9 de junho de 2005

A “ameaça” israelense

A “ameaça” israelense

Hal Lindsay

© 2005 WorldNetDaily.com

A maioria do mundo vê Israel como a única maior ameaça à paz mundial. Numa recente pesquisa na Europa, de cada dez europeus, oito mencionaram Israel como a maior ameaça à paz em todo o mundo.

A nível natural, é realmente difícil compreender o motivo para toda essa oposição a Israel, pois a História demonstra que a existência do Judaísmo ou de Israel nunca representou ameaça à sociedade. Não há um só incidente registrado em que Israel tenha atacado outro país, com exceção dos claros exemplos em que os israelenses agiram para defender sua própria nação. As guerras de 1948, 1956, 1967 e 1973 foram, todas elas, guerras em que Israel estava apenas se defendendo. Nessas guerras, os exércitos unidos dos árabes se colocaram em posição de ataque e declararam publicamente que iam aniquilar Israel.

O que está fazendo com que Israel seja colocado na categoria de “a nação mais perigosa” não é sua natureza agressiva. Aliás, Israel deveria ganhar o prêmio máximo só pelo simples fato de lutar para manter sua existência — uma existência que originalmente a Liga das Nações e a ONU lhes haviam garantido.

Israel continua a ser a única democracia moderna de estilo ocidental no Oriente Médio. É o único país do Oriente Médio que oferece tais garantias básicas a seus cidadãos como liberdade de expressão, liberdade de reunião, liberdade para discordar e o direito à liberdade religiosa. Nenhum dos países muçulmanos vizinhos de Israel oferece esses direitos.

Os judeus que têm a infelicidade de viver num país muçulmano não têm acesso a nenhum desses direitos. E em alguns países, como a Arábia Saudita, eles não têm nem mesmo permissão para existir. Além disso, na Arábia Saudita os cristãos não têm permissão de possuir uma Bíblia e eles nem mesmo podem se reunir em particular em seus próprios lares para orar. Os soldados americanos que estão buscando libertar os iraquianos não podem ter Bíblias ali por medo de ofender os muçulmanos.

Vamos enfrentar a realidade: As questões verdadeiras envolvidas aí são espirituais. Embora a vasta maioria do mundo não aceite essa realidade, a situação atual é parte do que Deus predisse que ocorreria antes dos “Últimos Dias”, antes da volta do Messias — Jesus.

Uns 4000 anos atrás, Deus previu o futuro da nação que Ele criou de Abraão, Isaque e Jacó. Ele previu as quedas deles e avisou-os dos castigos que eles receberiam. Ele predisse que eles seriam castigados e destruídos como nação duas vezes no futuro. Ele predisse que a segunda dispersão de Israel seria por um longo tempo e mundial. Mas Deus também predisse com clareza que eles voltariam de sua terrível segunda dispersão e iriam para sua própria terra, renascidos como nação. Isso Deus já cumpriu — oficialmente começando em 1948.

E Deus predisse que é neste tempo que todos os países vizinhos de Israel, que são hoje muçulmanos, buscarão usurpar a terra de Deus, a terra que Deus deu para Israel através de um solene pacto eterno. Deus então avisa essas nações das conseqüências certas que enfrentarão:

Assim diz o Soberano, o SENHOR: Em meu zelo ardente falei contra o restante das nações e contra todo o Edom [atuais árabes vizinhos de Israel], pois, com prazer e com maldade no coração, eles fizeram de minha terra sua propriedade, para saquear suas pastagens.
– Ezequiel 36:5, NVI

Observe que Deus deixa claro que os israelitas não possuem a terra — nem os muçulmanos —, pois é Ele quem a possui. Aquela terra pertence a Deus. E ele a dá a quem quer, não com base no próprio merecimento, mas com base na própria escolha soberana dEle.

Deus previu que os israelitas não mereceriam uma volta e restauração à terra que Ele lhes prometera:

Por isso, diga à nação de Israel: Assim diz o Soberano, o SENHOR: Não é por sua causa, ó nação de Israel, que farei essas coisas, mas por causa do meu santo nome, que vocês profanaram entre as nações para onde foram. Mostrarei a santidade do meu santo nome, que foi profanado entre as nações, o nome que vocês profanaram no meio delas.

Então as nações saberão que eu sou o SENHOR, palavra do Soberano, o SENHOR, quando eu me mostrar santo por meio de vocês diante dos olhos delas. Pois eu os tirarei dentre as nações, os ajuntarei do meio de todas as terras e os trarei de volta para a sua própria terra. Aspergirei água pura sobre vocês e ficarão puros; eu os purificarei de todas as suas impurezas e de todos os seus ídolos.

Darei a vocês um coração novo e porei um espírito novo em vocês; tirarei de vocês o coração de pedra e lhes darei um coração de carne. Porei o meu Espírito em vocês e os levarei a agirem segundo os meus decretos e a obedecerem fielmente às minhas leis. Vocês habitarão na terra que dei aos seus antepassados; vocês serão o meu povo, e eu serei o seu Deus.
– Ezequiel 36:22-28 NVI

Bilhões de pessoas não gostam ou não crêem nessas promessas. Mas a Palavra de Deus se cumprirá em todos os detalhes, como já se cumpriu no passado. É por isso que agora temo pelos Estados Unidos.

Deus previu que a nação exclusiva que Ele criaria de Abraão, Isaque e Jacó seria continuamente perseguida no futuro. Por isso, Ele jurou esta promessa de proteção a eles eternamente: “Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem”. (Gênesis 12:3 NVI)

A elevação e queda de impérios podem ser descobertas e explicadas no fato de que Deus é fiel às suas promessas. Os Estados Unidos têm experimentado proteção e bênçãos por causa de sua postura anterior de proteger o direito de Israel existir em paz. Isso parece agora estar mudando. Temo pelos Estados Unidos hoje.

Se você discorda desta mensagem, então é melhor se acertar com o Deus da Bíblia, pois as conseqüências são certas.

Hal Lindsey é autor de 20 livros, inclusive “A Viagem da Culpa”, publicado pela Editora Mundo Cristão. Ele escreve toda semana exclusivamente para WorldNetDaily (www.wnd.com). Visite seu website onde ele oferece uma análise detalhada dos eventos mundiais à luz das antigas profecias da Bíblia.

Texto traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte:http://www.wnd.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=44676

Um comentário:

andré disse...

Tema por Israel!

"Veio para o que era seu, mas os seus nao o receberam, mas a todos que o recebera deu-lhes o poder de serem chamados filhos de Deus". Israel, aceitou as terras mas rejeitou o Messias. Por isto Este nos escolheu (os que nEle crêem) para logo logo com Ele reinarmos na Eternidade. E o que será dos incrédulos...?

André