28 de abril de 2005

Morte em Atlanta e a Igualdade Sexual na Feliz Terra do Faz-de-Conta

Estimados irmãos

Acabo de traduzir o artigo abaixo, escrito pelo colunista social americano Don Feder. O Sr. Feder, que é judeu, aponta para a cegueira moderna, que não nos deixa ver as diferenças básicas e necessárias entre homens e mulheres, diferenças que os grupos feministas e homossexuais desprezam e lutam para esconder, como se tudo o que Deus criou para distinguir os sexos fosse "discriminação contra as mulheres", um termo utilizado para a obtenção de muitos direitos, desde o aborto até o lesbianismo. Para onde levará a sociedade a eliminação dos papéis sexuais?

As políticas de cotas já existiam há um bom tempo nos EUA e agora Don Feder nos mostra algumas de suas conseqüências. Que ninguém se engane então achando que as políticas de cotas do governo Lula são novidade. Não são. O que é novidade é um governo brasileiro tão radicalmente empenhado na promoção dos planos das feministas através de políticas que, suspostamente, são criadas em favor das mulheres.

Quem é inteligente, pois, deve sempre desconfiar de todos os "direitos" e privilégios que vêm das mãos do governo.

Além de ler o artigo abaixo, quem tiver interesse adicional também poder dar uma olhada no meu artigo O Preço da Igualdade Sexual:
http://www.jesussite.com.br/acervo.asp?Id=580

Que Deus possa nos usar como guerreiros de oração e ação em muitas dessas questões.

Julio Severo

Morte em Atlanta e a Igualdade Sexual na Feliz Terra do Faz-de-Conta

Don Feder

Os Estados Unidos são hoje a Feliz Terra do Faz-de-Conta. Com muita elegância, nos tornamos adeptos na arte de ignorar a realidade quando o que é real ofende a cultura que está na moda. Mas no final a realidade sempre confirma o que é — muitas vezes com conseqüências mortais.

Veja como exemplo as diferenças na área sexual.

Na Feliz Terra do Faz-de-Conta, gostamos de fingir que os homens e as mulheres podem ser substituídos uns pelos outros — física e psicologicamente. De acordo com o dogma feminista, as mulheres podem ser duras e agressivas e os homens podem ser sensíveis e carinhosos. Esse é o motivo por que agora vemos mulheres trabalhando como bombeiros e soldados. Esse é o motivo por que agora vemos também policiais do sexo feminino de quase 1.60 de altura.

No entanto, no dia 11 de março de 2005, a realidade teve a última palavra na cidade de Atlanta, EUA.

Brian Nichols, um ex-jogador de futebol universitário que estava sendo julgado por estuprar sua ex-namorada, arrancou a arma da policial que o estava levando ao julgamento, e então atirou e matou o Juiz Roland W. Barnes, a estenógrafa do tribunal Julie Ann Brandau e o policial Hoyt Teasley. (Ele também é suspeito da morte um agente federal que não estava de serviço.)

O jornal liberal The New York Times escreveu um artigo sobre o assunto, porém foi só no sexto parágrafo que finalmente se lembrou de mencionar o nome da policial que teve a arma arrancada, provocando a tragédia — Cynthia Hall.

Suponho que não foi difícil para Nichols (um cara de 1.85 de altura e 95k de peso) fisicamente dominar Hall — uma mulher de quase 1.60 de altura.

Contudo, para o The New York Times, o sexo da policial Hall tem tanta importância quanto a cor de seus olhos ou sua origem racial. Na Feliz Terra do Faz-de-Conta, não faz a mínima diferença se a maioria das mulheres são consideravelmente menores, mais fracas e muito menos agressivas do que a maioria dos homens.

Dizem-nos que não é necessário que os policiais sejam violentos. Afinal, os policiais têm armas, não é mesmo? Sim, eles têm — até que um preso maior, mais forte e mais agressivo lhes tome a arma.

É óbvio que designar uma minúscula mulher para guardar um cara do tamanho de King Kong é um absurdo, porém graças às pressões políticas das feministas e a um sistema judiciário empenhado na questão da igualdade sexual a qualquer custo, os padrões físicos são cada vez mais obsoletos na hora de decidir quem deve usar um distintivo policial e carregar uma arma.

A edição de maio de 2001 do Boletim de Aplicação da Lei, do FBI, comentou que as forças policiais que tentarem estabelecer padrões físicos para os candidatos a agentes policiais precisarão fazer o possível e o impossível a fim de que seus padrões não tragam como resultado o que os tribunais chamam de “impacto desigual”.

Até mesmo padrões que são inteiramente lógicos poderiam deixar uma delegacia vulnerável a um processo federal de direitos civis. O Boletim cita o caso da polícia rodoviária da cidade de Filadélfia (no estado da Pennsylvania) que, em 1991, estabeleceu padrões de resistência física para sua força policial de 234 homens.

Com base nos mais recentes estudos científicos, e depois de pesquisas bem apuradas, a polícia rodoviária estadual da Pennsylvania decidiu que havia ocasiões em que seus policiais teriam de correr (rápido) para: perseguir um suspeito em fuga, fazer uma prisão, ajudar um colega policial ou impedir o ato de um crime. A polícia também apurou, com muito acerto, que o público sem nenhuma sombra de dúvida corria perigo quando os policiais não conseguiam agir rapidamente.

Considerando todas as informações acima, a polícia da Pennsylvania decidiu que os recrutas potenciais deveriam estar em condições de correr dois quilômetros e meio em 12 minutos — que, embora não seja algo na categoria de recorde olímpico, é rápido o suficiente para cumprir o dever.

Mas é aí que entrou em cena o impacto desigual. Muito embora a polícia da Pennsylvania não tivesse a intenção de fazer discriminação contra as mulheres, seus padrões fizeram (devido a uma coisinha chamada realidade).

Conforme nos informa o Boletim do FBI, durante os anos de 1991, 1993 e 1996, quase 60 por cento dos candidatos masculinos da polícia rodoviária da Pennsylvania preencheram a norma de dois quilômetros e meio em 12 minutos, mas só 12 por cento das candidatas preencheram.

Em 1997, cinco mulheres que haviam sido rejeitadas para trabalhar na polícia rodoviária entraram com um processo de direitos civis na área de discriminação sexual. O Ministério da Justiça dos EUA — sob o governo de Bill Clinton, amigo das feministas — interveio a favor delas.

A polícia rodoviária acabou prevalecendo, depois que o caso andou de tribunal em tribunal federal, a um custo de milhões para os que pagam impostos. Apesar do resultado positivo, fique tranqüilo, pois as despesas foram tantas que as outras polícias rodoviárias e delegacias ficarão desanimadas — exatamente do jeito que as feministas planejaram — de estabelecer padrões físicos que a maioria das Marias não consegue alcançar.

Um emprego de segurança pública que em grande parte escapou das campanhas feministas para desafiar a realidade e forçar a entrada de mulheres em seu meio é o trabalho de bombeiro.

Em maio de 2002, dos mais de 11.500 bombeiros em serviço ativo na Cidade de Nova Iorque, exatamente 25 eram mulheres. Tal baixíssimo número de mulheres bombeiros pode bem estar ligado ao fato de que entrar correndo num edifício em chamas carregando 10k de equipamento, e subindo as escadas com todo esse peso nas costas e ainda lançando-se para resgatar moradores presos, exige muita força física que muito poucas mulheres possuem.

Entretanto, em queixas de longa distância, as feministas ganham de longe. Veja o caso de Brenda Berkman, por exemplo. Em 1982 ela venceu num processo contra a Cidade de Nova Iorque a fim de que os padrões físicos para os candidatos a bombeiro fossem rebaixados. O motivo? Tente só imaginar: Porque esses padrões eram discriminatórios contra as mulheres! (No que se refere à força física de homens e mulheres, será que a natureza também não é discriminatória?)

Numa entrevista de TV poucos anos atrás, uma feminista (creio que foi Gloria Steinem) queria saber o motivo por que era obrigatório que os bombeiros recrutas carregassem vítimas em seus ombros. Será que eles não poderiam simplesmente arrastá-las (descendo os degraus de uma escada de vários andares de um prédio)?

De qualquer modo, Berkman, hoje capitã de bombeiros por favorecimento das políticas de cotas, diz que ficou traumatizada com as homenagens feitas aos bombeiros que morreram no World Trade Center.

Ela disse: “O que foi mais doloroso foi não ser considerada nos funerais e cultos memoriais. As autoridades que fizeram as homenagens falavam sobre ‘bombeiros’, os ‘irmãos’, os ‘homens’”. Oh, que angústia! Como foi que Berkman conseguiu agüentar tudo isso?

Então, muito embora só uma insignificante fração de .002% dos bombeiros de Nova Iorque sejam pessoas do sexo feminino e muito embora não houvesse nenhuma mulher entre os bombeiros que pereceram no ataque terrorista de 11 de setembro de 2001, as feministas estavam esperando que as autoridades que elogiaram aqueles heróis mencionassem bravos “homens e mulheres”, “irmãos e irmãs” e pessoas que combatem incêndios. Impressionante.

O lugar mais perigoso para essa tendência de evitar a realidade é o exército. Durante mais que uma década, Elaine Donnelly, presidente do Centro de Prontidão Militar (
www.cmrlink.org), vem lutando uma batalha solitária contra as leis politicamente corretas que consideram preconceito não permitir que as mulheres trabalhem como soldados no exército.

Apesar das ordens claras do Congresso para que as mulheres não participem de combate terrestre, as duronas feministas radicais do Pentágono continuam aproximando mais e mais as mulheres soldados das linhas de frente.

Donnelly comenta: “Os modernos coletes à prova de bala pesam sozinhos 11k. Em geral, as mulheres têm mais dificuldades para carregar esse peso, em termos proporcionais, pois elas são mais baixas e menos volumosos do que os homens, têm 50 por cento menos força física da cintura para cima e 30 por cento menos capacidade aeróbica, que é indispensável para a resistência física. Até mesmo nos treinamentos que não envolvem combate, as mulheres sofrem debilitantes fraturas por esforço dos ossos e outros ferimentos, duas vezes mais do que os homens”.

Donnelly conclui: “Resumindo uma massa enorme de evidências bem documentadas de fisiologistas dos EUA e Inglaterra, em combate frente à frente as mulheres não têm uma ‘oportunidade igual’ de sobreviver, ou de ajudar seus colegas soldados a sobreviver”.

Há outros fatores que não favorecem as mulheres em posição de combate e precisam ser considerados. Como prisioneiras, elas costumam ser estupradas por um inimigo que muitas vezes não é nada cavalheiresco — veja o caso da soldada Jessica Lynch, motorista de caminhão do exército levada como prisioneira no começo da guerra no Iraque. Ela foi estuprada anal e vaginalmente pelos iraquianos que a capturaram.

Além disso, os homens em situações de combate tendem a morrer tentando proteger as mulheres que estão em combate. (Israel teve essa mesma experiência em 1948.) E, misturar homens e mulheres num momento em que os hormônios estão em plena atividade geralmente traz como conseqüência um envolvimento muito mais do que só amistoso. (Daí explica-se o elevado índice de gravidez entre as tropas femininas situadas no deserto durante a primeira Guerra do Golfo.)

O fato de que os homens e as mulheres são diferentes ofende as sensibilidades dos modernistas. (As feministas deveriam mesmo é processar Deus por dar às mulheres seios, vaginas e um instinto maternal e por dar aos homens pênis, testosterona, ética de guerreiro e uma inclinação natural de servir e proteger o que costumava ser chamado de o sexo mais frágil.) Por isso, fingimos que os homens e as mulheres são produtos substituíveis — que qualquer coisa que ele possa fazer, ela pode fazer melhor — ou então bem do mesmo jeito. Quer tirar sua própria conclusão? Você é um soldado jovem com uma perna ferida. Em quem você confiaria para carregar você para um lugar seguro, um homem de 82k de peso ou uma mulher de 50k?

Ou então imagine que você está preso num edifício em chamas. Quem você quer que o corpo de bombeiros envie para salvar você, um resistente e calejado homem de 1.90 de altura ou uma mulher com corpo de bailarina num uniforme de bombeiro?

Agora, imagine-se como um espectador num julgamento. Qual é o tipo de policial que você quer que escolte para a sala do tribunal o cara de 1.85 de altura e 95k suspeito de estupro — um homem implacável e duro ou a Mariazinha?


Traduzido e adaptado, com a devida permissão do autor, por Julio Severo: http://www.juliosevero.com.br

Título original: DEATH IN ATLANTA AND GENDER SAMENESS IN THE HAPPY LAND OF MAKEBELIEVE

Fonte: http://www.donfeder.com/

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