5 de dezembro de 2002

Abortos no Silêncio

ABORTOS NO SILÊNCIO

Como algumas drogas de planejamento familiar podem causar micro-aborto

Julio Severo

“Josias tinha oito anos de idade quando se tornou rei de Judá. Ele governou trinta e um anos em Jerusalém. A mãe dele se chamava Jedida e era filha de Adaias, da cidade de Boscate. Josias fez o que agrada ao Senhor; ele seguiu o exemplo do seu antepassado, o rei Davi, e não se desviou nem para um lado nem para o outro.” (2 Reis 22:1-2)

Josias foi um rei notável. Ele era tão sensível ao Espírito de Deus que, em sua vida pessoal, ele não queria deliberadamente se afastar de Deus.

Entretanto, Josias estava com um problema sério. Ele e os crentes de sua nação estavam, sem saber, pecando contra Deus por ignorância. Eles estavam cometendo certos tipos de pecado porque não tinham nenhum exemplar do Livro da Lei escrito por Moisés. Tudo o que ele e os crentes de seu país sabiam sobre a Lei de Deus era o que os seus antepassados lhes haviam ensinado. No entanto, com o passar do tempo várias partes da Lei foram sendo negligenciadas e esquecidas porque os seus antepassados tinham deixado que as práticas do mundo influenciassem as suas vidas.

Então quando fez 26 anos de idade, Josias passou pela maior experiência de sua vida. Enquanto o Templo do Senhor estava sendo consertado, o Livro da Lei escrito por Moisés foi achado! Quando os funcionários do governo abriram o Livro e o leram, eles ficaram pasmados. Eles o leram para o rei Josias, e ele também ficou pasmado. Josias sentiu-se mal, envergonhado e triste. Lendo o Livro ele descobriu que ele e o povo vinham pecando contra Deus sem perceber o que estavam fazendo! Por anos o coração de Josias só queria agradar ao Senhor. Mas, apesar de todo o amor que tinha por Deus, ele vinha pecando contra Deus por não o conhecer melhor!

Será que a mesma coisa também poderia acontecer em nossos dias? Claro que sim. Por exemplo, um crente que ama a Deus pode, ao mesmo tempo, entender mal algum mandamento específico. Ele corre assim o risco de pecar contra Deus por ignorância. Há também o caso em que ele pode amar a Deus e entender corretamente um mandamento específico, mas não compreende bem os fatos envolvidos. O resultado é que a falta de informações poderá levá-lo a pecar contra Deus por ignorância.

Um exemplo desse último tipo de situação seria uma cristã usando dispositivos e substâncias químicas que, sem ela saber, colocam em risco a vida de um bebê bem no começo de uma gravidez. É claro, nenhuma mulher evangélica teria a coragem de expor deliberadamente um bebê recém-concebido a esse tipo de perigo, pois nós evangélicos somos firmemente contra o aborto e o consideramos violação clara e deliberada do Quinto Mandamento: NÃO MATARÁS.

Nenhuma mulher evangélica sincera pensaria em usar algo que pode abortar uma criança inocente. Apesar disso, muitas esposas cristãs usam o Dispositivo Intra-Uterino (DIU) sem saber que sua função é causar micro-abortos. Muitas cristãs também usam as modernas pílulas “anticoncepcionais” sem saber de modo adequado como esse método realmente controla a natalidade. Elas não sabem que, em parte, a função dessas pílulas é abortar um ser humano bem no começo da gravidez! Sim, você está lendo direito — as modernas pílulas “anticoncepcionais” têm como uma de suas funções causar “abortos no silêncio” de seres humanos já concebidos.

Para compreendermos com clareza a seriedade dessa questão, vamos estudar como o ser humano começa a existir.

QUANDO COMEÇA A VIDA HUMANA?

As feministas afirmam que ninguém sabe a resposta para essa pergunta. Seus motivos são óbvios: elas reivindicam o direito legal ao aborto. Nos EUA, onde elas conseguiram o que queriam, o aborto é legal e livre durante os 9 meses de gravidez de uma mulher. Anualmente, mais de 1 milhão de bebês em gestação são mortos em hospitais e clínicas dos EUA. Alguns chegam a ser deliberadamente mortos apenas poucas horas antes do parto!

Embora algumas feministas insistam em que não se sabe quando começa a vida, uma pesquisa honesta dos fatos bíblicos e científicos revelará as respostas corretas para essa questão.

Quando lemos a Bíblia, vemos que os bebês em gestação são sempre considerados como seres humanos reais. Eles são tratados como seres humanos desde o momento da concepção (fertilização), como bem podemos ver no Salmo 51:5: “Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.” É também fácil ver que a Bíblia jamais considera os bebês no útero como “coisas” que se transformam em seres humanos em alguma determinada fase de seu desenvolvimento. A Palavra de Deus declara que os bebês em gestação têm personalidade, inteligência, emoções e valor aos olhos de Deus. A Bíblia mostra que Deus em pessoa os observa e cuida deles em seu desenvolvimento na barriga de suas mães:

“E Isaque orou muito ao Senhor em favor de sua esposa, pois ela não podia ter filhos. E o Senhor ouviu a oração dele, e sua esposa Rebeca ficou grávida. Os bebês lutavam um com o outro dentro dela, e ela disse: Por que está me acontecendo isso? E ela foi perguntar ao Senhor. O Senhor lhe respondeu: No seu ventre há duas nações, e os dois povos que estão dentro de você se separarão. Um será mais forte do que o outro, e o mais velho será dominado pelo mais jovem.” (Gênesis 25:21-23)

“Se alguns homens que estiverem brigando ferirem uma mulher grávida, e ela der a luz antes do tempo, porém não houver danos graves, aquele que feriu será obrigado a pagar o que o marido dela exigir, de acordo com o que os juizes determinarem. Mas se houver danos graves, o castigo será vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferimento por ferimento, machucado por machucado.” (Êxodo 21:22-25)

“Tu criaste cada parte do meu corpo; tu me formaste na barriga da minha mãe. Eu te louvo porque fui formado de um modo espantoso e todo maravilhoso. Tudo o que fazes é maravilhoso, e eu sei disso muito bem. Tu viste quando os meus ossos estavam sendo formados, quando eu estava sendo formado na barriga de minha mãe, crescendo ali em segredo. Teus olhos me viram quando o meu corpo ainda não tinha forma, e os dias que foram preparados para minha vida foram todos escritos no teu livro quando nenhum deles existia.” (Salmo 139:13-16)

“Nações distantes, escutem o que eu, o servo de Deus, estou dizendo; prestem atenção, todos os povos do mundo! O Senhor me chamou quando eu estava no útero. Eu ainda estava dentro do corpo da minha mãe quando ele me chamou pelo nome.” (Isaias 49:1)

“0 Senhor me disse: Antes que eu formasse você no ventre eu o conheci, e antes que você saísse de útero eu o escolhi para ser o meu profeta para as nações.” (Jeremias 1:4-5)

“0 nascimento de Jesus Cristo foi assim: Maria, a sua mãe, ia se casar com José. Mas antes do casamento ela ficou grávida pelo Espírito Santo.” (Mateus 1:18)

“E aconteceu que, quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o bebê saltou em seu ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.” (Lucas 1:41)

“[Isabel disse para Maria:] Logo que ouvi você me cumprimentar, a criancinha saltou de alegria dentro da minha barriga.” (Lucas 1:44)[1]

Os cientistas honestos também sabem que a vida humana começa na concepção (fertilização). Num excelente livro intitulado A Posição da Ciência Moderna sobre o Começo da Vida Humana, lemos a seguinte explicação:

Quando a sua vida começou? Só se pode conseguir uma resposta a essa pergunta voltando no tempo. Antes de você se tornar adulto, você era um adolescente. Antes disso você era uma criança e antes disso você era um bebê. Antes de ser bebê — isto é, antes de nascer — você era um feto, e antes disso um embrião. Antes de ser embrião (mais ou menos no tempo de sua implantação), você era um blastócito. Antes disso você era uma mórula, e antes disso um zigoto ou óvulo fertilizado. Portanto, sua vida começou quando o núcleo do espermatozóide do seu pai se uniu com o núcleo do óvulo de sua mãe, isto é, sua vida começou na fertilização.[2]

Portanto, examinando a Bíblia e a ciência com honestidade, chega-se à conclusão óbvia: a vida humana começa na concepção. A concepção, ou fertilização, ocorre quando o espermatozóide se encontra com o óvulo nas trompas. Essa união acontece minutos depois de uma relação sexual. Então o bebê recém-concebido nida (“viaja”) até à camada do útero para se implantar. Como ele é muito pequeno, essa “viagem” leva aproximadamente seis dias. Assim, a implantação ocorre quase uma semana após a concepção.[3]

Deus criou a vida humana (Gênesis 1:26-27) e essa vida humana recebeu de Deus a capacidade de se multiplicar (Gênesis 1:28). Quando o espermatozóide vivo do pai se une com o óvulo vivo da mãe, uma nova criatura humana começa a existir. Ainda que esse ser humano seja muito pequeno (mais pequeno que o ponto final deste parágrafo), ele ou ela é realmente um ser humano completamente diferente de todos as outras pessoas e possui um código genético diferente do código de seus pais.

Deus declara claramente em Êxodo 20:13 que ninguém tem permissão de matar uma vida inocente. Ele não aprova o assassinato de nenhum ser humano inocente, quer já tenha nascido, quer ainda esteja se desenvolvendo na barriga da mãe. É errado permitir o assassinato de um bebê 8 meses após a concepção. É também errado permitir o assassinato de um bebê 1 minuto após a concepção.

DE QUE MANEIRA ALGUNS MÉTODOS DE CONTROLE DA NATALIDADE COLOCAM EM RISCO A VIDA DE UM BEBÊ NO COMEÇO DE UMA GRAVIDEZ?

A resposta a essa pergunta encontra-se nas informações a seguir, traduzidas integralmente do Glossary of Abortifacients. Esse documento foi originalmente publicado pela organização evangélica Concerned Women for America[4],presidida pela Dra. Beverly LaHaye. Ela é autora, juntamente com seu marido Tim LaHaye, de O Ato Conjugal, um dos livros mais vendidos da Editora Betânia.


GLOSSÁRIO DE ABORTIVOS

Por meio de uma pesquisa das informações disponíveis acerca das várias drogas químicas que causam aborto, Concerned Women for America (CWA — Mulheres Preocupadas com os EUA) não descobriu nenhuma organização que oferecia um documento que descrevia, numa lista completa, os produtos de planejamento familiar que provocam aborto. Então, CWA compilou um glossário que inclui os produtos abortivos, juntamente com sua descrição, efeitos colaterais e fatores de risco, para o benefício do leitor.[5]

Dispositivo Intra-uterino (DIU)

O DIU é um pequeno dispositivo de plástico em forma de T, contendo cobre ou progesterona, com um fino fio de plástico sobressaindo. É inserido no útero e seu objetivo é causar aborto bem no início da gravidez.

Como funciona: A função do DIU é inflamar as paredes do útero e impedir a implantação do embrião humano vivo na camada do útero, abortando assim uma [criança em gestação] de uma semana de vida.[6]

Efeitos colaterais e fatores de risco: Espasmos e manchas durante as primeiras semanas após a inserção; forte fluxo menstrual com o DIU de cobre; fluxo menstrual mais fraco com o DIU de progesterona; dor nas costas; dor durante a ovulação; infecção pélvica que pode levar à esterilidade; penetração dolorosa do DIU na parede do útero; perfuração da parede uterina, colo do útero ou bexiga; lesões no coração; toxicidade de cobre (doença de Wilson) ou envenenamento dos órgãos; anemia; o prosseguimento da gravidez, que pode levar a um nascimento prematuro, aborto espontâneo, endometriose, gravidez ectópica[7] (onde o embrião humano se implanta nas trompas, podendo ser fatal) ou aborto séptico[8] (morte da [criança em gestação] causada por infecção que pode, como conseqüência, terminar em febre alta e outras complicações); nenhuma proteção contra as DSTs [doenças sexualmente transmissíveis] ou AIDS.

Norplantâ

O Norplantâ consiste num grupo de seis varas finas de plástico, cada uma medindo 3.5 cm de comprimento, cheias de 36 mg de levonorgestrel[9][10] (uma droga do tipo da progesterona). Essas varas são implantadas, na forma de leque, no braço da mulher e duram aproximadamente cinco anos.

Como funciona: O Norplantâ tem três funções. Primeira, suprime a ovulação em pelo menos metade dos ciclos menstruais das mulheres. Mas a ovulação ainda ocorre em até 41 por cento das mulheres.[11] Segunda, engrossa o muco do colo do útero, impedindo o espermatozóide de chegar a qualquer óvulo que for produzido. Terceira, se as primeiras duas ações falham, o Norplantâ impede o desenvolvimento do endométrio ou camada do útero. De acordo com o Centro para a Criação de Leis e Políticas Reprodutivas (Center for Reproductive Law & Policy, que é uma organização a favor do aborto legal), nessa terceira ação, o Norplantâ cria um ambiente hostil para a [criança em gestação]; portanto, a criança é abortada.[12] Para resumir, nos primeiros anos, a supressão da ovulação é o efeito principal. Do terceiro ao quinto ano, o efeito principal é provocar aborto.

Efeitos colaterais e fatores de risco: Desconforto no local do implante; dificuldade na remoção; sangramento menstrual irregular, inclusive aumento de sangramento; mudanças na pressão arterial; risco de ataque do coração; coágulo sangüíneo; cistos no ovário; dores de cabeça; aumento de peso; mudanças repentinas de temperamento, perda do desejo sexual e depressão; cegueira;[13] aumento de tamanho dos ovários e/ou trompas; nervosismo; náusea; acne; vertigens; dermatite; seios doloridos; crescimento excessivo de pelo; inflamação do colo do útero;[14] dores no peito; espasmos uterinos, e excessivos sintomas de Tensão Pré-Menstrual;[15] nenhuma proteção contra as DSTs ou AIDS.

Implanonä

Implanonä é um abortivo que é implantado debaixo da pele, similar ao Norplant,â mas que consiste em uma única vara, de 2 mm x 4 cm, que contém etonogestrel e é envolvida num tipo de plástico.[16] Está sendo testado pela empresa Organon de Nova Jersey.

Como funciona: O Implanonä é comparável ao Norplantâ em sua ação. É eficaz nos primeiros três anos.

Efeitos colaterais e fatores de risco: “Potencialmente, [quando se quer removê-la] pode ser difícil localizar essa única vara por causa do seu tamanho pequeno, migração do local da inserção inicial, desenvolvimento de densas fibras ao redor da vara, implante profundo debaixo da pele, grande quantidade de gordura subcutânea ou inexperiência clínica na inserção.”[17] Pelo fato de que seus testes estão em andamento, nada se sabe acerca dos efeitos colaterais, fatores de risco e efeitos de longo prazo do Implanon.ä

Depo-Proveraâ (depot medroxyprogesterone acetate, ou DMPA)

Depo-Proveraâ é uma progestina de longa ação (hormônio fabricado),[18] administrada por uma injeção de 150 mg de acetato de medroxyprogesterona num músculo a cada três meses.

Como funciona: Semelhante ao Norplant,â a Depo-Proveraâ funciona de três maneiras. Primeira, impede a ovulação. Segunda, pode fazer com que o muco do colo do útero mude, impedindo que o espermatozóide entre no colo do útero. Terceira, pode irritar a camada do útero de tal modo que o embrião humano, ou [criança em gestação], não consiga se implantar na parede do útero, sendo assim abortado.

Efeitos colaterais e fatores de risco: Sangramento excessivo; esterilidade temporária ou permanente; danos potenciais aos futuros filhos; aumento no risco de câncer do colo do útero; risco de câncer de mama; dores de cabeça; desconforto abdominal; ansiedade; nervosismo; supressão da glândula supra-renal (diminui a produção de alguns hormônios naturais do corpo); ganho de peso; perda de cabelo; diminuição do desejo sexual; mudanças repentinas de temperamento; vertigens; fadiga; reações alérgicas que causam coceiras ou inflamações avermelhadas na pele; forte depressão mental;[19] gravidez ectópica;[20] aumento na perda mineral dos ossos nos primeiros anos de uso, que traz o risco de fraturas ósseas; aumento no risco de coágulos sangüíneos ou derrame; espasmos nas pernas; vazamento ou irritação vaginal; inchação dos seios ou seios doloridos;mãos ou pés inchados; dores nas costas; insônia; acne; ondas de calor;[21] nenhuma proteção contra as DSTs ou AIDS.

Vacinas Antifertilidade

Essas vacinas tornam as mulheres imunes a seus próprios bebês na barriga.

Como funcionam: A Organização Mundial de Saúde (OMS) está testando dois tipos. A vacina anti-hCG age contra os efeitos naturais de um hormônio chamado gonadotropina coriônica humana, ou hCG, que [a criança em gestação] produz. A vacina faz com que o sistema imunológico da mãe trate [a criança em gestação] como um corpo estranho e a aborta. O segundo tipo de vacina se chama Antígeno Trofoblástico (TBA) e faz com que o corpo da mãe identifique como estranha a camada protetora externa [da criança em gestação]. O sistema imunológico dela destrói a camada externa, abortando assim [a criança em gestação].

Efeitos colaterais e fatores de risco: Pelo fato de que essas vacinas ainda estão na fase de teste, não se sabe suficientemente acerca dos riscos. Nas pesquisas preliminares observaram-se danos potenciais ao sistema imunológico da mulher, com um efeito potencial de longo prazo que poderia tornar ineficaz o sistema imunológico feminino.[22]

Methotrexate e Misoprostol (Cytotecâ)

A agência federal americana Administração de Alimentos e Drogas (FDA) aprovou a Methotrexate para o tratamento de câncer. A FDA aprovou o Misoprostol (Cytotecâ) para impedir úlceras estomacais e é, sem aprovação oficial, usado como droga adicional para completar um aborto realizado com a RU-486 ou Methotrexate. A FDA não aprovou oficialmente o Cytotecâ como droga suplementar para uso com a RU-486 ou Methotrexate.

Como funciona: No consultório do médico, uma injeção intramuscular de Methotrexate, ou MTX, é administrada. Utilizada também no tratamento de câncer, a MTX pode destruir a camada protetora externa da [criança em gestação]. Uma segunda substância química, Cytotecâ, é inserida, na forma de um supositório, na vagina da mulher quatro ou sete dias mais tarde para provocar contrações que empurrarão a [criança] morta para fora do útero. Depois de receber a dosagem de Cytotecâ, a mulher poderá expelir a [criança] morta em questão de horas. Contudo, uma segunda dose pode ser necessária e pode levar dias ou semanas para que o aborto se realize de modo completo. A mulher poderá sangrar durante semanas, até mesmo necessitando do procedimento de dilatação e curetagem (D&C),[23] ou uma transfusão de sangue. A [criança] morta poderá ser expelida em qualquer lugar fora do consultório do médico.[24] Se durante os exames posteriores no consultório médico se constatar que o aborto não se realizou de modo completo, efetua-se o aborto cirúrgico.

Efeitos colaterais e fatores de risco: Do Cytotecâ: problemas nos rins; infertilidade (esterilidade); espasmos e sangramento. Da injeção de MTX: potencialmente tóxica para o corpo da mulher; danos no fígado; destruição dos rins; lesões no músculo do coração; insuficiência pulmonar; problemas gastrintestinais; derrame; convulsões;[25] náusea; diarréia; problemas na medula óssea; anemia profunda. Da Methotrexate: provoca o enfraquecimento dos pulmões; possível morte.[26]

RU-486 (mifepristona) e Cytotecâ (misoprostol)

A RU-486 é um esteróide, criado pelo homem, na forma de uma pílula que age contra o progresso natural de uma gravidez. A FDA a aprovou para uso geral em 28 de setembro de 2000.

Como funciona: Um aborto realizado com a RU-486 ocorre em quatro visitas ao médico. Na primeira visita, a mulher passa por um teste de gravidez, um teste de sangue, um exame pélvico e muitas vezes um exame de ultra-som. A RU-486 só é eficaz nos primeiros quarenta e nove dias após a concepção. Na segunda visita, a mulher toma três pílulas de RU-486. Essa droga antiprogesterona impede que o endométrio (a camada do útero) forneça progesterona à [criança em gestação]. (A progesterona é necessária para a nutrição [da criança].) Portanto, [a criança em gestação] acaba morrendo de fome. Na terceira visita, a mulher recebe Cytotecâ, que provoca espasmos a fim de fazer com que o corpo dela expulse [a criança] morta. A quarta visita ocorre uma semana depois para garantir que o aborto tenha se efetuado completamente e para monitorar o sangramento da mulher. Se o aborto não se efetuou com êxito (o que acontece em 5-10 por cento de todos os casos),[27] a mulher passa por um aborto cirúrgico.

Efeitos colaterais e fatores de risco: Náusea; dores abdominais; vômitos; sangramento forte e de longa duração; ataque do coração; hemorragia; perda da fertilidade no futuro; problemas para os futuros filhos; perdas de sangue consideráveis; possível morte (uma mulher na França morreu de RU-486).[28] Não se sabe os feitos de longo prazo para a mulher e para seu sistema imunológico.

A Pílula Anticoncepcional

Há dois tipos básicos de pílulas anticoncepcionais. Uma é a pílula que combina estrógeno e progestina.[29] A outra é a “mini-pílula”, que contém somente progestina.

Como funciona: O funcionamento da pílula envolve três ações. A primeira ação é impedir a ovulação ou a liberação de um óvulo. No entanto, nem sempre se suprime a ovulação.[30] Às vezes a ovulação ocorre até mesmo em mulheres que nunca deixam de usar a pílula,[31] e estima-se que esse tipo de ovulação possa abranger até 20 por cento dos casos.[32] A segunda ação que a progestina realiza é engrossar o muco do colo do útero a fim de impedir que o espermatozóide entre nas trompas. Se as duas primeiras ações falham, a progestina irrita a camada do útero, impedindo assim a implantação [do embrião humano].[33] A terceira ação é provocar quimicamente um aborto. A mini-pílula é uma pílula de só progestina que permite que a ovulação ocorra de 40 a 60 por cento do tempo.[34] A pílula do “dia seguinte” é na verdade uma dose mais elevada da pílula anticoncepcional (estrógeno e progestina), que deve ser tomada até 72 horas após uma relação sexual sem contracepção. A pílula do “dia seguinte” irrita a camada do útero e impede a implantação de um embrião humano de uma semana de vida, acabando com a possibilidade de gravidez.

Efeitos colaterais e fatores de risco: Enfraquecimento do sistema imunológico, que pode levar a infecções bacteriais e maior vulnerabilidade à AIDS; doença infamatória pélvica, que pode levar à esterilidade e à morte; infertilidade; câncer do colo do útero; gravidez ectópica; encolhimento do útero; mudanças súbitas de temperamento e depressão; câncer de mama; coágulos sangüíneos; defeitos congênitos em crianças concebidas enquanto a mãe está usando a pílula; seios doloridos; derrame; ganho de peso.[35] Náusea e vômitos são riscos adicionais do uso da pílula do “dia seguinte”. A pílula anticoncepcional não oferece nenhuma proteção contra as DSTs ou AIDS.[36]

Ó Concerned Women for America. Traduzido e usado por Julio Severo, com a devida permissão.


POR QUE ESSES ABORTIVOS SÃO CONSIDERADOS MÉTODOS CONTRACEPTIVOS?

Embora algumas dessas drogas permitam que a mulher à vezes ovule, porém na grande maioria das vezes não permitem que um ser humano recém-concebido consiga se implantar na mucosa do útero. Assim, a mulher não fica “grávida” durante esse tipo de ovulação porque a implantação é impedida. Isso pode corretamente ser qualificado como micro-aborto. Não há dúvida: essas drogas, de um modo ou de outro, têm como uma de suas funções impedir a implantação.

O motivo pelo qual esses dispositivos e drogas são considerados “anticoncepcionais” é porque anos atrás o Conselho Americano de Ginecologia e Obstetrícia mudou o significado da palavra concepção, redefinido-a com um novo sentido: implantação.

Em 1963, o Ministério da Saúde, Educação e Bem-estar dos EUA (U.S. Department of Health, Education and Welfare) definiu como aborto “todas as medidas que prejudicam a viabilidade do zigoto [ser humano recém-concebido], em qualquer momento desde a fertilização até a finalização do parto.” Até meados da década de 60, os cientistas em todo o mundo reconheciam que a concepção ocorre no momento em que, em algum lugar nas trompas, o espermatozóide fertiliza o óvulo. Mas os defensores do aborto já estavam se preparando para efetuar certas mudanças nas palavras anticoncepcional e abortivo.[37]

Com o objetivo de tornar os abortivos aceitáveis para as mulheres e enganar as leis contrárias ao aborto, os defensores do aborto perceberam a necessidade de obscurecer o significado e a diferença entre anticoncepcional e abortivo. Eles só conseguiriam realizar tal distorção mudando a definição de concepção, não mais a classificando como fertilização (a união do espermatozóide com o óvulo), mas apenas como implantação. Com essa nova definição de concepção, se um dispositivo ou droga — tal como o DIU ou a Depo-Provera — impede a implantação, não há nenhuma necessidade de se preocupar com a questão do aborto. De acordo com essa nova definição, só ocorre um aborto quando um dispositivo ou droga mata uma criança que já conseguiu se implantar na parede do útero.

As constantes campanhas dos defensores do aborto para torcer tal terminologia acabaram produzindo resultados em 1965, quando o Conselho Americano de Ginecologia e Obstetrícia publicou seu primeiro Boletim de Terminologias. Esse boletim declara: “A concepção é a implantação de um óvulo fertilizado.”[38] Assim, de acordo com essa definição, um ser humano é concebido não quando o espermatozóide se une ao óvulo, mas uma semana depois quando consegue se implantar na camada do útero.

Apesar dessas fraudes graves na classe médica, o Dr. Richard Sosnowski, presidente da Associação Sulista de Obstetras e Ginecologistas, declarou em 1984:

Não considero algo nobre brincar, numa profissão, de torcer o significado das palavras… Preocupa-me também o fato de que, embora não tivessem nenhuma evidência científica para tornar válida a mudança, tenham redefinido o termo concepção de penetração bem-sucedida do espermatozóide no óvulo para implantação de um óvulo fertilizado. Parece-me que o único motivo para isso foi o dilema criado pela possibilidade de que o dispositivo contraceptivo intra-uterino tinha função abortiva. [39]

O QUE PRECISO FAZER SE TENHO USADO A PÍLULA OU O DIU?

Seu coração pode estar sofrendo neste momento. Talvez você seja uma mulher que está usando o DIU ou alguma moderna pílula anticoncepcional sem saber que o DIU e a pílula podem causar micro-aborto. (Ou talvez você seja um marido que pediu à esposa que os usasse sem saber que podem causar micro-aborto.)

Provavelmente, você deve estar perguntando para você mesma: “Será que eu já tive um aborto no silêncio? Ou vários? Será que cheguei a destruir a vida de uma criança que Deus queria que eu tivesse?” A resposta, naturalmente, é: Só Deus sabe. É possível que Deus fizesse com que a pílula não deixasse você ovular, e assim você jamais teve um aborto no silêncio. É possível que Deus não permitisse que ocorresse um aborto no silêncio porque você não conhecia todas as funções da pílula que estava usando. Mas, por outro lado, sem dúvida alguma há a possibilidade de que você tenha tido um (ou até mesmo mais de um) aborto no silêncio. Em nenhuma parte da Bíblia Deus promete nos guardar de cometer pecados por ignorância.

Contudo, mesmo que tenha tido um aborto no silêncio, você ainda pode ter paz. Embora por fraqueza tenhamos pecado e assim nos tornado culpados de desobedecer à vontade de Deus, pela fé podermos ir até a presença dele e pedir perdão. Por meio de Jesus podemos obter paz. A Bíblia nos mostra com clareza o perdão que recebemos por meio do sacrifício de Jesus por nossos pecados. As seguintes passagens nos dão a certeza de que Jesus está pronto para nos perdoar:

“O Senhor diz: Venham agora, vamos discutir isso juntos. Ainda que os seus pecados sejam como a cor vermelha, eles ficarão brancos como a neve. Ainda que sejam como vermelho escuro, eles ficarão brancos como a lã.” (Isaias 1:18)

“No entanto, era o nosso sofrimento que ele estava carregando, era a nossa dor que ele estava suportando. E nós pensávamos que era por causa das suas próprias culpas que Deus o estava castigando, que Deus o estava maltratando e ferindo. Mas ele estava sofrendo por causa dos nossos pecados, estava sendo castigado por causa das nossas maldades. Nós obtemos paz por causa do castigo que ele sofreu, somos sarados pelos ferimentos que ele recebeu. Todos nós éramos como ovelhas que se haviam perdido; cada um de nós seguia o seu próprio caminho. Mas o Senhor colocou sobre ele [Jesus] a culpa e o pecado de todos nós.” (Isaías 53:4-6)

“No dia seguinte, João viu Jesus, que vinha na direção dele, e disse: Olhem, ai está o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!” (João 1:29)

“Mas, se vivemos na luz, como Deus está na luz, então estamos unidos uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos limpa de todos os pecados. Se dissermos que não temos pecados, enganamos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Mas, se confessarmos os nossos pecados a Deus, ele cumprirá a sua promessa e fará o que é justo: perdoará os nossos pecados e nos limpará de toda maldade.” (1 João 1:7-9)

Toda vez que percebemos que podemos ter cometido algum pecado contra Deus, nós colocamos os olhos em Jesus. Ele morreu por nós. Confiando no que ele fez por nós, nós vamos até Deus e confessamos os nossos pecados. Com a ajuda do Espírito Santo podemos nos aproximar de Deus e dizer, audivelmente, a seguinte oração:

Pai celestial, venho a ti com muita tristeza no coração. Acabei de saber que a pílula que eu estava tomando pode causar micro-aborto. Não sei se já tive um aborto no silêncio. Se tu impediste esse pecado, ó Senhor, eu louvo o teu Santo Nome. Mas se eu já tive um aborto no silêncio, ó Senhor, suplico o sangue de Jesus que foi derramado por mim na Cruz. Lava-me com o sangue de Jesus e torna-me pura aos teus olhos. E, Pai celestial, já que este mundo está cheio de coisas confusas e difíceis de entender, eu suplico a ti: enche-me com o teu Santo Espírito! Por meio do teu Espírito Santo, ajuda-me a compreender a tua santa Palavra e mostra-me a tua santa vontade para a minha vida. Capacita-me a viver pela fé, abençoa-me e protege-me em minha confiança em ti. Peço-te tudo no nome de Jesus. Amém.

E agora, querida amiga, levante-se de seus joelhos e não fique triste, pois o Senhor nosso Deus é gracioso, onisciente e onipotente. Ele não só nos perdoa, mas também nos dá poder para transformar nossas experiências e erros em bênçãos (veja Romanos 8:28). Como Neemias disse às pessoas que estavam chorando:

“Vão agora para casa e façam um a festa. Este dia é sagrado para o nosso Deus. Por isso, não fiquem tristes, pois a alegria que o Senhor dá fará com que vocês fiquem fortes.” (Neemias 8:10)

Com as informações que acabou de ler, você ficou sabendo como é que funcionam alguns dispositivos e substâncias químicas usados na prática do planejamento familiar. Agora cabe a você proteger a sua saúde. Cuidando-se assim, você poderá também estar protegendo a vida de um futuro bebê.

Copyright 2004 Julio Severo. Proibida a reprodução deste artigo sem a autorização expressa de seu autor. Julio Severo é autor do livro O Movimento Homossexual, publicado pela Editora Betânia. E-mail: juliosevero@hotmail.com

Fonte: http://www.juliosevero.com/

[1] A palavra grega usada aqui em Lucas 1:44 para descrever uma criancinha no útero é “brefos.” Essa mesma palavra é também usada em Lucas 2:12 para se referir a um bebê recém-nascido e em 2 Timóteo 3:15 referindo-se a uma criança.
[2] The Position of Modern Science on the Beginning of Human Life, copyright 1975, Scientists for Life, Inc.), pág. 15.
[3] Complete Book of Baby & Child Care (The Focus on the Family Physicians Resource Council, U.S.A.: Colorado Springs, EUA, 1997), p. 4.
[4] Visite o site de Concerned Women for America:
www.cwfa.org
[5] Nota do Editor: Baseada no fato de que a vida humana começa na concepção — quando o espermatozóide fertiliza o óvulo —, CWA reconhece o termo “embrião humano” como idêntico ao termo “criança em gestação”.
[6] "The Intrauterine Device," ACOG Patient Education (Washington, D.C.: American College of Obstetricians and Gynecologists, 1995).
[7] Ibid.
[8] Ibid.
[9] Levonorgestrel, a manmade hormone, has been used in birth control pills for many years.
[10] John Wilks, A Consumer's Guide to the Pill and Other Drugs (Stafford, VA: American Life League, October 1997), 105.
[11] Ibid., 106.
[12] "Norplant: The New Danger in Birth Control," (Washington, D.C.: Concerned Women for America, 1997).
[13] Judie Brown, "Norplant" (Stafford, VA: American Life League, 1997).
[14] "Norplant: the New Danger In Birth Control".
[15] Darney, et al., "Acceptance and Perceptions of Norplant Among Users in San Francisco, USA," Studies in Family Planning, Vol. 21, #3, 5-6/90, 152-160, quoted in Judie Brown and Kristine Severyn, "What is Norplant?" (Stafford, VA: American Life League, 1997), 2.
[16] Ethylene Vinylacetate Copolymer (EVA).
[17] Athena Lantz, et al., "Ultrasound Characteristics of Subdermally Implanted Implanonä Contraceptive Rods," Contraception, Vol. 56, 1997, 301-304.
[18] Judie Brown, "What is Depo-Provera?" (Stafford, VA: American Life League, 1996), 1.
[19] Judie Brown, "Depo-Provera" (Stafford, VA: American Life League, 1997).
[20] Brown, "What is Depo-Provera?"
[21] Patient labeling insert for Depo-Provera Contraceptive Injection, revised March 1993, (Kalamazoo, MI: Upjohn Company, 1993).
[22] Judie Brown, "Anti-Fertility Vaccines" (Stafford, VA: American Life League, 1997).
[23] Um D&C cirúrgico removerá a camada do útero e parará o sangramento.
[24] "Abortion Techniques: Methotrexate" (Washington, D.C.: National Right to Life, 1997), 12.
[25] Wilks, 177.
[26] "Abortion Techniques: Methotrexate," 12.
[27] "Abortion Techniques: RU 486" (Washington, D.C.: National Right to Life, 1997), 10.
[28] Wilks, 163.
[29] As progestinas e o estrógeno da pílula são hormônios artificiais que fazem com que o corpo feminino acredite que está grávido, todos os meses, suprimindo a produção da progesterona e estrógeno normais do corpo.
[30] R. Rahwan, Contraceptives, Interceptives and Abortifacients, (Columbus: Division of Pharmacology, College of Pharmacy, Ohio State University, 1995), 8.
[31] Randy Alcorn, Does the Birth Control Pill Cause Abortions?, (Gresham, OR: Eternal Perspective Ministries, rev. March 1998), 17.
[32] Ibid, 46
[33] Obtained from a package insert of Jenestä-28 Tablets, a type of birth control pill.
[34] David Sterns, M.D., Gina Sterns, R.N., B.S.N., and Pamela Yaksich, B.S., "How the IUD and 'The Pill' Work: Gambling With Life" (Stafford, VA: American Life League, 1990).
[35] Judie Brown, "The Pill" (Stafford, VA: American Life League, 1997).
[36] Judie Brown, "Emergency Contraception: The Morning-after Pill" (Stafford, VA: American Life League, 1997).
[37] Dr. Brian Clowes, The Facts of Life (Human Life International: Front Royal, EUA, 1997), pp. 65,66.
[38] Ibd., 66.
[39] Ibd., 66.