8 de dezembro de 2005

Irã continua a perseguir cristãos

Irã continua a perseguir os cristãos

J. Lee Grady

O Pastor Ghorban Tori saiu, mas não voltou para casa em 29 de novembro de 2005. Sua família descobriu seu corpo ensangüentado no quintal da frente de sua casa numa cidade do norte do Irã.

O pastor evangélico de 50 anos foi morto a facadas. Sua esposa e quatro filhos, idades de 3 a 23, precisarão agora lidar não só com a dor da perda, mas também com o medo de que eles possam ser os próximos.

Há muito medo hoje entre as igrejas escondidas no Irã — que estão crescendo silenciosamente, mas de modo rápido, nos anos recentes. Poucas horas depois que Tori foi assassinado em 22 de novembro, a polícia secreta islâmica atacou de surpresa o lar do pastor em busca de Bíblias e livros na língua farsi. A polícia também fez uma varredura completa de todos os lares cristãos na área, de acordo com notícia da agência Compact Direct.

Uma fonte informou à agência Compact que 10 crentes foram presos e cruelmente torturados no fim de novembro. Os pastores também vêm sendo ameaçados. Os líderes evangélicos que dirigem cultos nos lares foram ameaçados: “O governo sabe do que vocês estão fazendo, e nós viremos atrás de vocês”.

Nem o assassinato do Pr. Tori nem a perseguição sistemática dos cristãos no Irã saem nas manchetes internacionais hoje em dia. E os meios de comunicação não parecem focalizar tanta atenção na principal fonte dessa violência — o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad. Muçulmano xiita ultraconservador, ele declarou publicamente que odeia tanto os cristãos quanto o Estado de Israel.

Uma fonte iraniana contou para Compact que Ahmadinejad recentemente convocou uma reunião especial dos governadores provinciais e anunciou que eles devem esmagar o crescimento das igrejas cristãs escondidas. De acordo com o que foi relatado, o presidente lhes disse: “Deterei o Cristianismo neste país”.

A eleição de Ahmadinejad em junho sinalizou uma mudança dramática no Irã. Em comentários que fez depois de sua eleição, o novo presidente prometeu inflamar a revolução muçulmana no mundo inteiro. Ele declarou: “Graças ao sangue dos mártires, uma nova revolução islâmica está surgindo e a revolução islâmica de 1384 [o atual ano no calendário iraniano], se Deus quiser, cortará pelas raízes a injustiça no mundo”.

Ahmadinejad acrescentou: “A onda da revolução islâmica logo chegará ao mundo inteiro”.

A declaração mais inflamatória do presidente veio apenas seis semanas atrás, quando ele exigiu a aniquilação de Israel. Falando numa conferência, ele disse: “O regime de ocupação de Oods [Jerusalém, ou Israel] tem de ser apagado da face da terra, e com a ajuda do Todo-Poderoso, logo experimentaremos um mundo sem os Estados Unidos ou o sionismo [movimento que promove a volta dos judeus a Israel]”.

Ahmadinejad está se transformando em outro Saddam Hussein. Se ele já não tem armas de destruição em massa estocadas perto de Teerã, ele está ocupado fabricando-as.

O que podemos fazer para impedir que esse louco utilize bombas contra os judeus em Israel ou extermine os cristãos de seu próprio país? Devemos agir do jeito bíblico que Ester agiu. Aliás, ela viveu no país que hoje é a região oeste do Irã. (Seu túmulo realmente permanece hoje na antiga cidade de Hamadã.) Quando Ester foi informada da trama de genocídio do cruel Hamã contra os judeus, ela chamou suas empregadas, convocou um jejum e apelou para o Deus do céu em busca de intervenção divina.

Foi isso também que os primeiros discípulos fizeram depois que o rei Herodes prendeu alguns cristãos, matou Tiago e aprisionou o apóstolo Pedro. A morte de Tiago motivou o povo de Deus a orar “intensamente” (Atos 12:5), e como resultado um anjo arrebentou as correntes de Pedro e o conduziu ileso para fora da prisão, passando por dois guardas armados e atravessando uma porta trancada até chegarem à reunião de oração.

Algumas pessoas, como o antigo apóstolo Tiago ou o Pastor Tori no Irã hoje, deixaram sua marca na história como mártires. Mas muitos Pedros estão pregando hoje no Irã, e eles estão enfrentando a morte — e nossas orações intensas poderão livrá-los da morte. Você crê nisso?

Em honra a nosso irmão Ghorban Tori e aos muitos crentes que foram assassinados no Irã nos anos recentes, vamos concordar em intercessão unida que Deus frustrará as tramas dos maus, abrirá as portas das prisões, dará novo ânimo às igrejas perseguidas e conduzirá milhões de iranianos a um encontro pessoal com Cristo.

J. Lee Grady é editor da revista Charisma e um jornalista premiado. Ele escreve uma coluna na Charisma Online duas vezes por semana. Para fazer a assinatura da Charisma Online, clique aqui.

Artigo original: Let Us Mourn For Ghorban, Charisma Online 2 dezembro de 2005. Traduzido e adaptado por Julio Severo:
www.julosevero.com.br

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