25 de setembro de 2004

Superpropaganda a favor do homossexualismo

Superpropaganda a favor do homossexualismo

Julio Severo

Recentemente, a revista Superinteressante produziu matéria de capa sobre o assunto de casamento gay. A matéria, intitulada SIM, é praticamente uma carta aberta em defesa desse tipo de casamento, porém seu Sim não é só dado em favor dos gays que querem se casar: Superinteressante deu um Sim simpático a todos os desejos da militância gay, inclusive adoção de crianças. O texto começa argumentando que há “6 milhões” de homossexuais no Brasil e o autor Sérgio Gwercman questiona o motivo por que um homem ou mulher com um comportamento sexual anormal não pode ser considerado normal.

Aliás, o artigo inteiro de um modo ou de outro coloca sob questionamento não as intenções dos ativistas homossexuais, que são pintados como normais e “bonzinhos”, mas as motivações dos que se recusam a aceitar as reivindicações e pressões do movimento homossexual. Gwercman divide o mundo em apenas dois grupos: De um lado, estão os que não têm nenhum “preconceito” e “discriminação” contra os praticantes do homossexualismo. E do outro, o que ele vê? Ele mesmo diz: “Do lado oposto está a maioria dos países árabes, que condenam à prisão quem transar com alguém do mesmo sexo. Ou o Zimbábue, cujo ditador Robert Mugabe enxerga gays como subanimais e sem direitos”. Portanto, se você não se curva diante da “normalidade” homossexual, você corre o sério risco de ser comparado com ditadores e fanáticos assassinos. Quer você queira ou não, Gwercman coloca você juntamente com os indivíduos mais radicais e violentos, como se você fosse igual a eles. É como alegar que todos os médicos são criminosos, só porque alguns são culpados de estuprar ou matar pacientes. É uma generalização barata que culpa uma classe inteira de pessoas pelas atitudes de uma minoria. É só de admirar que ele não tenha utilizado outros tipos de rótulos ou ladainhas costumeiras, como o argumento que coloca involuntariamente todos os que não aceitam o homossexualismo na categoria de cidadãos skinheads.

Gwercman diz: “Legalizar o casamento gay significa que o governo brasileiro está reconhecendo que naquele ato não existe nada de errado. Pelo contrário: que o casal está plenamente apto a formar uma família — provavelmente a mais fundamental de todas as instituições da sociedade, onde futuros cidadãos recebem carinho, aprendem valores morais e noções de certo e errado”. Se não tivéssemos valores morais para nos guiar nessa questão, mesmo assim teríamos uma realidade para nos ajudar a distanciar do comportamento gay, uma realidade que o artigo de Superinteressante teve todo cuidado de não mostrar: as conseqüências médicas da conduta homossexual. Em entrevista ao serviço noticioso Zenit, de 23 de setembro de 2003, o Dr. Rick Fitzgibbons comenta sobre essas conseqüências:

A lista de doenças médicas encontradas com extraordinária freqüência entre homens homossexuais praticantes como um resultado de comportamento homossexual anormal é alarmante: câncer anal, chlamydia, trachomatis, cryptosporidium, giardia lamblia, herpes, HIV, vírus papiloma humano —HPV ou ferida genital — isospora belli, microsporidia, gonorréia, hepatite viral tipos B e C, e sífilis. A transmissão sexual de algumas dessas desordens é tão rara na população heterossexual chegando a ser virtualmente desconhecida. Outras, quando encontradas entre heterossexuais e homossexuais praticantes, são claramente predominantes por aqueles envolvidos em atividade homossexual. Homens que têm relação sexual com homens contam com um grande número de casos nos Estados Unidos de infecções sexuais transmitidas que não são geralmente espalhadas por contato sexual. Estas doenças, com conseqüências que vão de severas até tratamentos vitais para meras enfermidades, inclusive hepatite A, giardia Lamblia, entamoeba histolytica, Vírus Epstein-Barra, neisseria meningitides, shigellosis, salmonellosis, pediculosis, scabies e campylobacter.

Pesquisas médicas sérias revelam então que os indivíduos que praticam o homossexualismo têm mais facilidade de pegar muitas doenças transmissíveis graves do que as pessoas que não são homossexuais. Além disso, os gays têm relações sexuais com tantos parceiros diferentes que eles mesmos aumentam o risco de pegar e transmitir essas doenças. Alguns gays não se importam se infectarão seus parceiros ou não, e às vezes até decidem deliberadamente fazer com que os outros sejam contaminados e sofram tanto quanto eles. E é difícil tentar eliminar esse tipo de irresponsabilidade, pois os ativistas do movimento homossexual pregam que ninguém tem o direito de interferir na vida sexual privada de um gay.
[1]

Para mudar essa situação e ajudar os homossexuais e a população geral, seriam necessárias no mínimo campanhas regulares de educação e prevenção à sodomia. No entanto, atualmente não há mais leis rigorosas protegendo a sociedade da sodomia por influência direta de pesquisas fraudulentas. A Drª Judith Reisman afirma que o falecido Alfred Kinsey teve importante papel em influenciar e abrandar as atitudes da sociedade para com o estupro, o incesto, a pedofilia e a pederastia. Embora a pederastia seja um grave abuso contra as crianças, o movimento de defesa dos direitos dos gays a vê apenas como “amor entre homens e meninos”. Líderes homossexuais citam o trabalho “pioneiro” de Kinsey como o grande responsável pela revolução sexual e pela normalização do que antes era considerado ato criminoso: a sodomia.[2]

Mesmo sabendo que as práticas homossexuais representam sério risco para a saúde e expõem o corpo ao perigo da AIDS, muitos praticantes do homossexualismo acham que vale a pena dar a vida para praticar seus desejos sexuais. Um ativista gay declarou: “Decidimos que é melhor morrer [de AIDS] do que levar uma vida sexual chata.”[3]

Na opinião do Family Research Institute, as duas questões mais sérias com relação ao perigo da conduta gay são:

Propagação de doenças: O sistema social de hoje impõe leis de uso obrigatório do cinto de segurança e leis contra o fumo em sua preocupação de proteger os adultos de se prejudicar ou custar ao governo excessivas despesas médicas. Então, a noção lógica é que os indivíduos também deveriam ser protegidos dos riscos da relação homossexual.

Proteção das crianças: Se as crianças precisam ser protegidas das propagandas sedutoras dos gananciosos fabricantes de cigarros, então por que elas não podem também ser protegidas de predadores homossexuais, principalmente nos casos de adoção e custódia em que há o risco de envolvimento de pais adotivos engajados em atividade homossexual?
[4]

Embora Gwercman tenha acertado no ponto de que a família é o lugar em que os cidadãos recebem carinho e aprendem valores morais e noções de certo e errado, sua atitude não demonstra preocupação e respeito por esse importante papel formador da família. Pelo contrário, os valores da família, que ajudam a proteger crianças e adolescentes de todos os tipos de ameaças e perigos, são logo descartados em favor de algo que Gwercman julga de muito mais valor: os valores e noções dos ativistas pró-homossexualismo. Ele declarou: “Se você entende casamento como a união de dois pombinhos que dormem na mesma cama todas as noites, se amam, dividem as contas, são fiéis, moram sob o mesmo teto, brigam com certa regularidade para depois fazerem as pazes, então casamento gay já existe. Homossexuais têm relacionamentos estáveis idênticos aos dos heterossexuais. E continuarão tendo, queira sua vontade ou não”.

Gwercman usou sua pena de escritor como um artista ideológico, dando pinceladas de “normalidade” na sua pintura da vida “conjugal” gay. Tal descrição de “normalidade” tem o objetivo inconfundível de provocar o questionamento: “Já que a única diferença de um casal gay é que ambos são do mesmo sexo, qual a base racional para lhes negar plenos direitos de casamento?” No entanto, como é na realidade a vida conjugal de um “casal” gay? Pesquisas
[5] indicam níveis bem elevados de violência nos relacionamentos homossexuais e lésbicos:

Um estudo no Journal of Interpersonal Violence examinou conflito e violência em relacionamentos lésbicos. Os pesquisadores constataram que 90 por cento das lésbicas avaliadas haviam sofrido um ou mais atos de agressão verbal de suas parceiras íntimas durante o ano anterior ao estudo, e 31 por cento relataram haver sofrido violência física.

Numa pesquisa envolvendo 1.099 lésbicas, o Journal of Social Service Research constatou que um pouco mais da metade das lésbicas relataram haver sofrido violência de uma parceira ou amante.

Pesquisas conduzidas pelo Ministério da Justiça dos EUA confirmam que os relacionamentos homossexuais e lésbicos tiveram uma incidência de violência doméstica bem maior do que acontece em relacionamentos envolvendo sexos opostos, incluindo coabitação, que costuma ter índices mais elevados de violência do que o casamento natural.


Mesmo que um “casamento” gay não envolvesse níveis elevados de violência, ainda assim não seria “idêntico” a um casamento normal. Conforme a revista Veja de 28 de junho de 1995: “A visão heterossexual do casamento não é compartilhada pelos homossexuais. Embora o reconhecimento oficial passe por reivindicação conservadora, o casamento homossexual costuma ser aberto. Nele são permitidas aventuras extraconjugais, sem maiores traumas”.
[6]

Se a união “conjugal” de um casal gay é assim anormal, então por que os militantes homossexuais lutam tanto para conquistar um direito ao casamento? Dois ativistas gays, mencionados na página 39 de meu livro O Movimento Homossexual, respondem:

“…lutar a favor do casamento de pessoas do mesmo sexo e seus benefícios e depois, quando essa meta for alcançada, alterar completamente o significado da instituição do matrimônio. E exigir também o direito de se casar não como um meio de apoiar os princípios morais da sociedade, mas, pelo contrário, para acabar com um mito e alterar radicalmente uma instituição arcaica… A ação mais subversiva que as lésbicas e os gays podem empreender — é transformar totalmente a noção de ‘família””.

“[A luta para legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo] é o mais importante instrumento com o qual poderemos demolir todas as leis contra a sodomia, introduzir nas escolas públicas a educação sobre o homossexualismo e sobre a AIDS e provocar inúmeras mudanças no modo como a sociedade nos vê e nos trata”.

Lamentavelmente, o Brasil não está longe dessa ameaça ao casamento. O próprio Gwercman confessa que o projeto da Marta Suplicy de parceria civil (uma camuflagem política astuta para encobrir a meta do casamento gay) tem uma importância muito grande para as pretensões do movimento homossexual brasileiro: “Se for autorizada, a parceria civil representará uma conquista gay sem precedentes no Brasil”.

Gwercman comenta que em grande parte a rejeição ao homossexualismo existe por motivos religiosos. Ele diz: “Para entender quais são os valores morais que fundamentam tal rejeição, é preciso olhar para a mais comum de suas origens: a religião”. Tal comentário é importante, pois embora as leis antidiscriminação e antipreconceito não ousem mencionar sua meta de combater as religiões que não aceitam o homossexualismo, sua aplicação sempre acaba atingindo os religiosos. Conscientes do fator religioso e do risco de uma reação religiosa, os legisladores a serviço do ativismo gay trabalham nas pontas dos pés, apenas embutindo sutilmente nas leis termos como orientação sexual, tolerância, eqüidade ou igualdade de gênero e outros tipos de linguagem suave abertos a variadas interpretações favoráveis ao homossexualismo. Mais cedo ou mais tarde, os militantes gays poderão utilizar essas leis para enfraquecer, oprimir e agredir a liberdade religiosa e o livre direito de os cristãos e outros religiosos se expressarem e terem uma posição com relação aos perigos da conduta homossexual.

Gwercman também comenta: “Se não há dúvidas sobre a condenação bíblica à homossexualidade, os objetivos do matrimônio parecem ser aliviados pelos religiosos em outras situações. Nenhuma igreja proíbe o casamento de pessoas estéreis, que sabidamente não podem procriar. As escrituras também falam sobre escravos e pena de morte, e nem mesmo os mais devotos seguem à risca esses mandamentos”.

Entendeu o recado? Não é necessário seguir à risca os mandamentos de Deus. Se os objetivos do matrimônio parecem ser “aliviados” pelos cristãos em situações de pessoas estéreis que querem se casar, por que não no caso dos homossexuais? Gwercman tenta igualar as duas situações, confundindo deficiência física (esterilidade) com aberrações de comportamento (as práticas homossexuais). Por que as igrejas cristãs, que seguem a Bíblia, condenariam os casais estéreis? A Bíblia dá exemplos de casais estéreis que buscaram a Deus e foram abençoados com a capacidade de gerar nova vida. Os exemplos são Abraão e Sara, Isaque e Rebeca, Zacarias e Isabel, etc. Deus não está fechado para o casal estéril. Contudo, os praticantes do homossexualismo não estão nessa categoria. Eles são estéreis por opção, por escolherem rejeitar o casamento normal em favor de um estilo de vida sexual antinatural. Um casal estéril pode esperar ser atendido por Deus em sua situação difícil, mas um “casal” homossexual, em sua arrogante e deliberada esterilidade antinatural, não pode esperar de Deus nenhuma bênção de casamento e fertilidade. Tudo o que eles poderiam fazer é buscar a Deus para abandonarem seu comportamento anormal e serem abençoados com uma sexualidade natural, para poderem, se quiserem, se casar com pessoas do sexo oposto. Em nenhum exemplo Deus condenou o casal estéril Abraão e Sara. Ele jamais afirmou que a esterilidade desse casal era pecado, porém em todas menções bíblicas ao homossexualismo ele deixou claro que esse estilo de vida é abominação e perversão.

Quanto à questão da escravidão e pena de morte, nas sociedades antigas essas práticas eram universalmente aceitas. A escravidão não teve origem na Bíblia, que apenas a regulou e humanizou. Considerando o fato de que os cristãos não mais seguem o que a Bíblia diz sobre a escravidão, Gwercman aproveita para questionar se vale a pena continuar seguindo também o que Deus diz sobre o homossexualismo na Bíblia. Com tal questionamento, de qual grupo provavelmente ele faria parte se tivesse vivido no passado distante? A maioria das sociedades de 2, 3 ou 4 mil anos atrás aceitava de uma forma ou outra o homossexualismo e a escravidão. E é bom lembrar que na Europa brancos escravizavam brancos, na Ásia asiáticos escravizavam asiáticos, nas Américas índios escravizavam índios e na África negros escravizavam negros, tornando a maior parte da população mundial de hoje (independente de origem racial) descendente de escravos, pois o sistema social de trabalho forçado era comum a todos os povos. Não havia os que aceitavam e os que não aceitavam a escravidão. Havia só dois grupos:

A maioria: os pagãos, ateus e anticristãos que eram de modo geral cruéis com os escravos.


A minoria: os que, obedecendo ao que Deus diz na Bíblia, eram de modo geral bondosos com eles.

Embora a escravidão fosse universal e não tenha começado na Bíblia, foram pessoas que criam na Bíblia que deram origem ao movimento de libertação dos escravos, primeiramente emancipando os europeus que estavam condenados ao trabalho escravo, tanto na Europa quanto no continente americano. Depois, veio o tremendo esforço de cristãos brancos para combater a escravidão nos países pagãos e ajudar os africanos que foram usados para preencher a lacuna que os escravos brancos deixaram. A iniciativa mais eficaz para ajudar os negros escravos veio sob inspiração do branco evangélico William Wilberforce, que fundou a Sociedade Anti-Escravidão, na Inglaterra, em 1800. Não foram os pagãos, nem os ateus e nem os anticristãos que começaram a luta por essa libertação, embora hoje tentem dar essa impressão, querendo assumir o papel dos defensores dos descendentes de escravos (só dos negros, não de outras raças), mas se esquecendo de que seus “ancestrais” pagãos, ateus e anticristãos eram fortes e cruéis defensores da escravidão. Eles também parecem não se importar com o fato de que na atual África e em muitos países comunistas e muçulmanos a escravidão está bem viva. De fato, esses pseudodefensores demonstram muito pouco interesse pelos oprimidos dessas nações. Pelo contrário, quem está levantando novamente a voz em defesa desses oprimidos são grupos cristãos. Com a ajuda de Deus, eles conseguirão a abolição do trabalho escravo no Sudão e nos países comunistas. Seria apenas lamentável que os ateus e anticristãos daqui a algum tempo se levantassem, mais uma vez, para alegar que foram eles os responsáveis por essa abolição.

Os socialistas, os ateus e os anticristãos impõem a escravidão em países como China e Coréia do Norte, enquanto em países como o Brasil eles agem, estrategicamente, de modo diferente: fazem belas propagandas culturais de si mesmos como “campeões” das minorias. Eles alegam estar na vanguarda da defesa dos direitos dos descendentes de escravos africanos. Seu envolvimento nessas causas é desconfiável e quase esperado, se considerarmos sua real pretensão: em nome de uma suposta justiça para os descendentes de escravos africanos eles esperam provocar a luta de classes, tão essencial para as revoluções comunistas, tão indispensável para impor uma nova ordem social. Na ordem social de hoje, como bem demonstra o socialista Lula com seu apoio às paradas gays e sua inédita resolução pró-homossexualismo na ONU, a agenda homossexual é uma das prioridades. Aliás, o governo Lula tem feito questão de equiparar as reivindicações homossexuais com a condição dos negros.

Na questão da pena de morte, os socialistas do Brasil e da Europa têm verdadeiro horror ao que a Bíblia prescreve para os assassinos violentos, porém na China, Vietnã e outros países socialistas a pena de morte é um instrumento rotineiro de repressão política para eliminar centenas de milhares de pessoas inocentes e desarmadas, inclusive um incontável número de cristãos. Em países da Europa e até mesmo no Brasil, eles invariavelmente dão, com muitos e variados pretextos, apoio ao assassinato em massa de bebês inocentes através de leis de aborto. É raro encontrar um socialista que não apóie o aborto. Entretanto, se pensassem bem, eles veriam que o aborto intencional e sua destruição de vidas humanas inocentes são infinitamente piores do que a escravidão. A própria rainha Ester, ao se defrontar com novas leis que exigiam a destruição do povo judeu, implorou ao rei que tudo, inclusive a escravidão, era melhor do que a morte de seu povo. Ela suplicou ao rei: “Se eu puder me valer da bondade do rei, e se for do seu agrado, a única coisa que quero é que o senhor salve a minha vida e a vida do meu povo. Pois o meu povo e eu fomos vendidos para sermos destruídos e mortos. Se fosse somente o caso de sermos todos vendidos como escravos, eu não diria nada, pois não seria justo incomodar o senhor por causa de uma desgraça tão sem importância como esta”. (Ester 7:3-4 BLH)

No entanto, para os exploradores dos direitos civis e das causas das minorias, tudo — até mesmo o assassinato de milhões de bebês através do aborto — é melhor do que a escravidão. Tudo, é claro, que eles possam usar para tirar vantagem, pois eles nunca fazem nada de graça. Aliás, a questão dos descendentes dos escravos africanos se tornou um ponto chave para conceder e expandir direitos especiais para o homossexualismo e outros comportamentos antinaturais. Daí o interesse obsessivo de alguns grupos de explorar os direitos civis ao máximo. Será que eles teriam interesse nas minorias se não houvesse nenhum potencial de fomentar a luta de classes a fim de estabelecer na sociedade transformações socialistas?

Se tivessem bom senso, eles lutariam contra o aborto com muito mais determinação e energia do que lutam para conceder direitos e privilégios para o comportamento homossexual. No entanto, seus valores são invertidos. Assim, eles são contra a pena de morte para assassinos cruéis, porém a favor dessa pena para bebês inocentes através de leis de aborto. Eles alegam ser contra a escravidão do passado, mas são na melhor das hipóteses omissos com relação à escravidão atual em países comunistas. E são a favor do homossexualismo, sem parar para considerar a destruição que Sodoma e Gomorra sofreram por causa desse pecado, sem considerar a destruição que a Alemanha sofreu, durante a Segunda Grande Guerra, nas mãos de um líder homossexual fanático chamado Adolf Hitler e outros homossexuais nazistas.

Ao contrário do homossexualismo, que é condenado por Deus da maneira mais clara possível, a Bíblia não condena nem manda a escravidão, apenas a regulamenta. Enquanto a escravidão é regulamentada como questão social, os atos homossexuais são classificados como questão criminal. No entanto, já que a Bíblia foi reinterpretada modernamente para não permitir nenhum tipo de escravidão humana, Gwercman acha que essa reinterpretação deve agora ser estendida à condenação bíblica das práticas homossexuais. Contudo, por que ele também não quis incluir em sua lista para reinterpretação a condenação bíblica ao assassinato e ao estupro? Por que ele deu preferência ao homossexualismo? Qual é o critério que ele gostaria que usássemos para reinterpretar a condenação bíblica ao estilo de vida homossexual? Seu critério é a “ciência” — ou, mais precisamente, as posições “cientificas” adotadas por determinados grupos aceitos por ele. Ele afirma: “Segundo a ciência, somos incapazes de escolher e conduzir nossa orientação sexual. Como diz uma piada comum entre gays, homossexualidade não é escolha, mas falta de escolha. Pesquisas sobre o tema apontam para uma mistura de fatores biológicos, psicológicos e socioculturais nos motivos que fazem alguém ser gay. Mas todas são unânimes ao afirmar que ser gay não é ideologia, crença ou frescura de meninos malcriados. Independentemente do país, cultura e religião, as estatísticas se repetem mostrando que uma parcela pouco abaixo de 10% da população prefere parceiros de mesmo sexo”. A afirmação dele tem fundamento? O Dr. Gerard van den Aardweg, psicólogo holandês especializado em tratamento psicoterapêutico da homossexualidade e problemas de família, oferece a seguinte opinião:

…os padrões de comportamento comprovam a improbabilidade de que a orientação sexual tenha uma origem genética. Sabe-se, por exemplo, que até mesmo em pessoas com cromossomos anormais a orientação sexual depende principalmente do papel sexual em que a criança foi criada. Sem mencionar os tratamentos psicoterapêuticos que têm tido sucesso em mudar radicalmente a orientação de indivíduos homossexuais. Será que esses tratamentos então causam mudanças genéticas nas pessoas? Isso é improvável.[7]

A questão mais séria é que os ativistas gays estão, de uma forma ou de outra, por trás das pesquisas que “provam” que o homossexualismo tem origem genética. Quem diz isso é o Dr. Vern L. Bullough, defensor do movimento homossexual e da pedofilia. Ele afirma:


A política e a ciência andam de mãos dadas. No final é o ativismo gay que determina o que os pesquisadores dizem sobre os gays.[8]

No entanto, ainda que conseguissem provar algum dia que o homossexualismo é causado por algum fator na natureza, isso não quer dizer que somos obrigados a aceitá-lo. Sinclair Rogers, que era homossexual antes de entregar sua vida para Jesus Cristo, diz:

Certamente, as pessoas não escolhem desenvolver sentimentos homossexuais. Mas isso não significa que quando alguém nasce ele já está pré-programado para ser homossexual para sempre. Não somos robôs biológicos. E não podemos ignorar as influências ambientais e nossa reação a essas influências. Ainda que em certos casos alguns indivíduos se tornassem homossexuais como “produto” da natureza, isso quer dizer que poderíamos desejar o homossexualismo e considerá-lo normal? A natureza produz muitas condições por influência biológica, tais com depressão, desordens obsessivas, diabetes… mas não consideramos esses problemas “normais” só porque ocorrem “naturalmente”. Então por que é que o homossexualismo é colocado numa categoria diferente? Vale a pena mencionar que há alguns estudiosos sugerindo que a atração sexual de um adulto por crianças poderia ser também produto de alguma influência biológica inerente. Se conseguirem provar isso, então teremos que aprovar a relação sexual entre adultos e crianças?… Por exemplo, alguns cientistas crêem que há pessoas que nascem com influências biológicas para com o alcoolismo, vício de drogas, comportamento criminoso e até mesmo o divórcio. Mas isso significa que tais pessoas são obrigadas a se tornarem e permanecerem viciadas e criminosas? A biologia pode influenciar, mas não justifica automaticamente a possível conseqüência de todo comportamento. E também não elimina nossa responsabilidade pessoal, vontade, consciência ou nossa capacidade de escolher controlarmos ou ser controlados por nossas fraquezas.[9]

Nem mesmo o famoso Kinsey, que os ativistas gays não se cansam de citar para apoiar suas práticas sexuais, parecia acreditar que o homossexualismo tem causas genéticas. Ele disse: “Eu mesmo cheguei à conclusão de que o homossexualismo é em grande parte uma questão de condicionamento.”[10]

E quanto à alegação pseudocientífica de Gwercman de que “as estatísticas se repetem mostrando que uma parcela pouco abaixo de 10% da população prefere parceiros de mesmo sexo”? Na verdade, esse clone estatístico foi extraído diretamente do Relatório Kinsey, preparado por Alfred Kinsey, que afirmava que 10% da população dos EUA eram homossexuais na década de 1940. Seus estudos se baseavam, em boa parte, em amostras da população penitenciária. Hoje sabe-se, graças às investigações valiosas da Drª Judith Reisman, que Kinsey estava envolvido em pesquisas fraudulentas com criminosos sexuais e até pedófilos.[11]

Superinteressante quis tratar a questão do casamento gay baseando-se em “estudos” de propagandistas ideológicos com a mentalidade de Kinsey, porém nem toda matéria noticiosa do Brasil se preocupa mais com ideologia do que com fatos. Um artigo do jornal O Estado de São Paulo apontou para uma pesquisa atual que indica que somente 1% da população dos EUA são homossexuais.[12] Então a percentagem de 10% é completamente irreal, mesmo numa sociedade hedonista como a sociedade americana, que sofreu décadas de bombardeio de propagandas pseudo-científicas a favor do homossexualismo vinda dos adeptos de Kinsey.

Gwercman fez uma declaração impressionante: “Todos os estudos no país indicam que paternidade e adoção gay não causam problemas às crianças”. Embora alguns exaltem as virtudes da “ciência” quando determinados estudos favorecem sua ideologia, invariavelmente eles mudam de atitude quando uma evidência científica os contraria. Tal é o caso da adoção de crianças por casais gays. Gwercman está certo quando alega que “todos os estudos indicam que paternidade e adoção gay não causam problemas às crianças”? De acordo com uma pesquisa do Dr. Paul Cameron, os praticantes do homossexualismo que adotam crianças têm um índice proporcionalmente elevado de envolvimento em casos de sedução e estupro de menores.
[13]

Gwercman também disse: “Gays tampouco induzem crianças à homossexualidade”. Como se homossexualismo não tivesse nada a ver com a corrupção moral de menores. Mas até mesmo os militantes homossexuais reconhecem e aceitam uma ligação entre homossexualismo e abuso sexual de crianças, embora prefiram classificar tal abuso de “amor”. A organização gay NAMBLA (North American Man-Boy Love Association) declara: “A Associação Norte Americana de Amor entre Homens e Meninos (NAMBLA) é uma organização fundada em resposta à extrema opressão que sofrem homens e os meninos envolvidos em relacionamentos sexuais consensuais e outros relacionamentos uns com os outros. A NAMBLA aceita como membros todos os indivíduos simpatizantes da liberdade sexual em geral, mas principalmente do amor entre homens e meninos. A NAMBLA se opõe fortemente às leis de consentimento sexual e outras restrições que impedem os adultos e os jovens de ter pleno prazer físico e controle sobre suas vidas. A meta da NAMBLA é acabar com a antiga opressão contra os homens e meninos envolvidos em relacionamentos mutuamente consensuais”.
[14]

Outros ativistas gays declararam:

“Nos casos em que crianças têm relações sexuais com um irmão mais velho que é homossexual… minha opinião é que muitas vezes é a própria criança que deseja essa relação, e talvez a peça, por curiosidade natural… ou porque ela é homossexual e instintivamente sabe disso… Diferente de casos de meninas e mulheres estupradas à força e traumatizadas, a maioria dos gays tem boas lembranças de seus primeiros encontros sexuais quando eram crianças.”[15]

“Os amantes de meninos e as lésbicas que têm amantes mais jovens são as únicas pessoas que estão se oferecendo para ajudar os jovens… Eles não são estupradores de crianças. Os estupradores de crianças são os padres, os professores, os terapeutas, os policiais e os pais que forçam os jovens, que estão sob sua responsabilidade, a aceitar sua moralidade fora de moda. Em vez de condenar os pedófilos por seu envolvimento com jovens gays e lésbicas, devíamos apoiá-los.”
[16]

“Na minha opinião, a pederastia devia receber o selo de aprovação. Acho que é verdade que os amantes de meninos [os pederastas] são muito melhores para as crianças do que os pais…”
[17]

“Sexo entre jovens e adultos é uma das questões mais difíceis no movimento gay. Quando é que um jovem tem o direito e a autoridade de fazer suas próprias decisões sexuais? De que modo as leis contra sexo entre adultos e crianças são usadas especificamente para mirar os gays?”
[18]

“Se eu fosse examinar o caso de um menino de 10 ou 11 anos que sente intensa atração por um homem de 20 ou 30 anos, se o relacionamento é totalmente mútuo e o amor é totalmente mútuo, então eu não chamaria isso de doentio de forma alguma… Quando os ativistas gays começaram suas campanhas políticas, não havia suficientes informações científicas com que basear sua luta para promover os direitos gays. Mas não se precisa de informações cientificas essenciais a fim de se trabalhar ativamente para promover uma ideologia específica, enquanto se está preparado para ir para a cadeia. Não é desse jeito realmente que sempre ocorrem as mudanças sociais?”
[19]

Contudo, não é só a realidade que comprova que a pederastia tem ligação forte com o homossexualismo. A própria Bíblia já continha indicação nesse sentido. O Apóstolo Paulo declara em 1 Coríntios 6:9: “Não sabeis que os injustos não hão de herdar o Reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus”. (1 Coríntios 6:9-10 RC, o destaque é meu.) De acordo com o léxico analítico do programa Bible Windows (versão 6.01), a palavra sodomita nesse versículo vem da palavra grega arsenokoites, que significa um adulto do sexo masculino que pratica relações sexuais com outro adulto ou menino do sexo masculino. Assim, o termo sodomita aí pode ser traduzido homossexual e pederasta. A palavra arsenokoites também se encontra em 1 Timóteo 1:10.
Mas mesmo quando não há estupro físico, o trauma ainda é uma realidade para crianças próximas a homossexuais. Na TV, as imagens de gays se casando chamaram a atenção de Bronagh Cassidy. Ela disse sobre esses casais: “Eles pareciam tão orgulhosos de si mesmos. E então eles tinham criancinhas consigo”. Cassidy, que tem 27 anos, casada e mãe de dois filhos, suspira: “Algo dentro de mim quer se levantar para ajudar essas crianças, pois sei que elas vão ter problemas”.

Cassidy fala por experiência: Ela foi criada por um casal de lésbicas. Em 1976, a mãe de Cassidy participou de uma cerimônia religiosa em que se uniu com uma mulher chamada Pat. Para realizar a concepção de Cassidy, elas fizeram inseminação artificial em casa, misturando o esperma de dois amigos gays “para garantir que ninguém viesse a saber quem é o pai”, diz Cassidy. “Quando era menina, eu sempre sentia que havia algo de anormal”, disse Cassidy. “Sentia como se eu não devesse ter existido. Diariamente, eu tinha tal conflito”.
[20]

Mas não dando atenção a casos assim, Gwercman tenta de todas maneiras defender o casamento e adoção gay, alegando que em nossa época muitas coisas são diferentes. Ele cita uma psiquiatra feminista: “Quando subvertemos o papel da mulher e ela deixou de cuidar dos filhos em casa para trabalhar, muita coisa mudou”.

Provavelmente, essa é a única afirmação coerente no artigo de Gwercman. As feministas vêm subvertendo radicalmente a ordem familiar e social, tentando criar a imagem da mulher “durona”, desligada do lar e dos filhos, enquanto impõem que os homens sejam treinados para serem “sensíveis”. Sua meta é a inversão de papéis.

Quando se atinge essa meta, o mundo natural vira de cabeça para baixo: as mulheres deixam de ser sensíveis para serem agressivas, porém os homens podem demonstrar uma mudança diferente. Mulheres masculinizadas podem ser duronas sem necessariamente serem lésbicas, mas homens feminilizados podem tornar-se muito mais que sensíveis. Podem virar homossexuais agressivos. E o movimento gay dá amplas e convincentes provas de agressividade.

Embora o comportamento homossexual esteja ganhando adeptos entre homens e mulheres, é só no meio dos homens que seu crescimento tem sido explosivo. Mas as feministas não se importam com isso, contanto que a masculinidade normal desapareça. Para elas, pelo menos homens homossexualizados não representam “ameaça”, já que eles não têm a capacidade de se casar com mulheres e mantê-las na “vergonhosa, opressiva e desprezível condição de esposa submissa e dona de casa.” Seria de estranhar então o motivo por que elas dão tanto apoio aos ativistas gays?

De acordo com a feminista Kate Millett, a liberação homossexual sempre vem logo depois da liberação feminista. Essa realidade a Palavra de Deus já revelava há muito tempo:

“Por causa das coisas que essas pessoas fazem, Deus as entregou a paixões vergonhosas. Pois até as mulheres trocam as relações naturais pelas que são contra a natureza. E também os homens deixam as relações naturais com as mulheres e se queimam de paixão uns pelos outros. Homens têm relações vergonhosas uns com os outros e por isso recebem em si mesmos o castigo que merecem por causa dos seus erros”. (Romanos 1:26-27 BLH)

Não se sabe se algum dia Millett leu essa passagem de Romanos. Seja como for, ela não deixa de estar com razão. Na sociedade atual, enquanto elas estão tentando ser como eles, um número cada vez maior deles está virando “elas”.

No entanto, quem virou homossexual ou foi condicionado a pensar que nasceu desse jeito não é obrigado a permanecer a vida inteira nesse estilo de vida. É difícil um viciado em drogas se libertar de sua opressão, porém não é impossível. A mesma verdade se aplica aos que se encontram debaixo da escravidão homossexual. Não é impossível sair do homossexualismo. Pelo menos, há não poucos relatos de homens e mulheres que abriram o coração para a pessoa sobrenatural de Jesus Cristo e tiveram uma experiência de libertação real dos vícios homossexuais.

Os milagres acontecem porque há homossexuais sinceros que reconhecem a anormalidade de sua vida e buscam mudança. Há também grupos cristãos específicos para apoiá-los e ajudá-los. Os ativistas pró-homossexualismo hostilizam esses grupos e tentam de muitas maneiras sufocar as aspirações dos homossexuais sinceros que procuram assistência. Por que? Porque querem dominar e utilizar a população gay para suas próprias metas ideológicas. Então, há uma luta intensa entre dois grupos principais que olham para os homossexuais com objetivos diferentes: 1) os ateus, socialistas e anticristãos que colaboram com o ativismo gay para tirar vantagem social e política dos oprimidos pelo homossexualismo e 2) os cristãos sinceros que apenas querem ajudar esses oprimidos.

No passado, os pagãos, ateus e anticristãos, juntamente com alguns cristãos ignorantes, difamavam e atacavam os cristãos que lutavam para libertar as pessoas da escravidão. A história se repete: hoje eles difamam e atacam os cristãos que lutam para ajudar na libertação de homens e mulheres que se encontram escravizados ao comportamento homossexual. No passado, eles convenciam toda a sociedade de que a escravidão era normal. Hoje, como bem demonstra o programa de governo Brasil Sem Homofobia, eles tentam convencer a todos de que não há nada de errado com a escravidão homossexual. Para eles, o problema está só com os que não aceitam essa escravidão.

Copyright 2004 Julio Severo. Proibida a reprodução deste artigo sem a autorização expressa de seu autor. Julio Severo é autor do livro O Movimento Homossexual, publicado pela Editora Betânia. E-mail:
juliosevero@hotmail.com

Fonte: http://www.juliosevero.com.br

[1]Cf. Dr. Paul Cameron, The Gay 90s (Adroit Press: Franklin-EUA, 1993), p. 48.
[2]Cf. Dr. Judith Reisman, Kinsey: Crimes & Consequences (The Institute for Media Education: Arlington-EUA, 1998), p. 244.
[3] An unnamed homosexual radio spokesperson, quoted in David A. Noebel, Wayne C. Lutton, and Paul Cameron. AIDS: Acquired Immune Deficiency Syndrome. Summit Ministries Research Center, Manitou Springs, Colorado, 80829. 1985, 149 pages, $3.95. Reviewed by Chilton Williamson, Jr. on page 58 of the April 11, 1986 issue of National Review. This is a review of the literature that has been written about AIDS, and an examination of the tactics used by homosexuals to take advantage of the plague to further their own goals.
[4] http://www.familyresearchinst.org/FRR_03_09.html
[5] Timothy J. Dailey, Ph. D., Comparing the Lifestyles of Homosexual Couples to Married Couples: http://www.frc.org/get.cfm?i=IS04C02
[6] Citado em O Movimento Homossexual (Ed. Betânia, 1998), p. 39.
[7]Dr. Gerard van den Aardweg, The Battle for Normality (Ignatius Press: San Francisco-EUA, 1997), p. 29.
[8]Drª Judith Reisman, Kinsey, Sex & Fraud (Huntington House Publishers: Lafayette-EUA, 1990), p. 212.
[9]QUESTIONS I’M ASKED MOST ABOUT HOMOSEXUALITY, An Interview with Sinclair Rogers (Choices: Singapura, 1993), p. 4.
[10].‘Sexologist’ Alfred Kinsey, quoted in Wardell B. Pomeroy. Dr. Kinsey and the Institute for Sex Research. New York: Harper & Row, 1972, pages 247 and 273.
[11] Veja o livro Kinsey: Crimes & Consequences, Judith Reisman (The Institute for Media Education, Inc., Arlington, Virginia, 1998).
[12] http://www.estadao.com.br/ext/diariodopassado/20030416/000055102.htm
[13] http://www.familyresearchinst.org/FRR_02_11.html
[14] The official philosophy and goals of the North American Man-Boy Love Association (NAMBLA), from “Introducing the North American Man-Boy Love Association.” Undated basic promotional brochure of NAMBLA National Headquarters in New York City. Reproduced in Father Enrique T. Rueda's The Homosexual Network: Private Lives & Public Policy. 1982: Old Greenwich, Connecticut; Devin Adair Publishers, page 177.
[15] Larry Kramer, writer and founder of the AIDS Coalition to Unleash Power (ACT-UP), in Reports from the Holocaust, New York: St. Martin's Press, 1991. This quote was downloaded from the Web site of the North American Man-Boy Love Association (NAMBLA) at http://www.nambla.org on April 15, 1998.
[16] Pat Califia, lesbian author and activist, The Advocate [‘mainstream’ homosexual magazine], October, 1980. This quote was downloaded from the Web site of the North American Man-Boy Love Association (NAMBLA) at http://www.nambla.org on April 15, 1998, under the section entitled “What People Are Saying About NAMBLA and Man/Boy Love.”
[17] Convicted pedophile and NAMBLA [North American Man-Boy Love Association] member David Thorstad, quoted in Joseph Sobran. “The Moderate Radical.” Human Life Review, Summer 1983, pages 59 and 60.
[18] John Preston, quoted in The Big Gay Book: A Man's Survival Guide for the '90s (New York: Plume, 1991). This quote was downloaded from the Web site of the North American Man-Boy Love Association (NAMBLA) at http://www.nambla.org on April 15, 1998, under the section entitled “What People Are Saying About NAMBLA and Man/Boy Love.”
[19] John Money, Ph.D., retired professor of medical psychology and pediatrics at Johns Hopkins University and Hospital. Quoted in “Interview: John Money.” Paidika: The Journal of Paedophilia, The Netherlands, 2(7), [Spring 1991] pages 5 to 9. This quote was downloaded from the Web site of the North American Man-Boy Love Association (NAMBLA) at http://www.nambla.org on April 15, 1998, under the section entitled “What People Are Saying About NAMBLA and Man/Boy Love.”
[20] COPYRIGHT 2004 MAGGIE GALLAGHER

24 de setembro de 2004

A Difícil Situação dos Cristãos nos Países Muçulmanos

A Difícil Situação dos Cristãos nos Países Muçulmanos

Colunista iraquiano: “É Difícil Lembrar um Período em que os Árabes Cristãos Estiveram em Maior Perigo do que Hoje”.

Num artigo (1) no jornal iraquiano Al-Zaman, publicado simultaneamente em Londres e Bagdá com uma linha independente e liberal que vem desde a década de 1940, o colunista Majid Aziza dá destaque à situação da população árabe cristã no mundo muçulmano. A seguir, alguns trechos do artigo:

Os cristãos que nasceram em regiões árabes estão fugindo de seus países de origem. Hoje em dia, essa informação é noticiada em todo o mundo e é cem por cento correta. As estatísticas mostram que um grande número de cristãos árabes está emigrando para países menos perigosos para eles e seus filhos, como Estados Unidos, Canadá, Austrália e Europa. O motivo, por um lado, é a perseguição que órgãos governamentais movem contra eles e, por outro, são os grupos extremistas…


Os cristãos têm vivido há séculos nos territórios atualmente conhecidos como países árabes, juntamente com outros grupos religiosos, principalmente os muçulmanos que participaram com eles das aflições da vida. Mas os cristãos perderam o apoio de seus concidadãos muçulmanos por muitas razões, inclusive extremismo religioso entre alguns muçulmanos, o aumento da população [muçulmana] por motivos religiosos, os atos de discriminação, coerção e expulsões individuais e coletivas de cristãos e as pressões que os cristãos vinham sofrendo até mesmo quando estavam servindo seus países. Há muitos exemplos disso na Palestina, Iraque, Sudão, Líbano, Egito e outros países.

Aproximadamente 4 milhões de cristãos libaneses emigraram de seu país como conseqüência das pressões impostas a eles pelos [muçulmanos]. Mais ou menos meio milhão de cristãos iraquianos deixaram seu país pelos mesmos motivos… A situação está ficando pior hoje por causa da discriminação feita pelos extremistas muçulmanos salafi. Na Palestina, os cristãos estão se tornando quase extintos como conseqüência do controle que os extremistas muçulmanos têm sobre a questão palestina e a marginalização dos cristãos [que são impedidos pelos muçulmanos de desempenhar um papel significativos na questão palestina], sem mencionar o impacto negativo da Antifada [revolta dos palestinos contra Israel, com o uso do terrorismo] — que é dirigida pelas organizações islâmicas — sobre os cristãos da Palestina. Com relação aos cristãos coptas do Egito, o que o governo e os muçulmanos fizeram e estão fazendo com eles daria para encher páginas e páginas de livros e jornais, explicando os atos de coerção, discriminação e perseguição. O que está acontecendo também com os cristãos na Argélia, Mauritânia, Somália e outros países é um problema longo demais para explicar.

Essa situação também existe nos países muçulmanos não árabes. Em nações islâmicas como Paquistão, Indonésia e Nigéria, os cristãos sofrem por causa de perseguição. No Paquistão, os líderes muçulmanos decretaram fatwa, uma decisão religiosa permitindo a matança de dois cristãos para cada muçulmano morto pelos ataques americanos no Afeganistão, como se os americanos representassem o Cristianismo no mundo. Em outros países os cristãos vivem com medo, sob a sombra de ameaça, e enfrentam uma crescente série de agressões toda vez que os Estados Unidos e seus aliados executam uma operação militar contra qualquer país [muçulmano].


Os cristãos têm medo do que lhes poderia acontecer nesses países. A situação é muito grave e requer atenção urgente. É difícil imaginarmos qualquer outro tempo em que os cristãos sentiram maior perigo do que o perigo que eles sentem hoje nesses países…

Nota final:
(1) Al-Zaman (Iraque & Londres), 14 de setembro de 2004.

*********************O artigo original, em inglês, foi traduzido do boletim do Instituto de Pesquisa da Mídia do Oriente Médio.
The Middle East Media Research Institute (MEMRI)
P.O. Box 27837, Washington, DC 20038-7837
Estados Unidos
Tel: (202) 955-9070
Fax: (202) 955-9077
E-Mail:
memri@memri.org
www.memri.org

Traduzido e adaptado por Julio Severo: http://www.juliosevero.com.br


Fonte:
http://www.memri.org/bin/opener_latest.cgi?ID=SD78904

18 de setembro de 2004

Aborto nos casos difíceis: um teste para os líderes evangélicos?

Aborto nos casos difíceis: Um teste para os líderes evangélicos?

Julio Severo

A Bíblia diz que em determinada situação da vida do rei Ezequias, quando um grupo de pessoas importantes da Babilônia o visitou, “Deus o desamparou, para tentá-lo, para saber tudo o que havia no seu coração.” (2 Crônicas 32:31 RC)

Deus deixou de dirigi-lo diretamente, durante a visita do grupo, a fim de ver como o rei Ezequias, no desempenho de suas funções políticas, reagiria e como ele usaria todo o conhecimento e experiência bíblica que ele já possuía. Deus queria testar o coração dele.

Será que Deus pode também testar o coração dos seus líderes políticos hoje diante de grupos com intenções ocultas? Claro que sim.

Há numerosas evidências demonstrando que grupos bem financiados estão lutando para ampliar as leis de aborto no Brasil. Como sempre, eles se utilizam de casos complicados, manipulando-os de tal forma que o público é levado a apoiar o aborto em determinadas situações. É o que está acontecendo no debate sobre os bebês anencefálicos, crianças que nascem sem cérebro, mas não sem alma ou espírito.

Não é de estranhar que pessoas do mundo queiram a morte e destruição dessas crianças. O mundo está fazendo e apoiando muitas coisas estranhas, desde a queda de Adão. O que é realmente bizarro é que líderes evangélicos estejam assumindo uma postura que nada tem a ver com o chamado de Jesus. O próprio Jesus declarou que veio para trazer vida em abundância (veja João 10:10). É de supor que tal abundância de vida não tem nenhum espaço para a morte. Pelo contrário, onde há morte e doença, Jesus traz cura, restauração e vida.

Contudo, avaliando pelas declarações e opiniões pessoais de alguns pastores, o mundo não mais creria que Jesus veio para trazer vida em abundância. Com tal testemunho incorreto deles, o mundo e até muitos crentes poderiam chegar à conclusão errônea de que, nos casos de bebês anencefálicos ou concebidos no ato injusto de um estupro, Jesus veio para trazer morte e destruição.

Declarações biblicamente estranhas

O Jornal da Câmara, publicado pela Câmara dos Deputados de Brasília, faz o seguinte comentário sobre o Dep. João Batista, da Igreja Universal do Reino de Deus:

O deputado João Batista (PFLSP) parabenizou o ministro Marco Aurélio de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), por conceder liminar autorizando a interrupção da gestação quando existir laudo médico que ateste a anencefalia do feto, independentemente de a gestante dispor de ordem judicial… A autorização, na opinião do parlamentar, além de suprimir a angústia e a frustração da gestante, mantém sua integridade física. “Sou pastor evangélico, no entanto, não posso misturar as coisas aqui. A vida humana e o bem-estar da população são muito mais importantes do que o apego a crenças sem que se olhe o contexto”.[1]

Outros líderes evangélicos também demonstram a mesma postura a favor da “interrupção da gravidez”, termo suave utilizado comumente para encobrir a expressão clara do aborto propositado. Em sua edição de 18 de julho de 2004, o jornal Folha Universal (órgão oficial da Igreja Universal), um bispo destaca seu apoio ao aborto nos casos em que um bebê é anencefálico ou foi concebido em situação de estupro. Ele diz:

A posição da Igreja Universal é sempre a favor da qualidade de vida e do bem-estar das pessoas. Nós entendemos que há casos em que a interrupção da gravidez é a atitude certa a ser tomada”.[2]

Provavelmente, esse bispo não sabe que o termo qualidade de vida também era empregado pelos nazistas para amparar sua ideologia de aborto e eutanásia, primeiramente utilizando os casos mais extremos para poderem promover sua ética de destruição, com todas as conseqüências hoje muito bem conhecidas. O que é espantoso é que uma igreja que se diz evangélica defenda o aborto em alguns casos, contrariando frontalmente o mandamento claro de Deus: Não Matarás. Nesse mandamento, Deus nunca abriu uma exceção sobre a vida humana inocente. Ele jamais disse que a destruição de um ser humano é proibida, menos nos casos em que um ser humano não tem uma qualidade de vida. O mandamento se refere apenas à proteção da vida em si, não à sua qualidade. Deus dá a vida e, com nossa abertura, vem dele a qualidade. A qualidade em si pode ser buscada, mas jamais usada como pretexto para destruir.

Nazismo e a questão da “qualidade de vida”

Os grupos pró-aborto, velhos aliados da causa da eutanásia, sempre agiram de maneira ardilosa. Em seus argumentos a favor da legalização do aborto, eles usam os casos raros e excepcionais para ganhar a simpatia do público e dos legisladores. Foi assim que eles conseguiram tornar o aborto legal nos EUA e na Europa: se concentrando na questão dos bebês em gestação com defeitos congênitos ou das mulheres que engravidam como conseqüência de estupro ou incesto. Hoje mais de 1 milhão de crianças são abortadas anualmente só nos EUA, e a maioria absoluta desses abortos não tem nada a ver com estupro, com incesto ou com defeitos congênitos, etc. Tem a ver simplesmente com os desejos da mãe.

O que poderia acontecer se até mesmo os políticos cristãos — a exemplo dos líderes da Universal — começassem a estimular o Brasil a abraçar leis de destruição de seres humanos sem qualidade de vida? Em 1922 na Alemanha, muito antes de o nazismo começar seu avanço, o jurista Karl Binding e o psiquiatra Alfred Hoche escreveram Legalizando a Destruição da Vida Sem Valor. Esse livro tentava provar que o sustento das pessoas inúteis causava despesas pesadas para o governo e para as famílias e recomendava o aborto e a eutanásia para os deficientes físicos e mentais.

Nessa época respeitados homens da classe médica, jurídica e psiquiátrica começaram a aceitar a idéia de que há opções compassivas de eliminar os que, de acordo com a ética deles, tinham uma vida que não produzia nada. Os médicos alemães, que eram considerados os mais avançados do mundo, começaram a promover a noção de que o médico deveria ajudar seus pacientes a morrer. A elite da classe médica defendia sterbehilfe, que em alemão significa “ajuda para morrer”, para os doentes incuráveis e isso era considerado wohltat, um ato misericordioso.[3]

Pouco tempo depois, com a alegação de ajudar a solucionar definitivamente os casos mais graves de gravidez, as leis alemãs passaram a permitir uma prática que decisivamente conduz à eutanásia: o aborto médico. Sob a ditadura nazista, a Alemanha foi o primeiro país europeu a legalizar o aborto. A nível mundial, a Rússia comunista foi o primeiro e a Alemanha o segundo. O Código Penal Alemão de 1933 diz:

O médico pode interromper a gravidez quando ela ameaça a vida ou a saúde da mãe e ele pode matar um bebê (na barriga da mãe) que tem probabilidade de apresentar defeitos hereditários e transmissíveis.[4]

Em seguida, veio a campanha preparando a população para a aceitação de leis para solucionar os casos graves envolvendo seres humanos que já haviam nascido. O primeiro caso de prática da eutanásia na Alemanha foi o de um recém-nascido cego e deformado. O próprio pai pediu que seu filho deficiente fosse morto, pois ele achava que uma vida com graves deficiências físicas não tinha sentido e qualidade de vida. A triste condição física do bebê foi amplamente divulgada pela imprensa. E muitos, aproveitando a oportunidade, fizeram campanhas para ganhar o apoio do público para a eutanásia. Em resposta a essas campanhas, Adolf Hitler autorizou um médico a dar uma injeção letal no bebê. Esse caso passou a ser usado, com a colaboração de alguns pediatras, para matar todos os recém-nascidos que tinham algum defeito. Logo os doentes mentais de todas as idades foram colocados na categoria de pessoas com vida inútil, e assim 275 mil pacientes alemães com doenças mentais acabaram sendo cruelmente mortos.

Em 1935, o Dr. Arthur Guett, Ministro da Saúde no governo nazista, disse:

Temos de acabar com o conceito enganoso de “amor ao próximo”, principalmente com relação às pessoas inferiores e aos que não têm uma vida social normal. É o supremo dever do governo dar vida e meios de sobreviver somente para os que são saudáveis…[5]

Por longo tempo, as execuções foram mantidas em segredo do povo por um sofisticado sistema de acobertamento. Tudo ocorria de forma rotineira e profissional: os especialistas em psiquiatria aprovavam os que deveriam ser sentenciados à morte e o governo cuidava do resto. Basta mencionar que a única coisa que o povo sabia era que os pacientes eram transportados para a Fundação de Caridade para a Assistência Institucional, e não mais voltavam. Na verdade, eles eram levados para câmaras de gás. A primeira câmara desse tipo foi projetada por professores de psiquiatria de 12 importantes universidades alemãs.[6] Os pacientes eram mortos com gás ou injeção letal na presença de especialistas médicos, enfermeiras e psiquiatras.[7]

O programa de eutanásia havia se tornado tão normal que os especialistas não viam mal algum em participar. O Prof. Julius Hallervordern, famoso neuropatologista (tão conhecido que determinada doença do cérebro leva seu nome: a doença de Hallervordern-Spatz) solicitou ao escritório central do programa o envio de cérebros de vítimas de eutanásia para seus estudos microscópicos. Enquanto as vitimas ainda estavam vivas, ele dava instruções sobre como os cérebros deveriam ser removidos, preservados e mandados para ele. Ao todo ele obteve das instituições psiquiátricas de eutanásia mais de 600 cérebros de adultos e crianças.[8]

As autoridades afirmavam manter o programa de eutanásia por puras motivações humanitárias e sociais. Inicialmente só os alemães tinham o “privilégio” de pedir ajuda médica para morrer, porque o governo alemão não queria conceder esse ato de “compaixão” para os judeus, que eram desprezados. É importante observar que os médicos alemães eram convidados, não forçados, a participar desse programa. Os médicos jamais recebiam ordens de matar pacientes psiquiátricos e crianças deficientes. Eles recebiam autoridade para fazer isso, e cumpriam sua tarefa sem protesto, muitas vezes por iniciativa própria.[9] Sua classe e literatura os havia condicionado a ver tudo como normal.

Em setembro de 1939, entrou em vigor a Ordem de Eutanásia de Hitler para toda a sociedade alemã:

A autoridade dos médicos é aumentada para incluir a responsabilidade de aplicar uma morte misericordiosa às pessoas que não têm cura.[10]

E em 1940 uma lei foi proposta que dizia:

Qualquer paciente que esteja sofrendo de uma doença incurável que leve à forte debilitação de si mesmo ou de outros pode, mediante pedido explícito e com a permissão de um médico especificamente nomeado, receber ajuda para morrer (sterbehilfe) de um médico.[11]

Pouco tempo depois foram considerados inúteis não só os doentes, os “indesejados sociais” e os opositores políticos, mas também pessoas de outras raças e religiões. E assim começou o Holocausto de 6 milhões de judeus, com suas tristes conseqüências até hoje.

Portanto, as atrocidades nazistas começaram com “pequenas” medidas “compassivas” na área política, médica e legal para permitir inicialmente a eliminação só de bebês e outros seres humanos com grave deficiência mental ou física. Essas medidas funcionaram como uma bolinha de neve que, quando desce do alto de uma grande montanha, vai aumentando de volume até virar uma imensa e incontrolável ameaça de destruição a todas as habitações humanas existentes no final da descida. A grande tragédia é que, no princípio, as igrejas evangélicas alemãs participaram — juntamente com os meios de comunicação — com seu apoio a essas “pequenas” medidas que foram adotadas pelo governo nazista, deixando que um homossexual louco levasse a Alemanha à sua total destruição durante a 2 Guerra Mundial. Hoje sabe-se, como fato histórico devidamente comprovado, que Hitler e grande parte da cúpula nazista escondiam convenientemente sua homossexualidade.[12]

Coincidentemente ou não, as mesmas “pequenas” medidas “compassivas” são hoje de modo geral aceitas não só pela Gaystapo, mas também por muitas igrejas espiritualmente desatentas que nada enxergam de estranho ou conspiratório nas atitudes políticas, médicas e legais para favorecer o aborto nas circunstâncias de bebês deficientes.

Logo que a 2 Guerra Mundial terminou e o nazismo foi completamente derrotado, o aborto voltou a ser proibido na Alemanha, menos no lado oriental, controlado pelos comunistas soviéticos. Com a invasão soviética, a ditadura comunista impôs o aborto na Alemanha Oriental, pois milhões de mulheres, moças e meninas alemãs ficaram à mercê de milhares de selvagens soldados soviéticos. Elas foram, durante anos, forçadas a servir os apetites sexuais dos estupradores comunistas, e o índice de aborto alcançou o número assustador e espantosamente alto de 2 milhões por ano![13]

Assim como o nazismo, o comunismo sempre esteve ligado ao aborto, isto é, a destruição da vida sem valor e sem qualidade. Em toda a América Latina, Cuba possui a “distinção” de ter o ditador que mais tempo está no poder. Como todo país comunista, Cuba não fugiu à regra: foi a primeira nação latino-americana a legalizar o aborto. No Brasil, a maioria dos projetos de lei a favor do aborto no Congresso é de autoria de deputados de esquerda.

No princípio, tudo era bom

Hoje os bispos da Igreja Universal deixam claro sua aceitação da destruição, através do aborto, de certos bebês. Entretanto, nem sempre foi assim. Em 1993 um jornal paulistano da Igreja Universal declarava:

Segundo os ensinos bíblicos, Deus deu o livre arbítrio a todos os seres humanos, ou seja, a capacidade de cada um escolher o que deseja fazer com a própria vida. Mas o direito de conceder ou retirar a vida de uma pessoa pertence somente a Deus. Primeiro Samuel 2:6 diz: “O Senhor que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz subir”. Nenhum caso de estupro, riscos de uma criança nascer com defeitos físicos ou mentais, dá direito ao ser humano de retirar a vida de alguém. A Bíblia ensina que tudo é possível ao que crê (Marcos 9:23). Portanto, os casos que aos olhos da ciência parecem impossíveis, tornam-se possíveis sob os olhos de Deus.[14]

Em 1996, a Folha Universal dizia:

Esse procedimento (aborto), muitas vezes inconseqüente, além de provocar a morte de um pequeno ser, que nem ao menos teve a chance de se defender, ainda pode levar a sua praticante à morte. Ora, ninguém tem o direito de tirar a vida de outra pessoa.[15]

Admirei tanto tal posição biblicamente saudável que procurei maneiras de encorajar mais a Igreja Universal em seus esforços para defender a vida humana. Tive o desejo de mandar ao jornal Folha Universal materiais úteis sobre aborto, para que pudessem escrever mais artigos éticos. Havia bons livros evangélicos sobre o assunto, porém me faltavam recursos. A única assistência disponível que consegui, sem nada pagar, foi de um amigo católico que distribuía um boletim mensal sobre a questão do aborto e outros problemas éticos, como controle populacional através de programas de controle da natalidade e camisinhas, etc.

Pela graça de Deus, tive maturidade espiritual para aproveitar tudo o que era bom nesse boletim, sem nunca aceitar nenhuma doutrina católica que fosse contrária aos meus princípios bíblicos. A própria Palavra de Deus nos instrui que não precisamos rejeitar tudo o que é útil, só porque a fonte não tem nossa espiritualidade: “Examinai tudo. Retende o bem”. (1 Tessalonicenses 5:21 RC) Eu achava que os líderes da Igreja Universal teriam a mesma capacidade cristã de avaliar tudo e ficar só com o que é bom, porém não consegui perceber que, em sua oposição à Igreja Católica, eles rejeitariam tudo o que viesse com algum tipo de rótulo católico, mesmo que o conteúdo fosse bom e útil e nada tivesse a ver com as doutrinas católicas com as quais, como evangélicos, não concordamos.

Mudança radical

Assim, a pedido meu, alguns setores da Igreja Universal, inclusive seu jornal, começaram a receber esse boletim em 1995 e 1996. A partir de então, comecei a ver a fúria deles dirigida não só contra a Igreja Católica, mas também contra a chamada posição pró-vida, que é a versão brasileira de pro-life, movimento cristão americano — formado por evangélicos e católicos — que luta para defender os bebês em gestação, procurando meios de derrubar leis de aborto. Ao que tudo indica, analisaram todos os boletins, enviados a eles com tanta consideração e carinho, e optaram por atacar a posição contrária ao aborto e outras questões, pela simples e única razão que a fonte das informações era católica. Em sua hostilidade anticatólica, preferiram atirar primeiro e fazer perguntas depois…

Na época, uma jornalista da TV Record — emissora pertencente à Igreja Universal — visitou meu amigo católico para conhecer seu trabalho em defesa da vida. Ele a recebeu de braços abertos, com todo o respeito, permitindo que ela visse tudo o que quisesse. A jornalista demonstrou interesse e elogio nas atividades e produtos voltados para defender os bebês em gestação contra a ameaça do aborto. No entanto, quando saiu a reportagem, o interesse e elogio deram lugar a denúncias e ataques, e meu amigo até hoje não entende o motivo por que seu respeito e consideração pela TV Record e sua jornalista não foram correspondidos.

Isolamento e desunião

Com o passar dos anos, a hostilidade dos líderes da Igreja Universal, e seu abandono da luta contra o aborto, só foi aumentando, a tal ponto que quando os deputados evangélicos no Congresso Nacional se unem com parlamentares católicos para barrar projetos de lei abortistas, os deputados da Universal optam por uma posição isolada dos evangélicos. Aliás, recentemente quando toda a bancada evangélica no Congresso se opôs à intenção do governo Lula de distribuir camisinhas para os alunos das escolas públicas, os políticos da Universal mais uma vez se isolaram dos evangélicos. Senti-me parcialmente responsável por tal mudança negativa, pois em todas as posições éticas que tentei encorajar a Universal, a reação foi oposta, com conseqüências hostis e fortemente negativas para importantes projetos de interesse ético para todos os cristãos do Brasil. Se quando um cristão está triste, todos ficam tristes, então quando um cristão assume um posicionamento infeliz, todos os outros cristãos também ficam tristes. O que nós evangélicos precisamos é de união, não isolamentos desse tipo, que geram enfraquecimento perigoso no nosso testemunho diante do mundo. A divisão entre líderes da Igreja Universal e outros líderes evangélicos no Congresso na questão do aborto só favorece os grupos que lutam para promovê-lo.

“Mas Jesus conhecia os pensamentos deles e disse: — O país que se divide em grupos que lutam entre si certamente será destruído. E a cidade ou a família que se divide em grupos que lutam entre si também será destruída. (Mateus 12:25 BLH)

A bancada evangélica no Congresso, composta por parlamentares de diversas denominações, tem feito um trabalho excelente em sua luta contra o aborto e o homossexualismo, e todos os deputados evangélicos — de todas as denominações — deveriam respeitar e apoiar tal união e esforço sincero. Jesus disse:

“Porque quem não é contra nós é por nós”. (Marcos 9:40 RC)

Entretanto, quando o Congresso trata da questão do aborto, invariavelmente a Folha Universal entra no debate a partir de um ângulo “secular” que nada mais faz do que fomentar justamente as forças políticas que há muito tempo lutam para que o ato médico de matar um bebê em gestação se transforme em direito humano.

Ignorância ou preconceito?

Mas no começo da década de 1990 tudo era bem diferente. A Folha Universal manifestava seu compromisso cristão, baseado na Bíblia, de defender os bebês em gestação contra o aborto intencional. O clima começou a mudar depois de 1995, quando a Igreja Católica publicou um documento que, com bases bíblicas certas, condena o aborto propositado. Daí, a Universal entendeu que precisava trocar sua postura e passou a tratar essa questão de modo radical. Em 1997, a Folha Universal declarava num editorial intitulado A Questão do Aborto:

Toda discussão que alguns grupos estão promovendo, principalmente a Igreja Católica, não passa de oportunismo para fortalecer suas posições, reestruturar suas bases e manter acesa a chama da hipocrisia.[16]

Então, na visão da Universal, a luta dos católicos contra o aborto não passa de oportunismo para manter acesa a chama da hipocrisia. Essa declaração explica o motivo por que eles têm se colocado em oposição a todos os pontos éticos tratados no boletim que meu amigo enviava a eles por minha direta solicitação. Provavelmente, na opinião deles o simples fato de o meu amigo pertencer à Igreja Católica o tornava automaticamente culpado de fazer parte de algum complô papal para destruir o mundo através de grupos católicos que lutam contra a legalização do aborto.

Preocupa-me o fato de que agora que a Igreja Católica publicou um documento contra o homossexualismo e o casamento gay, os líderes da Universal resolvam novamente mudar de postura e tratar essa questão de modo diferente.

Eu não concordo com certos ensinamentos da Igreja Católica. Mas só por causa disso vou me radicalizar e me opor a tudo o que os católicos dizem? Se um documento católico condena o aborto e o homossexualismo com base na Bíblia, então precisarei aprovar essas práticas, só para satisfazer preconceitos inúteis? Eu estaria demonstrando pura ignorância se passasse a aceitar, de uma forma ou de outra, o homossexualismo e o aborto só porque os católicos têm uma postura contrária!

Bom seria que os católicos seguissem a Bíblia mais do que certos dogmas religiosos. Contudo, a ignorância deles em algumas questões que nós evangélicos consideramos importantes não deveria nos tornar ignorantes com relação ao que eles declaram corretamente. Na verdade, em questões envolvendo homossexualismo, aborto e outros problemas éticos, não temos necessidade alguma de seguir a Igreja Católica, ou a Igreja Universal. Por que? Porque a Palavra de Deus é suficiente. Seguindo o que a Bíblia ensina, podemos ter uma posição ética a favor da vida — e vida em abundância — porque o próprio Jesus tem essa posição.

Enquanto vemos no meio dos próprios evangélicos, um número cada vez maior de líderes e igrejas se posicionando a favor do homossexualismo, aborto e outras perversões, por que deveria ser considerado errado apoiar a corajosa posição católica contra essas perversões?

Sempre me esforcei para encorajar os pastores evangélicos em seu importante trabalho de liderança. Foi por isso que fiz tudo o que pude para que a Folha Universal e outros setores da Igreja Universal recebessem mensalmente um excelente boletim católico contra o aborto em meados da década de 1990, sem porém imaginar que a reação viesse a ser tão preconceituosa e hostil contra os católicos. Na mesma época, também enviei ao Caio Fábio longa carta, encorajando-o a tomar uma posição mais forte em questões éticas como aborto, embora, nesse assunto, ele tivesse uma postura relativamente boa. Só fui receber dele uma resposta muitos anos mais tarde, quando ele leu uma mensagem minha denunciando as estranhas declarações dele sobre a questão homossexual. Eis as declarações dele:

Os únicos homossexuais que eu já vi serem “curados” são os que nunca foram.

Eu não tenho dúvida de que em muito breve ficará definitivamente provado já se caminha com muita rapidez para isso que a homossexualidade tem como fator preponderante a genética.


Há pessoas homossexuais que nunca praticaram um único ato homossexual, mas
nem por causa disso deixaram de ser. São os eunucos por amor ao Reino de Deus.

É uma pena que não haja liberdade para as pessoas dizerem quem são.[17]

Com os argumentos estranhos que estamos vendo da Igreja Universal sobre o aborto e do Caio Fábio sobre homossexualismo, só dá para perguntar: O que está acontecendo com os evangélicos? É um paradoxo bizarro: Enquanto o papa — com todas as suas imperfeições — está tomando uma posição cada vez mais firme e bíblica contra o aborto e o homossexualismo, certos líderes evangélicos — com todas as suas “perfeições” — tomam, cada vez mais, o rumo oposto. A mudança deles tem sido tão radical que teme-se que algum dia eles venham a desculpar sua apostasia ética com a alegação de que a oposição ao aborto e ao homossexualismo é uma estratégia conspiratória do Vaticano para dominar o mundo. Talvez eles não saibam que os grupos pró-aborto e os grupos pró-homossexualismo — que se apóiam mutuamente em suas lutas e reivindicações — estão tirando vantagem da vacilação e ignorância de líderes evangélicos incapazes de perceber que estão diante das maiores batalhas éticas já travadas no mundo moderno.

É possível notar o que está lhes faltando: discernimento espiritual. Em 2002 o então bispo Rodrigues, deputado federal e um dos fundadores da Igreja Universal, garantiu que era tudo boato sem fundamento a preocupação dos evangélicos de que se Lula ganhasse as eleições seu governo se envolveria em questões homossexuais.[18] Lula acabou se tornando presidente, com a ajuda de evangélicos como Rodrigues, e hoje o Brasil encontra-se na vergonhosa posição de líder mundial na defesa do homossexualismo na ONU.[19] Vale a pena confiar em líderes evangélicos desse tipo?

O Deus Eterno diz: Eu amaldiçoarei aquele que se afasta de mim, que confia nos outros, que confia na força de fracos seres humanos”. (Jeremias 17:5 BLH)

Assim diz o SENHOR: Maldito é o homem que confia nos homens, que faz da humanidade mortal a sua força, mas cujo coração se afasta do SENHOR”. (Jeremias 17:5 NVI)

A atitude correta é confiar no Senhor Jesus Cristo e praticar tudo o que ele já declarou e explicou em Sua Palavra. Mas para quem sente que precisa confiar também em fontes humanas, há uma pergunta importante. O que é mais impróprio: apoiar a posição dos imperfeitos católicos sobre aborto e homossexualismo ou apoiar a estranha posição de certos “perfeitos” líderes evangélicos nessas questões? Felizmente, Deus não nos dá somente fé, mas também bom senso e discernimento, a fim de que saibamos avaliar tudo e reconhecer o que é bom, seja de um evangélico ou católico.

Por que não apoiar as posições certas?

É irônico o que está acontecendo. Em sua preocupação e obsessão anticatólica alguns pensam que adotando uma posição bíblica forte contra o aborto ou homossexualismo correm o risco de colaborar com supostas tramas da Igreja Católica. O que eles não enxergam é que sua posição menos firme nessas questões está ajudando, de modo concreto, grupos que realmente têm uma estratégia conspiratória. Esses grupos já estão colocando em prática sua estratégia e alcançando grandes avanços em seus esforços para promover na sociedade maior abertura para o aborto e o homossexualismo. Jesus disse sobre situações desse tipo:

“Guias cegos! Coam um mosquito, mas engolem um camelo!” (Mateus 23:24 BLH)

O Papa João Paulo 2 pode não enxergar muitas das verdades bíblicas que muitos evangélicos enxergam muito bem. No entanto, ele tem enxergado algumas realidades que alguns evangélicos estão rejeitando por puro preconceito anticatólico. O papa atual tem, como ninguém em toda a Cristandade, falado claramente sobre questões éticas importantes. Apesar de tudo nele com que não concordamos, ele tem sido uma voz correta nas opiniões cristãs contra o homossexualismo e aborto. Ele está falando o que nós evangélicos deveríamos estar falando publicamente. Embora não aceitemos alguns dogmas do catolicismo, não dá para discordar quando o papa diz que o homossexualismo é pecado, sabendo muito bem que os meios de comunicação não perdoam a ninguém — nem mesmo ao papa — o pecado mortal da “homofobia”. Algum tempo atrás, ativistas gays europeus tentaram levar esse homem a um tribunal internacional unicamente por causa de sua afirmação de que a Bíblia condena o homossexualismo! Recentemente, quando o Vaticano publicou um documento contra o casamento gay, militantes homossexuais ameaçaram levar à justiça as livrarias que ousassem colocar esse documento à venda.

Até agora, nenhuma denominação evangélica publicou, em documento, uma posição pública contra o homossexualismo, o casamento gay, a adoção de crianças por casais gays, projetos políticos a favor do homossexualismo, etc. Pelo contrário, já há casos de pastores casando gays e até pastores e bispos evangélicos que estão assumindo publicamente sua homossexualidade e casando com gays!

Portanto, não há motivo algum para hostilizarmos as medidas éticas dos católicos que estão de acordo com os princípios bíblicos. Compreendendo os graves riscos que os grupos pró-aborto e pró-homossexualismo representam para a sociedade, alguns líderes evangélicos estão demonstrando muito bom senso e, em vez de darem espaço para improdutivos preconceitos anticatólicos, estão apoiando as posições católicas que favorecem a ética cristã. O evangelista internacional Billy Graham declarou sobre o papa atual, que é considerado o maior opositor cristão ao homossexualismo e o aborto:

Ele ficará na história como o maior Papa moderno. Ele tem sido uma forte consciência do mundo cristão inteiro.[20]

O Dr. James Dobson, conhecido psicólogo evangélico e autor de muitos livros (inclusive Ouse Disciplinar, publicado pela Editora Vida), comenta sobre seu relacionamento com católicos sinceros que lutam pelo que é bom:

Em assuntos de família, temos mais pontos de acordo do que desacordo, e com relação a questões morais envolvendo aborto, sexo antes do casamento, a ideologia do “sexo seguro” e homossexualismo, sinto mais afinidade com os católicos do que com alguns de meus irmãos e irmãs evangélicos.[21]

Não existe um campo neutro na questão ética do aborto e homossexualismo. Billy Graham e James Dobson não estão abandonando suas convicções bíblicas essenciais quando apóiam católicos que demonstram um posicionamento ético correto. Contudo, os evangélicos que estão seguindo as disposições de grupos pró-aborto ou pró-homossexualismo podem estar comprometendo seriamente não só seu testemunho diante do mundo, mas também sua posição diante de Jesus Cristo.

Ajudando, conscientemente ou não, os grupos pró-aborto

Ao tratar a questão do aborto de um modo secular a Igreja Universal apenas facilita a ação dos grupos feministas defensores do aborto. Usando de meias-verdades e eufemismos essas organizações procuram passar a idéia de que o aborto legalizado é seguro.

Quando essas organizações se referem a ‘aborto seguro’ não dizem toda a verdade: o aborto nunca é seguro para a criança em gestação. Por outro lado, nos países onde o aborto foi legalizado muitas mulheres têm seus úteros perfurados, têm como conseqüências infecções e há muitos casos registrados de mulheres que morrem nas mãos de médicos, segundo depoimento do Dr. Bernard Nathanson no documentário O Grito Silencioso.

Não será legalizando o aborto que vai se acabar com o aborto clandestino e nem com a morte de gestantes e seus filhos. Nos países em que o aborto foi legalizado continuam os abortos clandestinos por vários motivos: gravidez resultante de adultérios, gestantes adolescentes que desejam esconder a gravidez e o aborto de seus pais, etc.

Infelizmente, até mesmo um conhecido bispo da Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra entrou no debate do aborto, seguindo os passos dos líderes da Igreja Universal. Ele está apoiando o aborto nos “casos previstos no código penal”, que incluem os bebês concebidos no injusto ato de um estupro. Sua posição foi devidamente registrada num site do governo Lula, que declarou:

Para o bispo da Sara Nossa Terra, Robson Rodovalho, o aborto é aceitável nos casos previstos no código penal e para a má formação fetal, mas desde que o bebê ainda não esteja desenvolvido.[22]

esperança

Será que Jesus ofereceria morte para um bebê concebido no injusto ato de um estupro? O que ele tem a ver com morte, destruição e aborto? Se ele não os apóia, então por que alguns de seus seguidores estão apoiando?

É difícil comentar todo esse impensado apoio evangélico diante do altar sacrificial do aborto, principalmente quando vem de líderes que têm a responsabilidade de representar, em seu testemunho diante do mundo, Aquele que veio para trazer vida em abundância. Ser a favor apenas de alguns tipos de destruição não é tão ruim quanto apoiar todos os tipos de destruição, mas ainda assim é fazer uma “pequena” concessão para aquele que veio para matar, roubar e destruir. Afinal, aborto sempre foi e sempre será a morte e destruição de uma vida inocente. Para entender melhor a questão do aborto, principalmente nos casos de gravidez resultantes de estupro, recomendo meu artigo Aborto: Tragédia ou Direito.

Além disso, é preciso lembrar que todo ser humano, independente de idade ou deficiência física, possui não só um corpo, mas também um espírito criado de acordo com a semelhança de Deus. Assim, Jesus espera de nós muito mais do que só preocupação e oração em favor da vida humana inocente que se encontra ameaçada. Ele também espera algum tipo de ação.

“Procure salvar quem está sendo arrastado para a morte. Você pode dizer que o problema não é seu, mas Deus conhece o seu coração e sabe os seus motivos. Ele pagará de acordo com o que cada um fizer”. (Provérbios 24:11-12 BLH)

Mesmo diante de uma imprensa ardilosa pronta para aplaudir tudo o que é a favor do aborto e do homossexualismo e pronta para tratar com desprezo toda opinião contrária, há líderes evangélicos se levantando, dispostos a não falhar em seu testemunho em favor dAquele que veio para trazer vida, não morte, ao mundo. O Dep. Milton Cardias, que é pastor evangélico, denunciou as graves irregularidades e pressões envolvidas nos esforços de certos grupos, instituições e indivíduos para aprovar o aborto, utilizando-se dos casos de bebês com anencefalia — casos que, juntamente com as situações de bebês concebidos durante um injusto ato de estupro, podem se tornar fendas e rachaduras na grande represa de derramamento de sangue inocente do aborto. Ele destacou como a legalização do aborto é do interesse da Marta Suplicy, militante do PT que tem um projeto de lei nesse sentido no Congresso Nacional. O Dep. Cardias, em discurso no Congresso, declarou corajosamente sobre a questão do aborto de bebês anencefálicos:

Tenho como convicção pessoal, de fé, regra e conduta, como Ministro do Evangelho, que o único que pode dar e tirar a vida é o próprio criador, que é Deus, nosso Senhor.[23]

Como evangélico, é preferível se colocar ao lado da posição cristã do Dep. Cardias do que se alinhar com gente como a Marta Suplicy, conhecida apoiadora das reivindicações mais radicais da militância gay.

Por causa de Jesus Cristo, somos otimistas, crendo que quem é de Cristo sabe seguir seu Mestre em todas as questões, mesmo envolvendo aborto e homossexualismo. Quanto aos que mudaram de posição, Jesus nunca deixa de lhes dar oportunidades. Com a ajuda de nossas orações e a preciosa misericórdia de Deus, mais cedo ou mais tarde eles poderão acordar e aproveitar essas oportunidades. Jesus diz:

“Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas. (Apocalipse 2:5 RA)

“Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê, pois, zeloso e arrepende-te. Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo. Ao que vencer, lhe concederei que se assente comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com meu Pai no seu trono. Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas. (Apocalipse 3:19-22 RC)

© Copyright 2004 Julio Severo. Proibida a reprodução deste artigo sem a autorização expressa de seu autor. Julio Severo é autor do livro O Movimento Homossexual, publicado pela Editora Betânia. Para mais informações: www.juliosevero.com

Notas finais:

[1] Jornal da Câmara. Brasília, 11 de agosto de 2004, pág. 5.

[2] Folha Universal, 18 de julho de 2004, pág. 8A.

[3] J. C. Willke, Assisted Suicide & Euthanasia (Hayes Publishing Co.: Cincinnati-EUA, 1998), p. 6.

[4] Dr. & Mrs. J. C. Willke, Abortion: Questions & Answers (Hayes Publishing Company, Inc.: Cincinnati-EUA, 1990), p. 193.

[5] Citado em Dr. Paul Marx, And Now… Euthanasia (Human Life International: Washington, D.C., EUA, 1985), p. 70.

[6] Dr. & Mrs. J. C. Willke, Abortion: Questions & Answers (Hayes Publishing Company, Inc.: Cincinnati-EUA, 1990), p. 229.

[7] Os especialistas envolvidos no programa de eutanásia eram tão importantes e famosos que até hoje seus nomes são mencionados na literatura psiquiátrica, médica e jurídica internacional. Ver J. C. Willke, Assisted Suicide & Euthanasia (Hayes Publishing Co.: Cincinnati-EUA, 1998), p. 37.

[8] J. C. Willke, Assisted Suicide & Euthanasia (Hayes Publishing Co.: Cincinnati-EUA, 1998), p. 47.

[9] J. C. Willke, Assisted Suicide & Euthanasia (Hayes Publishing Co.: Cincinnati-EUA, 1998), pp. 8,9.

[10] Dr. & Mrs. J. C. Willke, Abortion: Questions & Answers (Hayes Publishing Company, Inc.: Cincinnati-EUA, 1990), p. 193.

[11] J. C. Willke, Assisted Suicide & Euthanasia (Hayes Publishing Co.: Cincinnati-EUA, 1998), p. 10.

[12] Informações abundantes desse fato são encontradas no livro O Segredo de Hitler, publicado em 2001 pela Editora Objetiva, escrito pelo historiador alemão Lothar Machtan.

[13] http://www.arlindo-correia.com/berlin_1945_reactions.html

[14] Tibuna Universal, 19, 1993, pág. 2.

[15] Folha Universal, 31 de março de 1996, pág. 3.

[16] Folha Universal, 7 de setembro de 1997, pág. 2A.

[17] http://www.rhemanet.com.br/sites/caiofabio/Artigos/art_textos/artigos.textos.asp?id=1992&tp=32

[18] http://www.linhaaberta.com/arquivo/2002/ed51/politicalula.html

[19] http://www.jesussite.com.br/acervo.asp?Id=916

[20] http://www.time.com/time/poy2000/archive/1994.html

[21] http://www.christianitytoday.com/ct/2000/150/22.0.html

[22] http://www.aids.gov.br/imprensa/Noticias.asp?NOTCod=58201

[23] Discurso no Congresso Nacional manifestando posição contrária à liminar concedida pelo STF aprovando abortos em casos de anomalia fetal – Pr. Milton Cardias – Dep. Fed. PTB/RS – 11 de agosto de 2004.