13 de novembro de 2003

Cuidado com a babá eletrônica

CUIDADO COM A BABÁ ELETRÔNICA

Julio Severo
www.juliosevero.com.br

Um novo estudo realizado pela Fundação da Família Kaiser sobre o assunto “Os Meios de Comunicação Eletrônicos nas Vidas de Bebês e Crianças” fornece abundante motivo de preocupação, mostrando que a utilização crescente dos meios eletrônicos de comunicação — em todas as suas formas — está afetando as crianças. O estudo também coloca em dúvida a atitude dos pais que pensam que sabem o que estão fazendo quando confiam cada vez mais nos meios eletrônicos de comunicação, principalmente a televisão, como babás substitutas.

De acordo com o estudo, crianças de seis anos ou menos passam uma média de 2 horas diárias em frente da tela do televisor — praticamente a mesma quantidade de tempo que passam brincando fora. Essas 2 horas são três vezes mais que a quantidade de tempo que as crianças passam lendo ou ouvindo o que os pais lhes lêem.


O estudo constatou que crianças que vivem em lares em que o televisor fica muito ligado passam menos tempo lendo ou brincando fora. Nesses lares, só 34 por cento das crianças entre 4 e 6 anos conseguem ler.

Embora a Academia Americana de Pediatria há muito tempo venha insistindo em que os pais “evitem a televisão para crianças abaixo de 2 anos, 43 por cento dessas crianças agora vê TV todos os dias e 26 por cento delas agora tem um televisor em seu quarto de dormir”. O estudo comenta, de maneira preocupante: “Quando crianças têm TVs e outros meios de comunicação em seu quarto de dormir, é mais difícil para os pais monitorarem o que elas estão fazendo”.


Com base nesse estudo, parece que muitos pais têm uma atitude confiante com relação aos efeitos dos meios eletrônicos de comunicação — principalmente a televisão. Esses pais acreditam que, em vez de prejudicar, a televisão ajuda seus filhos a aprenderem mais. A maioria deles sente que seus filhos imitarão as condutas positivas, não negativas, da TV.

Contudo, mesmo para crianças que não são novas, há motivo para preocupação. Durante 25 anos, o Dr. Ted Baehr vem examinando os filmes e programas seculares a partir de uma perspectiva cristã. Ele declara que mais do que nunca agora os pais preocupados precisam estar em estado de vigilância com relação ao tipo de entretenimento que crianças e adolescentes utilizam. Baehr diz que sexo e violência são tão comuns na televisão e cinemas que, infelizmente, muitos pais cristãos não monitoram de modo adequado o entretenimento dos filhos. Baehr observa que ao completar 17 anos, um rapaz ou moça passou sua infância e adolescência gastando entre 40 e 60 mil horas vendo televisão e jogando vídeo games. Os pais, ele afirma, precisam se informar acerca do que seus filhos e os amigos deles estão assistindo. “É uma quantidade tremenda de tempo quando se considera que eles gastam para ir à igreja só 11 mil horas”, comenta.


Fontes:
Culture Facts, November 7, 2003,Volume 6, Issue 10.
Crosswalk: Religion Today Summaries - November 11, 2003.