18 de maio de 2013

Daniela Mercury: “homofóbicos” merecem cadeia!


Daniela Mercury: “homofóbicos” merecem cadeia!

Mãe da cantora baiana, que já opinou contra o “casamento” gay, também merece cadeia?

Julio Severo
Em entrevista concedida ao UOL nesta sexta-feira (17), data considerada pelos ativistas gays como Dia Internacional de Combate à Homofobia, a cantora baiana Daniela Mercury comentou que os que se opõem à agenda gay não merecem ser livres na sociedade, e defendeu: “Pros homofóbicos, prisão.”
Daniela Mercury: prisão para os “homofóbicos”
Deixe-me ver se entendi direito. Desde 2007, denuncio o homossexual Denílson Lopes por defender a pedofilia (veja a denúncia aqui: http://bit.ly/19KTOOk), mas nunca houve medidas das autoridades contra ele. De acordo com a lésbica Daniela, os que se opõem ao homossexual Denílson são “homofóbicos” e merecem prisão? E o quê o homossexual Denílson merece?
Em 2007, também denunciei o filósofo Paulo Ghiraldelli por dizer: “As pessoas que desejam castrar o estuprador ou o que chamam de pedófilo, não raro, são tão ou mais perigosas que o pedófilo.” Ghiraldelli também afirmou: “Muitos relacionamentos homossexuais se dão de modo melhor quando há grande diferença de idade, e isso não traumatiza ninguém.” Minha denúncia está aqui: http://bit.ly/19KV1oU
As autoridades nunca tomaram nenhuma providência contra Ghiraldelli. De acordo com a lésbica Daniela, os que se opõem a essa agenda homossexual são “homofóbicos” e merecem prisão? E o homossexualista Ghiraldelli merece o quê?
Durante anos, tenho denunciado o infame kit gay, e Paulo Ghiraldelli o tem defendido. De acordo com a lésbica Daniela, Ghiraldelli merece ser aplaudido por defender o kit gay e eu, que me oponho, tenho de ser tachado de “homofóbico” e ir para a prisão?
De fato, Denílson Lopes, Paulo Ghiraldelli e os defensores do infame kit gay estão muito à vontade, como se só tivessem tido a intenção de distribuir pirulitos e doces para todas as crianças do Brasil.
Além disso, desde as denúncias contra Luiz Mott envolvendo defesa da pedofília em 2007, a reação das autoridades tem sido a mesma: descaso e indiferença. Ninguém pediu a prisão de Mott, Lopes, Ghiraldelli e outros homossexualistas.
A reação dos cantores famosos tem sido igual: descaso e indiferença. Ninguém pediu a prisão de Mott, Lopes, Ghiraldelli e outros homossexualistas.
O que vale, com honestidade ou não, é fazer a vontade do movimento gay. Por isso, Daniela Mercury quis avançar em seu show de exibição homossexual, desta vez pedindo a prisão das pessoas que se opõem ao comportamento homossexual e à agenda homossexual. Haja prisão para caber tantos pastores, padres e milhões de outros que não querem se submeter à imposição das repugnâncias homossexuais!
No início de maio, a cantora baiana foi homenageada pela APOGLBT (Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo). A parada gay de São Paulo este ano conta com 1,6 milhão de patrocínio da prefeitura petista, dinheiro que vem diretamente do bolso dos cidadãos que pagam impostos. Daniela terá participação especial no evento realizado pela APOGLBT. Se dependesse dessa associação, eu estaria atrás das grades.
Em 2006, se sentindo ofendida, a Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo recorreu ao Ministério Público Federal contra meu blog, porque meus textos sobre homossexualismo deixam claro que a prática homossexual — seja por base bíblica ou médica — não é normal. O principal motivo de acusação foi este artigo “Marcha para Jesus ou Parada Gay: Quem é realmente vítima de preconceito?”.
Imagino que com todos os “homofóbicos” presos (todos os pastores e padres do Brasil, sem mencionar a mãe dela, que, como eu, é contra o “casamento” gay), gente como Denílson Lopes, Paulo Ghiraldelli e Luiz Mott estará livre para fazer o que quiser, debaixo dos aplausos de gente como Daniela Mercury.
Leitura recomendada:

Aos amigos do “Brasil Sem Aborto” sobre o Estatuto do Nascituro


Aos amigos do “Brasil Sem Aborto” sobre o Estatuto do Nascituro

O Movimento Brasil Sem Aborto causa estranheza. Parece que ele se apoderou do Estatuto do Nascituro e não aceita sugestões de quem quer que seja, mesmo que seja de quem tenha sido o seu idealizador.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Depois de ter alertado os cidadãos sobre o perigo de o PL 478/2007 ("Estatuto do Nascituro") ser aprovado em sua versão atual, recebi do Movimento Brasil Sem Aborto uma resposta.
Segundo meus amigos, é preciso distinguir dois textos: a proposta original do PL 478/2007 e o Substitutivo da Deputada Solange Almeida (PMDB-RJ), votado e aprovado na Comissão de Seguridade Social e Família em 19/05/2010. Reconhecem eles que "Pe. Lodi distingue os 2 textos, mas faz referências a coisas que não estão escritas em nenhum deles, talvez tendo em mente um texto escrito por ele, mas que nunca foi debatido no Congresso".
Tentemos esclarecer as coisas:

1. De onde surgiu o Estatuto do Nascituro.

Sempre pensei em manter-me na penumbra quanto à autoria do Estatuto do Nascituro. Em 2004, quando redigi a versão original do projeto (que pode ser encontrada em http://www.providaanapolis.org.br/index.php/todos-os-artigos/item/299-o-estatuto-do-nascituro), decidi entregá-la nas mãos do deputado Elimar Máximo Damasceno (PRONA/SP). Ele apresentaria o projeto e eu apenas me encarregaria de aplaudir sua iniciativa e assessorá-lo durante a tramitação. Porém, sinto-me constrangido pelas circunstâncias a pôr em evidência que fui eu quem idealizei e redigi a versão original do Estatuto do Nascituro. Faço isso para tentar explicar por que motivo tem-me preocupado tanto os rumos tortuosos que essa proposta vem tomando. Faço isso também para tentar demonstrar que não estou alheio à proposta, mas que a acompanhei não só desde o seu nascedouro, mas desde a sua concepção (mental).
Em junho de 2004, entreguei ao deputado Elimar a sugestão do projeto que disporia sobre a proteção integral à criança por nascer: o nascituro. O deputado submeteu a proposta à Consultoria Legislativa da Câmara. Em setembro de 2004, a Consultoria emitiu um parecer no qual destruía o núcleo da proposta original. O nascituro — segundo a Consultoria — não deveria ser considerado pessoa, mas expectativa de pessoa. Além disso, ele não deveria ter direitos, mas “expectativa de direitos”. E quanto ao artigo 128 do Código Penal, que isenta de pena o aborto em duas hipóteses, ele deveria ser preservado por oferecer “maior proteção ao nascituro” (sic!).
Tendo sido informado do desastroso parecer da Consultoria, comuniquei ao deputado Elimar que seria melhor manter a versão original. No entanto, por algum motivo, no dia 01/11/2005 o deputado Osmânio Pereira (PTB/MG) apresentou o projeto, porém, não na versão original, mas naquela deformada pela Consultoria. O projeto, que recebeu o número PL 6150/2005, trazia o nome de “Estatuto do Nascituro”, mas na verdade o que fazia era negar ao nascituro seus direitos e sua personalidade, em oposição frontal ao Pacto de São José da Costa Rica (que dispôs, em seu artigo 3º, que todo ser humano — nascido ou por nascer — tem direito ao reconhecimento de sua personalidade).
Essa versão deformada foi arquivada 31/01/2007 (fim da legislatura) e desarquivada em 19/03/2007 pelos deputados Luiz Bassuma (PT/BA) e Miguel Martini (PHS/MG), desta vez sob o número PL 478/2007. Portanto, quando os amigos do Movimento Brasil Sem Aborto falam da "proposta original do PL 478/2007", estão, na verdade, falando de uma versão já deformada da proposta original por mim elaborada.
Em 30/3/2007 o PL 478/2007 foi recebido pela Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF). Em 4/6/2007 foi designada como relatora a deputada Solange Almeida (PMDB-RJ).
Não sei quem assessorou juridicamente a deputada Solange Almeida a fim de que fizesse o seu relatório. Não sei se foi falado à relatora sobre a inutilidade de se reconhecer direitos ao nascituro sem reconhecer sua personalidade. Tentei comunicar-me com ela, mas não fui bem sucedido. Em 26/11/2009, a relatora emitiu um parecer favorável ao projeto, mas na forma de um substitutivo. Segundo palavra da própria deputada, o texto foi de tal modo reduzido que perdeu sua “característica de Estatuto”. Os erros mais grosseiros foram corrigidos. Desta vez, afirmava-se que o nascituro tem direitos e não meras “expectativas de direito”. Não se negava mais que o nascituro fosse pessoa, mas tampouco se ousava afirmá-lo. O substitutivo quis deixar de lado a “discussão acerca do momento do início da personalidade jurídica” (sic), o que foi um grande empobrecimento. Foi ainda excluída  toda a parte penal do projeto.
Portanto, o substitutivo da deputada Solange Almeida foi produto de um "conserto" da deplorável versão inicial do PL 478/2007, mas ficou muito longe de restabelecer tudo o que havia de importante na versão original por mim elaborada. Sobretudo o substitutivo não quis reconhecer explicitamente que  o nascituro é pessoa.
Em resumo, existem três versões do Estatuto do Nascituro:
- a versão original, por mim elaborada, com 38 artigos, pretendia ser, de fato, um "Estatuto do Nascituro", comparável em abrangência ao Estatuto da Criança e do Adolescente. Confira-se em: http://www.providaanapolis.org.br/index.php/todos-os-artigos/item/299-o-estatuto-do-nascituro
- a versão deformada, elaborada pela Consultoria da Câmara, e que foi adotada, primeiro pelo deputado Osmânio Pereira (PL 6150/2005), depois pelos deputados Luiz Bassuma  e Miguel Martini: é o PL 478/2007. Confira-se em : http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=4E0DC1343E82CA54D2FE0F8CC8318743.node2?codteor=443584&filename=PL+478/2007
- o substitutivo da relatora Solange Almeida, que eliminou os erros mais graves da versão deformada, mas reduziu o texto a uma pequena lei de 14 artigos, bastante empobrecidos, sobretudo pela omissão da personalidade do nascituro que constava na versão original. Confira-se em: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=718396&filename=SBT+1+CSSF+%3D%3E+PL+478/2007
No entanto, o substitutivo da relatora, embora bastante pobre, não oferecia ameaças ao nascituro. Poderia ser apoiado por qualquer cristão, sem escrúpulo de consciência. Infelizmente o mesmo não se pode dizer do texto após a complementação de voto da relatora. Após um enxerto por ela introduzido na última hora, o texto tornou-se não apenas inócuo, mas perigoso para a criança por nascer.

2. O gol contra do Estatuto do Nascituro

Quem quiser, pode assistir ao áudio da longa sessão de 19/5/2010, em que o substitutivo da relatora foi votado na Comissão de Seguridade Social e Família. O arquivo sonoro encontra-se em http://imagem.camara.gov.br/internet/audio/Resultado.asp?txtCodigo=36569
Os abortistas argumentaram que o artigo 13 do substitutivo, ao oferecer proteção e assistência ao nascituro concebido em um estupro, iria extinguir o (suposto) "aborto legal" (art. 128, II, CP) no país.
Seria de se esperar que os deputados pró-vida replicassem que no Brasil não existe "aborto legal" a ser extinto. Se estivessem juridicamente preparados para o debate, eles explicariam aos adversários que o Código Penal não "permite" (nem poderia permitir sem violar a Constituição) o aborto em caso algum; apenas deixa de aplicar a pena ao criminoso se o crime já foi consumado. No entanto foi desolador presenciar como eles • concordaram que o aborto legal existe (!) • e afirmaram veementemente que o Estatuto do Nascituro não revogaria esse "direito" de abortar.
Citarei apenas um trecho da fala do deputado Luiz Bassuma, iniciada às 12h50min daquela sessão:
"As pessoas que quiserem hoje abortar legalmente ou por risco de vida ou por estupro continuam tendo os mesmos direitos.
[...] 
A mulher continuará a ter o direito, os médicos também, o Código Penal está inalterado. A deputada Solange foi perfeita em seu relatório".
A fala de Luiz Bassuma foi elogiada pelo deputado Miguel Martini. Também a deputada Fátima Pelaes, que surpreendeu a platéia ao declarar-se concebida em um estupro, confirmou o entendimento de Bassuma.
Ninguém, absolutamente ninguém dentre os pró-vida, levantou-se para dizer que o artigo 128 do Código Penal não diz "é permitido" o aborto, mas tão somente "não se pune" e, que, portanto, não existe no Brasil um "direito" ao aborto, que pudesse ser revogado.
Foi aí que ocorreu o gol contra. O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP), com a intenção de acalmar a discussão entre abortistas e pró-vida, sugeriu à relatora que fizesse uma "complementação de voto" a fim de assegurar que o Estatuto do Nascituro não revogaria o suposto aborto "legal" contido no artigo 128, II do Código Penal. Solange Almeida (PMDB/RJ) aceitou a proposta. Fez uma complementação de voto a fim de assegurar — pasmem! — que os direitos do nascituro concebido em um estupro (art. 13 da proposta) não extinguiriam o suposto direito de o médico matá-lo! Os direitos do bebê foram mantidos, porém, "ressalvados (sic) o disposto no Art. 128 do Código Penal Brasileiro". Esse deplorável enxerto, tremendo gol contra feito pelos pró-vida, foi aprovado pela Comissão de Seguridade Social e Família naquela sessão.
O substitutivo da deputada Solange Almeida com a (triste) complementação de voto pode ser visto em http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=770928&filename=CVO+1+CSSF+%3D%3E+PL+478/2007
É esse texto que está para ser votado na Comissão de Finanças e Tributação, com uma insignificante alteração

3. A complementação de voto foi inócua?

O artigo 13 do projeto ficou assim: "O nascituro concebido em decorrência de estupro terá assegurado os seguintes direitos, ressalvados o disposto no Art. 128 do Código Penal Brasileiro". Segundo a nota do Brasil Sem Aborto, o acréscimo de última hora feito pela deputada Solange Almeida não trouxe nada de pernicioso para o projeto. O Código Penal não foi modificado e a interpretação do artigo 128 — dizem — continuará sendo a mesma que até hoje se fez.
De fato, a complementação de voto não modifica a letra do Código Penal, mas pode favorecer a interpretação de que o artigo 128 "permite" o aborto. Em matéria de legislação, todo cuidado é pouco. Não basta ser; é preciso parecer. E não basta não ser; é preciso não parecer.
Na hora de interpretar e aplicar o artigo 13 do projeto, o juiz perguntará a si mesmo: qual o sentido da ressalva feita ao elencar os direitos do nascituro concebido em um estupro? E poderá concluir: essa ressalva só foi acrescentada porque a lei quis dar à mãe o direito de abortar. O Estatuto do Nascituro terá servido então — ironicamente — para reforçar a doutrina de que existe um aborto "legal" no Brasil.
Um outro motivo para reforçar essa tese será a história da tramitação do projeto. Quem vir as notas taquigráficas ou o arquivo sonoro da sessão, verificará que a complementação de voto foi introduzida com a intenção precisa de manter o suposto direito de matar o nascituro, como vimos acima.
Mais ainda: bastará ler as notícias da imprensa para verificar que essa foi a interpretação dada pelos jornalistas ao dispositivo. Veja-se por exemplo, a seguinte matéria da Agência Câmara de Notícias, de 19/05/2010: "Comissão de Seguridade aprova Estatuto do Nascituro". Eis o subtítulo: "Texto aprovado não altera artigo do Código Penal que autoriza o aborto em casos de estupro e de risco de vida para a mãe". Eis agora um pequeno trecho da matéria: "Por acordo entre os deputados da comissão, a deputada elaborou uma complementação de voto para ressaltar que o texto aprovado não altera o Artigo 128 do Código Penal, que autoriza o aborto praticado por médico em casos de estupro e de risco de vida para a mãe". Confira-se em http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/DIREITOS-HUMANOS/148018-COMISSAO-DE-SEGURIDADE-APROVA-ESTATUTO-DO-NASCITURO.html
Que se pretende? Que o PL 478/2007 seja aprovado por parlamentares que digam explicitamente que o Estatuto não extingue o aborto "legal"; que a imprensa dê notícia de que a aprovação se deu graças a um acordo para que não fosse extinto o aborto "legal"; e que, na hora de interpretar e aplicar  a lei, o juiz, por um passe de mágica, desconsidere tudo isso e afirme que o aborto "legal" não existe no país?
Claro que não. Muito pelo contrário, mas gol contra se faz sem querer. A vontade era acertar o gol e como o jogador se lamenta...
Mas... como negar que a complementação de voto foi um gol contra o nascituro?

4. A propaganda da complementação de voto

Erros todos nós cometemos. O que mais me assusta não é o gol contra. É a não admissão de que o gol contra existiu e — mais ainda — a propaganda desse gol contra.
O Movimento Brasil Sem Aborto está convidando publicamente os cidadãos (e por isso minha resposta é pública) para escreverem aos deputados uma mensagem afirmando o seguinte (confira-se em http://brasilsemaborto.com.br/index.php?action=noticia&idn_noticia=286&cache=0.9422135318163782):
O Substitutivo deste Projeto de Lei em análise na Comissão de Finanças e Tributação NÃO MODIFICA o Código Penal Brasileiro no que se refere à EXCLUDENTE DE PUNIBILIDADE quando a gravidez resultante de violência sexual (estupro). Em relação a esta questão o Estatuto do Nascituro não revoga, portanto, o que está disposto no artº 128 do Código Penal Brasileiro.
Pergunto: por que pôr em evidência essa excludente de punibilidade do artigo 128 do Código Penal? Da maneira como está redigido o texto, os deputados — que não costumam fazer distinções jurídicas — entenderão que a EXCLUDENTE DE PUNIBILIDADE (em letras enormes) significa o direito ao aborto. O que os deputados entenderão dessa mensagem é: vote com o relator, porque o projeto não extingue o direito de abortar uma criança concebida em um estupro.
Uma hipótese — a ser excluída imediatamente — é que a mensagem acima tenha sido escrita para enganar os deputados, ou seja, com a intenção de que eles interpretem a isenção de pena como um verdadeiro e próprio direito de abortar. Mas isso seria uma grande fraude, embora praticada com "boas intenções".
Se o objetivo da mensagem não é enganar os deputados, ela deveria ser mais precisa na explicação. Deveria afirmar que o projeto pretende manter a proibição de a mulher estuprada matar seu filho, embora conserve a não aplicação da pena (escusa absolutória) caso o crime já se tenha consumado. Mas pergunto: o que se lucraria com essa mensagem?
Até agora, por mais que eu me esforçasse, não entendi o motivo pelo qual o Movimento insiste em fazer da complementação de voto da relatora uma arma a ser usada na aprovação do projeto em etapas posteriores.

5. A personalidade do nascituro

Segundo o Movimento Brasil Sem Aborto, a personalidade do nascituro foi reconhecida implicitamente no substitutivo da deputada Solange Almeida, quando afirma no artigo 3º: "Reconhecem-se desde a concepção a dignidade e natureza humanas do nascituro conferindo-se ao mesmo plena proteção jurídica".
De fato, muitos doutrinadores, baseados no fato de que a legislação civil atual reconhece direitos e não meras "expectativas de direitos" ao nascituro, concluem que ele é pessoa. No entanto, o entendimento não é pacífico, pois a primeira parte do artigo 2º do Código Civil diz explicitamente: "A personalidade civil da pessoa começa do seu nascimento com vida". Esse texto, que nega que o nascituro seja pessoa, é a grande arma dos abortistas. Foi usado, por exemplo, para defender, com êxito, o direito de destruir embriões humanos na Lei de Biossegurança (artigo 5º) no Supremo Tribunal Federal (ADI 3510).
O Estatuto do Nascituro não poderia, em hipótese alguma, furtar-se à obrigação de declarar, em alto e bom som, não só que o nascituro tem direitos e dignidade, mas que o nascituro é pessoa, em consonância com o disposto no Pacto de São José da Costa Rica. Essa afirmação estava presente na versão original por mim elaborada. Foi suprimida na versão deformada e não foi restabelecida no substitutivo da relatora.
Se o nascituro não é pessoa, todos os direitos — os já reconhecidos e os que o Estatuto do Nascituro pretende reconhecer — serão considerados meras "expectativas de direitos".
Aflige-me ver como meus amigos são tão pouco propensos a críticas construtivas como essa. Desde 2010 tenho insistido — em vão — sobre a necessidade irrenunciável de o PL 478/2007 reconhecer a personalidade do nascituro.

Conclusão

O Movimento Brasil Sem Aborto causa-me estranheza. Parece que ele se apoderou do Estatuto do Nascituro e não aceita sugestões de quem quer que seja, mesmo que seja de quem tenha sido o seu idealizador. A resistência ao diálogo tem sido a grande dificuldade. Ressalvo, porém, que dentro dele há grandes amigos meus, que agem com boa-fé. Ouso dizer que são a grande maioria.
Creio ainda que nem todos os que assinaram o manifesto contra mim leram cabalmente o que assinaram.
Por fim, de modo algum desejo que essa resposta seja interpretada como uma declaração de guerra àqueles a quem manifestei minha divergência.
Como sacerdote acima de tudo, cidadão e advogado, dedicado de longa data à pesquisa em defesa da vida, vi-me na obrigação de alertar os amigos que, como eu, defendem essa causa. Se for bem entendido, alegrar-me-ei. Se  não for, consolar-me-á a consciência do dever cumprido.
Sempre aberto ao diálogo, subscrevo-me com reverência.
Divulgação: www.juliosevero.com
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17 de maio de 2013

Fisco do governo Obama sob fogo por perseguir grupos cristãos e conservadores


Fisco do governo Obama sob fogo por perseguir grupos cristãos e conservadores

Número 2 do Tesouro soube em junho do ano passado que havia uma investigação em andamento sobre a perseguição a grupos conservadores

A cúpula do governo de Barack Obama foi informada em junho do ano passado, a cinco meses da eleição presidencial, de que havia uma investigação em andamento sobre a prática do Fisco americano (Internal Revenue Service, IRS) de perseguir grupos conservadores que solicitaram isenção de impostos. A revelação foi feita nesta terça-feira por J. Russell George, inspetor-geral do Tesouro americano para administração de impostos. Em uma audiência na Câmara dos Representantes, ele disse ter informado o secretário-adjunto do Tesouro, Neal Wolin, sobre a investigação, mas não sobre seus resultados. Wolin, número dois do Tesouro e nomeado político de Obama, deverá testemunha na próxima semana no Congresso.
J. Russell George, inspetor-geral do tesouro dos Estados Unidos
A declaração de George complica ainda mais Obama, evidenciando que a máquina do governo foi usada para atingir inimigos políticos e comprovando que as investidas do IRS contra grupos de oposição eram de conhecimento do alto escalão.
Os "aloprados" de Obama se movimentaram com desenvoltura durante a campanha eleitoral. Para complicar a vida de organizações que supunham contrárias à reeleição de Obama, os fiscais as submetiam a penosos e absurdos escrutínios, o que acabava paralisando suas atividades. Em Iowa, por exemplo, um grupo contrário ao aborto foi solicitado a detalhar "o contédo de suas orações". Em Ohio, o Fisco levou 34 dias para processar as informações da fundação Barack H. Obama, mas levou até mais de um ano para fazer o mesmo por entidades conservadoras.
"Erros bobos" – Steven Miller, que cumpre seus últimos dias de trabalho depois de ter sido forçado a renunciar, também prestou esclarecimentos aos parlamentares. Ou melhor, o chefe demissionário irritou os congressistas, ao se negar a identificar quem são os responsáveis pela conduta irregular do órgão e ao defender, contra todas as evidências, que as irregularidades decorreram de falhas de gestão e não de interesses políticos. “Eu acho que o que aconteceu foram erros bobos cometidos por pessoas que tentavam realizar seu trabalho de modo mais eficiente”, disse Miller, que deixará o posto na próxima semana.
Tom Reed, republicano de Nova York, foi um dos que reclamou da postura de Miller. “É uma ofensa ouvir esse testemunho”. O próprio Miller soube da prática em maio do ano passado e, um mês depois, ele escreveu a um congressista para explicar o processo de revisão dos pedidos de isenção – sem mencionar que opositores eram tratados de forma diferente. Nesta sexta, ele disse que não enganou os parlamentares ao não falar sobre o assunto, apenas limitou-se a responder o que lhe foi perguntado. Defendeu ainda que o IRS teve problemas para analisar 70.000 solicitações de isenção de impostos recebidas nos últimos anos, e pediu recursos para que mais analistas sejam contratados. Em resposta, vários republicanos disseram que o Fisco deveria ser reduzido.
Substituto - Além de defender que os envolvidos no escândalo sejam responsabilizados, Obama também tenta demonstrar que não está inerte diante do problema com medidas inócuas. O presidente solicitou, por exemplo, que o substituto de Miller, Danny Werfel, faça uma “revisão completa” das atividades do IRS e lhe envie um relatório em 30 dias. Ele terá de informar sobre o que está sendo feito para responsabilizar os envolvidos e corrigir falhas. O Fisco está sendo alvo de uma investigação criminal aberta pelo Departamento de Justiça e de apurações conduzidas pelo Congresso.
Na terça-feira, o inspetor-geral divulgou um relatório de 54 páginas sobre as irregularidades do Fisco. O documento reconhece que era errado o critério de seleção usado para identificar as organizações que seriam alvo de escrutínio e culpa falhas de gestão. Segundo o relatório, mais da metade dos grupos que foram selecionados para fornecer mais informações tiveram de passar dados “desnecessários” como o nome de doares e “o tipo de conversas e discussões de membros e participantes” durante as reuniões da organização. O documento confirma que, ao longo de 18 meses, todos os grupos que tinham “tea party” e “patriotas” eram submetidos a revisões.
(Com agência Reuters)
Fonte: Revista Veja
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A religião que eles querem


A religião que eles querem

Dr. Fabio Blanco
Esperar moderação de um religioso é negar-lhe o que ele possui de mais característico: a posse de uma cosmovisão totalizante. O que é uma religião senão uma explicação da existência, do universo e das razões últimas das coisas? E se explica tudo, tudo abarca. Nada, dessa forma, se encontra fora do seu campo de interesse, nada deixa de ser penetrado por ela. Por isso, não existe laicidade para o religioso, já que nada se encontra separado de sua fé. Sendo assim, buscará impor o que acredita ser o melhor para todos. E se o melhor se encontra no que sua própria religião ensina, é em favor disso que lutará.
E antes que os apóstolos deste século reclamem dessa impostura beata, saibam que nem mesmo os maiores adeptos da laicização escapam desse desejo de a todos impor o que acreditam. Os valores podem ser diferentes, mas o objetivo é o mesmo. Ninguém que atua em jogos políticos faz isso para ver os interesses dos outros aplicados. Cada um busca impor seus próprios interesses. Se puderem, farão que todos aceitem suas ideias.  Se não puderem, aguardarão o momento certo de fazer isso. Pensando dessa maneira, qual a diferença entre abortistas que requerem o chamado direito de escolha e fiéis que lutam pelo direito à vida? Em termos práticos de política, nenhuma. Todos buscam impor suas convicções. E para isso existe a política.
Quando um religioso atua politicamente, o mínimo que se espera dele é que tente impor seus valores também. Seria até injusto, enquanto todos lutam para verem suas convicções aplicadas, apenas o religioso não poder fazer isso. Ele, sem ferir a liberdade comum, deve lutar até o fim para aquilo que ele acredita ser o melhor, aquilo que representa o bem, seja recepcionado pelas normas de seu país. O religioso, em sua atuação política, não faz nada diferente de ninguém. O que ele busca é o que todos buscam: a imposição de regras para uma sociedade melhor. O problema é que cada um tem a sociedade ideal segundo suas próprias convicções.
Portanto, quando alguns atores políticos esperneiam contra os religiosos na política, fazem isso apenas como tática para desmoralizá-los, para afastá-los do jogo e, por fim, acabar impondo suas próprias ideias. Na verdade, eles sabem que suas próprias atuações em nada diferem da dos pastores, padres e cristãos que publicamente se movem no mundo da política. Teoricamente, todos estão trabalhando por uma sociedade melhor, segundo suas próprias convicções do que é melhor.
Por que um religioso afirmar que aborto é crime se torna uma imposição sufocante e afirmar que afirmar isso é crime não é? São duas faces da mesma moeda. São duas visões que lutam para se impor. Por que, então, apenas o religioso é visto como um louco fascista tentando enfiar goela abaixo suas convicções? Na verdade, todos querem fazer isso, e se não fazem é apenas porque não conseguem.
Porém, de alguma maneira, eu compreendo porque as coisas acontecem desse jeito. Lembremos que vivemos em um mundo moderno. Neste mundo moderno, a religião também é moderna. Sendo moderna, seu papel é ser uma opção, não uma explicação. O homem moderno busca a religião para se sentir bem, não para saber a verdade.
A religião moderna é, com efeito, uma mera expressão da subjetividade. Não trata de valores universais, de uma explicação da existência. Religião é apenas um refúgio, para o homem moderno se esconder de vez em quando, aliviando as tensões acumuladas em sua vida laica.
Essa é a religião que eles querem, a religião de uma Nova Ordem: sem vocação política, sem soluções para os homens. A religião ideal para a modernidade é áfona, retraída, irrelevante.
No fim, são os antirreligiosos que assumem o papel de profetas, de pregadores, de donos da verdade. São eles que se apresentam como os portadores das virtudes que devem ser impostas a todos. São eles que sabem o que é melhor para o mundo. Eles são os promotores do bem.
E o que eles esperam da religião é que ela seja uma expressão de fé tão íntima e tão pessoal que não tenha capacidade de oferecer qualquer resposta aos problemas da sociedade. Na verdade, querem que ela seja apenas morna, talvez para que, no fim, seja vomitada pelo seu próprio Deus.
Divulgação: www.juliosevero.com
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Seminário Sexualidade Cristã em 18 de maio em São Paulo


Seminário Sexualidade Cristã em 18 de maio em São Paulo

O 1º Seminário Sexualidade Cristã acontece dia 18 de maio na capital paulista na Sede da Comunidade Cristã Ministério Ipiranga, localizada na Av. do Cursino, 2995, no bairro Vila Moraes, na zona sul de São Paulo. O Seminário Sexualidade Cristã traz conceitos extremamente importantes sobre a Verdade de Deus com relação à sexualidade humana, sendo uma ferramenta para pessoas que tem dúvidas e desafios nesta área. Para líderes é ideal na capacitação dos que querem aprender mais sobre o assunto ou ainda ajudarem pessoas com conflitos e crises sexuais. Para aqueles que vivem na prática da homossexualidade é confrontador, mostrando como é possível viver uma nova vida, segundo os padrões e propósitos de Deus. Para pessoas traumatizadas por abusos sexuais e conflitos familiares é confortante e reconciliador. O Seminário contará com a participação especial da cantora Marisa Guedes
O evento é uma iniciativa dos presidentes da Associação de Amigos da Missão Infantil, Eduardo e Genoveva Rocha. Com apenas 5 anos de idade, Eduardo foi vítima de abuso sexual. Aos 11 anos, ao ver o pai abandonar a familia, ele começou a viver uma crise de identidade. Iniciou cedo sua carreira na televisão e aos 17 anos já era conhecido como “Grevâniah Rhiuchélley”, tornando-se um importante ícone do Movimento Gay em Minas Gerais. Ele não acreditava que era possível viver fora da prática da homossexualidade e Jesus, para ele, era motivo de deboche. Seu encontro com O Autor da Vida aconteceu no ano de 2004 e então tudo isso mudou. Hoje ele é casado e viaja a muitos lugares contando sua experiência de vida e através de seu trabalho desenvolve ações para o enfrentamento ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. Genoveva Rocha, esposa de Eduardo, foi abusada sexualmente pelo pai quando criança e hoje através de seu testemunho inspira outras pessoas a superarem este trauma. Genoveva também é musicista e ministra de louvor e atua ao lado de Eduardo em todos os projetos.
A data do evento foi escolhida por ser o “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”, instituído pela Lei Federal 9.970/00.  O “18 DE MAIO” é uma conquista que demarca a luta pelos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes no território brasileiro. Esse dia foi escolhido porque em 18 de maio de 1973, na cidade de Vitória (ES), um crime bárbaro chocou todo o país e ficou conhecido como o “Caso Araceli”. Esse era o nome de uma menina de apenas oito anos de idade, que teve todos os seus direitos humanos violados, foi raptada, estuprada e morta por jovens de classe média alta daquela cidade. O crime, apesar de sua natureza hedionda, até hoje está impune. A intenção do “18 DE MAIO” é destacar a data para mobilizar, sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade a participar da luta em defesa dos direitos sexuais de crianças e adolescentes. É preciso garantir a toda criança e adolescente o direito ao desenvolvimento de sua sexualidade de forma segura e protegida, livres do abuso e da exploração sexual.
As inscrições para o seminário devem ser feitas exclusivamente através do site www.eduardoegenoveva.com.br e são limitadas com o valor de R$ 30,00 (somente inscrição) ou R$ 50,00 (incluso DVD).

Serviço:

O que? Seminário Sexualidade Cristã
Onde? Comunidade Cristã Ministério Ipiranga – Av. do Cursino 2995, Vila Moraes – São Paulo – SP
Que horas? das 08:30 ás 21:30
Quais temas? Identidade Sexual, Bíblia e Sexualidade, Pureza Sexual, Sexualidade e Sensualidade, Abuso Sexual e Vício Sexual, Homossexualidade, Testemunho Eduardo Rocha e Genoveva Rocha e Restauração da Identidade.
Inscrições e informações: www.eduardoegenoveva.com.br
Divulgação: www.juliosevero.com

16 de maio de 2013

Segundo cientistas russos, há um esfriamento global a caminho


Segundo cientistas russos, há um esfriamento global a caminho

Caitlin Burke e Efrem Graham, CBN News
Em boa parte dos EUA, abril foi um mês excepcionalmente frio. Também houve níveis recorde de neve entre os estados de Minnesota e Colorado durante o mês.
Cientistas russos afirmam que a Terra pode estar a caminho de um período de esfriamento global que pode durar de 200 a 250 anos.
A rádio Voz da Rússia informou que essa convicção vem de cientistas de um observatório em São Petersburgo.
Segundo eles, o sol esta entrando em um ciclo menos ativo que irá afetar diferentes aspectos do clima na Terra, e com o tempo poderia levar a temperaturas médias mais baixas.
Joe Bastardi, meteorologista chefe da WeatherBell, acredita que o esfriamento já está ocorrendo.
“Certamente iremos continuar a tendência de esfriamento global que começou 4 anos atrás”, declarou.
Mas o que aconteceu com o aquecimento global?  Nos últimos anos, ele simplesmente não está acontecendo, ou com certeza não como havia sido previsto. Cientistas arriscam hipóteses.
Alguns especulam que os oceanos estão absorvendo a temperatura extra ou outros fatores naturais. Outros dizem que o clima é mais complicado do que alguns cientistas pensavam.
Outros ainda acreditam que o aquecimento global antrópico simplesmente não é a ameaça que alguns nos alertaram que era.
E se o esfriamento global realmente for a próxima tendência do clima? Bastardi afirma que “é muito pior que o aquecimento global” porque, entre outras coisas, é muito mais difícil para as plantações crescerem quando está mais frio.
“As implicações do clima mais frio são muito piores. Pense nisto: mais pessoas moram perto do Equador do que dos polos”, explica.
Se Bastardi e outros especialistas estiverem certos, empacote-se, porque invernos mais frios podem estar a caminho nos próximos anos.
O aumento da temperatura desacelerou por volta do ano 2000. Alguns especialistas dizem que sua confiança na ciência climática diminuiu devido a todas as incertezas.
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do original do Christian Broadcasting Network: Russian Scientists: Global Cooling on Horizon
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15 de maio de 2013

A ditadura do “casamento” gay chegou ao Brasil


A ditadura do “casamento” gay chegou ao Brasil

Julio Severo
Flávio Sincero trabalha num cartório. Ele sempre se empenhou pela honestidade, dentro e fora do trabalho. Se o supermercado lhe dava troco a mais, ele não pensava duas vezes: devolvia o dinheiro que não lhe pertencia.
Sua integridade passará por uma prova de fogo.
No cartório, chegam dois homens, o sr. Estrebaldo Oportunista e o sr. Anúbio Vigarista, que sem demora dizem: “Queremos nos casar!”
“Para quando, senhores?” pergunta Flávio.
Ao receber a resposta, o homem do cartório indaga: “E qual é o nome de suas esposas?”
“Você está olhando para ela,” diz Anúbio, apontando para o barbudo Estrebaldo. “Queremos nos casar aqui.”
Flávio sua frio. Quando criança, ele escutava sua professora de escola dominical ensinar sobre a coragem de Daniel, que não se prostrava diante das leis erradas do rei babilônico Nabucodonosor. Mas ele nunca imaginou que tais provações pudessem também ocorrer nos dias de hoje.
Ele leu nesta semana reportagens de vários jornais dizendo que, sob iniciativa do ministro Joaquim Barbosa, todos os cartórios do Brasil serão obrigados a “casar” homossexuais.
Antes, ele ouvia de jornalistas que o movimento homossexual não queria impor nada sobre ninguém.
Agora, Flávio se sente traído por Joaquim Barbosa e pelos meios de comunicação.
Flávio se casou no ano passado e tem uma filhinha de poucos meses. Se ele não fizer o que Joaquim manda, o que será do seu emprego? Como ele conseguirá sustentar sua família?
E agora, o que fazer diante de Estrebaldo e Anúbio?
“Não posso casá-los…” diz ele.
“Como assim?” diz Estrebaldo.
“Casamento é apenas entre homem e mulher. Não existe casamento entre dois homens. Isso é artificial. Não é natural,” tenta argumentar Flávio.
“Seus pensamentos não interessam. A lei agora diz que você deve nos casar. Por isso, não há o que discutir aqui. Apenas faça o que a lei manda você fazer,” Anúbio afirma.
“Sou seguidor de Jesus Cristo. Tenho compromisso com a Lei maior, que é a favor da família. Só poderei casar vocês quando cada um de vocês trouxer uma mulher para ser esposa…” responde Flávio, sabendo, tristemente, qual será a próxima reação.
“Neste caso, seu cristão de meia tigela, vou imediatamente à polícia abrir um boletim de ocorrência contra você e seu preconceito e ódio contra nosso direito de casamento! Você não pode impor seus valores sobre nós!” grita Anúbio.
Anúbio e Estrebaldo estão certos. Os cristãos não podiam “impor” seus valores na Alemanha nazista e na União Soviética, que impunham seus valores anticristãos sobre todos, inclusive sobre os cristãos.
Novamente, os cristãos se deparam com uma ditadura que quer forçá-los a violar sua consciência.
Outros já trilharam esse caminho, inclusive Daniel na Babilônia.
Quem diria que um dia — mais precisamente, em nossos dias — teríamos a oportunidade de colocar em prática o testemunho de Daniel em nossas vidas e empregos?
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