12 de dezembro de 2018

George H.W. Bush enviou delegação secreta à China após massacre de Tiananmen em 1989


George H.W. Bush enviou delegação secreta à China após massacre de Tiananmen em 1989

Sunny Chao
O ex-presidente dos Estados Unidos George H. Bush (pai) desempenhou um papel de apoio ao regime comunista chinês após o massacre da Praça Tiananmen em junho de 1989. O massacre provocou protestos internacionais e os Estados Unidos aprovaram sanções econômicas contra a China. No entanto, Bush enviou uma delegação secreta ao país com o objetivo de normalizar as relações entre Washington e Pequim.
Praça Tiananmen
Bush, de 94 anos, morreu em 30 de novembro passado, após vários anos enfrentando problemas de saúde. A rádio Voz da América informou que a mídia chinesa expressou sua afeição pelo 41º presidente dos Estados Unidos e o chamou de “um velho amigo do povo chinês”.
A sangrenta repressão contra os estudantes chineses que se manifestaram em 4 de junho de 1989 em favor da democracia continua sendo um dos tabus políticos mais censurados na China de hoje. O número de vítimas nunca foi totalmente revelado, embora as estimativas de grupos de direitos humanos e testemunhas oculares variem de centenas a vários milhares. Dezenas de milhares foram detidos e presos.
Após o terrível massacre, comunidades internacionais aplicaram sanções contra a China. Em 28 de junho de 1989, Washington aprovou duras sanções econômicas contra o país asiático e suspendeu as negociações e os fundos para comércio, além de proibir o envio de equipamentos de uso da polícia, informou em junho de 2011 o Politico, um jornal norte-americano sobre política.
No entanto, menos de um mês depois da sangrenta repressão aos manifestantes estudantis, Bush enviou uma missão secreta à China. O então conselheiro de Segurança Nacional Brent Scowcroft e o vice-secretário de Estado Lawrence S. Eagleburger enviaram-nos a Pequim durante o fim de semana de 4 de julho de 1989, conforme informou o The Washington Post em dezembro de 1989.
Bush justificou sua missão secreta dizendo que a China “é mais de um bilhão de pessoas”. “Eles têm uma posição estratégica no mundo que é importante para nós… Eu não quero isolar o povo chinês”, relatou o The New York Times em dezembro de 1989. As “pessoas” mencionadas pelo ex-presidente Bush referem-se ao Estado ou aos líderes comunistas de Pequim, segundo o informativo do jornal.
A matéria jornalística salientou que a missão de Bush na China tinha mais a ver com interesses estratégicos: devido ao fato de ele ter traído os valores norte-americanos e ocidentais, além de trair os estudantes manifestantes que sacrificaram suas vidas por liberdade e democracia.
A mídia de Hong Kong como o Apple Daily informou que Bush não entendia a natureza tirânica do Partido Comunista Chinês na política contemporânea e que, portanto, atribuía grande importância às relações pessoais com autoridades do Partido, especialmente seu ex-líder, Deng Xiaoping. Bush visitou a China quase todos os anos depois de deixar o cargo em 1993 e quatro vezes em 1996, segundo o informe.
Sheng Xue, ativista canadense pela democracia, comentou em um seminário em Nova Iorque em 2009: “Os Estados Unidos ajudaram o PCC a superar o dilema após o massacre de Tiananmen”, informou a Radio France Internationale (RFI) em chinês em maio de 2011.
Sheng disse que a atitude da administração Bush de alguma forma apoiou a política de duplo foco do ex-líder do PCC, Deng Xiaoping — reformas econômicas e repressão política — após o massacre de 4 de junho.
O relatório da RFI menciona a “Diplomacia do décimo” — escrita por Qian Qichen, ex-ministro das Relações Exteriores do PCC — e que Deng disse ao conselheiro Scowcroft durante sua visita à China que o PCC estava lutando há 25 anos e que não tinha medo de ninguém. Deng disse a ele que, uma vez que Washington era responsável por sanções econômicas contra a China, também poderia eliminar as sanções dependendo de suas “palavras e ações”.
Quando Scowcroft retornou aos Estados Unidos, Bush escreveu uma carta agradecendo a Deng por receber sua delegação e descrevendo a ele como os Estados Unidos e o Japão eliminaram as palavras que condenavam a China do comunicado distribuído na cúpula do G7. Mas Deng não estava satisfeito. Em agosto, ele respondeu a Bush dizendo que os Estados Unidos eram responsáveis pelo levantamento das sanções.
Ao enviar uma missão secreta à China, Bush só queria manter ligações estratégicas entre Washington e Pequim, e é por isso que ele fechava os olhos para as violações dos direitos humanos. A missão também ignorou a tirania do regime chinês e a opressão sobre seu próprio povo, além de trair a liberdade e a democracia, valores pelos quais os manifestantes estudantis defenderam e ofereceram suas vidas na Praça Tiananmen em junho de 1989.
Fonte: Epoch Times
Divulgação: www.juliosevero.com
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11 de dezembro de 2018

Traição ou má escolha? Kavanaugh, juiz escolhido por Trump, se opõe a juízes conservadores para proteger a indústria do aborto


Traição ou má escolha? Kavanaugh, juiz escolhido por Trump, se opõe a juízes conservadores para proteger a indústria do aborto

Julio Severo
Os estados republicanos dos EUA tentaram remover o financiamento da Federação de Planejamento Familiar, a maior indústria de aborto nos Estados Unidos, levando seu caso ao Supremo Tribunal dos EUA. Embora os juízes conservadores, especialmente Clarence Thomas, tenham lutado contra o financiamento do aborto com dinheiro de impostos dos contribuintes americanos, os juízes de esquerda prevaleceram. Entre os esquerdistas estava Brett Kavanaugh, selecionado pelo presidente Donald Trump recentemente.
Kavanaugh se recusou a ficar do lado de outros juízes conservadores.
Joseph Farah, do WND (WorldNetDaily), disse que “Esta é uma tragédia cósmica,” que aconteceu em 10 de dezembro de 2018.
Isso é uma tragédia porque Trump não escolheu Kavanaugh para proteger a indústria do aborto. Ele o escolheu para proteger a vida inocente contra o aborto.
A decisão de Kavanaugh de ficar do lado dos esquerdistas foi uma grande derrota para os conservadores que estão lutando para proteger a vida dos bebês em gestação.
Quando Trump estava fazendo suas escolhas para o cargo de novo juiz do Supremo Tribunal, os evangélicos conservadores dos EUA tinham sugestões de verdadeiros conservadores. Mas Trump evitou todas elas e escolheu Kavanaugh.
Muitos pensaram que Kavanaugh foi a escolha certa, porque a grande mídia esquerdista o atacou de forma furiosa e implacável.
Mas eles não consideraram que a mídia está em modo de ataque. Tudo o que Trump escolher, a mídia irá atacar. Se Trump disser “negro,” a mídia dirá “branco,” apenas para contrariá-lo.
Então, pelo fato de que a grande mídia esquerdista fez tanto rebuliço contra Kavanaugh, o universo conservador de repente esqueceu que ele não tinha um histórico tão conservador e o tratou como um super-herói conservador — que mudou para super-herói esquerdista em uma importante decisão que deveria ter protegido os bebês, mas que Kavanaugh e outros esquerdistas usaram para proteger a indústria do aborto.
Agora, aqueles que haviam aclamado Kavanaugh como um herói conservador irão chamá-lo de “traidor.” Talvez ele esteja apenas sendo fiel ao seu próprio histórico.
Os conservadores precisam entender que esse problema poderia ter sido evitado se Trump tivesse seguido as sugestões dos conservadores. Mas ele as evitou. E enquanto os conservadores estavam ocupados e distraídos por causa do rebuliço esquerdista contra Kavanaugh, Trump silenciosamente escolheu outro juiz para um tribunal federal: um ativista homossexual.
Então o problema não está em Kavanaugh. Está em Trump.
O que pode ser feito?
Os evangélicos americanos não podem esquecer o seu presidente. Eles precisam pressionar Trump dia após dia. Ele está sob enorme pressão dos esquerdistas. Os conservadores não têm escolha: precisam exercer uma enorme pressão sobre ele.
Na última eleição, Trump perdeu a Câmara dos Deputados, mas os conservadores ficaram aliviados pelo fato de ele ter mantido o Senado, que é importante para nomear juízes do Supremo Tribunal para derrotar o aborto legal nos Estados Unidos. Mas de que vale ter o Senado se Kavanaughs forem escolhidos?
Sem a devida pressão conservadora, Trump continuará escolhendo conservadores falsos como Kavanaugh. Não dá para derrotar o aborto desse jeito.
Se os conservadores têm realmente seriedade sobre a monstruosidade do aborto, muito mais pressão é necessária em Trump e nos republicanos.
Se me dessem a incrível oportunidade de fazer uma humilde recomendação a Trump, eu o aconselharia a nomear o juiz Tom Parker para o Supremo Tribunal ou nomear um juiz escolhido por ele.
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10 de dezembro de 2018

Pesquisa: Maioria dos frequentadores de igrejas protestantes se recusa a beber álcool


Pesquisa: Maioria dos frequentadores de igrejas protestantes se recusa a beber álcool

LifeWay Newsroom
A maioria dos frequentadores de igrejas diz que a Bíblia ensina contra a bebedeira. Mas isso não impede cerca de 4 em 10 de tomar uma bebida de vez em quando.
Enquanto 41% dos frequentadores de igrejas protestantes dizem que consomem álcool, 59% dizem que não. Essa é uma leve mudança de 10 anos atrás, de acordo com um recente estudo da LifeWay Research, de Nashville.
Em uma pesquisa por telefone realizada por LifeWay Research em 2007, 39% dos frequentadores de igrejas protestantes disseram que sim, eles bebiam álcool, enquanto 61% disseram que não.
Pesquisas do Gallup nos últimos 75 anos mostraram que dois terços de todos os adultos americanos aproveitam ocasiões para beber bebidas alcoólicas, inclusive 63% em 2018.
“Enquanto o consumo de álcool continua a ser visto como comum nos Estados Unidos, as atitudes dos frequentadores de igrejas sobre o consumo de álcool não mudaram muito na última década,” disse Scott McConnell, diretor executivo da LifeWay Research.
Quase 9 em cada 10 frequentadores de igreja (87 por cento) concordam que as Escrituras dizem que as pessoas nunca devem se embriagar. Isso é de 82% em 2007.
Mas quando se trata de abstinência total, menos de um quarto (23%) dos frequentadores de igrejas protestantes acreditam que as Escrituras indicam que as pessoas nunca devem beber álcool. A maioria (71%) discorda.
A participação de frequentadores de igrejas que dizem que as Escrituras ensinam contra qualquer tipo de consumo de álcool diminuiu seis pontos percentuais na última década. Em 2007, 29 por cento disseram que as Escrituras orientam as pessoas a nunca beber álcool; sessenta e oito por cento discordaram.
Quando os cristãos bebem socialmente, muitos frequentadores de igrejas acreditam que podem fazer com que outros crentes tropecem ou se confundam. Em 2017, 60% concordam e 32% discordam. A parte que diz que beber socialmente pode fazer com que os outros tropecem caiu de 63% em 2007.
Pesquisadores também revelaram que pouco mais da metade dos frequentadores de igrejas dizem que as Escrituras indicam que todas as bebidas, inclusive álcool, podem ser consumidas sem pecado (55%) e que os cristãos exercem liberdade bíblica quando tomam álcool em quantidades razoáveis (54%).
Atitudes e comportamentos relacionados ao uso de álcool variam de acordo com a idade, geografia, filiação denominacional e outros fatores demográficos.
Os frequentadores de igreja do sexo masculino são mais propensos a dizer que bebem álcool em comparação com as mulheres (48 por cento contra 37 por cento).
Luteranos (76%) e metodistas (62%) são mais propensos a dizer que bebem do que os batistas (33%), os não confessionais (43%) e as Assembleias de Deus e os pentecostais (23%).
Os frequentadores de igreja com idades entre 18 e 34 anos estão divididos de maneira igual sobre o consumo de álcool, com 50% dizendo que bebem e 50% dizendo que não. Quarenta e um por cento dos frequentadores de igrejas com idades entre 35 e 49 anos dizem beber, enquanto 59% não bebem; 44 por cento das pessoas de 50 a 64 anos dizem que consomem álcool, enquanto 56 por cento não consomem álcool. Os frequentadores de igreja com idade igual ou superior a 65 anos eram os menos propensos a dizer que bebem álcool, com 32% dizendo sim ao consumo de álcool e 68% dizendo não.
Entre os frequentadores de igreja, pessoas com escolaridade superior são mais propensas a dizer que bebem do que aquelas com menos escolaridade. Os frequentadores de igreja com pós-graduação são mais propensos a dizer que bebem álcool (62 por cento), seguido por aqueles com um grau de bacharel (59 por cento), algum diploma universitário (46 por cento) e pessoas que são graduadas do ensino médio ou menos (26 por cento).
“Perspectivas dos frequentadores de igreja sobre o álcool não estão mudando muito rápido,” disse McConnell. “A maioria acredita que, biblicamente, eles podem beber, mas preferem não fazê-lo.”
Traduzido por Julio Severo do original em inglês da revista Charisma: Research: Most Protestant Churchgoers Refuse to Drink Alcohol
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7 de dezembro de 2018

Nova ministra de Bolsonaro, Damares Alves é conhecida como grande motivadora e articuladora das boas causas no Congresso Nacional


Nova ministra de Bolsonaro, Damares Alves é conhecida como grande motivadora e articuladora das boas causas no Congresso Nacional

Ministra de Mulheres, Família e Direitos Humanos diz que “mulher nasceu para ser mãe” e que ideologia de gênero “é morte”

Julio Severo
Com uma longa trajetória de defesa de causas pró-vida, Damares Alves, que é pastora pentecostal, foi crescendo e conquistando, por méritos próprios, espaços para articular e fortalecer movimentos pró-vida e em defesa de crianças indígenas ameaçadas de morte por costumes tribais que envolvem bruxaria. Ela se tornou assessora de vários deputados, depois assessora especial da Frente Parlamentar Evangélica e em seguida, assessora do Senador Magno Malta.
Bolsonaro e Damares Alves
Todos os que lhe deram cargos foi pelos méritos dela de grande motivadora e articuladora.
Sua trajetória fez tanto sucesso e alcançou tanto reconhecimento que não passou despercebido do Presidente Jair Bolsonaro, que decidiu nomeá-la como ministra de Mulheres, Família e Direitos Humanos.
De cara, ela preocupa as esquerdas por dizer, de acordo com a Folha de S. Paulo, que a mulher “nasceu para ser mãe,” seu “papel mais especial,” e dizer que elas estão em guerra com os homens é uma lorota feminista. 
A maior preocupação da Globo são as posturas de Damares contra o aborto. Uma manchete da Globo diz: “‘Nós queremos Brasil sem aborto,’ diz futura ministra de Mulher, Família e Direitos Humanos.”
“O aborto não desengravida nenhuma mulher. A mulher caminha o resto da vida com o aborto. Se a gravidez é um problema que dura só nove meses, eu digo para vocês que o aborto é um problema que caminha a vida inteira com a mulher,” disse Damares.
É com essas declarações pró-vida que ela ajudará o Ministério dos Direitos Humanos a proteger vidas, em vez de proteger políticas de morte e destruição.

Polêmicas

De acordo com a Globo, ela disse: “Nós queremos Brasil sem aborto. De que forma? Um Brasil que priorize políticas púbicas de planejamento familiar, que o aborto nunca seja considerado, e visto nessa nação, como um método anticonceptivo.”
Uma política de planejamento familiar mais abrangente e forte é parte do histórico e declarações também de Bolsonaro, que se diz católico, mas não se alinha à natureza do movimento pró-vida, que entende corretamente que a maioria dos métodos contraceptivos é microabortiva, embora sejam apresentados falsamente como “não abortivos.”
Os únicos métodos inteiramente não microabortivos são esterilização e planejamento familiar natural, que recomendo para todos os indivíduos que não querem nada com Deus.
Tanto Damares quanto Bolsonaro precisam de esclarecimentos sobre os malefícios da contracepção. Como dizia o Pe. Paul Marx, fundador de Human Life International, a maior organização pró-vida do mundo, a mentalidade contraceptiva leva à mentalidade pró-aborto.
Outra questão polêmica foi uma declaração dela à Globo, dizendo: “Que fique bem claro: se precisar, estarei nas ruas com as travestis. Se precisar, estarei na porta das escolas com as crianças que são discriminadas por sua orientação sexual.” Tal postura lhe valeu o apoio de Toni Reis, presidente da Aliança Nacional LGBTI, que disse que não se opôs à nomeação dela como ministra. Toni tem histórico de denúncias contra mim e contra Silas Malafaia ao Ministério Público Federal.
Na verdade, não existe “orientação sexual,” termo usado pelas esquerdas para sustentar uma sexualidade fictícia, dando ares de normalidade às perversões e anormalidades do ativismo gay. Crianças jamais nascem homossexuais. Só nascem homens ou mulheres. O resto é perturbação e perversão. Embora a declaração de Damares, conforme citada ou mal-interpretada pelo Globo, faça parecer que haja apoio dela a um suposto desejo de crianças buscando ser homossexuais, sua atuação no ministério é que vai definir e mostrar sua real postura.
Fora a polêmica sobre contracepção microabortiva e “orientação sexual,” o currículo de Damares é impecável. Estranha, pois, que olavetes tenham se oposto ao nome dela. O olavete Bernardo Kuster, que abandonou a igreja evangélica para cultuar o olavismo, se apressou em indicar nomes para que Bolsonaro evitasse nomear Damares.
Tentativa inútil e descabida, pois mais de 100 organizações pró-família apoiaram a indicação de Damares.

Damares: Representando evangélicos, que no governo Bolsonaro estão subrepresentados

A rejeição do nome de Damares deixaria, no governo Bolsonaro, os evangélicos abaixo da subrepresentação em que eles já se encontram. Embora os evangélicos sejam reconhecidos (reconhecimento feito inclusive pelo petista Fernando Haddad e também por Benjamin Harnwell, que é sócio de Steve Bannon, adepto do ocultista islâmico René Guénon, o principal inspirador do alegado antimarxismo do astrólogo Olavo de Carvalho) como responsáveis principais pela vitória de Bolsonaro, são os olavetes que acabaram sendo indicados por Bolsonaro para ocupar os cargos ministeriais mais importantes. Resultado: Enquanto os olavetes estão ocupando no governo Bolsonaro muito mais cargos do que merecem, os evangélicos estão subrepresentados, ocupando pouquíssimos cargos.

Histórico de lutas

Contudo, no pouco espaço que têm no governo Bolsonaro, os evangélicos estão bem representados por Damares, cujo currículo extraordinário tem:
* Ela é fundadora da Atini, uma entidade que protege crianças indígenas. Há um costume indígena de matar crianças deficientes ou rejeitadas pelo feiticeiro da tribo. A FUNAI, sob governos esquerdistas, nunca fez nada para proteger essas crianças, preferindo em vez disso proteger o costume assassino. A ATINI acolhe e protege crianças em risco e também suas mães.
* Ela é coordenadora do Movimento Nacional pela Cidadania Brasil Sem Aborto
* Ela é coordenadora do Movimento Nacional Brasil Sem Drogas
* Ela é coordenadora do Instituto Flores de Aço com sede Brasília que milita em defesa dos direitos da mulher.
* Ela é uma das fundadoras do Movimento Brasil Sem Dor, que atua na prevenção da automutilação e autolesão e do suicídio de jovens   crianças e adolescentes
* Ela é coordenadora da Campanha “Brasil Um País que Adota”
* Ela é membro do Programa Mundial Infância a Protegida
* Ela é co-idealizadora do Projeto Tekoê, que tem sede no Gama, DF, e que acolhe mães e crianças indígenas em situação de risco.

Quem é a ministra

Nascida em 1964, Damares Alves é uma mulher tipicamente nordestina. Filha de um pastor pentecostal e uma dona de casa, de nome Guilhermina, a nova ministra cresceu morando em diversas cidades do Nordeste.
Aos 6 anos de idade foi abusada sexualmente. Como seu pai era pastor e frequentemente hospedava em sua casa pastores e missionários, houve a fatalidade de um desses pastores abusar da hospedagem para cometer abusos sexuais contra a filha do anfitrião. Essa lição mostra a importância de os pais vigiarem os filhos em todo o tempo, mesmo quando estão na presença de pessoas supostamente confiáveis.
A consequência dos abusos impossibilitou que ela engravide. Vencendo as dificuldades, ela estudou e se formou como educadora e advogada, vindo a trabalhar como assessora da Frente Parlamentar Evangélica por muitos anos.
No Congresso Nacional ela sempre defendeu a bandeira dos direitos humanos. Ela teve a coragem de quebrar o silêncio e trazer para a sociedade e para o Congresso Nacional o debate sobre o infanticídio indígena e a falta de assistência médica e a dignidade humana das pessoas com deficiência em meio aos povos tradicionais.
Damares é uma evangélica especial que detecta uma boa causa de longe e articular para essa boa causa se expandir. Em 2003, ela pegou meu livro “O Movimento Homossexual” e mostrou numa reunião da Frente Parlamentar Evangélica, me apresentando a todos os deputados evangélicos.
Embora eu já atuasse diretamente no Congresso Nacional desde 1992, participando com a liderança católica pró-vida de audiências e eventos parlamentares, foi Damares quem articulou minha estreia oficial na bancada evangélica. Logo em seguida, fiz a palestra de abertura da primeira conferência oficial da Frente Parlamentar Evangélica e deputados começaram a citar meu livro em seus discursos na tribuna do Congresso Nacional.
Damares é a grande motivadora e articuladora das boas causas no Congresso Nacional, tendo sido, por muitos anos, a mulher que nos bastidores agilizou a Frente Parlamentar Evangélica. Agora, no ministério de Mulheres, Família e Direitos Humanos não será diferente.
Com informações de Globo, Folha de S. Paulo e GospelPrime.
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6 de dezembro de 2018

A incrível história de como o presidente George H.W. Bush se tornou pró-vida


A incrível história de como o presidente George H.W. Bush se tornou pró-vida

Brad Mattes
Comentário de Julio Severo: Fico contente que o presidente George H.W. Bush tenha se tornado pró-vida com a ajuda do Dr. Jack Willke, que produziu o melhor manual pró-vida dos EUA. Willke faleceu em 2015, mas tive oportunidade de conhecê-lo pessoalmente em 1999 num grande congresso pró-vida, ganhando dele seu manual e outros livros autografados.
Dr. Jack Wilke e George H. W. Bush
Grande parte do mundo está assistindo enquanto ocorre o funeral de chefe de estado do ex-presidente George H.W. Bush. Os EUA fazem um bom trabalho honrando os líderes mais elevados da nação quando Deus os chama para o Céu.
Tanto como vice-presidente e presidente, George H.W. Bush era fortemente pró-vida. Mas nos primeiros dias da eleição de Ronald Reagan em 1980, isso estava longe de ser o caso.
George H.W. Bush apoiava o aborto como candidato a presidente, uma das razões pelas quais Reagan prevaleceu sobre ele. Quando Ronald Reagan nomeou Bush para concorrer com ele durante a Convenção Republicana, houve uma decepção considerável entre militantes pró-vida.
O Dr. Jack Willke, meu ex-colega e fundador do Life Issues Institute, era então presidente do Comitê Nacional do Direito à Vida. Ao ouvir a notícia de uma chapa Reagan/Bush, ele foi ao hotel que servia como sede do Partido Republicano e pediu para ver Bush. Em vez disso, ele foi apresentado a Bill Casey, diretor da campanha de Reagan, que veio a ser o diretor da CIA. Jack explicou a necessidade de ver Bush e Casey concordou. Ele foi levado a uma sala onde ficaram apenas os dois.
Jack enfatizou para Bush a necessidade de eleger Ronald Reagan, ele transmitiu a complicação de ter um companheiro de chapa que apoiava o aborto e sugeriu ao candidato que ele o informasse sobre a questão do aborto. Bush começou a compartilhar sua opinião sobre o assunto, mas Jack o interrompeu dizendo que preferia ouvir a posição de Bush sobre o aborto depois da reunião informativa.
Então Jack acrescentou: “Preciso de quatro horas para informá-lo cuidadosamente.” Bush reagiu com um leve choque, mas ele continuou. “Nós representamos muitos americanos pró-vida. Se pudermos dizer a eles que você acha que esse assunto é muito importante, que você dedicou uma quantidade substancial de tempo para ser informado, isso causará uma impressão favorável em nosso pessoal.” Bush respondeu: “Seu argumento é válido. Vamos fazer isso.”
Jack pressionou ainda mais, pedindo para trazer alguns líderes pró-vida depois do almoço para discutir a campanha. Bush concordou.
Algumas semanas depois, Jack estava sentado no sofá da casa de Bush em Kennebunkport, Maine, com um projetor de slides entre eles.
Usando imagens eficazes, Jack introduziu o candidato a vice-presidente à beleza da vida no útero, bem como a realidade chocante do que o aborto faz com os bebês e suas mães. Eles também discutiram os principais argumentos a favor e contra o aborto.
No final de seu tempo juntos, Jack então perguntou a Bush qual era a posição dele sobre o aborto. Bush sorriu, percebendo a estratégia do tempo juntos. “Eu não tinha essa postura antes, mas agora tenho. Apoiarei uma emenda à Constituição para proibir o aborto e derrubar a decisão Roe versus Wade, como uma emenda de direitos de cada estado.”
Missão cumprida!
Essa reunião mudou o curso da história e muitos bebês estão vivos hoje por causa das políticas pró-vida do governo do Presidente George H.W. Bush. Você pode assistir ao Dr. Willke contar essa história em uma breve entrevista em inglês aqui.
O presidente Bush manteve sua palavra.
Como presidente, ele orientou seu ministro da Justiça a pedir ao Supremo Tribunal que revogasse suas decisões pró-aborto na decisão Roe versus Wade e um caso posterior que reafirmava Roe, Webster versus Serviços de Saúde Reprodutiva.
O presidente Bush trabalhou para limitar os financiamentos da lei Título X para organizações que promovem o aborto e manteve a política da Cidade do México, que impede que o dinheiro do contribuinte americano de impostos financie a indústria do aborto no exterior.
O presidente Bush também usou sua autoridade de veto para proteger bebês em gestação. Ele vetou todo um projeto de lei de gastos quando os democratas do Congresso tentaram afrouxar a Emenda Hyde. No geral, ele apresentou 10 vetos de contas que não tinham proteção para os bebês em gestação.
E ele fez proclamações anuais de santidade da vida. A declaração do presidente Bush em 1991 dizia aos americanos que seu governo “defendia alternativas compassivas ao aborto, como ajudar as mulheres em crise através de maternidades, encorajando adoção, promovendo educação para abstinência e aprovando leis que exigem notificação dos pais e períodos de espera para menores.”
Nós nos juntamos à nação no luto por este homem bom e decente. Sua conversão pró-vida é um testemunho permanente do poder da educação, a base sobre a qual as vitórias políticas e legislativas pró-vida são construídas.
Por favor, mantenha a família do Presidente George H.W. Bush em suas orações.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês de LifeNews: The Amazing Story of How President George H.W. Bush Became Pro-Life
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5 de dezembro de 2018

O que é que eles têm feito? Neocons que nunca vão à guerra pedem agressivamente guerras nas quais jovens inocentes têm de lutar no lugar deles


O que é que eles têm feito? Neocons que nunca vão à guerra pedem agressivamente guerras nas quais jovens inocentes têm de lutar no lugar deles

John Duncan
O aniversário de 100 anos da assinatura do Armistício que terminou a Primeira Guerra Mundial gerou muitas discussões e artigos sobre a chamada “Grande Guerra.”
Os neoconservadores adoram provocar guerras e enviar jovens inocentes para lutar enquanto eles mesmos ficam confortavelmente sentados em suas poltronas, sem pisar em campo de batalha. A maioria deles, que tão ansiosamente conduziram os EUA à desastrosa guerra no Iraque, aparentemente quer ser considerada como Winston Churchills dos tempos modernos.
Eles podem ficar muito surpresos ao ler a grande biografia de Woodrow Wilson, de Scott Berg, que cita Churchill dizendo: “Os Estados Unidos deveriam cuidar de seu próprio país e ficar de fora da Guerra Mundial,” querendo dizer a Primeira Guerra Mundial.
Churchill disse a William Griffin, editor do jornal New York Enquirer em agosto de 1936: “Se os EUA não tivessem entrado na guerra, os Aliados teriam feito as pazes com a Alemanha na primavera de 1917. Se tivéssemos feito a paz, então não teria havido nenhum colapso na Rússia seguido pelo comunismo, nenhum colapso na Itália seguido pelo fascismo, e a Alemanha não teria… entronizado o nazismo.”
É incrível a frequência com que uma guerra leva ou causa outra.
É também impressionante como aqueles que nunca lutaram na guerra podem se empenhar em mandar outros para lutar e até serem mortos ou mutilados.
O que mostra tristemente a condição dos EUA é que na sua recente história de guerras desnecessárias, mas aparentemente permanentes, o presidente mais anti-guerra que os EUA tiveram nos últimos 70 anos foi Dwight D. Eisenhower, um militar de carreira e líder na Segunda Guerra Mundial.
As palavras mais famosas de Eisenhower vieram em seu discurso de despedida no final de sua presidência, quando ele advertiu contra os excessos do complexo militar-industrial.
Acredito que ele ficaria chocado com o fato de que os EUA foram longe no militarismo excessivo que ele orientou os americanos a evitar.
Menos famosas são as palavras de seu primeiro grande discurso como presidente quando ele falou à Sociedade Americana de Editores de Jornais em abril de 1953.
Nesse discurso, ele chamou a paz de “a questão que mais urgentemente desafia e exige a sabedoria e a coragem de todo o nosso povo.”
Ele acrescentou: “Cada arma que é feita, cada navio de guerra lançado, cada foguete disparado significa, no sentido final, um roubo contra aqueles que têm fome e não são alimentados, contra aqueles que estão com frio e não são vestidos.”
O presidente Donald Trump parece ter bons instintos. Depois de ter se manifestado contra a guerra no Iraque, ele disse que os EUA não deveriam pagar tantas contas de defesa militar de outros países.
Igualmente importante, em dezembro de 2016, cinco semanas depois de vencer a eleição, ele criticou o programa F-35 de US$ 400 bilhões e disse que haveria uma “restrição vitalícia” aos altos oficiais militares que vão trabalhar para a indústria bélica, a famosa porta giratória o Pentágono.
No entanto, o presidente até agora não trouxe de volta para os EUA nenhum número significativo de tropas americanas que estão em outros países. Ele também tem se gabado de seus grandes aumentos em gastos militares.
Os gastos militares americanos mais do que dobraram desde o ano 2000. Eu me opus à maioria dos programas do presidente Barack Obama, mas é falso dizer que ele dizimou as forças armadas quando os gastos militares aumentaram tanto no governo de Bush quanto no governo de Obama.
Segundo algumas estimativas, os EUA têm hoje gastos militares, ou relacionados à indústria bélica, de quase US$ 1 trilhão por ano. Além disso, o Congresso concedeu ao Departamento de Defesa mais de US$ 200 bilhões em alívio dos tetos orçamentários ineficazes que vigoraram entre 2013 e 2017.
Agora, é claro, os EUA estão entrando em seu 18º ano de guerra no Afeganistão, estão apoiando a guerra dos sauditas no Iêmen e estão operando 800 bases militares no mundo inteiro.
Os neocons americanos — que são muito determinados, mas muito tolos — não se envergonham nem um pouco dos erros da política externa no Iraque, e continuam exigindo sanções e ações cada vez mais duras contra o Irã.
Stephen Kinzer, antigo correspondente no exterior do New York Times, escreveu que “a intervenção violenta (da CIA) no Irã pareceu uma boa ideia em 1953, e por um tempo pareceu ter sido bem-sucedida. Agora, porém, está claro que essa intervenção não apenas trouxe ao Irã décadas de tragédia, mas também colocou em movimento forças que minaram gravemente a segurança nacional americana.”
Ele acrescentou que “os resultados foram exatamente o oposto daquilo que os líderes americanos haviam esperado.”
Essas palavras poderiam ser aplicadas a quase tudo o que os EUA fizeram no Oriente Médio nos últimos anos. As guerras desnecessárias e outras iniciativas diplomáticas dos EUA causaram muito mais danos do que benefícios e criaram ainda mais inimigos para os EUA.
Muitos membros do Congresso sentem receio de votar contra ou até criticar os gastos militares por medo de serem chamados de antipatrióticos. Espero que mais membros do Congresso comecem a perceber que as recentes guerras dos EUA tiveram mais a ver com dinheiro e poder do que qualquer ameaça real a essa nação.
E eu gostaria que eles considerassem as palavras do colunista John T. Flynn, escritas em 1956, sobre o que ele chamou de “ocupação profissional corrupta” de usar dinheiro do governo para comprar votos.
“Em busca dessa ocupação profissional corrupta,” escreveu Flynn, “os políticos são confrontados pelo problema de encontrar atividades defensáveis nas quais gastar. Deve haver visibilidade no gasto de alguma utilidade para justificar os impostos pesados. É claro que a mais antiga ocupação profissional corrupta para gastar o dinheiro das pessoas é a instituição do militarismo.”
Precisamos de mais pessoas para atender às ordens da Bíblia, que nos orienta tanto no Antigo Testamento como no Novo a “buscar a paz e persegui-la” (Salmos 34:14 e 1 Pedro 3:11).
John “Jimmy” Duncan, que é membro do Partido Republicano, é deputado federal dos EUA pelo Estado do Tennessee.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do site The American Conservative (O Conservador Americano): What the ‘Neocon Chickenhawks’ Have Wrought
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