21 de agosto de 2019

Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo (Campus Crusade For Christ) ensinando as crianças que é certo ser gay


Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo (Campus Crusade For Christ) ensinando as crianças que é certo ser gay

Jeff Maples
A Campus Crusade for Christ [conhecida no Brasil como Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo (CEPC)] é uma organização que se gaba de ser um ministério cristão interdenominacional que é encontrado principalmente em universidades no mundo inteiro. Agora, uma organização de missão para-eclesiástica global, a CEPC é um centro de parcerias de grupos de jovens e universitários com mais de 25.000 missionários em quase 200 países. Em resumo, a CEPC é uma voz influente entre os estudantes evangélicos.
Nos últimos anos, o evangelicalismo tem promovido a noção anti-bíblica de que você pode ser gay e cristão ao mesmo tempo. O movimento, em grande parte influenciado por organizações para-eclesiásticas pró-homossexualismo, como Living Out e Revoice, ganhou incursões nas igrejas em um ritmo alarmante. A noção de que alguém pode se identificar como homossexual enquanto continua a se vestir e agir como um homossexual é aceitável desde que não se envolva ativamente em atividades sexuais é biblicamente absurda. No entanto, esse é o ponto crucial desse movimento.
Agora, a CEPC está impulsionando essa ideia por meio de suas influentes reuniões de jovens. Um líder da CEPC recentemente tuitou que a Bíblia não nos chama a ser “heterossexuais.”
“Não existe mandamento na Bíblia para ser hetero; existe um mandamento para ser fielmente solteiro ou fielmente casado, e você pode escolher qualquer uma dessas opções sem ser hetero.”— @RachelGilson at # Cru19
Hartley, líder estudantil da CEPC e estagiário da CEPC na Califórnia, identifica-se como LGBTQ e usa a hashtag “#LGBTQinChrist” (LGBTQ em Cristo).
Rachel Gilson, a quem Hartley citou em seu tuíte acima, é diretora de equipe universitária da CEPC em Boston. O que Gilson disse, que a Bíblia não nos chama para ser heteros, é comprovadamente falso. Romanos 1 claramente se refere à homossexualidade como “afeição vil” e “paixões desonrosas.” Independentemente da tradução usada, é claro que o desejo, em si e por si mesmo, quer seja ou não praticado, é considerado vil para Deus. Por que isso é até mesmo uma questão na Igreja agora é desconcertante — nenhum teólogo conservador razoável na história da Igreja negaria isso.
Contudo, o movimento continua a crescer e a CEPC está o perpetuando ao influenciar as mentes jovens a aceitar o que Deus considera inaceitável.
Traduzido por Julio Severo do site americana Reformation Charlotte: Campus Crusade For Christ Teaching Kids That It’s Okay to be Gay
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20 de agosto de 2019

Liderada por evangélicos esquerdistas, Aliança Evangélica apoia Agenda 2030 da ONU


Liderada por evangélicos esquerdistas, Aliança Evangélica apoia Agenda 2030 da ONU

Julio Severo
A Aliança Cristã Evangélica Brasileira, conhecida resumidamente como Aliança Evangélica, produziu a cartilha “Reino de Deus e a Agenda 2030.” Evidentemente, é uma cartilha em apoio da ONU e sua Agenda 2030.
Reino de Deus é um termo apropriado para cristãos que pregam o Evangelho curando enfermos e expulsando demônios, exatamente como faziam Jesus e seus apóstolos, mas para cristãos socialistas, que desconhecem cura de enfermos e expulsão de demônios pelo poder e autoridade de Jesus Cristo, o “Reino de Deus” é mero jargão para avançar causas socialistas enganando evangélicos simples. Esse termo, nas mãos de evangélicos progressistas, mascara más intenções.
E socialismo é o que não falta na cartilha da Aliança Evangélica. Com destaque, a cartilha cita na página 7: “A Agenda 2030 é a nossa Declaração Global de Interdependência,” dita por António Guterres, Secretário Geral da ONU. Guterres tem histórico de militância no Partido Socialista de Portugal e ele já foi presidente da Internacional Socialista, organização marxista que reúne partidos e movimentos de esquerda do mundo inteiro.
Reunião na sede da ONU em 2017 deixou claro que a Agenda 2030 oferece, mesmo sem citar diretamente, “direitos reprodutivos,” eufemismo ideológico que abrange uma salada variada de “direitos” para homossexuais, aborto e intervenções estatais contra as famílias em nomes dos direitos das crianças.
É mais do que utopia um grupo de pseudocristãos, usando o jargão do “Reino de Deus,” caminhar para um direcionamento socialista que vai contra os interesses reais do Reino de Deus.
A Igreja dos Apóstolos de Jesus não se reunia para formular documentos políticos para apoiar o Império Romano. Os apóstolos pregavam o Evangelho, curavam os enfermos e expulsavam demônios. Essa é a essência do Reino de Deus.
O que a Aliança Evangélica está fazendo com o termo “Reino de Deus” é pirataria ideológica, por amor ao socialismo.
Invariavelmente, os documentos da ONU resultam em promoção de causas anticristãs, inclusive liberdade e direitos espúrios de aborto, homossexualismo, sexo entre adolescentes, destruição do casamento, etc. Cristão que não consegue ver isso não tem discernimento do Espírito ou se vendeu para a ideologia socialista.
Dificilmente os membros da Aliança Evangélica que elaboraram a cartilha “Reino de Deus e a Agenda 2030” viram isso, pois estão envolvidos no socialismo. Entre os elaboradores estão o Rev. Jorge Henrique Barro e o teólogo Wilson Costa dos Santos.
O Rev. Jorge Henrique Barro, da Igreja Presbiteriana do Brasil, é ex-presidente da Fraternidade Teológica Latino Americana, uma das instituições teológicas mais esquerdistas da América Latina. Em 2014 ele realizou no Brasil o Congresso Internacional da Teologia da Missão Integral. Ele é diretor da Faculdade Teológica Sul Americana, uma das faculdades teológicas mais esquerdistas do Brasil.
Wilson Costa dos Santos é presbiteriano formado na Faculdade Teológica Sul Americana.
Da ONU, que foi fundada pelo Presidente dos EUA Franklin D. Roosevelt, um esquerdista anti-Israel, só de pode esperar esquerdismo. Da Aliança Evangélica se pode esperar o quê?
Em 2009, líderes evangélicos esquerdistas se reuniram na Igreja Batista da Água Branca, dirigida pelo pastor ultra-esquerdista Ed René Kivitz, para fundar a Aliança Cristã Evangélica Brasileira, conhecida como Aliança Evangélica. A Ultimato, a revista presbiteriana esquerdista mais proeminente do Brasil, fez a cobertura do evento, que incluiu: Ariovaldo Ramos, Bispo Robinson Cavalcanti, Valdir Steuernagel e outros líderes da TMI.
Enganaram o mundo evangélico ao dizer que estavam fazendo uma união dos evangélicos quando na verdade estavam fazendo a união dos evangélicos esquerdistas. E agora nessa união esquerdista usam o nome dos evangélicos e do Reino de Deus para apoiar o que o Reino de Deus nunca apoiou e o que a maioria dos evangélicos nunca apoiou: a agenda esquerdista da ONU que por trás de termos como erradicação da pobreza traz a ideologia da transformação social promovida por grupos esquerdistas pró-aborto e pró-homossexualismo.
A única coisa que a Aliança Evangélica sabe fazer é união ou parceria de evangélicos esquerdistas com esquerdistas não-evangélicos. Em 2013, Ariovaldo Ramos, como representante da Aliança Evangélica, realizou reunião na Igreja Presbiteriana (IPB) de Brasília com o Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, para uma parceria entre Aliança Evangélica e governo Dilma.
Se os presbiterianos e outros esquerdistas da Aliança Evangélica quiserem legitimamente promover o Reino de Deus, busquem o batismo no Espírito Santo para poderem proclamar o Evangelho curando enfermos e expulsando demônios. Eles precisam fazer isso até mesmo na ONU onde há multidões de pessoas oprimidas e usadas por demônios. Mas não deveriam usar os evangélicos e o Reino de Deus para apoiar agendas de demônios.
Quando socialistas apoiam socialistas, desconfie. Quando os socialistas da Aliança Evangélica mascarados de cristãos interessados no Reino de Deus apoiam os socialistas da ONU e suas causas socialistas mascaradas de causas para ajudar os pobres, desconfie.
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19 de agosto de 2019

Quem se lembra do Movimento Evangélico Progressista? Quem se lembra de seu fundador, Bispo Robinson Cavalcanti?


Quem se lembra do Movimento Evangélico Progressista? Quem se lembra de seu fundador, Bispo Robinson Cavalcanti?

Julio Severo
Muito antes de conhecer o Movimento Evangélico Progressista (MEP), eu já conhecia sua natureza, muito bem exposta por seu fundador, o Bispo Robinson Cavalcanti.
Como colunista da revista Ultimato, Cavalcanti invariavelmente criticava o capitalismo, os EUA e o conservadorismo evangélico americano. Seus elogios? Iam para os socialistas.
Ele era também inimigo ferrenho da Teologia da Prosperidade. Se a Teologia da Missão Integral (TMI) fazia Cavalcanti e a revista Ultimato se lembrarem de Cuba e seu “paraíso” socialista, a Teologia da Prosperidade (TP) os fazia se lembrar dos EUA e seu “inferno” capitalista.
Eu não conseguia ler a Ultimato sem me revoltar com os artigos de Cavalcanti, Caio Fábio e outros socialistas. A Ultimato sempre foi a revista socialista mais famosa do calvinismo brasileiro. Eu a lia, numa época em que não existia internet, porque eu gostava de me informar.
Eu pegava emprestado edições da Ultimato de presbiterianos da congregação local da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB). Todos nessa congregação eram exortados pelo pastor a fazer a assinatura dessa revista. E o pastor era, junto com outros pastores, exortado pelo Presbitério, que queria todos os pastores presbiterianos vacinados contra a Teologia da Prosperidade. Pelo visto, essa vacina tem sido um sucesso na IPB.
Na Ultimato, li que George W. Bush e suas posturas conservadoras eram más e Lula era um homem bom. Eram frequentes os ataques da Ultimato a Bush. Quando Bush se reelegeu, a Ultimato publicou duas matérias de capa condenando-o. Em resposta, escrevi este artigo de 2005, Na Mira do Preconceito.
Embora hoje o Presidente Donald Trump e conservadores condenem Bush, na época Bush era o melhor de conservadorismo que havia. Bush tem sido condenado por causa da Guerra do Iraque, pelo fato de que ele cedeu aos neocons. Mas Trump não tem também cedido? Apoio presidentes conservadores americanos e ao mesmo tempo denuncio a opressão neocon sobre eles. Hoje pode-se julgar os erros de Bush do mesmo jeito que futuramente Trump será julgado pelos seus erros, principalmente promoção da agenda gay. De qualquer forma, tanto Bush quanto Trump são melhores do que Dilma e Lula.
Li na Ultimato que desarmamento era ruim e dei minha resposta pública em 2006, no artigo “Ricardo Gondim manda chumbo grosso.” Gondim era mais um dos vários colunistas socialistas da Ultimato.
Se, como muitos calvinistas, eu tivesse me deixado influenciar pela Ultimato, hoje eu louvaria Cuba e condenaria os EUA; louvaria a TMI e condenaria a TP. Eu ficaria não muito diferente de Cavalcanti.
Embora eu tivesse conhecido Robinson Cavalcanti só por meio da Ultimato e sua propaganda socialista, a cria principal dele, o MEP, eu conheci pessoalmente em minhas andanças pelo Congresso Nacional. Eu visitava gabinetes de deputados e conversava com assessores, buscando informações sobre os rastros do MEP.
Eu não entendia como o MEP conseguia sustentar financeiramente um representante para fazer lobby entre deputados e senadores, enquanto eu, para fazer meu humilde trabalho pró-vida conservador, precisava muitas vezes da generosidade de líderes católicos pró-vida que entendiam muito bem a importância do meu trabalho e investiam em mim.
Cheguei a ver pessoalmente Caio Fábio no Congresso Nacional num evento em 12 de agosto de 2004. Vi-o bem abraçado com Geter Borges, o secretário-geral do MEP. O evento, chamado de simpósio “Igreja e os Desafios Atuais,” foi realizado conjuntamente pelo MEP e a bancada evangélica do PT. Caio foi o principal palestrante e o que ouvi ali foi pura heresia socialista. Você pode conferir meu artigo e gravação de trechos da palestra dele neste artigo: “O herético neo-panteísta e seus fãs apologéticos.”
O evento também teve como palestrante um importante pastor presbiteriano.
O contraste entre mim e Cavalcanti era cósmico. Ele, rico e viajado internacionalmente, um crítico ferrenho dos EUA e seu conservadorismo evangélico. Eu, pobre e sem viagens internacionais, um defensor ferrenho dos EUA e seu conservadorismo.
Ele, um crítico ferrenho da Teologia da Prosperidade e seu capitalismo americano. Como então eu poderia criticar a TP e seu capitalismo americano?
Onde o calvinismo falha vergonhosamente, a TP ajuda. Donald Trump, que foi criado no calvinismo, viveu a vinda inteira envolvido em sexo promíscuo e frequentando a Igreja Presbiteriana. Quem o está tentando ajudar agora é uma televangelista da Teologia da Prosperidade chamada Paula White. Claro que ela não vai conduzir Trump para o socialismo. Como então vou apoiar o calvinismo na vida de Trump e condenar a intervenção da Teologia da Prosperidade na vida dele?
Por incrível que pareça, o maior embate contra mim por causa de Cavalcanti não veio da Ultimato, que era o ninho dele. Foi em 2012 com pseudo-conservadores. Quando Cavalcanti foi assassinado pelo filho drogado (que havia sido deportado dos EUA onde ele era sustentado pelo pai), o pastor calvinista Renato Vargens, um dos palestrantes da VINACC, juntou-se aos socialistas para dizer que a morte de Cavalcanti era uma grande perda.
Em meu caso, republiquei um artigo da imprensa sem desrespeitar o bispo vermelho assassinado, mas lembrando, e ajudando quem não sabia a ver, que muito distante de uma figura benévola, Cavalcanti era um dos evangélicos socialistas mais radicais do Brasil. Tão radical que ele abandonou Lula e o PT, não por ter enfim enxergado os erros do petismo, mas porque para ele Lula e o PT haviam traído o socialismo.
Renato Vargens não gostou que eu tivesse lembrado ao público que Cavalcanti era um socialista radical e escreveu indiretas a mim, apoiado por calvinistas esquerdistas. Reagi no meu artigo “Críticos do mundo gospel atacam tudo, menos a heresia progressista.” Em resposta, vários líderes da VINACC, inclusive Euder Faber e Augustus Nicodemus, optaram por me atacar publicamente e apoiar Vargens em sua insanidade de dizer que a morte de Cavalcanti fora perda. Você pode conferir os nomes e ataques de cada um deles neste artigo: “Robinson Cavalcanti, o pecado veio cobrar a sua conta.”
Foi um dos episódios mais desastrados e vergonhosos da história da VINACC.
Na vida e na morte, Cavalcanti recebia de calvinistas um apoio animador ou silêncio facilitador. Não é surpresa, pois, que seu livro socialista “Cristianismo e Política, Teoria Bíblica e Prática Histórica,” publicado pela Editora Ultimato em 2002, foi dedicado a Calvino e a seu filho Eduardo. Uma dedicação discrepante, pois Calvino nada tinha a ver com socialismo. E por que dedicar o livro a seu filho que vivia nas drogas nos EUA, nação condenada por Cavalcanti por seu conservadorismo evangélico?
Claro que ele dedicou a Calvino como uma homenagem a Nicodemus e outros calvinistas que, com palavras ou omissão, facilitaram seu ativismo socialista.
Falando sobre o tema “Conservadorismo e misticismo” em seu livro “Cristianismo e Politica,” Cavalcanti disse:
“A onda conservadora que marcara o Primeiro Mundo na década anterior tanto no campo político e ideológico quanto no ético e teológico finalmente chegou ao Brasil. O… ideal cristão e a teologia da missão integral da Igreja cederam lugar… à teologia da prosperidade, à batalha espiritual e às maldições hereditárias. A alienação e a fuga mística substituíram o compromisso histórico. O best-seller do período foi o romance Esse Mundo Tenebroso, de Peretti. O neofundamentalismo voltava ao ataque” (p. 242).
Para Cavalcanti, o livro “Esse Mundo Tenebroso,” apresentando um cristão que crê em revelações sobrenaturais lutando contra a indústria do aborto, era um problema. A TMI perdendo para a Teologia da Prosperidade era outro problema. E para ele esses problemas estavam fortalecendo o conservadorismo.
Claro que qualquer calvinista que leu essas palavras simplesmente adorou.
O que acho fascinante é que os calvinistas, que são hipersensíveis quando um pentecostal usa o nome de Calvino, nunca condenaram Cavalcanti por usar o nome de Calvino para defender o socialismo. Calvino, que era capitalista, ficaria horrorizado e condenaria à morte qualquer Cavalcanti que se levantasse na sua época para defender o socialismo.
Existe misticismo no conservadorismo? Existe, mas nada tem a ver com cristãos cheios do Espírito Santo que acreditam em revelações. Mesmo assim, esses cristãos são condenados tanto por calvinistas da TMI quanto por seus cúmplices silenciosos: os calvinistas cessacionistas. O misticismo no conservadorismo existe e encontra-se no “conservadorismo” esotérico promovido pelo astrólogo Olavo de Carvalho, inexistente na época de Cavalcanti. Por coincidência, tornei-me o maior denunciador da TMI de Cavalcanti e do esoterismo ou misticismo “conservador” de Carvalho.
Apesar disso, a VINACC não condenou os grandes facilitadores de Cavalcanti em seu próprio ninho, inclusive Nicodemus e Vargens. Pelo contrário, a VINACC condenou o mensageiro que fez a denúncia, assim como mais recentemente a VINACC optou por me atacar e bajular o astrólogo Olavo, embora tenha sido xingada e desdenhada por ele. Confira tudo neste artigo: “Loucuras de um olavete da VINACC.”
A VINACC, que supostamente nasceu com o papel apologético de denunciar o esoterismo e misticismo, acabou contraditoriamente bajulando aquilo que deveria criticar. A missão da VINACC hoje resume-se à mesma missão de Cavalcanti: atacar o capitalismo americano da Teologia da Prosperidade e exaltar calvinistas cessacionistas que facilitam esses ataques.
Mas esperar o quê deles? Desde sua juventude Nicodemus andava com Cavalcanti no Nordeste. Embora a VINACC buscasse aproximação com o conservadorismo, os stands da Ultimato estavam sempre presentes em seus eventos. Quando estive na VINACC dez anos atrás, cobrei publicamente a razão desses stands socialistas em seus eventos.
Se eu tivesse de Cavalcanti o profundo conhecimento que Nicodemus tem, eu já o teria denunciado há muito mais tempo. Por que Nicodemus nunca fez isso é algo que merece reflexão. Pode ser que ele nunca tenha tido tempo de atacar o socialismo de Cavalcanti porque ele tinha a mesma ocupação de Cavalcanti: atacar o óbvio capitalismo americano da TP.
Seja como for, o episódio do alinhamento de Nicodemus usando a VINACC contra mim para apoiar o louvor fúnebre de Vargens a um socialista radical criou um ódio imenso neles contra mim. Com o tempo o ódio só aumentou, pois no ano seguinte, 2013, denunciei palestra de Jean Wyllys no Mackenzie. Embora Nicodemus tivesse negado envolvimento e tivesse atribuído a palestra exclusivamente ao convite de estudantes do Mackenzie, ficou provado depois que o convite partira mesmo de sua chancelaria. Não muito tempo depois, Nicodemos deixou seu cargo de chanceler, no qual ele estava havia 10 anos.
Ele não demonstrou hombridade teológica, moral e cristã nem no episódio de alinhamento ao Vargens para me atacar nem no convite mal-explicado a Wyllys. Foi uma incoerência patente.
Cavalcanti também tinha sérios problemas com a coerência. Ele atacava o conservadorismo evangélico americano como se apoiar esse conservadorismo fosse um pecado capital. O evangélico brasileiro que apoiasse esse conservadorismo era um grande pecador. Eu, com alegria, estava incluído nessa lista negra de pecadores imperdoáveis.
Enquanto Cavalcanti e seus seguidores no MEP faziam lobby intenso no Congresso Nacional e iludiam líderes evangélico a apoiar Lula e o PT, eu fazia meu trabalho solitário de João Batista a favor do conservarismo evangélico americano e contra o socialismo de Cavalcanti e Ultimato.
Contudo, não era hipocrisia imensa o homem que escrevia regularmente contra os EUA sustentar um filho drogado nos EUA? Essa incoerência é típica de socialistas que condenam o capitalismo, mas preferem viver no maior país capitalista do mundo — os EUA.
É preciso ser rico para poder sustentar um filho vagabundo e drogado nos EUA. O socialista Cavalcanti tinha condições para isso. Só não tinha coerência. Se fosse coerente, ele enviaria o filho para Cuba.
Mas tudo o que promove o pecado acaba caindo. E o socialismo é pecado.
No Congresso Nacional, o MEP tinha um pedestal, que acabou caindo e hoje ninguém se lembra desse nome.
O pedestal de Robinson Cavalcanti, cuja morte foi de fato uma grande perda para a Ultimato e evangélicos socialistas, também acabou caindo. Hoje ele, que até defendia a poligamia e outras aberrações sexuais, já está praticamente esquecido. Nessa altura, é possível que Euder Faber e VINACC tenham abandonado seu conservadorismo sem postura e tenham chegado à conclusão de que foi um erro defender cegamente Renato Vargens em seu louvor fúnebre ao bispo vermelho assassinado e um erro maior atacar um conservador evangélico que passou anos desmascarando o MEP?
Depois de ver a VINACC bajular o astrólogo Olavo e me atacar de novo, tenho minhas dúvidas. Mas a bajulação foi tão grosseira e ridícula que a única coisa que a VINACC ganhou do astrólogo foi ser surrada por seus xingamentos.
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17 de agosto de 2019

Bruxismo faz Marco Feliciano imitar socialistas devoradores de impostos e pegar 157 mil reais do dinheiro de impostos dos trabalhadores para pagar seu tratamento dentário


Bruxismo faz Marco Feliciano imitar socialistas devoradores de impostos e pegar 157 mil reais do dinheiro de impostos dos trabalhadores para pagar seu tratamento dentário

Julio Severo
Marco Feliciano pegou 157 mil reais do dinheiro de impostos dos trabalhadores para pagar seu tratamento dentário, conforme informação do Gospel Prime.
Seus milhares de seguidores no Facebook e Twitter o estão cobrando dia e noite. Eles não estão lhe dando nenhuma trégua. Eles estão certos. Afinal, para quem condena socialistas devoradores de impostos, ele fez igualzinho com seu tratamento dentário a preço de ouro e diamante.
Se pega mal para um político pegar tanto dinheiro do povo, mais mal fica para um pastor assembleiano, especialmente numa época em que pastores pentecostais são acusados de ser ladrões, oportunistas e exploradores. Ele quer fazer jus às acusações?
Manifestação dos seguidores de Feliciano no Twitter quanto ao exorbitante tratamento dentário dele
Feliciano tem uma justificativa para devorar tamanha fortuna de impostos: ele alega que sofre de bruxismo nos dentes, conforme informação do Gospel Prime.
Ora, não há a menor dúvida de que ele está sofrendo de bruxismo — mas não é só nos dentes.
Bruxismo, num sentido espiritual, é o que Feliciano fez em 2017 recomendando Paulo Coelho e Olavo de Carvalho. Só uma pessoa embruxada faz isso.
Se bruxismo faz sua vítima se comportar embruxadamente, então Feliciano sofre realmente de bruxismo.
Mas não é só ele que sofre de bruxismo. Em março de 2019 a imprensa destacou o óbvio: líderes evangélicos desabafaram que estão tendo pouco espaço no governo, apesar de que a população evangélica garantiu a vitória de Jair Bolsonaro. O que Bolsonaro fez para acalmar a insatisfação dos líderes evangélicos foi colocar Feliciano como uma espécie de articulador do governo para atrair evangélicos.
Com isso, ele matou dois coelhos numa só cajadada: Ele colocou um evangélico junto dele, de modo que os evangélicos não vão mais poder reclamar dizendo que ele não está nomeando evangélicos. Mas ele colocou um evangélico olavista, garantindo assim que Feliciano vai agir tão embruxadamente quanto ele no que se refere a fazer as vontades paranoicas de um astrólogo.
Manifestação dos seguidores de Feliciano no Twitter quanto ao exorbitante tratamento dentário dele
Feliciano não tem desapontado Bolsonaro. Em abril de 2019, o pastor assembleiano fez uma romaria à casa do astrólogo Olavo, não para lhe pregar o Evangelho e muito menos para expulsar demônios. Foi para engrandecê-lo e para incentivar os evangélicos a se unir ao astrólogo.
Se bruxismo faz sua vítima se comportar embruxadamente, então Feliciano sofre realmente de bruxismo.
É um bruxismo que também faz sua vítima agir contraditoriamente. Feliciano tem se destacado nos últimos anos por pregar contra o socialismo, e ele atribui tal consciência antimarxista ao astrólogo Olavo, apesar de que o universo evangélico oferece amplas oportunidades para uma consciência antimarxista.
Manifestação dos seguidores de Feliciano no Twitter quanto ao exorbitante tratamento dentário dele
Uma das características dos socialistas brasileiros é a contradição. Eles dizem defender o povo, mas sempre metem a mão em dinheiro de impostos. Não foi exatamente isso que Feliciano fez para tratar de seu bruxismo dentário?
Se socialistas adoram devorar impostos para suas despesas pessoais, Feliciano não os imitou quando devorou 157 mil reais de dinheiro que não era dele?
Manifestação dos seguidores de Feliciano no Twitter quanto ao exorbitante tratamento dentário dele
O bruxismo olavista tem feito também com que Feliciano aja contrariamente ao Evangelho. Logo depois de sua romaria ao astrólogo, ele mostrou disposição pública de apresentar um projeto de lei contra a “homofobia” — de novo, imitando os socialistas devoradores de impostos. Aliás, o projeto anti-“homofobia” dele foi copiado de um projeto da ex-deputada federal Moema Gramacho, do Partido Comunista do Brasil!
Mostrando muito mais disposição de imitar socialistas, em julho de 2019 Feliciano defendeu que o STF precisa de um ministro homossexual, como se os atuais ministros do STF já não agissem homossexualmente o suficiente.
É um bruxismo olavista que faz com que um pastor assembleiano, que deveria ser cheio do Espírito Santo, seja cheio de ideias e vontades socialistas. Afinal, elaborar um projeto anti-“homofobia” é coisa típica de socialista. Desejar um ministro gay no STF para tornar o STF mais gay do que já é é coisa típica de socialista. E meter a mão em dinheiro de impostos para pagar despesas dentárias exorbitantes é coisa típica de socialista.
Graças à influência do astrólogo Olavo, Feliciano agora sofre de bruxismo na boca (não o deixando parar de exaltar o astrólogo), no cérebro (não o deixando pensar fora da bolha da seita olavista) e no comportamento (fazendo-o agir tão contraditoriamente quanto um socialista e o próprio astrólogo). Sem mencionar bruxismo em seu Twitter: Ele não consegue deixar de retuitar os bruxismos do astrólogo.
Manifestação dos seguidores de Feliciano no Twitter quanto ao exorbitante tratamento dentário dele
Não sou dentista para tratar bruxismo dentário, mas sei tratar do bruxismo que faz um pastor assembleiano idolatrar um astrólogo e prestar falso testemunho em favor dele.
Publicamente, me coloco à disposição para tratar do bruxismo espiritual de Feliciano. Por tal tratamento, não cobro 157 mil reais. Não cobro nem mesmo 50 centavos. De graça recebi, de graça dou.
Se ele estiver disposto a viajar até onde estou, do mesmo jeito que ele teve muito dinheiro e disposição para fazer sua longa viagem para visitar um astrólogo que defende vergonhosamente a Inquisição e diz que as igrejas evangélicas são piores do que a esquerda inteira, ofereço meu tratamento, guiado pelo Espírito Santo, contra o bruxismo olavista que o está impedindo de falar e viver como um verdadeiro pastor do Evangelho.
Não há absolutamente nada que o Evangelho não cure, desde marxismo até bruxismo olavista.
Alguém poderia questionar: “Mas como Feliciano vai viajar até você se você humilhou publicamente o bruxismo olavista dele?” Depois do astrólogo ter chamado Feliciano de burro e outros adjetivos semelhantes, ele não foi, como um verdadeiro burro, fazer romaria ao xingador de evangélicos? Se ele pode se rebaixar e se humilhar (e rebaixar e humilhar o testemunho evangélico) assim por um astrólogo, ele pode muito bem visitar um irmão em Cristo que quer ajudá-lo a se libertar do bruxismo olavista.
Leitura recomendada sobre Marco Feliciano:

16 de agosto de 2019

Militares do Brasil podem ter cometido erro ao marchar com Bolsonaro


Militares do Brasil podem ter cometido erro ao marchar com Bolsonaro

Presidente ultradireitista desconfia do exército e fica do lado de indivíduos paranoicos

Tom Hennigan
Comentário de Julio Severo: Disponibilizo a tradução deste artigo irlandês porque achei interessante que o autor, que não conheço, trata de como os militares no governo têm sido extremamente desrespeitados e xingados por Olavo de Carvalho e em vez de agir contra o xingador, o Presidente Jair Bolsonaro tem punido os militares com demissões e silenciado diante dos xingamentos. E num sinal de insulto maior, premiou o xingador com a condecoração mais elevada do governo do Brasil. Por muitíssimo menos Alexandre Frota foi expulso do partido de Bolsonaro. Não entendo realmente o comportamento de Bolsonaro, que tolera o xingador com extremo respeito, um xingador que ofende os judeus e evangélicos ao defender a Inquisição, ofende os evangélicos ao dizer que suas igrejas fizeram mais mal ao Brasil do que o marxismo e trata os militares com a mesma boca suja de um comunista. Até quando Bolsonaro, como se estivesse hipnotizado, vai afagar o xingador? Embora eu não concorde com a totalidade deste artigo, mesmo assim, há pontos importantes nele, especialmente na relação de Bolsonaro com os militares:
Para homens absortos em grandes estratégias, os generais que concordaram em servir no governo do presidente ultradireitista do Brasil, Jair Bolsonaro, parecem cada vez mais ter cometido um erro estratégico.
As primeiras expectativas de que esse grupo de oficiais seniores aposentados exercesse alguma influência e até mesmo uma medida de controle sobre o ex-capitão do exército instável e patentemente despreparado estão sumindo rapidamente.
Em vez de exercer um papel de moderadores e orientadores, os generais têm, em vez disso, sido regularmente humilhados pelo presidente e seus filhos, que são instigados pelo ex-astrólogo Olavo de Carvalho, que atua como guru ideológico deles.
As vítimas incluem três militares de alta patente no centro do governo — o vice-presidente Hamilton Mourão, o ex-chefe do exército Eduardo Villas Bôas e o ex-chefe da missão de paz da ONU no Haiti, Augusto Heleno. Todos sofreram insultos e ataques na internet, desde acusações de estupidez a insinuações de traição feitas por Carvalho e pelos filhos de Bolsonaro, as quais o presidente tem feito questão de não repudiar.
Quando o ex-general de três estrelas Carlos Alberto dos Santos Cruz, um herói da missão de paz da ONU na República Democrática do Congo, foi sumariamente demitido de seu cargo ministerial pouco depois de ser chamado de “bosta engomada” por Carvalho, ele não se conteve. Em uma entrevista, ele descreveu a maneira de agir dos Bolsonaros como tendo resultado em “um show de merda.”

Facção direitista fanática

Para um homem que professa adorar as forças armadas, Bolsonaro parece claramente desconfiar de alguns militares em seu governo, preferindo aliar-se à sua facção paranoica que é obcecada por notícias falsas inspiradas em Carvalho e liderada por seus filhos.
Ao fazer isso, ele confirmou uma observação feita pelo General Villas Bôas no ano passado, quando disse que Bolsonaro não representava o retorno dos militares ao poder: “A imagem dele como militar vem de fora [dos militares]. Ele é muito mais político.”
Apesar dos insultos, há motivos para a ala militar do governo, composta de oficiais aposentados e na ativa, mas que não é de forma alguma um bloco monolítico, permanecer parada em sua posição. Esses oficiais estão por trás da recusa do Brasil em concordar com uma discutível aventura militar dos EUA na Venezuela e, em geral, são um contrapeso à atitude estranhamente servil do clã Bolsonaro em relação ao governo Trump.
Mas isso implica riscos. Os militares trabalharam duro desde que sua ditadura terminou em 1985 para convencer a sociedade de que ela era feita com a política e se concentrava apenas em seu papel constitucionalmente designado. O alto comando atual sempre foi mais reticente em abraçar Bolsonaro do que alguns de seus antigos membros. Esse esforço de três décadas pode agora ser prejudicado pela presença de tantas figuras militares em um governo tão direitista.

Caótico e propenso a crises

Pior, as forças armadas, que se orgulham de seu profissionalismo, estão sendo associadas nas mentes de muitos brasileiros com uma presidência caótica e propensa a crises. Foi o próprio Villas Bôas quem alertou no ano passado, enquanto os generais se alinhavam para participar, que os militares poderiam acabar pagando a conta de uma presidência fracassada de Bolsonaro.
Se isso acontecer, a culpa será só dos militares. Afinal, eles sabiam muito antes do resto da sociedade brasileira como era Bolsonaro. Já em 1993, Ernesto Geisel, o quarto dos cinco presidentes militares da ditadura de 24 anos, rejeitou o então deputado federal como, entre outras coisas, “um mau soldado.”
Ele estava se referindo ao histórico de indisciplina e insubordinação de Bolsonaro, que culminou em acusações de um complô para bombardear, entre outros alvos, as principais redes de água do Rio, como parte de uma campanha para exigir melhores salários e condições.
Bolsonaro sempre negou as acusações e o suprema tribunal militar do Brasil o absolveu em um julgamento em 1988, com a maioria dos juízes decidindo que as dúvidas sobre as provas eram suficientes para anular a condenação de um tribunal inferior. Mas em um novo livro, o jornalista Luiz Maklouf Carvalho mostrou detalhadamente como o tribunal evocou as dúvidas sobre as provas para absolver Bolsonaro a fim de proteger a reputação das forças armadas.
Essa absolvição salvou-o da prisão e pouco depois ele lançou sua carreira política que agora, 30 anos depois, está causando todos os tipos de novas dores de cabeça para os oficiais de alta patente do Brasil.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do jornal irlandês Irish Times: Brazil’s military may have put foot wrong in marching with Bolsonaro
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