9 de setembro de 2004

Dep. Frankembergen

O Senhor Deputado Pastor Frankembergen (PTB/RR)
pronuncia em plenário o seguinte discurso:
(09.09.2004)


Senhor Presidente,
Senhoras e Senhores Deputados:


Mais uma vez - e por quantas vezes forem necessários no futuro -, volto a esta tribuna para manifestar meu repúdio a determinadas ações deste governo e que diante das quais, de sã consciência e com os olhos voltados para a imensa família brasileira, não posso calar-me.

Minha revolta e indignação estão fincadas num famigerado Programa denominado “Brasil Sem Homofobia”, um verdadeiro acinte à moral e aos bons costumes e que melhor denominado deveria chamar-se “Programa em favor da promiscuidade e da aberração”.

É inacreditável, Senhor Presidente, que um programa desse tipo receba do Poder Executivo não apenas apoio e solidariedade mas, também, tanta atenção, tanta ovação e, mais inacreditável ainda, a aplicação de recursos humanos e financeiros para sua farta publicidade, além de gastos na confecção de livros e outras publicações.

Aqui está, meus caros colegas, a principal destas publicações a que me refiro e que, pasmem, tem como principal patrocinador o próprio Ministério da Saúde.

No glossário deste mesmo volume, aparecem todos quantos colaboraram com essa iniquidade, essa obscenidade, o que mais ainda nos causa perplexidade e horror.

Entre os que apoiaram e contribuíram para levar adiante esse fato, estão órgãos e servidores da própria Presidência da República e dos Ministérios da Justiça, de Relações Exteriores, da Educação, do Trabalho, Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Federal, além de Governos Estaduais, Universidades Federais e, óbvio, dezenas de entidades que apoiam a pederastia, a sodomia, a ignomínia e a insensatez e outras centenas de gays, lésbicas, transgêneros, bissexuais e afins.

Meus Deus! Onde chegamos?

Esqueceram essas autoridades dos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo?

De verdade acho que nenhuma dessas pessoas - mulheres e homens públicos -, que deveriam estar cuidando do bem estar e dos interesses maiores das famílias brasileiras, jamais leram a Bíblia onde, cristalino como a mais pura água, está literalmente escrito que “Com Homem não te deitarás como se fosse mulher. É abominação”.

Mais abrangente ainda, se é que alguém possa dizer que não entendeu o ensinamento anterior, outra frase torna mais dramática e explícita essa condenação: “Se um Homem dormir com outro Homem, como se fosse com mulher, ambos fizeram abominação. Certamente serão mortos e o seu sangue será sobre eles.”

Esses ensinamentos, a nós deixados por aquele que nos criou e por nós foi torturado, supliciado e morto na Cruz, estão em Levítico, Capítulos 18 e 20, respectivamente nos Versículos 22 e 13.

Nossa Carta Magna, também límpida e taxativa, afirma que o poder emana do Povo e em seu nome será exercido.

Indago eu: que poder paralelo é este, de tamanha força, que usa o legado do povo, usa o dinheiro do povo e usa o nome do próprio povo para a promoção de tanta iniquidade?

Outra indagação, culminada com taxativa afirmação, iremos encontrar em I Coríntios, Capítulo 6, versículos 9 e 10: “Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Por isso, não erreis, pois nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus.”

Pelo andar dessa carruagem, Senhor Presidente, não tenho dúvida: a promiscuidade, a intolerância e a descrença, que um dia foram as causas para a destruição de Sodoma e Gomorra, bem como o pôdre que um dia pairou sobre o Reino da Dinamarca, de novo se espalham como nuvens sobre nossas cabeças.

Precisamos urgente, sem medo e sem tolerância, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo e em nome da honra e da dignidade, continuar a luta sem trégua de separação do Joio do Trigo.

Não podemos cruzar os braços diante da gravidade deste e de tantos outros fatos, onde tudo que é moralmente condenável e eticamente inaceitável, sejam banalizados a ponto de se tornarem lugar-comum na sociedade.

Um bom plantio e uma boa colheita só são possíveis quando isentas de ervas daninhas.

Nosso povo não merece tanta violência, tanta iniquidade, tanto desprezo.

Como teremos coragem de olhar nos olhos de nossos filhos quando deixamos de cumprir com nossas obrigações mais triviais, que é a de lhes ensinar o bom caminho, a retidão de caráter e o viver com honra e dignidade?

Como dar às nossas crianças os ensinamentos de Deus se na prática não os cumprimos?

Como explicar para nossas crianças que, enquanto filhos de Deus elas devem abominar a concupiscência, a prostituição, a ignomínia, a lascívia e o homossexualismo, mas como Pessoa Humana tudo isso é normal e aceitável?

Isso é uma piada, Senhor Presidente. Aliás, uma piada de extremo mau gosto e de consequências inimagináveis.

Aceitarmos isso, é o mesmo que acendermos o estopim de uma bomba sem a mínima idéia de seu potencial destruidor e o momento de sua explosão.

Não nos é permitido, principalmente a nós que do povo recebemos o direito de representá-lo e de traçar os caminhos que todos seguiremos, obrigar goela abaixo da sociedade o que a maioria rejeita e definitivamente não aceita.

Não podemos empurrar nossos filhos a um modismo vil ou à aceitação de comportamentos imorais, pervertidos e vulgares, como se estes fossem socialmente normais.

Não é direito de nenhum ser humano decente e temeroso a Deus, propositadamente praticar ações que visam a destruição da família, a base de toda sociedade sadia e progressista.

A meu ver - e digo isso em nome da imensa e esmagadora maioria dos brasileiros -, nosso papel social deve, antes de quaisquer outros princípios, ser regido pelos mandamentos divinos. Após estes e com eles, estarmos sempre voltados à promoção da defesa dos bons costumes, da moral, da ética, do amor ao próximo e o respeito à família e aos semelhantes.

Estes, sim, são comportamentos e atitudes que consolidam a base do equilíbrio de qualquer sociedade no mundo.

Essa minha preocupação, que é a preocupação da maioria das famílias cristãs em solo pátrio, é de muito tempo, Senhor Presidente.

Nesta tribuna, várias vezes aqui estive para alertar nosso povo e aos colegas parlamentares sobre esse movimento que, a bem da verdade, nasceu no estrangeiro e rapidamente se espalhou pelo mundo, levando a apreensão para as pessoas moralmente equilibradas e conscientes de como criar seus filhos e manter suas famílias na Paz, no Amor, na Harmonia e na Dignidade.

Somente no ano passado, aqui estive para manifestar meu repúdio às matérias publicados nos jornais “Folha de São Paulo” dos dias 19 e 23 de junho e no “Correio Braziliente” do dia 22.

As matérias, naquelas datas, noticiavam que o mesmo Ministério da Saúde, que hoje financia esse abominável livro, iria distribuir preservativos nas escolas de ensino médio, a crianças e adolescentes de 14 anos acima.

Naquela época indaguei ao Excelentíssimo Senhor Ministro se o mesmo não tinha outra alternativa de combate a doenças transmissíveis senão a de distribuir camisinhas às nossas crianças.

Fiz, também, a reflexão de que a distribuição de preservativos, antes de ser compreendido como uma ação de combate a doenças, poderia muito mais facilmente ser entendido como um incentivo à promiscuidade.

Indaguei à Sua Excelência se o mesmo mandara, antes de tomar tal decisão, fazer um estudo pedagógico, um diagnóstico apurado e consistente sobre a real compreensão dessas crianças sobre tão polêmico assunto.

Não obtive respostas, Senhor Presidente.

A par disso, continuo firme na crença de que nossas crianças, desde aquela época, estão sendo transformados em cobaias para um estudo - no mínimo irresponsável - que poderá trazer consequências desastrosas para sua formação moral e social.

Também em junho de 2003, aqui estive para lamentar outra notícia publicada em primeira página da Folha, segundo a qual uma “parada de homossexuais reuniu em São Paulo 800 mil pessoas, cujo “espetáculo” contou com o apoio e o incentivo de dezenas de autoridades nacionalmente conhecidas.

Outra vez ainda, aqui estive para lamentar o fato de esta Câmara Federal permitir, em seus recintos, uma sessão solene para marcar em nosso País o “Dia do Orgulho Gay”. Uma lástima, para dizer o mínimo, cujo fato foi repudiado por milhões de famílias brasileiras que se estarreceram com a atitude de seu legislativo.

Por tudo isso, em minha consciência lateja, insistente, o pensamento de que algo planejado foi posto em marcha. Algo muito ruim, minuciosamente orquestrado, cuja raiz ainda não percebo mas sei onde quer chegar.

Comparo essa coisa com o comportamento de uma serpente faminta. Com tempo e paciência espreita a vítima, se oculta na vegetação, prepara o bote e finalmente morde e envenena a vítima para seu mórbido deleite.

Volto ao início dos tempos e recorro à Bíblia para continuar tendo forças no desenvolvimento de meus conceitos.

Em Gênesis, 1.27, está escrito: “E criou Deus o homem à sua imagem; macho e fêmea os criou.” Mais ainda, Deus vaticinou: “Frutificai e multiplicai-vos; e enchei a terra...”

Ora, Senhor Presidente: fomos, desde os primórdios, homens e mulheres, machos e fêmeas. Querem, agora, uma terceira espécie, um terceiro gênero.

Indago a quem queira ouvir e refletir: não será esse terceiro gênero fruto da insensatez do homem sem fé que, pretensioso em fazer-se divino, distorceu a natureza pensando com isso preencher o vazio de seu ego megalomaníaco?

Repito a Vossas Excelências e reafirmo que daqui a pouco, pelo jeito que as coisas caminham, esse pretensioso homem-sem-fé dirá que a Teoria da Evolução está errada e que a última das espécies não é o Homo-Sapiens, mas, sim, o Homo-Sexual.

Um passo mais à frente e, acreditem pois não estou exagerando, outros setores também reivindicarão novos gêneros, isto é, o gênero dos corruptos, dos estelionatários, dos pedófilos, etc... todos apresentando como justificativa o fato de serem “naturalmente” aceitos pela sociedade e, portanto, passíveis de legalização.

Senhor Presidente,

Meus nobres colegas:

Antes que os ventos da incompreensão assoprem sobre mim, quero deixar bem claro, em alto e bom som, que minhas palavras são isentas de quaisquer conotações de preconceito ou pura maledicência.

Não são!

Minha intenção é exclusivamente a de fomentar o debate, com mais profundidade, sobre determinados fatos que, pela velocidade com que ocorrem e pela forma com que são expostos, ferem os princípios de milhões e milhões de conterrâneos; deixam indignadas milhões de famílias cujo comportamento e maneiras de ser e de agir são cruel e bruscamente ofendidos.

Somos, os brasileiros, de profunda formação ética e cristã, cujos princípios estão indelevelmente enraigados na alma.

É preciso cautela, muita reflexão e diagnóstico apurado sobre quaisquer iniciativas que digam respeito à formação de nossas crianças e de nossos jovens, para a manutenção dos princípios básicos que sempre nortearam a sociedade brasileira.

Não podemos permitir que determinados temas, principalmente quando dizem respeito à moral, à ética e aos bons costumes, sejam banalizados a exemplo do que já ocorre com outros tipos de violência em solo pátrio.

Se tudo isso permitirmos pelo simples fato de coexistirem conosco. Se tudo isso aceitarmos apenas porque alguns “intelectuais” julgam normais ou porque alguns setores ditos sólidos possuem reconhecimento oficial – vou usar agora um ditado popular para dizer o que diriam nosso povo mais simples - “poderemos dar com os burros n’água.”

Em síntese, tais permissões, sem o respaldo popular e contrariando a vontade mais perfeita do povo, apenas insuflará mais violência e menor amor próprio.

Relembro, de novo, que desta mesma tribuna, já faz algum tempo, disse aos meus nobres pares que se Vossas Excelências considerarem que para a sociedade brasileira as chacinas são naturais... que morrer no trânsito é uma normalidade... que prostituição é da essência humana... que corrupção é fato corriqueiro.... que sequestro pode ser encarado como uma rotina social ou que homem celebrar casamento com outro homem é normal, retiro esse meu pronunciamento.

Caso contrário, se Vossas Excelências imaginam que tais atos são abomináveis ou são crimes e merecem de todos nós repúdio e condenação, clamo com todas minhas forças que unamos nossas forças no sentido de impedir o crescimento da promiscuidade e da iniquidade entre nós.

Pois somente assim, unidos no desejo e na força que eleva para o alto, poderemos semear a Paz, a Solidariedade, a Harmonia e a Felicidade entre o Povo e, de uma vez por todas, implementar a Justiça, a Honra e a Dignidade em nosso meio.

Nos ensina Isaías, no Cântico do Vinhateiro, Capítulo 5, versículo 20, que “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem mal; que fazem da escuridão luz e da luz escuridão; que põem o amargo por doce e o doce por amargo”.

Sábias palavras que guardam ensinamentos os mais profundos; que servem para a avaliação das mais variadas ações humanas e que nos fazem quedar em reflexão.

Fôssemos, realmente, sensíveis o suficiente para a compreensão em profundidade dos 10 mandamentos divinos, não precisaríamos, jamais, de quaisquer leis ou normas.

Tivéssemos nós, os humanos, a humildade de permitir fluir para dentro de nossos corações os ensinamentos sugeridos no Sermão da Montanha, jamais estaríamos aqui a discutir certo e errado ou Bem e Mal.

A verdade é que o Homem deixou-se desviar dos mandamentos. Desvirtuou por atalhos deixando de trilhar o Verdadeiro Caminho.

O resultado não poderia ser outro e está à nossa frente, escancarado, vestido com o manto da iniquidade, da imoralidade, da pouca vergonha, da degeneração e degradação social com sérios reflexos na família e no ser humano.

O Mal, que parece ter perdido o freio entre nós, desce ladeira abaixo arrastando consigo tudo e todos.

Esse mesmo Mal parece ter conseguido acento cativo nos centros dos Poderes Constituídos do mundo.

Onde quer que olhemos, lá está o Mal a disseminar a discórdia e a miséria, não poupando velhos nem crianças.

Amanhã, se hoje não tivermos forças para acordar e dar um BASTA nesse avanço sem precedentes deste Mal, talvez seja tarde demais...

Esse Mal está na arma escondida que o aluno leva para a sala de aula. Está na liberalidade sexual; na disseminação de comportamentos libidinosos; na moça e no moço que prevaricam e chafurdam no falso prazer promíscuo; no homossexualismo, no lesbianismo, na pederastia, na sodomia e na pedofilia.

Este Mal, sem o mínimo respeito e certo da impunidade, está em nossos meios de comunicação quando propagam a mentira, a lascívia, o incentivo ao alcoolismo, a usura e mil coisas mais que são um desserviço para a Nação e negativas para a formação moral de nosso povo, em particular às crianças e adolescentes.

É preciso que saibamos que Bem e Mal são condições impostas entre nós, diante dos quais precisamos equilibrar ações, quantificar valores e diuturnamente celebrarmos ações de graças a cada instante que o Bem supere o Mal.

Vale ressaltar aqui, Senhor Presidente, as palavras proferidas pelos Dr. Paul Cameron, respeitado psicólogo norte americano que, conforme publicado na revista Defesa da Fé, de maio de 2000, literalmente afirmou: “o abuso sexual contra as crianças é um problema muito mais grave e elevado entre os homossexuais do que entre os heterossexuais. Cada pederasta homossexual violentou em média 150 meninos, enquanto cada pedófilo heterossexual violentou em média 20 meninas”.

Outro artigo, publicado na revista Mídia sem Máscara, de autoria de Júlio Severo, de 15 de julho recém passado, faz, dentre outras, as seguintes afirmações:

Uma delas diz o seguinte: “Se os cidadãos comuns tentarem de alguma forma quebrar a lei, eles sofrerão as devidas consequências sociais. Crimes contra a ordem pública normalmente resultam em medidas sérias, inclusive prisão. Mas o movimento gay se tornou tão influente e opressivo que sua arrogante violação das normas da sociedade não tem encontrado resistência ou impedimento dos juízes e outras autoridades liberais, porém tratamento preferencial...”

Outra citação que merece profunda reflexão, diz “O que vem ocorrendo em São Francisco (nos Estados Unidos) mostra que a meta dos militantes gays não é só obter tolerância para com seu estilo de vida, mas utilizar as leis de “orientação sexual, gênero, antidiscriminação e antipreconceito” para esmagar os direitos da maioria da população que não aceita a imoralidade dos atos homossexuais.”

Outra ainda, Senhor Presidente, é extremamente séria e relata o seguinte: “Outros países estão também enfrentando sérios problemas por causa da introdução de favorecimentos ao comportamento homossexual nas chamadas leis de antidiscriminação, antipreconceito, etc... No Canadá, a lei proíbe críticas e até mesmo citações da Bíblia contra o homossexualismo em programas de TV, de rádio e nos jornais...”

E tem mais: um jornal canadense e um cidadão foram multados por publicarem um anúncio contendo versículos da Bíblia sobre o homossexualismo;

Em Ontário, nos Estados Unidos, a polícia colocou um pastor evangélico sob investigação por crime de ódio e preconceito, simplesmente pela insatisfação de alguns pederastas que não aceitaram o modo como o pastor defendeu o casamento natural entre homem e mulher numa página da internet.

Em Londres, em novembro de 2003, atendendo solicitação de ativistas gays, a polícia indiciou o bispo anglicano Peter Forster por crime de preconceito, discriminação e ódio. Seu crime foi o de ter dito, numa entrevista para um jornal, que os homossexuais poderiam se reorientar...

Em 2001, Harry Hammond, pastor inglês, foi surrado por uma gangue de homossexuais, simplesmente pelo fato de estar carregando um cartaz incentivando os gays a se arrependerem. Além de apanhar, o pastor foi condenado por incitamento à violência e perturbação da ordem pública. Foi multado em 550 dólares e a pagar outros 725 dólares em despesas legais. Aos gays que o agrediram e conturbaram a ordem, nada aconteceu.

Dia 8 de julho deste ano, a imprensa Sueca publicou que as organizações evangélicas suecas protestaram energicamente contra o governo pela decisão das autoridades em mandar para a prisão um pastor evangélico que teve a “ousadia” de pregar sobre o que a Bíblia ensina a respeito da homossexualidade. O pastor recebeu uma sentença de um mês de prisão apenas por descrever a homossexualidade como “anormal, um horrível tumor canceroso no corpo da sociedade” ao mesmo tempo em que pregava a passagem de Coríntios, Capítulo 6, versículo 9, o mesmo que anteriormente citei neste meu pronunciamento.

Agora, a pior de todas as notícias, Senhor Presidente.

Para quem não sabe, a partir de 1º de Setembro deste ano de 2004, todo e qualquer cidadão espanhol tem, por lei, o direito de andar nu pelas ruas da cidade de Barcelona. Foi uma decisão da prefeitura local, que poderá ser estendida para todo o País, conforme as leis espanholas.

Outras dezenas de citações poderia fazer aqui, Senhor Presidente. Mas não vale a pena. Todas, sem exceção, são de deixar qualquer cidadão de bem abraçado com a tristeza e a indignação.

Indago outra vez a Vossas Excelências: queremos isso para o nosso Brasil cristão e ordeiro?

Se essa minha pergunta atingisse os 180 milhões de brasileiros neste preciso momento, a resposta deixaria esse movimento, a seus participantes e a quem o apóia, profundamente envergonhados e decepcionados.

Infelizmente, Senhor Presidente, os fatos comprovam que, no Brasil, a contaminação já se fez e um processo infeccioso já se alastrou para setores importantes de nosso Poder Central e fora dele.

É preciso que se diga, também, que aqui mesmo nesta Casa - onde neste momento estou a contar sobre atos condenáveis acontecidos em outras Nações -, os mesmos pecados são cometidos.

Não são poucos, e todos nós sabemos, os Projetos de Leis que aqui tramitam e cujo propósito é apoiar e/ou criar programas em favor de movimentos do mesmo naipe e estirpe desse abominável Programa Brasil Sem Homofobia.

E o pior, é que não raras vezes esses projetos tramitam com uma rapidez admirável, também não raramente em detrimento de centenas de outros em favor do povo e suas maiores aspirações.

Quantos projetos de extraordinário conteúdo e urgentes para o povo estão hoje dormindo nas gavetas da burocracia desta Casa?

Por tudo isso é que faço este alerta!

É por tudo isso, também, que fico assim tão revoltado e indignado e, sem receios, bato firme e forte contra tanto apoio e incentivo ao que comprovadamente é aberração, é nefasto, é não natural e é contrário às leis humanas e Divina.

A serpente maligna espreita nossas defesas e se prepara para o bote final.

Lá fora, onde começou esse famigerado movimento, as feridas da epidemia já são muitas e vacina não existe.

Não posso cruzar meus braços enquanto vejo a caravana da desgraça semear a erva danosa que destruirá os valores morais e éticos de meu indefeso povo.

Ao menos meu grito ficará como prova de minha luta.


Não compactuo com a desgraça e acuso de coniventes com o Mal todos aqueles que, nos citados Ministérios, na Presidência da República, nos Governos Estaduais, em Prefeituras, nas Universidades e em outros órgãos do poder público, contribuíram para a publicação desse nefasto “Brasil Sem Homofobia”.

Que Deus, em sua infinita grandeza e compreensão, ilumine essas mentes pervertidas, fazendo-as retornar ao caminho do Bem e ao perfeito e sadio convívio social. A estes, que considero cegos de compreensão e nulos em sabedoria, elevo minhas preces e peço de coração: Senhor, não permita que estas pessoas persistam pelo caminho que deságua no fosso da perdição. Mostrai-lhes, ó Senhor, o sagrado e único caminho da salvação, fazendo-lhes retomar a consciência de que seus corpos são santuário do Espírito Santo e que somente assim a Vida prospera e tem significado. Amém.

Era o que tinha a dizer, Senhor Presidente.
Obrigado.

Um comentário:

Rickão disse...

Fantástico!! Nossos políticos cristãos podiam ter essa ousadia!!!