5 de maio de 2004

A Ameaça do Autoritarismo GLS

A Ameaça do Autoritarismo GLS

Julio Severo

Em março de 2004, os noticiários deram destaque para a cidade de São Francisco, nos EUA, onde o prefeito, contrariando a Constituição e as leis daquele país, atendeu às pressões dos militantes gays e permitiu que os praticantes do homossexualismo “se casassem” no civil. O sistema legal americano só reconhece o casamento entre um homem e uma mulher, porém a ideologia gay é radical: toda norma que não atende aos interesses homossexuais deve ser anulada ou simplesmente desprezada. E essa ideologia anarquista se espalhou para várias cidades americanas, levando o Presidente George Bush a se pronunciar a favor de uma emenda na Constituição para proteger o casamento tradicional contra esse tipo de ataque e abuso, principalmente porque os juízes locais nada fizeram para impedir o desrespeito do prefeito de São Francisco. Os xiitas gays estão mostrando que eles farão tudo para ter o que querem.

Se os cidadãos comuns tentarem de alguma forma quebrar a lei, eles sofrerão as devidas conseqüências sociais. Crimes contra a ordem pública normalmente resultam em medidas sérias, inclusive prisão. Mas o movimento gay se tornou tão influente e opressivo que sua arrogante violação das normas da sociedade não tem encontrado resistência ou impedimento dos juízes e outras autoridades liberais, porém tratamento preferencial. Embora qualquer cidadão que tente violar as leis seja tratado com justiça, esse tratamento é aplicado quando o fato envolve militantes gays? Não parece que o homossexualismo agora os coloca, socialmente, na categoria de cidadãos isentos da intervenção da justiça? Com tanta liberdade e favorecimentos dos meios de comunicação liberais, não é a toa que os militantes homossexuais estejam se sentindo a vontade para infringir as leis que todo cidadão deve cumprir.

Contudo, as ações anti-sociais dos ativistas gays não se restringem apenas ao seu desprezo para com as normas sociais. Eles também desejam impor sobre a sociedade leis favoráveis ao homossexualismo e utilizar as instituições públicas para oprimir todos os cidadãos que não aceitam a imoralidade dos atos homossexuais. Um dos exemplos do que acontece quando as reivindicações dos xiitas gays são atendidas é São Francisco, a cidade americana mais atingida pelo autoritarismo GLS.

Nessa cidade, a ordem dos advogados proibiu os juizes e seus familiares de se associar à organização de escoteiros, só porque em suas medidas positivas para proteger as crianças de predadores sexuais essa organização não permite que homens homossexuais trabalhem com meninos. Em 1998, a prefeitura de São Francisco aprovou uma resolução para impedir os meios de comunicação locais de aceitar anúncios de grupos evangélicos que mostravam o testemunho de homens e mulheres que haviam sido libertos das práticas homossexuais. Uma autoridade municipal chegou, em seu radicalismo pró-homossexualismo e preconceito antievangélico, a culpar publicamente esses grupos pelo assassinato de Mathew Shepherd, um homossexual adulto que entrou num bar e fez uma proposta e gestos obscenos para dois homens.

Apesar da propaganda da mídia liberal que tenta fazer de Shepherd uma vítima santa e inocente, colocando-o como exemplo e mártir das conseqüências do “preconceito” da sociedade, dos evangélicos e da Bíblia contra o homossexualismo, ele foi morto não simplesmente por ser gay, mas por sua conduta indecente e assédio homossexual. A busca de experiências e parceiros sexuais em bares traz consigo riscos e perigos para todos os que, sejam homossexuais ou não, escolhem freqüentar esse tipo de ambiente. Embora o assédio sexual seja proibido contra as mulheres, não há nenhuma lei para proteger os homens contra a importunação sexual de outros homens. É claro que tal falta de proteção não justifica que os homens matem os homossexuais que os assediam.

De maneira semelhante, a reação violenta dos homens assediados não desculpa as acusações dos xiitas gays, que transformam esses tipos de acontecimentos em carta branca para atirar, em todos os que se opõem ao homossexualismo, a culpa pelo assassinato de homossexuais, como se a oposição cristã à imoralidade da conduta gay fosse causadora ou responsável por atos de violência contra os praticantes do homossexualismo. Na verdade, todo estilo de vida anti-social (prostituição homossexual ou feminina, etc.) tem ligação natural com situações de violência. Contudo, não se sabe o motivo por que a imprensa escolhe dar destaque e cobertura favorável para episódios de assediadores homossexuais agredidos, quando há tantas vítimas inocentes que merecem muito mais atenção. Em todos os assuntos envolvendo o homossexualismo, nos noticiários o tratamento preferencial é invariavelmente dado não para os milhares de crianças e adolescentes vítimas de estupro, violência e assassinato cometidos por predadores homossexuais, mas para homens homossexuais que sofrem as conseqüências de sua escolha de viver no perigoso mundo da devassidão gay.

Os xiitas gays do Brasil, imitando o oportunismo dos extremistas homossexuais dos EUA, também têm o hábito de se utilizar exageradamente do assassinato de prostitutos gays (que têm um comportamento conhecido pelo assédio e obscenidade) como exemplo do que acontece quando “a sociedade permite oposição ao homossexualismo”. Esses casos exagerados são explorados ao máximo para a reivindicação de leis de proteção especial às práticas sexuais dos gays. Essa exploração generaliza a culpa da violência contra os gays em todos os que não aceitam o homossexualismo, iguala os evangélicos com todos os que os matam e coloca os praticantes do homossexualismo na condição de vítimas inocentes, criando assim uma atmosfera de apoio compassivo às reivindicações da militância gay. Com tal propaganda astuta, é de estranhar que o homossexualismo esteja ganhando tanta proteção e simpatia em muitos lugares?

O que vem ocorrendo em São Francisco mostra que a meta dos militantes gays não é só obter tolerância para com seu estilo de vida, mas utilizar as leis de “orientação sexual”, “gênero”, “antidiscriminação” e “antipreconceito” para esmagar os direitos da maioria da população, que não aceita a imoralidade dos atos homossexuais. Em plebiscito, toda a população da Califórnia, estado em que fica São Francisco, já tinha votado contra o casamento gay e outros direitos especiais para as práticas homossexuais. Mas o que importa a lei para os ativistas gays? Contrariando a Constituição e as leis de seu país, eles foram ousadamente em frente e se “casaram” no civil.

Outros países estão também enfrentando sérios problemas por causa da introdução de favorecimentos ao comportamento homossexual nas chamadas leis “antidiscriminação”, “antipreconceito”, etc. No Canadá, a lei proíbe críticas e até mesmo citações da Bíblia contra o homossexualismo em programas de TV, rádio e jornais. Um jornal de Saskatchewan e um cidadão foram multados em 2001 por publicarem um anúncio contendo versículos da Bíblia sobre o homossexualismo. Em novembro de 2003, a polícia de Ontário visitou o lar de um líder evangélico e o colocou sob investigação por crime de ódio e preconceito, só porque alguns homossexuais não gostaram do modo como ele defendeu o casamento natural entre homem e mulher em sua página na Internet.

Em Londres, na Inglaterra, a polícia iniciou, em novembro de 2003, uma investigação contra o bispo anglicano Peter Forster por crime de preconceito, discriminação e ódio, porque ele havia dito em entrevista a um jornal: “Algumas pessoas que são principalmente homossexuais podem se reorientar”. A investigação foi iniciada por solicitação de ativistas gays queixosos.

Em outubro de 2001, Harry Hammond, um pastor inglês, foi surrado por uma gangue de homossexuais por carregar um cartaz incentivando os homossexuais a se arrepender. Ele, não os agressores homossexuais, foi condenado por incitamento à violência e perturbação da ordem pública. Ele foi multado em 550 dólares e obrigado a pagar 725 dólares em despesas legais. Os homossexuais que o agrediram fisicamente não receberam nenhum tipo de condenação.

Na Suécia, desde 2003 as leis contra o preconceito e discriminação proíbem críticas ao comportamento gay. No final de 2003, o Pr. Ake Green foi preso numa igreja em Kalmar e acusado de “expressão de discriminação e ódio contra os homossexuais” por causa de uma pregação sobre o homossexualismo. De acordo com o jornal da igreja, Kyrkans Tidning, as autoridades justificaram assim a prisão do pastor: “Pode-se ter qualquer religião que se quiser, mas esse foi um ataque contra todos os homossexuais. Fazer citações da Bíblia sobre esse assunto do jeito que ele (Pr. Green) fez torna sua pregação uma expressão de ódio [e preconceito]”.

Na nova ordem social que os ativistas homossexuais querem estabelecer, tolerância significa que todos devem aceitar passivamente as vontades, preconceitos, discriminação e expressões de ódio dos xiitas gays contra os princípios morais e bíblicos. Sua disposição de demonstrar tolerância aplica-se de maneira exclusiva aos que aceitam o homossexualismo.

No entanto, não é só a população normal que sofre a intolerância do autoritarismo GLS. Até mesmo os homossexuais comuns, que não se preocupam nem querem se envolver com a militância gay, são forçados a fazer as vontades dos líderes gays e participar de eventos em que os militantes exigem mais direitos especiais para o homossexualismo. Um homossexual brasileiro fez as seguintes queixas:

1. Toda bicha-militante (pelo menos as que eu conheci) quase que te obriga a fazer parte das passeatas, manifestações, correntes e tudo mais, sem ao menos saber se você realmente está interessado naquele momento a tomar partido de alguma coisa.

2. Depois, se você se recusa a participar desses assuntos, mesmo que educadamente, fazem todo um discurso pesadíssimo que te faz ficar com a consciência pesadíssima, fazendo você se sentir uma pessoa fútil.

3. A militância está sempre alerta a qualquer mínima coisa que passa na TV, criticando até o que é bom se apegando a pequenos detalhes.

4. Os militantes têm uma sede insaciável por algo por quê gritar. Parecem nunca estar satisfeitos. Tudo precisa ter necessariamente um cunho político, bandeiras do arco-íris e um discurso cheio de baba pulando.

Em meu livro O Movimento Homossexual (Editora Betânia), alertei que se não procurássemos ajudar os homossexuais comuns, os xiitas gays trabalhariam para recrutá-los e prepará-los para assumir um papel na militância ativa em favor da aceitação do homossexualismo nas leis, costumes, cultura e religião. A intolerância dos militantes gays também tem como alvo os homossexuais necessitados e os grupos que querem ajudá-los a sair do estilo de vida gay. Por que tal intolerância? Porque a simples existência de homossexuais pedindo ajuda e grupos para socorrê-los é um duro lembrete de que a homossexualidade não é normal nem natural. O ativismo gay se esforça de todas as formas possíveis para censurar toda evidência visível da anormalidade das práticas gays e impedir o homossexual comum de conhecer e recorrer aos grupos de ajuda, além de tentar impedir que esses grupos se aproximem de homossexuais necessitados. Por isso, é preciso entender que as ações opressoras dos militantes gays representam risco e ameaça não só para toda a sociedade, mas também para todos os homossexuais que estão em busca de assistência. Justin Raimondo, que é homossexual, desabafou:

Os ativistas homossexuais do passado pediam ao governo que os deixasse em paz. Mas hoje, à medida que a tolerância social para com o homossexualismo cresce, os ativistas homossexuais recorrem cada vez mais ao governo a fim de impor seus planos sobre a sociedade. Isso é uma grande ironia — e uma possível causa de problemas para os homossexuais e convulsão na sociedade…

Um movimento político baseado na orientação sexual é uma aberração grotesca. Numa sociedade livre não existem direitos homossexuais, apenas direitos individuais.

Os homossexuais devem rejeitar a idéia absurda de que eles são oprimidos pelo “heterossexualismo”. Não se pode fugir da biologia humana, por mais que tal projeto possa seduzir acadêmicos alienados que imaginam que a sexualidade humana é uma “invenção social” que se pode mudar à vontade. Homossexuais são e serão sempre uma raridade, uma pequena minoria necessariamente separada da família tradicional. O “preconceito” heterossexual das instituições sociais não é algo que um governo opressivo precise impor sobre uma sociedade sem vontade [de aceitar a normalidade heterossexual], mas uma inclinação que surge de forma bastante natural e inevitável. Se isso é “homofobia”, então a natureza é preconceituosa. Se os homossexuais utilizam o poder do governo para corrigir essa “injustiça” histórica, eles estão se envolvendo em hostilizações que, com justiça, serão consideradas uma ameaça à primazia da família tradicional.

A idéia de que os homossexuais, principalmente os homens, sejam um grupo de vítimas é tão contrária à realidade que já não é mais possível sustentá-la. Nos campos econômico, político e cultural, os homossexuais exercem uma influência proporcionalmente maior ao seu número, em face da totalidade da população.

Encoberta pela propaganda dos últimos vinte anos que pinta os homossexuais como vítimas, essa imagem do poder homossexual secreto se une para produzir um personagem particularmente antipático: uma criatura privilegiada que não pára de choramingar e reclamar de suas dificuldades.

Na condição de unidade especializada de um exército dedicado a impor a pluralidade cultural socialista goela abaixo do povo, os grupos homossexuais de pressão política tiram vantagem dos piores receios dos eleitores, [alegando que se a população não votar em candidatos pró-homossexualismo, os “fanáticos” evangélicos acabarão governando o país]. Entretanto, nenhum grupo cristão importante jamais clamou por medidas legais contra os homossexuais. [Os grupos evangélicos e católicos] somente se envolvem em atividades políticas (supostamente “anti-homossexuais”) de modo defensivo, trabalhando para derrubar leis de “direitos gays” que atacam as crenças mais preciosas desses grupos.

Os líderes do movimento gay estão brincando com fogo. A grande tragédia é que não serão eles os únicos que sairão queimados. A natureza imprevisível, instável e explosiva dos temas que eles vêm levantando — temas que envolvem Cristianismo, família e as concepções mais fundamentais do significado da vida humana — cria o risco de uma explosão social pela qual eles devem ser responsabilizados. A ousadia da tentativa de se introduzir um “currículo favorável ao homossexualismo” nas escolas públicas, o posicionamento das vítimas militantes que não toleram nenhum questionamento, a intolerância brutal que ocorre depois que [os ativistas gays] passam a ter o domínio político de [cidades] como São Francisco — tudo isso, somado ao fato de que o próprio exemplo dos direitos dos homossexuais representa uma intolerável invasão da liberdade dos cidadãos, acabará produzindo uma reação da maioria da sociedade.

Já é tempo de se questionar o mito de que o movimento pelos direitos homossexuais fala por todos, ou mesmo pela maioria, dos homossexuais. Isso não acontece. Leis que estabelecem “direitos homossexuais” violam os princípios do autêntico liberalismo, e os homossexuais deveriam levantar a voz contra essas leis — a fim de se distanciarem dos excessos desse movimento militante destrutivo, a fim de evitar danos na sociedade e a fim de corrigir alguns graves males já criados. Esses males são o ataque político que os estrategistas da revolução homossexual têm lançado contra a família heterossexual; o incansável deboche anticristão que permeia a imprensa gay; e o ilimitado desprezo dos grupos homossexuais por todas as tradições e “valores conservadores”.

Um homossexual não pode, por exemplo, ser comparado de forma alguma com um armênio. Não existe uma civilização homossexual separada da civilização geral e, apesar de alegações pseudocientíficas em contrário, não existe uma “raça gay” geneticamente codificada. O que existe apenas é certo comportamento adotado por diferentes indivíduos, cada um agindo de acordo com seus próprios motivos e predisposições.

Quaisquer esforços para santificar essa conduta ou para explicá-la como se não tivesse nenhum conteúdo moral não convencem.

Esperar aprovação ou sanção oficial para algo tão pessoal quanto a própria sexualidade é um sinal de fraqueza de caráter. O ato de pedir (não, exigir) descaradamente tal aprovação na forma de uma ação ou lei do governo é algo de um mau gosto sem paralelos. É também a confissão de uma falta de auto-estima tão devastadora, de um tal vazio interior, que sua expressão pública se torna impossível de entender. A auto-estima não é uma qualidade que se possa extrair dos outros, nem ser criada através de leis.

A história do movimento gay revela que ideologia e sexo se opõem totalmente. A política, disse Orwell, é um “sexo azedo”, e a palavra “azedo” com certeza descreve o modo como os fanáticos dos direitos homossexuais vêem o mundo ao seu redor. Isso fica evidente só de olhar para eles: melindrados a todo tempo por uma sociedade “heterossexualista”…

Portanto, a realidade está aí para todos os que têm olhos para ver e querem realmente ver. Até mesmo os homossexuais sinceros reconhecem que os ativistas gays, que lutam por mais direitos, são criaturas privilegiadas que não param de choramingar e reclamar das “dificuldades” que sofrem porque a sociedade não protege e favorece as práticas homossexuais do jeito que eles querem. Por causa de seu estilo de vida anormal, eles são criaturas cheias de problemas morais, de caráter, auto-estima, etc., e querem impor suas frustrações, vícios, problemas e autoritarismo sobre todos os homossexuais necessitados e, se permitirmos, sobre toda a sociedade.

Fonte: www.juliosevero.com

Copyright 2004 Julio Severo. Proibida a reprodução deste artigo sem a autorização expressa de seu autor. Julio Severo é autor do livro O Movimento Homossexual, publicado pela Editora Betânia. E-mail: juliosevero@hotmail.com

Este artigo foi elaborado com a ajuda das seguintes fontes:

http://www.worldnetdaily.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=37410

http://www.worldnetdaily.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=37561

http://www.taemag.com/issues/articleid.17160/article_detail.asp

http://brasil.indymedia.org/eo/red/2004/02/274040.shtml

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