17 de janeiro de 2020

Dívida deixou os EUA presos aos petrodólares… e à Arábia Saudita


Dívida deixou os EUA presos aos petrodólares… e à Arábia Saudita

Ryan McMaken via The Mises Institute
O regime iraniano e o regime da Arábia Saudita são inimigos de longa data, e ambos disputam o controle da região do Golfo Pérsico. Parte do conflito decorre de diferenças religiosas — diferenças entre grupos muçulmanos xiitas e sunitas. Mas grande parte do conflito decorre de desejos triviais de estabelecer domínio regional.
Contudo, por mais de quarenta anos a Arábia Saudita tem uma importante carta na manga em termos de sua guerra com o Irã: o apoio contínuo dos EUA ao regime saudita.
Mas por que os EUA deveriam continuar a apoiar com tanta força esse regime ditatorial? Certamente, essas relações estreitas não podem ser devido a algum apoio americano à democracia e aos direitos humanos. O regime saudita é um dos regimes mais intolerantes e antidemocrático do mundo. Sua classe dominante tem sido repetidamente conectada a grupos terroristas islâmicos, com a revista Foreign Policy no ano passado chamando a Arábia Saudita de “o coração pulsante do wahabismo — o credo religioso absolutista e rígido que ajudou a semear as cosmovisões da al-Qaeda e do Estado Islâmico.”

Sauditas por trás do petrodólar

A resposta está no fato de a Arábia Saudita estar no centro dos esforços dos EUA para manter o dólar como moeda de reserva mundial e garantir a demanda global pela dívida dos EUA. As origens desse sistema remontam a décadas.
Em 1974, o dólar americano estava em uma posição precária. Em 1971, graças aos gastos excessivos em guerras e assistencialismo interno, os EUA não conseguiram mais manter um preço global definido para o ouro, em linha com o sistema de Bretton Woods estabelecido em 1944. O valor do dólar em relação ao ouro caiu à medida que a oferta de dólares aumentou como subproduto dos crescentes gastos com déficit. Governos e investidores estrangeiros começaram a perder a fé no dólar, e tanto a Suíça quanto a França exigiram ouro em troca de dólares, conforme estipulado por Bretton Woods. No entanto, se isso continuasse, as ações em ouro dos EUA logo se esgotariam. Além disso, o dólar estava perdendo valor em relação a outras moedas. Em maio de 1971, a Alemanha deixou o sistema de Bretton Woods e o dólar caiu diante da moeda alemã.
Em resposta a esses acontecimentos, o Presidente Richard Nixon anunciou que os EUA abandonariam o sistema de Bretton Woods. O dólar começou a flutuar diante de outras moedas.
Não é de surpreender que a desvalorização do dólar não tenha restaurado a confiança no dólar. Além disso, os EUA não fizeram nenhum esforço para conter os gastos deficitários. Portanto, os EUA precisavam continuar encontrando maneiras de vender a dívida do governo sem aumentar as taxas de juros. Ou seja, os EUA precisavam de mais compradores para sua dívida. A motivação para um ajuste aumentou ainda mais depois de 1973, quando o primeiro choque com a alta do preço do petróleo agravou ainda mais a inflação de preços provocada pelo déficit que os americanos estavam enfrentando.
Mas em 1974, a enorme enxurrada de dólares dos EUA para a maior exportadora de petróleo da Arábia Saudita indicou uma solução.
Naquele ano, Nixon enviou o novo secretário do Tesouro dos EUA, William Simon, à Arábia Saudita com uma missão. Conforme relatado por Andrea Wong na Bloomberg, o objetivo era neutralizar o petróleo bruto como arma econômica [contra os EUA] e encontrar uma maneira de persuadir uma Arábia Saudita hostil a financiar o crescente déficit dos EUA com sua nova riqueza em petrodólares…
A estrutura básica era surpreendentemente simples. Os EUA comprariam petróleo da Arábia Saudita e forneceriam ajuda e equipamento militar à Arábia Saudita. Em troca, os sauditas devolveriam bilhões de sua receita de petrodólares ao Tesouro dos EUA e financiariam os gastos dos EUA.
Do ponto de vista das finanças públicas dos EUA, isso parecia ser um ganho mútuo. Os sauditas receberiam proteção contra inimigos geopolíticos e os EUA receberiam um novo local para descarregar grandes quantidades de dívida do governo. Além disso, os sauditas poderiam deixar seus dólares em investimentos relativamente seguros e confiáveis nos Estados Unidos. Isso ficou conhecido como “reciclagem de petrodólares.” Ao gastarem em petróleo, os EUA — e outros importadores de petróleo, os quais agora eram obrigados a usar dólares — estavam criando uma nova demanda pela dívida americana e dólares americanos.
Esse acordo do dólar também não se limitou à Arábia Saudita. Já que a Arábia Saudita dominava a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), o acordo do dólar foi estendido à OPEP em geral, o que significava que o dólar se tornou a moeda preferida para compras de petróleo em todo o mundo.
Esse esquema garantiu o lugar do dólar como uma moeda de imensa importância mundial. Isso foi especialmente importante durante a década de 1970 e início da década de 1980. Afinal, até o início da década de 1980, a OPEP desfrutava de 50% de participação no mercado de petróleo. Entretanto, graças ao segundo choque com o aumento nos preços de petróleo, grande parte do mundo começou a buscar uma ampla variedade de maneiras de diminuir sua dependência para com o petróleo. Em meados da década de 1980, a participação da OPEP havia diminuído para menos de um terço.
Hoje, a Arábia Saudita está atrás da Rússia e dos Estados Unidos em termos de produção de petróleo. A partir de 2019, a participação da OPEP permanece em torno de 30%. Isso diminuiu o papel do petrodólar em comparação com os dias emocionantes da década de 1970. Mas a importância do petrodólar certamente não foi destruída.
Podemos ver a importância contínua do petrodólar na política externa dos EUA, a qual continuou a antagonizar e ameaçar qualquer grande país exportador de petróleo que tentasse acabar com sua dependência no dólar.
Como observado por Matthew Hatfield na revista Harvard Political Review, não é mera coincidência que a política externa americana especialmente beligerante tenha sido aplicada aos regimes iraquiano, líbio e iraniano. Hatfield escreve:
Em 2000, Saddam Hussein, então presidente do Iraque, anunciou que o Iraque estava se movendo para vender seu petróleo em euros, em vez de dólares.
Depois do atentado de 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos invadiram o Iraque, depuseram Saddam Hussein e converteram as vendas de petróleo do Iraque de volta ao dólar americano.
Esse padrão exato foi repetido com Muammar Kadafi quando ele tentou criar uma moeda africana unificada, apoiada pelas reservas de ouro da Líbia, para vender petróleo africano. Logo depois que ele anunciou isso, rebeldes armados pelo governo e aliados dos EUA derrubaram o ditador e seu regime. Depois de sua morte, a ideia de que o petróleo africano fosse vendido com outra coisa que não o dólar desapareceu rapidamente.
Outros regimes que pediram para abandonar o petrodólar incluem o Irã e a Venezuela. Os EUA estão pedindo mudanças de regime nesses dois países.

Exportadores de petróleo controlam ativos dos EUA

Contudo, as ameaças podem ser apontadas em ambas as direções. No ano passado, por exemplo, a Arábia Saudita ameaçou “vender seu petróleo em outras moedas que não o dólar” se o governo dos EUA “aprovar uma lei que expõe os membros da OPEP a ações antitruste dos EUA.” Ou seja, o regime saudita sabe que tem pelo menos alguma influência com os EUA por causa da posição saudita no centro do sistema de petrodólares.
A Arábia Saudita é um dos poucos países que podem até fingir blefar diante dos EUA em questões como essas. Como ficou bastante claro pela política dos EUA nas últimas décadas, os EUA estão mais do que dispostos a invadir países estrangeiros que colidem com o sistema de petrodólares.
Entretanto, no caso da Arábia Saudita , a posição saudita como antagonista do Irã — e como o terceiro maior exportador de petróleo do mundo — significa que os EUA provavelmente evitarão conflitos desnecessários.
Além disso, é provável que as ações sauditas de dívida e outros ativos nos EUA sejam significativas. Quando os sauditas fazem ameaças, isso implicitamente também “inclui liquidar as ações da Arábia Saudita nos Estados Unidos.” Como informou a Bloomberg, a Arábia Saudita também “avisou que começaria a vender até US$ 750 bilhões em títulos do Tesouro dos EUA e outros ativos se o Congresso dos EUA aprovar uma lei que permite que a Arábia Saudita seja responsabilizada nos tribunais dos EUA pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.”
Frequentemente ouvimos falar sobre como a China e o Japão compraram uma grande parte da dívida dos EUA e, portanto, mantêm alguma influência sobre os EUA por causa disso. (O problema aqui é que, se os estrangeiros se livrassem dos ativos dos EUA, eles cairiam de preço. Se a dívida dos EUA cair de preço, a dívida dos EUA vai aumentar em rendimento, o que significa que os EUA deverão pagar mais juros sobre sua dívida.) Mas há boas razões para acreditar que a Arábia Saudita também comprou grande parte da dívida dos EUA. No entanto, é difícil rastrear o tamanho dessas ações, porque o regime saudita trabalha em estreita colaboração com o governo americano para manter em segredo as compras sauditas de ativos americanos. Quando o Tesouro dos EUA informa sobre os estrangeiros que compraram a dívida dos EUA, a Arábia Saudita se une a vários outros países para ocultar a natureza exata do que os sauditas compraram. Contudo, como Wong afirma, o regime saudita é “um dos maiores credores estrangeiros dos EUA.”

O problema cresce à medida que a dívida dos EUA cresce

É claro que os EUA deveriam estar ficando menos dependentes de seus credores estrangeiros. Isso deveria ser especialmente verdadeiro com relação à dívida saudita e detida pela OPEP, já que o papel global da OPEP e dos sauditas vem diminuindo em termos de participação global.
Mas em vez disso os EUA vêm acumulando quantias cada vez maiores de dívidas nos últimos anos. Em 2019, por exemplo, o déficit anual superou um trilhão. Em uma época passada em que os EUA não gastavam tanto, esse tipo de geração de dívidas seria reservado apenas para tempos de guerra ou períodos de depressão econômica. Contudo, hoje esse imenso crescimento nos níveis de dívida torna o governo americano mais sensível às mudanças na demanda pela dívida americana, e isso tornou o governo americano cada vez mais dependente da demanda externa por dívida e dólar. Ou seja, para evitar uma crise, os EUA precisam garantir que as taxas de juros permaneçam baixas e que os estrangeiros desejem comprar dólares e dívidas dos EUA.
Se os petrodólares e a reciclagem de petrodólares desaparecerem, isso teria um efeito duplo nas finanças do governo dos EUA: um declínio considerável na reciclagem de petrodólares forçaria um aumento significativo nas taxas de juros. O resultado seria uma crise orçamentária para o governo dos EUA, por precisar dedicar quantias cada vez maiores do orçamento federal aos pagamentos da dívida. (A outra opção seria fazer com que o banco central dos EUA monetizasse a dívida comprando quantias cada vez maiores de dívida dos EUA para compensar a falta de demanda externa. Isso levaria ao aumento da inflação de preços.)
Além disso, se os participantes começassem a sair do sistema de petrodólares (e, digamos, vender petróleo em euros), a demanda por dólares cairia, agravando os cenários em que o banco central está monetizando a dívida. Isso também geralmente contribuiria para uma maior inflação de preços, já que menos dólares são sugados para fora dos EUA por estrangeiros que compraram as dívidas dos EUA.
O resultado pode ser o declínio contínuo dos gastos do governo americano em serviços e o aumento da inflação de preços. A capacidade do governo americano de financiar sua dívida diminuiria significativamente, e os EUA precisariam recuar em compromissos militares, aposentadorias e muito mais. Ou isso, ou continuar gastando na mesma proporção e enfrentar uma espiral inflacionária.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do Zero Hedge: US Debt Got Us Hooked On Petrodollars... And On Saudi Arabia
Leitura recomendada:

15 de janeiro de 2020

Transgêneros são 58% mais propensos a cometer assassinatos do que serem assassinados


Transgêneros são 58% mais propensos a cometer assassinatos do que serem assassinados

Justificativas incluem afirmações de vítimas de “transfobia”

WND
Um novo relatório documenta como um transexual no Colorado e um parceiro mataram nove estudantes em sua escola e depois alegaram que as vítimas mereciam isso por sua “transfobia.”
Valentina Sampaio, modelo transgênero da Victoria’s Secret (Instagram)
No Maine, um transgênero defendeu o assassinato de seu pai e mãe porque eles não conseguiram “aceitar” a “transição.”
E em Maryland, um transgênero matou três pessoas e depois usou a arma no próprio suicídio.
Tal violência não é incomum, de acordo com um relatório do site National Justice (Justiça Nacional).
O site disse que “indivíduos que se identificam como transgêneros não apenas são menos propensos a serem vítimas de assassinatos do que mulheres biológicas (e muito menos do que homens); sua pequena população está bem representada entre assassinos, assassinos seriais e pedófilos.”
“A [organização homossexualista] Campanha dos Direitos Humanos, que registra meticulosamente as mortes de transgêneros nos EUA, claramente não as registra quando eles cometem crimes. Mas no Reino Unido, os analistas revelaram que durante o período de 2007-2017, os transexuais foram 58% mais propensos a cometer crimes de assassinato do que serem assassinados,” disse o relatório.
Esses números não estão disponíveis para os EUA, mas vários casos individuais destacaram as alegações de que “eles têm justificava para matar os outros devido ao fanatismo,” de acordo com o relatório.
Eles incluem os incidentes no Colorado, Maine e Maryland.
Na Califórnia, um ativista transgênero de Berkeley, depois de esfaquear duas mulheres, uma até a morte, pediu recentemente que o juíz considerasse seu ato como um ato de insanidade, sem necessidade de prisão, e o juiz aceitou o pedido.
E no Texas mais conservador, um transgênero espancou uma menina até a morte e está enfrentando a pena de morte.
Muitas vezes, reportagens e relatórios omitem a “identidade de gênero” [quando o transgênero é o assassino], afirmou a Justiça Nacional.
“A matemática simples mostra que os transgêneros são menos propensos a serem assassinados do que as pessoas normais,” continuou Justiça Nacional. “De acordo com as estatísticas de crimes do FBI, os americanos são vítimas de homicídios a uma taxa de cerca de 5 por 100.000. Para homens, o número é de 6,6 por 100.000 e para as mulheres, 1,8. De acordo com grupos de ativistas gays, 24 transgêneros foram mortos em 2019 de uma população de 1,4 milhão, tornando sua taxa de homicídios 1,7 em 100.000 — isto é, eles têm menos probabilidade de serem mortos do que as mulheres.”
O relatório credita serviços especializados para transgêneros por proporcionar um “bem-estar acima de todos os outros.”
“O fato de um homem ter seis vezes menos chances de ser morto se ele tomar hormônios femininos e usar roupas femininas é uma prova muito clara de que são pessoas normais que precisam urgentemente de defesa de seus direitos humanos,” afirmou o relatório.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNEtDaily): Report: Transgenders 58% more likely to commit murder than be murdered
Leitura recomendada:

14 de janeiro de 2020

Desenho animado da Disney utiliza demônios para ensinar meninas a sonharem em ser bruxas


Desenho animado da Disney utiliza demônios para ensinar meninas a sonharem em ser bruxas

Julio Severo
O desenho animado “The Owl House” (A Casa da Coruja), do Disney Channel, trata de uma adolescente que se vê presa no “Reino dos Demônios” e luta ao lado de uma bruxa rebelde contra forças opostas a essa bruxa.
De acordo com a Disney, “Luz, uma adolescente humana confiante, acidentalmente se depara com um portal para um novo mundo mágico, onde ela faz amizade com uma bruxa rebelde, Eda, e um adorável guerreiro minúsculo, King. Apesar de não ter poderes de magia, Luz vai atrás de seu sonho de se tornar uma bruxa, servindo como aprendiz de Eda na Casa da Coruja.”
O destaque do desenho é o sonho de Luz de um dia se tornar bruxa.
Luz sonhando em virar bruxa é uma incompatibilidade total.
Embora o nome “Luz” pareça inocente, devido ao contexto de trevas não dá para evitar a memória de outro nome de aparência igualmenteinocente, que significa “Portador de Luz,” mais conhecido como Lúcifer, ou Satanás. Quando aproveitadores das trevas usam luz ou outros termos aparentemente inócuos, é sempre de desconfiar. O pacote sempre inclui mais coisas.
A Casa da Coruja é um desenho animado preocupante, pois retrata as reais e sobrenaturais forças do mal como boas — uma violação direta da Palavra de Deus, que diz: “Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem, mal, que fazem das trevas luz e da luz, trevas, do amargo, doce e do doce, amargo.” (Isaías 5:20 NVI)
Esse desenho tenta intencionalmente expor o público infanto-juvenil do Disney Channel ao mundo das trevas.
“Quando a [Criadora] Dana [Terrace] se aproximou de mim, ela disse que ‘estamos tentando tornar esse reino demônio uma parte da Disney,’ o que é algo que eu achava que não aconteceria,” disse o artista Ricky Cometa. “Nós realmente queríamos que esse reino demoníaco se sentisse à vontade, e apenas tivemos de descobrir como fazer isso.”
Pelo fato de que A Casa da Coruja apresenta entidades sobrenaturais más como boas, as crianças não têm a capacidade de compreender que isso está errado. Aliás, estudos sobre a influência de programas dos meios de comunicação comprovam que crianças que assistem a personagens cometendo pecados, como mentir ou roubar, na verdade não reconhecerão esses atos como ruins, a menos que o personagem seja imediatamente repreendido.
Com informações de Charisma.
Leitura recomendada:

12 de janeiro de 2020

Os cristãos precisam buscar o batismo e os dons sobrenaturais do Espírito Santo


Os cristãos precisam buscar o batismo e os dons sobrenaturais do Espírito Santo

Julio Severo
Busque o batismo no Espírito Santo. Depois da salvação, essa é a experiência espiritual mais importante.
Busque os dons sobrenaturais do Espírito Santo, principalmente o dom de profecia. A Bíblia ensina:
“Sigam o caminho do amor e busquem com dedicação os dons espirituais, principalmente o dom de profecia.” (1 Coríntios 14:1 NVI)
Quando o Apóstolo Paulo lidou com a igreja de Corinto, havia abundância de disfunção e mau uso dos dons ali. Em vez de proibir os dons, ele deu instruções bíblicas de como usá-los.
A igreja de Corinto era cheia de dons sobrenaturais, pecados e escândalos.
Paulo não só não proibiu os dons numa igreja onde eles eram abusados, mas os encorajou a buscar mais dons.
Ele lidou com os pecados, abusos e escândalos sem extinguir a chama do Espírito.
É um contraste tremendo dos teólogos fariseus modernos que utilizam o mau uso (real ou imaginário) dos dons em algumas igrejas como exemplo de que os cristãos devem evitar tais dons, quando Paulo fez exatamente o contrário.
O exemplo bíblico de Paulo é:
* Onde não há dons sobrenaturais do Espírito Santo, os cristãos precisam estudar a Palavra de Deus e buscá-los com empenho.
* Onde há abuso dos dons, os cristãos precisam mais ainda estudar e praticar a Palavra e buscar muito mais os dons, principalmente o dom de profecia — seguindo o caminho do amor.
As igrejas que rejeitam os dons precisam da instrução de Paulo.
As igrejas que têm escândalos e abusam dos dons também precisam da instrução de Paulo.
Leitura recomendada:

11 de janeiro de 2020

ISIS louva a morte de general iraniano e declara que foi um ato de “intervenção divina”


ISIS louva a morte de general iraniano e declara que foi um ato de “intervenção divina”

Julio Severo
“O ISIS afirmou que a morte do general iraniano Qassem Soleimani foi um ato de ‘intervenção divina’ e que beneficiará a causa da guerra santa islâmica,” disse o Daily Mail, um jornal britânico que entrevistou Trump pessoalmente duas vezes.
Não era minha intenção escrever nada sobre a morte do general iraniano, porque o islamismo para mim é sinônimo de perseguição aos cristãos. Mas quando vi pessoas dizendo que foi bom ele ser morto porque ele era o mentor do ISIS, pensei: uma correção é necessária.
Aliás, o próprio ISIS está feliz com o fato de que Soleimani foi morto. As pessoas simplesmente não entendem que o ISIS é 100% composto por muçulmanos sunitas. O islamismo sunita, adotado pela Arábia Saudita, representa a maioria dos muçulmanos. Soleimani era um muçulmano xiita. O islamismo xiita é uma minoria, especialmente confinada no Irã. As principais vítimas do ISIS são cristãos e muçulmanos xiitas.
Portanto, foi uma desinformação que Soleimani era sunita e estava por trás do ISIS. O contrário é verdadeiro. Não é também verdade dizer que toda a esquerda apoiou Soleimani. O Facebook, uma empresa de mídia social esquerdista famosa por censurar os cristãos e suas posturas conservadoras, está removendo postagens que apoiam Soleimani, inclusive do Instagram, de acordo com a FoxNews.
Atacar o Irã é um objetivo antigo dos EUA, especialmente depois que a revolução iraniana derrubou violentamente um governo iraniano que era apenas um fantoche dos EUA. De acordo com o serviço noticioso conservador WND (WorldNetDaily), “Hillary declarou em 2008: “Se eu for presidente, atacaremos o Irã para defender Israel.’”
Durante Bush, Obama e Trump, os EUA cercaram o Irã com muitas bases militares. O Irã está militarmente cercado pelos EUA há muitos anos. Apenas um cego não vê que os EUA querem guerra com o Irã.
Os EUA que odeiam interferências estrangeiras em suas eleições simplesmente adoram interferir na soberania de outras nações.
Se Soleimani era tão odiado pelo ISIS, por que os EUA o mataram? Não tenho resposta, assim como não sei responder por que os EUA não mataram os ditadores sauditas depois do atentado de 11 de setembro de 2001. Esse foi o pior atentado terrorista islâmico contra os EUA. Dos 15 terroristas sunitas muçulmanos, 15 eram sauditas. As famílias das vítimas desse atentado foram impedidas por Bush, Obama e agora Trump de processar a Arábia Saudita. Os muçulmanos sunitas, e não xiitas, estão por trás de vários atentados terroristas em solo americano e europeu. Mesmo assim, os EUA estão atrás do Irã, não da Arábia Saudita. Que mistério está por trás da condescendência excessiva do governo dos EUA com a Arábia Saudita?
O relacionamento dos EUA com a Arábia Saudita não tem sido bom para os EUA nem para os cristãos perseguidos. Sob Bush, Obama e agora Trump os cristãos continuam sofrendo martírio por causa dos muçulmanos sunitas. O rastro das intervenções militares dos EUA está coberto de sangue cristão porque os EUA estão sempre protegendo os interesses sauditas. Se os EUA não têm coragem de enfrentar e invadir a Arábia Saudita, por que invadir outras nações para proteger os interesses sauditas? Minha opinião é que todas as bases e tropas militares dos EUA espalhadas pelo mundo deveriam ser transferidas para as fronteiras dos EUA para proteger os EUA. Isso é patriotismo. Manter milhares e milhares de tropas no exterior enquanto as fronteiras dos EUA não são protegidas é antipatriótico e apenas confirma a acusação dos esquerdistas de que os EUA se tornaram um império — a serviço dos neoconservadores.
Talvez Bush, Obama e Trump não tivessem escolha. Os neocons (neoconservadores), que estão ligados ao complexo industrial militar dos EUA, são poderosos demais para um presidente rejeitar. Trump denunciou os neocons em 2016, mas hoje só Deus pode libertá-lo das poderosas garras deles.
O WorldNetDaily, que tem sido minha principal fonte conservadora há mais de 20 anos, publicou um artigo interessante escrito por Ilana Mercer, uma escritora judia filha de um rabino. Em seu artigo, intitulado “Os EUA deveriam realmente ser o juiz, júri e carrasco do mundo?” ela disse:
Qassem Soleimani, um importante general iraniano, foi assassinado por um ataque de drones dos EUA no Aeroporto Internacional de Bagdá (BIAP). Soleimani, nascido no Iraque, estava viajando com certo Abu Mahdi al-Muhandis.
Como Soleimani, al-Muhandis era iraquiano, nascido e criado. Ele foi até eleito para o Parlamento do Iraque, em 2005, até a intervenção dos EUA. (Sim, os EUA interferem nas eleições de outras nações.)
O primeiro-ministro interino do Iraque, Adel Abdul Mahdi, ficou furioso, denunciando “o que aconteceu [como] um assassinato político.” Por unanimidade, os parlamentares iraquianos “responderam ao assassinato de Soleimani aprovando uma resolução não vinculativa pedindo ao governo que acabasse com a presença de tropas estrangeiras no Iraque.”
Sim, é uma região complicada. E é triste dizer que os EUA ainda não sabem a diferença entre xiitas e sunitas.
O consenso nos EUA é que “Soleimani merecia morrer.” Essa é a diretiva partidária na Fox News — e outras emissoras. É assim que vários comentaristas de todas as redes prefaciaram suas “posturas” sobre a na morte em 3 de janeiro desse general iraniano nascido no Iraque.
Até Tucker Carlson — a única esperança na grande mídia no que se refere a reportagens da velha direita, anti-guerra e pró-EUA — expressou a morte de Soleimani como a morte de um bandido feita por mocinhos:
“Há muitas pessoas más neste mundo. Não podemos matar todos eles, não é nossa função.”
Seja como for, a premissa da afirmação de Tucker é que o governo americano, e o grupo inteligente que vive em simbiose com ele, decide quem é ruim e quem é bom no mundo.
O debate só acaba se o governo dos EUA deve ou não agir sobre seus direitos divinos como juiz, júri e carrasco transnacional, nunca sobre o que é certo e o que é errado.
Nos Estados Unidos, a única consulta permitida é um cálculo de custo-benefício. O assassinato de Soleimani — um oficial militar de um país soberano e um general que matava de forma ávida e eficaz terroristas do Estado Islâmico — pagará dividendos estratégicos para os EUA a longo prazo?
Isso é pragmatismo grosseiro desprovido de princípio. Atualmente, esse pragmatismo está em exibição em todos os lugares, inclusive na BBC News, onde uma analista americana estava empregando o meme infantil do “homem mau” para delinear a política externa da Disney dos EUA.
Essa produção de anjos e demônios sempre começa com o protótipo do ditador do mal, que supostamente está mexendo com seu povo nobre, até que o império vingativo e angelical envia um drone para o resgate.
Novamente, mesmo Tucker, cujas credenciais anti-guerra nos últimos anos têm sido impecáveis, admitiu que esse sujeito Soleimani provavelmente precisava de ser morto, o que é a mesma coisa que os iraquianos com idade suficiente para lembrar da destruição do Iraque pelos Estados Unidos, por volta de 2003, diriam sobre o presidente George W. Bush, Dick Cheney, Don Rumsfeld e Sra. Rice.
Então quem está certo? Ou, o patriotismo cego se baseia em aceitar que cabe ao governo dos EUA e suas elites dominantes determinar quem vive e quem morre em todo o mundo?
“Soleimani merecia morrer” — um pouco de nacionalismo primitivo exacerbado, feito por republicanos e democratas, na Fox News e na CNN — só é válido se você acredita que o governo dos EUA é o guardião da chama de um código universal imutável e justo de leis, um código que é designado para defender, onde quer que haja presença americana.
Esse impulso chauvinista é verdadeiro apenas se você acredita que o poder do governo dos EUA concede o direito de ser juiz, júri e carrasco universal, decidindo quem pode viver e quem deve morrer em todo o mundo.
Sobre se o governo dos EUA tem o direito de eliminar um oficial estatal iraniano, declarando-o um “terrorista”:
Goste disso ou não, Soleimani era um oficial uniformizado de um país soberano. Ele era o equivalente ao nosso comandante de Operações Especiais.
Nós, americanos, não toleraríamos que os iranianos designassem o comandante de operações especiais dos EUA, o general Richard D. Clarke, um terrorista.
Além disso, se os iranianos matassem o comandante das Operações Especiais dos EUA em algum lugar da América do Norte — o que é análogo ao assassinato de Soleimani  — os americanos considerariam um ato de guerra do Irã.
Soleimani era o comandante do braço clandestino e regional de operações da Guarda Revolucionária, a Força Quds. Os iranianos olham para ele enquanto nós, americanos, vemos os comandantes de nossas operações especiais clandestinas em todo o mundo.
Com uma diferença: As forças de operações especiais dos EUA e seu comando desrespeitam os vizinhos do Irã muito mais do que os iranianos e seu comando de força especial desrespeitam o território americano, a menos que você considere o Oriente Médio como território americano.
Repetindo: A diferença crucial entre a Força Quds do Irã e as Forças de Operações Especiais dos EUA (FOEEUA) é que a primeira é regional e a segunda mundial.
Enquanto escrevo, as FOEEUA dos EUA, com mais de 8.300 soldados especializados, estão envolvidas em operações secretas em todo o mundo. Desconhecido para todos, exceto alguns americanos, “os comandos dos EUA são enviados para 149 países — cerca de 75% das nações do planeta,” relata o jornalista investigativo Nick Turse. Espere que até a metade deste ano, “o Comando de Operações Especiais dos EUA (USSOCOM ou SOCOM), as tropas de elite mais americanas, já tenha realizado missões em aproximadamente 133 países.”
“Se o Irã não deveria interferir nos países vizinhos,” ponderou Sara, uma enlutada iraniana entrevistada no funeral de um milhão de soldados de Soleimani, “por que os americanos deveriam ter permissão para vir à nossa região do outro lado do planeta?”
Correção: Soleimani patrulhava apenas os vizinhos muito perigosos do Irã. Sua missão era muito mais modesta e nacionalista do que a do governo dos EUA, que domina o mundo, armando e treinando tropas estrangeiras em todo o mundo.
Ao contrário das milícias armadas pelos EUA, as milícias armadas por iranianos operam na região.
Quanto ao “perigo iminente” que dizia-se que um único indivíduo, Soleimani, representava para “vidas americanas”: Contra a veracidade dos serviços de inteligência nesse sentido estão os senadores republicanos Mike Lee e Rand Paul. Eles caracterizaram a explicação dos serviços de inteligência de quarta-feira como claramente um “insulto”; foi “a pior explicação” que já receberam.
Não admira. A informação secreta foi produzida e empurrada pelos mesmos espiões que agitam contra o presidente Trump e todos os vestígios de sua plataforma original que colocava os EUA em primeiro lugar
A justificativa da informação secreta para o assassinato de Soleimani veio dos mesmos serviços de inteligência que criaram a loucura do conluio de Trump com a Rússia e a causa de guerra das armas de destruição em massa no Iraque.
Essas fontes humilhadas agora insistem em que Soleimani estava planejando futuros ataques de precisão — atrocidades nefastas contra soldados dos EUA — e, portanto, precisava ser eliminado imediatamente.
No entanto, outras fontes mais confiáveis, inclusive o pai de Rand Paul, aludem ao envolvimento de Soleimani em uma missão diplomática que estava em andamento entre o Iraque, o Irã e a Arábia Saudita, e teria removido os EUA como intermediários.
Ceticismo à parte, quando aceitamos a agressão estatal dos EUA com base em argumentos duvidosos de restrição prévia, então a agressão deve ser um absurdo. Considere: entre 1975 e 2015, os sunitas da Arábia Saudita assassinaram 2.369 americanos em solo americano, enquanto o Irã não matou nenhum americano em solo americano. Quando se trata da vida de civis americanos, pelo menos nas últimas décadas, os sauditas (os novos melhores amigos de Trump), não os iranianos, têm sangue nas mãos.
Com base no raciocínio errôneo da restrição prévia e em nossos supostos direitos divinos americanos como juiz, júri e carrasco — poderíamos limitar todos os sunitas da Arábia Saudita a campos, com o objetivo de “reeducação.” É o que a China está fazendo com sua minoria muçulmana.
Absurdo!
Para sobreviver ao ataque da maioria fundamentalista sunita, a minoria alawita em perigo na Síria formou uma aliança com o xiita Irã, também uma minoria marginalizada na Ummah. A aliança xiita-alauita tem sido boa para os cristãos na Síria.
Mas a Arábia Saudita não dá a mínima para os cristãos ou os americanos que são mortos. Eles conseguiram habilmente alistar o Ocidente em uma guerra religiosa entre sunitas e xiitas, também o objetivo final do governo saudita.
Apesar de uma campanha de colocar os EUA em primeiro lugar, e muito parecido com os Bush e os Clintons antes dele, o presidente Trump decidiu ficar do lado do islamismo sunita enquanto demoniza os xiitas.
Leitura recomendada: