27 de junho de 2016

Conservador? Direitista? Cristão? Ou produto pirata?


Conservador? Direitista? Cristão? Ou produto pirata?

Julio Severo
Há um segmento no Brasil que alega defender valores morais e cristãos, mas ostenta boca suja, e acha que isso faz parte do conservadorismo, ignorando completamente que boca suja nada tem a ver com valores morais e cristãos.
Boca suja nunca foi marca de conservadorismo e muito menos de Cristianismo. É marca registrada de esquerdismo, especialmente o marxismo de Lênin.
Esse segmento diz que defende a vida e a família, mas igualmente defende a Inquisição, que matava a vida e a família de multidões de inocentes. É uma contradição cósmica.
Defender matança de inocentes, seja através de aborto ou de Inquisição, não é marca de conservadorismo, mas de ideologia extremista e espírito de seita esotérica radical.
Esse segmento alega que o conservadorismo dos EUA é sua maior inspiração. Mas o conservadorismo americano tradicionalmente rejeita boca suja e é o maior denunciador da Inquisição que já existiu na história da humanidade. O mesmo conservadorismo americano que hoje inspira uma luta sistemática contra a indústria sangrenta do aborto também inspirou, durante séculos, uma luta sistemática contra a indústria sangrenta da Inquisição.
O conservadorismo americano se destaca por sua esplêndida liderança histórica contra a Inquisição e liderança moderna contra o aborto. E, sim, para os que nunca perceberam: a essência e maioria do conservadorismo americano sempre foi evangélica.
Entretanto, o segmento radical do “conservadorismo” brasileiro quer, xingando todos os discordantes, desculpar a Inquisição e ainda posar de imitador do conservadorismo americano. Quer fazer parecer que a essência do conservadorismo é católica pró-Inquisição, quando tal imagem está longe da realidade. Tal imagem é tudo, menos conservadora e americana.
Isso nada tem a ver com rivalidade entre evangélicos e católicos, pois o segmento brasileiro tem muito mais afinidades e características de seita esotérica do que qualquer outra coisa. Tem paixão por filosofias “iluminadas,” mas não tem a mesma paixão pela Palavra de Deus.
Esse segmento — que na teoria é americanista, mas que na prática está em contradição e oposição ao conservadorismo americano — só pode ser definido então como produto pirata e pervertido, criado para confundir, desestabilizar e arruinar o conservadorismo brasileiro.
Para dissipar toda confusão: quem quer que queira seguir o conservadorismo americano precisa entender que o conservadorismo americano não tem e nunca teve nada a ver com a defesa da Inquisição e de palavrões.
Como explicar então a defesa da Inquisição entre extremistas católicos direitistas do Brasil?
O espírito e natureza da Inquisição têm origem no islamismo e a origem da defesa da Inquisição entre católicos direitistas no Brasil não tem origem no conservadorismo americano. Quem me explicou isso foi um filósofo católico pró-vida e conservador do Brasil. Ele me esclareceu que a Inquisição sangrenta tem muito a ver com o islamismo e que sua defesa entre direitistas católicos do Brasil está ligada a Olavo de Carvalho, que tem raízes filosóficas e espirituais islâmicas. Ele disse:
A Inquisição só apareceu no século XIII. Durante doze séculos, a Igreja Católica não ousou defender a fé católica por meios coercitivos. No ano 385, quando o imperador Máximo condenou o herege Prisciliano à morte, Santo Ambrósio, bispo de Milão, com o consenso de quase todo o episcopado da época, condenou a medida como contraria à mansidão do Evangelho. Em 866, o Papa Nicolau I, consultado pelo rei da Bulgária sobre se o rei poderia usar a força para converter os pagãos de seu reino, respondeu que “Deus ama a homenagem espontânea, pois, se desejasse usar a força, ninguém conseguiria resistir à sua onipotência.”

É da convivência com os muçulmanos que surge a ideia de um tribunal da inquisição coercitivo, o qual condena à fogueira os hereges impenitentes e mancha a história da Igreja Católica com uma nodoa de vergonha. É dos muçulmanos que os católicos tomam também a ideia de “guerra santa.” 

A Igreja Católica, pelas declarações oficiais dos últimos papas, já reconheceu que a Inquisição era “incompatível com a mansidão do Evangelho” (para citar as palavras de Santo Ambrósio). A defesa que Olavo faz da Inquisição, em meu humilde modo de ver, pretende matar dois coelhos com uma só cajadada:
1) Acostumar os católicos direitistas com um tipo de religiosidade sanguinolenta e violenta, mais própria dos adeptos de Maomé do que dos seguidores de Cristo (basta observar como os olavetes se comportam de maneira agressiva, especialmente contra quem ousa contestar seu mestre, tais como os muçulmanos fazem em defesa de seus mestres).
2) Tal como no caso da suposta excomunhão dos comunistas, a defesa da Inquisição desmoraliza a autoridade espiritual da hierarquia católica, que é pintada pelo Olavo como uma instituição insensata que pede perdão por aquilo que praticou e que, além disso, por algo que era justo, belo e bom.
Quando eu denuncio o Olavo na Igreja Católica, a maioria me responde que ele “converte” muita gente para o catolicismo. Sublinho que se trata de um catolicismo muito esquisito, para dizer o mínimo, pois não dá para ser católico sem hierarquia.
O catolicismo do Olavo é esquisito porque faz abstração completa da hierarquia. Os olavetes batem no peito que são católicos, xingam os protestantes com palavrões no Facebook, mas não se preocupam em guardar-se de obscenidades. É um “catolicismo” mucho loco que faz parecer uma torcida de time de futebol, que inclusive se dá o direito de xingar o técnico [o papa] e bater nos jogadores do próprio time…
Os olavetes dão pouca atenção à liturgia oficial, salvo quando é para criticar supostos abusos (afinal de contas, esses padres são todos uns comunistas excomungados mesmo). Outra coisa que Olavo faz é viver à custa do catolicismo popular brasileiro, valorizando práticas que estão muito próximas da superstição.
O catolicismo de que o Olavo gosta não é um catolicismo de acordo com a doutrina, a liturgia e a disciplina oficial. É o catolicismo com as confusões, os sincretismos e a ignorância própria da religiosidade popular brasileira, que constitui um bom adubo para a ascensão do misticismo de natureza islâmica como religião superior.
Ao contrário do cristão que tem a obrigação de confessar a fé mesmo sob risco de morte, o muçulmano pode ocultar sua própria crença se com isso ajuda melhor a expansão do islamismo. 
Está aí a opinião de um filósofo católico brasileiro.
O conservadorismo americano, que supostamente é a maior fonte de inspiração para muitos direitistas católicos do Brasil, não tem nada a ver com palavrões, defesa da Inquisição, sincretismos, misticismo islâmico e outros ismos suspeitos.
O fenômeno que parece estar ocorrendo no Brasil é que vendedores piratas mascararam seu produto “conservador” com suas próprias qualidades inexistentes no conservadorismo americano e o estão vendendo (através de cursos e livros) como se fosse cópia legítima do conservadorismo americano.
O Brasil, já acostumado a tantos outros produtos piratas, está aceitando e pagando numa boa essa versão fajuta e rejeitada nos Estados Unidos.
O resultado final desse empreendimento não vai ser menos falso do que o esforço para vender um conservadorismo regado a palavrões, superstições e Inquisições.
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26 de junho de 2016

Evangélicos agora concordam com Obama: Os EUA não são mais uma nação cristã


Evangélicos agora concordam com Obama: Os EUA não são mais uma nação cristã

Emily McFarlan Miller/RNS
Os Estados Unidos não são mais uma nação cristã.
Essa resposta foi dada por 59 por cento dos evangélicos brancos recentemente entrevistados pelo Instituto de Pesquisa Pública de Religião (IPPR) em parceira com o Instituto Brookings.
Na nova pesquisa do IPPR/Brookings lidando com essas questões, os americanos expressaram preocupações com influências externas sobre o modo de vida americano. A maioria deles concordou que os EUA estão no caminho errado, mas mostrou opiniões diferentes sobre como entrar no caminho certo. A pesquisa, divulgada na quinta-feira (23 de junho), entrevistou mais de 2.600 adultos entre 4 de abril e 2 de maio.
A população evangélica sente que sua predominância cultural nos EUA acabou, disse Henry Olsen, membro do Centro de Ética & Políticas Públicas, que esteve presente na conferência de imprensa do IPPR. “Nos 4 anos passados um crescente número de evangélicos está vendo que os EUA estão irremediavelmente perdidos,” ele disse. “Isso tem implicações imensas para as políticas americanas no futuro.”
O relatório IPPR/Brookings disse, “nenhum grupo americano sente mais nostalgia da década de 1950 do que os evangélicos brancos,” com 70 por cento dizendo que os EUA mudaram para pior.
Outras constatações importantes:
·         De cada 10 americanos, aproximadamente 6 (57 por cento) dizem que os valores do islamismo estão em conflito com os valores americanos e seu modo de vida. De todos os grandes grupos religiosos, os evangélicos brancos (74 por cento) expressaram o nível mais elevado de ceticismo.
·         A maioria (55 por cento) dos americanos crê que o modo de vida americano precisa ser protegido de influências externas. De todos os grandes grupos religiosos, os cristãos brancos — inclusive evangélicos brancos (76 por cento), católicos brancos (68 por cento) e protestantes brancos (63 por cento) — são os que mais probabilidade têm de dizer que seu modo de vida precisa de proteção.
·         Os americanos estão divididos sobre se a discriminação contra os cristãos se tornou um problema tão grande nos EUA hoje como a discriminação contra outros grupos. Muitos cristãos — inclusive 77 por cento dos evangélicos brancos, 54 por cento dos protestantes brancos, 53 por cento dos católicos brancos e protestantes negros e 50 por cento dos católicos hispânicos — sentem que a discriminação anticristã é um problema. Discordam cerca de 8 em cada 10 americanos que não têm nenhuma religião (78 por cento) e membros de outras religiões (77 por cento).
Traduzido e editado por Julio Severo do original em inglês da revista Charisma: Evangelics Now Agree With Obama: America Is Not a Christian Nation Anymore
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24 de junho de 2016

A votação Brexit


A votação Brexit

Paul Craig Roberts
Comentário de Julio Severo: Paul Craig Roberts é um ex-alto funcionário do governo de Ronald Reagan, o presidente mais conservador dos EUA nos últimos 50 anos. Não concordo com tudo o que Roberts diz, mas ele tem muita coisa aproveitável de sua oposição aos socialistas e aos neocons. Ele é um dos maiores denunciadores do domínio neocon no governo dos EUA. O artigo dele sobre a saída da Grã-Bretanha da União Europeia é muito importante, especialmente seu alerta de que a votação não tem caráter legalmente obrigatório e que para ter validade depende da aprovação do Parlamento Britânico. Isso significa que a luta do povo inglês ainda não terminou. A boa notícia é que, de acordo com o DailyMail, o maior jornal da Inglaterra, os dois únicos líderes mundiais que apoiaram o BREXIT foram Donald Trump e Vladimir Putin. Leia agora o artigo de Roberts:
O que significa a votação Brexit?
Esperamos que seja um rompimento com a União Europeia (UE) e a OTAN e, assim, um modo de evitar a 3ª Guerra Mundial.
A UE e a OTAN são instituições malignas. Essas duas instituições são mecanismos criados pelo governo dos EUA a fim de destruir a soberania dos povos europeus. Essas duas instituições dão ao governo dos EUA controle sobre o mundo ocidental e servem tanto como acobertamento como facilitadoras das agressões do governo dos EUA. Sem a UE e a OTAN, o governo americano não poderia forçar a Europa e o Reino Unido a um conflito com a Rússia.
Claramente, a imprensa prostituta mentiu sobre as pesquisas de opinião pública a fim de desanimar o voto da saída da UE. Mas não funcionou. O povo britânico sempre foi fonte de liberdade. Foram as realizações históricas dos britânicos que transformaram a lei num escudo do povo contra uma arma nas mãos do Estado e deu ao mundo um governo que presta contas. Os britânicos, ou a maioria deles, compreenderam que a UE é um mecanismo governamental ditatorial no qual o poder está nas mãos de indivíduos que não prestam contas a ninguém e no qual a lei pode ser facilmente usada como uma arma nas mãos de um governo que não presta contas a ninguém.
O governo americano, num esforço para salvar seu domínio sobre a Europa, lançou uma campanha, com o apoio voluntário da imprensa prostituta e da esquerda, que lotaram a campanha One Percent. Essa campanha apresentava o esforço para preservar a liberdade e soberania britânica como racismo. Essa campanha desonesta mostra além de qualquer dúvida que o governo dos EUA e sua imprensa prostituta não têm a mínima consideração pela liberdade e a soberania dos povos. O governo dos EUA considera toda declaração de governo democrático como barreira à sua hegemonia e demoniza todo impulso democrático. O governo dos EUA afirma que só o governo americano e seus aliados terroristas têm o direito de escolher o governo da Síria, exatamente como o governo dos EUA escolheu o governo da Ucrânia.
O povo britânico, ou a maioria deles, mostrou desprezo pelo governo dos EUA. Mas a luta não terminou. Talvez ainda nem tenha começado. Eis o que os britânicos podem provavelmente esperar: o Banco Central dos EUA, o Banco Central da Europa e George Soros conspirarão para atacar a moeda britânica, fazendo-a cair e aterrorizando a economia britânica. Veremos quem é o mais forte: a vontade do povo britânico ou a vontade da CIA, do One Percent e da UE e dos nazistas neocons.
O ataque que está para ocorrer à economia britânica é a razão por que os apoiadores da votação para a saída UE, como Boris Johnson, estão enganados em sua crença de que “não há necessidade de pressa” para deixar a UE. Quanto mais os britânicos demorarem para escapar da UE autoritária, mais o governo dos EUA e a UE podem infligir castigo no povo britânico por votarem para deixar, e mais tempo a imprensa prostituta terá para convencer o povo britânico de que seu voto foi um erro. Pelo fato de que a votação não tem valor legalmente obrigatório, um Parlamento Britânico covarde e acuado pode rejeitar a votação.
O governo britânico deveria imediatamente anunciar o fim de sua participação nas sanções do governo americano contra a Rússia. Com apoio russo, os britânicos conseguirão sobreviver ao ataque que o governo dos EUA está conduzindo contra a economia britânica.
Traduzido e editado por Julio Severo do original em inglês do site de Paul Craig Roberts: The Brexit Vote
Leitura recomendada:
Outro artigo de Paul Craig Roberts:
Sobre a OTAN:
Sobre neocons:

Papa sobre a pena de morte: “Não matarás” é um mandamento indiscutível


Papa sobre a pena de morte: “Não matarás” é um mandamento indiscutível

Comentário de Julio Severo. A Associated Press informa que o Papa Francisco é totalmente contra a pena de morte, uma postura que contrasta com a Bíblia, que a prescreve contra assassinos exatamente para mostrar valor pela vida humana inocente. Claro que seria monstruoso uma pena de morte para exterminar também pessoas por um delito de opinião política ou religiosa. Tal realidade ocorria durante a Era Negra e Sangrenta da Inquisição, onde ou o papado ou Estados católicos subordinados ao papa condenavam a morte milhares de pessoas cujo único “crime” era discordar das imposições religiosas católicas. Nesse caso, o protesto de um papa contra tal pena de morte seria muito bem-vindo. O que o Papa Francisco está fazendo agora é o que os papas deviam ter feito 500 anos atrás, contra a matança de inocentes. Um Papa Francisco teria sido extremamente útil 500 anos atrás, revogando toda ordem insana de queimar judeus e protestantes “heréticos” na fogueira da Inquisição e condenando publicamente governos católicos que fizessem uso dessa máquina assassina para liquidar inocentes. Com relação à pena de morte para assassinos, não há absolutamente nada de errado com esse castigo. Mas não sei o que é pior: um papa que se opõe à pena de morte para criminosos ou pseudo-católicos que desculpam a Inquisição para inocentes. Leia agora a reportagem da Associated Press:  
CIDADE DO VATICANO (AP) — O Papa Francisco está aumentando sua oposição à pena capital, dizendo que é uma ofensa à vida, contradiz o plano de Deus e não tem nenhum propósito no que se refere a castigo.
Numa mensagem de vídeo para um congresso contra a pena de morte na Noruega, Francisco declarou: “O mandamento ‘Não matarás’ tem valor absoluto e se aplica tanto aos inocentes quanto aos culpados.”
Francisco ultrapassou seus antecessores e o ensino católico tradicional ao dizer que simplesmente não existe justificativa para a pena de morte hoje. Ele disse na terça-feira que em vez de prestar justiça, fomenta vingança.
O ensino católico permite o recurso à pena capital quando é o único jeito de defender vidas “com eficácia” contra um agressor.
Francisco disse: “Não se deve esquecer que o direito à vida que é inviolável e dado por Deus também pertence aos criminosos.”
Traduzido por Julio Severo do original em inglês da Associated Press: Pope on death penalty: “Thou shalt not kill” is absolute
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23 de junho de 2016

Estes são os líderes evangélicos que estão avançando a causa de Donald Trump


Estes são os líderes evangélicos que estão avançando a causa de Donald Trump

Julio Severo
Na terça-feira de manhã, 1.000 apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres evangélicos — todos os maiores líderes espirituais dos Estados Unidos — se reuniram com Donald Trump, sob intermediação de Mike Huckabee, que já foi pastor batista e governador do Arkansas.
Trump no evento com líderes evangélicos
Alveda King, sobrinha de Martin Luther King e líder pró-vida que participou do evento, disse:
“A questão número um apresentada ao Sr. Trump pelo corpo como um todo foi a liberdade religiosa. O Sr. Trump garantiu aos participantes que proteger a liberdade religiosa é uma preocupação principal e é prioridade em seus planos. Além disso, ele prometeu nomear juízes pró-vida para o Supremo Tribunal.”
Franklin Graham, filho do legendário evangelista Billy Graham e um líder evangélico cada vez mais proeminente nos EUA, também palestrou no mega-evento. Ele encorajou a audiência a se envolver em causas políticas, porém deixou claro: “Não estou endossando nenhum candidato.” Ele acrescentou que não deixaria de orar por Trump.
Durante o evento, a equipe de Donald Trump anunciou um novo comitê consultivo executivo evangélico. Trump disse que os membros do comitê se reunirão regularmente, sob a liderança de Michele Bachmann, uma evangélica com histórico luterano, mas com experiências neopentecostais.
“Tenho um respeito e admiração tremendos por esse grupo,” Trump acrescentou. “Espero continuar a falar sobre as questões que são importantes para os evangélicos… e as soluções de bom senso que eu implementarei quando me tornar presidente.”
Os evangélicos são agora o maior e único grupo religioso dando apoio a Trump, que tem se notabilizado por propor uma mudança radical e dramática na política externa americana, banindo a imigração islâmica aos EUA, apoiando cristãos perseguidos em países muçulmanos e buscando maior amizade e parceria com a Rússia contra o que Trump vê como ameaça prioritária: o terrorismo islâmico. Enquanto a prioridade do governo Obama tem sido hostilizar a Rússia, a prioridade do governo Trump seria o terrorismo islâmico.
Sojournes, uma proeminente organização evangélica esquerdista que endossa Obama, denunciou o encontro evangélico de Trump. Mas antes que o leitor brasileiro pense que Trump é unanimidade entre evangélicos conservadores americanos, não é.
Em matéria na Charisma, a maior revista pentecostal do mundo, o Dr. Michael Farris disse que esse encontro entre líderes evangélicos e Trump “sinaliza o fim da Direita cristã.” Farris é fundador da prestigiosa Home School Legal Defense Association (Associação de Defesa Legal da Educação Escolar em Casa), que é a maior associação de educação em casa do mundo.
A maior preocupação de grandes líderes evangélicos conservadores opostos a Trump é que ele não tem um histórico pró-vida e pró-família. Pelo contrário, além de ter apoiado causas abortistas e homossexuais, Trump frequentemente muda de opinião.
Os membros do comitê evangélico de Trump são:
·         Michele Bachmann, ex-deputada federal
·         A.R. Bernard, pastor sênior e presidente do Christian Cultural Center (Centro Cultural Cristão)
·         Mark Burns, pastor do Harvest Praise and Worship Center (Centro de Louvor e Adoração da Colheita)
·         Tim Clinton, presidente da Associação Americana de Conselheiros Cristãos
·         Kenneth e Gloria Copeland, fundadores dos Ministérios Kenneth Copeland
·         James Dobson, escritor, psicólogo e apresentador do programa “My Family Talk”
·         Jerry Falwell Jr., presidente da Universidade Liberty
·         Ronnie Floyd, pastor sênior da Cross Church (Igreja da Cruz)
·         Jentezen Franklin, pastor sênior da Free Chapel (Capela Livre)
·         Jack Graham, pastor sênior da Prestonwood Baptist Church (Igreja Batista Prestonwood)
·         Harry Jackson, pastor sênior da Hope Christian Church (Igreja Cristã da Esperança)
·         Robert Jeffress, pastor sênior da Primeira Igreja Batista de Dallas
·         David Jeremiah, pastor sênior da Shadow Mountain Community Church (Comunidade da Montanha das Sombras)
·         Richard Land, presidente do Seminário Evangélico do Sul (de orientação batista)
·         James MacDonald, fundador e pastor sênior da Harvest Bible Chapel (Capela Bíblia da Colheita)
·         Johnnie Moore, escritor e presidente da empresa KAIROS
·         Robert Morris, pastor sênior da Gateway Church (Igreja da Entrada)
·         Tom Mullins, pastor sênior da Christ Fellowship­ (Comunidade de Cristo)
·         Ralph Reed, fundador da Coalizão de Fé e Liberdade
·         James Robison, fundador de Life OUTREACH International
·         Tony Suarez, vice-presidente executivo da Conferência Nacional de Liderança Cristã Hispânica
·         Jay Strack, presidente da Universidade de Liderança Estudantil
·         Paula White, pastora sênior do Centro Cristão Novo Destino
·         Tom Winters, jurista do escritório advocatício Winters and King Inc.
·         Sealy Yates, jurista do escritório advocatício Yates and Yates.
Com informações da revista Charisma e do Facebook de Franklin Graham.
Leitura recomendada:

22 de junho de 2016

Julio Severo busca mover os cristãos a orações diárias com “Prophetic Prayers” (Orações Proféticas)


Julio Severo busca mover os cristãos a orações diárias com “Prophetic Prayers” (Orações Proféticas)

Escritor anuncia lançamento nos Estados Unidos de livro recente que utiliza o Livro de Provérbios

SAINT CLOUD, Fla. (EUA) — Com a meta de inspirar os cristãos a orar diariamente na esperança de impactar condutas e assuntos humanos, o livro “Prophetic Prayers: Daily Prayer Guide Based on the Book of Proverbs” (Orações Proféticas: Guia Diário de Orações Baseado no Livro de Provérbios), publicado por WestBow Press (divisão da Thomas Nelson & Zondervan) apresenta uma perspectiva prática sobre oração, incentivando os crentes a usar suas orações como canal para a intervenção de Deus em sua vida e na vida de outras pessoas, famílias e autoridades de acordo com o que a Palavra de Deus revela.
“Eu havia lido num livro de Billy Graham acerca de seu costume de ler e meditar num capítulo por dia do Livro de Provérbios,” explica o escritor Julio Severo. “Naquela época, 27 anos atrás, eu costumava orar várias horas por dia, e ao ler e meditar num capítulo de Provérbios, comecei a ‘profetizar’ (declarar em oração) alguns de seus versículos sobre pessoas e situações, com resultados maravilhosos.”
Usando a instrução encontrada no Livro de Provérbios, “Prophetic Prayers” ensina os leitores como usar suas orações para impactar condutas e assuntos humanos. Em sua essência, é um manual com base em Provérbios.
Um trecho de “Prophetic Prayers”:
Provérbios nos inspira a profetizar a vontade específica de Deus para situações específicas. Inspira-nos também a fazer orações criativas para ajudar a promover a justiça e enfraquecer toda maldade neste mundo. Profetizando Provérbios para muitas situações, a justiça de Deus romperá na vida das pessoas e as moverá a conhecer e viver a vontade de Deus.
“Prophetic Prayers” (somente em inglês)
Julio Severo
Capa dura (200 páginas) ISBN 9781512737974
Capa mole (200 páginas) ISBN 9781512737967
E-Book (200 páginas) ISBN 9781512737950
Disponível nas livrarias evangélicos e seculares dos Estados Unidos, inclusive na Amazon and Barnes & Noble
Para encomendar “Prophetic Prayers” em capa dura, capa mole e e-book, use este link.
Para encomendar no Brasil, consulte a Amazon do Brasil neste link.
Ou a Livraria Cultura, neste link.
Para encomendar em Portugal, consulte a Bertrand Livreiros, neste link.
No Canadá, Austrália e todos os países da Europa, use o sistema local da Amazon, que já disponibiliza “Prophetic Prayers” em vários países.

21 de junho de 2016

Entrevista com Filipe Luiz C. Machado, autor do livro “Armas, Defesa Pessoal e a Bíblia”


Entrevista com Filipe Luiz C. Machado, autor do livro “Armas, Defesa Pessoal e a Bíblia”

Julio Severo
O desarmamento é um assunto defendido ferrenhamente pela Esquerda, inclusive a Esquerda evangélica. Na verdade, o maior fato influenciando os evangélicos é a cultura, que no Brasil é desarmamentista desde sempre. No passado, só a elite e o clero católico podiam andar armados. Aos cidadãos, restava confiar sua segurança aos seus senhores. Mas essa cultura brasileira tradicional ou mesmo moderna e esquerdista está de acordo com a Bíblia? Acredito que não. Por isso, entrevistei o Filipe Luiz C. Machado, autor do livro “Armas, Defesa Pessoal e a Bíblia,” para trazer vários esclarecimentos sobre desarmamento e porte de armas.
Filipe Luiz C. Machado
Julio Severo: Pelo que li no seu livro “Armas, Defesa Pessoal e a Bíblia,” seu esforço principal é voltado para conscientizar evangélicos que não entendem sobre a necessidade de porte de armas para defesa. Você gastou muito tempo buscando convencer o leitor sobre o porte. Você sente dificuldade no evangélico brasileiro para esse tema?
Filipe Machado: Sim, pois é mais um dos temas que é deixado de lado, quase como que ao arbítrio de cada indivíduo. Muitas igrejas não se preocupam em pregar a prática cristã efetiva e este e outros assuntos acabam sendo negligenciados. Senti a obrigação de demonstrar como a Bíblia, ao contrário do que se pensa, é muito clara sobre esse assunto — então tive a esperança de que se o crente lê a Bíblia, poderia ser convencido por ela.
Julio Severo: Por que os evangélicos americanos aceitam porte de armas com naturalidade e os evangélicos brasileiros não?
Filipe Machado: Por lá, também, muitos rejeitam as armas, mas a cultura favorece o contrário. São um povo que se envolve em guerras constantes, lutam (ou não) de forma mais efetiva contra o terrorismo, possuem uma legislação que protege os bens materiais e dá meios para o cidadão fazer isso... O conjunto maior da nação americana acaba propiciando um entendimento mais “rápido”.
Julio Severo: Por que na mente do evangélico brasileiro porte de armas é sinônimo de bandidagem? Isso vem da cultura ou da Bíblia?
Filipe Machado: Creio que é sinônimo disso e/ou da ilusão de que as armas dos crentes são as do evangelho. Certamente vem da má interpretação bíblica e aliado à cultura da “paz e amor”, da “não agressão” e de que já vivemos em um país suficientemente violente. O cristão brasileiro tem dificuldade em entender que a finalidade da arma é poupar vidas e propriedades, e não a simples e irrestrita retirada de vida das pessoas.
Julio Severo: O que a Bíblia diz sobre porte de armas?
Filipe Machado: Que é plenamente lícito e em até certo ponto, necessário.
Julio Severo: O que a tradição protestante diz sobre o porte de armas?
Filipe Machado: Sempre haverá as vozes discordantes, mas ao que nos parece, há unanimidade sobre o tema. A ilustração da capa do livro, por exemplo, é um fiel retrato: uma família de puritanos do século 17 indo à igreja – homens à frente e armados, a fim de zelarem pelos demais, tanto dos assaltantes como de animais selvagens. Uma rápida pesquisada em outras artes protestantes, revela a naturalidade das armas em meio ao contexto.
Julio Severo: Tradicionalmente, o porte de armas é uma liberdade em países católicos ou protestantes?
Filipe Machado: Mais em países protestantes. Primeiro, porque muitas vezes foram perseguidos por católicos. E em segundo lugar, porque o catolicismo prega aquela falsa piedade exterior, como se flores pudessem combater o crime. Ou ainda, porque os católicos desconsideram que o homem, sem Cristo, é inerentemente mau e não fará nenhum bem, a não ser que seja convencido e trazido por e para Jesus.
Julio Severo: Por que no país mais protestante do mundo, os EUA, sempre houve mais liberdade de porte de armas para a população geral e no país mais católico do mundo, o Brasil, sempre houve mais restrições para a população geral, sendo acessível quase que exclusivamente para as classes ricas e dominantes? Quais são as causas dessa disparidade?
Filipe Machado: A América do Norte foi criada a partir dos “pais peregrinos” ou “puritanos” que partiram da Inglaterra, a fim de fundar a “Nova Inglaterra”, como era chamado os EUA, antigamente. Dado esta veia protestante e ainda mais pelo contexto de perseguição e guerras que os puritanos viviam, o armamento era algo corriqueiro, absolutamente normal — e tudo isso foi incorporado à cultura.  Já no Brasil, a situação é bem diferente: não fomos fundados por cristãos e não temos nenhum registro muito relevante ou de grande duração, de crentes comandando esta nação. Some-se a isso a entrada massiva do esquerdismo e temos o retrato da atualidade.
Julio Severo: Por que grupos esquerdistas defendem obsessivamente o desarmamento?
Filipe Machado: Porque querem que somente o Estado detenha o monopólio da força, pois amam o Estado-gigante e quanto mais dependente dele o povo for, mais fácil será o controlar.
Julio Severo: Por que a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) defende o desarmamento? Eles se desviaram da Bíblia?
Filipe Machado: Porque possuem raízes esquerdistas. E sim, se desviaram da Bíblia, ao menos neste quesito.
Julio Severo: Por que os pastores adeptos da Teologia da Missão integral defendem o desarmamento? Eles se desviaram da Bíblia?
Filipe Machado: À semelhança de outros movimentos, também creem em pontos esquerdistas, enaltecendo o Estado e falando em “luta de classes”. E se amam o Estado, principalmente o “Estado social”, querem que toda a força esteja somente com ele, pois o “patrão é mau e só quer explorar”. Igualmente, creem que o amor pode vencer barreiras, se esquecendo, porém, que neste mundo teremos aflições, como nosso Senhor já disse. A missão integral falha em, muitas vezes, reduzir o evangelho à ascensão da classe mais pobre, como se este fosse o primeiro objetivo do evangelho. E sim, neste quesito, se desviaram da Escritura.
Julio Severo: Um pastor deveria publicamente defender o desarmamento ou porte de armas?
Filipe Machado: Sem sombra de dúvidas. Se é um assunto claro na Bíblia, a omissão configura pecado. Todavia, há a necessidade de sabedoria para se tratar, uma vez que, em alguns casos, é melhor sofrer do que causar dano pior.
Julio Severo: Qual a diferença entre desarmamento e a paz bíblica?
Filipe Machado: Desarmamento é o povo sem armas e toda força no Estado. Paz bíblica pode ser a paz com Deus, paz entre os homens. A verdade é que a paz bíblica se obtém conforme a Bíblia ordena, e não de acordo com os preceitos humanos.
Julio Severo: Em países em que o governo permite o porte de armas, o que o cristão deve fazer?
Filipe Machado: Adquirir uma arma para proteger a si e sua família. Fica na liberdade de quem não o desejar, mas deve estar certo de que o prover de seu segurança e de outrem, especialmente os homens, não é uma opção, e sim um dever. A pessoa pode desejar não ter uma “arma de fogo”, mas deve estar prevenida de algum outro modo.
Julio Severo: Em países em que o governo impõe o desarmamento, o que o cristão deve fazer para se defender de criminosos armados?
Filipe Machado: Há quem defenda a legitimidade para se desobedecer esta norma, ainda mais em contexto de ruralismo ou regiões sem qualquer policiamento. Se esta for a opção adotada por alguém, deve lembrar que pode sofrer sanções por causa disso. Já se optar por não ter algo “ilegal” (mas que fere a Bíblia), pode comprar outros objetos que podem auxiliar um pouco na defesa, como bastões, sprays ou até mesmo uma potente arma de ar comprimido.
Julio Severo: Existe uma obrigatoriedade ou necessidade de porte de armas?
Filipe Machado: Creio que ambas, a depender do contexto em que se tira esta pergunta.
Julio Severo: É certo o cristão que não gosta de armas condenar o cristão que possui armas?
Filipe Machado: Não. A condenar alguém por estar seguindo as Escrituras é algo terrível.
Julio Severo: É certo o cristão que possui armas condenar o cristão que não gosta de armas?
Filipe Machado: Eu substituiria a palavra “condenar” por ensinar. Creio que o crente deve sempre buscar a “paz com todos”, como diz a Bíblia — e isto inclui o ensino e a admoestação aqueles que ainda não entendem alguma verdade bíblica.
Julio Severo: Como o leitor pode fazer para adquirir seu livro?
Filipe Machado: A primeira remessa já se esgotou. Foram vendidas perto de 700 unidades de modo independente. Querendo Deus, ainda em 2016 será feita uma nova remessa e o link para compra será o atual (www.livro.reformahoje.com.br), a menos que consiga alguma editora para vender. No link atual, é possível adquirir o livro digital.
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