9 de junho de 2003

Ativistas gays ameaçam campanha agressiva para que países apóiem resolução do Brasil na ONU

Prezado amigo

Recentemente, o governo do Brasil apresentou na Comissão de Direitos Humanos da ONU uma resolução que, no final das contas, acabará oferecendo proteção especial para o comportamento homossexual e ajudando a dar condições para os militantes gays usarem a lei para proibir qualquer tipo de posição contrária ao homossexualismo. Embora os ativistas gays lutassem muito para que essa resolução fosse aprovada ainda neste ano, a Comissão resolveu esperar até o próximo ano a fim de tratar da questão. Grupos de militantes gays prometeram fazer campanhas intensas para que os países aprovem a resolução do Brasil.

O governo do Brasil tem o claro dever de representar os interesses do povo brasileiro, não do movimento homossexual. Cabe aos cidadãos brasileiros cobrarem neste momento dos governantes uma postura de política internacional que defenda os valores da família, não dos militantes gays.

Julio Severo



Ativistas gays ameaçam campanha agressiva para que países apóiem resolução do Brasil na ONU

Julio Severo

No dia 25 de abril, a Comissão de Direitos Humanos da ONU concluiu sua sessão anual sem conseguir votar neste ano a controvertida resolução do Brasil defendendo a orientação sexual. Por causa da oposição de vários países, a votação foi adiada para o ano de 2004. O objetivo da resolução é estabelecer leis internacionais antidiscriminação que favoreçam indivíduos que praticam atos homossexuais. A resolução chama o termo orientação sexual “um direito humano inalienável”.

Especialistas em direito internacional alertam que a aprovação dessa resolução proibindo discriminação com base na “orientação sexual” pode trazer sérias ameaças aos direitos de as igrejas expressarem e tomarem uma posição sobre as questões homossexuais. Aproveitando-se dos direitos especiais concedidos por essa resolução, militantes gays limitariam, por exemplo, o direito de os cristãos citarem trechos da Bíblia que condenam o homossexualismo.

No Canadá, comissões de direitos humanos penalizaram pessoas por discriminação com base no termo orientação sexual. Um tribunal em Saskatchewan condenou um homem que colocou um anúncio de jornal contendo citações de quatro versículos da Bíblia que tratam do homossexualismo. Dois anos atrás, a Comissão de Direitos Humanos de Ontário penalizou o tipógrafo Scott Brockie por não querer imprimir termos gays para um grupo gay. Brockie argumentou que suas convicções cristãs o compeliam a rejeitar o pedido do grupo.[1]

A resolução do Brasil recebeu apoio intenso do governo do Canadá e da Comissão Internacional de Direitos Humanos Gays e Lésbicos. Mas os grupos homossexuais reagiram com revolta ao saber que a resolução não poderia ser aprovada neste ano. Até mesmo a Anistia Internacional se manifestou em favor deles.

Os militantes gays prometeram trabalhar arduamente para influenciar e pressionar governos no mundo inteiro para apoiar a resolução do Brasil. A Comissão Internacional de Direitos Humanos Gays e Lésbicos lembrou a seus membros que a “resolução não foi derrotada, porém será apresentada de novo no ano seguinte, com vingança. Embora não tenhamos conseguido uma vitória total, isso não significa uma derrota e é claro que [essa resolução] será a questão principal da Comissão de Direitos Humanos [da ONU] no próximo ano. Essa é uma grande vitória”. A filial européia da Associação Internacional de Gays e Lésbicas declarou: “É um sucesso no sentido de que a resolução não foi derrotada por votos e temos agora mais tempo para fazer pressão nos países que compõem a Comissão”.[2]

E o governo Lula, o que pensa do adiamento para votar sua resolução? O embaixador do Brasil na ONU, Luiz Felipe Seixas Correa, afirmou: “Não vamos desistir. As reações que observamos nesta reunião mostraram que o tema é relevante e que deve ser considerado”.[3] Federico Meyer, membro da delegação brasileira em Genebra, declarou: “A questão da discriminação com base na orientação sexual está na mesa, a OCI [Organização da Conferência Islâmica] e outros oponentes da resolução não conseguirão se livrar dela. Temos um ano para agir”.[4] Um artigo do jornal O Estado de São Paulo mostrou um dos motivos da insistência do governo Lula em não querer desistir da resolução: “Segundo estudos da ONU, entre 10% e 14% da população mundial é composta por homossexuais, grupo que na avaliação do Brasil não pode ser ignorado pela comunidade internacional”.[5] Na verdade, esses estudos não são da ONU, mas do Relatório Kinsey, preparado por Alfred Kinsey, que afirmava que 10% da população dos EUA eram homossexuais na década de 1940. Seus estudos se baseavam, em boa parte, em amostras da população penitenciária. Hoje sabe-se, graças aos estudos valiosos da Drª Judith Reisman, que Kinsey estava envolvido em pesquisas fraudulentas com criminosos sexuais e até pedófilos.[6]

O Estado de São Paulo também publicou um artigo mostrando que uma pesquisa de hoje indica que somente 1% da população dos EUA são homossexuais.[7] Então a percentagem de 10% é completamente irreal, mesmo numa sociedade liberal e hedonista como a sociedade americana. Contudo, o único recurso dos ativistas gays para promover o movimento homossexual são informações manipuladas e torcidas. É seguindo essa linha de idéias torcidas que eles utilizam a questão dos direitos humanos para defender um dos comportamentos sexuais humanos mais anormais e prejudiciais à saúde que se conhece.

Não é segredo que os homossexuais radicais querem forçar toda a sociedade a aceitar e respeitar seu estilo de vida. Agora, eles querem usar a ONU para impor sua agenda no mundo inteiro. A aprovação da resolução do governo brasileiro pode, como conseqüência, forçar os países a aceitar o casamento gay e colocar o homossexualismo sob a proteção especial de leis de direitos humanos. Além disso, a resolução pode dar espaço para a formulação de leis draconianas que colocarão os cristãos que não aceitam o homossexualismo no mesmo nível dos criminosos que não aceitam viver de acordo com os padrões sociais. No Canadá, por exemplo, é crime citar passagens da Bíblia que condenam o estilo de vida gay. Os gays radicais querem expandir esse tipo de lei injusta para o mundo inteiro.

As organizações homossexuais estão em plena atividade trabalhando para pressionar os governos de muitos países para se prepararem para aprovar a resolução no próximo ano. Em suas páginas na Internet, os grupos gays estão mostrando os nomes, endereços, telefones e outras informações dos membros das delegações diplomáticas na ONU, para que gays no mundo inteiro possam fazer pressão desde já.

Desde 1994 a Associação Internacional de Gays e Lésbicas tem observado um aumento na abertura legal e social do Brasil para com o homossexualismo e sua página na Internet destaca Lula como o político mais promissor no apoio ao movimento homossexual.[8] No passado, os grupos gays sempre tiveram a esperança de que um governo nas mãos de Lula seria um importante passo para o avanço da causa homossexual no Brasil. Não houve desapontamento nessas expectativas.

O governo Lula espera obter o apoio de outros países para aprovar sua resolução na ONU no próximo ano. Se aprovada, a resolução poderá abrir as portas para todos os tipos de ataques contra as pessoas inocentes e instituições que acreditam que a Bíblia está certa quando condena as práticas sexuais dos homossexuais. Qualquer tentativa de se opor ao casamento gay ou à adoção de crianças por “casais gays” será considerada preconceito, intolerância e crime. Além disso, gays radicais no mundo inteiro poderão usar as leis “antidiscriminação” e de direitos humanos para levar à justiça as igrejas que se recusam a empregar gays e lésbicas em seus estabelecimentos, inclusive escolas cristãs. E quem é que poderá impedi-los de processar as igrejas que mantêm doutrinas “discriminatórias” contra os pecados sexuais, inclusive o homossexualismo?

Infelizmente, o governo brasileiro parece estar sem vontade de abrir os olhos para as conseqüências que sua resolução provocará. Thomas Jacobson, analista de políticas da ONU na Focus on the Family (entidade evangélica fundada pelo Dr. James Dobson), disse que a resolução ameaça conceder aceitação mundial ao homossexualismo e sua aprovação colocará milhões de crianças em perigo. Jacobson afirmou: “Isso levaria a uma promoção mundial da pedofilia, pois nos documentos da ONU não há nenhuma restrição de idade, sexo ou casamento na área de direitos sexuais”.[9]

Julio Severo é autor do livro O Movimento Homossexual, publicado pela Editora Betânia: http://www.juliosevero.com.br/
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[1] http://www.wnd.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=32237
[2] Friday Fax, 2 de maio de 2003. C-Fam, Nova Iorque
[3]
http://www.estadao.com.br/agestado/noticias/2003/abr/25/136.htm
[4] Friday Fax, 2 de maio de 2003. C-Fam, Nova Iorque.
[5]
http://www.estadao.com.br/agestado/noticias/2003/abr/25/136.htm
[6] Veja o livro Kinsey: Crimes & Consequences, Judith Reisman (The Institute for Media Education, Inc., Arlington, Virginia, 1998).
[7]
http://www.estadao.com.br/ext/diariodopassado/20030416/000055102.htm
[8] http://www.ilga.org/Information/legal_survey/americas/brazil.htm
[9] CITIZENLINK, 28 de abril de 2003, Focus on the Family.