23 de outubro de 2019

Sobre tartarugas marinhas em gestação e seres humanos em gestação


Sobre tartarugas marinhas em gestação e seres humanos em gestação

Bryan Fischer
Uma das coisas que a Bíblia ensina é a depravação total do homem não redimido. “Ninguém é justo, ninguém; ninguém entende; ninguém busca a Deus” (Romanos 3:10). Se um número suficiente de pessoas acreditar nas mentiras do diabo, toda a sociedade acaba se tornando depravada.
Veja o que aconteceu na semana passada em Miami Beach, Flórida, EUA. Lá, uma mulher de 41 anos — seu motivação é desconhecida — foi flagrada pisando no ninho de uma tartaruga marinha, e espetando-a com uma estaca de madeira. Ela foi sumariamente presa e acusada pelo crime de “abuso ou hostilidade contra ovos de tartaruga.”
Ovos de tartarugas marinhas são bem-vindos e protegidos por lei desde 1973, quando encontraram abrigo sob a Lei de Espécies Ameaçadas. Paradoxalmente, 1973 foi o mesmo ano em que o aborto foi “legalizado” pela infame decisão Roe versus Wade no Supremo Tribunal dos EUA.
Um ovo de tartaruga marinha é uma tartaruga em gestação. Um “feto” é um ser humano em gestação. Assim, em um ato monstruoso de total depravação, as tartarugas marinhas em gestação ganharam a proteção legal total da lei no mesmo ano em que os seres humanos em gestação perderam a proteção deles.
Não sei quais penalidades a mulher do caso das tartarugas marinhas enfrenta, mas sei que a Federação de Planejamento Familiar [a maior rede de clínicas de aborto dos EUA] recebe US$ 500 milhões por ano, dólares arrancados à força dos americanos que pagam impostos, para matar bebês em gestação. Eles matam esses bebês arrancando seus braços e pernas um a um enquanto estão no útero e os descartando como lixo médico, o equivalente moral de pisar neles e espetá-los com estacas.
Falando em tartarugas marinhas, a polícia de Miami Beach disse: “felizmente, parece que os ovos não foram danificados.” Não dá para se dizer o mesmo com relação aos bebês em gestação.
Isso não quer dizer de forma alguma que devemos encorajar as pessoas a sair por aí destruindo os ninhos das tartarugas marinhas. Não, pelo contrário. Não devemos pisar nos ovos de tartaruga ou espetá-los com estacas. Mas não devemos também fazer isso com bebês em gestação.
Se você precisar de uma ilustração singular da decadência e escuridão moral dos Estados Unidos, esse caso é perfeito. Conclusão: matar tartarugas marinhas em gestação dá cadeia. Matar bebês em gestação dá dinheiro.
Que Deus convença os Estados Unidos de sua cruel desumanidade, os faça se humilhar e chorar por seus pecados, os perdoe, os renove e os restaure. Em nome de Jesus.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês da Associação da Família Americana: Of Unborn Sea Turtles and Unborn Human Beings
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21 de outubro de 2019

Inclusão de mulheres e homossexuais está trazendo sérios problemas sexuais nas forças armadas dos EUA enquanto agressões sexuais estão piorando a cada ano, sem fim à vista


Inclusão de mulheres e homossexuais está trazendo sérios problemas sexuais nas forças armadas dos EUA enquanto agressões sexuais estão piorando a cada ano, sem fim à vista

Julio Severo
Um especialista em questões militares afirma que as experiências socialistas impostas aos soldados americanos nos últimos anos são um fracasso.
“As tentativas do Ministério de Defesa de reduzir as agressões sexuais nas forças armadas estão fracassando. Relatórios anuais que rastreiam o número de agressões reais a mulheres e homens [revelam] que o problema está piorando a cada ano, sem fim à vista,” afirma um relatório do independente Centro de Prontidão Militar (CPM).
A conclusão foi confirmada pelos mais altos níveis de comando. As informações sobre os casos vêm da Secretaria de Prevenção e Resposta a Agresões Sexuais do Pentágono.
O CPM disse que é “uma desgraça que, em um único ano (2018), mais de 6.000 soldados e soldadas acharam necessário denunciar agressões sexuais.”
As moças foram vítimas de predadores sexuais do sexo masculino, enquanto os rapazes foram vítimas de predadores homossexuais.
A culpa é clara: “Durante décadas, engenheiros sociais feministas, legisladores e autoridades de alto nível do Pentágono prometeram que missões de combate para mulheres reduziriam os índices de agressões sexuais. Pelo contrário, de acordo com dados do Ministério de Defesa, aconteceu o oposto. Ativistas LGBT também insistem em que sua agenda está funcionando bem… mas… as porcentagens anuais de agressões sexuais contra militares do sexo masculino mostram uma tendência perturbadora. As políticas sociais que ignoram ou tentam redefinir a sexualidade humana estão enfraquecendo a disciplina, a confiança e as carreiras de muitos líderes seniores,” afirma o relatório.
A inclusão de mulheres com homens no serviço militar tem sido um desastre não apenas nos Estados Unidos, mas também em Israel. Apesar da distribuição de contracepção gratuita, o número de abortos legais entre as soldadas de Israel aumentou. Em 2018, as Forças de Defesa de Israel realizaram 1.000 abortos em suas soldadas.
Portanto, o custo da inclusão de mulheres com homens nas forças armadas israelenses aumentou a atividade sexual entre si e o sacrifício de 1.000 bebês inocentes em 2018.
Existem outros problemas também. As mulheres não têm o mesmo senso de objetividade e direção que os homens têm em situações críticas. Em 1 de outubro de 2019, a policial branca Amber Guyger foi considerada culpada de assassinato depois que ela atirou fatalmente em seu vizinho negro desarmado. O assassinato aconteceu depois que a policial erroneamente foi ao apartamento de seu vizinho, pensando que era o apartamento dela, e ela pensou que ele a invadiu, quando a realidade era exatamente o contrário.
Por sua má direção, ela teve dois pensamentos errados: pensou que o apartamento do vizinho era dela, e não era. Ela pensou que o vizinho estava armado e ele não estava.
Então, por que as mulheres estão nas forças policiais e militares? Porque o socialismo as coloca nesses lugares. No socialismo, todos são iguais. Então, se os homens são soldados e policiais, por que não também mulheres?
No paraíso militar socialista, que nunca é um paraíso na vida real, mulheres e homossexuais são iguais a homens de verdade.
O resultado, como é comum no socialismo, tem sido um desastre.
Com informações do WorldNetDaily e DailyMail.
Leitura recomendada:

18 de outubro de 2019

Três contra um: GospelMais coloca três pastores calvinistas — Paulo Junior, Renato Vargens e Augustus Nicodemus — para rebater Silas Malafaia


Três contra um: GospelMais coloca três pastores calvinistas — Paulo Junior, Renato Vargens e Augustus Nicodemus — para rebater Silas Malafaia

Julio Severo
Uma vez salvo, salvo para sempre, por mais que peque? Silas Malafaia, citado no GospelMais em 16 de outubro de 2019 sobre a questão da predestinação e calvinistas, recebeu um holofote negativo do GospelMais, que apresentou Malafaia como sendo criticado por calvinistas e assembleianos.
Você pode assistir ao vídeo de Malafaia sobre calvinistas cessacionistas e teorias erroneas sobre predestinação, clique aqui.
O GospelMais deu proeminência, como vem fazendo sempre, ao pastor calvinista Renato Vargens, que refutou Malafaia dizendo: “Aqueles que afirmam que o cristão pode perder a salvação, está afirmando que a regeneração feita pelo Espírito Santo foi ineficaz.”
Além de português errado, Vargens tem teologia errada.
Corrigindo o português de Vargens, quando se começa uma frase dizendo “Aqueles que afirmam” deve continuar na mesma concordância dizendo “estão afirmando,” não “está afirmando,” como ele disse. É uma regra ultra-simples de português.
Quanto à teologia errada de Vargens, o comentário dele deu a entender que depois da salvação o sujeito perde o livre arbítrio.
Querendo ou não, é a mesma coisa que dizer: “Aqueles que afirmam que Adão e Eva puderam pecar estão afirmando que o Criador deles também peca.”
Adão e Eva foram criados perfeitos e com livre arbítrio por um Deus perfeito, e pecaram. Mas alguns acham que depois da conversão, o livre arbítrio morre e o convertido não tem mais como se perder, por mais que ele peque e se rebele.
Como prova de que Malafaia está sendo criticado por teólogos assembleianos, o GospelMais citou Geremias do Couto, a quem o GospelMais identificou como “teólogo arminiano.”
Ora, se Geremias é teólogo arminiano, Vargens e Augustus Nicodemus também são! Embora fisicamente presente entre assembleianos, faz muitos anos que a cabeça, o coração e a teologia de Geremias estão no calvinismo. Como é que o GospelMais não viu isso?
Além disso, como é que o GospelMais usa Renato Vargens como uma voz evangélica competente contra Malafaia quando nos maiores embates contra o aborto e a agenda gay no Brasil, Malafaia está bem presente defendendo a vida e a família até mesmo no Congresso Nacional, enquanto ninguém sabe por onde anda Vargens quando esses embates ocorrem?
Só algumas perguntas úteis que os leitores deveriam dirigir ao GospelMais: Por que criticar tanto Malafaia, e não criticar Vargens? Por que sempre apresentar Vargens como um líder sensato, sábio, moderado, como se ele não recebesse nenhuma crítica, e sempre apresentar Malafaia exatemente o contrário disso? O que foi que Malafaia fez para o Gospelmais para receber tanta antipatia? O que Vargens fez para ganhar tanta simpatia do GospelMais?
Entretanto, o GospelMais não colocou apenas o calvinista Vargens para rebater Malafaia. Colocou também Paulo Junior e Augustus Nicodemus.
Silas Malafaia está tão poderoso assim para o GospelMais ter de citar nada menos que três pastores calvinistas contra ele?
Mas sabe o que nunca vi? Quando um teólogo calvinista cessacionista ataca selvagemente pentecostais, nunca vi o GospelMais colocando três pastores pentecostais para rebater o calvinista. Cessacionista é o adepto da heresia cessacionista, que diz que profecias, revelações e outros dons sobrenaturais do Espírito Santo cessaram 2.000 anos atrás.
O bom dessa questão toda é ver que o GospelMais entendeu que para enfrentar teologicamente Malafaia, os calvinistas cessacionistas precisam do socorro de no mínimo três notórios teólogos calvinistas cessacionistas: Paulo Junior, Renato Vargens e Augustus Nicodemus.
Sobre o comentário de Vargens de que uma vez salvo, salvo para sempre, por mais que se peque, Eduardo Pydd (que tem formação como pastor luterano) comenta:
Errado!
Quem afirma isso é a Bíblia.
“Porque se voluntariamente continuarmos no pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados” Hebreus 10.26.
“Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa” Apocalipse 3.11
Vargens confunde ser “eficaz” — o que a regeneração é — com ser “efetivo” — o que nem sempre é. O cristão pode, sim, se desviar do caminho e perder a salvação, porque não é um robô, uma marionete. Precisa continuamente buscar Deus na Palavra, fortalecendo a sua fé.
Leitura recomendada sobre Silas Malafaia:

Franklin Graham, filho do evangelista Billy Graham, diz: “A esquerda, os socialistas deixam muito claro que estão contra a Igreja”


Franklin Graham, filho do evangelista Billy Graham, diz: “A esquerda, os socialistas deixam muito claro que estão contra a Igreja”

Julio Severo
Em entrevista ao noticiário da Rede de Televisão Cristã (RTC) dos Estados Unidos, o evangelista Franklin Graham, filho do evangelista internacionalmente famoso Billy Graham, se mantém firme contra os recentes comentários polêmicos do candidato presidencial democrata de 2020 Beto O’Rourke, que disse que gostaria de retirar das igrejas americanas sua condição de isenção de impostos se não elas não apoiarem o casamento entre indivíduos do mesmo sexo.
Franklin Graham
A Rede de Televisão Cristã é conhecida no Brasil através do programa Clube 700, apresentado por Pat Robertson, o fundador da RTC.
O Partido Democrático, do candidato O’Rourke, tem muitas das características socialistas do Partido dos Trabalhadores no Brasil, principalmente com relação ao aborto e à agenda gay. Mas no que se refere a fazer as vontades do complexo industrial militar americano, que mantém o governo americano ocupado em guerras intermináveis, tanto democratas quanto republicanos não são muito diferentes.
Graham disse que a declaração de O’Rourke indica que os progressistas estão se degradando mais em suas políticas nos EUA. Se O’Rourke se tornar presidente dos EUA, ele já deixou claro que vai favorecer totalmente os homossexualistas e perseguir as igrejas.
“Acho que a esquerda, os socialistas deixam muito claro que estão contra a igreja,” disse Graham ao noticiário da RTC. “A menos que nos curvemos e aceitemos a agenda deles relacionada à agenda LGBTQ, eles tirarão nossa condição de isenção de impostos, e todos na sala deram vivas e aplaudiram quando ele disse isso. E é claro que os outros candidatos também aplaudiram e deram vivas. E isso apenas mostra onde está o coração deles e para onde eles estão indo.”
Graham disse que não se trata de ser contra um grupo de pessoas. Em vez disso, é sobre compartilhar a verdadeira liberdade e esperança que brotam quando seguimos os caminhos de Deus que são muito bem mostrados na Bíblia.
“Não sou contra gays, não vou falar contra gays, brigar com gays ou qualquer coisa assim, mas certamente não quero que eles forcem a agenda deles em mim ao ponto em que eu tenha de aceitar o que eles dizem ser a verdade. O que eles dizem não é a verdade. É pecado. E eu me importo com os gays, os amo o suficiente para avisá-los de que, se eles não se arrependerem e abandonarem seus pecados, Deus os julgará. E Deus julgará o pecado, quer sejamos mentirosos ou ladrões, todos somos pecadores e temos de nos arrepender e deixar de pecar,” explicou ele.
“Então, eu quero que os gays e as lésbicas saibam que, se se arrependerem e abandonarem esses pecados, Deus os perdoará e curará seus corações. Mas não vou aceitar o pecado deles e dizer que o que eles estão fazendo é bom. O que eles fazem não é bom. Não é bom para Deus e eles estarão diante dele um dia,” continuou ele.
O que preocupa Graham não é apenas a agenda socialista da esquerda. Ele também está muito preocupado com a forma como a propaganda incessante dos ativistas gays e dos socialistas irá corromper os cristãos.
“Muitos cristãos, infelizmente, vão se curvar e ceder, e muitos já fizeram isso, mas eu simplesmente não vou fazer isso,” disse ele.
Com informações da Rede de Televisão Cristã dos Estados Unidos.
Leitura recomendada sobre Franklin Graham:

15 de outubro de 2019

Com financiamento de impostos, CPAC Brasil, o maior evento “conservador” do Brasil, critica… socialistas financiados por impostos


Com financiamento de impostos, CPAC Brasil, o maior evento “conservador” do Brasil, critica… socialistas financiados por impostos

Julio Severo
Defendendo o Estado mínimo, Eduardo Bolsonaro apresentou a CPAC Brasil, que ele disse ser o maior evento conservador do Brasil. Apesar da ideia de “Estado mínimo” significar “menos impostos” e menos gente do governo gastando dinheiro de impostos, o que se viu na CPAC foi “conservadores” criticando socialistas financiados por impostos num evento que custou R$ 1,1 milhão de dinheiro de impostos.
Eduardo Bolsonaro apresentando Olavo de Carvalho no CPAC Brasil
CPAC é a sigla americana de Conservative Political Action Conference, que significa Conferência de Ação Política Conservadora. A CPAC Brasil, que aconteceu em 11 e 12 de outubro de 2019 em São Paulo, foi o primeiro evento desse tipo no Brasil.
Embora o evento tenha sido projetado para 2 mil pessoas, de acordo com os organizadores a conferência teve cerca de 1.200 participantes.
Para os socialistas, é muito fácil usar a máquina do Estado para seus projetos de poder. Agora, em versão direitista, Eduardo Bolsonaro usou a máquina do Estado para seu projeto de poder pessoal.
Em vez de promoverem suas causas com o dinheiro do próprio bolso, os socialistas sempre usam o dinheiro dos outros, de preferência de impostos. Não diferente disso, o “princípe” Eduardo promoveu a CPAC no Brasil não com o dinheiro de seu próprio bolso, mas com dinheiro de impostos. Se isso não é socialismo direitista, então o que é?
No entanto, o problema não é só impostos sendo usados para financiar o que Eduardo Bolsonaro chamou de maior evento conservador do Brasil. Conforme consta no próprio site do evento, a conferência CPAC Brasil foi oficialmente realizada pela Fundação Indigo, que já defendeu a legalização do uso medicinal e recreativo da maconha.
“A legalização do porte, distribuição e venda de maconha para fins medicinais e recreativos poderia solucionar vários problemas públicos brasileiros, como a superlotação de prisões, a existência de esquemas complexos e muito lucrativos de tráfico, a redução taxa de criminalidade e a redução do número de mortes causadas pelo tráfico e pela overdose com a utilização substâncias mais tóxicas,” defendeu a Fundação Índigo, que realizou a CPAC Brasil.
Como Eduardo Bolsonaro e seus aliados não quiseram, de acordo com valores conservadores, financiar a CPAC Brasil com dinheiro do próprio bolso, a Fundação Índigo foi usada para financiar, com dinheiro de impostos, o evento.
Não é a primeira vez que Eduardo realiza um evento “conservador” com dinheiro de impostos usando a Fundação Índigo. Em julho de 2018 ele tentou realizar a Cúpula Conservadora das Américas, que acabou sendo realizada em dezembro.
É óbvio que com tanto dinheiro de impostos usado num evento “conservador,” o que foi exaltado não foi o conservadorismo. A exaltação foi dada para Eduardo Bolsonaro, que é filho do Presidente Jair Bolsonaro. O segundo homem mais exaltado foi Olavo de Carvalho, um conselheiro de Bolsonaro que por seu longo histórico de ocultista e astrólogo é considerado o “Rasputin de Bolsonaro.”
A Cúpula Conservadora das Américas, que glorificou Carvalho, custou 500 mil reais de dinheiro de impostos.
Pela lei brasileira, financiar eventos com dinheiro público não é ilegal. Mas do ponto-de-vista conservador, não é correto. Chega a ser imoral.
“Ele asfaltou o caminho para que viesse Bolsonaro,” disse o filho do presidente sobre a glorificação de Carvalho na CPAC. Em março de 2019 Eduardo foi repreendido pelo televangelista Silas Malafaia por descartar os evangélicos para creditar a vitória de Bolsonaro a Carvalho. Malafaia, que é a maior voz conservadora evangélica hoje, não foi convidado para a conferência da CPAC, embora ele tenha liderado milhões de evangélicos a votar em Bolsonaro.
O único grande serviço noticioso internacional que escreveu uma reportagem sobre a conferência da CPAC foi a BBC, mas só em sua edição em português. Sua edição em inglês ignorou o evento. Aliás, embora os EUA tenham milhares de sites conservadores, nenhum até agora escreveu sobre o evento da CPAC no Brasil.
A BBC mostrou um telão na CPAC onde Carvalho foi exaltado. A verdade é que o filho do presidente pode dizer e fazer o que quiser, desde exaltar um Rasputin até canalizar impostos para realizar um evento “conservador.”
Não é a primeira vez que a BBC trata de Carvalho. Em 2017, quando nenhum canal conservador dos EUA escreveu sobre a participação de Carvalho num debate com um socialista brasileiro na Universidade de Harvard, a BBC foi o único grande canal noticioso a entrevistar Carvalho, que disse que apoia a ideia socialista de “renda mínima,” onde o Estado daria um salário mínimo para cada cidadão. Esse salário aparentemente generoso viria totalmente do dinheiro de impostos.
Em sentido muito real, Carvalho não está longe de Satanás, não só por suas conexões ocultistas mal explicadas, mas também por ser o maior defensor do revisionismo da Inquisição no Brasil. A opinião de Carvalho é que os evangélicos americanos são mentirosos por apoiarem a “mentira” de que a Inquisição torturava e matava judeus e protestantes.
Por ser o maior país evangélico do mundo e por ser o país que mais protegeu judeus no mundo, os EUA também se tornaram o país que mais combateu a Inquisição. Embora Carvalho não esconda de ninguém sua repugnância pelo papel dos evangélicos americanos para ajudar os judeus no combate à Inquisição, ele prefere viver nos EUA, um comportamento incoerente não diferente de socialistas brasileiros que criticam o capitalismo e o evangelicalismo americano, mas preferem viver nos EUA.
Contudo, a defesa da Inquisição não é o único problema deles. Allan dos Santos, que foi exaltado por Eduardo Bolsonaro e Mercedes Schlapp como representante oficial da “imprensa conservadora” no Brasil, é um seguidor de Carvalho que foi desmascarado pelo jornalista Felipe Moura Brasil em sua reportagem na revista Crusoé “Os Blogueiros de Crachá,” sobre blogueiros que apoiam Carvalho e Bolsonaro e recebem favores financeiros.
A reportagem de Moura Brasil mostra como Allan dos Santos e até o Felipe G. Martins, assessor internacional especial do presidente, supostamente atuam em conspirações para derrubar ministros que não estão alianhados com Carvalho. Um dos ministros derrubados foi o General Carlos Alberto dos Santos Cruz, que alegadamente se opôs que dinheiro de impostos de seu ministério fosse desviado para financiar Carvalho e seus grupos.
Graças à atuação desses grupos militantes, não existe real liberdade no governo Bolsonaro. Todos os ministros que tentaram criticar a influência nociva de Olavo de Carvalho no governo foram demitidos. Então se futuramente disserem que Carvalho era uma pessoa respeitada por todos no governo Bolsonaro porque todos os ministros o elogiavam, é porque ninguém tinha escolha.
Como não elogiar Carvalho? Ele recebeu de Bolsonaro a condecoração mais elevada do governo brasileiro, um sinal claro, conforme as palavras de um líder do partido de Bolsonaro, de que Bolsonaro está apaixonado por Carvalho. É um sinal também de que Carvalho se tornou incriticável no governo.
Felizmente, não estou no governo e posso criticar Carvalho com responsabilidade cristã. Quando Carvalho aconselhou o Presidente Bolsonaro a colocar Ricardo Velez como ministro da Educação, fui eu quem denunciou que Velez apoiava Hillary Clinton e não gostava de Trump. Quando Velez caiu, Carvalho aconselhou Bolsonaro a escolher Abraham Weintraub, denunciado por mim como um direitista socialista.
No Brasil, não é a grande mídia esquerdista que critica Carvalho pela defesa que ele faz da Inquisição. Aliás, a esquerda não parece se importar que ele defenda tais atrocidades passadas. O maior crítico dele nessa assunto sou eu. Por causa de minha crítica, Carvalho, usando e abusando de sua influência no governo, já apelou para a Polícia Federal me investigar, como se fosse crime criticá-lo por causa da Inquisição e seus envolvimentos ocultistas.
Embora os evangélicos tenham sido o bloco principal de apoio a Bolsonaro na eleição presidencial de 2018, há pouquíssimos evangélicos em cargos de alto escalão no governo. Esses evangélicos também não têm liberdade de criticar Carvalho.
Em entrevista exclusiva ao HuffPost do Brasil, Eduardo Bolsonaro zombou da denúncia do jornalista Moura Brasil, dizendo que existe “uma deliberada perseguição a qualquer um que não se alinhe à conduta desejada pela esquerda.” (Sua entrevista foi incoerente, pois se ele não gosta da esquerda, por que ele aceitou ser entrevistado pelo esquerdista HuffPost?)
Pelo simples fato de que o jornalista denunciou caça às bruxas a serviço de Carvalho, ele foi rotulado como fazendo parte da esquerda. É uma acusação injusta.
Felipe Moura Brasil é o editor de um livro best-seller de Carvavlho e autor de um vídeo contra o socialismo com mais de 7 milhão de visualizações nos Estados Unidos. O vídeo (https://youtu.be/bKhR9i5CGkA), intitulado “How Socialism Ruined My Country” (Como o Socialismo Arruinou Meu País), foi divulgado por Dennis Prager, um conhecido judeu antimarxista americano.
Não existe nos EUA um vídeo antimarxista brasileiro mais famoso do que o vídeo de Felipe.
Se criticar influências ocultistas no governo Bolsonaro torna você vulnerável de ser tachado de “esquerdista,” em breve Eduardo Bolsonaro lançará essa acusação contra mim, embora eu tenha militância antimarxista muito antes dele. Em pleno governo Lula em 2006, eu criticava sua campanha homossexualista. Uma das maiores denúncias publicadas nos EUA contra o governo Lula foi escrita por mim em 2006.
Enquanto em 1999 Jair Bolsonaro estava apoiando Hugo Chávez e seu socialismo venezuelano, eu estava combatendo o socialismo e a agenda gay. Sou o autor do livro “O Movimento Homossexual,” publicado originalmente pela Editora Betânia em 1998. Esse foi o primeiro livro brasileiro contra a agenda homossexual.
Por causa do meu conservadorismo cristão, sou criticado até mesmo pela esquerda nos EUA.
Então, quem participou da CPAC Brasil, onde os maiores exaltados foram Eduardo Bolsonaro e Olavo de Carvalho?
Os palestrantes americanos foram:
Matt Schlapp
Mercedez Schlapp
James M. Roberts
Christine S. Wilson
Charles R. Gerow
Senador Mike Lee
Kassy Dillon
Como não entendem português, os americanos foram incapazes de entender que em vez de estar com os representantes do conservadorismo brasileiro, eles estavam na verdade vendo os representantes do movimento de Olavo de Carvalho que, não surpreendemente, foram os palestrantes brasileiros, inclusive:
Ministro Ernesto Araújo, fã assumido de Olavo de Carvalho, René Guénon e Julius Evola. O ocultista islâmico René Guénon, muito recomendado por Carvalho durante décadas, tinha como principal discípulo Evola, cujos livros defendendo um ocultismo direitista inspiraram o fascismo italiano e o nazismo.
Abraham Weintraub, ministro da Educação que prometeu criar mais creches no Brasil do que os governos socialistas anteriores, numa campanha de socialismo de direita. O ministério dele também lançou uma campanha usando a astrologia e o público brasileiro atribuiu esse disparate à influência de Carvalho na vida dele.
Ana Campagnolo, uma “evangélica” adepta de Carvalho. Ela ficou famosa por combater o marxismo em sala de aula, e ficou igualmente famosa por doutrinar alunos a fazer mapas astrais (astrologia) sem o consentimento e conhecimento dos pais.
Damares Alves, pastora pentecostal, também falou. Seu tema foi questões pró-família. Ela não é discipula de Carvalho, mas também não é livre para criticá-lo e alguns itens homossexuais da agenda do governo Bolsonaro. Aliás, ela recebeu ordens para implementar esses itens.
A CPAC Brasil teve também uma mesa redonda com os adeptos de Carvalho — Filipe G. Martins, Rafael Nogueira, Flávio Morgenstein e Taiguara Fernandes — para debaterem a importância dele.
Além disso, houve uma mesa redonda com a “mídia indepentente” — termo que Eduardo usa para significar a mídia que exalta Carvalho. Na “mídia indepentente” Eduardo incluiu Conexão Política, Visão Macro, Daniel Lopez, Terça Livre (de Allan dos Santos) e Crítica Nacional.
Como filho do presidente, Eduardo Bolsonaro pode incluir ou excluir quem ele quiser. Ele tem privilégios garantidos pelo pai e muito dinheiro de impostos para realizar o que quer. O fato de que ele usou dinheiro de impostos para realizar a CPAC Brasil mostra o poder do “príncipe,” termo usado pelo Major Olimpio, líder do partido de Bolsonaro no Senado. Ele disse que os filhos do presidente Bolsonaro têm “mania de príncipes” e causam problemas para o pai.
A mania mais recente do “príncipe” é querer ser o embaixador do Brasil nos EUA.
Daniel Lopez, que é considerado pastor evangélico e participou da CPAC como “mídia independente,” caiu na lábia de Carvalho e hoje promove livros abertamente contra a fé evangélica, inclusive livros sanitizando a Inquisição. Um desses livros tem como título “Inquisição, um tribunal de misericórdia.”
Não existe, em Daniel Lopez, nenhuma independência de Carvalho. Aliás, todas as outras “mídias independentes” não são independentes de Carvalho.
A marca registrada do movimento supostamente direitista de Carvalho é a defesa intransigente da Inquisição. Digo supostamente direitista porque o próprio Carvalho recusa o título de direitista e conservador. Outra marca registrada desse movimento é o culto à personalidade de Carvalho.
Allan dos Santos, do Terça Livre, foi o principal “jornalista independente” exaltado por Eduardo. Conforme denúncia do UOL, Allan já andou se beneficiando de dinheiro de impostos para suas despesas pessoais. O que falta no Brasil é “jornalista independente” cujo bolso seja independente de dinheiro de impostos.
Não sei se Matt Schlapp, Mercedez Schlapp, James M. Roberts, Christine S. Wilson, Charles R. Gerow, Senador Mike Lee e Kassy Dillon participariam da CPAC Brasil se conhecessem de fato quem é Olavo de Carvalho, nem sei se eles concordam que a CPAC Brasil foi apenas usada e abusada para glorificar Eduardo Bolsonaro, Carvalho e seus adeptos.
Contudo, aparentemente eles tiveram a ideia de que o líder do movimento conservador no Brasil é o “príncipe” Eduardo Bolsonaro. Walid Phares, palestrante americano da CPAC, disse que Eduardo está “liderando um emergente movimento national conservador.”
Não sei se os organizadores americanos da CPAC são inocentes e não mereciam ser ludibriados. No ano passado, o evento deles nos EUA baniu um grupo evangélico conservador pró-família e recebeu um grupo homossexualista. Além disso, a CPAC já teve como palestrante programado um proeminente homossexual conservador, que acabou humilhando a CPAC depois de se envolver num escândalo público de defesa da pedofilia.
Tentar unir homossexualismo com conservadorismo é algo que um real conservador cristão nunca faria nem aceitaria. Mas um oportunista movido por dinheiro faz e aceita qualquer coisa.
Na CPAC Brasil, Eduardo Bolsonaro posou de forma orgulhosa com a bandeira do arco-íris, mostrando que ele acredita que existe conservadorismo homossexual.
Eduardo Bolsonaro e a bandeira gay
Se pode existir “conservador” com atitudes socialistas (gastar mais de 1 milhão de reais de dinheiro de impostos para realizar um evento “conservador” como a CPAC), por que não também “conservadores” gays?
Apesar disso, o empresário católico americano Sean Fieler exibiu na CPAC Brasil em sequência as bandeiras da União Soviética, de Cuba e do movimento gay, equiparando-as como formas de totalitarismo.
“É o movimento mais perigoso nos EUA atualmente”, declarou ele. É um movimento tão destrutivo que já está se infiltrando em grupos e partidos conservadores, inclusive na própria CPAC.
A lição brasileira que ficará com relação à CPAC por um longo tempo é que os americanos ligados à CPAC são altamente vulneráveis. Eles pregam Estado mínimo, menos impostos e denunciam socialistas financiados por impostos. Mas na primeira oportunidade, aceitam participar de um evento financiado altamente por impostos.
O Presidente Jair Bolsonaro não participou do evento, talvez como insatisfação à negativa de Trump de incluir o Brasil na OCDE em 2019, depois de todos os agrados que Bolsonaro fez a ele.
Nessa altura os organizadores da CPAC podem estar se perguntado se o pântano brasileiro, que está cheio de problemas da esquerda, não tem também problemas da direita. Querendo ou não, a CAPC acabou legitimando a direita extremista pró-Inquisição que ameaça o verdadeiro conservadorismo cristão. Legitimou também o culto à personalidade de Carvalho, que não mede esforços para se glorificar, ainda que à custa do verdadeiro conservadorismo.
Legitimou uma deturpação do conservadorismo brasileiro.
Quanto a Eduardo Bolsonaro, a CPAC foi um grande brinquedo para o “príncipe.”
Com informações de CPAC Brasil, BBC, HuffPost Brasil, O Antagonista, Notícias Yahoo, Congresso em Foco, Gazeta do Povo, Notícias UOL e El País.
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