17 de setembro de 2004

Nos Bastidores das Campanhas Pró-Aborto

Nos Bastidores das Campanhas Pró-Aborto:
As Estratégias Astutas para Ampliar as Leis de Aborto no Brasil

Julio Severo
www.juliosevero.com.br


A organização IWHC diz: “Grupos e redes que procuram ampliar o acesso a serviços de aborto seguros, nos últimos anos adotaram duas estratégias inter-relacionadas: primeiro, empenham-se em conseguir a reforma legislativa no nível nacional e, segundo, lutam para assegurar a qualidade e acesso aos serviços de aborto permitidos pela legislação atual. Graças a seus esforços em ambas as frentes, os defensores dos direitos de saúde reprodutiva no Brasil têm conseguido com êxito aumentar a conscientização e aceitação do aborto como tema importante da saúde pública, bem como elemento crucial dos direitos humanos da mulher”.

“Embora o Presidente Lula se tenha comprometido a atribuir caráter de prioridade nas questões de… acesso ao aborto”, a IWHC preocupa-se com “a presença de [vários grupos de católicos e evangélicos cujas posições são conservadoras em matéria de direitos reprodutivos], bem como a solidez dos movimentos evangélicos contra o aborto no Brasil”. Contudo, em vista da força ideológica do governo do PT, a IWHC afirma confiante: “Agora é um momento particularmente crítico para que sejam ouvidas as vozes progressistas, apoiadas por provas contundentes para pressionar a aprovação de leis que aumentem o acesso da mulher ao aborto”.

As declarações acima foram feitas pela organização estrangeira IWHC (International Women’s Health Coalition), que apóia atualmente diversos grupos e iniciativas no Brasil que lutam para ampliar o acesso a serviços de aborto.

A IWHC dá também assistência a um programa de “monitoramento” dentro do Brasil cujo objetivo é assegurar e defender os direitos reprodutivos (eufemismo que esconde, entre outras coisas, o aborto) por meio de uma rede nacional, trabalhos de divulgação na mídia e informação ao público para cultivar a aceitação do aborto. A IWHC apóia a Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA), o Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA) e muitas outras organizações feministas que fazem pressão no Congresso Nacional e nas autoridades políticas a fim de conseguir o apoio e a aprovação de projetos de lei em prol do aborto no Brasil.

Assim, o clamor de mulheres apresentadas na TV como sofrendo e desejando ser atendidas por um serviço “compassivo” de aborto legal é resultado de um esforço calculado de mentes ardilosas e manipuladoras. Bem longe dos olhos do público, a articulação das campanhas pró-aborto nos meios de comunicação, no Congresso Nacional e outros setores da sociedade brasileira encontra-se devidamente dirigida e financiada por ambiciosos interesses de grupos estrangeiros, com a cumplicidade de grupos nacionais engordados por um governo que arranca do povo seus suados ganhos para investir nesse tipo de atividade.

Fonte:
http://www.iwhc.org/index.cfm?fuseaction=translatedpage&pageID=667&CFID=6853179&CFTOKEN=64716374

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