13 de dezembro de 2018

Rússia isolada e o Policial do Mundo


Rússia isolada e o Policial do Mundo

Julio Severo
Em sua campanha presidencial de 2016, o então candidato Donald Trump indicou várias vezes sua intenção de parceria com a Rússia, especialmente contra o terrorismo islâmico. Tal intenção encorajou os russos e enfureceu os ativistas anti-russos.
Por causa da enorme pressão dos neocons, a quem Trump se opunha, a parceria sonhada e esperada nunca aconteceu.
Em 2016, Trump foi um bom visionário. A Rússia havia sido isolada pelo presidente dos EUA, Barack Hussein Obama, supostamente por anexar a Crimeia, da Ucrânia, que foi russa por 800 anos. No entanto, mesmo antes da anexação, Obama, seu governo e a grande mídia dos EUA zombavam da Rússia por sua lei que proíbe a propaganda homossexual para crianças e adolescentes.
O Dr. Scott Lively explicou que as pesadas sanções impostas por Obama à Rússia foram causadas por um Obama pró-sodomia contra uma Rússia antissodomia, e a anexação da Crimeia foi apenas uma desculpa. Obama até convocou a União Européia socialista para impor pesadas sanções. Tais sanções isolaram a Rússia e aleijaram sua economia.
Era altamente esperado que Trump, cumprindo seus próprios desejos em 2016, iria quebrar a repressão socialista de Obama e da UE contra a Rússia. Mas ele tem sido incapaz de prevalecer sobre os neoconservadores. Na verdade, Trump tem feito exatamente o que a vigarista Hillary Clinton prometeu fazer: apoiar o regime ucraniano que, por golpe de Estado, foi imposto por Obama, George Soros, Hillary e John McCain.
Embora, geograficamente, seja a maior nação do mundo, a Rússia tem um exército fraco, em comparação com os EUA e a Europa, e não tem para onde correr. Os EUA têm cerca de 800 bases militares em 148 países — e o mundo tem apenas 196 países.
Portanto, mais da metade das nações do mundo estão sob o controle dos EUA. Esse é um enorme poder supranacional, que George Washington e outros Fundadores da América nunca buscaram ou sonharam, embora os maçons americanos sempre tivessem buscado e sonhado com a América como um império estabelecendo a Nova Ordem Mundial. Seus sonhos foram cumpridos.
Isolada, a Rússia está “fazendo contato com outros países como parte do esforço do governo russo de mostrar que não está isolado,” disse o ex-embaixador dos EUA na Ucrânia, Steven Pifer.
Devido aos esforços russos para reagir à interferência de Obama, Soros e os neocons na Ucrânia em 2014, os EUA e a UE isolaram a Rússia por meio de sanções.
Pifer acredita que a Rússia está desenvolvendo potenciais parcerias econômicas e militares com outras nações isoladas como resposta ao seu atual isolamento internacional.
Uma dessas possíveis parcerias econômicas e militares é com a Venezuela, cujo petróleo tem sido cobiçado por americanos, russos e outros. Aliás, os EUA têm sido um dos principais compradores do petróleo venezuelano.
Embora eu possa, como evangélico conservador, apoiar a lei russa contra a doutrinação homossexual de crianças e adolescentes, não posso de forma alguma apoiar o envolvimento russo na Venezuela, porque o povo venezuelano está sofrendo muito com o socialismo, que foi escolhido por uma nação 96 por cento católica e onde a Igreja Católica é tradicionalmente apoiadora da Teologia da Libertação.
Os russos poderiam usar como desculpa para tal envolvimento o fato de estarem isolados, mas não há desculpa para isso, de uma perspectiva cristã.
Entretanto, se a Rússia, que está isolada, não tem desculpa, o mesmo acontece com os EUA, que não estão isolados, mas mantêm a Arábia Saudita em uma parceria privilegiada enquanto os sauditas bombardeiam escolas e hospitais no Iêmen, já tendo matado mais de 80.000 crianças.
Há uma tragédia humanitária na Venezuela, por causa do socialismo. E há uma tragédia humanitária maior no Iêmen, por causa dos sauditas e das armas dos EUA. Aliás, a guerra saudita no Iêmen é considerada a maior tragédia humanitária do mundo.
Ainda que alguns ativistas de direita conjecturem que uma parceria entre a Venezuela e a Rússia é uma conspiração comunista, quando até mesmo Trump nunca chamou a Rússia moderna de “comunista,” isso não é sobre capitalismo e comunismo. Não é sobre ideologia. É apenas sobre ganância por petróleo, exatamente como a parceria entre os EUA e a Arábia Saudita é apenas sobre ganância por petróleo. O petróleo é a alma da insanidade política em nossa época. Está também por trás de muitas guerras sangrentas.
Em 2016, Trump acusou a vigarista Hillary e Obama, auxiliados pelos sauditas, de criar o ISIS, que estuprou e matou milhares de cristãos. Aliás, o ISIS foi a principal máquina de genocídio contra os cristãos nos últimos anos. Trump tem sido incapaz de castigar a Arábia Saudita, Obama e Hillary por essa criação criminosa.
O papel dos EUA como Policial do Mundo tem sido desastroso para os cristãos no mundo. No rastro de invasões e interferências militares dos EUA, há derramamento de sangue cristão, e o Iraque, a Síria, a Líbia e o Afeganistão são tristes exemplos.
Obama e outros presidentes de esquerda dos EUA usaram o governo dos EUA e seu poder como um mau Policial do Mundo. Outros Obamas e esquerdistas piores chegarão à presidência dos EUA. Assim, o mau Policial do Mundo estará sempre visitando o mundo, isolando nações e criando máquinas de matar como o ISIS.
Um relacionamento com a Arábia Saudita é muito pior do que um relacionamento com a Venezuela. Mesmo assim, os EUA e a Rússia estão errados em suas relações, com isolamento ou não.
Se a Rússia não estivesse isolada, teria relacionamentos melhores? Então, por que os EUA, que não estão isolados, não têm relacionamentos melhores?
A Rússia deveria deixar toda a interferência na Venezuela por petróleo, e os EUA deveriam deixar toda interferência na Crimeia e na Ucrânia, que é o berço da civilização e do Cristianismo russo.
Não é saudável manter a Rússia isolada apenas porque Obama, Soros e os neocons decidiram dessa forma anos atrás. Trump deveria quebrar essa repressão injusta, exatamente como ele queria fazer em 2016.
Não é também saudável ser Policial do Mundo. Os EUA têm um sistema governamental praticamente rotativo. O socialista Obama governou os EUA e o mundo por 8 anos, impondo, por lei, diplomacia e propaganda, a homossexualidade. O Departamento de Estado de Trump está mantendo essa má obra de Obama, assim como Trump está mantendo e aumentando sobre a Rússia as mesmas sanções que Obama impôs. Isso não é saudável e vai contra o que George Washington queria para os EUA.
É muito difícil apoiar as medidas conservadoras de Trump enquanto ele apoia a ditadura islâmica da Arábia Saudita. É também muito difícil apoiar as medidas conservadoras de Putin enquanto ele apoia a Venezuela de Maduro. É uma decisão em que você deve rejeitar tudo ou apoiá-los parcialmente. Eu escolho a última opção. Escolho apoiar apenas as medidas conservadoras deles, não suas insanidades políticas.
Nicolas Maduro, o ditador comunista na Venezuela, deveria ser derrubado. A Arábia Saudita, principal patrocinadora do terrorismo islâmico no mundo, deveria ter uma mudança completa de regime, mas como isso pode ser feito se a Arábia Saudita é protegida por bases militares americanas? Como isso pode ser feito se a Arábia Saudita é o principal comprador de armas dos EUA?
Ao apoiar a Arábia Saudita, Trump e seu governo são cúmplices dos crimes sauditas. Ao apoiar Nicolas Maduro, Putin e seu governo são cúmplices de seus crimes.
Não apoio isolamento para os EUA e a Rússia, apesar de apoiar isolamento para a Arábia Saudita e a Coreia do Norte. O isolamento de Obama contra a Rússia está provocando hoje muitas consequências.
Minha perspectiva é espiritual e evangélica. Anos atrás conheci o profeta americano Chuck Pierce no Brasil. Ele disse que se o Brasil se aproximasse mais de Israel, Deus iria dar a unção ao Brasil. Então ele teve uma visão sobre o que aconteceria se o Brasil começasse a se desenvolver e desse os primeiros passos para se tornar uma potência mundial: Ele viu o governo dos EUA cercando e sufocando o Brasil economica e militarmente. Ele viu os EUA cheios de inveja. Ele viu os EUA totalmente determinados a impedir a ascensão econômica do Brasil.
O que o Brasil faria se fosse isolado pelos EUA, que hoje tem cerca de 800 bases militares em 148 países? Sob as sanções dos EUA, o Brasil buscaria uma parceria com o Zimbábue e o Burundi?
Enquanto os EUA não isolados usam a Ucrânia para provocar a Rússia e a Rússia isolada usa a Venezuela para provocar os EUA, pessoas inocentes estão sofrendo.
A China é hoje a maior nação comunista do mundo e os EUA não têm trabalhado para isolar a China. Alguns presidentes de direita dos EUA, como George H.W. Bush, até ignoram os enormes crimes comunistas chineses. Desde Nixon (direitista), os EUA vêm dando à China comunista um status econômico privilegiado. Por que isolar a Rússia que deixou o comunismo há quase 30 anos? Por que esse antagonismo feroz?
Os EUA, como um império maçônico, estão em guerra contra a América que foi fundada por uma população 98% evangélica. Estão em guerra também, desde Obama, contra a Rússia e seu conservadorismo, isolando-a e aleijando sua economia.
Como Trump pode usar os EUA como um bom Policial do Mundo se ele está sob a opressão dos neocons? Como Trump pode ter sua parceria sonhada com a Rússia se ele está sob a opressão de neocons, que são anti-russos? Como a Rússia pode se mover como uma nação sob uma opressão neoconservadora imposta originalmente por Obama, a vigarista Hillary e os neocons?
Só Deus pode ajudar uma nação isolada. E somente Deus pode lidar com os EUA por isolar nações para atender aos interesses de Obama, Soros e os neocons.
Que Deus livre Trump da opressão dos neocons e o use para afastar os EUA da ambição maçônica de tornar da América o Policial do Mundo, um império e motor da Nova Ordem Mundial. Que Deus use Trump para tornar a América grande novamente como uma nação cristã e abençoada que lê a Bíblia, exatamente como era a América em sua fundação.
Com informações da revista NewsWeek.
Versão em inglês deste artigo: Isolated Russia and the World’s Policeman
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12 de dezembro de 2018

George H.W. Bush enviou delegação secreta à China após massacre de Tiananmen em 1989


George H.W. Bush enviou delegação secreta à China após massacre de Tiananmen em 1989

Sunny Chao
O ex-presidente dos Estados Unidos George H. Bush (pai) desempenhou um papel de apoio ao regime comunista chinês após o massacre da Praça Tiananmen em junho de 1989. O massacre provocou protestos internacionais e os Estados Unidos aprovaram sanções econômicas contra a China. No entanto, Bush enviou uma delegação secreta ao país com o objetivo de normalizar as relações entre Washington e Pequim.
Praça Tiananmen
Bush, de 94 anos, morreu em 30 de novembro passado, após vários anos enfrentando problemas de saúde. A rádio Voz da América informou que a mídia chinesa expressou sua afeição pelo 41º presidente dos Estados Unidos e o chamou de “um velho amigo do povo chinês”.
A sangrenta repressão contra os estudantes chineses que se manifestaram em 4 de junho de 1989 em favor da democracia continua sendo um dos tabus políticos mais censurados na China de hoje. O número de vítimas nunca foi totalmente revelado, embora as estimativas de grupos de direitos humanos e testemunhas oculares variem de centenas a vários milhares. Dezenas de milhares foram detidos e presos.
Após o terrível massacre, comunidades internacionais aplicaram sanções contra a China. Em 28 de junho de 1989, Washington aprovou duras sanções econômicas contra o país asiático e suspendeu as negociações e os fundos para comércio, além de proibir o envio de equipamentos de uso da polícia, informou em junho de 2011 o Politico, um jornal norte-americano sobre política.
No entanto, menos de um mês depois da sangrenta repressão aos manifestantes estudantis, Bush enviou uma missão secreta à China. O então conselheiro de Segurança Nacional Brent Scowcroft e o vice-secretário de Estado Lawrence S. Eagleburger enviaram-nos a Pequim durante o fim de semana de 4 de julho de 1989, conforme informou o The Washington Post em dezembro de 1989.
Bush justificou sua missão secreta dizendo que a China “é mais de um bilhão de pessoas”. “Eles têm uma posição estratégica no mundo que é importante para nós… Eu não quero isolar o povo chinês”, relatou o The New York Times em dezembro de 1989. As “pessoas” mencionadas pelo ex-presidente Bush referem-se ao Estado ou aos líderes comunistas de Pequim, segundo o informativo do jornal.
A matéria jornalística salientou que a missão de Bush na China tinha mais a ver com interesses estratégicos: devido ao fato de ele ter traído os valores norte-americanos e ocidentais, além de trair os estudantes manifestantes que sacrificaram suas vidas por liberdade e democracia.
A mídia de Hong Kong como o Apple Daily informou que Bush não entendia a natureza tirânica do Partido Comunista Chinês na política contemporânea e que, portanto, atribuía grande importância às relações pessoais com autoridades do Partido, especialmente seu ex-líder, Deng Xiaoping. Bush visitou a China quase todos os anos depois de deixar o cargo em 1993 e quatro vezes em 1996, segundo o informe.
Sheng Xue, ativista canadense pela democracia, comentou em um seminário em Nova Iorque em 2009: “Os Estados Unidos ajudaram o PCC a superar o dilema após o massacre de Tiananmen”, informou a Radio France Internationale (RFI) em chinês em maio de 2011.
Sheng disse que a atitude da administração Bush de alguma forma apoiou a política de duplo foco do ex-líder do PCC, Deng Xiaoping — reformas econômicas e repressão política — após o massacre de 4 de junho.
O relatório da RFI menciona a “Diplomacia do décimo” — escrita por Qian Qichen, ex-ministro das Relações Exteriores do PCC — e que Deng disse ao conselheiro Scowcroft durante sua visita à China que o PCC estava lutando há 25 anos e que não tinha medo de ninguém. Deng disse a ele que, uma vez que Washington era responsável por sanções econômicas contra a China, também poderia eliminar as sanções dependendo de suas “palavras e ações”.
Quando Scowcroft retornou aos Estados Unidos, Bush escreveu uma carta agradecendo a Deng por receber sua delegação e descrevendo a ele como os Estados Unidos e o Japão eliminaram as palavras que condenavam a China do comunicado distribuído na cúpula do G7. Mas Deng não estava satisfeito. Em agosto, ele respondeu a Bush dizendo que os Estados Unidos eram responsáveis pelo levantamento das sanções.
Ao enviar uma missão secreta à China, Bush só queria manter ligações estratégicas entre Washington e Pequim, e é por isso que ele fechava os olhos para as violações dos direitos humanos. A missão também ignorou a tirania do regime chinês e a opressão sobre seu próprio povo, além de trair a liberdade e a democracia, valores pelos quais os manifestantes estudantis defenderam e ofereceram suas vidas na Praça Tiananmen em junho de 1989.
Fonte: Epoch Times
Divulgação: www.juliosevero.com
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11 de dezembro de 2018

Traição ou má escolha? Kavanaugh, juiz escolhido por Trump, se opõe a juízes conservadores para proteger a indústria do aborto


Traição ou má escolha? Kavanaugh, juiz escolhido por Trump, se opõe a juízes conservadores para proteger a indústria do aborto

Julio Severo
Os estados republicanos dos EUA tentaram remover o financiamento da Federação de Planejamento Familiar, a maior indústria de aborto nos Estados Unidos, levando seu caso ao Supremo Tribunal dos EUA. Embora os juízes conservadores, especialmente Clarence Thomas, tenham lutado contra o financiamento do aborto com dinheiro de impostos dos contribuintes americanos, os juízes de esquerda prevaleceram. Entre os esquerdistas estava Brett Kavanaugh, selecionado pelo presidente Donald Trump recentemente.
Kavanaugh se recusou a ficar do lado de outros juízes conservadores.
Joseph Farah, do WND (WorldNetDaily), disse que “Esta é uma tragédia cósmica,” que aconteceu em 10 de dezembro de 2018.
Isso é uma tragédia porque Trump não escolheu Kavanaugh para proteger a indústria do aborto. Ele o escolheu para proteger a vida inocente contra o aborto.
A decisão de Kavanaugh de ficar do lado dos esquerdistas foi uma grande derrota para os conservadores que estão lutando para proteger a vida dos bebês em gestação.
Quando Trump estava fazendo suas escolhas para o cargo de novo juiz do Supremo Tribunal, os evangélicos conservadores dos EUA tinham sugestões de verdadeiros conservadores. Mas Trump evitou todas elas e escolheu Kavanaugh.
Muitos pensaram que Kavanaugh foi a escolha certa, porque a grande mídia esquerdista o atacou de forma furiosa e implacável.
Mas eles não consideraram que a mídia está em modo de ataque. Tudo o que Trump escolher, a mídia irá atacar. Se Trump disser “negro,” a mídia dirá “branco,” apenas para contrariá-lo.
Então, pelo fato de que a grande mídia esquerdista fez tanto rebuliço contra Kavanaugh, o universo conservador de repente esqueceu que ele não tinha um histórico tão conservador e o tratou como um super-herói conservador — que mudou para super-herói esquerdista em uma importante decisão que deveria ter protegido os bebês, mas que Kavanaugh e outros esquerdistas usaram para proteger a indústria do aborto.
Agora, aqueles que haviam aclamado Kavanaugh como um herói conservador irão chamá-lo de “traidor.” Talvez ele esteja apenas sendo fiel ao seu próprio histórico.
Os conservadores precisam entender que esse problema poderia ter sido evitado se Trump tivesse seguido as sugestões dos conservadores. Mas ele as evitou. E enquanto os conservadores estavam ocupados e distraídos por causa do rebuliço esquerdista contra Kavanaugh, Trump silenciosamente escolheu outro juiz para um tribunal federal: um ativista homossexual.
Então o problema não está em Kavanaugh. Está em Trump.
O que pode ser feito?
Os evangélicos americanos não podem esquecer o seu presidente. Eles precisam pressionar Trump dia após dia. Ele está sob enorme pressão dos esquerdistas. Os conservadores não têm escolha: precisam exercer uma enorme pressão sobre ele.
Na última eleição, Trump perdeu a Câmara dos Deputados, mas os conservadores ficaram aliviados pelo fato de ele ter mantido o Senado, que é importante para nomear juízes do Supremo Tribunal para derrotar o aborto legal nos Estados Unidos. Mas de que vale ter o Senado se Kavanaughs forem escolhidos?
Sem a devida pressão conservadora, Trump continuará escolhendo conservadores falsos como Kavanaugh. Não dá para derrotar o aborto desse jeito.
Se os conservadores têm realmente seriedade sobre a monstruosidade do aborto, muito mais pressão é necessária em Trump e nos republicanos.
Se me dessem a incrível oportunidade de fazer uma humilde recomendação a Trump, eu o aconselharia a nomear o juiz Tom Parker para o Supremo Tribunal ou nomear um juiz escolhido por ele.
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10 de dezembro de 2018

Pesquisa: Maioria dos frequentadores de igrejas protestantes se recusa a beber álcool


Pesquisa: Maioria dos frequentadores de igrejas protestantes se recusa a beber álcool

LifeWay Newsroom
A maioria dos frequentadores de igrejas diz que a Bíblia ensina contra a bebedeira. Mas isso não impede cerca de 4 em 10 de tomar uma bebida de vez em quando.
Enquanto 41% dos frequentadores de igrejas protestantes dizem que consomem álcool, 59% dizem que não. Essa é uma leve mudança de 10 anos atrás, de acordo com um recente estudo da LifeWay Research, de Nashville.
Em uma pesquisa por telefone realizada por LifeWay Research em 2007, 39% dos frequentadores de igrejas protestantes disseram que sim, eles bebiam álcool, enquanto 61% disseram que não.
Pesquisas do Gallup nos últimos 75 anos mostraram que dois terços de todos os adultos americanos aproveitam ocasiões para beber bebidas alcoólicas, inclusive 63% em 2018.
“Enquanto o consumo de álcool continua a ser visto como comum nos Estados Unidos, as atitudes dos frequentadores de igrejas sobre o consumo de álcool não mudaram muito na última década,” disse Scott McConnell, diretor executivo da LifeWay Research.
Quase 9 em cada 10 frequentadores de igreja (87 por cento) concordam que as Escrituras dizem que as pessoas nunca devem se embriagar. Isso é de 82% em 2007.
Mas quando se trata de abstinência total, menos de um quarto (23%) dos frequentadores de igrejas protestantes acreditam que as Escrituras indicam que as pessoas nunca devem beber álcool. A maioria (71%) discorda.
A participação de frequentadores de igrejas que dizem que as Escrituras ensinam contra qualquer tipo de consumo de álcool diminuiu seis pontos percentuais na última década. Em 2007, 29 por cento disseram que as Escrituras orientam as pessoas a nunca beber álcool; sessenta e oito por cento discordaram.
Quando os cristãos bebem socialmente, muitos frequentadores de igrejas acreditam que podem fazer com que outros crentes tropecem ou se confundam. Em 2017, 60% concordam e 32% discordam. A parte que diz que beber socialmente pode fazer com que os outros tropecem caiu de 63% em 2007.
Pesquisadores também revelaram que pouco mais da metade dos frequentadores de igrejas dizem que as Escrituras indicam que todas as bebidas, inclusive álcool, podem ser consumidas sem pecado (55%) e que os cristãos exercem liberdade bíblica quando tomam álcool em quantidades razoáveis (54%).
Atitudes e comportamentos relacionados ao uso de álcool variam de acordo com a idade, geografia, filiação denominacional e outros fatores demográficos.
Os frequentadores de igreja do sexo masculino são mais propensos a dizer que bebem álcool em comparação com as mulheres (48 por cento contra 37 por cento).
Luteranos (76%) e metodistas (62%) são mais propensos a dizer que bebem do que os batistas (33%), os não confessionais (43%) e as Assembleias de Deus e os pentecostais (23%).
Os frequentadores de igreja com idades entre 18 e 34 anos estão divididos de maneira igual sobre o consumo de álcool, com 50% dizendo que bebem e 50% dizendo que não. Quarenta e um por cento dos frequentadores de igrejas com idades entre 35 e 49 anos dizem beber, enquanto 59% não bebem; 44 por cento das pessoas de 50 a 64 anos dizem que consomem álcool, enquanto 56 por cento não consomem álcool. Os frequentadores de igreja com idade igual ou superior a 65 anos eram os menos propensos a dizer que bebem álcool, com 32% dizendo sim ao consumo de álcool e 68% dizendo não.
Entre os frequentadores de igreja, pessoas com escolaridade superior são mais propensas a dizer que bebem do que aquelas com menos escolaridade. Os frequentadores de igreja com pós-graduação são mais propensos a dizer que bebem álcool (62 por cento), seguido por aqueles com um grau de bacharel (59 por cento), algum diploma universitário (46 por cento) e pessoas que são graduadas do ensino médio ou menos (26 por cento).
“Perspectivas dos frequentadores de igreja sobre o álcool não estão mudando muito rápido,” disse McConnell. “A maioria acredita que, biblicamente, eles podem beber, mas preferem não fazê-lo.”
Traduzido por Julio Severo do original em inglês da revista Charisma: Research: Most Protestant Churchgoers Refuse to Drink Alcohol
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7 de dezembro de 2018

Nova ministra de Bolsonaro, Damares Alves é conhecida como grande motivadora e articuladora das boas causas no Congresso Nacional


Nova ministra de Bolsonaro, Damares Alves é conhecida como grande motivadora e articuladora das boas causas no Congresso Nacional

Ministra de Mulheres, Família e Direitos Humanos diz que “mulher nasceu para ser mãe” e que ideologia de gênero “é morte”

Julio Severo
Com uma longa trajetória de defesa de causas pró-vida, Damares Alves, que é pastora pentecostal, foi crescendo e conquistando, por méritos próprios, espaços para articular e fortalecer movimentos pró-vida e em defesa de crianças indígenas ameaçadas de morte por costumes tribais que envolvem bruxaria. Ela se tornou assessora de vários deputados, depois assessora especial da Frente Parlamentar Evangélica e em seguida, assessora do Senador Magno Malta.
Bolsonaro e Damares Alves
Todos os que lhe deram cargos foi pelos méritos dela de grande motivadora e articuladora.
Sua trajetória fez tanto sucesso e alcançou tanto reconhecimento que não passou despercebido do Presidente Jair Bolsonaro, que decidiu nomeá-la como ministra de Mulheres, Família e Direitos Humanos.
De cara, ela preocupa as esquerdas por dizer, de acordo com a Folha de S. Paulo, que a mulher “nasceu para ser mãe,” seu “papel mais especial,” e dizer que elas estão em guerra com os homens é uma lorota feminista. 
A maior preocupação da Globo são as posturas de Damares contra o aborto. Uma manchete da Globo diz: “‘Nós queremos Brasil sem aborto,’ diz futura ministra de Mulher, Família e Direitos Humanos.”
“O aborto não desengravida nenhuma mulher. A mulher caminha o resto da vida com o aborto. Se a gravidez é um problema que dura só nove meses, eu digo para vocês que o aborto é um problema que caminha a vida inteira com a mulher,” disse Damares.
É com essas declarações pró-vida que ela ajudará o Ministério dos Direitos Humanos a proteger vidas, em vez de proteger políticas de morte e destruição.

Polêmicas

De acordo com a Globo, ela disse: “Nós queremos Brasil sem aborto. De que forma? Um Brasil que priorize políticas púbicas de planejamento familiar, que o aborto nunca seja considerado, e visto nessa nação, como um método anticonceptivo.”
Uma política de planejamento familiar mais abrangente e forte é parte do histórico e declarações também de Bolsonaro, que se diz católico, mas não se alinha à natureza do movimento pró-vida, que entende corretamente que a maioria dos métodos contraceptivos é microabortiva, embora sejam apresentados falsamente como “não abortivos.”
Os únicos métodos inteiramente não microabortivos são esterilização e planejamento familiar natural, que recomendo para todos os indivíduos que não querem nada com Deus.
Tanto Damares quanto Bolsonaro precisam de esclarecimentos sobre os malefícios da contracepção. Como dizia o Pe. Paul Marx, fundador de Human Life International, a maior organização pró-vida do mundo, a mentalidade contraceptiva leva à mentalidade pró-aborto.
Outra questão polêmica foi uma declaração dela à Globo, dizendo: “Que fique bem claro: se precisar, estarei nas ruas com as travestis. Se precisar, estarei na porta das escolas com as crianças que são discriminadas por sua orientação sexual.” Tal postura lhe valeu o apoio de Toni Reis, presidente da Aliança Nacional LGBTI, que disse que não se opôs à nomeação dela como ministra. Toni tem histórico de denúncias contra mim e contra Silas Malafaia ao Ministério Público Federal.
Na verdade, não existe “orientação sexual,” termo usado pelas esquerdas para sustentar uma sexualidade fictícia, dando ares de normalidade às perversões e anormalidades do ativismo gay. Crianças jamais nascem homossexuais. Só nascem homens ou mulheres. O resto é perturbação e perversão. Embora a declaração de Damares, conforme citada ou mal-interpretada pelo Globo, faça parecer que haja apoio dela a um suposto desejo de crianças buscando ser homossexuais, sua atuação no ministério é que vai definir e mostrar sua real postura.
Fora a polêmica sobre contracepção microabortiva e “orientação sexual,” o currículo de Damares é impecável. Estranha, pois, que olavetes tenham se oposto ao nome dela. O olavete Bernardo Kuster, que abandonou a igreja evangélica para cultuar o olavismo, se apressou em indicar nomes para que Bolsonaro evitasse nomear Damares.
Tentativa inútil e descabida, pois mais de 100 organizações pró-família apoiaram a indicação de Damares.

Damares: Representando evangélicos, que no governo Bolsonaro estão subrepresentados

A rejeição do nome de Damares deixaria, no governo Bolsonaro, os evangélicos abaixo da subrepresentação em que eles já se encontram. Embora os evangélicos sejam reconhecidos (reconhecimento feito inclusive pelo petista Fernando Haddad e também por Benjamin Harnwell, que é sócio de Steve Bannon, adepto do ocultista islâmico René Guénon, o principal inspirador do alegado antimarxismo do astrólogo Olavo de Carvalho) como responsáveis principais pela vitória de Bolsonaro, são os olavetes que acabaram sendo indicados por Bolsonaro para ocupar os cargos ministeriais mais importantes. Resultado: Enquanto os olavetes estão ocupando no governo Bolsonaro muito mais cargos do que merecem, os evangélicos estão subrepresentados, ocupando pouquíssimos cargos.

Histórico de lutas

Contudo, no pouco espaço que têm no governo Bolsonaro, os evangélicos estão bem representados por Damares, cujo currículo extraordinário tem:
* Ela é fundadora da Atini, uma entidade que protege crianças indígenas. Há um costume indígena de matar crianças deficientes ou rejeitadas pelo feiticeiro da tribo. A FUNAI, sob governos esquerdistas, nunca fez nada para proteger essas crianças, preferindo em vez disso proteger o costume assassino. A ATINI acolhe e protege crianças em risco e também suas mães.
* Ela é coordenadora do Movimento Nacional pela Cidadania Brasil Sem Aborto
* Ela é coordenadora do Movimento Nacional Brasil Sem Drogas
* Ela é coordenadora do Instituto Flores de Aço com sede Brasília que milita em defesa dos direitos da mulher.
* Ela é uma das fundadoras do Movimento Brasil Sem Dor, que atua na prevenção da automutilação e autolesão e do suicídio de jovens   crianças e adolescentes
* Ela é coordenadora da Campanha “Brasil Um País que Adota”
* Ela é membro do Programa Mundial Infância a Protegida
* Ela é co-idealizadora do Projeto Tekoê, que tem sede no Gama, DF, e que acolhe mães e crianças indígenas em situação de risco.

Quem é a ministra

Nascida em 1964, Damares Alves é uma mulher tipicamente nordestina. Filha de um pastor pentecostal e uma dona de casa, de nome Guilhermina, a nova ministra cresceu morando em diversas cidades do Nordeste.
Aos 6 anos de idade foi abusada sexualmente. Como seu pai era pastor e frequentemente hospedava em sua casa pastores e missionários, houve a fatalidade de um desses pastores abusar da hospedagem para cometer abusos sexuais contra a filha do anfitrião. Essa lição mostra a importância de os pais vigiarem os filhos em todo o tempo, mesmo quando estão na presença de pessoas supostamente confiáveis.
A consequência dos abusos impossibilitou que ela engravide. Vencendo as dificuldades, ela estudou e se formou como educadora e advogada, vindo a trabalhar como assessora da Frente Parlamentar Evangélica por muitos anos.
No Congresso Nacional ela sempre defendeu a bandeira dos direitos humanos. Ela teve a coragem de quebrar o silêncio e trazer para a sociedade e para o Congresso Nacional o debate sobre o infanticídio indígena e a falta de assistência médica e a dignidade humana das pessoas com deficiência em meio aos povos tradicionais.
Damares é uma evangélica especial que detecta uma boa causa de longe e articular para essa boa causa se expandir. Em 2003, ela pegou meu livro “O Movimento Homossexual” e mostrou numa reunião da Frente Parlamentar Evangélica, me apresentando a todos os deputados evangélicos.
Embora eu já atuasse diretamente no Congresso Nacional desde 1992, participando com a liderança católica pró-vida de audiências e eventos parlamentares, foi Damares quem articulou minha estreia oficial na bancada evangélica. Logo em seguida, fiz a palestra de abertura da primeira conferência oficial da Frente Parlamentar Evangélica e deputados começaram a citar meu livro em seus discursos na tribuna do Congresso Nacional.
Damares é a grande motivadora e articuladora das boas causas no Congresso Nacional, tendo sido, por muitos anos, a mulher que nos bastidores agilizou a Frente Parlamentar Evangélica. Agora, no ministério de Mulheres, Família e Direitos Humanos não será diferente.
Com informações de Globo, Folha de S. Paulo e GospelPrime.
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