29 de dezembro de 2003

Clonagem humana: manipulando a vida

CLONAGEM HUMANA: MANIPULANDO A VIDA

Julio Severo

As pesquisas com células-troncos são consideradas atualmente o avanço mais importante na história da medicina. O motivo é que essas células são versáteis e possuem o potencial de serem transformadas em células de substituição para o cérebro, coração, músculos, rins, fígado e outras partes do corpo.

Há duas origens de células-troncos: de pessoas adultas e embriões. Embora pesquisas nessa área possam trazer vários benefícios médicos importantes, há muitas dúvidas com relação ao uso dessas células.

O maior interesse dos cientistas é nas células de embriões. Mas qual a mãe que ofereceria o próprio embrião (filho) para ser utilizado em experiências de laboratório? As pessoas se sentem incomodadas com a questão, mas os cientistas afirmam que não há outro meio de se alcançar cura para determinadas doenças. Assim, para “evitar” maiores controvérsias, eles querem criar embriões através da clonagem para “salvar” outras vidas. Além disso, eles alegam que um embrião humano criado em laboratório é diferente de um embrião se desenvolvendo na barriga de uma mãe.

Na verdade, os clones na fase inicial de desenvolvimento não são diferentes em espécie ou natureza dos embriões normais na mesma fase de crescimento. Cada um é uma pessoa, uma vida humana, com sexo e com uma constituição genética específica.

Eis a verdade biologicamente precisa do que aconteceria se eu me submetesse a um “tratamento” com células-troncos extraídas de embriões criados através da clonagem:

Meu DNA seria extraído de uma de minhas células somáticas. O núcleo de um óvulo de uma mulher seria removido. Meu DNA, que contém 46 cromossomos, seria introduzido na parte do óvulo que antes continha o núcleo. O óvulo geneticamente modificado seria então estimulado a iniciar o desenvolvimento como embrião. O embrião criado seria em essência meu irmão gêmeo idêntico. Os pais biológicos dele seriam meus pais. Quando meu irmão fizesse 14 dias de vida, ele seria destruído a fim de que fossem extraídos dele as células-troncos. Essas células-troncos então seriam levadas a se diferenciar no tipo de órgão que eu preciso para meu tratamento médico. Uma linha dessas células já diferenciadas seria mantida e cultivada até que houvesse órgãos suficientes para introduzir em meu corpo. Assim, os órgãos do meu irmão gêmeo seriam introduzidos em mim, para tratar da minha doença. [1]

Portanto, o ato da clonagem não ocorre quando o bebê nasce. O clone é criado quando o núcleo de um óvulo humano é removido e implantado com material genético tirado da pessoa que está sendo clonada. O óvulo é então estimulado e reage como se tivesse sido fertilizado. Quando esse processo começa, já existe um clone humano. Depois disso, é só uma questão do que se fará com a vida humana que se criou: pesquisas que a destruirão (clonagem terapêutica) ou implantação num útero (clonagem reprodutiva).
[2]

A FALSA DISTINÇÃO ENTRE “CLONAGEM REPRODUTIVA” E “CLONAGEM TERAPÊUTICA”

A fim de que a clonagem humana não seja proibida, os “especialistas” declaram que há uma diferença entre “clonagem reprodutiva” (que eles dizem estar dispostos a proibir) e a chamada “clonagem terapêutica” (que eles insistem em que não deve ser proibida). De acordo com esse argumento, a clonagem reprodutiva consiste em implantar um embrião clonado no útero de uma mulher voluntária com o objetivo de gerar uma criança e trazê-la ao mundo. Os defensores da clonagem dizem que não querem isso. O que eles querem é que as leis permitam que se possa fazer experiências “médicas” com os embriões clonados.

Mas essa distinção é falsa. Um clone usado em pesquisas não é diferente em espécie ou natureza de um clone destinado para implantação num útero. Em outras palavras, já é um ser humano. A pergunta que fica no ar então é: Qual será o destino da vida humana criada através da clonagem? O ato de apenas proibir clones para uso reprodutivo deixaria as empresas de biotecnologia livres para produzir todos os clones humanos que quiserem, sem limite algum — contanto que depois os destruam, em vez de deixá-los nascer.

A distinção entre clonagem “reprodutiva” e “terapêutica” é inteiramente sem sentido e só serve para confundir as pessoas. A clonagem “cria” um embrião, um ser humano novo. Isso é um fato cientifico e biológico. A distinção tem a finalidade de desviar a atenção das pessoas da crueldade envolvida. Num conhecido noticiário do Brasil, o jornalista falou sobre clonagem, mas no final teve todo o cuidado de frisar: “Mas é clonagem para ajudar na cura de doentes e deficientes”. É como se ele percebesse que o público se revoltaria com o que os pesquisadores estão fazendo com os embriões clonados e procurasse desculpá-los apaziguando a consciência de todos com uma atitude tipo “mas é para o bem de todos, então não há motivo para ninguém se preocupar”.

Até mesmo o ator americano Christopher Reeve, conhecido mundialmente pela série cinematográfica “Super-Homem” e que ficou tetraplégico ao sofrer um acidente, se manifestou em apoio às experiências com embriões clonados.
[3] O Sr. Reeve acha que o ser humano pode fazer na vida real um papel maior do que Super-Homem: decidir o que só Deus deveria decidir. Em seu desespero por cura física, ele cometeu dois erros. Alguns anos atrás ele veio ao Brasil para visitar um terreiro de candomblé no Rio, na esperança de alcançar uma cura por meio sobrenatural. Como não recebeu nada dos orixás, agora ele recorre a outro meio: apoiar experiências com embriões vivos. Se essas fossem realmente as únicas opções para os doentes, então, para quem é consciencioso e honesto, a única escolha seria não recorrer aos orixás nem se envolver em experiências que conduzem à eliminação de uma vida humana inocente. No entanto, há opções. Podemos aceitar os tratamentos médicos legítimos, que não desrespeitem o valor da vida dos outros. Podemos também nos abrir para o mundo sobrenatural, mas não como fez o Sr. Reeve. Jesus é sobrenatural e ele tem o poder de curar. Sempre podemos recorrer a ele.

O Sr. Reeve se iludiu com a idéia da clonagem “terapêutica”. Não há nenhum tratamento médico que exija a clonagem de seres humanos. Mas, de acordo com os noticiários, há a necessidade de liberdade para se criar embriões clonados em laboratórios, a fim de que os pesquisadores possam utilizá-los como fontes de células-troncos. A vida humana assim seria tratada como um produto, de onde seriam removidas partes para vários tipos de utilização. No processo, uma vida humana inocente, que foi brutalmente submetida por cientistas a uma criação não natural, seria impedida de continuar viva.

É desnecessário matar embriões humanos a fim de se extrair células-troncos. Os cientistas sabem disso. Essas mesmas células podem ser tiradas de cordões umbilicais doados, sem mencionar o fato de que se pode utilizar as células-troncos de pessoas adultas, sem nenhum sacrifício de vidas. Mas os cientistas insistem em que eles desejam os embriões… Quais serão suas reais intenções?
[4]

A AMEAÇA DE QUE NÃO HAVERÁ AVANÇO MÉDICO SEM A CLONAGEM

Os defensores da clonagem alegam que tudo o que a medicina precisa para alcançar um futuro miraculoso são as células-troncos tiradas de clones humanos. A clonagem de embriões humanos provavelmente já está ocorrendo em alguns laboratórios secretos do mundo, dizem os cientistas. No fim, eles confessam, é inevitável que alguém em algum lugar irá em frente para fazer experiências com clones humanos.
[5]

Richard Lynn, professor emérito de psicologia da Universidade de Ulster, Alemanha, afirma que a sociedade de hoje, em sua aceitação da tecnologia reprodutiva, precisa examinar se deve continuar condenando os nazistas do passado, que faziam experiências nessa área. As experiências eugênicas dos nazistas foram condenadas porque envolviam seres humanos vivos, que eram eliminados. Do mesmo jeito, as pesquisas com embriões humanos envolvem a eliminação de seres humanos vivos.
[6]

Um fato interessante é que o homem que a revista Time considera como o grande responsável pelo crescente entusiasmo dos americanos a favor da clonagem é Randolfe Wicker, um conhecido ativista gay. Ele fundou o Fronte Unido dos Direitos da Clonagem e é porta-voz da Rede de Clonagem Reprodutiva. Wicker diz que quer ser clonado.
[7]

Especialistas que dizem que a clonagem “terapêutica” é para curar doenças estão apenas querendo confundir quem não conhece a questão. A menos que se veja os seres humanos como criados conforme a imagem de Deus e favorecidos por ele com o direito de viver, será impossível impedir que cientistas e médicos façam o que quiserem com quem quiserem. Seu único compromisso será fazer com que tudo pareça lógico, benéfico e agradável para toda a sociedade.
[8]

Declarações importantes sobre a clonagem:

“As pesquisas de clonagem de animais, plantas e até genes, tecidos e células humanas (excetuando os embriões) podem ser benéficas e não representam nenhum problema moral intrínseco. No entanto, quando as pesquisas voltam a atenção para seres humanos, precisamos nos assegurar de que a dignidade humana não seja minada na busca do progresso humano. Experiências com seres humanos, separadas de considerações morais, poderiam progredir mais rapidamente num nível técnico — mas às expensas de nossa humanidade. Proibir a clonagem humana ajudará a dirigir os empreendimentos comerciais médicos para pesquisas que beneficiarão os seres humanos, sem produzir, explorar e destruir nosso semelhante para ganhar esses benefícios. Criar uma vida humana com o único objetivo de se utilizar partes de seu corpo e destruí-la é a utilização mais injusta da clonagem humana — não sua desculpa mais elevada”.

— Testemunho de Richard M. Doerflinger diante da Subcomissão para assuntos de saúde da Câmara dos Deputados dos EUA, 20 de junho 2001.

[A clonagem humana] constitui experiências sem ética na futura criança, sujeitando-a a riscos enormes de anormalidades no corpo e desenvolvimento. Ameaça a individualidade atrelando deliberadamente o clone com um genótipo que já viveu. Além disso, sua vida sempre será comparada à vida anterior. Confunde a identidade negando ao clone um pai e uma mãe e tornando-o gêmeo de sua cópia mais velha. Representa um passo gigantesco na transformação da procriação em produção industrial… E é uma forma radical de despotismo dos pais e abuso contra crianças — mesmo quando é cometido livremente e em pequena escala. Permitir a clonagem humana significa dizer sim ao perigoso princípio de que temos o direito de determinar e projetar a constituição genética de nossos filhos. Se não desejamos viajar por esse caminho eugênico, é necessário que se proíba de modo eficaz a clonagem de seres humanos, e proibir agora, antes que surjam eventos inesperados… Se permitirmos que embriões humanos clonados sejam produzidos e se tornem disponíveis em laboratórios e centros de reprodução assistida, será virtualmente impossível controlar o que se fará com eles… será impossível impedir a clonagem reprodutiva… Por todas essas razões, a única abordagem legalmente certa e eficaz na prática é impedir a clonagem humana no começo, enquanto estão produzindo clones embriônicos. Tal proibição é com justiça caracterizada não como interferência nas pesquisas cientificas, mas como uma tentativa de impedir a fabricação e comercialização nojenta, indesejada e prejudicial à saúde de clones humanos.

— Leon Kass, diretor do Conselho de Bioética da Presidência dos EUA e professor da Universidade de Chicago.
[9]

Eles estão com razão. Não há necessidade de se manipular e destruir embriões por causa das células-troncos. Estudos que utilizam células-troncos não embrionárias, extraídas com ética e segurança do sangue dos cordões umbilicais, medula óssea, células do cérebro e gordura já são realidade. Esses estudos clínicos oferecem benefícios sólidos para pacientes que sofrem de doenças do coração, doenças do sangue e outras problemas de saúde. Células-troncos de pessoas adultas têm sido usadas, com bastante sucesso, em pacientes: para tratar deficiências de cartilagem em crianças; restaurar a visão de pacientes cegos; aliviar esclerose múltipla e artrite reumática e servem como auxílio em muitos tratamentos de câncer.


PROBLEMAS REAIS COM A CLONAGEM

O uso das próprias células-troncos do paciente é preferível, em vez de se usar as células-troncos de embriões, pois evita o problema de o corpo rejeitar células de outras pessoas. Há evidências dos benefícios das células-troncos de pessoas adultas, porém o mesmo não ocorre com células de embriões. Os estudos mais recentes em animais revelam que as células-troncos de embriões são instáveis e imprevisíveis e podem levar à morte prematura ou grave anormalidade.
[10] Há o mesmo problema entre os seres humanos. O jornal Zero Hora, de Porto Alegre, entrevistou Panos Zavos, da Universidade de Kentucky:

ZH — E qual é o índice de esses clones nascerem sadios?

Zavos — Em média 30%.

ZH — E o que acontecerá com os outros 70%?

Zavos — Não sei o que acontecerá aos outros 70%.
[11]

O Professor Ian Wilmut, um dos criadores de Dolly, a primeira ovelha clonada, revelou que todos os animais clonados do mundo têm defeitos genéticos e físicos. O Dr. Wilmut examinou todos os estudos de animais clonados ao redor do mundo e constatou que os animais estavam sofrendo de uma grande variedade de anormalidades, inclusive tamanho excessivo de certos órgãos, deficiências do coração, obesidade, problemas pulmonares e sistemas imunológicos funcionando mal. A ovelha Dolly, embora fosse tão nova, passou a ter artrite mais cedo do que se esperava. O Professor Wilmut concluiu: “Há evidências abundantes de que a clonagem pode e sai errado e não há justificativa para se acreditar que isso não vai acontecer com os seres humanos [clonados]”.
[12]

A chamada clonagem “terapêutica” ou de “pesquisa” fabrica seres humanos a fim de se obter células-troncos, um processo que mata os embriões humanos. Pesquisas com células-troncos de embriões de animais vêm sendo realizadas há anos, e não se descobriu benefício médico algum. A clonagem humana é perigosa para pacientes. As células-troncos de embriões clonados não são normais, e há elevado risco de mutação. Além disso, as células-troncos de embriões parecem experimentar crescimento incontrolável e assim se tornar cancerosas. A clonagem é perigosa para a medicina. O primeiro princípio importante da ética médica é: “Não fazer mal”. Explicando essa ética, o Código de Nurembergue, elaborado em resposta às experiências letais que médicos e cientistas nazistas realizavam em seres humanos, afirma: “Não se deve permitir experiências quando se sabe antecipadamente que causarão morte ou problema físico grave”.

Em contraste, cientistas americanos informam que transformaram células-troncos de medulas ósseas de pessoas adultas virtualmente em todos os tipos de células no corpo, aumentando a esperança de que poderiam ser usadas para criar uma fonte infinita de células para tratar doenças.
[13] O jornal Correio Brasiliense, de Brasília, trouxe uma importante notícia: “Cientistas dos EUA publicam estudos que comprovam a capacidade das células adultas de se diferenciar em qualquer tecido do corpo.”[14]

Tudo isso traz uma pergunta intrigante: Por que os meios de comunicação mostram muito mais interesse em notícias sobre as experiências com embriões do que em notícias sobre os sucessos reais das pesquisas que utilizam somente células-troncos de pessoas adultas? Se o alvo da notícia é esclarecer sobre o que a ciência está fazendo para avançar os tratamentos médicos, então por que os noticiários dão muito mais visibilidade e cobertura para as experiências com embriões, quando está provado o valor das pesquisas com as células-troncos de adultos?

Não é segredo que os membros dos meios de comunicação, em sua maioria, têm inclinações políticas liberais. Na questão do aborto e do homossexualismo, por exemplo, quase sempre eles ficam do lado que aprova essas práticas, pois lhes falta uma base moral adequada para defender o que é certo. É com essa falta de base moral que eles lidam com a questão da clonagem. Outra explicação do motivo por que a imprensa dá um espaço tão pequeno e superficial para as pesquisas envolvendo células-troncos de adultos é a obsessão dos meios de comunicação com as “credencias” dos que defendem a destruição de embriões para a extração de células-troncos. Quando cientistas sem princípios éticos afirmam que as células-troncos de embriões oferecem maior futuro para os tratamentos médicos do que as células de adultos, os jornalistas dão uma olhada no curriculum vitae deles e aceitam deles qualquer opinião, sem questionar.
[15]

Referindo-se aos especialistas em “ética” que muitas vezes são consultados para comentar e decidir questões importantes como a clonagem, o Dr. James Dobson revela o que pensam realmente alguns deles:

Sabemos que há um desrespeito quase total para com o valor da vida humana em alguns círculos pós-modernos. O Dr. Peter Singer é um especialista em ética e professor na Universidade de Princeton. Veja o que ele escreveu: “Muitas vezes, não é, de forma alguma, errado matar uma criança quando ela sai do útero”. Ele disse, e observe as palavras dele agora: “O fato simples é que matar um bebê jamais equivale a matar uma pessoa”.[16]


COMO ENTENDER A QUESTÃO DA CLONAGEM

O especialista em ética Dr. Scott Rae do Seminário Teológico Talbot, EUA, disse: “Não há motivo por que não possamos ou não devamos usar as células-troncos de pessoas adultas… Mas há um problema que vemos no ato de tirar células-troncos de embriões humanos: equivale a matar uma pessoa a fim de beneficiar outra”. O Dr. Rae compara a conduta de alguns médicos de hoje aos médicos nazistas que, sem consentimento, faziam experiências em judeus, sob a alegação de trazer benefícios médicos para a sociedade. É claro que é impossível obter o consentimento necessário de uma pessoa clonada que está no estágio embrionário.
[17]

O que a Bíblia tem a dizer? A Palavra de Deus não trata diretamente da clonagem humana, mas esclarece as seguintes questões:

· O que significa o fato de que somos seres humanos?A Palavra de Deus ensina que fomos criados conforme a imagem de Deus (Gênesis 1:26-28). O ser humano é totalmente diferente de todo o restante da criação, pois só ele foi criado com a imagem e semelhança de Deus.

· Quando a vida humana começa? A Bíblia mostra que a vida humana começa na concepção: “De fato, tenho sido mau desde que nasci; tenho sido pecador desde o dia em que fui concebido”. (Salmos 51:5 BLH) A história da própria vida humana de Jesus começou quando o anjo disse a Maria que ela conceberia e teria um filho (Mateus 1:18-24; Lucas 1:26-38) Assim, no começo Jesus morou num óvulo fertilizado de Maria.

· Qual deve ser a resposta cristã com relação à clonagem humana?Reconhecemos que é importante buscar cura para doenças como o câncer. Contudo, não precisamos matar. Crianças são bênção, não produtos industriais que podem ser usados e destruídos conforme a vontade de quem os possui. Crianças são presentes de Deus para nós.(Salmo 127:3)

· Como Deus vê os pesquisadores e médicos que acham que estão acima de Deus? “…a sabedoria dos sábios perecerá, a inteligência dos inteligentes se desvanecerá”. Ai daqueles que descem às profundezas para esconder seus planos do Senhor, que agem nas trevas e pensam: “Quem é que nos vê? Quem ficará sabendo?” Vocês viram as coisas pelo avesso! Como se fosse possível imaginar que o oleiro é igual ao barro! Acaso o objeto formado pode dizer àquele que o formou: “Ele não me fez”? E o vaso poderá dizer do oleiro: “Ele nada sabe”? (Isaías 29:14b,15-16 NVI).


O que se deve fazer então com relação à clonagem? A coalizão da Americans to Ban Cloning (Americanos a favor da Proibição da Clonagem) está promovendo uma campanha para que a clonagem humana, para todos os propósitos, seja proibida no mundo inteiro. A clonagem humana tem de ser proibida porque:

A clonagem humana representa a utilização e a comercialização de seres humanos como se fossem produtos de consumo.

A clonagem humana criaria uma classe de seres humanos que existiriam não como fins em si mesmos, mas como meios de realizar os objetivos dos outros.

Será impossível proibir legalmente a clonagem como meio de se produzir seres humanos nascidos vivos, a menos que se proíba também a clonagem para todos os propósitos — inclusive o uso da clonagem para produzir embriões humanos como fontes de células-troncos ou para outros tipos de experiências. Classificar o uso de células-troncos e experiências com embriões como "clonagem terapêutica" é algo perigoso e enganador, pois já está provado que a clonagem não é necessária na produção de terapias humanas.

A clonagem humana explora experiências com seres humanos e representa perigos desnecessários para a vida e a saúde da criança e da mãe.

A clonagem humana destrói a ordem social e confunde o significado da paternidade e as relações familiares da criança clonada.

Os seres humanos têm o direito de não serem criados como objetos de experiências.
A clonagem humana poderá levar à reprodução de pessoas vivas ou mortas sem seu conhecimento ou envolvimento.

A clonagem humana é uma afronta à inerente dignidade e individualidade da vida humana.
A clonagem humana representaria, tecnologicamente, a porta de entrada para a realização de mais manipulações e controle genético de seres humanos.

A clonagem humana engana as pessoas enlutadas pela perda de um cônjuge, um amigo ou parente ao prometer o que não poderá cumprir: trazer de volta um ente querido já falecido.[18]

O Presidente George Bush, dos EUA, declarou sabiamente: “A vida é uma criação, não uma mercadoria. Nossos filhos são presentes que precisamos amar e proteger, não produtos que devemos projetar e fabricar. Permitir a clonagem seria dar um importante passo para nos transformarmos numa sociedade em que seres humanos são desenvolvidos para a obtenção de órgãos como peças sobressalentes, e crianças são projetadas de acordo com as especificações dos clientes. Isso não é aceitável”
[19]

Copyright 2003 Julio Severo. Proibida a reprodução deste artigo sem a autorização expressa de seu autor. Julio Severo é autor do livro O Movimento Homossexual, publicado pela Editora Betânia: http://www.juliosevero.com.br


[1] http://www.weeklystandard.com/Content/Public/Articles/000/000/000/750whbil.asp
[2] http://www.nationalreview.com/comment/comment-smith011402.shtml
[3] http://cnn.com.br/2002/saude/02/28/embrioesreeve/index.html
[4] http://www.usatoday.com/news/comment/2002/01/23/ncoppf.htm
[5] www.boston.com/dailyglobe2/172/nation/Clone_research_quietly_builds_in_world_s_labs+.shtml
[6] http://news.bbc.co.uk/hi/english/health/newsid_1952000/1952449.stm
[7] http://cultureandfamily.org/report/2001-11-28/q_quotes.shtml
[8] http://www.townhall.com/columnists/calthomas/ct20020123.shtml
[9] http://www.cloninginformation.org/info/diversequotes-01-11-30.htm
[10] http://www.cmdahome.org/
[11] http://www.zerohora.com.br/jsp/parceiro.jsp?uf=1&local=1&DOMAIN=zh.clicrbs.com.br&GIF=zhdigital.gif&COLOR=FFFFFF&DIR=zerohora
[12] SPUC 29 de abril de 2002. Veja também: http://www.sunday-times.co.uk/article/0,,177-280803,00.html
[13] http://www.nationalpost.com/home/story.html?id={B8295EF8-B43A-422E-8733-CFA2
[14] http://www2.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20020622/pri_cie_220602_161.htm
[15] Wesley J. Smith, Media Bias and ESCR, National Review, 28 janeiro de 2002
[16] http://www.worldnetdaily.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=26878
[17] http://www.cbn.com/CBNNews/news/020626a.asp
[18] Para mais informações: http://www.cloninginformation.org
[19] Cloning: A Necessary No, National Review, 6 de maio de 2002, p. 15.

18 de dezembro de 2003

Mensagem ao Presidente Lula sobre Israel

Prezado Presidente Lula

Recentemente, você visitou vários países muçulmanos, passando pertinho da terra de Abraão, Isaque e Jacó, porém sem pisar um dedo em Israel. O problema maior é que esses países são inimigos de Israel.

Aos olhos de Deus, o povo brasileiro nada ganha com essa viagem. Contudo, todos os países que você visitou estão ligados a violação de direitos humanos contra os cristãos. Além disso, essas nações têm, de uma forma ou de outra, colaborado no terrorismo internacional. Dez organizações terroristas que matam homens, mulheres e crianças em Israel têm sede na Síria. A Síria também apóia o Hezbollah, um dos maiores e mais violentos grupos contra o povo israelense. A Líbia, sob a ditadura Kadhafi, tem um currículo terrorista dos mais perigosos.

Deus diz sobre Israel: "Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem; e por meio de você todos os povos da terra serão abençoados". (Gênesis 12:3 NVI) Que bênção você poderia ganhar para o Brasil aliando-se com os que amaldiçoam Israel?

Em parte, a nação americana tem recebido importantes bênçãos porque muitos de seus líderes abençoam e apóiam Israel. Enquanto a maioria dos países europeus considera Israel uma ameaça à paz mundial, os Estados Unidos, com todas as suas imperfeições e pecados, têm sido o único amigo real do povo israelense. Se não fosse pela mão de Deus usando a nação americana, os países mulçumanos há muito tempo já teriam destruído Israel.

"Orai pela paz de Jerusalém! Prosperarão aqueles que te amam". (Salmos 122:6 RC)

Se fosse você, eu visitaria Israel, abençoaria aquele povo e assim ajudaria o Brasil a alcançar as bênçãos de que tanto precisa para crescer e prosperar.

Que Deus o ajude a fazer a vontade dele.

Julio Severo

www.juliosevero.com.br

Nota: Essa mensagem foi enviada ao presidente no Palácio do Planalto em 17 de dezembro de 2003.

17 de dezembro de 2003

Mensagem ao Presidente Lula sobre o homossexualismo

Prezado Presidente Lula

Deus diz em Romanos 13:6 que quem trabalha no governo tem chamado para ser servo de Deus. Não há melhor modo de servir a Deus do que obedecer ao que ele manda através de sua Palavra, a Bíblia.

Uma das muitas orientações que Deus dá em sua Palavra é o aviso:

"Nenhum homem deverá ter relações com outro homem; Deus detesta isso." (Levítico 18:22 BLH)

Portanto, você tem a honra e o chamado de Deus para praticar a vontade de Deus no governo e lutar contra o mal na sociedade em suas variadas formas, inclusive o ativismo gay, etc.

Deus tem tanto amor por pessoas escravizadas ao homossexualismo que ele enviou seu Filho Jesus Cristo para libertá-las. Se ele não quer ninguém no homossexualismo, então não faz sentido aprovar e legalizar algo que ele odeia. Por isso, feche em seu governo todo espaço que estão usando, principalmente gente do próprio PT, para promover maior abertura para o homossexualismo.

Eu, que sirvo a esse Deus maravilhoso, quero encorajar você a dedicar sua vida no governo ao chamado que Deus lhe deu: servi-lo. Assim, posso lhe dizer com toda a confiança: não seja servo das forças que querem usá-lo para promover o aborto e o homossexualismo. Além disso, não seja servo das forças que querem usá-lo para dar apoio ao ditador comunista Fidel Castro, notório criminoso perseguidor de cristãos. Seja servo de Deus!

Que Deus o abençoe nesse propósito.

Julio Severo

http://www.juliosevero.com.br/

Nota: Essa mensagem foi enviada ao presidente no Palácio do Planalto em 17 de dezembro de 2003.

6 de dezembro de 2003

Homossexuais admitem culpa na questão da AIDS

Homossexuais admitem culpa na questão da AIDS
Estudo é visto como a primeira vez em que a comunidade gay percebe com honestidade as conseqüências de seu estilo de vida
6 de dezembro de 2003


© 2003 WorldNetDaily.com

Um grupo da cidade de Seattle que luta contra a AIDS publicou um manifesto que despertou controvérsia entre os homossexuais porque reconhece que os homens homossexuais precisam aceitar sua responsabilidade pelos excessos sexuais que espalham a doença.

O documento inclui a afirmação comum de que o uso da camisinha é a resposta máxima para impedir a propagação da AIDS, relata Family News in Focus, um serviço noticioso da entidade evangélica Focus on the Family (fundada pelo Dr. James Dobson).

Contudo, o estudo também inclui declarações que demonstram consciência com relação aos perigos do estilo de vida, tais como “os homens precisam agir contra condutas… responsáveis pelo aumento na propagação da doença”.

Quinten Welch, educator e consultor do Public Health-Seattle & King County, crê que seu relatório é a primeira vez em que a comunidade homossexual examina honestamente as causas da doença, disposta a repensar o chamado uso da camisinha como “sexo seguro”.

“Nada é 100 por cento eficiente”, disse ele. “A abstinência sempre deve fazer parte da idéia de todas as pessoas de como manter sexo mais seguro”.
Randy Thomas, do grupo cristão Exodus Internacional (que ministra para pessoas que querem deixar o estilo de vida homossexual), afirmou que o relatório é um passo importante.


“É hora de a comunidade gay sair do armário da negação sobre as conseqüências sérias do HIV e as responsabilidades que os homossexuais têm nessa questão”, declarou ele.

Thomas crê que a resposta máxima, porém, é um relacionamento restaurado com Deus e que “para que isso aconteça, a igreja vai precisar alcançar os de fora”.

Tradução: www.juliosevero.com

http://www.wnd.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=35994