16 de novembro de 2018

Como a Bíblia influenciou Stan Lee, o cofundador da Marvel


Como a Bíblia influenciou Stan Lee, o cofundador da Marvel

A sombra dos quadrinhos de Stan Lee vai longe. Com sede na Flórida, a editora Kingstone Comics fica a uma distância de viagem de super-heróis da cidade de Nova Iorque, mas a principal editora de quadrinhos religiosos sabe que a influência de Stan Lee não será esquecida em breve.
Lee morreu na terça-feira aos 95 anos.
Art Ayris, editor da Kingstone, lembra que “o que muita gente não sabe sobre o Sr. Lee é que ele não é apenas um extraordinário criador de quadrinhos e provavelmente o mais icônico editor de quadrinhos de todos os tempos, mas que a Bíblia também teve influência nele. O nome de nascimento de Stan Lee era Stanley Lieber, e como a maioria sabe, ele nasceu e cresceu em Nova Iorque, e muitos dos quadrinhos tiveram suas origens nas décadas de 1930 e 1940, e como muitos de seus escritores contemporâneo de estórias em quadrinhos, Stan Lee era judeu. Stan disse que lia a Bíblia e, embora não fosse particularmente religioso, citava a Bíblia como uma importante influência literária. Ele adorava a fraseologia das Escrituras e declarou: “Definitivamente a Bíblia estava em minha mente quando eu estava escrevendo coisas como Thor.”
Ayris acrescenta: “Muitos dos primeiros escritores de quadrinhos eram imigrantes judeus que tinham um histórico de moralidade judaico-cristã. É por isso que muitos heróis originais e principais de estórias em quadrinhos foram profundamente caracterizados por personagens claramente bons e maus. Eles eram pessoas de moralidade, valores e até mesmo fé. Muitos argumentariam que os super-heróis originais eram até mesmo personagens do tipo Messias.”
Controvérsias religiosas aumentaram em intensidade neste ano depois da ComiCon, quando o mundo dos quadrinhos foi golpeado com a notícia de que a DC Comics tinha acabado de transformar Batman de um super-herói abraçando um Deus totalmente diferente (em suas próprias palavras em Batman Número 53) para “Deus está acima de nós. E ele usa uma capa.” Os primeiros quadrinhos do Batman incluíam imagens religiosas, como uma cruz na lápide de seus pais, e muitos viam a família Wayne como católica episcopal. Mas o recém-evoluído Bruce Wayne afirma: “Meu pai era cristão. Ele santificou a alma imortal, o céu, o Pai e o Filho.” Mas então ele prossegue para esclarecer sua nova posição teológica, “Eu… deixo de lado ... essa questão de acreditar numa… divindade. Ou acreditar em qualquer coisa que meu pai pensasse que o salvou.”
Ayris responde: “Há um certo nível de preconceito anticristão em grande parte da mídia e do entretenimento. Eles têm a liberdade de criar dessa maneira, mas a Kingstone busca contrabalançar essa influência com os quadrinhos e mídia que explicam a fé. Embora a empresa publique ficção científica, ação-aventura, fantasia e biografias, é mais conhecida por publicar a Bíblia Kingstone, a mais completa adaptação gráfica da Bíblia já feita. A empresa recrutou mais de 40 artistas com pedigrees da Marvel e DC e passou sete anos meticulosamente ilustrando e explicando em quadrinhos os 66 livros da Bíblia. Esse épico de três volumes foi finalista da Literatura de Juventude nos prêmios Livro da Ano na Associação de Editores Cristãos de 2017. A Bíblia Kingstone não é apenas a mais completa adaptação gráfica das Escrituras Sagradas já feita, mas é também a maior novela gráfica não serializada já publicada.
A empresa já começou a criar animações em filme de vários de seus produtos e descobriu emissoras e distribuidores digitais ansiosos para embarcar. “A natureza transcultural dos quadrinhos realmente abriu nossos olhos,” acrescenta Ayris. “Começamos a criar quadrinhos filmados há menos de 90 dias. Entre nossos quadrinhos impressos e digitais, e agora em filmes, já estamos em 33 idiomas e fomos escolhidos por cinco redes de televisão globais que transmitem para 15 países diferentes. Pela última contagem estamos em 95 países e crescendo.”
A estratégia de mídia da Kingstone é alimentada por pesquisas da Sociedade Bíblia Americana mostrando uma tendência desconcertante no engajamento da Bíblia. Os estudos mostraram que claramente um terço dos americanos entre 20 e 30 anos de idade nunca leu a Bíblia, e com os adolescentes, a desconexão da Bíblia é ainda mais acentuada em um nível de 50% de não engajamento. No entanto, a indústria de quadrinhos cresce exponencialmente a cada ano, impulsionada por filmes de super-heróis. Para Ayris, a interseção dessas duas tendências é algo para o qual os evangélicos devem prestar muita atenção.
Ayris conclui com: “Temos grande respeito por Stan Lee. Ele foi o rompedor de barreiras de sua geração e sentiremos profundamente a falta dele. Quase todo filme de super-herói de orçamento de milhões de dólares tem sua marca e influência sobre ele de alguma forma. De muitas maneiras, sentimos que o trabalho dele abriu as portas para nós. Devido à onipresença da Marvel e da DC em todo o mundo, quando entramos em uma nova região com quadrinhos religiosos de estilo Marvel, somos imediatamente aceitos. Somos gratos por sua influência de longo alcance e buscamos romper nossas próprias barreiras ao modelar seu sucesso e, mais importante, deixar a Bíblia nos influenciar em tudo o que fazemos.”
Traduzido por Julio Severo da revista Charisma: How the Bible Influenced Marvel Co-Founder Stan Lee
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14 de novembro de 2018

Trump realiza festival hindu pagão na Casa Branca


Trump realiza festival hindu pagão na Casa Branca

Julio Severo
O presidente dos EUA, Donald Trump, realizou o Diwali, o festival hindu das luzes, na Casa Branca, em 13 de novembro de 2018.
Trump realizando o Diwali na Casa Branca em 2018.
“Estamos reunidos hoje para celebrar um feriado muito especial comemorado por budistas, sikhs e jainistas em todos os Estados Unidos e ao redor do mundo,” disse Trump.
“Foi uma grande honra realizar uma celebração do Diwali, o Festival Hindu das Luzes, no Salão Roosevelt, na Casa Branca, esta tarde. Pessoas muito especiais!” ele disse em sua página no Facebook.
De acordo com a National Geographic Kids, Diwali é uma celebração de:
* No norte da Índia, eles celebram a história do retorno do rei Rama a Ayodhya depois que ele derrotou Ravana, acendendo filas de lâmpadas de barro.
* O sul da Índia comemora como o dia em que o Senhor Krishna derrotou o demônio Narakasura.
* No oeste da Índia, o festival marca o dia em que o Senhor Vishnu, o Preservador (um dos principais deuses da trindade hindu), enviou o demônio Rei Bali para governar o mundo inferior.
Por mais de 200 anos, os presidentes dos EUA souberam enviar saudações a nações pagãs e seus presidentes sem promover seu paganismo e sem usar a Casa Branca para realizar seus festivais pagãos.
Entretanto, a América moderna e seus presidentes estão mudando sua atitude de um relacionamento amável com as nações pagãs para celebração de seu paganismo.
Trump não é o primeiro presidente a realizar o Diwali na Casa Branca. Obama fez isso em 2016.
Obama realizando o Diwali na Casa Branca em 2016.
Talvez Trump tenha feito isso para agradar a Nikki Haley, sua embaixadora na ONU. Ela é uma híbrida espiritual que pratica as religiões protestante e sikh ao mesmo tempo. Em sua viagem à Índia em junho passado, ela rezou em um templo sikh e visitou igrejas, mesquitas e templos hindus.
Os presidentes dos EUA estão adotando um hibridismo espiritual para agradar a todos?
Tal hibridismo parece não ter espaço para a tradição americana mais importante: o evangelicalismo.
No ano passado, o mundo marcou o aniversário de 500 anos da Reforma protestante em 31 de outubro. Como a maior nação protestante do mundo, os Estados Unidos sob Trump deveriam se lembrar da Reforma e realizar algum evento especial na Casa Branca. Afinal, nenhuma tradição religiosa foi mais importante para o nascimento da América do que as igrejas que nasceram da Reforma.
No entanto, Trump não fez nenhuma menção da Reforma. Ele preferiu celebrar o Dia das Bruxas. Dificilmente um hibridismo, pois ele “esqueceu” a Reforma e deu total espaço para um festival de feitiçaria.
No último Natal, ele celebrou Jesus e incluiu uma celebração do Kwanzaa, um feriado marxista. Um hibridismo, com Cristianismo e marxismo lado a lado.
Em junho passado, Trump realizou seu primeiro Ramadã, um feriado islâmico, na Casa Branca. Claro, Obama fez o mesmo tipo de coisa na Casa Branca. Todo mundo sempre esperava tal paganismo de Obama. Mas Trump também?
Sinto falta da América de seus fundadores. A Bíblia era o centro de sua cultura, leis e espiritualidade. Os americanos eram um povo 98% protestantes durante a fundação de sua república. Eles festejariam com alegria a Reforma, que os ensinou a focar na Bíblia. E George Washington, seu primeiro presidente, nunca usaria a Casa Branca para celebrar festivais pagãos estrangeiros.
Hoje os Estados Unidos são uma nação diferente. Não há lugar para celebrações da Reforma na Casa Branca. Mas há muito espaço para celebrar festivais islâmicos, hindus e marxistas na Casa Branca. Pelo menos nessas celebrações profanas, o esquerdista Obama e o direitista Trump são iguais, e igualmente pagãos.
Com informações de Charisma News.
Versão em inglês deste artigo: Trump Hosts Pagan Hindu Festival at the White House
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13 de novembro de 2018

Evangélicos devem apoiar Trump, mas publicamente criticar seus pecados, Michael Brown diz em novo livro


Evangélicos devem apoiar Trump, mas publicamente criticar seus pecados, Michael Brown diz em novo livro

Napp Nazworth
Apoiar ou não apoiar Donald Trump? Essa é a questão com a qual muitos evangélicos americanos têm lutado desde que o bilionário da TV, casado três vezes, anunciou sua candidatura em 2015. No livro “Donald Trump Is Not My Savior: An Evangelical Leader Speaks His Mind About the Man He Supports as President” (Donald Trump não é meu Salvador: um líder evangélico fala sobre o homem que ele apoia como presidente), o teólogo Michael Brown traça suas perspectivas variáveis sobre o presidente que tem confundido a muitos.
(Foto: Reuters/Brian C. Frank) O candidato presidencial republicano Donald Trump segura sua Bíblia ao falar no Fórum da Aliança da Fé e da Liberdade de Iowa em Des Moines, Iowa, em 19 de setembro de 2015.
Ao longo do livro, Brown oferece suas razões para apoiar Trump enquanto também critica Trump, e critica alguns de seus colegas evangélicos que parecem apoiar incondicionalmente Trump.
“Acredito absolutamente que o presidente Trump tem sido uma bola divina de demolição,” escreve Brown na introdução. “Ele está causando estragos no status quo político…”
“Contudo, uma bola de demolição balança para frente e para trás, e acredito que o Presidente Trump também expôs algumas fraquezas (e mais) em nossos círculos evangélicos. Estamos nos abstendo de qualquer crítica a ele para que possamos manter nossos privilégios na presença dele? Ignoramos grandes questões de caráter para preservar nosso poder político? Nós nos tornamos mais identificados publicamente com nosso presidente do que com nosso Salvador? Nós confundimos patriotismo com o Reino de Deus?”
Brown é doutor em filosofia em línguas e em literaturas do Oriente Médio pela Universidade de Nova Iorque, apresenta o programa de rádio Line of Fire nacionalmente sindicalizado e é um colaborador frequente do site The Christian Post e de outras publicações. “Donald Trump não é meu salvador” é uma compilação de todos os artigos de Brown sobre Trump, juntamente com novo material.
Durante a presidência de Trump, toda semana traz uma nova controvérsia. Em tal ambiente, é fácil esquecer os muitos altos e baixos. É nesse ponto que o livro de Brown é útil. Um escritor prolífico, as reações de Brown à montanha-russa da candidatura e presidência de Trump ajudam os leitores a entender a visão de longo prazo do complicado relacionamento de Trump com os evangélicos.
Nesta entrevista por e-mail com o The Christian Post, Brown fala sobre a capa atraente do livro (mostrando Trump com uma coroa de espinhos), como o livro surgiu e o que seria necessário para Trump perder seu apoio em 2020.
Eis a transcrição completa da entrevista:
(Foto: Destiny Image) Arte da capa de “Donald Trump não é meu salvador: um líder evangélico fala sobre o homem que ele apoia como presidente,” de Michael Brown, 23 de outubro de 2018.
CP: Adoro a capa, mas se alguém julgar seu livro por ela, eles podem ter a impressão de que é um livro anti-Trump, o que seria uma caracterização imprecisa, na minha opinião. O que você espera que a capa transmita?
Brown: Adoro também a capa, e espero que transmita duas coisas. Primeira, reforça o título: o presidente Trump não é nosso salvador. Ele não pode salvar a nação. Ele não pode transformar o caráter moral do nosso país. Nenhum presidente pode. Ele não morreu pelos nossos pecados, e nós não devemos a ele nossas vidas, nem nosso testemunho está vinculado a ele. Que o mundo inteiro saiba disso!
Segunda, ele é nosso presidente e ele tem meu voto. Dito de outra forma, a política não é o Evangelho e patriotismo não é o Reino de Deus. Isso é reforçado pelo subtítulo, que deixa claro que expressarei minha opinião, mesmo quando discordo, mas que apoio Donald Trump como meu presidente e votei realmente nele.
CP: A maior parte do livro é uma compilação dos artigos que você escreveu sobre Trump (muitos dos quais tive o prazer de publicar no The Christian Post). Às vezes você elogia Trump, às vezes você critica Trump, às vezes você critica os apoiadores evangélicos de Trump. Ao olhar para esses como um todo, sinto a natureza conflituosa e ambivalente que acho que muitos evangélicos sentem sobre Trump. Como você caracterizaria o caminho do seu processo de pensamento enquanto você escreveu sobre Trump desde que ele entrou na corrida presidencial em 2015?
Brown: Cerca de 15 de agosto, completamente do nada, senti uma enorme carga de orações para publicar um livro sobre o presidente Trump e os evangélicos, e divulgá-lo antes das eleições. Mas como você faz isso quando ainda não escreveu o livro e não tem um editor trabalhando nele? Por outro lado, pensei comigo mesmo: “Estou escrevendo sobre Donald Trump desde agosto de 2015 e já tenho muito material bom.”
Na manhã de 16 de agosto eu estava em oração, novamente sentindo um peso grande sobre isso, quando tudo se tornou claro para mim: aqui está o título e subtítulo do livro, e aqui está o plano de ataque: Escrever material novo para o começo do livro, perguntando se a relação entre os evangélicos e Trump é um casamento arranjado no Céu ou um casamento com o inferno, em seguida, então imprimir os artigos mais relevantes sobre Trump dos últimos três anos, em ordem cronológica (no total de cerca de 90 artigos), em seguida, concluir com alguns insights sobre as próximas eleições e para onde vamos a partir daqui, entrar em contato com Larry Sparks, editor da editora Destiny Image. Em seis semanas, um belo exemplar antecipado do livro estava na minha mesa. Uma jornada bem selvagem!
Agora, eu disse tudo isso para dizer isto: Ao ler o livro, você fará uma viagem fascinante no tempo comigo. Você se lembrará de certos eventos que agora escaparam da sua memória. Você se lembrará de como se sentiu em relação a Trump e se suas opiniões mudaram ou não. E se você for alguém que nunca apoiou Trump, verá que eu também me opus fortemente a ele certa vez, e você verá como e por que acabei apoiando-o. Para mim, passar por esses artigos foi uma verdadeira revelação, já que tendemos a lembrar o passado através do filtro de como nos sentimos hoje. Lendo-os de novo, lembrei-me de muitas coisas que quase tinha esquecido.
Então, para voltar à sua pergunta, me opus fortemente a Trump durante as eleições primárias, dizendo abertamente que eu reconsideraria se ele se tornasse o candidato republicano, também perguntando em voz alta se as “profecias de Ciro” sobre Trump poderiam ser verdadeiras. (Isto é, que Deus o estava levantando para fazer o bem para nossa nação e para Israel, apesar dele não conhecer o próprio Senhor.) Logo que ele se tornou o candidato republicano, e com alguns dos meus amigos evangélicos tornando-se próximos a ele, reconheci que algo estava acontecendo além da minha lógica, e que apesar de minhas dúvidas, ele teria meu voto.
O leitor verá como minhas advertências se voltaram para o apoio experimental, depois para um apoio mais forte, mas sempre com preocupações. O leitor também verá quantas vezes eu disse que esperava estar errado sobre meus avisos. Em retrospectiva, muitos dos avisos foram precisos — em outras palavras, caráter realmente importa —, mas o presidente Trump superou definitivamente algumas das minhas expectativas em relação ao bem que ele fez. Todos esses altos e baixos são refletidos nos três anos de comentários em execução.
CP: Um dos argumentos feitos pelos chamados evangélicos que nunca votam em Trump, como eu, é que os evangélicos, principalmente os evangélicos brancos, estão minando sua autoridade moral apoiando Trump. Você aborda isso em vários pontos ao longo do livro. Em um capítulo em particular, intitulado “Os evangélicos perderam sua credibilidade ao votarem em Trump?” você critica em parte o argumento e admite parcialmente o ponto. Como os evangélicos podem manter o acesso à Casa Branca e recuperar essa credibilidade perdida?
Brown: Por um lado, compartilho suas preocupações, daí o título do meu livro. Quando adoramos no altar de Trump, quando não podemos diferenciá-lo publicamente, quando sentimos que temos de defender cada palavra e ação dele para apoiá-lo, nós nos desacreditamos e perdemos parte de nossa autoridade moral. É por isso que abordo esse tema com frequência no livro. Nós realmente precisamos ter cuidado aqui, para que não nos tornemos um apêndice do Partido Republicano, em vez do povo profético de Deus. Por que não podemos dizer: “Senhor Presidente, votei em você e apoio sua agenda maior, mas fico triste quando você humilha os outros com tanta crueldade”? Por que devemos demonizá-lo ou deificá-lo? Não podemos ser mais nuançados?
Por outro lado, rejeito a ideia de que perdemos nossa autoridade moral votando em Trump, já que as próprias pessoas que gritam isso para nós dia e noite — especialmente a mídia secular — são os que zombavam de nossas posições antes. Em outras palavras, os mesmos que me ridicularizaram por minhas posturas pró-vida, pró-casamento e pró-família agora me ridicularizam por votar em Trump. Essa também é a razão para o título do meu livro. Donald Trump não morreu pelos meus pecados, mas é melhor você acreditar que ele tem meu voto acima de Hillary Clinton quando se trata de nomear juízes para os tribunais, quando se trata de lutar contra o islamismo radical, quando se trata de resistir ao ativismo radical LGBT, quando se trata de apoiar Israel. Alguns dos artigos reimpressos no livro também enfatizam esse ponto.
Quanto à forma como avançamos, honrando o Senhor, não comprometendo nosso testemunho perante o mundo e ainda permanecendo ativos no processo político e votando — é o que eu abordo no último capítulo do livro.
CP: O que seria necessário para Trump perder seu apoio (supondo que ele concorra) em 2020?
Brown: Isso é fácil. Se ele abandonar suas convicções conservadoras, pró-vida, pró-família, pró-Israel, ou se ele estiver vivendo em pecado aberto e sem se arrepender (por exemplo, se ele fosse pego em adultério hoje e dissesse: “Grande coisa. O presidente John Fitzgerald Kennedy fez isso Bill Clinton fez isso e eu vou fazer isso”). Claro, os críticos de Trump vão alegar que ele está vivendo em pecado aberto e sem se arrepender por mentir e por humilhar os outros. Para mim, continuarei a abordar essas coisas abertamente quando e se ocorrerem enquanto ainda acredito que é para o bem geral tê-lo no cargo.
Mas para todos nós, há limites que fazemos. É por isso que respeito os evangélicos que nunca votam em Trump, apesar de nunca ter feito parte desse grupo. Mas é por isso que também exorto os eleitores evangélicos a olhar para as questões mais amplas e considerar se a agenda dele deve ter o nosso apoio. Vote na política, não na personalidade — na medida em que sua consciência permitir.
Para mim, é muito simples: Vou deixar o mundo inteiro saber que Jesus, não Donald Trump, é meu Salvador, e minha vida e testemunho estão ligados a Ele. Quanto ao presidente Trump, ele tem meu voto.
Napp Nazworth, Ph.D., é analista político e editor de política do The Christian Post.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do Christian Post: Evangelicals Should Support Trump but Publicly Criticize His Sins, Michael Brown Says in New Book
Leitura recomendada sobre Trump:
Outros artigos de Michael Brown:

12 de novembro de 2018

Danilo Gentili detona evangélicos defendendo desenho gay “Super Drags,” que ridiculariza evangélicos e tem dublagem de Pabllo Vittar


Danilo Gentili detona evangélicos defendendo desenho gay “Super Drags,” que ridiculariza evangélicos e tem dublagem de Pabllo Vittar

Julio Severo
O apresentador Danilo Gentili, que tem sido muito divulgado por pastores evangélicos por suas posturas direitistas, espantou neste domingo (11 de novembro de 2018) sua audiência evangélica ao sair em defesa de Super Drags, primeiro desenho homossexual brasileiro lançado pela Netflix que está causando bastante polêmica e levando grupos evangélicos a pedir seu cancelamento por erotização infantil.
Danilo Gentili e Pabllo Vittar
Em sua reportagem intitulada “Super Drags’ ridiculariza evangélicos ao mostrar ‘cura gay,’” o GospelPrime disse:
“O seriado Super Drags se propõe a mostrar a vida de três homens que se transformam em drags com superpoderes.”
O ataque do desenho gay aos evangélicos é explícito. O GospelPrime revelou:
“O confronto das Super Drags com pastores é real também na telinha. Um dos vilões é o ‘profeta’ Sandoval Pedroso, um líder pentecostal que comanda o campo de concentração ‘Gozo do céu’ que oferece ‘cura gay.’ O terceiro episódio da primeira temporada, que tem como título justamente ‘A Cura Gay’ mostra as drags tentando resgatar homossexuais que estariam presos, sendo forçados a mudar de comportamento. No final, todos os ‘obreiros’ do profeta Sandoval é que se tornam homossexuais.”
Os defensores desse desenho, que tem a dublagem do cantor homossexual Pabllo Vittar, alegam que ele não foi produzido para o público infantil, dizendo que a Netflix já deixou isso claro. Contudo, em quase 100 por cento dos casos os pais, ao verem que é um desenho, julgam imediatamente que é para crianças, não se preocupando com mais nada. A Netflix sabe muito bem disso, e está tirando vantagem da inocência das crianças e da falta de atenção de seus pais. Tal percepção não passou despercebida pela Sociedade Brasileira de Pediatria. A reportagem do GospelPrime disse:
“Em nota, a Sociedade Brasileira de Pediatria – que reúne cerca de 40 mil especialistas na saúde física, mental e emocional – afirma que é preciso fazer um alerta ‘para os riscos de se utilizar uma linguagem iminentemente infantil para discutir tópicos próprios do mundo adulto’ e chega a pedir que a série não fosse exibida.”
O GospelPrime acrescentou:
“A Frente Parlamentar pela Defesa da Vida e da Família do Congresso Nacional divulgou uma nota de repúdio à Super Drags. Os deputados destacam que o desenho ‘retrata assuntos de cunho moral de forma obscena e não educativa.’”
Contrariando essas posturas sólidas que apontam os prejuízos do desenho homossexual para as crianças, Danilo Gentili escolheu defender ferrenhamente Super Drags. Em sua reportagem intitulada “Danilo Gentili surpreende todo mundo, defende animação com Pabllo Vittar e detona evangélicos,” a TV Foco disse:
“O apresentador surpreendeu muitos de seus críticos ao sair em defesa da série animada Super Dragas… ‘Evangélicos, se isso é um problema pra vocês, resolvam esse problema na ferramenta do Netflix de controle de pais,’ publicou ele em seu perfil oficial no Twitter. O apresentador continuou citando a variedade presente no catálogo do serviço de streaming. ‘Não é porque vocês não querem ver que devem tentar banir todo mundo de ver. Aliás, existe uma série de outros desenhos animados com temáticas adultas no Netflix. E daí?’ questionou. Nas respostas à sua postagem, Gentili foi apoiado pelo cantor Lobão, outro artista politicamente mais identificado com a direita política. ‘Perfeito, Danilo, apoiado. Esses carolas histéricos são tão imbecis quanto carolas estatizados do PT,’ comentou o rockeiro.”
Foi péssimo Lobão chamar os evangélicos de imbecis.
Foi pior ele igualar aos petistas os evangélicos que defendem a proteção moral das crianças contra desenhos homossexuais. É muito mais justo igualar aos petistas os olavetes — indivíduos que seguem, muitas vezes cegamente, o astrólogo Olavo de Carvalho. Por coincidência, tanto Gentili quanto Lobão são comumente vistos como olavetes por suas bajulações ao astrólogo.
Pastores evangélicos deveriam responder a Lobão que imbecis não são os evangélicos que lutam para defender as crianças. Imbecis são petistas e olavetes que defendem um desenho homossexual e ainda por cima zombam dos evangélicos.
Claro que a postura de Gentili e Lobão, de defender um desenho gay e ridicularizar os evangélicos, não foi desaprovada nem criticada por petistas e outros esquerdistas.
Como todo olavete, Gentili e Lobão atribuem ao astrólogo a vitória eleitoral de Jair Bolsonaro, embora a grande imprensa dos EUA e de Israel tivessem deixado claro que essa vitória ocorreu graças aos evangélicos.
A conclusão final é que os evangélicos estão descobrindo que direitistas, principalmente olavetes, nem sempre defendem a necessária proteção moral das crianças e que direitismo, principalmente o olavismo, não equivale a Cristianismo.
Em termos espirituais, convém que os evangélicos, que sempre foram zombados pelo PT e agora começam a ser zombados por uma direita emburrecida e embruxada, orem pela salvação de Pabllo Vittar, Danilo Gentili e Lobão.
Em termos conservadores, assim como evangélicos cobram de Pabllo Vittar por suas imoralidades, convém agora os pastores cobrarem de Danilo Gentili e Lobão por sua defesa de um desenho homossexual, pois ao divulgarem esses dois “direitistas,” esses pastores deram a impressão falsa — um verdadeiro falso testemunho — para o público evangélico de que eles são exemplos na defesa de valores morais. Não são.
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11 de novembro de 2018

Memorando do Google “confirma o pior medo” dos conservadores


Memorando do Google “confirma o pior medo” dos conservadores

Art Moore
Notícias de um relatório interno vazado do Google indicando que as empresas de tecnologia pretendem censurar conteúdo da web como editores em resposta a um ressurgimento político da direita “confirmam nosso pior medo,” disse o presidente do Centro de Pesquisa de Mídia Brent Bozell.
“Ao contrário das declarações públicas do Google e do que eles nos disseram em discussões privadas, o Google está no negócio da censura e, aparentemente, também no negócio de mentir,” disse ele.
Bozell é líder de uma coalizão de organizações conservadoras de notícias que dizem que o Google, o Facebook, o Twitter e outros se engajaram em censura de opiniões conservadoras, censura que reduziu drasticamente seu tráfego nas mídias sociais.
“Vamos nos reunir imediatamente com nossos parceiros de coalizão e anunciaremos os próximos passos muito em breve,” disse ele.
O Breitbart News obteve uma cópia do memorando interno do Google, o qual argumenta que por causa de fatores como a eleição do presidente Trump, a “tradição americana” de liberdade de expressão na internet não é mais viável.
Intitulado “O Bom Censor,” o documento de 85 páginas reconhece que o Google e outras plataformas de tecnologia agora “controlam a maioria das conversas online” e estão empreendendo uma “mudança para censurar” em resposta a eventos políticos indesejados em todo o mundo.
No mês passado, o Breitbart publicou imagens de vídeo vazadas que mostraram que altos executivos prometeram garantir que a ascensão de Trump e do movimento populista seja apenas um “pontinho” na história.
Uma fonte oficial do Google disse ao Breitbart que o documento é uma pesquisa interna e não deve ser considerado como uma posição oficial da empresa.
O documento interno recentemente divulgado descreve a liberdade de expressão irrestrita na Internet como uma “narrativa utópica” que foi “prejudicada” por eventos políticos recentes e “mau comportamento” dos usuários.
O memorando afirma que as empresas gigantescas de tecnologia foram forçadas a mitigar os valores concorrentes do “mercado de ideias não-mediado” versus “espaços bem ordenados de segurança e civilidade.”
O memorando distingue entre a “tradição americana”, que “prioriza a liberdade de expressão” em detrimento da “civilidade” e da “tradição europeia” favorecendo a “dignidade sobre a liberdade e a civilidade sobre a liberdade”.
As plataformas de tecnologia, segundo o memorando, estão agora se movendo em direção à tradição europeia, com o Google assumindo um novo papel como garantidor da “civilidade” como um “editor.”
Em depoimento ao Congresso, porém, o Google, o Facebook e o Twitter insistiram que são plataformas neutras, o que as torna imunes à Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações.
O Breitbart observou que, embora o público-alvo do “Bom Censor” não seja claro, ele obviamente gastou tempo e esforço significativos para produzi-lo.
E muitas das recomendações do memorando agora se refletem no Google na política do Google, como o argumento de que as empresas de tecnologia terão de censurar suas plataformas se quiserem “expandir globalmente.”
O Google está construindo um mecanismo de busca censurado para obter acesso ao mercado chinês.
Entre outros pontos, o memorando afirma que “os usuários estão perguntando se a abertura da Internet deve ser comemorada afinal de contas” e que “a liberdade de expressão se tornou uma arma social, econômica e política.”
O documento, na página 49, acusa o presidente Trump de espalhar a “teoria da conspiração” de que as sugestões de preenchimento automático do Google favoreceram injustamente Hillary Clinton em 2016.
Contudo, a pesquisa independente do professor de Harvard Robert Epstein, apresentada no novo filme “The Creepy Line,” indica que o Google favoreceu Hillary em 2016.
Um apoiador de Hillary Clinton em 2016, Epstein em 2012 descobriu que o efeito de manipulação do mecanismo de busca tem o poder de manipular a opinião de um indivíduo sem seu conhecimento.
Epstein concluiu, através de sua pesquisa, que o Google e o Facebook poderiam influenciar cerca de 12 milhões de votos nas eleições deste outono.
“Isso é um tremendo poder nas mãos de duas empresas, e deve preocupar a todos nós, independentemente da filiação política,” disse ele.
O memorando do Google avisa que as preocupações sobre a censura de grandes plataformas de tecnologia se espalharam para além da mídia de direita, entrando na grande mídia.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do WND (WorldNetDaily): Google memo 'confirms worst fear' of conservatives
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10 de novembro de 2018

Esqueça o Google Tradutor, use a Bíblia! Livro Sagrado está sendo guia para a Inteligência Artificial traduzir textos entre idiomas enquanto mantém o significado e tom exatos


Esqueça o Google Tradutor, use a Bíblia! Livro Sagrado está sendo guia para a Inteligência Artificial traduzir textos entre idiomas enquanto mantém o significado e tom exatos

Phoebe Weston
Os cientistas agora estão usando a Bíblia para ajudar os algoritmos a aperfeiçoar sua capacidade linguística.
Uma Inteligência Artificial foi treinada em várias versões da Bíblia para poder traduzir trabalhos escritos em diferentes estilos para diferentes públicos.
Cada versão da Bíblia contém mais de 31.000 versículos que os pesquisadores usaram para produzir mais de 1,5 milhão de pares únicos de versículos fonte e alvo.
As ferramentas da Internet que traduzem texto entre idiomas como inglês e espanhol estão amplamente disponíveis.
Criar tradutores de estilo — ferramentas que mantêm o texto na mesma linguagem, mas transformam o estilo — têm sido muito mais lentos para aparecer.
Em parte, os esforços para desenvolver os tradutores foram frustrados pela dificuldade de adquirir a enorme quantidade de dados necessários.
É nesse ponto que a equipe de pesquisa da Faculdade Dartmouth recorreu à Bíblia.
O resultado é um algoritmo treinado em várias versões da Bíblia que pode traduzir trabalhos escritos em diferentes estilos para diferentes públicos.
A equipe liderada por Dartmouth disse que a Bíblia é “um grande conjunto de dados paralelo, antes inexplorado, de texto paralelo alinhado.”
De acordo com a pesquisa, publicada na revista Royal Society Open Science, esse não é o primeiro conjunto de dados paralelo criado para tradução de estilo, mas é o primeiro que usa a Bíblia.
Outros textos que foram usados no passado, variando de Shakespeare a verbetes da Wikipédia, fornecem conjuntos de dados que são muito menores ou não tão adequados para a tarefa de aprender a tradução de estilos.
“A Bíblia em inglês vem em muitos estilos diferentes de escrita, tornando-a o texto fonte perfeito para trabalhar com tradução de estilo,” disse Keith Carlson, Ph.D. estudante em Dartmouth e principal autor do trabalho de pesquisa sobre o estudo.
A Bíblia já está completamente indexada pelo uso sistemático de números de livros, capítulos e versículos.
A organização previsível do texto entre as versões elimina o risco de erros de alinhamento que podem ser causados por métodos automáticos de correspondência de diferentes versões do mesmo texto.
“A Bíblia é um conjunto de dados ‘divinos’ com o qual trabalhar para estudar essa tarefa,” disse Daniel Rockmore, professor de ciência da computação em Dartmouth e autor contribuinte do estudo.
“Os seres humanos vêm realizando a tarefa de organizar textos bíblicos durante séculos, de modo que não precisamos colocar nossa fé em algoritmos de alinhamento menos confiáveis.”
Leitura recomendada: