28 de abril de 2005

O MOTIVO POR QUE A CORTESIA E OS BONS HÁBITOS SÃO IMPORTANTES

Estimados irmãos

Saudações em Jesus! Traduzi o artigo abaixo, sobre como transmitir boas maneiras aos filhos. Já li os livros do Dr. Klicka, com quem mantenho contato há anos. Vale a pena ler este artigo!

Julio Severo


O MOTIVO POR QUE A CORTESIA E OS BONS HÁBITOS SÃO IMPORTANTES

Christopher Klicka

Parte da experiência de dar aulas escolares em casa é ensinar os filhos a praticar boas maneiras. Para nossa própria sobrevivência, queremos que nossos filhos se conduzam bem em público e tratem os outros com respeito! Neste artigo, lhe darei oito dicas envolvendo o tipo de boas maneiras que nossos filhos precisam aprender de nós com diligência.

Então, por onde começamos? Precisamos ensinar aos nossos filhos a origem de onde vêm todas as boas maneiras: a Palavra de Deus.

A Bíblia diz: “‘Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças’. O segundo é este: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’. Não existe mandamento maior do que estes”. (Marcos 12:30-31 NVI) A Palavra de Deus é cheia de instruções que nos mandam amar uns aos outros. João 15:12-13 declara: “O meu mandamento é este: Amem-se uns aos outros como eu os amei”. Vendo a importância que Deus colocou em nossa atitude de amar uns aos outros na Palavra de Deus, podemos entender a importância de praticar maneiras de demonstrar esse amor.

Estou convencido de que as boas maneiras são muito mais do que só uma conduta boa; são o cumprimento do mandamento de nos amar uns aos outros.

Uma das maneiras que Jesus Cristo usou para explicar como devemos tratar as pessoas à nossa volta está na seguinte passagem: “Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam; pois esta é a Lei e os Profetas”. (Mateus 7:12 NVI) Já citei esse versículo aos meus filhos centenas de vezes, explicando que tudo o que eles querem que os outros lhes façam, eles devem fazer pelos outros. Se simplesmente aplicarem esse versículo em determinadas situações, eles permanecerão no rumo certo e farão as decisões certas no momento de tratarem, responderem ou reagirem a seus irmãos ou outros amigos.

Romanos 12:17 deixa claro: “Não retribuam a ninguém mal por mal… Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem”. Toda criança acha difícil retribuir com o bem um arranhão, um golpe ou uma palavra grosseira. Contudo, esse é o padrão que sempre devemos manter diante de nossos filhos para ajudá-los a obter controle de suas emoções na hora de reagir e tratar os outros. A medida em que experimentarem um relacionamento real com Jesus Cristo, nossos filhos serão cheios dos Frutos do Espírito: amor, alegria, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, gentileza e domínio próprio. Quando a criança entende esses frutos e se conscientiza dos requisitos que Deus colocou sobre todos os Seus filhos, haverá mais facilidade de cultivar o hábito de praticar boas maneiras. Cultivando um desejo genuíno de agradar a Deus, a criança vai querer, com muito mais espontaneidade, abençoar os outros mediante atos de ajudar e servir.

Eis algumas dicas:

1. Precisamos ensinar a nossos filhos a importância de dizer palavras e frases gentis. Por exemplo, quando a criança quer que outras pessoas façam algo por ela, ela deve com toda naturalidade dizer “por favor”. Se ela receber algo, ou algum serviço de outras pessoas, ela precisa espontaneamente dizer “obrigado”. Se ela cometeu um erro ou deu um esbarrão em alguém, ela precisa ter a disposição de dizer “desculpe-me”. A criança precisa estar consciente de que a Bíblia diz: “Dêem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus”. Deus quer que sejamos agradecidos e praticando essas palavras simples podemos exibir uma atitude que o próprio Cristo mostraria.

2. A criança precisa compreender que suas palavras têm um grande impacto sobre as outras pessoas. Ela precisa estar em condições de praticar os Frutos do Espírito mediante as palavras que ela diz. Ela precisa ter domínio próprio na língua mesmo em momentos de raiva. Ela precisa aprender conosco o hábito de cumprimentar os outros e edificá-los, a fim de que sejam construídos nela o caráter e a auto-estima. Tudo isso ela vai ganhar praticando bondade. A criança não deve dizer palavras rudes ou que machuquem, pois isso não exibe o fruto da bondade ou gentileza. A criança deve manter sua palavra a fim de exibir o fruto da fidelidade. É claro que o tom de voz e o modo como ela fala é muito importante, pois não é tanto o que dizemos, mas o modo como dizemos que machuca as pessoas. Controlar o tom da voz muitas vezes faz toda a diferença e revela se estamos mostrando amor aos outros em obediência a nosso Deus.

3. A criança precisa aprender a cuidar muito bem das coisas das outras pessoas. Se sua casa é como a nossa casa, temos muitas coisas espalhadas entre sete crianças. Essas crianças gostam de usar as coisas umas das outras. Ensinamos a elas freqüentemente a importância de tratar as coisas das outras pessoas com muito cuidado, a pedir permissão antes de usar (em vez de só ir pegando) e as devolverem imediatamente quando o dono pedir. Essas dicas funcionarão em qualquer ambiente e cumprirão o mandamento de amar nosso próximo.

4. Quando seu filho está em local público, ele precisa saber que ele é um embaixador de Jesus Cristo e que os Frutos do Espírito precisam ser mostrados de modo que os outros possam ver Jesus nele. Se seu filho está no restaurante, ele precisa falar com voz baixa, comer de modo apropriado com os utensílios, evitar bagunçar as coisas ou arrotar e respeitar as pessoas que estão sentadas em sua volta. Faça aos outros aquilo que você quer que eles lhe façam. Não deixe de repetir a ele essa verdade. É claro que na igreja, quando participamos com seriedade e alegria do culto de adoração e escutamos atentamente a Palavra de Deus pregada, precisamos mostrar o devido respeito a nosso próximo e a Deus. Num evento público, aplicam-se os mesmos princípios. Precisamos pensar uns nos outros, em vez de pensar só em nós mesmos, e precisamos tentar amar nosso próximo com nossas atitudes. A criança deve aprender a sentar-se quieta quando estiver assistindo e escutando a uma palestra ou evento semelhante. Ela deve vestir-se com ordem a fim de não atrair os outros ou atrair atenção indevida sobre si mesma.

5. Respeito à autoridade: As crianças precisam sempre respeitar seus pais ou outros adultos quando eles dirigem uma palavra a elas. É importante que as crianças olhem o adulto nos olhos e respondam conforme lhes foi perguntado. Dizer “sim” ou “sim senhor” mostra respeito e honra aos pais e adultos. Mostra também domínio próprio e verdadeiro amor para com adultos, demonstrando que Cristo vive dentro da criança. Uma atitude de desrespeito a um adulto é indesculpável e deve ser tratada sem nenhuma demora. A prática das boas maneiras ajudará em todos os empregos que seu filho tiver durante toda a sua vida adulta, pois os que tiverem autoridade sobre eles ficarão impressionados com seu bom comportamento. Praticar cortesia é algo simples, mas tem muito impacto.

6. Servindo as outras pessoas: A Bíblia declara em Gálatas 6:2 que devemos “levar os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumprir a lei de Cristo”. Declara ainda que “Se alguém se considera alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo”. Precisamos compreender que as Escrituras estão cheias de instruções que nos mandam tratar uns aos outros como mais importantes do que a nós mesmos. Esse é o princípio de morrer para o eu. Jesus demonstrou esse princípio lavando os pés dos discípulos e servindo muitas pessoas que estavam abatidas e abandonadas. De modo igual, precisamos ensinar a nossos filhos essa importante qualidade de morrer para o eu. Quando entenderem o que é servir os outros, nossos filhos acharão fácil praticar boas maneiras e com espontaneidade desejarão demonstrar cortesia.

7. Na mesa: As crianças precisam aprender conosco a amar seu próximo como a si mesmas quando estão comendo. De novo aplicam-se alguns dos mesmos princípios quando dizemos “por favor, passe as batatas” e “obrigado”, toda vez que algo é passado. Deve-se usar facas e garfos de modo certo, sem fazer barulho ao comer ou beber algo. Se há pouca salada ou outro alimento, a criança deve perguntar se outra pessoa quer antes que ela própria pegue a última porção. Se a comida não é a sua favorita, não demonstre uma atitude de nojo, mas coma em silencio uma porção menor. Não estando a comida estragada, não há desculpa para a criança choramingar ou se queixar de modo deseducado ou tentar fazer com que a pessoa que cozinhou se sinta inferior.

8. Respeito às meninas: Os meninos precisam saber que Deus criou o vaso mais fraco e quer que elas sejam tratadas de maneira especial. Pode-se começar essa educação desde cedo, quando se ensina os filhos a abrir as portas para sua mãe. Os meninos devem ser ensinados a sempre deixar as meninas ficarem na frente nas filas e na hora de entrar em algum lugar. É de modo especial bom ensinar seus meninos a ajudar a tirar o casaco da mãe e da avó quando elas forem se sentar. Quando um menino aprende a tratar sua mãe de modo apropriado, ele está sendo ajudado a desenvolver atitudes que o capacitarão a tratar outras mulheres nos lugares públicos suas próprias esposas futuras.

As boas maneira vêm da Palavra de Deus e quando ensinamos a Palavra a nossos filhos, seu poder lhes penetrará fortemente o coração e mudará a vida deles. Por isso, precisamos nos assegurar de começar tudo com a Palavra, em vez de simplesmente forçar neles atitudes exteriores. Se desejamos que verdadeiras boas maneiras sejam exibidas de um jeito sincero e amoroso, nossos filhos precisam ser enraizados na Palavra de Deus e aprender conosco os versículos apresentados neste artigo. Deus abençoe você enquanto você treina seus filhos nas boas maneiras.


O Dr. Christopher Klicka é o principal advogado da Associação de Defesa Legal da Educação Escolar em Casa (http://www.hslda.org/) e já venceu milhares de casos onde famílias evangélicas que dão aulas escolares para seus filhos em casa estavam sendo ameaçadas por procuradores, assistentes sociais e autoridades agindo acima de suas reais responsabilidades. Ele também trabalha na elaboração de leis federais e em campanhas para pressionar o Congresso americano a respeitar o direito de as famílias evangélicas educarem os filhos em casa. O Dr. Klicka é autor do famoso livro The Right Choice: Home Schooling (A Escolha Certa: Educação Escolar em Casa) e de seu mais recente livro, The Heart of Home Schooling (O Coração da Educação Escolar em Casa). Ele e sua esposa, Tracy, dão aulas escolares para seus sete filhos e filhas.

Traduzido e adaptado, com a devida permissão do autor, por Julio Severo: http://www.juliosevero.com.br

Fonte: Revista Practical Homeschooling, novembro/dezembro de 2004, pág. 19.
http://www.home-school.com/

Nenhum comentário: