19 de março de 2012

AllOut quer PLC 122 aprovado no Brasil

AllOut quer PLC 122 aprovado no Brasil

Site “PLC 122”, em parceria com AllOut, denuncia opositores da implantação da ditadura gay no Brasil

Julio Severo
O PT, o PSDB e outros partidos socialistas do Brasil querem o PLC 122 e outras leis homossexualistas aprovadas. Mas que direito tem AllOut, uma organização militante homossexual com sede nos EUA, de pressionar o Brasil para copiar legislações homossexualistas dos EUA e da Europa?
Meses atrás, AllOut, que se gaba de ter quase 900 mil apoiadores, fez campanha para pressionar o PayPal a encerrar minha conta. A campanha funcionou, levando o PayPal a fechar minha conta — mostrando que AllOut tem força e dinheiro. O documento oficial, em inglês, de AllOut se gabando de sua “vitória” contra mim, está disponível aqui.
Semanas atrás, AllOut pediu a todos os seus colaboradores internacionais que fizessem pressão sobre a Rússia, para que São Petersburgo, a segunda maior cidade russa, não aprovasse uma lei que proíbe propaganda e paradas gays. Até Hillary Clinton, secretária de Estado dos EUA, atendeu ao chamado de AllOut, condenando publicamente a lei de São Petersburgo e pedindo para que a Rússia não a aprovasse. Dessa vez, apesar da influência de AllOut, sua campanha de pressão não funcionou, pois os russos não se prostraram às ameaças.
Agora, os olhos de AllOut estão no Brasil, mais especificamente no PLC 122.
O site “PLC 122”, pertencente ao movimento homossexual, revelou em primeira mão que o PLC 122 está na mira da organização americana, que acha que pode forçar sua vontade nas nações, do jeito que forçou o PayPal a agir contra mim, num episódio que se tornou uma das maiores preocupações de ações anticristãs nos EUA em 2001.
O site “PLC 122”, que tem alguma filiação com AllOut, reclama da oposição ao PLC 122, dizendo:
“Quando o assunto é homofobia, PLC 122/2006, fico embasbacado com a quantidade de especialistas posers no assunto, tais como juristas que nunca pisaram numa faculdade de Direito: é o caso do supremo doxósofo Reinaldo Azevedo, do homofóbico líder do movimento em defesa(?) da família(?) Júlio Severo (em duas oportunidades: aqui e aqui), da “psicóloga cristã” Marisa Lobo e, claro, do pastor Malafaia”.
Décadas atrás, Dilma Rousseff teria gritado que AllOut é uma organização imperialista e que o site “PLC 122” é uma fachada para maquinações imperialistas americanas.
Naquele tempo, dona Dilma e seus companheiros eram terroristas comunistas e tinham paixão pela Rússia. Se lhe tivessem tido que os russos de São Petersburgo estavam mostrando certa atitude contra os EUA, dona Dilma prontamente os imitaria.
Dona Dilma, os russos de São Petersburgo rechaçaram as pressões de AllOut e do governo americano. Que tal imitá-los?
Dona Dilma, os russos de São Petersburgo aprovaram uma lei que proíbe propaganda e paradas gays. Que tal imitá-los?
Que tal também investigar o site “PLC 122” por suas conexões “imperialistas”?

18 de março de 2012

Governo de Israel elogia organização evangélica por apoio

Governo de Israel elogia organização evangélica por apoio

Jeremy Sharon

“Obrigado por defenderem Israel”, Netanyahu diz sob fortes aplausos ao falar para grupo evangélico em hotel de Jerusalém.

O primeiro-ministro Binyamin Netanyahu louvou o movimento evangélico como um todo, e em particular uma missão de aproximadamente 800 membros da organização Cristãos Unidos por Israel do Pr. John Hagee, em Jerusalém domingo a noite.
“Obrigado por defenderem Israel”, Netanyahu diz sob fortes aplausos. “Estamos testemunhando uma transformação dramática no relacionamento entre cristãos e judeus, que estão focando agora nos valores e futuro em comum que temos”.
O primeiro-ministro também atraiu a atenção para o que ele descreveu como ameaças à comunidade cristã no Oriente Médio, dizendo que ele “tem orgulho de que Israel é o único lugar no Oriente Médio onde os cristãos são livres para praticar sua fé em completa liberdade”.
A missão de Cristãos Unidos por Israel (CUI), em sua terceira visita a Israel, deu a Netanyahu boas vindas eufóricas, acompanhadas pelos sons suaves de um quarteto gospel e um tributo resplandecente do próprio Pr. John Hagee.
Hagee também anunciou que a organização alcançou agora um milhão de membros, tornando-a a maior organização pró-Israel dos EUA.
Os participantes da atual missão pagaram quase 4.400 dólares cada um para ir na excursão.
Fundada em 2006, CUI é uma entidade evangélica pró-Israel que, de acordo com a organização, tem como objetivo fornecer uma associação nacional nos EUA para igrejas pró-Israel em apoio a Israel.
A organização usa seus membros para mobilizar apoio e fazer pressão em autoridades públicas e parlamentares para avançarem políticas públicas e sentimentos públicos favoráveis a Israel.
Referindo-se ao programa nuclear iraniano, David Brog, diretor-executivo de CUI, disse que apoiar Israel é de importância particular para os cristãos neste momento.
“Em tal momento crítico para Israel e para o Ocidente, estamos orgulhosos de que agora temos um milhão de membros trabalhando diligentemente em prol de um forte relacionamento EUA-Israel, e somos gratos de poder demonstrar nosso apoio sólido ao primeiro-ministro Netanyahu nesta noite”.
Brog também procurou dissipar preocupações sobre as motivações teológicas negativas atribuídas a alguns evangélicos.
Ele classificou a afirmação de que os evangélicos apoiam Israel a fim de anunciar a volta de Jesus e a conversão dos judeus como “completo e total absurdo”, e disse que tais afirmações são baseadas em “ignorância”.
Os cristãos, disse ele, não creem que tudo na terra pode influenciar a vinda do Messias e que a chegada dele será num tempo pré-ordenado.
Em vez disso, os evangélicos, disse ele, apoiam Israel por causa de uma interpretação literal da Bíblia que vê as promessas feitas ao povo de Israel como ainda intactas, em oposição à teologia amplamente aceita entre muitas outras denominações evangélicas da “Teologia da Substituição”, que defende que a Igreja Cristã herdou as promessas bíblicas ao povo judeu.
Brog acrescentou que esse sentimento é combinado com uma crença de que a causa de Israel é justa, e um sentimento de dívida pelo histórico antissemitismo e perseguição cristã.
Traduzido por Julio Severo do artigo do Jerusalem Post: Netanyahu lauds Evangelical group for support

Resolução de São Petersburgo sobre as tendências antifamília da Organização das Nações Unidas

Resolução de São Petersburgo sobre as tendências antifamília da Organização das Nações Unidas

Em uma audiência pública no fim do ano passado, 126 organizações civis, sociais e não governamentais da Federação Russa e da Ucrânia aprovaram a “Resolução de São Petersburgo Sobre os Rumos Anti-Família das Nações Unidas”. Alexey Komov (representante do Congresso Mundial das Famílias na Rússia e na Comunidade dos Estados Independentes) teve um papel importante na elaboração da Resolução, que dispõe, entre outras coisas:
“Estamos convencidos de que a família natural (tradicional), traçada na natureza humana e baseada na união voluntária de um homem e uma mulher na aliança vitalícia do casamento, cujo propósito é a geração e criação de filhos, é ‘a unidade coletiva natural e fundamental da sociedade’”.
“O lugar da família na história e na vida de todas as sociedades humanas é absolutamente única, e nenhuma outra forma de relacionamento doméstico pode ser vista como de igual valor e status. Qualquer tentativa de prever igualdade de status para qualquer outra forma de relacionamento doméstico, em especial as uniões entre pessoas do mesmo sexo, é socialmente destrutiva”.
“Estamos convencidos de que a família tradicional, o casamento, a geração e a educação dos filhos são elementos inseparáveis uns dos outros”.
“A separação artificial da geração e da educação de filhos da família tradicional, da vida familiar e do casamento viola os direitos genuínos da criança e causa a destruição de qualquer sociedade”.
“Estamos convencidos de que as crianças possuem um direito inato de nascerem na sua família natural (tradicional), de um homem e uma mulher casados, e de viverem com seus pais e serem criadas por eles, ou seja, com seu pai e sua mãe naturais. Mãe e pais são o modelo de vida para seus filhos, principalmente no que concerne à vida familiar, que obedece à natureza humana”.
“Estamos seriamente preocupados com as ações de algumas organizações internacionais nos últimos anos, agindo contrariamente aos interesses de povos soberanos e manipulando a noção de 'direitos humanos’ para criar artificialmente os assim chamados direitos que antes eram desconhecidos e não possuem fundamento na natureza humana nem na natureza da sociedade, como ‘direito ao aborto’ e o ‘direito de escolher sua orientação sexual e identidade de gênero’. Na realidade, não existem tais direitos no direito internacional, seja por uma obrigação decorrente de tratado ou pelo direito internacional público costumeiro”.
“Em particular, estamos bastante preocupados com o fato de que hoje, sob o pretexto de defender os direitos das crianças sob uma interpretação ilogicamente ampla e alguns ‘direitos humanos’ recentemente fabricados (como os ‘direitos sexuais’), com o apoio da ONU e de seus organismos, a cultura tradicional da vida familiar (que inclui a educação das crianças nesse contexto) está sendo sistematicamente destruída por muitas pessoas, incluindo algumas do nosso próprio país”.
“Insistimos em que os Estados devem respeitar o papel e a posição única que os pais naturais (biológicos) possuem nas vidas das crianças. Quaisquer interpretações de qualquer posição dentro do direito internacional ou nacional devem refletir a suposição natural de que os pais naturais costumam agir de boa fé e conforme os interesses dos seus filhos. Os direitos dos pais com relação aos seus filhos são naturais e não 'concedidos’ a eles pelo Estado ou por qualquer organismo nacional ou internacional".
“Temos também uma grande preocupação a respeito da recusa em proteger o direito à vida da criança no útero sob o pretexto do invertido ‘direito ao aborto’ da mulher. Estamos cientes de que ‘no que concerne aos fatos científicos, uma nova vida humana começa na concepção’ e que ‘desde a concepção, cada criança é, por natureza, um ser humano’. Crianças em gestação são seres humanos e, portanto, há uma obrigação dos Estados sob o direito internacional de proteger suas vidas da mesma forma que a de qualquer ser humano. Ao mesmo tempo, ‘não existe um direito ao aborto no direito internacional, seja por meio de tratado ou pelo direito internacional público costumeiro'".
Entre os 126 signatários estavam: Representante do Congresso Mundial das Famílias na Federação Russa; filial regional de São Petersburgo do movimento público “União das Mulheres Russas – A Esperança para a Rússia”; filial regional de Tula da organização pública “Pela Vida e Defesa dos Valores Familiares”; Irmandade Cossaca em Nome e Exaltação da Cruz; Comissão Pública em Defesa da Família, Infância e Moralidade da Cidade de Sarov em Oblast de Níjni Novgorod; Centro Médico e Educacional Ortodoxo “Zhizn” em São Petersburgo; Grupo de Trabalho no Parlamento Russo pela Defesa das Famílias e das Crianças; organização pública “Comunidade de Grandes e Adotivas Famílias da Rússia - Muitos Filhos é algo bom!”; União dos Advogados Ortodoxos; Organização Esportiva e Patriótica “Rus” e Organização Pública “Ucrânia Cristã”.
Nota de Julio Severo: Esse documento importante me foi enviado diretamente pelo meu amigo Don Feder, que participou em Moscou do evento pró-família que lançou a Resolução de São Petersburgo.
Traduzido por Luis Gustavo Gentil.
Artigo originalmente publicado no boletim informativo de março de 2012 do Congresso Mundial das Famílias (World Congress of Families).
Título original: “Saint-Petersburg Resolution on the anti-family trends in the United Nations”
Artigos de Don Feder:

17 de março de 2012

A minhoca no anzol

A minhoca no anzol

As estratégias do governo petista para amansar e neutralizar a resistência da bancada evangélica ao processo socialista de descristianização do Brasil

GIBEÁ*
Após algumas demonstrações de independência da Frente Parlamentar Evangélica, que tentou responsabilizar o ex-ministro da Educação e pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad; que exigiu retratação do secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, diante de suas declarações de que é hora de se iniciar um “embate ideológico” contra os evangélicos pela conquista da nova classe média e, por fim, demonstrou irritação com a escolha de Eleonora Minenucci, ativista pró-aborto para a Secretaria Especial de Política para Mulheres, o governo Dilma Roussef resolveu contra-atacar, entregando a Secretaria Especial da Pesca e Aquicultura para o senador Marcelo Crivella (PRB/RJ), bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus e um dos três senadores evangélicos.
Com essa atitude, a presidente Dilma Roussef tenta matar vários coelhos com uma só cajadada: busca criar laços com o PRB (Partido Republicano Brasileiro), criatura da Igreja Universal do Reino de Deus, partido da base aliada do governo que se encontrava sem nenhum cargo no primeiro escalão do governo desde o término do mandato do ex-vice-presidente José Alencar, que pertencia a esse partido, evitando que o partido pudesse se desgarrar da base aliada, compensando, assim, juntamente com o novo partido, PSD (Partido Social Democrático), do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, a perda do apoio do PR (Partido da República) e eventual perda do apoio do PDT (Partido Democrático Trabalhista), diante das mudanças recentes no ministério.
Além disso, traz para o primeiro escalão do governo um nome da “bancada evangélica”, gerando, assim, alguém que possa articular com os evangélicos o apoio ao governo, depois da nítida perda de confiança que passou a ter, perante esse segmento, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, que, até então, era o responsável por tal interlocução, até porque denúncias veiculadas pela revista Veja a respeito de irregularidades cometidas durante a campanha eleitoral de Dilma e seu relacionamento com evangélicos podem ainda mais prejudicar o papel do secretário-geral nesse papel.
Como se não bastasse isso, a nomeação fez tirar do Senado o senador Marcelo Crivella, um dos maiores batalhadores, ao lado do senador Magno Malta (PR/ES) contra a aprovação do famigerado PL 122/2006, que busca criminalizar a “homofobia” no Brasil. Embora seja também evangélico o suplente de Crivella, o senador Eduardo Lopes, também, do PRB, nunca se sabe se terá a mesma desenvoltura do novo ministro da Pesca nessa questão.
Explica-se, pois, porque, assim que nomeado, o senador Crivella tenha dito que de pesca não sabe sequer “pôr minhoca no anzol”. Mais uma vez vemos que, no Brasil, o que menos importa é a competência e o mérito administrativo, mas tão somente os interesses mesquinhos e escusos daquilo que Rui Barbosa chamava de “politicagem” ou “politicalha”.
A imagem dada pelo senador, agora ministro, não deixa, porém, de ser sugestiva e nos convida a uma reflexão e a uma vigilância.
Na mesma hora em que o governo mostra que se está num momento de “embate ideológico” contra os evangélicos, escolhidos como a “bola da vez”, um deles é guindado a um ministério, de pouca expressão, mas numa indisfarçada tentativa de cooptação, “em grande estilo”, desse segmento.
Trata-se de uma verdadeira “minhoca no anzol” que se apresenta aos “peixes”, “grandes ou pequenos”, da “bancada evangélica”, uma oferta de “mais poder e dinheiro”, em troca do abandono dos valores e dos princípios que a bancada tem começado, ainda que timidamente, a defender com mais afinco no Congresso Nacional.
Agora que os evangélicos começam a esboçar uma resistência a medidas nitidamente anticristãs do governo Dilma Rousseff e a pôr à prova as juras de respeito à liberdade religiosa e aos princípios cristãos feitos durante a campanha eleitoral, é-lhes oferecida a oportunidade de se calarem e deixarem o governo prosseguir com sua agenda, enquanto eles se aproveitam das benesses dos cargos públicos.
Foi assim que o PT cooptou as velhas oligarquias regionais que sempre lhe foram contrárias. A partir da posse do governo, em 2003, os petistas souberam neutralizar toda e qualquer oposição dos “velhos coronéis”, entregando-lhes nacos lucrativos do aparelho estatal, enquanto, paulatinamente, implantavam seu programa de governo e, de forma vagarosa mas irreversível, transferiam os “currais eleitorais” para si mesmos.
Agora, por exemplo, quando o PMDB percebe que o PT está quase a dominar os rincões em que sempre o PMDB dominou, é tarde demais. Os Sarneys, Renans e outros oligarcas notam, tardiamente, que, não muito tempo depois destes dias, estarão irremediavelmente desalojados da política nacional.
Será que “a minhoca no anzol” será bem sucedida? Será que nossos parlamentares preferirão locupletar-se com “o prêmio da injustiça”, a exemplo de Balaão, negando a fé e deixando de defender os valores e princípios cristãos?
Diante desta conjuntura, é fundamental que os evangélicos de todo o país se mobilizem para pressionar a bancada evangélica a não desistir dos valores e princípios cristãos e de aumentar e manter uma postura de enfrentamento contra a agenda anticristã do governo brasileiro. Sem tal pressão, a ser feita mediante oração e ação política, tememos que os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas venham a sufocar a Palavra de Deus nos corações dos parlamentares, que, assim, venham a ser “pescados” pelo governo e neutralizados nesta sua ainda mui tímida ação para evitar a descristianização total da sociedade brasileira.
Que os parlamentares evangélicos não se deixem enganar e possam agir como os verdadeiros e genuínos servos do Senhor ao longo dos séculos, rejeitando o enriquecimento fácil, a posse de prestígio, dinheiro e poder, continuando a defender os valores e princípios cristãos, sendo um elemento catalisador de uma resistência que impeça a consolidação do projeto anticristão que está sendo implantado no Brasil, sob o comando do PT, pela ideologia socialista. Que Deus nos ajude neste intento, mas que façamos, como Igreja do Senhor neste país, a nossa parte, seja na intercessão, seja na pressão política.
* Grupo Interdisciplinar Bíblico de Estudos e Análises, grupo de estudos formado por ex-alunos e professores da Faculdade Evangélica de São Paulo (FAESP).

Agências da ONU, Sentadas em Cima de Bilhões em Reservas Monetárias, Recusam Cumprir Plenamente Determinações de Auditores

Agências da ONU, Sentadas em Cima de Bilhões em Reservas Monetárias, Recusam Cumprir Plenamente Determinações de Auditores

Wendy Wright
NOVA IORQUE, EUA, 6 de janeiro (C-FAM) Uma auditoria confidencial do UNICEF e FNUAP revelou “grosseiras” omissões em transparência e, o que é de surpreender mais, bilhões de dólares que não foram gastos. Ambas as agências se recusaram a divulgar informações sobre despesas com funcionários e viagens. O auditor descobriu que os que fizeram as doações têm “pouco conhecimento do destino final” das reservas monetárias.
George Russell, editor da Fox News, estudou a versão preliminar do relatório de dois volumes ainda não divulgado escrito pela empresa de consultoria IDC a pedido do governo da Noruega. O FNUAP e o UNICEF se recusaram a responder às perguntas da Fox News, limitando-se a afirmar que as reservas monetárias estavam destinadas para futuro trabalho em programas.
A auditoria de cinco agências da ONU buscou descobrir “para onde vai o dinheiro”. O relatório revelou que o FNUAP e o UNICEF tinham 3,2 bilhões de dólares em dinheiro em 2009. O UNICEF, que tem liberdade para gastar o dinheiro que quiser independente do projeto para o qual havia sido destinado o dinheiro, obteve 109 milhões de dólares em lucros advindos de juros em 2008. O Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas tinha 5 bilhões de dólares em reservas monetárias, investidos em grandes quantidades em títulos, e aumentou em 80% os gastos com funcionários na década passada. Essas duas agências junto com o Programa Mundial de Alimentos (o único que foi considerado transparente e com desempenho visto como “impressionante”) tinha 12,2 bilhões de dólares em dinheiro não gasto. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados não tinha uma reserva monetária, mas se recusou a divulgar suas despesas, principalmente sobre gastos com funcionários.
O relatório revelou que o FNUAP não conseguiu, ou não quis, prestar contas de 200 milhões de dólares que repassa anualmente para governos e organizações não governamentais. O FNUAP recusou-se a divulgar detalhes de pagamentos, salários, custos de viagem e consultoria, e outros itens. O relatório declarou: “O FNUAP comete negligências grosseiras” em seu compromisso oficial de ser transparente.
Havia omissões nos detalhes das despesas gerais do UNICEF, e fragmentos de papéis com informações de despesas “dificultam a ação de rastrear o uso de reservas monetárias que saem dos escritórios centrais e vão para os beneficiários finais no campo”. O UNICEF também não conseguiu prestar constar das despesas que teve dentro dos países, despesas que compõem a maioria de seus gastos, obtendo uma designação de “negligência grosseira”.
Várias agências da ONU estão cada vez mais focalizando em assessoria e defesa da política de contribuições, e se apoiando nos outros para a prestação de bens e serviços. Eles formulam planos estratégicos vagos nos escritórios centrais que dificultam rastrear resultados ou progresso dentro dos países. A agência de refugiados da ONU delega a maior parte das atividades de seus programas aos “parceiros implementadores” que fazem o trabalho de campo.
O estudo alertou que a reserva escondida de dinheiro “implica que substanciais recursos financeiros doados por contribuintes não estão sendo usados para propósitos de desenvolvimento”. Os que fazem as doações poderão ficar relutantes de financiar a ONU até que “as reservas sejam utilizadas”.
Há anos as agências da ONU resistem divulgar suas finanças. Autoridades governamentais têm suspeitado que a falta de transparência esconde salários gordos e viagens caras. O desvio de recursos financeiros para organizações não governamentais produz uma panelinha de cúmplices que defendem as agências da ONU.
Prestações de contas imprecisas muitas vezes sinalizam desperdício, fraude e mau uso sistemático. Num momento de franqueza em 2007, um executivo do FNUAP se gabou numa conferência de que, embora a agência tivesse sido proibida de financiar diretamente o aborto, desembolsa dinheiro para provedores de serviço de aborto.
Um exame dos relatórios anuais do FNUAP revela que seu orçamento inchou de 249,9 milhões de dólares em 1999 para 870 milhões de dólares em 2010. Apesar de seus vastos recursos e falhas de auditoria, em novembro o UNFPA recomendou com insistência que os líderes “estimulem maior apoio político e financeiro para o planejamento familiar”.
Traduzido por Julio Severo
Fonte: Friday Fax
Divulgação: www.juliosevero.com

Jornal pega Rick Warren contando mentiras?

Jornal pega Rick Warren contando mentiras?

Diz que Igreja Saddleback confirmou que sua reportagem sobre “Crislã” é precisa

Quando o jornal Orange County Register publicou um artigo sobre a missão do Rev. Rick Warren da Igreja Saddleback de curar as diferenças entre evangélicos e muçulmanos, alguns dos críticos do pastor viram o artigo como mais uma prova de uma visão confusa do “Crislã”, uma mistura de Cristianismo e islamismo, apesar de negativas repetidas.
O artigo de 23 de fevereiro citou documentos da Igreja Saddleback que veem similaridades entre o Cristianismo e o islã. Um coautorado por Jihad Turk do Grupo de Consultoria Cristão-Islâmico de Los Angeles e Abraham Meulenberg, pastor de Relações Inter-religiosas da Igreja Saddleback, afirma que as duas religiões “adoram o mesmo Deus”.
Embora muitos apoiadores de Warren insistam em que as afirmações do artigo são falsas, o jornalista do Register e um editor do jornal disseram para WND que a liderança da Igreja Saddleback confirmou que o artigo está “factualmente acurado”.
“O pessoal da Saddleback inicialmente fez um pedido para que fosse feito um esclarecimento sobre o primeiro parágrafo da matéria, mas então retirou o pedido”, o jornalista Jim Hinch disse para WND num email.
“Em vez das palavras ‘muçulmanos e cristãos adoram o mesmo Deus’ eles queriam que a matéria dissesse ‘muçulmanos e cristãos creem que Deus é um’. O resto da matéria, disseram eles, está factualmente acurada”.
WND telefonou e enviou emails para Warren, mas não obteve resposta.
Apesar de que os funcionários de Warren reconheceram para o Register que o artigo é factualmente acurado, Warren negou afirmações no artigo, apontando o dedo para o jornalista por “entender errado”.
“Esse é um exemplo de por que sempre duvido do que leio em jornais e blogs sobre ministérios cristãos”, Warren disse numa declaração enviada aos membros de sua igreja.
“Jornalistas seculares que tentam cobrir questões de igreja e teologia muitas vezes entendem errado”, disse ele.
“Mas então blogueiros cristãos, em vez de entrarem em contato com meu ministério, cegamente creem, citam e repostam os erros feitos por jornalistas seculares. Então esses erros ficam permanentes, pesquisáveis e globais na internet”, continuou ele.
“Não dá para contar o número de vezes em que um jornalista secular fez uma notícia errada sobre a Igreja Saddleback e então essa notícia é perpetuada por cristãos que nunca checam os fatos. E os três fatores que mencionei sobre a internet tornam impossível corrigir todas as percepções erradas, e mentiras descaradas que são repetidas interminavelmente”.
O jornalista do Register, Hinch, já trabalhou como editor sênior da revista Guideposts. Ele disse para o WND que muitos pastores da Igreja Saddleback foram contatados sobre seu artigo, e cada um deles lhe disse que Warren não queria se fazer disponível para comentar a matéria.
Certo pastor chegou a enviar um email a Hinch dizendo que “a liderança decidiu que não quer que o trabalho do Caminho do Rei seja publicado”.
O “Caminho do Rei” é um documento que foi o foco principal da matéria do Register.
O documento foi revelado na Igreja Saddleback em dezembro para uma audiência inter-religiosa de mais de 300 muçulmanos e cristãos. Pela reportagem, o documento foi de coautoria de Meulenberg e Turk.
O documento de cinco páginas, que delineou semelhanças entre as duas religiões, foi introduzido por meio de uma apresentação de slides no evento.
Sob o título “Uma Caminho para Acabar com os 1.400 Anos de Desentendimentos Entre Muçulmanos e Cristãos”, a apresentação incluía versículos da Bíblia e versos do Corão lado a lado para defender a ideia de que o Deus para ambas as religiões é o mesmo.
Um exemplo foi intitulado “Em quem cremos”, em seguida vindo “Deus é o Criador — Gênesis 1:1, Al Sura 42:11”.
Os dois versos dizem:
“No começo Deus criou os céus e a terra”. — Gênesis 1:1
“O originador dos céus e da terra…” — Al Sura 42:11
Outro exemplo foi intitulado “Deus é Um”, vindo em seguida “Marcos 12:29, Maomé 47:19”.
Os versos dizem:
“Esclareceu Jesus: ‘O mais importante de todos os mandamentos é este: “Ouve, ó Israel, o Senhor, o nosso Deus é o único Senhor”’”. — Marcos 12:29
“Portanto, saibam que não há Deidade, exceto Alá”. — Moamé 47:19
Hinch disse para WND que ele obteve uma cópia do documento “O Caminho do Rei” de uma fonte confidencial sob a condição de que não fosse publicada na íntegra.
Ele disse que o documento “delineia várias áreas de consenso teológico entre cristãos e muçulmanos e compromete ambas as religiões a três objetivos: Fazer amigos uns com os outros, construir a paz e compartilhar ‘as bênçãos de Deus’ com os outros”.
“A matéria do Register baseou as frases ‘mesmo Deus’ e ‘único Deus’ no estilo linguístico desse documento, que declara que os cristãos e os muçulmanos creem num só Deus”, disse Hinch.
WND pediu várias vezes uma cópia do documento para a Igreja Saddleback, mas não recebeu nenhuma resposta.
Depois que o artigo do Register foi publicado, Warren divulgou uma declaração por meio de um jornalista do Christian Post no formato de uma entrevista.
Warren disse: “Dias atrás, um artigo apareceu no Orange County Register que incluía algumas declarações ultrajantes sobre a Saddleback que estavam incorretas. É claro que os meios de comunicação raramente acertam nas coisas, e não dá para respondermos a todas as declarações falsas feitas sobre nós. Mas senti que esse artigo criou tantas percepções erradas que concordei em fazer uma entrevista em resposta”.
O entrevistador também perguntou a Warren se pessoas de outras religiões adoram o mesmo Deus que os cristãos, ao que Warren respondeu: “Claro que não. Os cristãos têm um Deus que é exclusivo”.
Steve McConkey, do bigworldwatch.com, um site de coleta de notícias, disse acerca da resposta de Warren ao artigo: “Uma pessoa não deveria dizer uma coisa uma hora e outra uma hora depois e então jogar a culpa no jornalista. O problema é que ele diz uma coisa e faz outra. Warren nega o conteúdo do jornal Orange County Register, mas o documento que ele assinou, ‘Uma Palavra em Comum Entre Nós e Vocês’, diz uma história muito diferente”, disse McConkey.
McConkey estava se referindo a um documento muito noticiado de 2007 assinado por Warren, entre muitos outros líderes cristãos. Dentro das primeiras linhas, o documento diz que “muitos cristãos têm sido culpados de pecar contra nossos vizinhos muçulmanos”.
“Antes de ‘apertarmos as mãos’ ao responder à sua carta, pedimos perdão ao Todo-misericordioso e à comunidade muçulmana no mundo inteiro”, declara o documento.
O longo documento então delineia como muçulmanos e cristãos servem “um único Deus” e argumenta que os dois são um no mesmo, muito semelhante ao documento “O Caminho do Rei” revelado em dezembro na Igreja Saddleback.
É essa perspectiva que alguns cristãos têm chamado de “Crislã”.
A Igreja Saddleback e Warren recusaram responder às muitas tentativas de WND de falar sobre a questão. Mas no Christian Post, ele respondeu.
O Christian Post perguntou: “Você está promovendo o Crislã?”
“É claro que não. É a mentira que não quer morrer”, disse ele.
Contudo, os funcionários da Igreja Saddleback reconheceram que o artigo do Register está correto, que Warren teve um papel no documento “O Caminho do Rei” e que ele assinou o acordo “Uma Palavra em Comum Entre Nós e Vocês”.
A matéria do Register menciona que Turk e Gwynn Guibord trabalham numa organização chamada Grupo de Consultoria Cristão-Islâmico.
WND conseguiu contato com Guibord com relação à entrevista dela com Hinch. Na entrevista, ela declara que sua organização evita convidar igrejas evangélicas para se unir à sua iniciativa de “promover relacionamentos entre igrejas e mesquitas”, mas está agora mudando de opinião por causa do “esforço sem precedentes da Igreja Saddleback”.
Dave Tombers é policial aposentado, ex-professor, ex-corretor de imóveis e foi diretor de uma grande escola cristão. Dave vive com sua esposa, 6 filhos e 2 cachorros e vem escrevendo artigos há anos.
Nota do tradutor: WND fez vários contatos com a igreja de Warren, mas não obteve resposta. E então, para tentar esclarecer sua confusão diante do público evangélico, Warren concedeu entrevista ao Christian Post, que também está metido em outra séria confusão no Brasil, conforme foi mostrado no artigo “Christian Post teria cometido fraude jornalística?
Traduzido por Julio Severo de artigo do WND: Newspaper catches Rick Warren fibbing?