24 de agosto de 2016

Sexo anal: Amor ou dano?


Sexo anal: Amor ou dano?

Julio Severo
Um argumento muito comum contra o sexo anal entre homossexuais é que há numerosos riscos de saúde envolvidos. Esses riscos são apresentados por pastores evangélicos e líderes pró-família como uma razão forte para desestimular as pessoas do sexo anal homossexual.
Os riscos são reais e verdadeiros, mas não limitados aos homossexuais. Qualquer indivíduo que se engaje em sexo anal corre os mesmos riscos. Uma mulher, casada ou não, que recebe analmente o pênis de um homem é tão vulnerável a esses riscos quanto um homossexual.
Em seu livro “Sexual Sabotage” (Sabotagem Sexual), publicado por WND Books em 2010, a escritora americana-judia Judith A. Reisman, lidando com o que ela rotulou de variadas condutas pervertidas, cita que “11% dos indivíduos casados participam de sodomia anal pelo menos uma vez.” Essa percentagem provavelmente é muito menor, pois, como Reisman deixa claro, sua fonte, o Instituto Kinsey, exagera em suas afirmativas sexuais e infla seus números sexuais. Esse instituto é notório por sua defesa descarada de atos e conduta homossexual.
Exageradamente, só 11 por cento das mulheres casadas se envolvem em sexo anal pelo menos uma vez.
Provavelmente, os homens casados cristãos que exigem que suas esposas se submetam a esse tipo de sexo ficam silenciosos na igreja e em seu testemunho cristão sobre fatores de risco do sexo anal para homossexuais. Eles estão certos sobre seu silêncio. Afinal, de que adianta homens casados que fazem isso o condenarem entre homossexuais se os riscos são exatamente os mesmos para quem não é homossexual?
Em ambos os casos, eles estão envolvidos em sodomia, palavra que, de acordo com o Dicionário Macmillan de Língua Inglesa (2ª edição, 2007), é definida como “um ato sexual em que um homem coloca seu pênis dentro do ânus de outra pessoa.”
Então o sexo anal, praticado por homossexuais ou não, é sodomia.
Há numerosos riscos de saúde no sexo anal, e a relação anal é a forma mais arriscada de atividade sexual por várias razões, inclusive as seguintes:
·         Diferente da vagina, os tecidos do ânus não são elásticos. Isso significa que o ânus pode facilmente rasgar, o que coloca o parceiro que recebe o pênis em perigo de abscessos anais, hemorroidas ou fissuras (um rasgo muito grande). A penetração pode rasgar o tecido dentro do ânus, permitindo que bactérias e vírus entrem na corrente sanguínea. A natureza frágil do tecido anal facilita que DSTs e bactérias entrem na corrente sanguínea. Um rasgo muito pequeno pode provocar, entre muitas outras infecções bacterianas, endocardite bacteriana, levando bactérias fecais na corrente sanguínea até chegar às válvulas do coração.
·         O tecido dentro do ânus não está bem protegido como a pele fora do ânus. Nosso tecido externo tem camadas de células mortas que servem como uma barreira de proteção contra infecções. O tecido dentro do ânus não tem essa proteção natural, que o deixa vulnerável a rasgos e à disseminação de infecções.
·         O ânus foi feito para segurar as fezes. O ânus é cercado por um músculo anelar, chamado de esfíncter anal, que aperta depois que defecamos. Quando o músculo está apertado, a penetração anal pode ser dolorosa e difícil. Sexo anal repetitivo pode levar ao enfraquecimento do esfíncter anal, dificultando segurar as fezes até você poder chegar ao banheiro.
·         O ânus está cheio de bactérias. Ainda que ambos os parceiros não tenham uma infecção ou doença sexualmente transmissível, as bactérias que normalmente vivem no ânus podem potencialmente infectar o parceiro que cede. Praticar o sexo vaginal depois do sexo anal pode também levar a infecções da vagina e do aparelho urinário.
O sexo anal pode trazer outros riscos também. O contato oral com o ânus pode colocar ambos os parceiros em risco da hepatite, herpes, HPV e outras infecções. Para os casais heterossexuais, a gravidez pode ocorrer se o sêmen for depositado perto da abertura da vagina.
Ainda que ferimentos graves do sexo anal não sejam comuns, podem ocorrer. Hemorragia depois do sexo anal pode ser devido a uma hemorroida ou rasgo, ou algo mais sério como uma perfuração (furo) no cólon. Esse é um problema perigoso que exige atenção médica imediata. O tratamento envolve estadia hospitalar, cirurgia e antibióticos para impedir uma infecção.
O Dr. Stephen Goldstone, um homossexual assumido e autor de “The Ins and Outs of Gay Sex: A Medical Handbook for Men” (Os Prós e Contras do Sexo Gay: Um Manual Médico para Homens), publicado pela Editora Dell de Nova Iorque em 1999, disse em seu livro:
“Exatamente como o músculo do seu esfíncter interno involuntariamente relaxa quando as fezes entram no seu reto, involuntariamente se contrai quando um pênis ou outro objeto tenta entrar a partir do lado de fora… Um rasgo anal pode ocorrer durante a fase inicial do sexo anal precisamente porque seu parceiro força a entrada do seu pênis num esfíncter fechado. Pense no seu pênis como um aríete, contra o qual o seu esfíncter interno não é páreo.”
O Dr. Goldstone é professor-assistente clínico de cirurgia na Faculdade de Medicina Mount Sinai e especialista em “questões de saúde de homens gays” e “desordens do ânus e reto.”
O Instituto Médico de Saúde Sexual, fundado pelo escritor evangélico Joe S. McIlhaney (que é doutor em medicina e um proeminente especialista em obstetrícia, ginecologia e infertilidade), diz sobre o sexo anal:
“É muito prejudicial para sua saúde e tem muitas possibilidades de ameaçar a vida.”
“O sexo anal é claramente uma forma perigosa de atividade sexual.”
De acordo com o Dr. David Delvin, do NetDoctor: “O sexo anal (retal) costumava ser mencionado nas leis inglesas como ‘crime contra a Natureza,’ e esse termo alarmante é ainda usado nas leis de cerca de nove estados dos EUA. O sexo anal sempre foi um assunto muito polêmico, e a polêmica que o cerca parece marcada para continuar nos anos futuros porque a evidência está se acumulando de que essa prática pode às vezes levar ao câncer anal.”
Ele também diz:
A Sociedade Americana do Câncer declara que ter sexo anal é um fator de risco para câncer anal tanto em homens quanto em mulheres.
Nossa impressão é que durante o século XXI o sexo anal se tornou mais comum entre casais heterossexuais, em parte porque eles assistem pornografia em que essa atividade ocorre com muita frequência.
Um estudo pequeno realizado em 2009 sugeria que na Inglaterra, por volta de 30 por cento dos DVDs pornográficos mostram relação sexual anal. Muitas vezes, isso é mostrado como algo que é tanto rotineiro quando indolor para as mulheres. Na vida real, esse não é o caso. A relação sexual anal é muitas vezes muito dolorosa para as mulheres, principalmente nas primeiras vezes.
Muitos apontam que pelo fato de que a Bíblia é silenciosa sobre o sexo anal, é permitido. No entanto, a Bíblia também é silenciosa sobre numerosas questões importantes de hoje, inclusive maconha e cocaína. Então, elas também são permitidas? Claro que não, e os críticos são rápidos para frisar os riscos de saúde do uso de drogas, mas muitos são muito lerdos para reconhecer que um homem e uma mulher que se engajam em sexo anal correm os mesmos riscos de saúde que dois homens engajados na mesma atividade sexual.
Vamos ver o “silêncio” da Bíblia:
“O casamento deve ser honrado por todos; o leito conjugal, conservado puro; pois Deus julgará os imorais e os adúlteros.” (Hebreus 13:4 NVI)
Esse versículo sugere que, além do adultério, a cama conjugal pode ser contaminada por um número não especificado de atos imorais, deixando claro que Deus vai jugar os que contaminam suas camas conjugais.
Deus não está silencioso também nesta instrução:
“A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual. Cada um saiba controlar o seu próprio corpo de maneira santa e honrosa, não dominado pela paixão de desejos desenfreados, como os pagãos que desconhecem a Deus. Neste assunto, ninguém prejudique seu irmão nem dele se aproveite. O Senhor castigará todas essas práticas, como já dissemos e asseguramos. Porque Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade. Portanto, aquele que rejeita estas coisas não está rejeitando o homem, mas a Deus, que lhes dá o seu Espírito Santo.” (1 Tessalonicenses 4:3-8 NVI)
Sobre “Cada um saiba controlar o seu próprio corpo de maneira santa e honrosa,” a Bíblia Expandida (publicada por Thomas Nelson) diz que essa passagem pode também ser colocada deste jeito: “Ele quer que cada um de vocês aprenda a viver com sua própria esposa de uma maneira santa e honrosa.”
Sobre “Neste assunto, ninguém prejudique seu irmão nem dele se aproveite,” essa passagem pode, de acordo com a Bíblia Expandida, ser colocada deste jeito: “Não explore nem tire vantagem de sua irmã cristã” nesse assunto sexual.
Existe exploração com relação ao sexo anal? Alguns anos atrás, uma proeminente advogada me disse que ela havia feito o divórcio de esposas de seus maridos, que eram pastores evangélicos. As mulheres estavam sofrendo enfermidades anais e relacionadas ao ânus e, para evitar as causas por parte de seus maridos insistentes que não cooperavam, escolheram o divórcio. Quantas mulheres, indispostas a sacrificar seus casamentos, sacrificam sua saúde para satisfazer as lascívias anais de seus maridos? Essa lascívia, com sua consequência na saúde de mulheres cristãs, parece ser um grande problema silencioso na igreja hoje — mais silencioso do que o suposto silêncio da Bíblia sobre esse assunto.
Muito embora o Primeiro Mandamento de nossa cultura hedonista seja GOZE O SEXO, o Primeiro Mandamento de Deus, que inclui prazer, tem outra prioridade.
Casais casados engajados em sexo anal não estão colaborando com o Primeiro Mandamento de Deus para o primeiro casal: Crescer e se multiplicar. A vagina e o útero são canais adequados para crescer e se multiplicar e trazer bebês. Um ânus não tem nada a ver com esse mandamento. O sexo anal traz doenças, problemas de saúde e nenhum bebê. Por isso, os maridos estão cooperando contra esse mandamento quando escolhem o canal errado e potencialmente prejudicam a saúde de suas esposas.
Além disso, pelo fato de que o corpo do cristão é o templo do Espírito Santo, os amantes do sexo anal deveriam enfrentar a realidade de que essa atividade sexual pode prejudicar esse templo. Contudo, se eles não querem razões da Bíblia, há abundantes razões médicas para evitar essa atividade e focar no canal apropriado criado, planejado e abençoado por Deus.
Se eles não querem dar atenção ao bom senso na Palavra de Deus, apelando para um suposto “silêncio,” o megafone da medicina grita nos ouvidos deles as consequências da sodomia.
Talvez os 11 por cento das pessoas casadas, de acordo com os números inflados do enganosos Instituto Kinsey, não se importem com os riscos de saúde da sodomia, mas os 90 por cento merecem conhecê-los.
Se os homossexuais merecem ser alertados sobre os riscos de saúde da sodomia, por que as esposas cristãs e seus maridos deveriam ser privados desse alerta?
Com informações do NetDoctor, Medical Institute for Sexual Health e WebMD.
Versão em inglês deste artigo: Anal Sex: Love or Harm?
Publicado originalmente em português no GospelPrime.
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23 de agosto de 2016

Michele Bachmann está assessorando Donald Trump na política externa


Michele Bachmann está assessorando Donald Trump na política externa

(RÁDIO PÚBLICA DE MINNESOTA) — A ex-congressista republicana de Minnesota Michele Bachmann disse que vem assessorando Donald Trump na política externa e questões de preocupação para cristãos conservadores. Ela disse que Trump está certo de pedir políticas mais restritivas de imigração.
Michele Bachmann fala com a imprensa
“Ele também reconhece que existe uma ameaça no mundo inteiro, não só aqui em Minnesota, de islamismo radical,” disse ela. “Eu queria que o presidente Obama também compreendesse a ameaça do islamismo radical e a levasse a sério.”
Traduzido e editado por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): Bachmann: I’m advising Trump on foreign policy
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22 de agosto de 2016

Professores americanos são proibidos de chamar estudantes de “meninos e meninas”


Professores americanos são proibidos de chamar estudantes de “meninos e meninas”

(KOB-TV 4) — Professores na Escola de Ensino Fundamental Carlos Rey [na cidade de Albuquerque, Novo México, nos EUA] estão numa situação difícil depois que o vice-diretor os orientou a parar de chamar seus estudantes de “meninos e meninas.”
Parece que a direção da escola decidiu avançar um passo mais a nova norma de banheiros transgêneros para as escolas públicas da cidade de Albuquerque nos EUA. Esse parece ser o primeiro exemplo de algo que começou como uma questão de banheiro que agora está se expandindo e entrando na vida diária da sala de aula.
Uma carta enviada aos professores da Escola Carlos Rey neste mês intitulada “Ordem Oficial de Procedimento de Identidade de Gênero” declara que os professores não mais podem se referir aos seus estudantes como meninos e meninas começando neste mês, orientando-os a eliminar as diferenças sexuais em suas salas de aula.
Essa ordem provoca reação acalorada de ambos os lados.
“Isso é grotesco,” disse o Rev. Adelious D. Stith, que vai regularmente às reuniões de diretoria das escolas públicas de Albuquerque. “Isso simplesmente não faz nenhum sentido.”
Stith vem suplicando à direção para que dê atenção aos pais antes de permitir que estudantes transgêneros usem os banheiros do sexo com o qual se identificam. A secretaria de educação disse que obedecerá à lei federal nessa questão, e esse é o primeiro ano letivo com a política em andamento.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): Teachers banned from calling students “boys and girls”
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21 de agosto de 2016

Esta família negra de gênios destaca os benefícios da educação escolar em casa


Esta família negra de gênios destaca os benefícios da educação escolar em casa

Ricky Riley
Uma família de muitos talentos conquistou a cidade de Boca Raton, Flórida, EUA, com suas incríveis realizações acadêmicas.
A família de 11 inclui duas filhas adolescentes que obtiveram diploma universitário com mestrado e uma mãe que é arquiteta e jurista.
Num perfil de 30 de julho, a família Bush revela seu segredo do sucesso — a educação escolar em casa [do original em inglês homeschooling].
Os filhos foram educados em casa e foram imersos nas artes e ciência desde que eram muito novos.
Gabrielle Bush disse no programa TODAY do canal de TV NBC que ela quer que todos tenham acesso a tratamento médico. Com apenas 19 anos, a moça está trabalhando na área que ela escolheu depois de obter dois diplomas.
Contudo, sua irmã pode tê-la ultrapassado.
Grace Bush, de 18 anos, se formou na universidade com 16 anos e obteve mestrado aos 18. Ela espera ser juiz do Supremo Tribunal dos EUA.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): This Black ‘Family of Geniuses’ Show off Benefits of Homeschooling
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20 de agosto de 2016

Católicos realizam “Liturgia de Pedido de Perdão” aos LGBTQs


Católicos realizam “Liturgia de Pedido de Perdão” aos LGBTQs

(Sydney Star-Observer) A Igreja Católica de Newton, Austrália, se tornou uma das primeiras igrejas do mundo a pedir perdão aos indivíduos LGBTI pelo sofrimento causado pela ação e inação de indivíduos e igrejas católicas e cristãs.
Em junho, o Papa Francisco exortou que todos deveriam pedir perdão aos gays e lésbicas e a Igreja Católica de São João em Newtown se tornou uma das primeiras a responder realizando uma Liturgia de Pedido de Perdão organizada pela Interagência Católica Arco-Íris para o Ministério na sexta-feira.
“Foi difícil escolher quais casos pessoais compartilhar durante a liturgia; cada caso individual é muito forte, único e precioso,” disse Francis Voon, um organizador católico.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): Catholics hold “Liturgy of Apology” to LGBTQs
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18 de agosto de 2016

Importante jornalista anti-Rússia apresenta dossiê sugerindo que Trump pode ser um agente russo


Importante jornalista anti-Rússia apresenta dossiê sugerindo que Trump pode ser um agente russo

Julio Severo
Ativistas anti-Rússia tinham um argumento forte 30 anos atrás. Havia a União Soviética, governada por ditadores comunistas cruéis, e havia uma América democrática governada pelo evangélico conservador Ronald Reagan, que valorizava a liberdade e os valores cristãos. Enquanto a União Soviética louvava o ateísmo, Reagan fazia exatamente o contrário ao proclamar 1983 como o “Ano da Bíblia.”
Donald Trump
Reagan, que disse que a União Soviética era um Império do Mal, o derrotou com a Bíblia e diplomacia estratégica e inteligente.
Hoje, a União Soviética não existe mais, a Rússia é mais conservadora e valoriza seu Cristianismo ortodoxo e os EUA, que são a maior nação protestante do mundo, são menos conservadores e menos cristãos. Hoje, os EUA não têm um Reagan, mas só um presidente cripto-islâmico, homossexualista assumido nascido no Quênia, que não pode ser exposto por suas enganações e socialismo porque qualquer crítica a ele é tratada como “racismo.”
Então, passaram-se 30 anos e a Rússia e os EUA mudaram. Mas os ativistas anti-Rússia não acompanharam as mudanças. Eles permanecem entalados na mentalidade da Guerra Fria.
Numa reportagem recente intitulada “Is Trump a Russian agent? Top Kremlinologist presents a tantalising and disturbing dossier on why the presidential hopeful could have closer links to the Kremlin than it may appear” (Proeminente Kremlinologista apresenta dossiê tentador e preocupante do porquê o candidato presidencial pode ter ligações mais próximas com o Kremlin do que pode parecer), o jornal britânico DailyMail apresentou uma lista de razões por que o proeminente jornalista anti-Rússia Edward Lucas acha que a Rússia é a maior ameaça e por que o candidato presidencial americano Donald Trump pode ser um “agente russo.”
Meses atrás, eu estava pensando por que os ativistas anti-Rússia no Brasil não estavam acusando Trump de ser um agente da KGB. Lidei com a incoerência deles em meu artigo “Trump é um agente da KGB?
Não preciso mais ficar pensando. Lucas perguntou e respondeu: “‘Será que Donald Trump é um agente russo?’ Embora a resposta possa ser não, ele certamente foi o que o primeiro líder soviético chamava de ‘idiotas úteis’ — referindo-se àqueles no Ocidente que ignoravam assassinatos em massa e escolhiam apoiar o grande projeto comunista.”
Por essa pergunta e resposta, um leitor entenderia que Lucas vê a Rússia como comunista e que ele quer um candidato americano anticomunista para combater a Rússia. É evidente que Trump não é o candidato dele.
Então ele se queixa: “Espiões russos também invadiram os computadores ligados ao Partido Democrático [que é similar ao PT] e a Hillary Clinton quatro vezes, roubando uma mina de ouro de documentos que lançam uma luz desagradável nas maquinações internas do partido. Eles também ganharam acesso aos e-mails da sra. Hillary…”
Então “comunistas” (na mentalidade de Guerra Fria dele) ganharam acesso aos e-mails da sra. Hillary. Será então que ela é anticomunista? Será que ela é contra a ideologia progressista e socialista? Será que ela é contra o aborto e a sodomia, que são uma prioridade máxima da ideologia progressista e socialista?
Em seu livro “God and Hillary Clinton” (Deus e Hillary Clinton), publicado por HarperCollins, o autor conservador Paul Kengor retrata Hillary como metodista progressista. Progressista é outro termo para socialista.
Por que então Lucas vê “comunismo” na Rússia, mas não o vê em Hillary?
Para confirmar sua tendenciosidade anti-Rússia, Lucas menciona que “o ex-diretor da CIA Michael Morell disse que ele ‘não tem dúvida’ de que Putin vê Trump como um ‘agente inconsciente.’” Contudo, ele não menciona que Morell louva muçulmanos na CIA, especialmente um muçulmano que por dez anos, sob Bush e Obama, foi diretor do Centro Antiterrorista da CIA. Ele não menciona também que Morell está endossando Hillary.
Então para combater o “comunismo” na Rússia os ativistas anti-Rússia têm de louvar muçulmanos na CIA e endossar a socialista Hillary, que é ativamente pró-aborto e pró-sodomia?
Para provar os laços “soviéticos” de Trump, Edward Lucas apresenta uma lista de empreendimentos econômicos entre russos e Trump durante os anos. Ele aponta como Trump está recebendo dinheiro russo. Ele não parece se importar que esses eram empreendimentos capitalistas — muito detestados por comunistas verdadeiros. Ele não parece se importar com a realidade. Trump não é pobre. Ele é um bilionário. Ele não precisa do dinheiro de ninguém. Se ele está recebendo dinheiro de russos para empreendimentos capitalistas, ele só está mostrando que é capitalista, e os russos estão igualmente mostrando que são também capitalistas!
Mesmo assim, citando o jornal Washington Post, Lucas disse: “Desde a década de 1980, Trump e membros de sua família fizeram muitas viagens a Moscou em busca de oportunidades empresariais, e eles têm dependido de investidores russos para comprar suas propriedades no mundo inteiro.”
Ele também disse: “O filho de Trump, Donald Jr., se gabou numa conferência da indústria de propriedades em 2008: ‘Os russos compõem uma parte muito desproporcional de muitas de nossas propriedades.’ No mesmo discurso, ele disse que havia visitado a Rússia seis vezes nos 18 meses passados.”
Suas críticas anti-Trump estão entrelaçadas com muitas menções de “soviéticos,” “KGB” e outros adjetivos da Guerra Fria.
Seu dossiê profundamente negativo, conforme mencionado no DailyMail para denunciar Trump e suas ligações “soviéticas,” foi escrito para torpedear a campanha presidencial de Trump e ajudar Hillary.
Lucas critica Trump de forma amarga porque, conforme ele disse, “Trump se mostra amigável para a Rússia.”
Ele se queixa: “Outro fator desgraçado nas relações de Trump com a Rússia é a composição de seu círculo interno. Paul Manafort, o presidente da campanha eleitoral dele, se beneficiou de acordos empresariais de milhões de dólares com oligarcas pró-Rússia. Ele era um assessor próximo de Viktor Yanukovych, o humilhado presidente ucraniano que foi derrubado em 2014.”
Lucas não menciona que o democraticamente eleito Yanukovych foi derrubado por uma revolução apoiada pelo bilionário esquerdista George Soros, Obama e seu governo esquerdista e muitos neocons proeminentes. Conservadores americanos denunciaram esse golpe. Então se Manafort, o presidente da campanha de Trump, estava do lado de Yanukovych, ele estava contra Obama e seus neocons. Isso é ruim para Lucas?
Obama, Soros e os neocons queriam uma Ucrânia aberta à agenda da sodomia. Lucas acha que isso está certo? Eu não sei as razões para Manafort ser contra o golpe ucraniano, mas ele estava certo.
Lucas também se queixa de outros membros do círculo interno de Trump: “Ainda mais assustadora é a conduta de um dos principais chefes do serviço secreto dos EUA, o General Michael Flynn, que agora assessora Donald Trump. Como ex-diretor dos serviços de inteligência do Pentágono, a Agência de Inteligência de Defesa, o chefe forte de cabelo aparado espantou seu ex-colegas ao visitar Moscou em dezembro de 2015, onde ele se sentou perto do sr. Putin num jantar… Outro assessor de política externa na campanha de Trump é Carter Page, que passou boa parte de sua carreira na Rússia… Ele justifica a invasão e ocupação russa da Crimeia, repudiando a revolução pró-democracia e liderança pró-Ocidente da Ucrânia.”
De acordo com Lucas, Trump está qualificado para ser um “agente russo,” não um presidente americano. Ele disse:
Quando o sr. Putin escreveu um artigo reprovando o papel dos EUA como polícia do mundo, Trump chamou a repreensão de brilhante.
Em 2007, ele louvou Putin por reconstruir a Rússia.
Um ano mais tarde ele acrescentou, numa referência ao então presidente: “Ele faz bem seu trabalho; muito melhor do que nosso [presidente George W.] Bush.”
Trump louva o taciturno ex-homem da KGB que governa a Rússia por sua liderança.
Então Lucas diz: “O que o líder russo quer é ajudá-lo — em especial, minando a sra. Hillary, a única pessoa que pode manter Trump fora da Casa Branca.”
Hillary é a única pessoa também que pode manter a homossexualidade como prioridade máxima na política externa americana, o que ela, sob Obama, já vinha fazendo como secretária de Estado.
Havia também muitos acordos entre Hillary, quando ela era secretária de Estado dos EUA, e a Rússia. Mas talvez Lucas favoreça Hillary porque depois que o governo de Obama começou suas sanções contra a Rússia por causa de uma lei russa que proíbe a propaganda homossexual para crianças e adolescentes, os acordos pararam. Mas Trump nunca parou seus esforços de amizade com a Rússia.
O que está preocupando e enfurecendo Lucas não é os EUA e seu governo recente, que tem colocado o homossexualismo como prioridade máxima em suas políticas externas, inclusive impondo a doutrina homossexual em outras nações. Eles até tentaram forçar a Rússia a se submeter a isso.
O que está preocupando e enfurecendo Lucas é a perspectiva de um governo Trump buscando relações mais amistosas com a atual Rússia cristã ortodoxa.
Não sei se Trump sobreviverá ao ataque violento de críticas e pressões de neocons, a esquerdista Hillary Clinton e outros ativistas anti-Rússia como Edward Lucas, mas se os tempos mudaram, e a Rússia e os EUA mudaram, Trump representa um ar fresco longe da atmosfera mofada da Guerra Fria.
Gostaria que Trump também tivesse um ar fresco longe da atmosfera bolorenta da ideologia gay. Nesse ponto, ele poderia aprender muito com a Rússia.
Indivíduos de mente fraca poderiam igualar opiniões anti-Rússia com anticomunismo, mas isso está muito longe da realidade.
Em 2014 participei de um encontro pró-família no Kremlin, em Moscou, com vários líderes pró-família proeminentes dos Estados Unidos.
Os americanos estavam sob ameaça de americanos feministas, homossexualistas e esquerdistas, que queriam que o Departamento de Estado dos EUA os investigasse por violarem as sanções que o governo de Obama estava impondo na Rússia.
Não, esses não eram americanos anticomunistas ameaçando americanos “comunistas” visitando russos “comunistas” em Moscou. Esses eram americanos socialistas ameaçando americanos pró-família que estavam visitando russos pró-família em Moscou.
Edward Lucas e outros ativistas anti-Rússia não param para pensar que se o argumento deles contra a Rússia é por causa do comunismo, por que apoiar Hillary Clinton, cujas políticas são mais socialistas (inclusive uma defesa estridente do aborto e sodomia) do que a Rússia moderna? Se eles se importassem com socialismo, eles confessariam que os socialistas estão na Casa Branca e que esses socialistas são contra a Rússia.
Isso é sobre nacionalismo, que é fortemente anti-Rússia entre americanos conservadores e socialistas, mas não é fortemente anti-islamismo, e Donald Trump está mudando radicalmente o panorama nacionalista ideológico partilhado igualmente por americanos conservadores e esquerdistas. Os neocons, cujo nacionalismo radical domina as alas conservadoras e socialistas nos EUA, são ávidos criadores de problemas e guerras contra a Rússia.
Se os ativistas anti-Rússia precisam de um candidato para manter as sanções de Obama contra a Rússia, Trump não é o candidato deles. Hillary é. Mas só recorde: tanto Hillary quanto Obama são socialistas!
A mensagem simples parece ser: ser um comunista americano é correto, mas não é correto ser um russo capitalista ou comunista.
Outra mensagem parece ser: É correto ser muçulmano, mas não é correto ser russo.
Portanto, a luta ideológica contra a Rússia hoje é sobre nacionalismo irracional, não anticomunismo racional. Sou anticomunismo, antissocialismo e antiesquerdismo, e esse é o motivo por que sou contra Obama e Hillary. Esse é o motivo por que eu apoiava Reagan e me opunha à União Soviética. Naquele tempo, contatei a Embaixada dos EUA no Brasil expressando meu apoio a Reagan, e enviei cartas de encorajamento para prisioneiros cristãos em campos soviéticos.
Como ativista pró-família, minha razão para apoiar a Rússia hoje é sua lei incomparável proibindo propaganda homossexual para crianças e adolescentes. Essa razão inclui também o fato de que a Rússia vem defendendo valores tradicionais na ONU. Mas valores pró-família não parecem ser a razão pela qual Trump tem sido o maior torcedor americano da Rússia. A razão de Trump parece ser exclusivamente capitalista ou econômica: a Rússia tem sido uma parceira muito boa para os empreendimentos capitalistas dele.
Se adotar empreendimentos capitalistas faz de você um capitalista, o que está impedindo Lucas de ver a Rússia como capitalista? E se endossar uma ávida apoiadora (Hillary) de uma agenda gay e abortista muito socialista faz de você um socialista, deveria Lucas ser poupado?
Então Lucas tem muito mais interesses ideológicos em comum com socialistas do que Trump tem.
A acusação dos ativistas anti-Rússia de que Trump está recebendo dinheiro russo porque ele precisa dele para financiar sua campanha presidencial é ridícula, pois Trump não é pobre. Ele é um bilionário, e ele faz negócio com qualquer um, russo ou não.
Nos dias da Guerra Fria, você era um agente russo se defendesse interesses socialistas. Agora se você não apoia a socialista Hillary Clinton e sua agenda de aborto e sodomia, você é um agente russo também!
Se é importante para os EUA darem prioridade para a sodomia e impô-la em massa nas outras nações, é igualmente importante para os cristãos conservadores apoiarem nações que fazem resistência a essa imposição estúpida.
A Guerra Fria não existe mais, mas sua mentalidade mofada está tornando seus adeptos loucos e irracionais com relação ao que é mais importante para cristãos conservadores pró-Reagan: valores conservadores e cristãos.
A única coisa que me preocupa não são as obsessões dos neocons ou uma preocupação anti-Rússia. É a agenda gay e o que ela faz para perseguir cristãos, desfigurar as famílias, destruir a inocência das crianças e demolir a sociedade. Hillary com certeza vai agravar as ameaças homosexualistas contra os cristãos e as famílias. E Trump, o que ele vai fazer?
Ele se aliou a Peter Thiel, o dono do PayPal que tem perseguido cristãos. Na Rússia, Thiel jamais poderia fazer isso.
Trump é melhor do que Hillary em muitos aspectos, mas no aspecto homossexualista, ele precisa escutar e imitar a Rússia exatamente como a Rússia devia ter escutado e imitado a América de Reagan 30 anos atrás.
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