29 de novembro de 2005

Pastor Sueco É Inocentado da Acusação de Discurso de Ódio contra os Homossexuais

O Pastor Sueco Ake Green É Inocentado da Acusação de Discurso de Ódio contra os Homossexuais

Terry Vanderheyden

ESTOCOLMO, Suécia, 29 de novembro de 2005 (LifeSiteNews.com) — O Supremo Tribunal da Suécia inocentou o Pastor Ake Green da acusação de incitar ódio contra os homossexuais.

O veredicto de hoje, de 5 a 0, sustentou que o sermão de Green estava protegido pela liberdade de expressão e religião. Green havia sido condenado e sentenciado por um tribunal inferior em 2004 pelo que classificaram de discurso de ódio. Embora os meios de comunicação falsamente afirmassem que Green se referiu aos homossexuais como “tumor cancerígeno” na sociedade, Green contou aos tribunais que ele estava se referindo aos atos homossexuais, não às pessoas. Aliás, a única referência semelhante em seu sermão de 2003 foi este trecho em que ele declara: “As anormalidades sexuais são um profundo tumor cancerígeno na sociedade inteira”. Uma corte de apelos mais tarde anulou a condenação.

Logo após a decisão, Green disse à rádio pública sueca: “Isso significa que podemos continuar a falar do jeito que temos falado. Portanto, faz-me sentir bem que tenham decidido de um modo que não haja nenhuma violação ao nosso jeito de pregar”, de acordo com notícia da Associated Press. “Não me retrato do que eu disse”, Green disse em sua audiência no Supremo Tribunal em 9 de novembro. “Ainda acho que precisamos ter a liberdade de expressar nossas convicções sem terminar na cadeia e se isso acontecer, estarei mostrando a que ponto ridículo as coisas chegaram”.

O presidente do tribunal, o Juiz Johan Munck, comentando sobre o caso, disse que os juízes haviam levado em consideração decisões jurídicas anteriores alcançadas pela Corte da União Européia em Estrasburgo, França. “Se Ake Green tivesse sido condenado por incitamento devido a seu sermão, então com toda probabilidade os suecos teriam sido repreendidos na Corte Européia”, Munck declarou.

Em entrevista à radio e televisão da Suécia, Munck acrescentou: “Considerando as circunstâncias à mão, o Supremo Tribunal acha que é provável que a Corte Européia — se fosse julgar o caso — chegaria à conclusão de que seria violação das Convenções Européias se Ake Green fosse condenado devido às declarações em seu sermão”.

Green, pastor de uma igreja Pentecostal em Kalmar, Suécia, teve sua sentença suspensa em julho de 2004 por um tribunal inferior por incitar ódio contra os homossexuais. Ele foi processado em janeiro de 2004 por “discurso de ódio contra os homossexuais” por seu sermão. Em fevereiro de 2005, uma corte de apelos anulou a condenação, dizendo que não era ilegal pregar as próprias crenças do púlpito.

O principal promotor público da Suécia discordou da conclusão da corte de apelos, afirmando que o sermão de fato não equivaleu a discurso de ódio, e exigiu uma revisão do caso.

Green foi inicialmente condenado sob uma nova lei sueca de crimes de ódio, que entrou em vigor em 2003. A lei torna ilegal qualquer expressão de “desrespeito” ou “incitamento” “para com um grupo de pessoas”, inclusive grupos com “inclinações sexuais”. Os que violarem a lei de crimes de ódio poderão ser sujeitos a dois anos de prisão. Se uma declaração contra qualquer grupo particular for “de modo especial ameaçadora ou desrespeitosa” ou “for espalhada a um grande número de pessoas”, o crime é considerado “grave” e o criminoso poderá ser sujeito a quatro anos de prisão.

Originalmente publicado por LifeSiteNews.com com o título Swedish Pastor Ake Green Acquitted of Hate Speech against Homosexuals.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com


Ativistas gays de toda a Europa esperavam transformar pastor em exemplo

Green foi o primeiro pastor evangélico a ser condenado sob a legislação de crimes de ódio da Suécia, quando um tribunal inferior o condenou por incitar ódio contra os homossexuais. Green diz que a decisão do Supremo Tribunal é um alívio para ele e para os outros pregadores. Benjamin Bull, advogado do Alliance Defense Fund, que ajudou o Pastor Green, declarou antes da decisão que os ativistas homossexuais da Suécia e de toda a Europa queriam utilizar o pastor como exemplo.

Tradução e adaptação de Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte:
http://headlines.agapepress.org/archive/11/292005h.asp


A reação da Suécia ao caso de Green

A reação da Suécia ao caso de Green foi mista. A mídia sueca noticiou que um dos membros do Parlamento sueco, que se identificou como cristã, disse que ela crê que Green “provavelmente vai para o inferno quando morrer”.“É para o inferno que vão as pessoas que se consideram cristãs e desafiam a mensagem cristã de amor”, disse a parlamentar liberal Birgitta Rydberg.Mas o líder do Partido Democrático Cristão da Suécia, Goran Hagglund, elogiou o tribunal por seu veredicto, dizendo que não é papel dos tribunais interpretarem a Bíblia.Enquanto isso, os ativistas homossexuais suecos revelaram que poderão buscar uma lei mais rígida para silenciar “os discursos de ódio”.

Tradução e adaptação de Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte:
http://www.family.org/cforum/news/a0038730.cfm

Nenhum sinal de luz verde para Ake Green


O Pastor Green foi arrastado ao tribunal, ameaçado com prisão e ele diz que não vai mais pregar sobre esse assunto. “Todos sabem minha posição nessa questão”, disse Ake Green. Isso é precisamente o que significa a frase “efeito assustador”. Johan Munck é o presidente do Supremo Tribunal da Suécia. Ele avisou as outras pessoas: “Não acredito que isso [a decisão inocentando Green] dá luz verde para sermões semelhantes”. Agradecemos a Deus que o Pastor Green foi poupado. Mas a luz do farol que está brilhando da Suécia para os pregadores em todo o mundo já está no amarelo.


Tradução e adaptação de Julio Severo: www.juliosevero.com


Fonte: Washington Update, 30 de novembro de 2005.




Outros artigos sobre a questão homossexual na Suécia:

Aconteceu em 2002: Suécia Adota Medidas para Tornar Crime a Oposição ao Homossexualismo

Aconteceu em 2004: Pastor Sueco é Condenado à Prisão por Pregar sobre o Homossexualismo

Aconteceu em 2004: Pastor Processado por Alegado Discurso Discriminatório Encoraja a Igreja a Evitar a Timidez

Aconteceu em 2005: Pastor Sueco Vence Processo que o Condenava por Crime de Preconceito Homossexual

Supremo Tribunal da Suécia Reverá Decisão que Inocentou Pastor Condenado por “Crime de Preconceito” por Pregar contra o Homossexualismo

Julgamento de Pastor Sueco Acusado de Crime de Ódio contra os Homossexuais Utilizado como Oportunidade para Evangelizar

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