mulheres que têm muitos bebês sofrem menos riscos de vários tipos de câncer

BRISBANE, Austrália, 30 de maio de 2005 (LifeSiteNews.com) – Pesquisadores australianos confirmaram pesquisas que mostram que mulheres que têm muitos bebês desenvolvem importantes proteções contra o aparecimento não só do câncer de mama, mas também de outros tipos de câncer mais tarde na vida, como câncer do cólon e reto, ovário e útero.

“Quanto mais filhos a mulher tem, maior a proteção”, afirmou o especialista em estatística médica Steven Darlington, membro de um grupo no Instituto Queensland de Pesquisas Médicas, que conduziu a pesquisa, de acordo com informação de news.com.au. “Parece que um aumento nos hormônios produzidos durante a gravidez protege contra o câncer, mas não sabemos exatamente como e por que acontece isso”.

Depois de estudar os índices de câncer e correlacioná-los com o número de filhos nascidos para 1 milhão e 200 mil mulheres suecas, Darlington e seus colegas constataram uma correlação significativa entre número de filhos e incidência de câncer, observando que ter muitos filhos é de modo especial uma proteção contra o câncer do cólon e do reto.

Além disso, iniciar uma família em idade mais jovem confere proteção significativa contra o câncer de mama, em comparação com mulheres que começaram suas famílias mais tarde na vida. Essas descobertas foram relatadas na revista Twin Research and Human Genetics.

Notícia relacionada em inglês:
Ter menos filhos significa mais câncer para as mulheres:
http://www.lifesite.net/ldn/2002/jul/02071904.html

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br

Fonte: LifeSiteNews.com - Monday May 30, 2005.

20 de maio de 2005

Líder judeu russo fala sobre aborto e famílias grandes

Campanha contra o aborto é a “principal preocupação de todas as religiões”, diz líder judeu russo

MOSCOU, Rússia, 19 de maio de 2005 (LifeSiteNews.com) — “A principal preocupação de todas as religiões é conduzir uma campanha contra o ato do aborto”, disse um rabino judeu em recente encontro em Moscou para debater questões ecumênicas.

O Rabino Zeyev Wagner, Diretor do Departamento Educacional da Federal de Comunidades Judaicas da Rússia, participando do encontro de debates intitulado “A Atividade das Organizações Religiosas e Públicas na Responsabilidade de Reviver as Tradições Espirituais e Morais da Família Russa”, acrescentou que os líderes religiosos deveriam trabalhar para promover famílias grandes como meta ideal para os jovens. “O renascimento da família grande e o renascimento da espiritualidade devem ocorrer simultaneamente”, enfatizou ele, de acordo com um informativo de www.fjc.ru

Wagner expressou seu desapontamento com o fato de que as organizações religiosas estejam indispostas a defender famílias grandes, comentando que esperava que a conferência ajudasse a unir as várias igrejas russas nessa única meta.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br

Fonte: LifeSiteNews.com — 19 de maio de 2005.

18 de maio de 2005

Pregação muçulmana contra os judeus

"Os judeus são um câncer se espalhando por todo o mundo... os judeus são um vírus como a AIDS atingindo a humanidade... os judeus são responsáveis por todas as guerras e conflitos... Não perguntem o que a Alemanha fez com os judeus, mas o que os judeus fizeram com a Alemanha. É verdade que os alemães mataram e queimaram os judeus, mas os judeus exageram os números a fim de ganhar simpatia e vantagens de propaganda..."

-- Sheikh Ibrahim Mudairis, em sermão pregado numa mesquita de Gaza, território que, de acordo com a Bíblia, pertence a Israel, porém encontra-se ocupado pelos "palestinos". O sermão foi transmitido ao vivo pela televisão "palestina" em 13 de maio de 2005. Nâo é, porém, a primeira vez que um líder religioso muçulmano prega contra os judeus.


Fonte: Simon Wiesenthal Center News Alert, 17 de maio de 2005.

17 de maio de 2005

A Grande Gafe de Lula Contra Israel

A Grande Gafe de Lula Contra Israel

Julio Severo

Em maio de 2005, comemorou-se em todo o mundo 60 anos do fim da II Guerra Mundial. E quem poderia esquecer esse acontecimento terrível, onde milhões pereceram? E também não se pode esquecer que a população judaica da Europa, sempre discriminada e perseguida, foi quase extinta pela obsessão assassina de Hitler. Aproximadamente 6 milhões de judeus foram mortos.

O povo judeu, mais do que ninguém, sabe que a discriminação tem um preço mortal. O Brasil, sob o governo petista cuja preocupação principal é com a questão de discriminação, poderia bem ter aproveitado a ocasião para lembrar o preço que os judeus pagaram pelo preconceito irracional. No entanto, o governo Lula preferiu ocupar-se e ocupar o dinheiro de nossos impostos para realizar a Cúpula Árabe-Sul Americana, hospedando autoridades muçulmanas ricas em petróleo e ricas em preconceitos e ódio contra Israel.

O chanceler Celso Amorim havia afirmado que a conferência teria caráter exclusivamente econômico e cultural e não se voltaria a ataques a aliados históricos do Brasil. Mas aconteceu justamente o contrário: ao final da conferência, os líderes sul-americanos, inclusive o ditador Hugo Chavez, aprovaram uma declaração condenando Israel. A declaração denuncia o terrorismo, mas ao mesmo tempo declara categoricamente que um povo tem o direito de “resistir a ocupação estrangeira”, insinuando que os grupos terroristas “palestinos” têm o direito de atacar Israel.

Incoerências, ofensas e gafes

A ousadia do governo do PT na defesa dos direitos humanos e no combate à discriminação é tão determinada que o Brasil não tem vergonha alguma de defender abertamente o comportamento homossexual, tornando-se a primeira nação a apresentar na ONU uma resolução de combate ao “preconceito” contra o homossexualismo. Mas, por causa dos líderes árabes convidados à sua reunião, o governo foi forçado a sacrificar temporariamente sua política internacional pró-homossexualismo, desistindo de sua resolução pioneira na ONU. Lula também não pôde fazer uma defesa pública da democracia diante dos participantes árabes. A palavra democracia ofende os árabes, lembrando-os de que eles precisam ser justos com as mulheres, com os judeus, com os cristãos e com todos os outros grupos que sofrem diariamente discriminações e até morte nos países muçulmanos.

Lula é conhecido internacionalmente pela capacidade de ofender, fazendo uso de qualquer palavra que lhe venha à mente. Nessa capacidade “especial”, ele é autor de inúmeras gafes, geralmente dirigidas a Bush e aos americanos. Se ele não tem receio de ofender nem de dar gafes, então por que não falar de democracia, direitos humanos e direitos das mulheres para os árabes, que tantos problemas têm nessas áreas?

Na Cúpula Árabe-Sul Americana, Lula se cuidou ao máximo a fim de não utilizar sua capacidade “especial” contra os líderes árabes, até mesmo os ditadores. Mas ele acabou ofendendo — não os árabes, é claro! Ele ofendeu o grupo étnico mais discriminado de toda a História humana: os judeus.

Num momento histórico em que todos deviam lembrar as tragédias da II Guerra Mundial, em que os judeus sofreram brutalmente até serem quase exterminados, o governo Lula lembrou-se somente de cortar Israel do mapa utilizado pelo Itamaraty na Cúpula. No mapa, toda a região onde deveria estar marcado Israel está marcada com o nome Palestina, como se o território israelense fosse exclusivamente um Estado árabe
[1]. Assim, o mapa do governo Lula eliminou Israel da geografia física, como se a terra dos judeus não existisse! Que maneira melhor de agradar os muçulmanos terroristas e, quem sabe, atrair seus recursos bilionários ao Brasil?

Independência da ignorância ou morte

O Brasil hoje vive um momento de grave ignorância. Um povo pode ser destruído por não conhecer e compreender a realidade. Não existe então melhor e maior independência do que estar livre da ignorância.

Mas para que essa independência e liberdade possam vir, um Tiradentes precisa se levantar, sem medo das conseqüências. E assim como o Tiradentes original veio de Minas, de Minas também veio o clamor contra as evidentes e incompreensíveis bajulações do governo Lula às ditaduras muçulmanas na Cúpula Árabe-Sul Americana. De Minas veio o clamor contra a política preconceituosa do governo do PT contra Israel. De Minas veio o clamor contra a posição brasileira que defendeu astutamente o terrorismo palestino contra Israel.

Enquanto o governo federal estava ocupado lisonjeando Hugo Chavez e os árabes muçulmanos em Brasília, em Minas estava ocorrendo um evento que tratou com real justiça a questão do Oriente Médio:
por iniciativa do deputado estadual João Leite, a Assembléia Legislativa de Minas Gerais homenageou Israel pelo aniversário da fundação de seu Estado em 1948 e denunciou o preconceito da Cúpula Árabe-Sul Americana contra Israel.

Israel, vale lembrar, é a única democracia verdadeira no Oriente Médio. Portanto, João Leite fez o que o próprio governo brasileiro deveria estar fazendo: elogiar o único país democrático do Oriente Médio e condenar as violações de direitos humanos e direitos das mulheres de todos os países árabes muçulmanos ao redor de Israel.

Afinal, o PT sempre alegou carregar a bandeira da luta pela democracia e pelos direitos humanos. Se não tem capacidade de mostrar seriedade com essa bandeira, o PT não deveria usar o governo federal para forjar alianças com países árabes sem tradição democrática e transformar o Brasil num circo de tragédias internacionais. Se quiserem tal circo, Lula e seu partido deveriam entrar para esse circo sozinhos e deixar o governo do Brasil nas mãos de pessoas sérias que tenham verdadeiro compromisso com a bandeira da democracia e dos direitos humanos.

Perpetuando o ódio dos filisteus

Ao condenar Israel junto com o ditador Chavez e os líderes muçulmanos da conferência, Lula se envolveu numa guerra que nada tem a ver com o Brasil e, pior, ele escolheu o lado errado para apoiar porque — como sempre — ele desconhece os fatos. Os chamados “palestinos” são na verdade descendentes de árabes da região ao redor de Israel. O próprio Yasser Arafat, o maior líder “palestino” e considerado um dos maiores terroristas do século XX, nasceu no Egito. Os árabes só puderam ocupar a terra dos judeus porque Israel estava desprotegido e desocupado há muito tempo — desde o começo da Era Cristã, quando o Império Romano expulsou os judeus de sua própria terra, proibindo-os de retornar. Essa expulsão foi realizada com tanto ódio que os romanos transformaram a terra de Israel numa simples província da Síria, destruindo sua identidade nacional e mudando até o nome, designando todo território de Israel como Palestina, que é uma variante de terra dos filisteus. O nome Palestina então é uma total falsificação, inventado pelos romanos para ocultar, insultar, agredir e destruir o único nome legítimo de toda aquela terra. Por que o Império Romano decidiu designá-la com o nome daqueles que eram os piores inimigos de Israel? Por vingança, porque os judeus resistiram energicamente à ocupação militar romana.

Por pura e trágica coincidência, hoje todos os que alimentam o ódio romano e filisteu contra os judeus mantêm vivo o nome Palestina. Embora os atuais “palestinos” nada tenham a ver — religiosa e culturalmente— com os filisteus, eles sustentam a mesma hostilidade antijudaica dos antigos filisteus.

Infelizmente, Lula escolheu o lado que está perpetuando o ódio.

Os “palestinos” são bem vindos em Israel

Quem poderia culpar Lula por tal ignorância contra os judeus? Até mesmo entre os cristãos há os ignorantes, que apóiam a luta dos “palestinos” para criar um país no território de Israel. Um ponto que tem sido mal interpretado e até abusado pelos cristãos liberais para prejudicar o direito legítimo dos judeus à sua terra prometida por Deus são as passagens bíblicas que exortam os judeus a aceitar em sua terra os estrangeiros.

Contudo, a finalidade dessas passagens é somente incluir na nação de Israel os estrangeiros. Não é o caso dos “palestinos”. Eles não querem ser incluídos em Israel. O que eles querem é arrancar de Israel todo ou parte grande de seu território e criar outra nação num lugar em que já existe um país.

Apesar de tudo isso, os israelenses estão prontos para acolher os “palestinos” em sua terra, como cidadãos de Israel. No entanto, durante a II Guerra Mundial, quando milhões de judeus queriam fugir para a terra de Israel, os ingleses não permitiram, porque os “palestinos” — que eram os ocupantes árabes daquela terra — não queriam os judeus. Quem menos queria ver os judeus escapando do Holocausto e fugindo para sua terra dada por Deus era o líder muçulmano dos “palestinos”, que na época era um forte aliado de Adolf Hitler. Aliás, ninguém queria os judeus em seus países, nem deixá-los fugir para sua própria terra — deixando-os completamente sem alternativa e lugar para onde ir. Essa tragédia é tão escandalosa quanto o próprio Holocausto.

Entretanto, os israelenses não alimentam vingança contra os que invadiram e ocuparam sua terra e lhes negaram entrada ao território de Israel enquanto Hitler massacrava milhões de judeus.

Se os “palestinos” querem ser incluídos em Israel e se tornarem cidadãos israelenses, a nação de Israel está aberta para recebê-los e a própria Bíblia dá apoio para essa opção. Mas em nenhum lugar a Palavra de Deus mostra que existirá mais de uma nação na terra que Deus deu aos judeus. Além disso, os países árabes ao redor de Israel, de onde saíram os antepassados árabes dos “palestinos”, têm territórios muito maiores para abrigar os “palestinos” do que a minúscula terra de Israel. Mas será que seus irmãos árabes e muçulmanos os quererão? É isso que Lula e os evangélicos liberais precisam conhecer e se perguntar.

Escolha de bênção ou maldição

Lula é esperto demais para dar gafes e ofender os árabes muçulmanos. Ele sabe muito bem com quem pode mexer. Contudo, se o objetivo dele é ganhar visibilidade internacional à custa de Israel, ele precisará conhecer quem é a nação de Israel desde a Antigüidade, a fim de saber o que acontece com os que se aliam com aqueles que disseminam ódio contra os judeus. Se ele não tem coragem de hostilizar os implacáveis e perigosos muçulmanos, por que então provocar Aquele que disse que quem tocar em Israel toca na menina dos seus olhos? Para quem crê no relato da Bíblia, há o fato inegável de que Deus sempre cuida do povo judeu. A própria volta do povo judeu à terra de Israel depois de uma dispersão de dois mil anos comprova o cuidado de Deus, pois em Ezequiel 37 Deus promete ressuscitar a nação de Israel depois de uma morte nacional aparentemente total. Essa promessa divina foi inteiramente cumprida em 1948, com a fundação do moderno Estado de Israel. Para quem não crê em Deus e na Bíblia, há o relato da História humana, que não deixa a menor dúvida de que os inimigos dos judeus não têm fim melhor do que Hitler, que se suicidou e levou uma nação inteira para a destruição.

O ódio dos filisteus e dos romanos contra os judeus está se transformando em ódio mundial contra Israel. Enquanto é tempo, Lula deveria começar a ler a Bíblia e se abster completamente de envolver o Brasil nesse mar de ódio — que é muito bem camuflado no apoio à causa “palestina”. Se quiser fazer uma diferença real na questão do Oriente Médio, ele deveria parar de condenar o povo judeu que durante séculos e séculos sofreu discriminação, perseguição e morte. Se estiver determinado a fazer condenações, há muitos alvos legítimos que merecem repreensão: ele deveria colocar sua atenção nos povos árabes, que até hoje cometem violações dos direitos das mulheres, dos judeus, dos cristãos e de outras minorias em seus países.

Se ler e crer no que a Bíblia diz sobre Israel, ele terá uma excelente perspectiva diante de si: Deus promete abençoar os que abençoam Israel (Gênesis 12:3).


Leia mais: Mensagem ao Presidente Lula sobre Israel

Fonte: www.juliosevero.com.br

Versão em inglês deste artigo:
The Great Gaffe of Lula Against Israel

[1] De acordo com o mapa do Itamaraty mostrado no jornal Folha de S. Paulo de 10 de maio de 2005, pág. A6.

15 de maio de 2005

O Mito de que Somos uma População Grande Demais

O Mito de que Somos uma População Grande Demais

Gente demais, comida de menos. Em suas campanhas a favor do aborto, é isso o que afirmam os grupos de interesses especiais que pressionam os políticos. Só há um problema: O abastecimento de comida está aumentando.

Michael Fumento

Há décadas ouvimos a mesma coisa: a população mundial está grande demais, os recursos naturais do mundo não conseguirão sustentar tantas pessoas e estamos destinados à fome em massa e outras formas de miséria humana, a não ser que reduzamos dramaticamente o número de bebês que nascem. Esse cenário é assustador o bastante para ajudar certos grupos com suas ambições políticas: a Federação Internacional de Planejamento Familiar, por exemplo, usa esse cenário para impor o aborto, a esterilização e a contracepção aos países em que famílias grandes são valorizadas e em que o aborto é evitado. Afinal, se o excesso de população vai conduzir à catástrofe global, as coisas boas que gostamos de valorizar em outros contextos (como respeito a outras culturas) vão simplesmente ter de ficar em segundo plano por um tempo. Não percebe que estamos falando sobre o final do mundo?

Bem, a verdade é que não estamos tratando do final do mundo. Pelo menos, não do jeito que a maioria das pessoas imagina.

Desde que Paul Ehrlich publicou seu famoso livro The Population Bomb (A Bomba Populacional) em 1968 e introduziu o termo “explosão populacional”, horrendas ameaças de fome mundial e escassez de energia se tornaram parte do discurso público. No entanto, depois de todos esses anos (e com uma população mundial que desde então aumentou mais que um bilhão), Ehrlich e seus seguidores ainda não provaram que somos uma população grande demais; eles simplesmente afirmam que somos. Aliás, o crescimento da população está diminuindo dramaticamente, e pelos cálculos de praticamente todos os demógrafos, esse crescimento terminará durante este século.

Não se pode calcular o crescimento da população com uma calculadora, pois simples fórmulas matemáticas não levam em conta circunstâncias importantes e não tão visíveis como o índice de fertilidade. Mas sabemos que em quase todos os países as mulheres estão tendo menos filhos, e mulheres em pelo menos 60 nações já estão tendo filhos numa taxa bem menor do que a taxa necessária para a substituição da população.

Quer alguns números? Embora a população mundial tenha mais que duplicado desde 1950, chegando ao atual número de 6 bilhões e 300 mil pessoas, de acordo com as Nações Unidas, a população alcançará o pico entre 2050 e 2075. Nicholas Eberstadt, demógrafo e estudioso do American Enterprise Institute, diz que provavelmente o último aumento da população mundial ocorrerá em 2050, quando o número atingir 8 bilhões de habitantes. “Penso que é perfeitamente plausível que a população mundial atinja o aumento máximo em 2050 ou até bem antes e talvez num nível abaixo de 8 bilhões”, diz Eberstadt, observando os últimos 35 anos, em que os índices de fertilidade caíram.

Portanto, o mundo depois de 2050 terá menos pessoas para cuidar dele do que tinha durante os últimos 50 anos. Em termos de percentagens, enquanto nos últimos 50 anos lidou com 100 por cento mais pessoas, o mundo só terá de lidar com 27 por cento mais nos próximos 50 anos. Sem dúvida alguma, isso ainda é muita gente. Mas é muito longe de um cenário apocalíptico.

É verdade que partes do mundo tendem a ser cheias de gente. (Ehrlich confessou que se sentiu estimulado a escrever seu livro quando ele próprio estava sendo apertado por uma multidão numa cidade grande da Índia.) Mas embora “superlotação” possa parecer assustador, é um termo enganoso, pois quem o define é a pessoa, os estilos de vida culturais e as circunstâncias — e isso tem pouco a ver com a definição científica de “explosão populacional”. Os indianos estavam se apertando numa multidão não porque havia gente demais para a terra caber, mas porque como pessoas no mundo inteiro, eles preferem os centros urbanos, em vez das áreas rurais. É por isso que alguns arranha-céus de Manhattan, Nova York, abrigam mais pessoas do que o Estado americano inteiro de South Dakota. A superlotação pode ser um problema, mas isso não é explosão populacional.

O Aumento Explosivo de Alimentos
As outras profecias de Ehrlich de terrível destruição também comprovaram merecer a mesma desconfiança. O livro The Population Bomb (A Bomba Populacional) inicialmente deu toda a atenção à probabilidade de fome, com Ehrlich predizendo: “Na década de 1970 o mundo experimentará fomes… e centenas de milhões de pessoas [inclusive dos EUA] vão morrer de fome”. Conforme vimos nesses anos que já passaram, ele errou em centenas de milhões.


Em seu livro seguinte The Population Explosion (A Explosão Populacional), publicado em 1990, Ehrlich afirmou que a produção de grãos alcançou aumento máximo em 1986. Errado. De acordo com a Organização de Agricultura e Alimentos (FAO) da ONU, em 1986 foram produzidas aproximadamente 1,8 toneladas de cereais (o grão mais importante), um aumento maior do que tudo o que havia ocorrido nos anos anteriores. No entanto, em 2001 esse número aumentou para 20,7 milhões de toneladas.

“A produção mundial de alimentos por pessoa teve crescimento máximo antes, em 1984”, Ehrlich afirmou ainda, “e desde então vem descendo”. Em 1981 Lester Brown, pessimista como Ehrlich, escreveu: “O período de segurança mundial de alimento acabou”. Brown é fundador do Worldwatch Institute e, juntamente com Ehrlich, ganhou o “prêmio de gênio” da Fundação MacArthur.

Errado e novamente errado. De 1981 a 1989, a produção de grãos por pessoa aumentou mais que 5 por cento. Desde então, aumentou outros 4 por cento mais por pessoa. Contudo, não foi preciso arar o possível e impossível do solo para obter o aumento de alimentos. Em 2001, mais de 1,230,249 de quilômetros quadrados foram utilizados para cultivar os cereais do mundo, um pouco menos que em 1968 quando o livro bombástico de Ehrlich apareceu e bem menos do que os 1,335,468 usados em 1991, que foi o ano de crescimento máximo.

O cálculo mais importante, porém, é que as calorias disponíveis por pessoa, que em 1968 eram 2.371, alcançaram aumento jamais atingido antes: 2.800 em 1999. Estamos finalmente tendo um aumento suficiente de calorias por pessoa para manter a população mundial bem alimentada — contanto que essas calorias fossem distribuídas de modo igual.

Infelizmente, quantidade enorme dessas calorias está sustentando a epidemia de obesidade nos [países ricos] e quantidade pequena demais está indo para as nações abaixo do nível de desenvolvimento. (Embora, conforme relatou recentemente a Organização Mundial de Saúde, a obesidade seja hoje um problema existente em muitas das nações mais pobres.)

Comer um Big Mac a menos por dia nos ajudará a ficar mais saudáveis, porém não fará bem algum aos africanos ou indianos. As conversas sobre “distribuição justa de alimentos” só são isso: conversas. O que falta é uma elevação da maré que levante todos os barcos. Os grupo neo-marxistas como o Greenpeace insistem em que tudo o que temos de fazer é dividir por igual os alimentos do mundo; mas isso é tão improvável de acontecer quanto a distribuição das riquezas do mundo. (É claro que eles também adorariam fazer isso.) Assim como aumentar as riquezas entre os mais pobres requer um aumento geral das riquezas, assim também devemos continuar a aumentar a quantidade de comida disponível para todos, a fim de ajudar os que estão em maior necessidade. Isso é ainda mais importante porque os países muito menos desenvolvidos estão adquirindo uma predileção por mais carne. A pergunta é: Teremos condições de suprir todas essas calorias?

Quem deve saber é Norman Borlaug. Ele é ganhador do Prêmio Nobel e “pai da Revolução Verde”, que trouxe aumentos dramáticos nas produções de grãos de cereais em muitos países em desenvolvimento, a partir do final da década de 1960, devido em grande parte ao uso de espécies geneticamente melhoradas. Em seu capítulo no livro Global Warming and Other Myths (O Aquecimento Global e Outros Mitos), ele afirma que “o mundo tem a tecnologia — disponível ou bem avançada nas linhas de pesquisa — para alimentar uma população de 10 bilhões de pessoas”. Mais especificamente: “Até mesmo sem utilizar avanços na biotecnologia de plantas, pode-se aumentar as produções de 50 a 70 por cento em grande parte do subcontinente indiano, América Latina, a ex-União Soviética e Europa Oriental e entre 100 e 150 por cento na África abaixo do Saara.

Há também avanços tremendos na biotecnologia que tornam o cenário ainda mais agradável.

Considere o arroz. Pesquisadores suíços adicionaram genes dos narcisos no tão chamado “arroz de ouro” a fim de lhe dar a vitamina A, cuja falta provoca aproximadamente 2 milhões de mortes a cada ano. (É também a principal causa de cegueira evitável, que atinge entre 250.000 e 500.000 crianças do mundo.) Então eles adicionaram um gene de um fungo que cria uma enzima que permite que o sistema digestivo humano absorva o ferro que, não fosse pela adição especial, estaria fora de nosso acesso. Outros pesquisadores ainda estão adicionando genes a safras de arroz que aumentam a produção de 20 a 40 por cento.

Evidentemente, a capacidade de alimentar a humanidade não é nossa única preocupação em termos da probabilidade de podermos sustentar uma população em crescimento. Contudo, vez após outra somos teimosos e nos recusamos a esgotar as coisas que, [pelos cálculos dos pessimistas], já deviam ter se esgotado há muito tempo.

Há Necessidade de Mais Pessoas
Em seu livro publicado em 1974 The End of Affluence (O Fim da Fartura), Ehrlich declarou: “Antes de 1985, a humanidade entrará numa era genuína de escassez… em que os suprimentos acessíveis de muitos minerais de extrema importância estarão enfrentando esgotamento”. E ele não era o único a pensar assim. Um grupo chamado o Clube de Roma publicou um relatório muito divulgado em 1972 que mostrava que no ano 2000 haveria esgotamento de praticamente tudo, menos de areia e baratas.


Entretanto, nenhum mineral — de “extrema importância” ou não — está hoje em perigo de esgotamento. Os preços a longo prazo são um indicador direto de escassez. Mas o índice de preços do Fundo Monetário Internacional para metais está hoje em seu nível mais baixo.

De modo semelhante, o Ministério do Interior dos EUA predisse no começo que haveria esgotamento de petróleo em 1954 e depois mudou a data para 1964 por causa dos avanços tecnológicos que melhoraram a descoberta e extração de petróleo. Apesar disso, as reservas petrolíferas são agora mais numerosas do que nunca.

Contudo, há um recurso vital em que poderemos experimentar escassez nas próximas décadas: nós, seres humanos.

O motivo é que depois que parar de crescer a população mundial não ficará convenientemente num nível plano. O mais provável é que o número de habitantes cairá drasticamente e não parará de cair.

De acordo com Joseph Chamie, diretor da Divisão de População da ONU, as atuais projeções de população indicam que o mundo está caminhando para uma fertilidade média de menos de dois filhos por mulher.

Considerando que um nível de dois ou mais filhos são necessários para sustentar a população, a população mundial atingiria ponto máximo de 7 bilhões e 500 mil em 2050 e cairia para 5 bilhões e 300 mil em 2150.
E isso tem implicações políticas interessantes, já que o declínio não ocorrerá de forma igual entre as nações. A populações de várias nações do bloco soviético já estão diminuindo por causa das taxas de nascimento em declínio e porque suas populações estão se mudando para outros países. O Japão está esperando que sua população atinja crescimento máximo em 2006 e então queda de 14 por cento (quase 20 milhões de pessoas) em 2050. A Alemanha espera um declínio semelhante, enquanto a Itália e a Hungria poderão perder 25 por cento de suas populações e a Rússia um terço. Essas nações já estão se tornando gigantescas “casas de repouso”, onde há mais aposentados do que bebês.


No entanto, há uma coisa que nada poderemos fazer para compensar quando a população começar a diminuir sem parar.

De todos os que predisseram questões da população mundial, o único que mais acertou foi também o que menos recebeu reconhecimento: o falecido economista Julian Simon, da Universidade de Maryland. Ele via a humanidade não como uma praga de gafanhotos, mas em vez disso como, conforme ele mesmo chamou num livro que ele escreveu com o mesmo título: “o recurso máximo”. “Desde o começo do tempo que se tem registro, o padrão de vida sempre sobe junto com o tamanho da população mundial”, comentou Simon nesse livro. “E com o aumento da renda e da população, tem havido menos problemas graves de escassez, custos menores e uma disponibilidade maior de recursos”. É verdade, ele escreveu, que: “Um aumento no número de pessoas causará problemas [temporários], mas ao mesmo tempo haverá mais pessoas para resolvê-los”.

Para Simon, o choro de um nenenzinho representa não apenas outra boca para alimentar, mas talvez o próximo Pascal, o próximo Kepler, o próximo Michelangelo, o próximo Bach.

Não sabemos quantos desses não nascerão. Mas lamentaremos a perda deles do mesmo jeito.

Michael Fumento é membro de elevada posição no Instituto Hudson em Washington, D.C.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br

Esse artigo apareceu na edição de janeiro de 2003 da revista Citizen. Essa revista pertence ao ministério Focus on the Family, fundado pelo Dr. James Dobson, autor do livro Ouse Disciplinar, da Editora Vida. Copyright © 2003 Focus on the Family. Todos os direitos reservados. Copyright internacional garantido.

http://www.family.org/cforum/citizenmag/features/a0023755.cfm

14 de maio de 2005

Minas Gerais homenageia Israel

Estimados amigos

O deputado estadual João Leite, de Minas Gerais, se pronunciou de maneira tremenda a favor de Israel. Leiam seu discurso abaixo. Todos os que desejarem cumprimentar o Dep. João devem encaminhar emails para:

dep.joao.leite@almg.gov.br

Julio Severo

Por iniciativa do deputado estadual João Leite, Assembléia Legislativa de Minas Gerais homenageia Israel pelo aniversário da fundação de seu Estado em 1948

- Em 12 de maio de 2005, no plenário da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais foi celebrada uma homenagem ao Estado de Israel pelos seus 57 anos, por solicitação do deputado evangélico, João Leite.

“Hoje comemoramos 57 anos da fundação do Estado de Israel. Apesar da tenra idade, há mais de 3.500 anos é esta a nação escolhida por Deus para ser também a sua, conforme Ele falou com Moisés: “se me obedecerem fielmente e guardarem a minha aliança, vocês serão o meu tesouro pessoal dentre todas as nações (Ex 19:5). Mais tarde, já na Era Cristã, Deus confirma esse seu desejo que está registrado nas Escrituras Sagradas, em Hebreus 8:10 “Serei o seu Deus e eles serão o meu povo”.

É com imensa satisfação que fui o autor do requerimento para a realização desta reunião especial, com o objetivo de homenagear o Estado de Israel, a nação israelense e todos aqueles que fizeram e fazem essa belíssima história de grandes lutas, vitórias espetaculares e bênçãos sem limite. Deste povo, único no Mundo a ter uma tenda para estar com o seu Deus, Ele (Jeová) disse em Êxodo 19:43: “ali me encontrarei com os israelitas, e o lugar será consagrado pela minha glória”.

A história de Israel está marcada por milagres e por atos heróicos que são muito preciosos para a história do Cristianismo: a fé de Moisés em conduzir o povo de Deus na travessia do Mar Vermelho, a obediência de Josué no cerco a Jericó, a coragem de Davi ao enfrentar Golias, nos mostram claramente quais foram os valores que formaram o caráter e a cultura da nação israelense.

Esse testemunho, de povo vitorioso, escolhido de Deus, Israel tem dado ao longo destes milênios de admirável história. A criação do Estado de Israel e a luta pela sua manutenção é uma epopéia, muito além da imaginação até mesmo dos grandes escritores como Homero, Virgílio e Camões.

Inútil de minha parte seria citar para vocês, os inúmeros e importantes momentos do povo de Israel até o reconhecimento do Estado Judaico, pela comunidade internacional, através da Resolução 181, da Organização das Nações Unidas, curiosamente proposta pelos Estados Unidos e União Soviética, nações antagônicas e promotoras de alguns dos momentos mais tensos já vividos pelo planeta Terra.
Vale lembrar que essa decisão da Assembléia Geral da ONU foi presidida pelo brasileiro Oswaldo Aranha, que inspirado pela tradição do Itamarati, na busca da resolução dos conflitos internacionais pela via pacífica, também criou o Estado palestino, e lamentavelmente não foi reconhecido pelos países da Liga Árabe, dando início ao conflito que até hoje leva insegurança e tem ceifado dezenas de milhares de vidas.

Gostaria de manifestar a minha insatisfação com o evento realizado pelo Governo Federal, às custas do dinheiro público, que recebeu o nome de “Cúpula América do Sul-Países Árabes. Este acontecimento foi inoportuno, inconveniente e desrespeitoso.

Inoportuno porque ao se transformar numa grande campanha contra Israel, contribuiu para insuflar em nosso país a intolerância religiosa entre essas comunidades que aqui vivem de forma pacífica. O governo Federal desconhece as recentes celebrações dos 60 anos do massacre de milhões de judeus nos campos de concentração nazistas e que mesmo assim tem mostrado sua vocação para superar adversidades e continuar em busca de uma vida em harmonia.

Inconveniente por desconhecer que em nosso país existem 80 mil brasileiros de origem judaica que aqui criam suas famílias, estudam, trabalham e contribuem com o Brasil em especial no comércio, na educação e na pesquisa social e científica,

Desrespeitoso com a nossa Carta Magna porque o seu artigo quarto prescreve, entre os princípios de nossas relações internacionais, a autodeterminação dos povos, a solução pacífica dos conflitos, o repúdio ao terrorismo e ao racismo. E o governo Federal, além de contrariar esses incisos constitucionais, não conseguiu ver essa identidade do Brasil com Israel, e concordou com as supostas “lutas de libertação nacional”, o mesmo que dizer que estão liberados “os carros-bomba”, que só no Iraque mataram 400 pessoas, desde a recente posse do presidente Jalal Talabani, em 28 de abril.

Enquanto em Berlim é inaugurado um Memorial aos Judeus Europeus Assassinados, chega-se a um consenso quanto a devolução da faixa de Gaza e o nosso super craque, Ronaldinho, está de malas prontas para ir à Palestina, como embaixador honorário da ONU, participar de jogos com times mistos de jovens israelenses e palestinos, a desastrosa política externa caminha na contra-mão da tendência mundial, se indispõe com vizinhos e se cala com relação ao engenheiro brasileiro, José João Vasconcelos Júnior, seqüestrado no Iraque, em janeiro, e sem qualquer notícia de seu paradeiro.

A declaração conjunta da Cúpula Árabe-Sul Americana além de endossar a ação de movimentos armados que atingem a população, se omitiu com relação à submissão da mulher nos países árabes, também não mencionou os 30 anos de controle do Líbano por tropas da Síria. Na opinião da Confederação Israelita do Brasil, essa declaração traz para o nosso país uma guerra que não é nossa, uma guerra que, em seu campo próprio, já é objeto de negociações e tende a se extinguir”, mas para o chanceler Celso Amorim cada um deve interpretar a declaração como quiser.

Também o nosso presidente Lula, não poderia perder a chance de deixar sua marca indelével: ao afirmar que a questão da democracia não foi tratada com a seriedade devida porque “não haveria como definir democracia sem desrespeitar o conceito dos outros”. O filólogo e dicionarista Antônio Houaiss diverge frontalmente do nosso presidente e define democracia com muita clareza: é o sistema político comprometido com a igualdade, com a distribuição equitativa de poder entre todos os cidadãos. É sabido que, infelizmente, esses valores não se fazem presentes na maioria dos países islamitas, que cláusulas pétreas para o mundo ocidental, como os direitos humanos, não passam de ficção para o cidadão muçulmano, oprimido pela ditadura do Corão, sem perspectivas de ascensão social e com sua juventude condenada à beligerância.

Democracia, esse valor milenar da humanidade, estruturador de nosso modelo de vida, e para o qual Israel tem contribuído de forma permanentemente. No capítulo 4, do Livro de Rute, temos um exemplo clássico da participação da popular, quando Boaz chama 10 anciãos da cidade para resolver um problema de precedência com relação à compra de terras.

Se por um lado minhas palavras parecem alarmistas, por outro lado desejo lembrá-los que nenhuma nação há de prevalecer contra Israel, pois o próprio Deus, em Exodo 29:45, falou: “e habitarei no meio dos israelitas e serei o seu Deus”.

Shalom!"

Dep. João Leite.

Assim nasceu o moderno Estado de Israel

Assim nasceu o moderno Estado de Israel

A meia noite de 14 de maio de 1948, nasceu o Estado de Israel, que foi imediatamente reconhecido pelos Estados Unidos e pela União Soviética. Israel abrigou milhares de judeus perseguidos e desalojados durante a II Guerra Mundial, mas foi atacado no dia seguinte pelo exército transjordâniano, pela Legião Árabe, pelo Egito, pela Síria, pelo Líbano e pelo Iraque. Apesar de todos os inimigos e circunstâncias que estavam contra sua existência, Israel sobreviveu. Em novembro de 1948, o Presidente Harry S. Truman escreveu ao Dr. Chaim Weizmann, o primeiro presidente de Israel: “Quero lhe dizer que estou feliz e impressionado com o progresso extraordinário que o novo Estado de Israel está fazendo”. Em 1968, o Presidente Lyndon Johnson declarou: “Os EUA e Israel têm um amor em comum pela liberdade humana e pelo modo de vida democrático… Através dos séculos, durante sua dispersão e durante experiências bem dolorosas, seus antepassados mantiveram-se fiéis à sua identidade judaica e a seus laços com a terra de Israel. O profeta Isaías predisse: ‘Deus levantará uma bandeira como um sinal para ajuntar os povos de Israel e de Judá que estiverem espalhados pelos quatro cantos do mundo; ele os trará de volta para a sua terra’ [Isaías 11:12 BLH]. A História humana não conhece exemplo mais comovente de persistência em face das adversidades mais cruéis”.

Traduzido e adaptado por Julio Severo:
www.juliosevero.com.br

Fonte: Crosswalk - American Minute: May 14, 2005.

13 de maio de 2005

Humor, com Billy Graham

Humor, com Billy Graham

Billy Graham estava voltando para seu lar na cidade de Charlotte depois de um compromisso envolvendo palestra e quando seu avião chegou havia uma limusine ali para transportá-lo para sua casa. Ao se preparar para entrar no veículo, ele parou e falou com o motorista.

“Sabe”, disse ele, “estou com 87 anos e nunca dirigi uma limusine. Você se importaria se eu dirigisse alguns minutos?” O motorista respondeu: “Sem problema. Ela é toda sua”.

Billy ocupa o lugar do motorista e eles vão para a rodovia.

A uma curta distância estava um guarda rodoviário operando um radar pela primeira vez.

A longa limusine preta passou por ele numa velocidade de mais de 110km numa área onde o limite máximo era 90km.

O policial deu a partida e facilmente alcançou a limusine e então saiu do carro patrulha para começar o processo de multagem.

O jovem policial andou até a porta do motorista e quando o vidro baixou ele ficou surpreso ao ver quem estava dirigindo.

Imediatamente ele se desculpou e voltou para seu carro e chamou seu chefe.

Ele disse ao chefe: “Sei que devemos aplicar a lei. Mas também sei que pessoas importantes recebem certas cortesias. Preciso saber o que devo fazer, pois parei uma pessoa muito importante”.

O chefe perguntou: “É o governador?”

O jovem policial disse: “Não, ele é mais importante que isso”.

O chefe disse: “Oh, então é o presidente”. O jovem policial disse: “Não, ele é ainda mais importante que isso”.

O chefe finalmente perguntou: “Então, quem é?”

O jovem policial disse: “Acho que é Jesus, pois ele tem Billy Graham como chofer!”


Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br

Fonte: Church Life e-Newsletter, 6 de maio de 2005.

Valeu a pena a II Guerra Mundial?

Valeu a pena a II Guerra Mundial?

Patrick Buchanan


© 2005 Creators Syndicate Inc.


No debate de Bush versus Putin sobre a II Guerra Mundial, Putin teve de longe a tarefa mais difícil. Defendendo o registro histórico da Rússia na “Grande Guerra Patriótica”, o presidente russo declarou: “Nosso povo não só defendeu sua pátria, mas também libertou 11 países europeus”.


Esses países são, presumivelmente: Lituânia, Letônia, Estônia, Polônia, Alemanha Oriental, Tchecoslováquia, Hungria, Romênia, Bulgária, Iugoslávia e Finlândia.


Para confirmar se a Rússia realmente libertou esses países, poderíamos fazer uma pesquisa perguntando aos filhos e filhas da geração que sobreviveu à libertação do Exército Vermelho que pilhou, estuprou e matou em todo o seu trajeto através da Europa. Como na Floresta de Katyn, esse exército eliminou os verdadeiros heróis que lutaram para preservar o caráter nacional e cristão dos países europeus.


Para Bush, essas nações não foram libertas. “Ao marcarmos uma vitória de seis décadas atrás, lembramo-nos de um paradoxo”, disse ele:


Para grande parte da Europa Oriental e Central, a vitória trouxe o domínio cruel de outro império. O dia da vitória marcou o fim do fascismo, mas não terminou a opressão. O acordo de Yalta seguiu a tradição injusta de Munique e do Pacto Molotov-Ribbentrop. Mais uma vez, quando governos poderosos negociaram, a liberdade de nações pequenas foi de certo modo descartável… O cativeiro de milhões na Europa Oriental e Central será lembrado como um dos grandes erros da história.


Bush revelou a verdade terrível sobre o que realmente triunfou na II Guerra Mundial em toda a Europa Oriental. E não foi a liberdade. Foi Stálin, o ditador mais detestável do século. Onde Hitler matou seus milhões, Stálin, Mao, Ho Chi Minh, Pol Pot e Castro mataram suas dezenas de milhões.


O comunismo foi a Peste Negra do Século 20.


As verdades que Bush declarou corajosamente em Riga, Letônia, trazem à tona perguntas que há muito permaneceram escondidas, enterradas ou ignoradas.


Se o Acordo de Yalta traiu nações pequenas e foi tão imoral quanto o Pacto Molotov-Ribbentrop, por que veneramos Winston Churchill e Franklin Delano Roosevelt? Em Yalta, Churchill e Roosevelt entregaram, em segredo, essas pequenas nações para Stálin, assinando a “Declaração da Europa Liberta”, um documento cínico que foi uma mentira monstruosa.


Já que Roosevelt e Churchill entregaram esses povos ao inferno de Stálin, então por que eles não são colocados nos livros de história ao lado de Neville Chamberlain, que em Munique entregou os tchecos ao dar os Sudetos à Alemanha? Pelo menos os alemães dos Sudetos queriam ficar com a Alemanha. Contudo, nenhum dos povos cristãos da Europa jamais aceitou seus captores soviéticos ou os traidores a serviço de Stálin.


Outras perguntas também vêm à tona. Se a Inglaterra agüentou a guerra durante seis anos e teve milhares de mortos numa guerra que os ingleses declararam para defender a liberdade da Polônia, e a liberdade da Polônia acabou sendo exterminada pelo comunismo, como é que podemos dizer que a Inglaterra ganhou a guerra?


Se o Ocidente entrou na guerra para impedir Hitler de dominar a Europa Oriental e Central, e essas regiões terminaram debaixo de uma ditadura ainda mais detestável, conforme Bush indica, pode-se dizer que a civilização ocidental ganhou a guerra?


Em 1938, Churchill queria que a Inglaterra lutasse pela Tchecoslováquia. Chamberlain não aceitou. Em 1939, Churchill queria que a Inglaterra lutasse pela Polônia. Chamberlain concordou. No fim da guerra Churchill conseguiu o que queria: a Tchecoslováquia e a Polônia estavam sob a ditadura do império de Stálin.


Como é que, então, os homens podem proclamar Churchill como o “Homem do Século”?


É verdade que as tropas americanas e inglesas libertaram a França, a Holanda e a Bélgica da ocupação nazista. Mas antes que a Inglaterra declarasse guerra contra a Alemanha, a França, a Holanda e a Bélgica não precisavam ser libertas. Essas nações já eram livres, e só foram invadidas e ocupadas depois que a Inglaterra e a França declararam — em favor da Polônia — guerra contra a Alemanha.


Quando paramos para pensar nas perdas que a Inglaterra e a França sofreram — centenas de milhares de mortos, privação, falência, o fim de impérios — valeu a pena a II Guerra Mundial, considerando que de todo jeito a Polônia e todos outros países da Europa Oriental foram completamente abandonados e entregues à opressão comunista?


Se o objetivo do Ocidente era a destruição da Alemanha nazista, foi um sucesso “esmagador”. Mas por que destruir Hitler? Se foi para libertar os alemães, não valeu a pena. Afinal, Hitler subiu ao poder através do processo democrático, recebendo voto dos próprios alemães.


Se foi para impedir Hitler de atacar a Europa Ocidental, por que declarar guerra contra ele e levá-lo a atacar a Europa Ocidental? Se foi para manter Hitler fora da Europa Oriental e Central, então o destino já era certo: Stálin era que ficaria mesmo com essas regiões.


Valeu a pena lutar uma guerra mundial — com 50 milhões de mortos?


A guerra que a Inglaterra e a França declararam para defender a liberdade da Polônia acabou tornando a Polônia e toda a Europa Oriental e Central escravos do comunismo. E nas festividades de Moscou, americanos e russos estavam na frente e centro, sorrindo — mas os ingleses e os franceses não. Dá para compreender.

Sim, Bush tocou numa questão que ainda vai trazer muitos problemas imprevisíveis.

Patrick J. Buchanan concorreu duas vezes à candidatura presidencial do Partido Republicano. Ele é também fundador e editor da revista
The American Conservative. Atualmente, ele trabalha como analista político da MSNBC e colunista sindicalizado. Ele assessorou três presidentes na Casa Branca e é autor de sete livros.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br

Fonte: http://www.wnd.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=44210

9 de maio de 2005

Pastor sueco em perigo de ser preso

Supremo Tribunal da Suécia Reverá Decisão que Inocentou Pastor Condenado por “Crime de Preconceito” por Pregar contra o Homossexualismo

ESTOCOLMO, Suécia, 9 de maio de 2005 (LifeSiteNews.com) — O supremo tribunal da Suécia declarou que reverá decisão que recentemente inocentou um pastor condenado no ano passado pelo crime de “preconceito” — porque ele pregou contra o homossexualismo dentro de sua própria igreja em 2003.


Ake Green, pastor de uma igreja pentecostal em Kalmar, Suécia, havia sido processado em janeiro de 2004 por “discurso de ódio contra os homossexuais”, porque em sua pregação ele citou referências da Bíblia contra o homossexualismo. Em julho de 2004, ele foi sentenciado a 30 dias de prisão por um tribunal que decidiu que ele havia incitado ódio contra os homossexuais. Mas em fevereiro de 2005, uma corte de apelação derrubou a condenação, declarando que não é contra a lei pregar as próprias convicções a partir do púlpito.


Contudo, houve outra virada: o principal promotor público da Suécia discordou da decisão da corte de apelação, afirmando que a pregação de fato equivaleu a discurso de ódio, e ordenou que o caso passe por uma total revisão.


Traduzido e adaptado por Julio Severo:
www.juliosevero.com.br

Fonte: LifeSiteNews.com — segunda, 9 de maio de 2005.

Todos os que puderem são encorajados a se manifestar para a representação diplomática da Suécia no Brasil, protestando, de modo educado, contra a perseguição religiosa ao pastor Ake Green, que apenas citou o que a própria Bíblia menciona sobre o homossexualismo. Não podemos nos calar nem cruzar os braços enquanto a injustiça tenta agredir um de nossos irmãos em Cristo por sua fidelidade à Palavra de Deus.


Embaixada da Suécia - Brasília - DFSES

Av. das Nações, Quadra 807, lote 29

CEP 70419-900 - Brasília - DF

Caixa Postal 070419

70419-900 Brasília DF

tel. (0xx61) 443-1444 fax (0xx61) 443-1187

e- mail:
swebra@opengate.com.br

e-mail:
ambassaden.brasilia@foreign.ministry.se

site:
Câmara do Comércio Brasil-Suécia

Expediente(s): segunda a quinta-feira - 08:00 - 13:00 hs / 14:00 – 17:00 hssexta-feira: 08:00 – 13:00 hs

Deputado Federal Milton Cardias envia mensagem à embaixada sueca em solidariedade ao Pr. Ake Green:

11 de maio de 2005

Nobre Embaixador:

Venho manifestar minha indignação com o caso noticiado na Suécia em que o Pastor Ake Green está sendo processado por ter feito uso da Bíblia na sua missão de anunciar a Verdade e a Salvação que há na pessoa bendita de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Espero que esta representação tome as devidas providências no sentido de evitar que injustiças como esta sejam praticadas num país que mantem uma excelente relação com países cristãos, como o Brasil, cujo número de evangélicos está num crescente assustador para as autoridades católicas, mas que é fato incontestável.

Certo de que iniciativas contra o anunciado serão tomadas, apresento votos de estima e consideração. Que Deus vos abençoe.

Pastor Milton Cardias
Deputado Federal PTB/RS

Pai é preso depois de protestar contra livro gay

Pai é preso depois de protestar contra livro gay
Estupidamente negado o direito de um pai proteger seu filho do homossexualismo na escola


© 2005 WorldNetDaily.com

Um pai que protestou contra um livro pró-homossexualismo que seu filho de 6 anos havia recebido na escola passou uma noite na cadeia depois de ser preso pela polícia.

David Parker, de 42 anos, confrontou a diretoria da Escola Joseph Estabrook na cidade de Lexington, 27 de abril de 2005, depois que seu filho trouxe para casa um exemplar de “Na Família Há Quem?”, um livro de histórias que inclui personagens que são pais homossexuais, noticiou o jornal Boston Herald.

De acordo com a notícia, Parker não quis sair da reunião depois que o supervisor Bill Hurley rejeitou o pedido dele de que ele fosse notificado quando seu filho fosse exposto a debates, como parte da instrução da sala de aula, sobre “famílias” homossexuais.

A polícia prendeu Parker por permanecer ilegalmente no local e ele passou uma noite na cadeia antes de pagar uma fiança de mil dólares, noticiou a TV WCVB.

Em declaração, Parker disse: “Os direitos de nós pais foram estupidamente negados”.

Parker afirmou que a diretoria da escola lhe disse várias vezes que ele não tem o direito de controlar o que seu filho aprende na escola sobre casamento homossexual.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br

Fonte:
http://www.wnd.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=44026


Artigos sobre escola e educação de crianças

A Marca da Besta

Governo vai dar camisinhas para crianças de 10 anos nas escolas

Evolução: Uma Heresia em Nome da Ciência

Homossexualizando as crianças de escola?

Educação escolar em casa, a opção adequada para os pais cristãos

O motivo por que a cortesia e os bons hábitos são importantes

Famílias Evangélicas Sofrem Perseguição na Alemanha

Pai é preso depois de protestar contra livro gay que filho de 6 anos recebeu na escola

É certo matricular os filhos na escola pública?

Tim LaHaye e as Escolas Públicas

Educação sobre Abstinência Faz a Diferença

Pré-Escola Prejudica os Talentos Sociais e o Desenvolvimento Emocional das Crianças

Menina prodígio tem paixão por Jesus

8 de maio de 2005

Cruzados 0, Saladino 1

Cruzados 0, Saladino 1

Hal Lindsay

© 2005 WorldNetDaily.com


Um filme novo sobre as Cruzadas acaba de ser lançado pelo aclamado diretor Sir Ridley Scott. Os principais personagens do filme, os cruzados, são — nas palavras de Scott — os “bandidos”.


O filme, chamado “Kingdom of Heaven” (Reino do Céu, mas cujo título em português é Cruzada), é apresentado a partir da perspectiva de um jovem cavaleiro francês que vai a Jerusalém para lutar para libertar a Terra Santa de seus conquistadores muçulmanos.


Temia-se (ou talvez tenham tentado enganar o público) que o filme poderia ofender os muçulmanos e ser lançado em meio a uma controvérsia tão inflamável quanto à controvérsia que acompanhou o filme A Paixão de Cristo de Mel Gibson — mas, de modo geral, as audiências muçulmanas vêm recebendo o filme muito bem.


Laila Al-Qatami, falando em nome do Comitê Árabe-Americano Anti-Discriminação, chamou o filme “uma das melhores descrições dos muçulmanos que vimos sair de Hollywood”.


Em entrevistas, Scott disse que não estava preocupado em ofender árabes ou muçulmanos, pois seu objetivo é “exatidão histórica”. Scott afirmou sentir que o melhor modo de garantir a exatidão histórica era consultando acadêmicos muçulmanos de maneira que ele “apresentasse um retrato equilibrado”.


Todos os editoriais e comentários que li citando as entrevistas de Scott fizeram questão de mencionar a afirmação que ele fez sobre a ajuda dos acadêmicos muçulmanos e o retrato equilibrado.


Quando um diretor cinematográfico de Hollywood promete um “retrato equilibrado”, geralmente significa revisar a história para se encaixar na opinião politicamente correta de hoje.


Quando Mel Gibson produziu A Paixão de Cristo, um dos principais argumentos da controvérsia foi que Gibson consultou acadêmicos bíblicos. Em vez de saudarem o filme como um “retrato equilibrado” que surgiu por causa de tal consulta acadêmica, os críticos disseram que envolver acadêmicos cristãos tornava o filme “propaganda cristã” que ofendia a todos, desde muçulmanos até judeus e ateus, e apresentava um “retrato injusto” de todos, desde as autoridades judaicas até os soldados romanos.


Observe a análise apaixonada que o canal de TV MSNBC fez: “Saladino apresenta uma imagem majestosa e honrável para as audiências americanas acostumadas aos vilões árabes”.


Na verdade, Hollywood de forma persistente evita o uso de vilões árabes. A maioria dos filmes sobre terrorismo utiliza todos os terroristas: neo-nazistas, membros do IRA ou narco-terroristas da Colômbia — todos, menos os terroristas árabes. As audiências americanas que se acostumaram a vilões árabes são audiências de noticiários, não os freqüentadores de cinemas.
A MSNBC incluiu algumas citações do principal homem e mulher do filme, Orlando Bloom e Eva Green. “É tão relevante hoje”, disse Bloom. “A última legenda explicativa do filme é: mil anos mais tarde, ainda fazemos a mesma coisa, ainda lutamos uns contra os outros por causa das mesmas divisões religiosas, e Jerusalém ainda está no meio do conflito. É como se fosse um recado: Quando é que vamos aprender?”


Isso faz muito sentido. O conflito sobre Jerusalém durante as Cruzadas foi uma campanha para forçar os muçulmanos a retroceder e impedir que eles cumprissem sua meta de destruir o Cristianismo. Na época, os muçulmanos estavam numa campanha militar irredutível de conquista em direção ao Ocidente.


O conflito sobre Jerusalém hoje é sobre a campanha do islamismo para expulsar os judeus de Israel. Qual a lição que Bloom acha que precisamos aprender? Aceitar a dominação islâmica?
Então há um supremo comentário que Evan Green dá: “Penso que os muçulmanos ficarão extremamente orgulhosos e felizes, pois eles são vistos como personagens nobres e cavalheirescos”, disse a atriz Green. “Principalmente nessa cruzada, os árabes se conduziram de um jeito mais nobre do que os cristãos. Saladino foi um personagem de tanta grandeza. Ele foi o herói de sua época”.


O bom e velho Saladino e os nobres guerreiros islâmicos que dedicaram a vida para destruir todos os “infiéis”. Que vergonha que os cristãos ignorantes e desprezíveis não pudessem deixar em paz o orgulhoso e cavalheiresco Saladino e seus guerreiros islâmicos!


O trecho seguinte vem do relato de alguém que viu em pessoa o cavalheirismo de Saladino na Batalha de Hattin em 1187. O relato foi escrito por Ernoul, um prisioneiro alemão que sobreviveu à batalha:


Saladino lhe perguntou: “Princípe Raynald, se você me mantivesse preso em sua prisão como agora eu mantenho você na minha, o que, de acordo com sua lei, você me faria?

“Com a ajuda de Deus“, ele respondeu, “eu cortaria a sua cabeça”.

Saladino ficou furiosíssimo com essa resposta insolentíssima, e disse: “Porco! Você é meu prisioneiro, mas me responde com tal arrogância?”

Ele pegou uma espada na mão e enfiou direto no corpo dele.

Os [escravos militares] que estavam ali foram para cima da vítima e lhe cortaram a cabeça. Saladino pegou do sangue e o jogou na própria cabeça para mostrar que havia se vingado dele. Então ele ordenou que carregassem a cabeça a Damasco, e foi arrastada no chão para mostrar aos sarracenos contra os quais o príncipe havia errado o tipo de vingança que ele recebeu.

O historiador Gibbon comentou que, se não fosse pelos cruzados, “o Corão hoje seria ensinado nas escolas da Inglaterra, e os púlpitos de suas igrejas poderiam demonstrar a um povo circuncidado a santidade e verdade das revelações de Maomé”.

Conforme declara no filme Balian, o personagem de Bloom: “Se este é o reino do céu, então Deus pode ficar com ele”.

Hal Lindsey é autor de 20 livros, inclusive “A Viagem da Culpa”, publicado pela Editora Mundo Cristão. Ele escreve toda semana exclusivamente para WorldNetDaily (www.wnd.com). Visite seu website onde ele oferece uma análise detalhada dos eventos mundiais à luz das antigas profecias da Bíblia.

Texto traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br

Fonte: http://www.wnd.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=44122

6 de maio de 2005

Quem sustentará os idosos?

QUEM SUSTENTARÁ OS IDOSOS ?

Julio Severo


Notícia da CNN:

ESTOCOLMO — O lendário campeão sueco de tênis Bjorn Borg pediu aos europeus que “produzissem” mais bebês a fim de garantir que existam pessoas suficientes no futuro para financiar as pensões dos aposentados do continente.
O jornal Dagens Industri publicou na sexta-feira passada um anúncio em inglês em que Borg aparece rodeado de parteiras.
“Temos um problema delicado no mundo ocidental: não estão nascendo bebês suficientes”, diz o tenista no jornal.
“Se não acontecer nada drástico imediatamente não haverá ninguém capaz de trabalhar para garantir nossas pensões...”
[1]

Muitos especialistas que alertavam o mundo sobre uma possível explosão demográfica agora se encontram sem explicações convincentes para suas alegações. Ninguém sabe como é que os países ricos conseguirão sair das dificuldades que foram criadas por décadas de campanhas que diziam aos casais que trazer mais seres humanos ao mundo equivaleria a trazer mais problemas. Agora o problema é justamente o contrário. A principal preocupação das próximas décadas será um tamanho de população economicamente ativa bem abaixo do normal nas regiões ricas do mundo. Conforme mostra a ONU, a maioria das nações industrializadas terá de abrir suas portas para milhões e milhões de trabalhadores dos países menos ricos para preencher as necessidades econômicas de populações ricas envelhecidas.

ONU DIVULGA ADVERTÊNCIA DE QUE EM FUTURO PRÓXIMO A POPULAÇÃO DE VÁRIOS PAÍSES RICOS ESTARÁ ABAIXO DO NÍVEL NORMAL

Nova Iorque, 31 de março de 2000 — Indo contra décadas de advertências sobre taxas de fertilidade altas e explosão demográfica, a ONU publicou recentemente um relatório de um problema novo: declínio de população. O Secretariado da Divisão de População da ONU diz em seu relatório Replacement Migration que em muitos países a única esperança de manter os atuais níveis de populações trabalhadoras é abrir as portas para os imigrantes em números que muitos podem achar alarmantes.
O estudo examinou dados demográficos de oito países: França, Alemanha, Itália, Japão, República da Coréia, a Federação Russa, o Reino Unido e os Estados Unidos. O relatório reflete decisões políticas feitas por governos durante meio século para diminuir a taxa de fertilidade de seus cidadãos. O resultado é que muitos países estão experimentando um fenômeno novo chamado "fertilidade abaixo do nível de substituição", que significa que os casais não mais estão tendo bebês suficientes para substituir os atuais trabalhadores. A ONU informou que 61 nações estão agora com uma fertilidade bem baixa e o nível populacional de outros países também já está se aproximando dessa situação crítica.


As conseqüências a longo prazo da baixa fertilidade são o envelhecimento elevado da população e eventual declínio da população jovem. Além disso, esses países enfrentam o problema da diminuição no número total de trabalhadores entre 15 e 65 anos. O estudo prediz que o número necessário de imigrantes para equilibrar a diminuição da população é elevado. Os níveis de imigrantes necessários terão de ser muito grandes para compensar as populações dos países ricos que estão envelhecendo e diminuindo. O Japão, por exemplo, precisará receber 10 milhões de imigrantes por ano para compensar o esvaziamento dos cidadãos em idade ativa de trabalho. A União Européia precisará de 13 milhões por ano. O relatório afirma que os líderes políticos terão nas próximas décadas de lutar com muitas questões críticas por causa de dois fatores: envelhecimento da população e resistência a imigração em massa. Já se considera a possibilidade de que as leis estabeleçam que os trabalhadores se aposentem com mais idade. Haverá também mudanças nos benefícios médicos e previdenciários, e os trabalhadores ativos terão de pagar mais para o sustento financeiro dos aposentados.
[2]

A única solução que a ONU consegue indicar para a grande perda de população jovem nos países ricos é receber mais imigrantes dos países em desenvolvimento. Mas talvez nem isso baste. O Sr. Paul Hewitt, diretor do projeto Iniciativa do Envelhecimento Global do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais em Washington, me explicou: “Soube recentemente que 17 por cento da população da Suíça nasceu no exterior. Mas o que é significativo é que nada disso será suficiente para resgatar dramaticamente o sistema de aposentadoria dos idosos”.
[3]

O futuro dos EUA e da Europa
No curso dos próximos 25 anos, informa o boletim americano Population Research Institute Review, a estrutura de idade da população mundial continuará a mudar e os idosos serão uma parte cada vez maior da população total do mundo.
[4] As projeções oficiais das Nações Unidas indicam que na Europa e América do Norte a população idosa de mais de 65 anos crescerá e chegará a um total de 1 bilhão e 300 mil pessoas no ano 2025, enquanto a população de 0 a 14 está diminuindo sem parar.[5] O envelhecimento da população e a diminuição no número de nascimentos e de jovens nos países desenvolvidos são um dos problemas mais dramáticos que o século 21 terá de enfrentar. Só na Alemanha há hoje quase 400 mil cidadãos com mais de 90 anos de idade. Em 2030 os idosos do Japão, Alemanha e Itália poderão passar dos 40% da população geral.[6]

Os países da Europa já estão sentindo os profundos efeitos demográficos por causa do baixo índice de natalidade: Há um número cada vez menor de jovens na força de trabalho. O resultado é que haverá menos trabalhadores ativos para sustentar mais aposentados. Essa situação criará grande pressão nos sistemas de seguridade social e planos de aposentadoria. Causará também um enorme aumento nos custos de assistência à saúde. Não é sem razão, pois, que os países europeus estão sofrendo forte pressão para aceitar a eutanásia.[7]

Conforme as projeções da ONU, a Europa será a região do mundo mais atingida pelo envelhecimento. No ano de 2050, haverá quase três pessoas acima de 65 anos para cada jovem de menos de 15 anos. Um em cada três europeus terá mais de 60 anos. As outras regiões mais atingidas pelo envelhecimento serão a América do Norte, a Oceania, a Ásia e a América Latina, nessa ordem.
[8] O Prof. Michel Schooyans, da Universidade de Louvain na Bélgica, acha que essa situação “causará migrações incontroláveis, o colapso dos sistemas de previdência social e educação, conflitos entre as gerações mais jovens e as mais velhas…”[9]

A situação européia é tão crítica que o Presidente da França, Jacques Chirac, exclamou: “A Europa está desaparecendo… Logo nossos países estarão vazios”.[10] O perigo maior é que esse esvaziamento da população européia abrirá espaço e oportunidades para as multidões de muçulmanos ansiosos para habitar o continente europeu. Por séculos os muçulmanos tentaram invadir e dominar a Europa, sem sucesso. Contudo, hoje enquanto os europeus estão brincando de sexo, as famílias imigrantes muçulmanas estão multiplicando seus bebês aos milhares e educando-os fielmente na sua religião. Já que até os casais evangélicos europeus não mais desejam se multiplicar e criar uma geração para Jesus, as famílias muçulmanas querem aproveitar e encher o território europeu com seus próprios jovens para avançar o islamismo.

Mark Steyn escreveu no jornal Chicago Sun-Times de 27 de fevereiro de 2005:

“Os problemas da Europa — seus programas sociais que já estão fora das possibilidades econômicas, sua demografia que já está no leito de morte, sua dependência de números de imigrantes que nenhuma nação estável já conseguiu absorver com sucesso — foram todos criados pela própria Europa. As projeções de alguns especialistas indicam que 40 por cento da população da União Européia será muçulmana no ano 2025. O que já é realidade é que semanalmente mais pessoas freqüentam as orações de sexta nas mesquitas do que os cultos de domingo nas igrejas cristãs”.[11]

Problemas econômicos na área da saúde
Ao comentar a situação européia, um jornal britânico escreveu em 1993:


A História mostra que a diminuição da população jovem é um fenômeno que pode colocar a economia em crise e até destruí-la. Essa diminuição põe uma pesada carga sobre os jovens, que terão de sustentar um número cada vez maior de velhos. Essa situação, em vez de abrir espaço para a prosperidade, tende a fazer com que as sociedades sejam destruídas, por causa da diminuição da compra e venda de produtos e serviços e da diminuição das oportunidades.[12]

Será que uma população jovem cada vez menor conseguirá continuar pagando as despesas médicas dos idosos? Hoje debate-se a questão da necessidade de controlar os gastos na assistência hospitalar aos idosos, e esse debate só tende a aumentar, pois vários problemas econômicos graves ameaçam em futuro próximo sobrecarregar completamente o sistema de saúde pública.

A preocupação maior é o fato de que as despesas geralmente aumentam nos últimos meses de vida de um idoso. Alguns países já estão colocando limites de idade para certos tratamentos. Quando consideram a questão da prestação de serviços de saúde, os especialistas médicos agora vêem os fatores econômicos como mais importantes do que as necessidades das pessoas. As elevadas despesas que alguns pacientes dão estão levando muitos políticos, hospitais e médicos a verem a eutanásia como uma alternativa fácil e barata para resolver problemas econômicos. Na Suíça, o departamento de saúde de Zurique autorizou oficialmente suicídios com assistência médica nos asilos para idosos. No entanto, por motivos óbvios, o governo não mencionou a questão dos gastos dos idosos, mas preferiu se limitar a afirmar que a medida foi tomada para “valorizar o direito de autodeterminação” dos idosos.
[13]

Um ativista pró-eutanásia declarou:

A maioria dos estudantes de economia, principalmente economia na área médica, concorda que é urgente e absoluta a necessidade de conter os gastos médicos. A questão que nos divide é de que modo deveremos fazer isso. O primeiro passo é admitir a cruel necessidade de racionar a assistência médica. O segundo é limitar a assistência médica¼ Como é que decidiremos quem deverá receber os escassos recursos médicos?¼ O que deveremos mais considerar, obviamente, é a idade. [14]

As sociedades de hoje que por motivos econômicos apóiam a limitação de nascimentos terão no futuro de apoiar, pelos mesmos motivos, a limitação no número de doentes, deficientes e idosos e outras pessoas que dão despesas pesadas para o governo.

Mais velhos, menos jovens
Em vários países avançados, as autoridades estão começando a se preocupar com o fato de que hoje há mais mortes do que nascimentos e mais idosos do que crianças. Uma das conseqüências mais sérias do envelhecimento da população é o risco de o sentimento de solidariedade entre as gerações sofrer danos. Essa perda de solidariedade poderia fazer com que as gerações brigassem para ver quem é que ficará com os recursos econômicos ou em quem esses recursos serão investidos: nos mais jovens ou nos mais velhos. É exatamente por causa da preocupação com os fatores econômicos que a eutanásia está ganhando a simpatia dos europeus e americanos materialistas.


Não há dúvida de que os idosos serão os candidatos mais fortes à eutanásia futuramente. Desde que começou a apoiar leis de aborto, os EUA e a Europa aprenderam a conviver com o desrespeito ao valor da vida humana. E esse desrespeito poderá se estender a qualquer grupo de pessoas que não se encaixar nos padrões da sociedade ou que for um peso grande demais para o estilo de vida egoísta, consumista e materialista das pessoas de hoje.


Por causa de fatores econômicos, os pais que escolheram ter menos filhos para ter mais bens materiais poderão algum dia não só ter menos pessoas para sustentá-los, mas também enfrentar seus filhos igualmente materialistas que, por causa de fatores econômicos semelhantes, apoiarão a eutanásia para ajudar a sociedade a ter menos “velhos inúteis que só dão despesas”.


O envelhecimento da população vem sendo acompanhado pela destruição do sistema de apoio familiar tradicional que sustentava em casa as crianças, os dependentes e os idosos.
[15] Nos países desenvolvidos, a valorização de bens materiais é mais alta do que uma estrutura familiar tradicional onde a maior riqueza são os filhos e a própria unidade da família.

O Instituto de Pesquisa de População nos EUA, em seu boletim de janeiro de 2000, alerta:

Neste ano, pela primeira vez na História, haverá nos países industrializados mais pessoas com 60 anos do que crianças com a idade de até 14 anos. O crescimento da população idosa levará os velhos a dependerem mais de um número cada vez menor de jovens trabalhadores para sustentá-los… Com a queda mundial nas taxas de natalidade, o número de trabalhadores diminuirá. As conseqüências econômicas da diminuição da população jovem virão em seguida. Conforme diz o economista Peter Drucker, são necessários trabalhadores para garantir a prosperidade e a estabilidade econômica de qualquer país. Em muitas nações por todo o mundo, será difícil, ou até mesmo impossível, uma população trabalhadora cada vez menor sustentar um número cada vez maior de aposentados. [16]

O mesmo boletim dá a informação de que nos Estados Unidos a população economicamente ativa está diminuindo: “No começo de novembro de 1999, Alan Greenspan, Presidente do Federal Reserve, apresentou um relatório declarando que a diminuição no número de trabalhadores estava ameaçando a competitividade de mercado e a produtividade americana”.
[17] Uma das soluções que ele apontou para resolver esse grave problema é permitir a entrada de mais imigrantes nos EUA.

Por que há menos trabalhadores jovens?
Há muitos fatores que estão contribuindo para o baixo número de nascimentos hoje. As pessoas estão casando menos e os que querem se casar preferem entrar no matrimônio mais tarde, em grande parte para continuar estudando mais tempo. Enquanto no passado recente, e até nos tempos bíblicos, o casamento ocorria geralmente antes dos 18 anos para a mulher, hoje é bem depois dos 20 anos. Embora se casem mais tarde, os jovens estão tendo experiências sexuais cada vez mais cedo. Há também o crescimento no número de divórcios. E as famílias que sobrevivem à onda de divórcios e separações estão tendo menos e menos filhos. O que mais tem desanimado as famílias de hoje de querer mais que dois filhos são as responsabilidades profissionais do pai e da mãe que trabalham fora. Talvez a mudança mais profunda a atingir as famílias seja o relacionamento entre o casal e o trabalho profissional fora do lar nas décadas recentes. Essa mudança reflete a participação das esposas e mães no mercado de trabalho.


A proporção de mulheres casadas que trabalham fora aumentou em todos os países industrializados. Na Austrália, por exemplo, a percentagem de mulheres casadas no mercado de trabalho fora do lar pulou de 29 por cento em 1966 para 53 por cento em 1998. Metade das mães australianas com filhos de menos de 4 anos de idade trabalham fora agora. No Reino Unido, em 60 por cento dos casais com filhos as mães trabalham fora. Nos Estados Unidos, a participação no mercado de trabalho das mulheres casadas com filhos de menos de 6 anos aumentou de 18 por cento em 1960 para 59 por cento em 1993.
[18] Mulheres casadas que trabalham fora costumam ter um ou dois filhos, ou às vezes nenhum. Isso bem pode explicar a diminuição no número de nascimentos.

A eutanásia, felizmente, não é realidade entre nós. Apesar de não ser economicamente tão avançado quanto as nações européias, o Brasil não está enfrentando a difícil situação de envelhecimento da população e escassez de jovens que a Europa já está começando a sofrer. Esse é o motivo mais importante para a ausência da eutanásia em nosso país. Mas o índice de natalidade está caindo entre nós, graças aos investimentos em massa que os EUA e a Europa fazem para reduzir a população jovem dos países menos desenvolvidos. Milhões de dólares são gastos para financiar a expansão dos programas de planejamento familiar, educação sexual e aborto legal no Brasil. Se essa situação continuar, futuramente o Brasil também terá de se preocupar com questões como envelhecimento da população, escassez de jovens e… eutanásia.

Família: previdência natural
O dever dos filhos é retornar seu amor e assistência quando seus pais precisarem depender da ajuda de outros por causa da idade, pobreza ou doença. Há o exemplo bíblico do Rei Davi, que manteve os pais consigo e cuidou deles em sua velhice.


O Dr. Allan Carlson, presidente do Howard Center e líder evangélico pró-família, diz:

Nos séculos antes da existência da aposentadoria pública, os incentivos econômicos dentro da família uniam fortemente as gerações. Os adultos em seus anos produtivos sustentavam seus pais na velhice deles, pois essa era uma obrigação que o sistema cultural impunha. Ao mesmo tempo, esses adultos tinham um forte incentivo para gerar e criar filhos, para garantir a própria segurança e assistência no futuro. Em resumo, a família tradicional incentivava o nascimento de filhos. Contudo, sob o regime de seguro social cujo foco é a aposentadoria dos idosos, os incentivos mudaram. Comumente, agora os benefícios são pagos assim: através de impostos, a renda é transferida dos atuais trabalhadores para os atuais aposentados. Por causa disso, os laços de segurança econômica entre três gerações da família foram cortados. Hoje, ainda que um indivíduo não tenha nenhum filho, ele conseguirá melhorar seu padrão de vida sem interferência e sem sofrer conseqüências no futuro, pois os impostos já são compulsoriamente descontados da renda e da folha de pagamento. Aliás, a reação lógica então se torna: “Filhos custam muito dinheiro e tempo e fazem muito barulho. Que outra pessoa tenha os filhos que me sustentarão na minha velhice”.[19]

O conceito de previdência social, com seu sistema de aposentadoria, tem uma existência relativamente recente. Nasceu há poucas décadas e não tem probabilidade de durar muitos anos. Por séculos o que existia era a “previdência natural”: Os filhos cuidavam dos pais na velhice e quanto mais filhos e filhas um homem tinha, melhor “assistência” ele teria na velhice. Se os filhos eram cristãos fiéis a Jesus, os pais tinham o conforto e a segurança de passar seus últimos dias no acolhimento da própria família em vez de ficarem abandonados e deprimidos em algum asilo ou instituição de caridade.


Um dos Dez Mandamentos, por exemplo, ordena o respeito aos pais. E Jesus explica que uma maneira de respeitar os pais é dedicar uma parte de nossos recursos para ajudá-los. Respeitar, nesse sentido, seria também acolhê-los, uma prática que as famílias evangélicas do passado nunca deixaram de lado. E Jesus fortemente repreendeu os religiosos de sua época que não queriam praticar tal respeito. Ele disse que não devemos evitar essa responsabilidade nem mesmo com a desculpa de servir a Deus (cf. Mateus 15:3-6).


Hoje não precisamos mais “honrar” nossos pais, pois pensamos que o governo já faz isso através da previdência social. Mas até quando o governo terá condições de sustentar os idosos? Os governos europeus já estão enfrentando sérias dificuldades nessa área, porém mesmo que as famílias européias escolhessem cuidar de seus parentes idosos, por quanto tempo seria possível sustentá-los?


Enquanto a família européia de um século atrás era constituída normalmente de um casal com uma média de seis filhos, a família européia de hoje é composta somente por uma ou duas crianças. Assim, se um casal europeu de hoje fosse precisar dos filhos para ajudá-los na velhice, eles só teriam um ou dois¼ Esse é um dos motivos por que os europeus acham mais fácil colocar os idosos em asilos.


A Bíblia diz: “Mas, se alguma mulher cristã tem viúvas na sua família, deve cuidar delas…” (1 Timóteo 5:16a BLH) Tanto o homem quanto a mulher devem honrar os pais, mas o significado óbvio dessa passagem é que Deus entregou principalmente às mulheres cristãs a responsabilidade de tomar conta dos parentes dependentes. Mas o papel da mulher hoje tem sido tão radicalmente mudado pelas idéias feministas que as esposas têm tantas responsabilidades fora do lar que não lhes sobra tempo, e muitas vezes nem interesse, para desempenhar plenamente o importante chamado do lar que Deus lhes deu.


O livro De Volta Ao Lar, escrito pela ex-feminista Mary Pride, revela o motivo por que as famílias não mais são a principal fonte de assistência aos parentes dependentes:


Mas as pessoas esperam cada vez mais que o governo desempenhe essa responsabilidade. O demógrafo Joseph McFalls, da Universidade de Temple, comenta: “As famílias estão renunciando a algumas de suas funções e as estão entregando ao governo. As famílias costumavam ser responsáveis pela educação dos filhos e pela assistência aos idosos. Mas agora é o governo que faz as duas coisas”.

O Dr. Allan Carlson diz:

Até mesmo o movimento de mulheres casadas entrando no mercado de trabalho em décadas recentes tem uma ligação especial com governos preocupados principalmente com programas sociais. Os dados mais claros vêm da Dinamarca, e mostram que o número de donas de casa nesse país diminuiu em 579 mil mulheres, entre 1960 e 1981. Nesse período, o número de empregados no setor público aumentou para 532 mil. Ao mesmo tempo, dois terços da expansão da força de trabalho na Dinamarca ocorreram em apenas três áreas: creches e assistência aos idosos (25%); hospitais (12%); e as escolas (27%). Ajunte todos esses dados, e o que dá para ver é mulheres deixando as tarefas de criar os filhos e cuidar dos idosos no lar, a fim de trabalharem para o governo nos mesmos tipos de empregos. Contudo, há uma diferença: elas fazem esse trabalho com menos eficiência, pois as crianças e idosos de quem elas agora cuidam não são parentes delas e elas não têm nenhum interesse verdadeiro neles. Além disso, elas recebem seus salários dos fundos obtidos mediante a cobrança de mais impostos¼[20]

Esposas que trabalham, geralmente, preferem ter o menor número possível de filhos. Essa preferência está colaborando para trazer um futuro onde haverá menos trabalhadores jovens para sustentar os aposentados.


Hoje os especialistas em questões demográficas acham que está para vir uma situação de ameaça, onde haverá muitos recursos, mas um número insuficiente de pessoas para organizar e alimentar a maioria dos idosos. Já que a mentalidade pró-eutanásia está se espalhando em vários países, principalmente na Holanda, há razões para nos preocuparmos que slogans tais como “morrer com dignidade” e “morte com compaixão” serão defendidos normalmente como uma solução para resolver o complicado problema de sustentar uma população de aposentados grande demais.

© Copyright 2004 Julio Severo. Proibida a reprodução deste artigo sem a autorização expressa de seu autor. Julio Severo é autor do livro O Movimento Homossexual, publicado pela Editora Betânia. E-mail:
juliosevero@hotmail.com

Fonte:
www.juliosevero.com.br

[1] http://cnn.com.br/2001/curiosidades/03/12/bjorn/index.html
[2] Conforme informações divulgadas pelo C-FAM, um instituto de defesa da família e dos direitos humanos que monitora as atividades na ONU. Nova Iorque, 31 de março de 2000.
[3] Comunicação pessoal do Sr. Paul Hewitt para Julio Severo através de email, em 7 de julho de 2000.
[4]Population Research Institute Review (PRI: Front Royal-EUA, agosto-setembro de 1999), p. 4.
[5]Drª Nafis Sadik, Making a Difference: Twenty-five Years of UNFPA Experience (Fundo de População das Nações Unidas: Nova Iorque-EUA, 1994), p. 48, 49.
[6]Situação da População Mundial (Fundo de População das Nações Unidas: Nova Iorque-EUA, 1998), p. 11.
[7] Dr. Brian Clowes, The Facts of Life (HLI: Front Royal-EUA, 1997), p. 300.
[8]Population Research Institute Review (PRI: Front Royal-EUA, agosto-setembro de 1999), p. 4.
[9]Michel Schooyans, We Have Met the Enemy and He Is Us in Celebrate Life (American Life League: Stafford-EUA, 1999), p. 13.
[10]George Grant, Grand Illusion: The Legacy of Planned Parenthood (Adroit Press; Franklin-EUA, 1992), p. 39.
[11] http://www.suntimes.com/output/steyn/cst-edt-steyn27.html
[12]Eamonn Keane, Population and Development (HLI: Australia, 1994), p. 34
[13] Pro-Life E-News, 21 de agosto de 2000.
[14] Willard Gaylin. Citado no capítulo 106 de: Dr.Brian Clowes, The Pro-Life Activist’s Encyclopedia. Pro-Life Library CD-Rom. Ó 2000 Human Life International.
[15]Situação da População Mundial (Fundo de População das Nações Unidas: Nova Iorque-EUA, 1998), p. 4.
[16]Population Research Institute Review (PRI: Baltimore-EUA, janeiro-fevereiro de 2000), p. 10.
[17]Population Research Institute Review (PRI: Baltimore-EUA, janeiro-fevereiro de 2000), p. 8.
[18] Kevim & Margaret Andrews, Rebuilding a Culture of Marriage, The Family in America (The Howard Center: Rockford, EUA, outubro de 1998), p. 3.
[19] Dr. Allan Carlson, The Family, Public Policy & Democracy, The Family in America (The Howard Center: Rockford, EUA, agosto de 1998), p. 4.
[20] Dr. Allan Carlson, The Family, Public Policy & Democracy, The Family in America (The Howard Center: Rockford, EUA, agosto de 1998), p. 5.