6 de outubro de 2004

Pastor sueco perseguido incentiva os cristãos a serem corajosos

Pastor Processado por Alegado Discurso Discriminatório Encoraja a Igreja a Evitar a Timidez

Um famoso pastor carismático da Suécia que recentemente foi processado por alegado “discurso de ódio [discriminação] contra os homossexuais” disse que os cristãos precisam se envolver na política para vencer a forte pressão política dos socialistas e liberais na Europa.

Em agosto, Ulf Ekman sofreu um processo. Depois de alguns dias, as autoridades decidiram não levar para julgamento o conhecido fundador da Igreja Palavra da Vida de Uppsala (IPVU), mas o incidente inflamou ainda mais o debate já esquentado sobre o futuro das liberdades religiosas na Suécia.


“Em toda a Europa estão sendo empregadas ações e medidas para restringir a liberdade religiosa, e a Suécia está servindo como um tipo de plano piloto”, Ekman falou com a revista Charisma da edição de outubro, que traz um relatório completo sobre os casos de “discursos de ódio” em toda a Europa.

“Se não lutarmos agora pela liberdade de pregar o Evangelho em todos os seus aspectos e conseqüências, logo tirarão todo direito que temos de pregá-lo”, acrescentou Ekman.

Em junho, outro pastor Pentecostal da Suécia foi sentenciado a um mês de prisão por pregar contra o homossexualismo. O Pr. Ake Green, da Igreja Pentecostal Borgholm na região leste da Suécia, afirmou numa pregação em 2003 diante de sua congregação que “as práticas sexuais anormais são como um tumor cancerígeno no corpo da sociedade”.

Julgando Green culpado de cometer crime contra os homossexuais, um tribunal sueco o sentenciou à prisão na primeira aplicação de uma lei sueca sem igual de 2002, aprovada em face de duras criticas não só dos cristãos, mas também dos especialistas legais.

Aproveitando-se das leis adotadas em muitos países europeus depois da era nazista para proteger os judeus e os ciganos contra discursos discriminatórios, a nova lei define os homossexuais como um grupo de pessoas que deve ser protegido pela sociedade.

Embora defendam o direito do Pr. Green pregar livremente, a maioria dos líderes pentecostais, carismáticos e evangélicos da Suécia hesita em adotar uma postura forte em favor dele. Sua pregação, disseram muitos, tinha “frases imprudentes”.

No entanto, falando para cinco mil evangélicos durante uma conferência na Igreja Palavra da Vida de Uppsala, o Pr. Ekman criticou os outros líderes evangélicos: “Eu também teria escolhido palavras diferentes das palavras do Pr. Green, mas a questão não é essa. A liberdade de religião e expressão estão ligadas. Devemos nos levantar para defender o direito de todos os cidadãos crerem e falarem sem censura do governo”.

Ekman incentivou as igrejas européias a “largar sua timidez, suas políticas de silêncio e concessões e levantar a voz agora, ou todos os evangélicos logo estarão enfrentando tempos realmente bem perigosos. As intenções dos políticos de esquerda na Europa — socialistas e liberais — não são segredo para ninguém. Os evangélicos precisam também se envolver na política para vencê-los”.

Residindo atualmente em Jerusalém e envolvido em missões internacionais, Ekman acrescentou: “Não precisamos nos envergonhar de nossa responsabilidade de pregar o Evangelho. Creio firmemente que um reavivamento pode mudar o rumo de um país, mas o reavivamento só vem quando pregamos um Evangelho sobrenatural”.

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Traduzido e adaptado por Julio Severo: http://www.juliosevero.com.br

Fonte: http://www.charismanow.com/a.php?ArticleID=9860

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