20 de outubro de 2018

Pesquisa de opinião pública: Judeus dos EUA favorecem socialistas e dizem que Israel não é “muito importante”


Pesquisa de opinião pública: Judeus dos EUA favorecem socialistas e dizem que Israel não é “muito importante”

World Israel News
O Instituto Eleitoral Judaico, uma nova organização fundada por democratas [socialistas] judeus americanos, publicou uma pesquisa de opinião pública na quarta-feira, antes das eleições, mostrando que os judeus americanos favorecem fortemente os democratas [socialistas] e não gostam de Trump, informou a Agência Judaica Telegráfica (AJT).
A pesquisa de opinião pública, realizada pelo The Mellman Group, mostra judeus dos EUA favorecendo os democratas [socialistas] em 74% contra apenas 26% a favor.
Apesar da aversão deles ao presidente Trump, os entrevistados estão divididos em relação às políticas dele sobre Israel, com 51% de aprovação e 49% de desaprovação, dentro da margem de erro de 3,5 pontos percentuais, de acordo com reportagem da AJT.
No entanto, Israel não é uma prioridade entre os eleitores judeus, que parecem mostrar mais preocupação com questões nacionais dos EUA, segundo a pesquisa. Apenas 52% classificaram Israel como “muito importante,” enquanto uma grande maioria classificou os serviços de saúde (83%), o Supremo Tribunal (90%), Medicare e Previdência Social (84%) como “muito importantes.”
“Os entrevistados foram selecionados aleatoriamente a partir de listas de pessoas que optaram por fazer pesquisas de opinião on-line e, em seguida, perguntaram se eles eram judeus. A pesquisa foi baseada em 800 respostas concluídas entre 2 e 11 de outubro,” disse a AJT.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês da revista Charisma: Poll: US Jews Favor Democrats, Say Israel Not 'Very Important'
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19 de outubro de 2018

Observatório da Direita, da entidade de extrema esquerda People for the American Way, preocupado por eu não apoiar decisão de Trump nomeando juiz gay


Observatório da Direita, da entidade de extrema esquerda People for the American Way, preocupado por eu não apoiar decisão de Trump nomeando juiz gay

Julio Severo
O Observatório da Direita, um grupo de extrema esquerda dos EUA, disse em 18 de outubro de 2018:
Julio Severo não está feliz que Trump tenha nomeado um juiz gay para o Nono Circuito: “O apoio da sodomia é algo muito sério. Destruiu toda uma sociedade, Sodoma. Aliás, a sodomia já minou a instituição do casamento nos Estados Unidos, e seu atual presidente não está disposto a fazer nada para reverter a subversão gay do casamento.”
O Observatório da Direita  quis dizer o meu artigo “Trump and His Judges, One for Conservatives and One for Gay Activists,” que foi publicado em inglês no portal conservador americano BarbWire. A versão em português desse artigo está disponível neste link: “Trump e seus juízes, um para os conservadores e um para os ativistas gays.”
É claro que não estou feliz que Trump tenha nomeado um juiz conhecido por sua militância em um grupo homossexual. Eu esperava tais escolhas ruins de Obama, que tratava os ativistas homossexuais como se fossem mais de 50% da população dos EUA.
Os homossexuais são apenas cerca de 2 ou 3% da população dos EUA. Assim, o foco excessivo de Trump e dos esquerdistas neles como se fossem uma população gigantesca nos EUA é irracional e prejudicial à segurança das crianças e à sobrevivência da civilização.
Além disso, quando Trump nomeia um ativista homossexual, ele faz exatamente o que Obama fez: ele dá poder a uma ideologia muito destrutiva de uma minoria muito barulhenta.
Qual é a mensagem quando um grupo de extrema esquerda dos Estados Unidos está preocupado com o fato de eu não apoiar a indicação de Trump de um ativista gay? Eles não estão nenhum pouco preocupados com a má decisão de Trump. Eles só estão preocupados com a minha postura cristã.
O Observatório da Direita é um projeto da entidade de extrema esquerda People for the American Way e tem, de acordo com seu site, uma missão especial de atacar conservadores que se opõem à agenda gay, ao aborto e à ideologia muçulmana.
De acordo com o WND, um dos maiores sites conservadores do mundo, People for the American Way (PFAW) é “uma organização socialista ateísta que, por meio de publicações como seu ‘Right Wing Watch’ [Observatório da Direita] se dedica à destruição dos conservadores em geral.”
Muitos nomes conservadores proeminentes dos EUA estão na lista negra do Observatório da Direita. Meu lugar na lista deles está aqui.
O que os conservadores americanos dizem sobre o Observatório da Direita?
Pat Robertson, do Clube 700, disse: “Uma organização nojenta.”
Peter LaBarbera, da entidade Americanos pela Verdade da Homossexualidade, disse: “Deveriam chamá-los de Povo pelo Jeito Homossexual.”
Matt Barber, fundador do portal conservador BarbWire, disse: “Uma agenda secularista radical… uma agenda socialista… promovendo a cultura da morte.”
Leitura recomendada sobre a Esquerda dos EUA contra Julio Severo:
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18 de outubro de 2018

Jim Jones & Harvey Milk: A História Secreta


Jim Jones & Harvey Milk: A História Secreta

Rod Dreher
O próximo mês marca o aniversário de 40 anos de dois eventos marcantes da cultura popular americana: o assassinato do político gay pioneiro Harvey Milk e o suicídio em massa de 900 membros da seita Templo dos Povos.
Se você se lembra de alguma coisa sobre o suicídio em massa, é provavelmente que o líder da seita, Jim Jones, tenha sido representado como um demônio cristão fundamentalista cujos seguidores que batiam na Bíblia sofriam repreensões e lavagem cerebral para beber refrigerante com o veneno cianeto.
Harvey Milk, por outro lado, é um herói popular. O supervisor de São Francisco tornou-se um santo de direitos homossexuais porque foi martirizado por um fanático de direita.
Esse é a história que dão em ambos os casos. Mas, segundo o escritor Daniel Flynn, isso mal é verdade, mas sim propaganda. E o modo como a história se lembra desses homens e a hora e o lugar que os fizeram nos oferece um aviso horrendo hoje.
O novo livro de Flynn “Cult City: Jim Jones, Harvey Milk, and 10 Days That Shook San Francisco” (Cidade das Seitas: Jim Jones, Harvey Milk, e 10 Days que Abalaram São Francisco [ISI Books]) é um trabalho ousado e às vezes chocante da história revisionista que desafia o que achamos que sabemos sobre os homens e os eventos assassinos que os colocaram em proeminência nacional.
Flynn revela que Jones era na verdade um fanático socialista que, longe de ser um extremista teológico e cultural, era uma personalidade importante na política de esquerda na cidade de São Francisco, Califórnia, EUA. Flynn também mostra que Milk era um oportunista e um exibicionista que estava disposto a usar a retórica extremista — e em um caso, teve prazer em sair do armário — para avançar sua carreira política. Seu assassino não era um homófobo homicida, mas um ex-aliado político cabeça-quente que estava furioso com a traição política de Milk.
E, o mais bizarro de tudo, Milk e Jones eram amigos e aliados. Esse era o tipo de lugar que São Francisco era na década de 1970, diz Flynn, que concordou em fazer uma entrevista comigo por e-mail:
Rod Dreher: Fiquei chocado ao descobrir que Jim Jones e Harvey Milk eram aliados na política na década de 1970 em São Francisco. Antes de entrarmos nos detalhes dessa aliança, o que ela tem a ver com o título do seu livro, Cidade das Seitas?
Daniel Flynn: São Francisco sofreu a ressaca após a embriaguez.
Depois da florescente década de 1960, exemplificada por Summer of Love, Haight-Ashbury e Human Be-In do Golden Gate Park, São Francisco tornou-se um lugar muito tenebroso. O Assassino do Zodíaco ridicularizando policiais, os Assassinatos Zebra visando pessoas brancas, o terrorismo da Frente de Libertação do Novo Mundo levando a uma bomba colocada no peitoril da janela de Dianne Feinstein, entre outros atos assustadores. O sequestro de Patty Hearst feito pelo Exército Simbionês de Libertação e muito mais enfeiaram uma bela cidade. Loucos políticos e simplesmente loucos se misturavam, restando pouco para diferenciar os dois.
Isso funcionou como o ambiente ideal para Jim Jones e o Templo dos Povos. Isso se encaixou em seu tempo e lugar, mesmo que se destaque para nós quarenta anos depois.
A teologia politizada do Templo realmente agarrou Harvey Milk, um homem até então bastante indiferente à fé. Jim Jones promovia direitos gays, o que atraiu Harvey Milk. Além disso, ele fornecia às suas campanhas “voluntários,” uma gráfica e publicidade através de seu jornal amplamente distribuído. Quando Milk organizou uma feira na Rua Castro, o Templo dos Povos forneceu artistas de nível profissional. Quando o amante dele cometeu suicídio, os membros do Templo enviaram dezenas de cartas de condolências convidando Milk a visitar ou até mesmo morar em Jonestown.
Milk claramente achava sua associação com Jim Jones estimulante. “Pode levar muitos dias para voltar do alto que eu alcancei hoje.” escreveu Jim Jones depois de um culto no Templo. “Lamentei que tive de sair depois de 4 horas curtas… Encontrei algo querido hoje. Encontrei uma sensação de ser que compensa todas as horas e energias colocadas em uma briga. Encontrei o que você queria que eu encontrasse. Eu voltarei. Porque eu nunca posso deixar.”
Em troca de tudo isso, Milk deu legitimidade a Jim Jones. Ele palestrava no Templo dos Povos. Ele o elogiava em sua coluna no jornal Bay Area Reporter. Ele fez lobby em favor de Jones para o Presidente Jimmy Carter, o Secretário de Saúde, Educação e Bem-Estar Joseph Califano, o Primeiro Ministro da Guiana, Forbes Burnham, e outras figuras poderosas. Como mostra Cidade das Seitas, isso comprovou ser desastroso para muitas pessoas.
Tantos líderes locais entusiasticamente dando garantias em prol de Jim Jones tornaram mais fácil para as pessoas em posições de responsabilidade que estavam longe rejeitar as acusações contra ele como fantásticas. Antes dos pobres beberem os refrigerantes de Jim Jones na América do Sul, os poderosos beberam em São Francisco.
Rod Dreher: Eu era criança quando o suicídio em massa em Jonestown aconteceu, e sempre presumi que Jim Jones era algum tipo de cristão fundamentalista. Aliás, ele e seu Templo dos Povos eram exatamente o contrário disso. O que eles realmente queriam?
Daniel Flynn: Tive a mesma experiência. Eu escrevo sobre isso brevemente nos agradecimentos. Talvez nós dois tenhamos pensado nisso porque a mídia inicialmente noticiou como fato um Jim Jones que batia na Bíblia, e esse primeiro rascunho da história dele ficou.
O jornal New York Times, por exemplo, descreveu a pregação de Jones como “cristianismo fundamentalista” imediatamente após a tragédia. Mas eles sabiam a verdade. A.M. Rosenthal, o editor-chefe do jornal, ridicularizou vários anos antes a primeira vez que o Templo foi desmascarado por um escritor de religião do jornal San Francisco Examiner, explicando a um membro do Templo: “Nós esperamos ser atacados por pessoas como Lester Kinsolving e outros que têm eixos políticos para moer.”
Na realidade, o Templo dos Povos usava os enfeites do cristianismo pentecostal para conquistar um grande número de pessoas para o socialismo. Jim Jones ridicularizava a Bíblia, pisava nela na frente de seu rebanho e instruiu seus seguidores a usá-la como papel higiênico quando esse suprimento de necessidade acabou em Jonestown. O resto que os sobreviventes do Templo me disseram sobre isso realmente fez meu queixo cair.
A revista The Nation foi um dos poucos veículos a relatar com precisão as perspectivas do Templo dos Povos depois da tragédia. “O Templo era tanto uma cruzada política de esquerda como uma igreja,” observou o semanário. “No decorrer da década de 1970, seu programa social ficou cada vez mais descontente com o que Jim Jones passou a considerar uma ‘América fascista’ e se deixou levar rapidamente para simpatias comunistas francas”.
Nos membros ocasionalmente vestindo uniformes vermelhos, frequentemente cantando “A Internacional [Socialista]” e ensinando russo aos habitantes de Jonestown, o Templo dos Povos anunciava seu credo político. Jones chegou a politizar a pavorosa música do grupo, chamando-a de “suicídio revolucionário,” como se o ato niilista contivesse algum propósito ideológico mais elevado. De quem Jones emprestou esse conceito de “suicídio revolucionário” e como ele se desenvolveu lentamente dentro do Templo pode surpreender muitos leitores.
Rod Dreher: A história que dão sobre Harvey Milk é que ele é um santo secular. Aliás, como você mostra, ele estava sexualmente envolvido com garotos menores de idade, e ele estava disposto a usar uma retórica extrema e caluniosa contra seus oponentes, até mesmo outros gays. Por que esses fatos foram empurrados para o buraco da memória?
Daniel Flynn: Quando um adepto descobriu que Milk havia inventado uma estória de dispensa desonrosa da Marinha — somente em São Francisco um político mentiria sobre seu honorável serviço para aumentar a credibilidade —, Milk respondeu: “Símbolos. Símbolos Símbolos.”
Na morte, Milk o homem tornou-se Milk o mito — um símbolo humano de algo maior que ele mesmo. Homens são complicados. Mitos? Nem tanto. A necessidade de ser limpo e puro.
Gays, compreensivelmente, tentavam entender um ato sem sentido. Em vez de um homem mesquinho buscando uma compensação assassina por uma queixa mesquinha, o assassinato de Harvey Milk se tornou um ato de homofobia e sua vítima um mártir do movimento dos direitos gays.
Parte dessa mitologia envolve a criação de uma caricatura de Dan White e seus motivos. O que eu descobri sobre o assassino de Milk entrevistando pessoas próximas a ele realmente me deixou chocado. Vou deixar tudo isso para o livro. A outra parte da equação da mitologização envolve a transformação de Harvey Milk, autor de uma única lei municipal — ordenando sensatamente aos donos de cães que limpem a sujeira que seus animais de estimação deixam — em seus 11 meses no cargo em uma figura colossal (e um santo secular).
Santos requerem santidade. Harvey Milk agiu como um grande amigo, demonstrava um ótimo senso de humor, exibia uma incrível tendência à reinvenção e tenazmente servia as causas em que acreditava. Ele não era um santo.
Seus maiores críticos não são direitistas (John Briggs [um político aposentado da Califórnia mais conhecido por um projeto de lei anti-homossexualismo — RD] expressou claramente para mim em nossa conversa o quanto ele gostava da companhia de Milk), mas homens gays, vários dos quais falaram comigo para este livro. Outros gays zelosamente guardam o legado de Milk. Um se recusou a responder às minhas perguntas, mas começou em vez disso a me fazer perguntas sobre o meu livro. Há uma qualidade expurgada nos livros sobre Harvey Milk. Espero que este livro ajude a mudar isso. A história das ações afirmativas com padrões variados para pessoas de acordo com políticas de identidade não é história. É propaganda. Meu objetivo não é tornar Milk um monstro, mas um homem. Homens são falhos. As pessoas que escolhem adorar um homem acham isso difícil de aceitar.
Rod Dreher: Jim Jones tem sido em grande parte esquecido hoje, mas acho que é importante que as pessoas de hoje, se chegarem a pensar nele, se lembrem dele como um louco solitário, como um antecessor de David Koresh ou Warren Jeffs. Aliás, antes de exilar a si e sua congregação na Guiana, ele era uma figura que seguia as tendências esquerdistas de seu tempo e lugar. Por que nossa memória histórica foi falsificada?
Daniel Flynn: Jim Jones realizou reuniões privadas com o companheiro de chapa de Jimmy Carter, Walter Mondale, e sua esposa, Rosalynn Carter, durante a campanha presidencial de 1976. O prefeito de São Francisco, George Moscone, nomeou-o presidente da Autoridade da Comissão de Moradia da cidade, efetivamente tornando-o o maior proprietário de terras da cidade (assustador quando pensamos em como ele tratava seus inquilinos na Guiana). Jane Fonda, Huey Newton, Angela Davis e outros o elogiaram. Willie Brown o comparou a Martin Luther King e Mahatma Gandhi.
Jones estava muito envolvido com um pequeno grupo de pessoas que era popular na época. Então ele orquestrou os assassinatos de mais de 900 pessoas. Nesse ponto, o ateu evangélico e comunista dedicado foi transformado em um “fascista sedento de poder” nas palavras do apresentador de noticiário televisivo Walter Cronkite, e seus seguidores se tornaram “fanáticos religiosos” nas palavras da Associated Press.
As razões para esse truque que enganou mentes fracas parecem bastante óbvias. Muitos políticos poderosos não permitiam investigações do Templo dos Povos. Muitos jornalistas famosos, inclusive Herb Caen, o principal jornalista do jornal San Francisco Chronicle, atuaram como incentivadores de Jim Jones. Muitos tinham culpa de sangue nas mãos. Além disso, Jones desacreditava os políticos que ajudaram e encorajaram a ele e as causas políticas que eles valorizavam. Então, eles o transformaram em algo que ele não era.
Quando se pensa em tentativas frágeis, mas frequentes, de ligar assassinos em massa a figuras políticas sem nenhuma evidência — pensa-se na artimanha manca de ligar Jared Lee Loughner, o assassino em série de Tucson, a Sara Palin e ao movimento conservador Tea Party — a dissociação de Jim Jones das reais amizades e alianças que ele forjou com as elites democratas esquerdistas de São Francisco. Ele estava próximo do Supervisor Harvey Milk, dos futuros prefeitos de São Francisco, Willie Brown e Art Agnos, e do vice-governador da Califórnia, Mervyn Dymally, que na verdade fez uma peregrinação a Jonestown e retratou a si mesmo como impressionado.
Por outro lado, o fato de tantos jornalistas terem se arriscado ajuda a explicar por que, depois de fornecer uma cobertura elogiosa de Jones durante sua vida, eles evitaram tocar no assunto dos amigos famosos e causas da moda dele depois de sua morte. Jornalistas haviam se comprometido.
Rod Dreher: Você diz em sua conclusão que “até hoje não se aprendeu nada das lições de Jonestown”? Explique.
Daniel Flynn: Pessoas mentiram. Pessoas morreram.
Pessoas mentiram. Pessoas morreram.
Jim Jones não poderia ter matado 918 pessoas sem que políticos, jornalistas e ativistas tivessem feito intervenções em favor dele. Eles confundiram ideologia com ética, um erro comum em fanáticos de todas as espécies. Em vez de aprender com esse erro, eles o aumentaram retratando Jones postumamente como alguém que ele não era a fim de proteger a ideologia deles, blindar a fraude política deles e absolverem-se do pecado jornalístico de realizar relações públicas em favor de Jones em vez de reportagens reais.
Cidade das Seitas é um estudo de caso real do pior que pode acontecer quando pessoas poderosas fazem vista grossa ao mal porque o malfeitor tem a mesma política delas. Isso se repete nas análises modernas de Jonestown, as quais mostram uma tentativa imensa de suprimir a questão mais importante do Templo do Povo: a promoção da política de esquerda. Pelo fato de que a verdade desacredita pessoas famosas e causas favorecidas, os documentários de TV a cabo e as retrospectivas de jornais que certamente comemoram o aniversário de 40 anos da tragédia no mês que vem entram em contorções para manobrar em torno da verdade.
Jim Jones acreditava em fazer o paraíso na terra. Como muitos outros que se dedicam a esse empreendimento, ele acabou fazendo o inferno na terra. Jonestown, e os políticos que ajudaram a fazer Jonestown acontecer, é uma história verdadeiramente surpreendente — mas não revelada. Acho que pessoas curiosas que querem saber a verdade sobre o que aconteceu nesse conto mais estranho do que em ficção vão querer ler meu livro.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do site The American Conservative (O Conservador Americano): Jim Jones & Harvey Milk: The Secret History
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17 de outubro de 2018

Com 100 tribunais da lei islâmica e 423 novas mesquitas, Londres é mais islâmica do que muitos países muçulmanos


Com 100 tribunais da lei islâmica e 423 novas mesquitas, Londres é mais islâmica do que muitos países muçulmanos

Ronoc R
Mesquitas estão surgindo em toda a Grã-Bretanha, especialmente em sua capital, Londres. Tribunais da lei islâmica estão em pleno funcionamento em Londres, dando decisões reais para a crescente população muçulmana de Londres.
“Londres é mais islâmica do que muitos países muçulmanos juntos,” o pregador islâmico Maulana Syed Raza Rizvi disse à imprensa local.
Igrejas ainda superam as mesquitas na Grã-Bretanha, mas há muitas mesquitas que estão ficando superlotadas. Cinco anos atrás, o jornal Daily Mail publicou fotos de igrejas e mesquitas em Londres. A diferença era surpreendente.
A Igreja de Santa Maria tinha apenas 12 pessoas participando da missa, enquanto perto a mesquita Brune Street Estate estava lotada com mais de 100 muçulmanos.
Desde 2001, 500 igrejas de Londres de todas as denominações foram transformadas em casas particulares. Enquanto isso acontecia, mesquitas foram surgindo em toda Londres. De 2012 a 2014, o número de britânicos identificados como muçulmanos cresceu para mais de um milhão.
Freqüentadores regulares de igreja estão diminuindo num índice que, dentro de uma geração, terá um número três vezes menor do que o dos muçulmanos que vão regularmente a uma mesquita na sexta-feira.
Na Grã-Bretanha, estima-se que até 2020 os muçulmanos que vão a uma mesquita regularmente superarão os cristãos que vão à igreja.
Agora existem oficialmente 100 tribunais da lei islâmica em Londres. A autorização para esses sistemas de justiça que funcionam em paralelo com os tribunais britânicos está preocupando muito os britânicos. Agora, é totalmente legal para os tribunais da lei islâmica operar na Grã-Bretanha graças à Lei de Arbitragem Britânica e ao sistema de Resolução Alternativa de Litígios.
À medida que Londres se torna mais islâmica, você pode se perguntar quando eles darão a Londres o nome de “Londristão.” Olha, isso pode não ser tão longe assim.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do site Voz da Europa: With 100 Sharia courts and 423 new mosques London is more Islamic than many Muslim countries
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16 de outubro de 2018

Trump e seus juízes, um para os conservadores e um para os ativistas gays


Trump e seus juízes, um para os conservadores e um para os ativistas gays

Julio Severo
Quando uma questão envolve valores morais e cristãos, agradar aos dois lados é uma estratégia política, não uma estratégia conservadora. O presidente dos EUA, Donald Trump, acaba de fazer isso. De acordo com o proeminente site conservador LifeSiteNews, em uma reportagem intitulada “Trump escolhe membro assumidamente gay de organização LGBT para o tribunal federal liberal do nono circuito,” Trump escolheu Patrick Bumatay, “outro juiz homossexual ligado a um grupo legal LGBT.”
“Bumatay também seria o segundo juiz assumidamente homossexual de um tribunal federal de recursos dos EUA e o primeiro no Nono Circuito,” disse LifeSiteNews, acrescentando: “O comunicado de imprensa da Casa Branca também observa que ele é membro da Associação Tom Homann de Direito LGBT, uma organização dedicada ao ‘avanço das questões gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros em toda a Califórnia e nnos EU.’”
Trump nomeou várias autoridades pró-homossexualismo para vários cargos no governo e deu continuidade a várias políticas pró-LGBT da era Obama, como o Departamento de Estado dos EUA pressionando outras nações a adotarem a ideologia homossexual.
Trump publicamente elogiou a entidade pró-LGBT Log Cabin Republicans em janeiro, e declarou após a eleição que a decisão do Supremo Tribunal de 2015, sob Obama, forçando todos os cinquenta estados americanos a reconhecerem o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo era “lei já estabelecida.” Isto é, ele não tem intenção de lutar para proteger o casamento tradicional contra o ataque de ativistas homossexuais e suas conquistas durante o governo Obama. Quão diferente de Obama, que tinha toda a força de vontade para lutar contra o casamento tradicional.
Contudo, os conservadores dos EUA poderiam pensar, pelo menos Trump nos deu Brett Kavanaugh, um juiz conservador forte, não é?
Na verdade, havia juízes mais conservadores e Kavanaugh teve inicialmente a oposição do grupo conservador Associação da Família Americana porque ele não era tão conservador. No final, os conservadores tiveram de aceitar a escolha de Trump, porque é melhor um homem com alguns valores conservadores do que outro ativista gay, e Trump não tem mostrado escrúpulos em nomear ativistas gays.
Trump tem um histórico de agradar aos dois lados. No passado, ele dava dinheiro para a Federação de Planejamento Familiar, a maior rede de clínicas de aborto nos EUA e, ao mesmo tempo, para Billy Graham! É semelhante a louvar a Deus e Satanás ao mesmo tempo.
O apoio da sodomia é algo muito sério. Destruiu toda uma sociedade, Sodoma. Aliás, a sodomia já minou a instituição do casamento nos Estados Unidos, e seu atual presidente não está disposto a fazer nada para reverter a subversão gay do casamento.
Provavelmente, ninguém explicou melhor a política de Trump, ou a política americana, do que Chuck Baldwin, um pastor evangélico patriota dos EUA. Em seu artigo “What You Don’t Know About Brett Kavanaugh Can And Will Hurt You,” (O que você não sabe sobre Brett Kavanaugh pode e vai prejudicar você), Baldwin disse:
Conservadores e cristãos estão freneticamente empolgados com o fato de Brett Kavanaugh ter sido confirmado pelo Senado dos EUA como o mais novo juiz do Supremo Tribunal dos EUA. Vendo toda a euforia sobre a confirmação de Kavanaugh, alguém poderia pensar que ele estava anunciando a Segunda Vinda de Jesus Cristo. Ele não está. Mas sua nomeação anuncia outras coisas — muitas delas ruins.
Primeiro, deixe-me discutir brevemente a animosidade entre democratas e republicanos que foi colocada em exibição pública durante as audiências de confirmação. Como tenho tentado mostrar ao povo americano nas últimas décadas, todo o paradigma democrata-republicano, esquerdista-conservador, é pura propaganda. Não é nada além de teatro público. Ambos os lados usam a demagogia “nós contra eles” como uma maneira de manter seus eleitores, que engolem a farsa, felizes o suficiente para continuarem elegendo e reelegendo-os para cargos públicos.
Para usar uma analogia com a qual muitos fãs de esportes podem se identificar no momento, a rivalidade entre democratas e republicanos é equivalente à rivalidade entre os times New York Yankees e Boston Red Sox (adaptação brasileira: Corinthians e Flamengo). Cada lado está torcendo como um louco por seu time e vaiando furiosamente o outro time. Mas ambos os times estão jogando o mesmo jogo; eles estão jogando e chutando a mesma bola; e eles estão correndo as mesmas bases. É puro entretenimento. E é isso que os dois principais partidos em Washington, D.C., estão fazendo. Eles gritam e torcem pelo seu time e vaiam e assobiam contra o outro time, mas eles estão jogando o mesmo jogo. É puro entretenimento.
A rivalidade entre esquerda e direita é puro teatro nos EUA. Não é sobre a Constituição, a Declaração de Direitos, a Declaração de Independência, a verdade, a liberdade ou o jeito americano; é tudo sobre poder político. Ah, pode haver um punhado de liberais e conservadores inflexíveis que são realmente motivados por ideologia, mas o que impulsiona a grande maioria desses canalhas — também conhecidos como políticos — é poder: poder puro, descarado e bruto.
A outra coisa que a falsa rivalidade entre democratas e republicanos (esquerdistas e conservadores) faz é ofuscar eventos realmente importantes que estão acontecendo e que nenhum dos lados quer que o povo americano saiba.
Por exemplo, enquanto a maioria dos americanos estava paralisada e hipnotizada no caso de Brett Kavanaugh… Eles não perceberam que o Partido Republicano e Donald Trump aprovaram uma lei de gastos enormes de US$ 854 bilhões que financia totalmente a Federação de Planejamento Familiar e pesquisas com órgãos de fetos. Eles não perceberam que o relatório anual de gastos do governo foi publicado e que Trump e o Partido Republicano explodiram o déficit federal em mais de US$ 1 trilhão.
Baldwin então mostra que o histórico de Kavanaugh não é tão conservador, um fato que todo verdadeiro conservador já sabe, e ele pergunta por que Trump ferozmente defendeu Kavanaugh contra as mesmas acusações sexuais que o juiz Roy Moore, que é muito mais conservador, sofreu de todo o universo esquerdista, mas sem a defesa de Trump:
… Uma das hipocrisias mais notórias do Presidente Trump e dos republicanos no Senado dos Estados Unidos: Como foi que Trump e o Partido Republicano ficaram sentados e não fizeram absolutamente nada para ajudar o juiz Roy Moore quando ele foi acusado de impropriedades sexuais de décadas atrás? Trump e o Partido Republicano deixaram o juiz Moore ser devorado pelos lobos, mas depois fizeram uma defesa feroz, como um ninho de vespas defendendo sua rainha, quando Kavanagh foi acusado de maneira semelhante. Por quê? Hã? Por quê?
Cristãos conservadores não devem apoiar qualquer item da agenda homossexual só porque Trump está sendo irresponsável nessa questão. Seria a mesma coisa de um cristão apoiando adultério e assassinato só porque o rei Davi adulterou com Bate-Seba e mandou matar o marido dela. Sim, Davi era um homem segundo o coração de Deus — algo que Trump está muito longe de ser. Mas quando ele adulterou e matou, ele fez a vontade do diabo. Não vamos pois usar o mau exemplo de Trump para justificar o homossexualismo ou o ativismo gay.
Artigos de Chuck Baldwin:
Artigos sobre o Juiz Roy Moore:
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