13 de novembro de 2004

Homossexualizando as crianças de escola?

Estimados irmãos

Já viram como o governo demonstra “preocupação” com as crianças? O governo estabelece leis e medidas sérias contra abusos. Mas é como se abusos acontecessem apenas na família e o governo fosse o maior protetor das crianças. Será que realmente o governo só tem boas intenções para com as crianças? É o que veremos a seguir.

O governo brasileiro diz:

“RESPEITO À DIVERSIDADE: Para que seja incorporada pelas crianças, a atitude de aceitação do outro em suas diferenças e particularidades precisa estar presente nos atos e atitudes dos adultos com quem convivem na instituição. Começando pelas diferenças de temperamento, de habilidades e de conhecimentos, até as diferenças de gênero, de etnia e de credo religioso, o respeito a essa diversidade deve permear as relações cotidianas. Uma atenção particular deve ser voltada para as crianças com necessidades especiais que, devido às suas características peculiares, estão mais sujeitas à discriminação. Ao lado dessa atitude geral, podem-se criar situações de aprendizagem em que a questão da diversidade seja tema de conversa ou de trabalho. IDENTIDADE DE GÊNERO: No que concerne a identidade de gênero, a atitude básica é transmitir, por meio de ações e encaminhamentos, valores de igualdade e respeito entre as pessoas de sexos diferentes e permitir que a criança brinque com as possibilidades relacionadas tanto ao papel de homem como ao da mulher. Isso exige uma atenção constante por parte do professor, para que não sejam reproduzidos, nas relações com as crianças, padrões estereotipados quanto aos papéis do homem e da mulher, como, por exemplo, que à mulher cabe cuidar da casa e dos filhos e que ao homem cabe o sustento da família e a tomada de decisões, ou que homem não chora e que mulher não briga”. (Págs. 41 e 42, vol. 2)

“É importante possibilitar diferentes movimentos que aparecem em atividades como lutar, dançar, subir e descer de árvores ou obstáculos, jogar bola, rodar bambolê etc. Essas experiências devem ser oferecidas sempre, com o cuidado de evitar enquadrar as crianças em modelos de comportamento estereotipados, associados ao gênero masculino e feminino, como, por exemplo, não deixar que as meninas joguem futebol ou que os meninos rodem bambolê”. (Pág. 37 vol. 3)


Essas citações são do Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, do Ministério da Educação. Esse currículo destina-se a crianças em idade pré-escolar, inclusive creches.
[1]

Assim, na visão oficial do governo, a simples aceitação da realidade de que o homem e a mulher têm papéis diferentes é preconceito, mas a aceitação do comportamento homossexual ou outras condutas contrárias à natureza é considerada como respeito à “diversidade”.

Sob o pretexto de combater o preconceito, o governo está introduzindo na educação de crianças em idade pré-escolar valores que com o passar do tempo corroerão o conceito de família natural que sustenta os lares.
Com tal educação imposta pelo currículo do governo, as crianças educadas em creches crescerão achando absolutamente normal que numa família o “casal” seja formado por dois “homens” ou duas “mulheres”.


Se o currículo do governo quer mesmo combater o preconceito, por que não adota medidas contra as ideologias hostis ao padrão cristão de família? Por que o governo dá preferência para a ideologia feminista, socialista e homossexual, como se essas ideologias representassem o melhor para a educação das crianças? Por que o governo é tão preconceituoso contra a ética cristã?


Até quando vamos aceitar, de braços cruzados, tanta intolerância e preconceito contra os valores cristãos?


O alvo do governo não é só as crianças de creche. Como mostra meu artigo abaixo, todas as crianças de escolas públicas serão atingidas pela educação imposta pelo governo.

Julio Severo

Explicando o Aumento do Homossexualismo na Sociedade


Julio Severo

Talvez nada esteja contribuindo tanto para o aumento do homossexualismo hoje na sociedade do que a tentativa de tornar os homens e as mulheres iguais em seus papéis e funções. Esse condicionamento vem ocorrendo principalmente através dos meios de comunicação e das escolas.


O Ministério da Educação (MEC) produziu e distribuiu um currículo escolar moderno para o Ensino Fundamental de 1ª a 4ª série de todas as escolas públicas do Brasil. A fim de mudar a mentalidade das crianças com relação ao papel masculino e feminino e ensiná-las que as mulheres podem trabalhar em todas as ocupações dos homens e vice-versa, esse currículo instrui os professores das escolas públicas a “trabalhar as relações de gênero em qualquer situação do convívio escolar”.
[2] Por exemplo, quando os alunos acham que algumas brincadeiras, atividades e condutas só são para meninos e outras só para meninas, “o professor… pode intervir para combater as discriminações e questionar os estereótipos associados ao gênero”.[3]

O termo gênero, que o MEC usa no lugar da palavra sexo, expressa a idéia de que qualquer variedade sexual é aceitável e normal, inclusive a homossexualidade. Os educadores que crêem nessa teoria empregam o conceito gênero para ensinar que os papéis masculinos e femininos tradicionais são pura invenção da sociedade. Conforme mostra o MEC:
O uso desse conceito permite abandonar a explicação da natureza como a responsável pela grande diferença existente entre os comportamentos e lugares ocupados por homens e mulheres na sociedade.
[4]

Assim é que, para combater a chamada “discriminação de gênero”, inverte-se a imagem do homem e da mulher. Em nome da igualdade sexual, princípios socialistas e feministas são sutilmente ensinados em muitas salas de aula do Brasil. As lições mostram para as crianças mães casadas trabalhando fora e maridos em casa cuidando dos deveres domésticos.[5] Mostram também como normal um menino se envolver em atividades de menina.[6] Tudo isso porque o governo estabeleceu “o compromisso de o Brasil não aceitar livros [didáticos] que contenham posturas tradicionais em relação ao papel do homem e da mulher”.[7] O governo brasileiro está assim atendendo diretamente as recomendações das feministas na ONU.[8]

No entanto, essas mudanças na área da educação também estão ocorrendo por pressão dos grupos feministas nacionais que atuam no Congresso Nacional em Brasília. Em sua edição de janeiro de 2000, o jornal do Centro Feminista de Estudos e Assessoria de Brasília elogia o plano do governo para todas as escolas do Brasil:

Plano Nacional de Educação Ganha Perspectiva de Gênero


O Plano Nacional de Educação, aprovado na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados… ganha três emendas que chamam a atenção para a necessidade de se trabalhar as relações de gênero na educação brasileira.[9]

Esse mesmo jornal diz que a legalização do “aborto traria mais democracia” para o Brasil.
[10] As parlamentares integrantes do Centro Feminista de Estudos e Assessoria destacam-se no Congresso Nacional não só pelo forte apoio aos projetos de lei a favor do aborto, mas também da união dos chamados “casais” gays.

Para as feministas, trabalhar as relações de gênero nada menos é do que eliminar as diferenças tradicionais entre homens e mulheres. O feminismo luta para que seja censurada e eliminada das escolas e dos meios de comunicação a imagem tradicional do homem como pai trabalhando para sustentar a família e da mulher como mãe totalmente ocupada com seu lar e filhos. A jornalista Dale O’Leary revela:

…as feministas exigem que os “estereótipos” e as “imagens tradicionais” sejam removidos dos materiais educacionais e dos meios de comunicação. A fim de alcançar a meta de que os homens e as mulheres tenham igualmente os mesmos desejos e interesses, as feministas exigem que os livros escolares, os desenhos, as comédias, os anúncios comerciais e as peças teatrais mostrem os homens e as mulheres trabalhando em número igual como soldados, cientistas, bombeiros e motoristas de caminhão, até mesmo quando isso não tem nada a ver com a realidade. As atividades em que só há a participação de homens deverão ser classificadas como más, opressivas e discriminatórias. As mulheres nunca deverão ser mostradas como mães e donas de casa de tempo integral, a não ser como vitimas de violência doméstica, mulheres com distúrbios mentais e comportamento anti-social ou esposas casadas com maridos fanáticos religiosos. [11]

O livro O Movimento Homossexual comenta:

A eliminação das diferenças entre o sexo masculino e o feminino é extremamente prejudicial à saúde psicológica das crianças. Foi o que notou, por exemplo, certa mãe cuja filha de dez anos voltava da escola com atitudes cada vez mais hostis em relação ao trabalho doméstico como função da mulher. Depois de muito pesquisar, ela acabou descobrindo algo. Na sala de aula, a professora, sem o conhecimento dos pais, apresentava uma boneca e um boneco de papel nus. Os estudantes deveriam vestir-lhes uma roupa masculina de trabalho a fim de mostrar que ambos os sexos podem escolher qualquer profissão. Além disso, os livros didáticos só apresentavam figuras opostas aos papéis tradicionais, como a de um pai dando mamadeira ao bebê e a de uma mãe trabalhando como bombeiro. Tudo feito em nome da “igualdade sexual”.[12]

No padrão bíblico para os comportamentos humanos, homens e mulheres são iguais em valor diante de Deus, porém têm funções e papéis diferentes. Contudo, a igualdade sexual que as feministas estão impondo está produzindo uma sociedade onde homens e mulheres ocupam um a função do outro e perdem a referência bíblica de identidade sexual masculina e feminina. Essa tendência unissex para os comportamentos está criando muita confusão sexual e favorecendo a homossexualização social.


O fato é que o movimento homossexual e o feminista estão tentando minimizar as diferenças entre os homens e as mulheres no trabalho, lazer e moda. A finalidade é demolir os padrões sexuais tradicionais e criar um ambiente favorável à homossexualização da sociedade. Conforme diz o Dr. James Dobson, conhecido psicólogo americano:

A tendência de misturar os papéis masculinos e femininos está em moda na sociedade atual. As mulheres jogam futebol… Os homens assistem a novelas e usam brincos. Vê-se pouca identidade sexual no comprimento de seus cabelos, em suas maneiras, interesses ou ocupações, e a tendência é se igualar ainda mais. Tal falta de distinção entre os homens e as mulheres causa muita confusão na mente das crianças com relação à sua própria identidade de papel sexual. Elas ficam sem um modelo claro para imitar e acabam tendo de andar sozinhas como que cegas, à procura da conduta e atitudes apropriadas para elas.

É quase certo que esse obscurecimento dos papéis sexuais está contribuindo para a explosão do homossexualismo e da confusão sexual que enfrentamos hoje. A História mostra que as atitudes unissex sempre apareceram antes da deterioração e destruição das sociedades que se deixaram levar por essa tendência. O Dr. Charles Winick, professor de Antropologia na Universidade Municipal de Nova Iorque, estudou duas mil culturas diversas e encontrou cinqüenta e cinco que se caracterizavam pela ambigüidade sexual. Nenhuma delas sobreviveu…
[13]

Copyright 2004 Julio Severo. Proibida a reprodução deste livro sem a autorização expressa de seu autor. Julio Severo é autor do livro O Movimento Homossexual, publicado pela Editora Betânia. E-mail:
juliosevero@hotmail.com , www.juliosevero.com

[1] Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, Ministério da Educação, Brasília, 1998.
[2] Parâmetros Curriculares Nacionais (Pluralidade Cultural e Orientação Sexual), Vol. 10, Ministério da Educação, Brasília, 1997. Atenção: Ensino Fundamental de 1ª a 4ª série, p. 145.
[3] Idem, p. 145.
[4] Idem, p. 144
[5] Idem, p. 152
[6] Idem, p. 126
[7] Relatório Geral sobre a Mulher na Sociedade Brasileira, República Federativa do Brasil, Brasília, 1994, p. 50.
[8] Idem.
[9] Jornal Fêmea, publicado pelo Centro Feminista de Estudos e Assessoria de Brasília, janeiro de 2000, p. 5.
[10] Idem, p. 8.
[11] Dale O’Leary, The Gender Agenda (Lafayette-EUA: Vital Issues Press, 1997), pp. 130.
[12]Julio Severo, O Movimento Homossexual (Editora Betânia, 1998), p. 86.
[13]Julio Severo, O Movimento Homossexual (Editora Betânia, 1998), p. 86.


Artigos sobre escola e educação de crianças

A Marca da Besta

Governo vai dar camisinhas para crianças de 10 anos nas escolas

Evolução: Uma Heresia em Nome da Ciência

Homossexualizando as crianças de escola?

Educação escolar em casa, a opção adequada para os pais cristãos

O motivo por que a cortesia e os bons hábitos são importantes

Famílias Evangélicas Sofrem Perseguição na Alemanha

Pai é preso depois de protestar contra livro gay que filho de 6 anos recebeu na escola

É certo matricular os filhos na escola pública?

Tim LaHaye e as Escolas Públicas

Educação sobre Abstinência Faz a Diferença

Pré-Escola Prejudica os Talentos Sociais e o Desenvolvimento Emocional das Crianças

4 comentários:

Rafael disse...

Meu querido irmão, estou nessa luta também. Sou estudante de medicina e estou contestando todo propaganda a favor do homossexualismo. DEUS abençoe meu irmão

Rafael

Anônimo disse...

É ISSO MESMO QUE DEUS TE ABENÇOE E VC CONTINUE SENDO ESTA BENÇÃO NA MÃO DE DEUS O SENHOR NOS DIZ QUE NÃO DEVEMOS NOS ADERIR AO MUNDO ;NAO VOS CONFORMEIS COM ESTE MUNDO....

Leonardo Pereira Araujo disse...

Senhor Júlio Severo, as homossexualizações precoces (de nossas crianças e nossos adolescentes) podem causar sérios problemas como suicídios e assim sucessivamente. Os papéis femininos não devem ser confundidos com os masculinos, pois podem causar problemas sérios, não são éticos, honrosos e pudorosos cabelos curtos para meninas (mulheres) e longos para meninos (homens), futebóis femininos, balés masculinos, presenças femininas em esportes, trabalhos masculinizados e masculinas em efeminados e assim sucessivamente. É bom que continuemos combatendo as maléficas práticas das homossexualidades e outras imorais. Um abraço a ti, Senhor Júlio Severo!

Gideão disse...

Júlio,
O que está contecendo hoje é um verdadeiro aburdo. Eles querem homossexualizar completamente a sociedade.Estamos aproximando a passos largos do sistma que vigorava em Sodoma e Gomorra, onde o homossexualismo era a regra de conduta. E não está longe do juízo de Deus cair por aqui também
Fique firme nessa luta, que tambèm é nossa.