14 de maio de 2005

Minas Gerais homenageia Israel

Estimados amigos

O deputado estadual João Leite, de Minas Gerais, se pronunciou de maneira tremenda a favor de Israel. Leiam seu discurso abaixo. Todos os que desejarem cumprimentar o Dep. João devem encaminhar emails para:

dep.joao.leite@almg.gov.br

Julio Severo

Por iniciativa do deputado estadual João Leite, Assembléia Legislativa de Minas Gerais homenageia Israel pelo aniversário da fundação de seu Estado em 1948

- Em 12 de maio de 2005, no plenário da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais foi celebrada uma homenagem ao Estado de Israel pelos seus 57 anos, por solicitação do deputado evangélico, João Leite.

“Hoje comemoramos 57 anos da fundação do Estado de Israel. Apesar da tenra idade, há mais de 3.500 anos é esta a nação escolhida por Deus para ser também a sua, conforme Ele falou com Moisés: “se me obedecerem fielmente e guardarem a minha aliança, vocês serão o meu tesouro pessoal dentre todas as nações (Ex 19:5). Mais tarde, já na Era Cristã, Deus confirma esse seu desejo que está registrado nas Escrituras Sagradas, em Hebreus 8:10 “Serei o seu Deus e eles serão o meu povo”.

É com imensa satisfação que fui o autor do requerimento para a realização desta reunião especial, com o objetivo de homenagear o Estado de Israel, a nação israelense e todos aqueles que fizeram e fazem essa belíssima história de grandes lutas, vitórias espetaculares e bênçãos sem limite. Deste povo, único no Mundo a ter uma tenda para estar com o seu Deus, Ele (Jeová) disse em Êxodo 19:43: “ali me encontrarei com os israelitas, e o lugar será consagrado pela minha glória”.

A história de Israel está marcada por milagres e por atos heróicos que são muito preciosos para a história do Cristianismo: a fé de Moisés em conduzir o povo de Deus na travessia do Mar Vermelho, a obediência de Josué no cerco a Jericó, a coragem de Davi ao enfrentar Golias, nos mostram claramente quais foram os valores que formaram o caráter e a cultura da nação israelense.

Esse testemunho, de povo vitorioso, escolhido de Deus, Israel tem dado ao longo destes milênios de admirável história. A criação do Estado de Israel e a luta pela sua manutenção é uma epopéia, muito além da imaginação até mesmo dos grandes escritores como Homero, Virgílio e Camões.

Inútil de minha parte seria citar para vocês, os inúmeros e importantes momentos do povo de Israel até o reconhecimento do Estado Judaico, pela comunidade internacional, através da Resolução 181, da Organização das Nações Unidas, curiosamente proposta pelos Estados Unidos e União Soviética, nações antagônicas e promotoras de alguns dos momentos mais tensos já vividos pelo planeta Terra.
Vale lembrar que essa decisão da Assembléia Geral da ONU foi presidida pelo brasileiro Oswaldo Aranha, que inspirado pela tradição do Itamarati, na busca da resolução dos conflitos internacionais pela via pacífica, também criou o Estado palestino, e lamentavelmente não foi reconhecido pelos países da Liga Árabe, dando início ao conflito que até hoje leva insegurança e tem ceifado dezenas de milhares de vidas.

Gostaria de manifestar a minha insatisfação com o evento realizado pelo Governo Federal, às custas do dinheiro público, que recebeu o nome de “Cúpula América do Sul-Países Árabes. Este acontecimento foi inoportuno, inconveniente e desrespeitoso.

Inoportuno porque ao se transformar numa grande campanha contra Israel, contribuiu para insuflar em nosso país a intolerância religiosa entre essas comunidades que aqui vivem de forma pacífica. O governo Federal desconhece as recentes celebrações dos 60 anos do massacre de milhões de judeus nos campos de concentração nazistas e que mesmo assim tem mostrado sua vocação para superar adversidades e continuar em busca de uma vida em harmonia.

Inconveniente por desconhecer que em nosso país existem 80 mil brasileiros de origem judaica que aqui criam suas famílias, estudam, trabalham e contribuem com o Brasil em especial no comércio, na educação e na pesquisa social e científica,

Desrespeitoso com a nossa Carta Magna porque o seu artigo quarto prescreve, entre os princípios de nossas relações internacionais, a autodeterminação dos povos, a solução pacífica dos conflitos, o repúdio ao terrorismo e ao racismo. E o governo Federal, além de contrariar esses incisos constitucionais, não conseguiu ver essa identidade do Brasil com Israel, e concordou com as supostas “lutas de libertação nacional”, o mesmo que dizer que estão liberados “os carros-bomba”, que só no Iraque mataram 400 pessoas, desde a recente posse do presidente Jalal Talabani, em 28 de abril.

Enquanto em Berlim é inaugurado um Memorial aos Judeus Europeus Assassinados, chega-se a um consenso quanto a devolução da faixa de Gaza e o nosso super craque, Ronaldinho, está de malas prontas para ir à Palestina, como embaixador honorário da ONU, participar de jogos com times mistos de jovens israelenses e palestinos, a desastrosa política externa caminha na contra-mão da tendência mundial, se indispõe com vizinhos e se cala com relação ao engenheiro brasileiro, José João Vasconcelos Júnior, seqüestrado no Iraque, em janeiro, e sem qualquer notícia de seu paradeiro.

A declaração conjunta da Cúpula Árabe-Sul Americana além de endossar a ação de movimentos armados que atingem a população, se omitiu com relação à submissão da mulher nos países árabes, também não mencionou os 30 anos de controle do Líbano por tropas da Síria. Na opinião da Confederação Israelita do Brasil, essa declaração traz para o nosso país uma guerra que não é nossa, uma guerra que, em seu campo próprio, já é objeto de negociações e tende a se extinguir”, mas para o chanceler Celso Amorim cada um deve interpretar a declaração como quiser.

Também o nosso presidente Lula, não poderia perder a chance de deixar sua marca indelével: ao afirmar que a questão da democracia não foi tratada com a seriedade devida porque “não haveria como definir democracia sem desrespeitar o conceito dos outros”. O filólogo e dicionarista Antônio Houaiss diverge frontalmente do nosso presidente e define democracia com muita clareza: é o sistema político comprometido com a igualdade, com a distribuição equitativa de poder entre todos os cidadãos. É sabido que, infelizmente, esses valores não se fazem presentes na maioria dos países islamitas, que cláusulas pétreas para o mundo ocidental, como os direitos humanos, não passam de ficção para o cidadão muçulmano, oprimido pela ditadura do Corão, sem perspectivas de ascensão social e com sua juventude condenada à beligerância.

Democracia, esse valor milenar da humanidade, estruturador de nosso modelo de vida, e para o qual Israel tem contribuído de forma permanentemente. No capítulo 4, do Livro de Rute, temos um exemplo clássico da participação da popular, quando Boaz chama 10 anciãos da cidade para resolver um problema de precedência com relação à compra de terras.

Se por um lado minhas palavras parecem alarmistas, por outro lado desejo lembrá-los que nenhuma nação há de prevalecer contra Israel, pois o próprio Deus, em Exodo 29:45, falou: “e habitarei no meio dos israelitas e serei o seu Deus”.

Shalom!"

Dep. João Leite.

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