24 de outubro de 2014

Depois de pressão, Google restaura Blog Julio Severo


Depois de pressão, Google restaura Blog Julio Severo

Julio Severo
Sem nenhuma explicação ou notificação, o Google fez meu blog (http://juliosevero.blogspot.com/) desaparecer nos primeiros minutos da quinta-feira, 23 de outubro.
Depois de 24 horas de pressão de leitores internacionais, sem nenhuma notificação o Google fez meu blog reaparecer.
Pessoas no Brasil e outras nações começaram a questionar o Google nas redes sociais e também fazendo contato com a empresa: “Por que suspender o Blog Julio Severo bem no auge das eleições presidenciais no momento exato em que Julio publicou um artigo instruindo o público que ambos os candidatos apoiam a agenda gay?”
Uma das muitas pressões veio do Rev. Alberto Thieme, um pastor presbiteriano que fez contato com a sede do Google nos EUA e com o Google no Brasil.
No final, a empresa explicou para ele que provavelmente meu blog “violou as políticas do Blogger.” Qual violação? Nenhuma explicação.
Horas mais tarde, sem nenhuma explicação, o Google restaurou meu blog.

Pressão Internacional

A única explicação é a pressão em massa. Até na Itália pessoas protestaram contra a censura ao meu blog, num artigo em italiano intitulado “Google censura un sito prolife: siamo in campagna elettorale!” (Google censura site pró-vida em plena campanha eleitoral!)
O Rev. Michael S. Heath, do Ministério Helping Hands, com sede nos EUA, comentou para meu blog:
“Hoje de manhã li a revista Newsweek citando o novo livro de Julian Assange ‘When Google Met Wikileaks’ (Quando o Google Conheceu o Wikileaks). O artigo finaliza: “Se o futuro da internet for o Google, isso deveria deixar seriamente preocupadas todas as pessoas do mundo — na América Latina, no Sudoeste e Leste da Ásia, no subcontinente indiano, no Oriente Médio, na África subsaariana, na ex-União Soviética e até a na Europa — para as quais a internet personifica a promessa de uma alternativa à hegemonia cultural, econômica e estratégica dos EUA. O império do Google nunca deixou de ser o próprio império.’ Embora a decisão do Google de fechar o blog do Julio ontem indique que a Força do império seja realmente maligna, a certeza maior é que é homossexual. Excetuando as queixas dos sodomitas, por que o Google teria algum interesse em fechar o blog? Julio é uma fonte honesta de informações que criticam a campanha mundial dos EUA para normalizar a sodomia. Suspeito que o blog dele seria ignorado pelos poderosos do Google nos EUA, se não fosse a inflexível luta patriótica dele em defesa da família, fé e liberdade.”
O Rev. Michael faz parte da Assembleia de Deus dos EUA.
A última vez que meu blog foi removido do ar foi em 2007, quando então muitas pessoas, especialmente o filósofo Olavo de Carvalho e um procurador importante, agiram, Olavo denunciando, e o procurador fazendo contato com o Google. Na época, o Google havia informado ao procurador que meu blog promovia ódio e preconceito aos ativistas homossexuais, ao que o procurador respondeu que nunca havia visto nada nesse sentido nos meus textos. Diante dessa autoridade, o Google cedeu e devolveu meu blog ao ar.
Em 2008, sob pressão de organizações homossexuais, o Ministério Público Federal (MPF) solicitou que o Google fechasse meu blog por “homofobia.” A resposta oficial do Google foi que porque o Brasil não tem nenhuma lei anti-“homofobia,” eles não poderiam fechar meu blog. Só depois da aprovação de tal lei, o Google estará livre para acatar e fechá-lo definitivamente. (Tive acesso à comunicação entre o Google e o MPF através de um advogado.)

Povo versus Governo Intrometido e Empresas Intrometidas

É claro que o Google prefere ficar do lado da agenda gay. Mas mesmo com todo o seu poder, dinheiro e influência, o Google sabe que a maioria das pessoas rejeita a homossexualidade. Um instituto de pesquisa esquerdista revelou cinco anos atrás que “99% dos cidadãos eram ‘homofóbicos’ e portanto precisavam ser reeducados.”
De modo oposto, talvez 99% do governo socialista do Brasil e do Google sejam homossexualistas.
Portanto, a questão de “homofobia” é Povo versus Governo Intrometido e Empresas Intrometidas.
Tenho feito resistência bem-sucedida, há anos, ao governo ditatorial e seu rolo compressor contra os cristãos que se opõem às perversões e ditadura homossexual.
Mas o rolo compressor das Empresas Ditatoriais representa outra grande ameaça. Em 2011, o PayPal fechou minha conta definitivamente, depois de uma campanha internacional da AllOut, uma organização gayzista determinada a perseguir cristãos. Num comunicado para o AllOut, o PayPal explicou que fechou minha conta porque “Levamos muito a sério quaisquer casos em que um usuário incitou ódio, violência ou intolerância por causa da orientação sexual de uma pessoa”.
Agora, não posso mais receber doações de meus amigos por meio do PayPal.
Numa classificação dos dez maiores ataques aos cristãos em 2011, a Comissão Anti-Difamação de Cristãos, com sede nos EUA, classificou a pressão gay sobre o PayPal como quarto maior ataque anticristão de 2011, conforme saiu na revista Charisma.
Fazendo cobertura do meu caso, o WorldNetDaily publicou a manchete: “PayPal coloca escritor cristão na lista negra.”

Google e Liberdade de Expressão

Acerca dos momentos difíceis do meu blog no Google, comecei a usar seu serviço em 2005, porque o Google havia escolhido livremente oferecer ao público internacional uma plataforma de liberdade de expressão. Por isso, eu não preciso respeitar as opiniões homossexuais do Google e o Google não precisa respeitar minhas opiniões cristãs. Mas o Google precisa respeitar sua própria defesa da liberdade de expressão.
Se o Google pensa que a liberdade de expressão é uma ameaça à agenda gay, ele deveria banir a liberdade de expressão e ser honesto com a comunidade internacional: “Nosso serviço de Blogspot está disponível apenas aos apoiadores da agenda gay.”
Os serviços do Google deveriam ser claros: “Não aceitamos usuários cristãos do Brasil, EUA, Rússia, Uganda, etc.”
É sabido que muitos dos meus artigos não agradam a todos — principalmente socialistas, ativistas pró-aborto e pró-homossexualismo e outros militantes anti-família. Mas faz parte da democracia a liberdade das vozes discordantes.

Liberdade eleitoral

Meu último artigo, que havia supostamente provocado a remoção do meu blog, era sobre as eleições, mas sem apoiar nenhum dos candidatos, que defendem a agenda gay, considerada pelos cristãos como anti-família.
Mesmo neste momento eleitoral acalorado, tenho direito de me expressar contra os dois candidatos, e esse direito não deveria ser violado em benefício dos partidos e candidatos que foram criticados com a devida ordem e respeito.
Muitos brasileiros escolheram votar em Dilma Rousseff (uma socialista anti-EUA, mas apenas nos aspectos econômicos, não morais) ou Aécio Neves (um socialista pró-EUA em tudo, tanto na economia quanto na imoralidade), mas ambos são radicalmente a favor da agenda gay.
Enquanto os brasileiros, que são obrigados a votar pelas leis antidemocráticas do Brasil, escolherão seus candidatos com base apenas na economia, eu escolhi não votar com base na intenção de ambos os candidatos de desfigurar, em benefício da agenda gay, a família, que foi, antes do Estado, a primeira instituição criada por Deus. Portanto, a família tem precedência e prioridade absoluta sobre o Estado e a economia. É com base nessa prioridade absoluta que rejeito ambos os candidatos.
Leitura recomendada:

22 de outubro de 2014

Vivendo e aprendendo nas eleições do Brasil


Vivendo e aprendendo nas eleições do Brasil

Julio Severo
Na eleição presidencial entre Collor e Lula duas décadas atrás, diziam para você: “Se você votar em Lula, o Brasil vai mergulhar no comunismo.” (Alerta corretíssimo.)
A única solução apontada (e imposta pela direita) era Collor. E aí diziam: “Se você não votar em Collor, você vai entregar o Brasil para o comunismo.” Sob essa pressão muitos votaram em Collor, que teve um governo cheio de corrupções e sancionou o maldito ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente, que dá liberdade e impunidade para menores de idade cometerem crimes e atrocidades). Mais tarde quem acabou se revelando amigo de Lula foi na verdade Collor, que se tornou grande aliado do PT. De que adiantou todo aquele discurso “se você não votar em Collor, você é amigo de Lula”? Collor foi um traidor ao roubar do povo e ao aliar-se ao PT. Mas nada mais natural do que ladrão se aliar com ladrão.
Nas eleições para a prefeitura de São Paulo, nos embates entre Maluf e petistas, vinha o mesmo discurso: “Se você votar no PT, São Paulo vai mergulhar no comunismo.” (Alerta corretíssimo.)
A única solução apontada (e imposta pela direita) era Maluf. E aí diziam: “Se você não votar em Maluf, você vai entregar São Paulo para o comunismo.” Sob essa pressão muitos votaram em Maluf, cujas administrações foram marcadas por corrupções. Mais tarde, Maluf se tornou grande aliado do PT. Todo aquele discurso “se você não votar em Maluf, você é amigo do PT” foi por água abaixo. Maluf foi um traidor ao roubar do povo e ao aliar-se ao PT. Mas nada mais natural do que ladrão se aliar com ladrão.
Concordo plenamente que o PT é e sempre foi ameaça. Sempre batalhei contra o PT e suas ideologias. Quando o PT ameaçou expulsar dois deputados por causa de suas posturas contra o aborto, eu estava lá para ajudar um deles, Henrique Afonso, levando o caso dele para a mídia internacional. Embora eu sempre fui contra o PT, apoiei Afonso, que acabou se tornando pastor. Combato o PT e ajudo petistas quando precisam.
No entanto, diferente dos que apontam Malufs e Collors como única solução contra o comunismo, proponho oração e intercessão.
Vejo o grande problema (o PT e sua ideologia promovida por Dilma), mas não vejo como solução a “solução” que — novamente — está sendo imposta. Os que apontam o PSDB como única solução fazem vista grossa à sua agenda homossexualista, que é tão maligna quanto a agenda do PT.
E para empurrar sua “única solução,” ameaçam os que escolheram apenas orar: “Se você não votar no PSDB como eu vou fazer, você é culpado e entregará o Brasil ao comunismo do PT,” ou “Se você não votar no PSDB, você é omisso,” ou “Se você não votar no PSDB como eu vou fazer, vou quebrar nossa amizade,” ou “Se você não votar no PSDB, você é um criminoso.” Só ameaças. É o mesmo discurso de ameaça usado nos tempos de Collor e Maluf. Eu não estranharia se essa única solução deles aparecesse daqui a alguns anos abraçada com Dilma e aliada do PT. Já vi essa novela antes.
Se pelo menos neste segundo turno houvesse um católico como Levy Fidelix, que foi claramente contra a agenda gay, teríamos opção. Mas o que sobrou foi PT e PSDB, ambos a favor da mesma agenda homossexualista.
Conversei ontem de noite com um amigo americano, que é amigo de Olavo de Carvalho, e ele me disse: “É horar de orar, não de votar.”
Quando buscamos a Deus em oração, estamos reconhecendo que Ele é a única solução. Deus é o único que pode livrar o Brasil do comunismo e da ditatorial agenda gay do PT e do PSDB.
Por isso, nesta eleição eu só vou orar.
Leitura recomendada:

21 de outubro de 2014

Venezuela, Foro de São Paulo, EUA, petróleo e outras questões para um conservador pensante


Venezuela, Foro de São Paulo, EUA, petróleo e outras questões para um conservador pensante

Julio Severo
“O Brasil se tornará uma Venezuela se votarmos em determinado partido,” é o que dizem muitos brasileiros desesperados.
O que foi necessário para que a Venezuela se tornasse o que é hoje? Mais de 90 por cento dos venezuelanos são católicos e, como todo o resto da Igreja Católica na América Latina, grandemente afetados pela Teologia da Libertação. O que então de longe mais facilitou a expansão do esquerdismo na América Latina não foi o Foro de São Paulo, mas a Teologia da Libertação e seus milhares de padres e bispos militantes vermelhos.
Se o Vaticano tivesse conseguido se impor contra o comunismo de seus padres e líderes latino-americanos, o Foro de São Paulo secaria em questão de poucos meses.
Mas o caso da Venezuela é mais complexo. Embora a Igreja Católica da Venezuela tenha falhado gravemente ao dar espaço para a Teologia da Libertação, houve, porém, uma grande oportunidade de matar todo o financiamento do comunismo de Hugo Chávez. Contudo, quem tinha poder de fazer isso nunca o fez.
Chávez elegeu-se no final de década de 1990, durante o governo de Bill Clinton, presidente esquerdista, abortista e homossexualista dos EUA.
Chávez continuou governando e expandindo seu comunismo na Venezuela e outros países latino-americanos durante o governo de outros presidentes americanos. Essa expansão foi sustentada pelos bilhões de dólares vindo da exportação de petróleo.
Não, o maior comprador do petróleo da Venezuela não era Cuba nem o Foro de São Paulo. Eram e continuam a ser os Estados Unidos.
Os governos americanos de Clinton, George Bush e Barack Obama sempre tiveram chance de dar uma paulada na expansão do comunismo na Venezuela, mas provavelmente achavam que a compra de petróleo era muito mais importante do que exterminar o comunismo.
Essa ganância por petróleo colocou bilhões de dólares nas mãos de Hugo Chávez, que usou para os interesses do Foro de São Paulo. Na prática, uma meta comunista com financiamento de vários governos (esquerdistas e conservadores) dos EUA.
Quero deixar claro que, fiel aos meus princípios pró-vida, sempre fui apoiador de Bush, que era contra a agenda abortista e homossexualista. Ele não era um defensor de Israel como era Reagan, mas pelo menos ele defendia interesses pró-família.
Quando Bush visitou o Brasil em 2007, a Globo me procurou para uma entrevista porque, de acordo com a jornalista, eu era um dos poucos brasileiros que apoiavam o presidente americano.
Se ele fosse candidato presidencial no Brasil, eu votaria nele apenas pelas credenciais pró-vida. Nessas credenciais, ele seria, de longe, melhor do que os candidatos presidenciais covardes e entreguistas do Brasil.
Mas Bush falhou feio. Quando terroristas sauditas atacaram o World Trade Center em 11 de setembro de 2001, Bush deveria, por obrigação moral, ter invadido a Arábia Saudita, não o Iraque.
Possivelmente, o que pesou nessa decisão impensada era que a Arábia Saudita era aliada dos EUA — e grande fornecedora de petróleo aos americanos.
Possivelmente nem fosse ideia do Bush invadir o Iraque para colocar seus poços de petróleo na órbita comercial dos EUA. Talvez fosse ideia dos neocons — neoconservadores americanos, que defendem a supremacia econômica e militar dos EUA custe o que custar — que dominam o governo dos EUA. Nesse caso, sob o peso dessa elite perigosa, Bush não tinha escolha.
No caso da Venezuela, os mesmos interesses podem ter pesado. Custa-me crer que Bush não sabia que os bilhões de dólares que os EUA davam para Hugo Chávez em troco de petróleo não estavam sendo investidos na expansão do comunismo e do Foro de São Paulo.
Se eu fosse presidente dos EUA, ordenaria a imediata cessação desse financiamento.
Talvez as elites neocons tenham dito para Bush: “Aqui quem manda somos nós. Queremos o petróleo venezuelano e que se dane quem está governando naquele país. Você pode ser pró-vida ou pró-aborto na Casa Branca, mas nas outras questões quem manda somos nós, entendido?”
Como sou um conservador pensante, sou obrigado a pensar que a única explicação para tanto financiamento americano para o comunismo venezuelano foi porque Bush foi obrigado pelos neocons.
Claro que no caso de Clinton e Obama, que são socialistas, tais pressões eram desnecessárias.
Mas fico sempre me perguntando se o Cristianismo de Bush nunca falou na consciência dele sobre essas questões.
Hugo Chávez elogiava Obama, que manteve os EUA no papel vergonhoso de principal comprador do petróleo venezuelano.
Mas para Bush, Chávez nunca dava elogios. Chávez chamava Bush publicamente, até mesmo na ONU, de “demônio.” Mesmo assim, Bush continuava a maldita tradição americana de maior comprador do petróleo venezuelano.
Para um cristão conservador pensante, essa situação não faz sentido. Se Chávez era antiamericano ao ponto de xingar um bom presidente dos EUA, por que ele simplesmente não tomava a decisão de parar de vender seu petróleo para os EUA?
Se os xingamentos de Chávez contra Bush eram um incômodo para os americanos, por que os EUA nunca pararam de comprar o petróleo venezuelano?
Se o Foro de São Paulo e a expansão do comunismo na América Latina eram uma preocupação para Bush e outras autoridades conservadoras americanas, por que os EUA nunca pararam de financiar tudo isso com a simples atitude de abandonar sua posição de maior comprador do petróleo venezuelano?
Só havia dois modos fatais de acabar com o comunismo na Venezuela: 1) Fidelidade de todo o clero católico venezuelano às diretrizes anticomunistas do Vaticano — mas isso nunca aconteceu. 2) Pelo bolso: bastava que o governo dos EUA cortasse a principal fonte de renda venezuelana, que é a venda de petróleo — mas os EUA nunca fizeram isso.
Dói muito ser um conservador pensante! Eu me sentia mais tranquilo quando era um conservador que não pensava.
Leitura recomendada:

20 de outubro de 2014

Uma escolha entre Satã e Belzebu na eleição presidencial do Brasil


Uma escolha entre Satã e Belzebu na eleição presidencial do Brasil

Refutando a ideia de “enfrentar o mal com o mal” apoiando Aécio

Julio Severo
Alguns andam dizendo: “Preferia votar no próprio demônio do que em Dilma Rousseff.” As pessoas dizem isso para deixar claro o quanto abominam Dilma e tudo o que ela já fez. Mas infelizmente, para eles e para o Brasil, esse ódio veemente por Dilma na verdade os coloca exatamente onde o demônio os quer. Como disse Alan Keyes, colunista do WND: “O Pai da Mentira ri de satisfação. Ele exulta triunfante vendo que o ódio deles a uma das suas manifestações os manipulou para apoiar o seu sucesso em outra forma.”
Lamento profundamente ver que milhões de brasileiros estão se deixando levar por essa armadilha diabólica. Keyes também disse: “O menor de dois males ainda é mal. Não importa o resultado das eleições, as pessoas que se contentam em escolher entre Satã e Belzebu deixaram claro sua intenção de deixar tudo ir para o inferno. Além do mais, a natureza dessa escolha é tão clara para eles que eles praticamente se vangloriam do ódio ardente que os leva a fazê-la. Com essa arrogância prática, eles se tornam cúmplices soberbos e voluntários do próprio mal que dizem odiar.”
Outro comentário importante de Keyes: “Estou moralmente certo de que esse foi o motivo pelo qual Cristo alertou seus discípulos para que fizessem da busca pela perfeição de Deus o padrão de todas as suas ações, em vez do ódio e do mal. Ele julgou que seria melhor fracassar na busca de alcançar esse padrão do que ser bem sucedido em abandonar a própria vida à mercê do demônio. Ele pensou que seria melhor fracassar aos olhos do mundo, mas entregar seu espírito nas mãos de Deus (como ele próprio o fez na cruz) do que tirar a sorte com Seu inimigo.”
Tudo isso me veio à mente quando vi hoje o programa de governo do candidato Aécio Neves, nomeado por muitos ditos conservadores como a melhor opção contra Dilma e suas políticas homossexualistas e abortistas. Reinaldo Azevedo, que louvou recentemente posturas mais liberais e esquerdistas no Vaticano sobre questões homossexuais, é provavelmente o mais destacado defensor do PSDB.

Plataforma de governo de Aécio promove a agenda homossexual

Reinaldo Azevedo nada vê de mal na adoção de crianças por duplas gays. Daí, ele nada verá de mal na plataforma de governo do candidato Aécio, que oficialmente diz:
Garantia da igualdade de atenção aos processos de adoção para casais heterossexuais e homossexuais.” (Página 28)
Apoio ao Programa de Adoção de Crianças e Adolescentes, garantindo o direito de adoção por casais homossexuais.” (Página 33)
Estímulo aos movimentos de defesa dos direitos LGBT.” (Página 27)
Ampliação da participação da Comunidade LGBT nos debates do Programa Brasil sem Homofobia, e articulação deste programa com as iniciativas estaduais e municipais.” (Página 28)
Criar Fórum Nacional de Diálogos para que a escuta das reivindicações dos movimentos sociais que lutam pela garantia de direitos LGBT sejam efetivados e garantidos.” (Página 29)
O programa de governo de Aécio usa também o jargão da ONU e grupos esquerdistas mundiais para se referir sorrateiramente à homossexualidade. Suas palavras mágicas secretas são “gênero” e “orientação sexual,” amplamente utilizadas por todas as esquerdas do Brasil. Confira:
Apoio a iniciativas que busquem assegurar a identidade de gênero.” (Página 28)
A educação deve ser efetivamente utilizada na formação de uma cultura de respeito à diversidade social, racial e orientação sexual.” (Página 42)
As políticas públicas para as mulheres devem ser transversais, inserindo a perspectiva de gênero, de forma permanente e sistemática, em todas as áreas e programas do governo.” (Página 41)
Organizar a capacitação de educadores nas questões de gênero, visando desconstruir preconceitos e estereótipos.” (Página 43)
Incentivar a incorporação de mulheres às Forças Armadas, como forma de superação das barreiras de gênero.” (Página 239)
Apoio a linhas de pesquisa universitárias relativas à questão de orientação sexual.” (Página 27)
Organização de protocolos de prevenção à discriminação por orientação sexual, com participação das políticas de Justiça, Direitos Humanos, Assistência Social, Educação, Trabalho, Saúde e Igualdade Racial, em ampla parceria com a sociedade civil.” (Página 28)
Mais parece programa de governo do PT. Mas é do PSDB, que descaradamente se compromete a dar continuidade a todo o socialismo anti-família do PT.
Votar em Aécio para derrotar as políticas anti-família de Dilma ajudará a família brasileira?
Décadas atrás, se dissessem aos nossos avós que determinado político quer que crianças sejam entregues a homossexuais, a reação deles não se limitaria apenas a dizer: “Não vou votar nele!” Muito mais que isso, aquela geração pegaria em paus e pedras para linchar o pervertido disfarçado de político que quer tamanha maldade contra as crianças.
Eles sem dúvida alguma linchariam Aécio e Dilma.
O que aconteceu com a geração atual?
Crianças não foram criadas para estar nas mãos de homossexuais e outros pervertidos. Essa verdade é evidente desde o começo da humanidade.

Os perigos do PT

Quanto mais aprendi sobre o PT, Lula e Dilma, mais claro ficou para mim que eles demonstraram por meio de gestos e ações a sua rejeição a essa verdade. Em razão disso, sou um opositor inflexível de Dilma.
Não é de hoje que alerto sobre os perigos do PT. Na eleição presidencial de 2002, enquanto importantes pastores me asseguravam que Lula havia feito um compromisso com eles de que não deixaria seu futuro governo promover agenda abortista e homossesxualista, eu os avisava que o PT era um partido de mentiras e enganações. Tudo o que eles disseram de bom sobre Lula não se confirmou. Mas, infelizmente, tudo o que eu já previa (pelo bom senso, não por profecias), aconteceu. Com o PT no poder, o Brasil se tornou o primeiro país do mundo a apresentar na ONU uma resolução classificando o homossexualismo como direito humano inalienável. Fui o primeiro brasileiro a denunciar internacionalmente essa ameaça, ajudando líderes pró-vida internacionais a barrar a medida do governo brasileiro na ONU.
Minhas denúncias contra as ambições homossexualistas de Lula são antigas e alcançam a mídia internacional há anos. Confira, por exemplo, meus artigos:
Não posso ignorar que o fato de Dilma hoje seguir a linha de Lula é apenas um exemplo da apostasia que agora existe nos elementos elitistas que controlam ambos os chamados partidos majoritários do Brasil, PT e PSDB, assim como as instituições de vários setores da vida brasileira.
Essa apostasia ocorre especialmente no que se refere às metas socialistas de promover agendas contra a família brasileira.
Considerando que as elites dominantes abandonaram o respeito à vida e a família, tão essencial para a sobrevivência nacional do Brasil, para apoiar a agenda homossexualista e abortista, reconhecer as ações intencionalmente destrutivas de Dilma é admitir apenas metade (e talvez a metade mais fatal) da ameaça que enfrentamos. Em todos os assuntos de fundamental importância para o futuro das famílias do Brasil, o PSDB, em seu governo no Estado de São Paulo, fez coisas que Dilma na esfera nacional ainda está tentando fazer sob crescente oposição.
Recordemos também que Luiz Mott, o pai do ativismo homossexual do Brasil, ocupava proeminente cargo no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de quem recebeu importante condecoração.

PT e PSDB levam, por caminhos diferentes, ao inferno socialista

Logicamente, os únicos indivíduos que deveriam apoiar o candidato do PSDB, Aécio Neves, são os que adotaram as metas anti-família de Dilma, mas se ressentem de seu fracasso em cumpri-las. Eles querem substituir sua incompetência desajeitada e mais diretamente socialista pelo método mais atraente e dissimulado de Aécio para alcançar o mesmo fim. Além do mais, eles sabem por experiência própria que podem contar com o seu rótulo de indivíduo pró-PSDB para obrigar os conservadores a empregar todos os seus esforços para defender e desculpar a luta de Aécio para seguir a agenda da elite socialista pró-agenda gay. Sua eleição, portanto, irá ajudar a frustrar e neutralizar a forte oposição conservadora que, se não fosse pelo apoio a Aécio, iria continuar a crescer.
Conheço muitas pessoas que se opõem fortemente a Dilma porque ela está nos levando em direção a uma “ilha da fantasia” elitista e totalitária localizada nas profundezas do inferno socialista. No entanto, parafraseando Alan Keyes, “essas mesmas pessoas estão dispostas retirá-la do leme apenas para colocar no lugar alguém cuja única proeza é o histórico de um partido que promete uma viagem mais estável, por águas mais calmas, para o mesmo destino. Em que mundo torto de desespero existencial isso faz sentido?”
Sabiamente, Keyes diz: “Pessoas que colocam sua confiança em Deus não precisam aceitar a escolha do demônio, de enfrentar o mal com o mal. Se o Reino de Deus está com eles, sempre há uma escolha melhor à disposição. Muitos brasileiros oram e declaram acreditar que o Reino de Deus está próximo. Mas no seu dever soberano como cidadãos, eles se propõem a abandonar a própria fé. A fé foi o que lhes possibilitou a autonomia. Ela pode fazer por eles a mesma coisa novamente, até mesmo neste tempo, mas somente se eles se lembrarem disso a tempo.”
Parafraseando Keyes, finalizo: Quanto à escolha entre Dilma e Aécio, qualquer uma delas é a escolha do demônio. O mal será o único resultado dessa escolha.
Adaptado do artigo de Alan Keyes: Uma escolha entre Satã e Belzebu
Leitura recomendada:

Perseguição aos cristãos segue no rastro dos EUA, Inglaterra e França em Kosovo, Líbia, Iraque e Síria


Perseguição aos cristãos segue no rastro dos EUA, Inglaterra e França em Kosovo, Líbia, Iraque e Síria

Murad Makhmudov e Lee Jay Walker
Modern Tokyo Times
Recentes intervenções dos EUA, França e Inglaterra equivalem à perseguição aos cristãos e enorme instabilidade. Essa realidade pareceria ser uma constante política ocidental porque o mesmo cenário não para de acontecer. É claro que em termos de números então muçulmanos têm sido mortos em vastos números por causa de brigas religiosas entre si e motivos políticos. Contudo, para as comunidades cristãs minoritárias no Kosovo, Líbia, Iraque e Síria é evidente que a intromissão ocidental está criando um pesadelo para os cristãos.
Aliás, é irônico que na Síria sejam os membros majoritariamente muçulmanos das forças armadas do governo que estejam protegendo os cristãos dos rebeldes formados por brutais grupos terroristas islâmicos e um grande exército de mercenários. Como sempre, esses rebeldes brutais na Síria estão recebendo apoio dos EUA, França e Inglaterra com base nos petrodólares dos países islâmicos do Golfo e nas intrigas da Turquia. Portanto, até mesmo quando os rebeldes terroristas que se opõem ao governo sírio raptam freiras cristãs, atacam igrejas e ameaçam exterminar a minoria cristã, nada disso preocupa os EUA, a França e a Inglaterra. Em vez disso, tudo o que essas três potências ocidentais fazem é preparar mais revoluções e ocultar-se atrás de linguagem enganadora. No entanto, todas essas três nações sabem o que aconteceu no Kosovo, Líbia e Iraque.
A matança mais recente de cristãos aconteceu na Líbia onde sete cristãos egípcios foram executados por suspeitos islamistas. É claro que durante o governo do coronel Kadafi a comunidade cristã na Líbia não era selecionada para perseguição. Contudo, as potências ocidentais e os países do Golfo utilizaram terroristas e mercenários a fim de derrotar Kadafi na Líbia. Portanto, não é de surpreender que hoje a Líbia esteja enfrentando crescente militância islamista.
Em Kosovo, depois do término desse conflito é evidente que muitos cristãos ortodoxos têm sido mortos, igrejas têm sido destruídas e muitas regiões cristãs têm sido varridas do mapa. Aliás, os cristãos ortodoxos nem mesmo podem viajar nas cercanias de Kosovo por causa do medo de serem atacados. Além disso, muitos antigos monumentos cristãos ortodoxos têm sido destruídos e hoje a comunidade cristã ortodoxa nativa reside em guetos em Kosovo.
No Iraque é óbvio que Saddam Hussein era contra os muçulmanos xiitas e contra os curdos, mas os cristãos não enfrentavam perseguição sob a guarda dele. No entanto, quando o Iraque foi invadido pelos EUA, logo depois vieram as brigas entre muçulmanos, terrorismo e ataques aos cristãos. Essa realidade fez com que a maioria dos cristãos fugisse do Iraque, pois em nenhum momento as tropas ocidentais julgaram que as várias comunidades cristãs eram dignas de serem protegidas. Em vez disso, exatamente como aconteceu com os cristãos ortodoxos de Kosovo, os cristãos do Iraque logo ficaram confusos depois de serem abandonados pelas forças aliadas por causa dos caprichos políticos das elites ocidentais dos EUA e da Inglaterra.
O governo da Síria está agora lutando por sua sobrevivência. Portanto, as várias comunidades cristãs sírias temem outro Iraque. Neste momento, os cristãos ainda têm a liberdade de adorar a Deus nas regiões controladas pelo governo sírio. Mas em regiões sob o domínio dos vários grupos rebeldes terroristas, é evidente que os cristãos estão sendo pressionados a se converterem ao islamismo, estão sendo exterminados, assassinados e sofrendo outras realidades selvagens. Apesar disso, as elites políticas dos EUA, França e Inglaterra estão apoiando as nações muçulmanas feudais do Golfo e os caprichos da Turquia. Por isso, a sobrevivência do Cristianismo atualmente depende do governo da Síria porque claramente a maioria dos cristãos fugirão se os terroristas apoiados pelo Ocidente e pelo Golfo vencerem.
Na Líbia, a recente execução brutal de sete cristãos egípcios está seguindo o mesmo padrão. A Fox News em janeiro de 2014 disse: “Os cristãos coptas da Líbia, que contam aproximadamente 300.000, ou 5 por cento da população, tinham permissão de praticar sua fé no governo do ditador Muamar Kadafi. Mas desde que o ditador foi derrubado e morto, os fundamentalistas muçulmanos estão cada vez mais preenchendo o vácuo de poder. No mês passado, a Assembleia Nacional aprovou por votos a medida para fazer com que a lei do Corão, ou a xaria, a base de todas as decisões legislativas, significando que o islamismo moldará todos os casos bancários, criminais e financeiros.”
Na mesma notícia, a Fox News disse: “A orientação do emergente sistema político e legal, combinado com a ascensão de militantes em nações ricas em petróleo, está deixando os cristãos sentindo-se como se a promessa de democracia depois da queda de Kadafi tivesse sido quebrada.”
O massacre de cristãos egípcios na Líbia resume as realidades costumeiras depois da intromissão dos EUA, França e Inglaterra. Será que a realidade no Kosovo, Iraque, Líbia e Síria são coincidência? Ou será que significa que uma agenda anticristã está no centro das grandes potências ocidentais? Os habitantes do Timor Leste testemunharam a mesma realidade que os bafrans na Nigéria. De forma semelhante, hoje os habitantes de Papua Ocidental enfrentam a islamização e javanização na Indonésia, mas as potências ocidentais pouco se importam. Pareceria que os cristãos são descartáveis no que se refere a preocupações geopolíticas e apaziguar o estado anticristão e anti-xiita da Arábia Saudita.
Os cristãos ortodoxos temem caminhar abertamente no Kosovo apesar de que essa terra é o berço do Cristianismo ortodoxo sérvio. De modo semelhante, os cristãos temem andar na Líbia, Iraque e Síria por causa da intromissão das potências ocidentais.
Traduzido por Julio Severo do artigo do Modern Tokyo Times: Christian Persecution Follows US, UK and France in Kosovo, Libya, Iraq and Syria
Leitura recomendada: